Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Uma das coisas mais inteligentes que um homem e uma mulher podem saber é saber que não sabem. Aliás, só é possível caminhar em direção à excelência se você souber que não sabe algumas coisas. Pior do que não saber é fingir que sabe. Quando você finge que sabe, impede um planejamento adequado, uma ação coletiva eficaz. Por isso, a expressão “não sei” é um sinal de inteligência. Gente que não tem dúvida não é capaz de inovar, de reinventar, não é capaz de fazer de outro modo; só é capaz de repetir. Claro, você não pode ser alguém que só tem dúvidas, mas não tê-las é sinal de tolice. “Será que estou fazendo do melhor modo? Da maneira mais correta? Será que estou fazendo aquilo que deve e pode ser feito?”
Só seres que arriscam erram. Não confunda erro com negligência, desatenção e descuido. Ser capaz de arriscar é uma das coisas mais inteligentes para mudar. Quem inventou a lâmpada elétrica de corrente contínua foi Thomas Edison, sabemos. O que nem sempre se tem ideia é que ele fez 1.430 experiências antes de chegar à lâmpada que deram errado. Ele inclusive registrou: inventei 1.430 modos de não fazer a lâmpada. Porque é muito importante também saber o que não fazer. Ele aprendeu que o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro.
Num mundo competitivo, para caminhar para a excelência é preciso fazer o melhor, no lugar de, vez ou outra, contentar-se com o possível. E isso exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que já tínhamos. Só quem acha que já sabe acaba caindo na armadilha perigosa que é não dar passos adiante.
Qual o contrário de humildade? Arrogância. Gente arrogante é gente que acha que já sabe, que não precisa aprender, que costuma dizer: “Há dois modos de fazer as coisas, o meu ou o errado. Escolha você”. Arrogância é um perigo porque ela altera inclusive a nossa capacidade de aprender com o outro, de entrar em sintonia. Bons músicos não fazem uma boa orquestra a menos que eles tenham sintonia. E essa sintonia vem quando as pessoas respeitam a atividade que o outro faz e querem atuar de forma integrada. Se há uma coisa que liquida uma orquestra é arrogância.
Por que com empresa seria diferente?
CORTELLA, M. S. Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre
gestão, liderança e ética. 11. ed. p. 28-31. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.
Adaptado.
Considere as frases abaixo:
I. Só é possível caminhar em direção à excelência se você souber que não sabe algumas coisas. (1º parágrafo)
II. Não confunda erro com negligência. (2º parágrafo)
III. Quem inventou a lâmpada elétrica de corrente contínua foi Thomas Edison. (2º parágrafo)
IV. E isso exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que já tínhamos. (3º parágrafo)
V. Bons músicos não fazem uma boa orquestra a menos que eles tenham sintonia. (4º parágrafo)
Agora analise as afirmativas abaixo.
1. Em I, as formas verbais “souber” e “sabe” estão conjugadas no futuro do modo subjuntivo e no presente do modo indicativo, respectivamente.
2. Em II e IV, as formas verbais “confunda” e “coloquemos” estão conjugadas no modo imperativo.
3. Em III e IV, as formas verbais “inventou” e “tínhamos” estão conjugadas no pretérito perfeito e no pretérito imperfeito do modo indicativo, respectivamente.
4. Em V, as formas verbais “fazem” e “tenham” estão conjugadas no presente do modo subjuntivo.
5. Em IV e V, as formas verbais “coloquemos” e “tenham” podem ser substituídas por “colocamos” e “têm”, sem prejuízo de significado temporal e sem desvio da norma culta da língua.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Uma das coisas mais inteligentes que um homem e uma mulher podem saber é saber que não sabem. Aliás, só é possível caminhar em direção à excelência se você souber que não sabe algumas coisas. Pior do que não saber é fingir que sabe. Quando você finge que sabe, impede um planejamento adequado, uma ação coletiva eficaz. Por isso, a expressão “não sei” é um sinal de inteligência. Gente que não tem dúvida não é capaz de inovar, de reinventar, não é capaz de fazer de outro modo; só é capaz de repetir. Claro, você não pode ser alguém que só tem dúvidas, mas não tê-las é sinal de tolice. “Será que estou fazendo do melhor modo? Da maneira mais correta? Será que estou fazendo aquilo que deve e pode ser feito?”
Só seres que arriscam erram. Não confunda erro com negligência, desatenção e descuido. Ser capaz de arriscar é uma das coisas mais inteligentes para mudar. Quem inventou a lâmpada elétrica de corrente contínua foi Thomas Edison, sabemos. O que nem sempre se tem ideia é que ele fez 1.430 experiências antes de chegar à lâmpada que deram errado. Ele inclusive registrou: inventei 1.430 modos de não fazer a lâmpada. Porque é muito importante também saber o que não fazer. Ele aprendeu que o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro.
