Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2018 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Ervália - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Advogado | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Bioquímico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Enfermeiro | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Fisioterapeuta I e II | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Assistente Social I e II | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Odontólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Oficial de Gabinete | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Médico Clínico Geral | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Farmacêutico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Médico Cirurgião Geral | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Médico Ginecologista (20h e 30h) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Médico Pediatra | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Médico Psiquiatra | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Médico Veterinário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Orientador Educacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor de Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Supervisor Pedagógico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente Educação Fundamental - Séries Iniciais | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Sociologia e Filosofia) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Física) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Química) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Inglês) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Geografia) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (História) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Ciências e Biologia) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Matemática) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Língua Portuguesa) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Docente para Ensino Fundamental e Médio - CESU (Artes) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Pedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Professor Educação Infantil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2018 - Prefeitura de Ervália - MG - Monitor de Educação Infantil Creche |
Q1730998 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO 

[...]

Os pensadores que defendem que o ser humano é sempre livre sabem que existem determinações externas e internas, fatores sociais e subjetivos, mas a liberdade de decidir sobre suas escolhas é superior à força dessas determinações. Um exemplo que poderia ser dado para entendermos essa noção seria a de dois irmãos que têm a mesma origem social, mas um se torna um criminoso e o outro não.

Vejamos o que o filósofo francês Jean-Paul Sartre disse sobre isso:

“[...] Por outras palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. […] Não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento. Assim, não temos nem atrás de nós nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas.

É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não criou a si próprio; e, no entanto, livre porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo o que fizer.” 

[...]

SANTOS, Wigvan. Mundo Educação. Disponível em: < https://bit.ly/2OXrrZf>. Acesso em: 21 ago. 2018. [Fragmento adaptado].

De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1729428 Português

O mal e o sofrimento

Se eu conversasse com Deus iria Lhe

perguntar por que é que sofremos tanto

quando viemos para cá? Que dívida é

essa que o homem tem de morrer para

pagar? Perguntaria também como é que

Ele é feito que não come, que não dorme

e assim vive satisfeito. Por que foi que

Ele não fez a gente do mesmo jeito? Por

que existem uns felizes e outros que

sofrem tanto, nascidos do mesmo jeito,

criados no mesmo canto? Quem foi

temperar o choro e acabou salgando o pranto?


Leandro Gomes de Barros 

O eu lírico demonstra:
Alternativas
Q1729427 Português

O mal e o sofrimento

Se eu conversasse com Deus iria Lhe

perguntar por que é que sofremos tanto

quando viemos para cá? Que dívida é

essa que o homem tem de morrer para

pagar? Perguntaria também como é que

Ele é feito que não come, que não dorme

e assim vive satisfeito. Por que foi que

Ele não fez a gente do mesmo jeito? Por

que existem uns felizes e outros que

sofrem tanto, nascidos do mesmo jeito,

criados no mesmo canto? Quem foi

temperar o choro e acabou salgando o pranto?


Leandro Gomes de Barros 

O poema retrata:
Alternativas
Q1729417 Português

Leia atentamente o poema Lundu do escritor difícil, de Mário de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.


Lundu¹ do escritor difícil

Eu sou um escritor difícil

Que a muita gente enquizila²,

Porém essa culpa é fácil

De se acabar duma vez:

É só tirar a cortina

Que entra luz nesta escurez.


Cortina de brim caipora,

Com teia caranguejeira

E enfeite ruim de caipira,

Fale fala brasileira

Que você enxerga bonito

Tanta luz nesta capoeira

Tal-e-qual numa gupiara³.


Misturo tudo num saco,

Mas gaúcho maranhense

Que para no Mato Grosso,

Bate este angu de caroço

Ver sopa de caruru4 ;

A vida é mesmo um buraco,

Bobo é quem não é tatu!


Eu sou um escritor difícil,

Porém culpa de quem é!…

Todo difícil é fácil,

Abasta a gente saber.

Bajé, pixé5 , chué6 , ôh “xavié”

De tão fácil virou fóssil,

O difícil é aprender!

Virtude de urubutinga7

De enxergar tudo de longe!


Não carece vestir tanga

Pra penetrar meu caçanje8 !

Você sabe o francês “singe”9

Mas não sabe o que é guariba?

— Pois é macaco, seu mano,

Que só sabe o que é da estranja10 .

ANDRADE, Mário de. Poesias completas. Edição crítica de Diléa Zanotto Manfio. Belo Horizonte:Ed) Itatiaia, 2005. 


