Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3384949 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão


A importância do xadrez


        O xadrez, além de ser um jogo milenar, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento humano, influenciando áreas cognitivas, emocionais e sociais. Desde a Antiguidade, o xadrez tem sido reconhecido como um poderoso instrumento educacional, proporcionando inúmeros benefícios para o desenvolvimento integral das pessoas.


        No âmbito cognitivo, a prática do xadrez estimula habilidades como raciocínio lógico, tomada de decisões estratégicas, planejamento e antecipação de movimentos. Essas habilidades são transferíveis para diversas situações da vida cotidiana, contribuindo para o aprimoramento do pensamento crítico e da resolução de problemas.


        No aspecto emocional, o xadrez promove o controle da ansiedade e o desenvolvimento da paciência, uma vez que cada partida requer concentração prolongada e capacidade de lidar com pressões. A superação de derrotas também é uma lição valiosa, ensinando a lidar com o fracasso de maneira construtiva e a buscar melhorias contínuas.


        Além disso, o xadrez favorece a socialização e o respeito mútuo, já que é comumente praticado em comunidade. As partidas promovem interações saudáveis, estimulando a comunicação, o “fair play” e a valorização do adversário. Essa dimensão social contribui para a formação de habilidades interpessoais essenciais ao convívio em sociedade.


        O xadrez, portanto, transcende a ideia de um simples jogo de tabuleiro e se configura como uma ferramenta poderosa no desenvolvimento humano. Seja no contexto educacional, familiar ou comunitário, sua prática constante proporciona benefícios que ecoam ao longo da vida, moldando indivíduos mais capacitados, resilientes e socialmente conscientes.

Autor: Ricardo Menezes
Qual é o papel fundamental do xadrez no desenvolvimento humano, conforme mencionado no texto? 
Alternativas
Q3383841 Português
Fogos de artifício

Roberto Célio Silva - Setor Pedro Ludovico, Goiânia

Para este final de ano, durante as festas de Natal e Réveillon, que tal deixarmos de lado foguetes, rojões, bombas, bombinhas e fogos de artifício? Já temos ciência de que estes trazem grandes incômodos e prejuízos à natureza, sobretudo para os animais. Perturbam tanto idosos, crianças e doentes. Assustam demais portadores de alguns espectros do tipo mental. Atrapalham o funcionamento de hospitais e podem causar danos físicos até mesmo em quem insiste nessas práticas que, sinceramente, além de antipáticas, já caíram de moda há tempos! Por favor! Pensemos nisso!


Disponível em:<https://opopular.com.br/opiniao/carta-dos-leitores/cartas1.3091263> . Acesso em: 16 dez. 2023.
A organização informacional da carta do leitor Roberto Silva se dá mediante a apresentação de
Alternativas
Q3383840 Português
Fogos de artifício

Roberto Célio Silva - Setor Pedro Ludovico, Goiânia

Para este final de ano, durante as festas de Natal e Réveillon, que tal deixarmos de lado foguetes, rojões, bombas, bombinhas e fogos de artifício? Já temos ciência de que estes trazem grandes incômodos e prejuízos à natureza, sobretudo para os animais. Perturbam tanto idosos, crianças e doentes. Assustam demais portadores de alguns espectros do tipo mental. Atrapalham o funcionamento de hospitais e podem causar danos físicos até mesmo em quem insiste nessas práticas que, sinceramente, além de antipáticas, já caíram de moda há tempos! Por favor! Pensemos nisso!


Disponível em:<https://opopular.com.br/opiniao/carta-dos-leitores/cartas1.3091263> . Acesso em: 16 dez. 2023.
A publicação de cartas de leitor por um jornal encontra limitações quanto à estrutura e quantidade do conteúdo expresso na carta. No texto apresentado, quais são os elementos mais relevantes da carta de leitor?
Alternativas
Q3383549 Português
Meningite bacteriana deixa sequelas neurológicas em um terço dos pacientes


Cerca de um terço das crianças que tiveram meningite bacteriana apresentam sequelas neurológicas, como a deficiência cognitiva, auditiva e motora, revela um novo estudo feito pelo Instituto Karolinska, na Suécia, publicado na revista científica Jama.