Num mundo competitivo, para caminhar para a excelência é preciso fazer o melhor, no lugar de, vez ou outra, contentar-se com o possível. E isso exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que já tínhamos. Só quem acha que já sabe acaba caindo na armadilha perigosa que é não dar passos adiante.
Qual o contrário de humildade? Arrogância. Gente arrogante é gente que acha que já sabe, que não precisa aprender, que costuma dizer: “Há dois modos de fazer as coisas, o meu ou o errado. Escolha você”. Arrogância é um perigo porque ela altera inclusive a nossa capacidade de aprender com o outro, de entrar em sintonia. Bons músicos não fazem uma boa orquestra a menos que eles tenham sintonia. E essa sintonia vem quando as pessoas respeitam a atividade que o outro faz e querem atuar de forma integrada. Se há uma coisa que liquida uma orquestra é arrogância.
Por que com empresa seria diferente?
CORTELLA, M. S. Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre
gestão, liderança e ética. 11. ed. p. 28-31. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.
Adaptado.
• Isso nos trouxe inúmeras vantagens (…). Mas foram igualmente relevantes as perdas…
No contexto em que são empregados, a mesma relação de sentido existente entre os termos destacados na passagem também está presente entre os termos destacados nas seguintes frases:
O inglês é a língua da ciência. As razões para isso estão relacionadas às profundas transformações que ocorreram no pós-Guerra. A ciência e a tecnologia, que até então evoluíam em esferas relativamente separadas de conhecimento, se integram num único sistema. [...] As tecnologias pressupõem um investimento contínuo de capital, a formação de quadros especializados e a constituição de laboratórios de pesquisa. No início, isso se concentra nos Estados Unidos, pois quando termina a Segunda Guerra Mundial, trata-se do único país industrializado onde a infraestrutura educacional e tecnológica permanece intacta. Com a expansão do ensino superior e o desenvolvimento dos institutos de pesquisa, assiste-se a um florescimento científico sem precedentes, aliado a uma política tecnológica na qual as criações científicas estão vinculadas às descobertas e ao aperfeiçoamento das técnicas. A história do computador é um bom exemplo do imbricamento das dimensões econômica, militar e científica num mesmo projeto. Como processador de dados e informações, irá impulsionar todo um campo de atividades, desde as experiências de laboratório até a administração das empresas (cujo raio de ação é, muitas vezes, transnacional). Ciência, tecnologia e administração – esferas diferenciadas de práticas e saberes – aproximam-se assim como unidades que se alimentam e se reproduzem a partir da manipulação, do controle e do processamento da informação. Creio que não seria exagero dizer que os elementos-chave do que entendemos por sociedade de informação foram inicialmente preparados em inglês (conceitos, modelos, fórmulas e procedimentos).
Não se deve imaginar que toda a produção científica, ou mesmo a sua maioria, se faça em inglês. Embora não existam dados disponíveis em escala mundial, pode-se argumentar, e com boa parte de razão, que a literatura científica em língua não inglesa tenha aumentado. Basta ver a proliferação de revistas nos mais diferentes países e a participação dos cientistas em reuniões e congressos especializados. No entanto, como sublinha Baldauf, sua representação na literatura recenseada nas principais bases de dados declinou. [...] Grande parte do que é produzido é simplesmente ignorado pelo fato de não estar formalizado e formatado em informação imediatamente disponível, ou seja, compreensível para um conjunto amplo de pessoas. [...] Entretanto, importa entender que um corpus literário, funcionando como padrão de referência, é legitimado mundialmente somente quando disponível em inglês. Daí a estratégia de vários grupos de dividir suas atividades em “locais” e “universais”. As primeiras são escritas em idioma nacional e têm como veículo as revistas existentes no país; as outras concentram os cientistas de “elite”, cuja ambição é conseguir uma maior visibilidade na cena mundial; interessa-lhes publicar nas revistas internacionais já consagradas. [...]
Barthes (1984, p.15) diz que, para a ciência, “a linguagem é apenas um instrumento, aprisionado à matéria científica (operações, hipóteses, resultados) que se diz, a antecede e existe fora dela, e que se tem o interesse de torná-la o mais transparente e neutra possível: há, de um lado, num primeiro plano, o conteúdo da mensagem científica, que é tudo; de outro, num segundo plano, a forma verbal, que exprime esse conteúdo e que é nada […]. A ciência tem certamente necessidade da linguagem, mas ela não está, como a literatura, na linguagem”. É preciso ter em mente que a qualidade de ser instrumental não deve ser vista como algo negativo. Trata-se de uma opção deliberada em utilizar a linguagem como uma ferramenta, cujo resultado é altamente compensador – o discurso científico. Resulta disso o amplo consenso (embora sem unanimidade) existente entre os cientistas em relação ao uso do inglês, qual seja, o fato de ele ser instrumental e eficiente. Mas qual seria a razão dessa instrumentalidade?