1. Lundu: “Peça popular apenas cantada, de caráter brejeiro, derivada da dança do mesmo nome, muito em voga nos salões da sociedade colonial, a partir do século XIX, influindo em algumas formas do folclore brasileiro atual”. (Dicionário Michaelis Online)

2. Enquizila: Aquilo que provoca quizila, ou seja, “Sentimento de repulsa ou aversão por alguém ou algo, sem uma explicação racional; antipatia, ojeriza”. (Dicionário Michaelis Online)

3. Gupiara: “Depósito de cascalho em lugar elevado, acima do nível das águas”. (Dicionário Michaelis Online)

4. Sopa de caruru: Prato afro-brasileiro; entre os ingredientes, está o caruru, vegetal comestível.

5. Pixé: “Diz-se de comida queimada ou em que entrou fumaça”. (Dicionário Michaelis Online)

6. Chué: “Ordinário ou de pouco valor; apoucado, reles”. (Dicionário Michaelis Online)

7. Urubutinga: Espécie de urubu.

8. Caçanje: “Português malfalado ou mal escrito”. (Dicionário Michaelis Online)

9. Singe: Do francês, macaco.

10. Estranja: Relativo ao estrangeiro. 

Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – Neste poema, Mário de Andrade enfatiza o seu esforço de criação de uma expressão literária nacional, e, para tanto, utiliza vocabulário que resgata as regiões do Brasil.

II – Além da linguagem, Mário de Andrade resgata as raízes culturais do país, como a culinária e a representação artística.

III – Na primeira estrofe, Mário de Andrade faz uso da figura de linguagem antítese, ao empregar as palavras “difícil/fácil” e “luz/escurez”. Essas antíteses evidenciam a contradição vivenciada pelos intelectuais brasileiros que, com os olhos no estrangeiro, não conseguem compreender este poeta brasileiro.


É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):

Alternativas
Q1729408 Português

Leia com atenção a poesia de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, publicada em 1940 no livro Sentimento do Mundo, para responder à questão abaixo:


Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.

Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,

não cantaremos o ódio porque esse não existe,

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,

o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,

o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,

cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,

depois morreremos de medo

e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Sobre o texto, não é correto afirmar que:
Alternativas
Q1729407 Português

Leia com atenção a poesia de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, publicada em 1940 no livro Sentimento do Mundo, para responder à questão abaixo:


Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.

Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,

não cantaremos o ódio porque esse não existe,

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,

o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,

o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,

cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,

depois morreremos de medo

e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

A ideia central do texto é:
Alternativas
Q1729369 Português

Leia atentamente o poema Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, escritor brasileiro, para responder à questão.


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei 


Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive 


E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo Subirei

no pau-de-sebo Tomarei

banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar


Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcaloide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar 


E quando eu estiver mais triste 

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero 40Na

cama que escolherei Vou-me

embora pra Pasárgada. 


BANDEIRA, M. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. 

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1729367 Português

Leia atentamente o poema Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, escritor brasileiro, para responder à questão.


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei 


Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive 


E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo Subirei

no pau-de-sebo Tomarei

banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar


Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcaloide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar 


E quando eu estiver mais triste 

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero 40Na

cama que escolherei Vou-me

embora pra Pasárgada. 


BANDEIRA, M. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. 

Leia atentamente as afirmações a seguir:-


I – Um dos elementos centrais deste poema é o escapismo.

II – É possível afirmar que Pasárgada traria ao eu-lírico uma vida mais ativa e cheia de aventuras.

III – É possível depreender que Pasárgada é uma cidade tecnológica.


É (São) CORRETA(s) a(s) afirmação (ões):

Alternativas
Q1729328 Português

Seiscentos e Sessenta e Seis


A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…

Quando se vê, já é 6ª-feira…

Quando se vê, passaram 60 anos…

Agora, é tarde demais para ser reprovado…

E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,

eu nem olhava o relógio

seguia sempre, sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Mario Quintana

Assinale a alternativa incorreta
Alternativas
Q1729327 Português

Seiscentos e Sessenta e Seis


A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…

Quando se vê, já é 6ª-feira…

Quando se vê, passaram 60 anos…

Agora, é tarde demais para ser reprovado…

E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,

eu nem olhava o relógio

seguia sempre, sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Mario Quintana

Sobre o texto acima:
Alternativas
Q1728531 Português
Leia o fragmento a seguir.
[...] o tratamento externo dos fatores externos pode ser legítimo quando se trata de sociologia da literatura, pois esta não propõe a questão do valor da obra, e pode interessar-se, justamente, por tudo que é condicionamento. (Cândido, Antônio, Literatura e Sociedade, página 14, 2006)
O contexto acima faz-nos inferir que o autor propõe que:
Alternativas
Q1727780 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

