Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Carta ao algoritmo
Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos, em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists, nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a pesquisar, já que tem o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line, já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes a desistir de tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente a seu benefício, por um breve momento de generosidade. [...]
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html. Acesso em: 10 abr. 2024.
Observe a arte do ilustrador e designer Daniel Garcia:

A partir da análise subjetiva da ilustração, assinale a alternativa na qual a frase apresentada faça referência ao contexto apresentado na imagem:
Leia os quadrinhos para resolver a questão.

É possível deduzir que:
Análise a tirinha para resolver a questão:

Após a leitura do quadrinho, pode-se deduzir que:
Leia o texto a seguir e responda a questão.
O Dilúvio
(Lenda Kaiapó)
Certa vez, um caçador de tatu, cavando a terra, descobriu um grosso cipó. Esse cipó era a veia prin cipal da Terra e quando foi cortado pelo caçador, jorrou uma quantidade tão grande de água, que o mundo ficou todo inundado. Os animais morreram e os indígenas treparam nas árvores mais altas, que não ficaram submersas.
As águas demoraram muito a baixar e os sobreviventes ficaram magrinhos e fracos, pois não conseguiam descer das árvores. Não morreram, mas se transformaram em cupins e vespões, que passaram a fazer suas casas nos topos das árvores, revelando sua origem humana.
Desse dilúvio, salvaram-se apenas uma velha e um casal de crianças, porque a senhora entrou em um enorme pilão, junto com as crianças, que depois lacrou com cera. Não se esqueceu também de colocar várias cabacinhas contendo sementes de alimentos amarrados ao redor do pilão, para fazer roça quando tudo voltasse ao normal.
Os indígenas que vieram depois do dilúvio são descendentes dos que se salvaram.
As regras da sensatez
Rui Veloso
Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta, desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta, desta é de vez
I- A ansiedade climática é uma condição que impede atitudes preventivas e sustentáveis.
II- O aquecimento global representa uma das consequências das mudanças climáticas.
III- A maioria dos brasileiros estão pessimistas quanto ao futuro climático.
De acordo com o texto, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
“Não ponha limites à sua vida!
Procure ouvir as notas harmoniosas e sublimes do canto maravilhoso que se evola da natureza. Viva sorridente e alegre, para espantar as preocupações, para aliviar as lutas.
Mergulhe sua alma na alma da natureza: absorva a luz do sol, goze a suavidade da lua, contemple o esplendor das estrelas, aspire o perfume das flores.
A vida é bela, apesar das dores e dos contratempos.”
Carlos Torres Pastorino
Na abordagem do tema de que trata o texto, o autor:
Leia o texto:
De acordo com os resultados do Censo 2022, o Brasil possui mais mulheres do que homens em sua população. Em 2022, 48,5% dos brasileiros eram homens e 51,5% eram mulheres. Isso significa que existem 6,0 milhões de mulheres a mais do que homens no nosso país.
Entre as pessoas com até 19 anos de idade, os homens são a maioria; pois nascem mais meninos do que meninas no Brasil. Por outro lado, a partir do grupo de 25 a 29 anos, a proporção de mulheres se torna maioria em todas as regiões. E acima dos 60 anos essa diferença vai crescendo ainda mais.
Texto adaptado. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-obrasil/populacao/18320-quantidade-de-homens-e-mulheres.html. Acesso em: 20 maio 2024.
Com base nas informações contidas no texto acima, julgue os itens.
I. O número de homens em relação ao de mulheres vai decrescendo à medida que ambos envelhecem.
II. Os homens são maioria no Brasil, embora o IBGE aponte 48,5% de brasileiros em relação a 51,5% de mulheres em 2022.
III. Nascem mais meninos do que meninas, segundo o Censo de 2022 do IBGE, porém há 6,0 milhões de mulheres a mais do que homens no nosso país.
INSTRUÇÃO: Leia o artigo a seguir para responder à questão.
A arte (e o negócio) de produzir sínteses
Em pouco mais de um século, a expectativa de vida no Brasil passa de 34 para 77 anos. Em face desse salto formidável, como explicar que, quanto mais tem aumentado o nosso tempo de vida, menos tempo temos para as coisas da vida? Estamos sempre “correndo contra o tempo”!
O notável polímata Herbert Simon aponta como causa subjacente desse paradoxo o confronto entre o crescimento exponencial da informação disponível e a limitação da capacidade de concentração total ou parcial da mente em algo. Em síntese: “riqueza de informação cria pobreza de atenção”. Respostas contemporâneas massivas a esse fenômeno, apontado por Simon há mais de meio século, são os vídeos de 60 segundos no Tik Tok e o limite de 280 caracteres nas mensagens veiculadas na plataforma X (o limite era de 140 no começo do então Twitter).
No regime da “economia da atenção”, produzir sínteses se torna uma arte e um negócio.
PLONSKI, Guilherme Ary. A arte (e o negócio) de produzir sínteses. Jornal da USP, 2023. Disponível em: https://jornal. usp.br/articulistas/guilherme-ary-plonski/a-arte-e-o-negocio-deproduzir-sinteses/. Acesso em: 29 set. 2023. [Fragmento]
http://www.brasil.gov.br
Com base no texto, pode-se afirmar que: