Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
O imperativo da inclusão
Grandes avanços foram feitos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) desde que eles foram definidos em 2000. Mas, infelizmente, muitos países ainda estão muito longe de atingi- -los. Mesmo as nações que fizeram um progresso substancial, alguns grupos – incluindo povos indígenas, moradores de favelas e áreas remotas, minorias religiosas e sexuais e pessoas com deficiência – ainda são constantemente excluídos. Como apontou um relatório recente do Banco Mundial, entender o porquê é essencial para garantir que esforços futuros para o desenvolvimento sejam mais eficientes e inclusivos.
Essas falhas refletem as consequências de longo alcance da exclusão. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Banco Mundial descobriram que crianças com deficiência têm menos chances de ingressar em escolas do que os seus pares não deficientes – e que entre elas há um índice maior de evasão escolar. Na Indonésia, há uma discrepância de 60% entre crianças com e sem deficiências que frequentam o ensino fundamental e uma diferença de 58% no ensino médio. O sentimento resultante da exclusão e da alienação pode enfraquecer a integração social e até mesmo levar à agitação e conflitos.
(Adaptado de: <http://veja.abril.com.br/economia/o-imperativo-da-inclusão>
I. A total mudez, numa festa de aniversário, corrobora o entendimento de que o jovem de hoje não se deixa levar por modismos. II. O engajamento dos jovens nas plataformas virtuais ratifica o seu comportamento individualista. III. As redes sociais possibilitam a criação de um universo paralelo que nem sempre corresponde ao mundo real. IV. O sentimento de solidão está diretamente atrelado ao tempo dispendido em frente à tela do celular.
Assinale a alternativa correta.
Leia o poema.
Lua cheia
Boião de leite
que a noite leva
com mãos de treva
pra não sei quem beber.
E que, embora levado
muito devagarinho,
vai derramando pingos brancos
pelo caminho.
Cassiano Ricardo. Poesias Completas.
Rio de Janeiro, J. Olympio, 1957. p. 135.
Sobre o texto, avalie as afirmativas abaixo:
1. O texto vale-se de linguagem conotativa.
2. A lua, ao se mover no céu, deixa rastros.
3. A noite carrega morosamente a lua.
4. A lua está oculta no céu.
5. As mãos de treva da lua inferem uma noite não estrelada.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Analise a frase a seguir.
Soares é mais talentoso que esforçado.
Quanto ao comparativo usado acima, está correto afirmar que:
Leia o fragmento a seguir.
Como linguagem artisticamente organizada, a literatura enriquece nossa percepção e nossa visão de mundo. Mediante arranjos especiais das palavras, ela cria um universo que nos permite aumentar nossa capacidade de ver e sentir.
(http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wpcontent/uploads/2018/04/BNCC_EnsinoMedio_embaixa_sit e.pdf)
Considerando o contexto apresentado acima, endente-se que:
Texto para a questão.

José Francisco Botelho. História cultural das fake news. In: Revista
Veja. São Paulo, Editora Abril, edição 2.575, ano 51, n.° 13,
28 de março de 2018, p. 103 (com adaptações).
Texto para a questão.

José Francisco Botelho. História cultural das fake news. In: Revista
Veja. São Paulo, Editora Abril, edição 2.575, ano 51, n.° 13,
28 de março de 2018, p. 103 (com adaptações).
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Internet:<https://sescdf.com.br/>
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Internet:<https://sescdf.com.br/>
Texto I: Não desista
Eu sei, eu sei. Às vezes parece que nada adianta, que nada vai dar certo, que quem escapar da miséria, do assaltante, da bala perdida e da bomba do terrorista a epidemia pega, e que o fim dos tempos está ali na esquina. Mas pense o seguinte: você pertence a uma raça de vencedores. Os antepassados de toda a sua raça – a humana – têm, todos, as mesmas características positivas em comum. Todos, sem exceção, atingiram a maturidade, pelo menos sexual. Todos sobreviveram a pestes, guerras, má nutrição e desastres naturais e chegaram “à idade de ter filhos. E todos – olha só a sua sorte – eram férteis. Não eram, necessariamente, todos heterossexuais, mas pelo menos uma vez na vida foram. E, por acidente ou não, tiveram pelo menos um filho com um parceiro do outro sexo.
Quer dizer, você pertence a uma linhagem admirável que nunca se deixou abater e venceu todos os obstáculos para que você e sua raça estivessem aqui hoje, se queixando da vida. Você mesmo não se dá conta do que passou para existir. Do seu feito, do seu mérito em sair do nada – ou quase nada, uma larva – e ficar deste tamanho. Não pense que você estava sozinho no sêmen do seu pai. Que era moleza, só chegar no útero de sua mãe assoviando e pimba, fecundar o óvulo. Havia milhões de outros espermatozoides no sêmen de seu pai, naquela particular jornada. Milhões. E não era assim, como a São Silvestre, em que já se conhece antes os prováveis vencedores. Ou como a Fórmula Um, em que o resto da equipe trabalha para um vencedor designado. Ninguém é favorito, ninguém é azarão na corrida para o óvulo. (...) E o primeiro, o primeirão, foi você. Deveria constar do nosso currículo. “Vencedor da Corrida para o Óvulo”, o local e a data. E não deveríamos precisar de nenhuma outra referência ou prova de capacidade.
***
Eu sei, eu sei. Às vezes parece que a corrida para o óvulo não terminou, que aquela era apenas uma prova eliminatória e a outra, a que vale, duraria toda a vida, você contra outros espermatozoides que deram certo. Só os campeões, competindo por dinheiro, sucesso e posição no mundo, em vez de no útero. Com a diferença de que, nesta corrida, contam origem, diploma e pistolão, e uma minoria tem mais possibilidade de vitória do que a maioria. Mas não desanime. Convença-se de que você é um vencedor e vem de uma longa linha de vencedores, que prevaleceram apesar de tudo. E se tudo o mais falhar... Bem, a chance de você ganhar na Mega Sena é exatamente igual à de o seu espermatozoide ser o primeiro a chegar ao óvulo. Quer dizer, você já tem uma história de boa sorte.
(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Amor
Veríssimo. 1ª ed. _ Rio de Janeiro: Objetiva,
2013, p. 117-9)
Observe a tirinha e analise as afirmativas.

I) O humor é construído pela conjunção adversativa “mas” já que podemos interpretar como ideias oposta, já que a preguiça é a mãe de todos os vícios, fazendo a relação que vício é algo negativo, esse habito teria que ser mudado ou não praticado, entretanto ele opõe essa ideia depois da vírgula “mas uma mãe é uma mãe...”
II) O humor é constituído na tirinha com a quebra de expectativa, a conjunção “mas “tem função de conjunção aditiva podendo ser substituída pelo “e”, pois adiciona ideias, preguiça é a mãe de todos os vícios e como uma mãe é preciso ser respeitada.
III) A tirinha se completaria apenas com o texto escrito, não é necessário a imagem para haver construção desse gênero!
Assinale a alternativa CORRETA.
( ) A questão gramatical envolvida no texto 3 faz parte do domínio da “morfossintaxe” e de aspectos “lexicais”, mencionados, respectivamente, nos textos 1 e 2. ( ) O texto de Verissimo pode ser visto como ilustrativo da seguinte passagem: “as questões que envolvem o uso da língua não podem ser resolvidas somente com um livro de gramática” (texto 2). ( ) A preocupação dos autores com regras gramaticais com vistas ao uso correto da língua está presente nos três textos. ( ) Os textos apresentam características distintas: os dois primeiros são exemplares da linguagem escrita e o terceiro apresenta elementos que são típicos da linguagem falada. ( ) A questão do gênero gramatical (texto 3) faz parte da “norma-padrão” (texto 1), mas não tem relação com os “efeitos de sentido pretendidos pelos interlocutores” (texto 2).
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
( ) Em “– Sexo não tem feminino?” e “–Só tem sexo masculino?”, as formas verbais sublinhadas têm o mesmo significado nas duas ocorrências. ( ) A construção “tu mesmo disse” é uma marca linguística de informalidade no texto. ( ) As falas “Desculpe” e “vai brincar, vai”, dirigidas pelo pai ao filho, apresentam marcas de variação linguística nas formas de tratamento, pois, de acordo com a norma culta, concordam com os pronomes “você” e “tu”, respectivamente. ( ) Na passagem “– O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra ‘sexo’ é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.”, há uma incoerência semântica e temática. ( ) Em “– Por que não? – Porque não!”, a grafia diferente das palavras sublinhadas deve-se ao fato de a primeira iniciar uma pergunta e a segunda iniciar uma resposta.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.