    A visão preponderante na Ciência admite que as mudanças no clima global são um fato e vem ocorrendo pela ação da atividade humana. O desafio para o enfrentamento das causas e das consequências das Mudanças Climáticas é imensamente complexo. Para a Educação Ambiental (EA) parece ser ainda mais, na medida em que a compreensão do fenômeno Mudanças Climáticas é algo distante, difícil, abstrato, deslocado no tempo e longe no espaço.
  Análises apontam que se todas as emissões de gases de efeito estufa fossem paralisadas hoje, os gases presentes na atmosfera (que demoram em média um século para se dissipar) ainda aqueceriam a terra no mínimo em mais 1ºC até 2100, além dos 0,76 ºC que o planeta já ganhou desde a Revolução Industrial. A chave para a formulação e a implementação de políticas públicas de EA, em tempos de Mudanças Climáticas, deve estar centrada nas transformações humanas, propondo alternativas para o modelo e a cultura materialistas que colocam em risco a humanidade.
Disponível em:
http://www.mma.gov.br/governancaambiental/copa-verde/nucleo-mudancasclimaticas/experiencias-internacionais/item/8266 Acesso em: 19/07/2017
A partir das ideias que emergem do texto, leia as assertivas que seguem: I- A ação da atividade humana sobre o meio ambiente é uma das causas das mudanças no clima global. II- Emissões de gases de efeito estufa demorariam em média um século para agir na atmosfera da Terra e consequentemente diminuir sua temperatura. III- O modelo capitalista adotado pelo sistema econômico mundial afeta negativamente o clima global. É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q1727778 Português
Leia a música abaixo e responda a questão.

Planeta Água - Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão
tristes, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água [...]
Apesar do Brasil ser um país que possui reservas hídricas, e escassez de água é uma realidade em muitas regiões do país. Para enfrentar a crise hídrica, é necessário envolvimento governamental, comunitário e individual. A partir dessa premissa, analise as proposições a seguir e a relação entre elas.
I- O consumo de água é maior do que sua capacidade de renovação. No Brasil, esse consumo deve-se a densidade demográfica, crescimento de indústrias e irrigação na agricultura. Diante disso, o poder público visa mobilizar esforços que levem a boas práticas de manejo e uso sustentável da água.
PORQUE
II- O acesso universal e equitativo da água potável, reutilização segura da água, gestão integrada dos recursos hídricos e proteção dos ecossistemas relacionados com a água que inclui florestas, rios, aquíferos e lagos, tem o objetivo final de promover o desenvolvimento sustentável da água para todos. Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1727777 Português
Leia a música abaixo e responda a questão.

Planeta Água - Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão
tristes, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água [...]
Com base no texto apresentado, analise as afirmações a seguir: I- Por meio da música, o autor traz a informação de que a maior parte do planeta é coberta por água, isso justifica o título da música ser “Planeta Água”. II- Água é sinônimo de vida, ainda que apresente turbidez, vinda de fonte, pedra, riacho, ribeirão, leva fertilidade ao sertão, mata a sede da população das comunidades ribeirinhas. III- A referência feita pelo autor sobre as „águas escuras dos rios‟ é uma denúncia velada, quer dizer que a população deve se abster do contato com rios sujos, poluídos para evitar danos à saúde. Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1727233 Português
Leia atentamente o poema A Flor e a Náusea, publicado em 1945, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.


A Flor e a Náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre: Não, o
tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas,
alucinações e espera. O tempo pobre, o
poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são
surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova. As
coisas. Que tristes são as coisas,
consideradas sem ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade. Quarenta
anos e nenhum problema resolvido, sequer
colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos
os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais E
soletram o mundo, sabendo que o
perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao
menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo e dou a poucos
uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua! Passem de
longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego. Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem
os negócios, garanto que uma flor
nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país
às cinco horas da tarde e lentamente
passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças
avolumam-se.

Pequenos pontos brancos movem-se
no mar, galinhas em pânico. É feia.
Mas é uma flor. Furou o asfalto, o
tédio, o nojo e o ódio. 
Leia atentamente as afirmações a seguir:

I – A aproximação das palavras “melancolia” e “mercadoria”, no terceiro verso, somadas à informação presente no primeiro verso, mostram o apreço do eu lírico pelo mundo mercantilizado e capitalista.

II – Na terceira estrofe, percebe-se que a esperança do eu lírico para a mudança do cenário em que está inserido é pequena, dado que o único elemento que consola os doentes é o sol, embora tal consolo não produza muito efeito.