Richard Harris e Paul Mattick, trabalhando com as propriedades da linguagem e sua relação com a informação, têm um argumento interessante. Consideram que cada domínio científico utiliza a linguagem de maneira limitada, por isso é mais fácil traduzir textos científicos do que literários. Isso significa que a informação provida na mensagem é dada não apenas pelo significado individual das palavras, mas também pela relação entre elas, sua combinação. Por exemplo, podemos enunciar as sentenças “para mim, é preferível sair por último” e “eu prefiro sair por último”; há aí uma variação da forma, mas não da informação transmitida. [...]
As ciências sociais estão demasiadamente amarradas aos contextos, daí a dificuldade de universalização de seus discursos, porém, essa universalização nunca é inteira, emancipada, pois as notações se encontram aprisionadas à “literalidade dos enunciados”. O pensamento sociológico é sempre uma tradução, algo intermediário entre o ideal de universalidade (que é necessário) e o enraizamento dos fenômenos sociais. Ora, contexto e língua conjugam-se mutuamente. O discurso das ciências da natureza se justifica porque consegue reduzir a linguagem, depurá-la de sua malha sociocultural, algo impensável quando se deseja compreender a sociedade. Nesse caso, o inglês não pode funcionar como língua franca, não por uma questão de princípio, ou de orgulho nacional, mas devido à própria natureza do saber construído.
( ) A psicóloga Maria de Figueiredo, criadora do Projeto Família, acredita que trazer mais informações sobre as crianças, como fotos e vídeos, pode ajudá-las significativamente a encontrar uma família. ( ) Divulgando fotos e vídeos das crianças no Facebook e no Instagram, o programa visa ajudar crianças cadastradas que geralmente não têm pretendentes a encontrar uma família.
I. Camili não fazia parte do grupo de crianças procuradas por mais da metade dos potenciais adotantes por, entre outras coisas, apresentar deficiência mental moderada.
II. Filha única, Camili tinha 12 anos quando seu vídeo alcançou Eliene e Carlos, que a adotaram menos de dois meses depois de assistirem ao vídeo.
I. O sentido do discurso é algo construído na relação com o outro e muda em função do contexto, da estética, da ordem do discurso e da sua forma de construção. Por conseguinte, é sempre determinado pela interpretação do receptor.
II. No trecho “Uma das vertentes da análise do Discurso é o discurso estético...”, a concordância verbal foi realizada devidamente, assim como no exemplo: “Tanto o texto quanto o discurso apresenta forma e função, além de ser atravessados pelo horizonte social”.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O uso do advérbio no trecho “... um texto só pode ser assim chamado...” confere à definição de texto um valor restritivo, razão pela qual foi adotada sua posição (do advérbio) na frase.
II. A Análise do Discurso detém-se à compreensão textual, buscando nas entrelinhas do enunciado as respostas para a construção deste (arquitetura do texto). Desse modo, apaga-se o papel do sujeito/enunciador na construção dos sentidos do texto, assim como o horizonte social da palavra.
Marque a alternativa CORRETA:
I. No trecho “Uma das vertentes da análise do Discurso é o discurso estético...”, a concordância verbal foi realizada devidamente, assim como no exemplo: “Nas enunciações existe tantos sentidos quanto os diversos contextos em que elas aparecem”.
II. A Análise do Discurso não se detém apenas ao exame de textos escritos e orais.
Marque a alternativa CORRETA:
I. No trecho “Uma das vertentes da análise do Discurso é o discurso estético...”, a concordância verbal foi realizada devidamente, assim como no exemplo: “Foi na década de 1970 do nosso século que a Análise do Discurso tomou força, mas não se podem dizer, ainda, que se constituam em um campo claro de estudos. O seu desenvolvimento significou a passagem da Linguística da ‘frase’ para a Linguística do ‘texto’”.
II. Mais que uma análise textual, a análise do discurso é um estudo contextual da estrutura discursiva em questão. Isso porque as construções linguísticas (textos) são marcadas pelo contexto político-social de seu (s) autor (es).
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Análise do Discurso despreza o material linguístico apresentado na superfície do texto, pois seu objeto de estudo são as ideologias presentes no próprio discurso.
II. No trecho “Uma das vertentes da análise do Discurso é o discurso estético...”, a concordância verbal foi realizada devidamente, assim como no exemplo: “Apesar de alguns autores discordarem deste ponto vista, acredito que existe diferenças entre texto e discurso”.
Marque a alternativa CORRETA: