Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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I. Os versos “Às vezes você me pergunta / Por que é que eu sou tão calado / Não falo de amor quase nada / Nem fico sorrindo ao teu lado...” revelam que o autor e a entidade já mantinham certo relacionamento.
II. A música sugere que a felicidade humana está diretamente ligada à conformidade com as normas sociais e religiosas.
III. Não é possível afirmar que canção trata sobre a busca por sentido e identidade.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
I. No início da música, Raul Seixas canta sobre uma busca incessante.
II. A busca culmina em um encontro onírico com uma entidade que lhe revela verdades profundas.
III. A entidade é onipresente e multifacetada; é tudo e nada ao mesmo tempo.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
I – Existe um traço de religiosidade e nacionalismo no poema.
II – O eu lírico indica que seu amor é baseado apenas nos momentos de felicidade e alegria compartilhados com a pessoa amada.
III – O eu lírico afirma que seu amor é intenso, mas limitado a aspectos físicos e materiais.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
I – O eu lírico utiliza comparações para expressar seu sentimento.
II – É possível afirmar que o amor do eu lírico é passageiro.
III – É possível afirmar que o amor do eu lírico não tem profundidade.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
Leia a tira para responder à questão.

(Charles M. Schulz. Peanuts. Disponível em: https://www.facebook.com/tirinhasinteligentess. 01.08.2020. Adaptado)
I- Cansado da forma tradicional de fazer poema.
II- Farto dos poemas rígidos.
III- Querer a Liberdade na poesia, quer demonstrar sua subjetividade.
Estão corretas:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
– Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
– Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
– E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
– Acabou-se o docinho. E agora?
– Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
– Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
– Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, C. Medo da eternidade. In: LISPECTOR, C.
A descoberta do mundo. 1984, p. 446-448. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade>.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
– Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
– Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
– E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
– Acabou-se o docinho. E agora?
– Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
– Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
– Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, C. Medo da eternidade. In: LISPECTOR, C.
A descoberta do mundo. 1984, p. 446-448. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5889/medo-daeternidade>.
Sabemos que um projeto de catástrofe ambiental não é pontual, mas estrutural de longo prazo. Há uma série de coisas que acontecem ao longo do tempo, mas é claro que o prefeito de plantão terá que responder a isso e, provavelmente, será prejudicado, a depender do que houver daqui em diante.
Fonte: www.bol.uol.combr
Considere o fragmento de texto a seguir para a questão:
Os leitores de seu ensaio acadêmico esperam que você se posicione claramente em relação ao tema proposto e defenda o seu ponto de vista com argumentos e evidências sólidas. Para tal é necessário que você realize previamente uma pesquisa bibliográfica mais exaustiva sobre o tema escolhido, sobre a área em que se insere o tema, bem como sobre áreas correlatas. Possivelmente você também precisa coletar dados complementares. Não relate apenas aquilo em que você acredita ou o que aprendeu nas suas investigações, mas mostre evidências convincentes para fundamentar seus pontos de vista e convencer seus leitores.
Fonte: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/116800/DICAS_SOBRE_COMO_ESCREVER_UM_ENSAIO.pdf
Considere o fragmento de texto a seguir para a questão:
Os leitores de seu ensaio acadêmico esperam que você se posicione claramente em relação ao tema proposto e defenda o seu ponto de vista com argumentos e evidências sólidas. Para tal é necessário que você realize previamente uma pesquisa bibliográfica mais exaustiva sobre o tema escolhido, sobre a área em que se insere o tema, bem como sobre áreas correlatas. Possivelmente você também precisa coletar dados complementares. Não relate apenas aquilo em que você acredita ou o que aprendeu nas suas investigações, mas mostre evidências convincentes para fundamentar seus pontos de vista e convencer seus leitores.
Fonte: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/116800/DICAS_SOBRE_COMO_ESCREVER_UM_ENSAIO.pdf
Considere o fragmento de texto a seguir para a questão:
Enquanto escrevemos esse artigo, quase três milhões de pessoas já assinaram a petição pelo fim da escala 6x1 que foi organizada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), sob a liderança de Rick Azevedo, vereador eleito recentemente pelo Psol no Rio de Janeiro. O projeto de emenda constitucional de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) já tem mais de 200 assinaturas, número mais que suficiente para fazer essa proposta tramitar no Congresso Nacional. Esses números expressam o início de um despertar que tem colocado a extrema direita e figuras bolsonaristas na defensiva sobre esse tema. Embora seja uma iniciativa das forças de esquerda, partidos e parlamentares da direita estão sentindo a forte pressão e estão começando a manifestar apoio a proposta. Todos aqueles que resolveram criticar a proposta estão levando uma onda de críticas nas redes sociais, inclusive de pessoas que foram seus eleitores recentemente e que agora não estão encontrando apoio por parte desses parlamentares.
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/11/15/fim-da-escala-6x1-a-disputa-pelo-tempo
Embora seja uma iniciativa das forças de esquerda, partidos e parlamentares da direita estão sentindo a forte pressão e estão começando a manifestar apoio a proposta.
Considere o fragmento de texto a seguir para a questão:
Enquanto escrevemos esse artigo, quase três milhões de pessoas já assinaram a petição pelo fim da escala 6x1 que foi organizada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), sob a liderança de Rick Azevedo, vereador eleito recentemente pelo Psol no Rio de Janeiro. O projeto de emenda constitucional de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) já tem mais de 200 assinaturas, número mais que suficiente para fazer essa proposta tramitar no Congresso Nacional. Esses números expressam o início de um despertar que tem colocado a extrema direita e figuras bolsonaristas na defensiva sobre esse tema. Embora seja uma iniciativa das forças de esquerda, partidos e parlamentares da direita estão sentindo a forte pressão e estão começando a manifestar apoio a proposta. Todos aqueles que resolveram criticar a proposta estão levando uma onda de críticas nas redes sociais, inclusive de pessoas que foram seus eleitores recentemente e que agora não estão encontrando apoio por parte desses parlamentares.
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/11/15/fim-da-escala-6x1-a-disputa-pelo-tempo
Considere o fragmento de texto a seguir para a questão:
Enquanto escrevemos esse artigo, quase três milhões de pessoas já assinaram a petição pelo fim da escala 6x1 que foi organizada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), sob a liderança de Rick Azevedo, vereador eleito recentemente pelo Psol no Rio de Janeiro. O projeto de emenda constitucional de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) já tem mais de 200 assinaturas, número mais que suficiente para fazer essa proposta tramitar no Congresso Nacional. Esses números expressam o início de um despertar que tem colocado a extrema direita e figuras bolsonaristas na defensiva sobre esse tema. Embora seja uma iniciativa das forças de esquerda, partidos e parlamentares da direita estão sentindo a forte pressão e estão começando a manifestar apoio a proposta. Todos aqueles que resolveram criticar a proposta estão levando uma onda de críticas nas redes sociais, inclusive de pessoas que foram seus eleitores recentemente e que agora não estão encontrando apoio por parte desses parlamentares.
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/11/15/fim-da-escala-6x1-a-disputa-pelo-tempo
I. O texto aborda uma iniciativa política que visa alterar a jornada de trabalho conhecida como escala 6x1.
II. Há uma tentativa de mostrar que a proposta possui apoio exclusivo de partidos e parlamentares de esquerda, com os quais o autor se identifica.
III. O autor sugere que a proposta está gerando impacto significativo nas redes sociais e influenciando posicionamentos de políticos de diferentes espectros ideológicos.
IV. O texto é predominantemente narrativo, uma vez que apresenta eventos organizados de forma cronológica
A questão se refere ao texto abaixo.
Protejam as crianças da literatura
Wilson Gomes
"Eu sou a favor da suspensão, porque não é certo o ensinamento desse livro", afirmou uma jovem mãe mineira, ao ser indagada sobre o que achava de o "Menino Marrom", de Ziraldo, ter tido o seu uso didático temporariamente suspenso em Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Essa convicção se repete na voz de um jovem pai, que acrescenta que é preciso estar alerta aos livros escolares, sim, e já tinha até planejado ir à Secretaria de Educação "com relação a alguns livros" de leitura obrigatória. Notem o plural.
Fatos dessa natureza têm recebido enorme cobertura da mídia e inundado o debate público nacional a partir dos ambientes digitais. Não é claro para mim se foi a cobertura que aumentou ou se realmente houve um incremento nas ações de pais e autoridades para restringir o acesso de crianças e jovens a determinados livros. De todo modo, é notável como esses episódios continuam a se repetir.
Há quem salte para grandes conclusões, atribuindo ao avanço da extrema direita uma onda de moralismo inquisitorial e uma temporada de caça a livros e a outras bruxarias artísticas e literárias no país. E há quem diga claramente que a paixão por censurar se restringe a obras antirracistas ou com temáticas relacionadas à cultura africana no Brasil. As evidências, contudo, não autorizam saltos tão grandes.
Primeiro, se é verdade que a ultradireita acredita que o mal pode residir em livros e representações artísticas, identitários de esquerda compartilham o mesmo temor e idêntica vontade de proibir, cancelar e punir. A única diferença real entre as duas posições reside na definição do que exatamente constitui o mal. Para identitários, livros ofendem minorias, oferecem "gatilhos" que acionam sofrimentos em certas pessoas, induzem ao racismo, à misoginia, à homofobia e à transfobia e colonizam o pensamento. Para os ultraconservadores, a literatura ensina ideias religiosas falsas, induz à homossexualidade, faz doutrinação ideológica, promove a ideologia de gênero e o comunismo, além de expor crianças à violência e ao sexo.
Em ambos os casos, há a convicção comum de que as crianças, quando não todas as pessoas, precisam ser protegidas dos livros. E, se possível, que se deem alguns passos mais, que variam desde a reescrita "politicamente correta" — alô, Lobato — ou "de acordo com a sã doutrina" de obras literárias, até a criação de listas de livros e de autores proibidos e a emissão de condenações públicas contra autores, eventualmente, até enquadrando-os em algum tipo penal.
A rapidez com que se passa do julgamento moral de alguém que se sente ofendido — e o "sentir-se ofendido" é considerado motivo suficiente para a decisão de que um livro não presta — até o pedido de censura e punição ao autor é a mesma nos dois grupos. O identitário grita "racismo religioso" ou "transfobia" com a mesma celeridade com que o conservador conclui que "não é certo o ensinamento desse livro".
Em segundo lugar, ao examinar as razões enunciadas por quem considera que a obra faz mal, notamos que a censura é invariavelmente vista como um ato de amor e zelo, pois o censor está sempre protegendo alguém vulnerável — crianças, jovens, membros de minorias, pessoas ignorantes, a massa ingênua. Na bibliografia sobre o tema, já se constatou, há anos, que três variáveis são importantes — o quão protetora é a pessoa que pede por censura, o quão vulnerável ela julga ser a pessoa ou grupo que quer proteger e a magnitude do mal que ela julga ver no objeto que deseja censurar.
A estimativa do nível do mal depende de muitos fatores, inclusive do grau de conhecimento da obra julgada. Grandes leitores raramente têm medo de livros. Quem joga games eletrônicos não vê os danos que os não jogadores imaginam. Os extremamente protetores tendem a querer censurar tudo — celulares, games, televisão, YouTube, livros —, enquanto os que acham que todo mundo sabe se virar no mundo não querem censurar nada. Quem considera os outros muito ingênuos, estúpidos ou influenciáveis fica aflito com o que eles leem ou veem. Quem acha que todo mundo é mais ou menos como ele acredita que todos são suficientemente sagazes para driblar manipulações.
Curiosamente, as mesmas pessoas que consideram patéticas e absurdas as alegações de que o livro de Ziraldo incentivaria a violência, que é um fato, consideram altamente sofisticado acreditar que smartphones e plataformas digitais vão tornar seus filhos estúpidos, que games os tornarão violentos, que a televisão... Ah, desculpem, as crianças não veem mais televisão. Deve ser, por isso, que estamos melhores.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso em: 07 nov. 2024. [Adaptado]