III – Na quarta estrofe, destaca-se a solidão vivenciada pelo momento histórico, a ditadura militar, já que as pessoas não conversam, não trocam correspondências e se informam apenas pelos jornais.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q1727232 Português
Leia atentamente o poema A Flor e a Náusea, publicado em 1945, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.


A Flor e a Náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre: Não, o
tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas,
alucinações e espera. O tempo pobre, o
poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são
surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova. As
coisas. Que tristes são as coisas,
consideradas sem ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade. Quarenta
anos e nenhum problema resolvido, sequer
colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos
os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais E
soletram o mundo, sabendo que o
perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao
menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo e dou a poucos
uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua! Passem de
longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego. Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem
os negócios, garanto que uma flor
nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país
às cinco horas da tarde e lentamente
passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças
avolumam-se.

Pequenos pontos brancos movem-se
no mar, galinhas em pânico. É feia.
Mas é uma flor. Furou o asfalto, o
tédio, o nojo e o ódio. 
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Neste poema, Carlos Drummond de Andrade representa a revolta do eu lírico frente ao mundo em que vive ao mesmo tempo em que mostra a esperança desse mesmo indivíduo com o aparecimento de uma flor que perturba.
II – Enquanto passeia pela cidade cinzenta, o eu lírico sente náusea. Seu desejo é de vomitar sobre tudo que lhe incomoda.
III – Na primeira estrofe, Carlos Drummond de Andrade indica que o eu lírico é uma pessoa presa à classe social à qual pertence.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q1727224 Português
Leia atentamente o poema Geometria dos ventos de Rachel de Queiroz, escritora brasileira, para responder à questão.


Geometria dos Ventos

Eis que temos aqui a Poesia, a grande
Poesia Que não oferece signos nem
linguagem específica, não respeita sequer
os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias, tão
espontânea que nem se sabe como foi
escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada - feito
uma flor na sua perfeição minuciosa, um
cristal que se arranca da terra já dentro
da geometria impecável da sua
lapidação. Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição
humana exacerba, até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério
ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia,
Sim, é o encontro com a Poesia. 
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1727222 Português
Leia atentamente o poema Geometria dos ventos de Rachel de Queiroz, escritora brasileira, para responder à questão.


Geometria dos Ventos

Eis que temos aqui a Poesia, a grande
Poesia Que não oferece signos nem
linguagem específica, não respeita sequer
os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias, tão
espontânea que nem se sabe como foi
escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada - feito
uma flor na sua perfeição minuciosa, um
cristal que se arranca da terra já dentro
da geometria impecável da sua
lapidação. Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição
humana exacerba, até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério
ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia,
Sim, é o encontro com a Poesia. 
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – O poema pode ser considerado metalinguístico, pois discute a arte de fazer poesia, II - para Rachel de Queiroz, o trabalho poético resulta apenas de muito empenho e lapidação. III – o poema em questão discute forma e conteúdo da arte poética.
É (São) correta(s) a(s) afirmação (ões):
Alternativas
Q1726778 Português
Marque a opção em que o sintagma preposicionado NÃO possibilita dupla interpretação:
Alternativas
Q1725834 Português

Leia atentamente o poema a seguir, de Manoel de Barros, escritor brasileiro, para responder à questão. 


O apanhador de desperdícios

    Uso a palavra para compor meus silêncios.     

    Não gosto das palavras

    fatigadas de informar.     

    Dou mais respeito

    

    às que vivem de barriga no chão

    tipo água pedra sapo.

    Entendo bem o sotaque das águas

    Dou respeito às coisas desimportantes

    e aos seres desimportantes.


     Prezo insetos mais que aviões.     

     Prezo a velocidade     

     das tartarugas mais que a dos mísseis.     

     Tenho em mim um atraso de nascença.

      Eu fui aparelhado


     para gostar de passarinhos.

    Tenho abundância de ser feliz por isso.

     Meu quintal é maior do que o mundo.

     Sou um apanhador de desperdícios:

     Amo os restos

    

     como as boas moscas.

     Queria que a minha voz tivesse um formato

     de canto.

     Porque eu não sou da informática:

     eu sou da invencionática.

     Só uso a palavra para compor meus silêncios. 

        

     MANOEL DE BARROS. Disponível em: Http://www.revistabula.com/2680-os-10-melhores-poemas-de-manoel-de-barros/. Acesso em: 10 dez. 2017

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
27001: B
27002: D
27003: D
27004: B
27005: B
27006: C
27007: C
27008: D
27009: D
27010: D
27011: B
27012: B
27013: B
27014: A
27015: C
27016: C
27017: A
27018: A
27019: E
27020: B