A meningite bacteriana pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças e adolescentes. Mesmo com o diagnóstico precoce e um tratamento adequado, feito à base de antibióticos, ela pode evoluir rapidamente. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Einstein, nem sempre é possível evitar os quadros graves, que podem deixar sequelas permanentes e até causar a morte do paciente. Mas, segundo os autores da pesquisa, faltam estudos das consequências a longo prazo

Após analisar dados de mais de 36 mil voluntários, durante 35 anos, percebeu-se que aqueles que contraíram a infecção na infância tinham mais risco de apresentar problemas motores, cognitivos, emocionais, comportamentais, convulsões e perda auditiva e visual em relação à população geral.

"Muitos problemas não aparecem imediatamente. As sequelas cognitivas em crianças que ficaram doentes muito pequenas, por exemplo, só se conhecem a longo prazo", diz o infectologista Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunização do Hospital Israelita Albert Einstein. "A vantagem desse estudo é que ele é muito robusto estatisticamente, com um grande número de casos e seguimento a longo prazo."

A pesquisa também mostrou que, quanto mais nova a criança contrai a doença, maior o risco de sequelas. Isso pode ser explicado, segundo os autores, pela gravidade dos danos ao sistema nervoso em estágios precoces do desenvolvimento físico e mental.

Entre as bactérias causadoras de meningite, o Streptococcus pneumoniae?foi a mais associada com as sequelas motoras, cognitivas e de audição, em comparação com as infecções por Haemophilus influenzae e?Neisseria meningitidis (responsável pela meningite C, uma das mais prevalentes no Brasil).

O resultado do estudo reforça a importância da vacinação. "As vacinas têm uma alta taxa de proteção, beirando os 100%, e são essenciais para prevenir a doença e, portanto, evitar as sequelas", diz Gilio.

A rede pública oferece imunizantes contra todas essas bactérias causadoras de meningite. Pelo calendário do Ministério da Saúde, a pneumocócica, que previne infecções pelo S pneumoniae, deve ser tomada aos 2 e aos 4 meses, além de um reforço aos 12 meses. Nessa mesma faixa etária, a criança deve tomar também a penta, que afasta o risco de doenças causadas pelo Haemophilus influenzae e outras, como difteria, tétano e coqueluche. Essa vacina tem uma terceira dose aos 6 meses.

Já a meningo C deve ser dada em duas doses, aos 3 e aos 5 meses, com reforço ao completar 1 ano. Adolescentes entre 11 e 14 anos podem receber a ACWY, que protege contra esses quatro sorotipos da meningite meningocócica. Na rede privada também está disponível a vacina contra a meningite B.

A meningite é a inflamação das membranas que revestem o cérebro. Entre os sintomas que devem servir de alerta estão febre alta, dor de cabeça, rigidez na nuca, náuseas e vômitos, manchas vermelhas pelo corpo, sensibilidade à luz e confusão mental.

Quando é causada por vírus, a doença não costuma ser grave nem deixar sequelas. Já as meningoencefalites, inflamações que afetam o encéfalo, são graves e podem causar a morte. Podem ser provocadas por diversos agentes, como vírus, bactérias e até parasitas. O tratamento depende da causa.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/meningite-bacterianadeixa-sequelas-neurologicas-em-um-terco-dos-pacientes/
Qual é um dos principais pontos destacados sobre a meningite bacteriana no texto? 
Alternativas
Q3382906 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Visão do Correio
Janeiro Branco dá a largada

Não basta apenas mobilizar a sociedade, mas sim sensibilizar as autoridades do país a respeito da importância de políticas públicas para a saúde mental
Correio Braziliense | 03/01/2024


       Começar o ano cuidando do corpo é uma iniciativa mais que louvável diante de números crescentes de obesidade no Brasil e no mundo. Mas a saúde mental também precisa de atenção desde já. Não foi à toa que seus organizadores escolheram este mês para iniciar a campanha Janeiro Branco.
       A data foi estrategicamente pensada ________ o primeiro mês do ano costuma promover nas pessoas maior abertura para reflexões, novas resoluções e metas para o ano que se inicia. A cor branca representa as folhas ou telas em branco, em [que]1 uma pessoa pode desenhar, escrever ou reescrever o que desejar para si e para o mundo, simbolizando o horizonte aberto e criando o sentimento de potência ilimitada que cada início de ano possibilita à humanidade.
       Não há como negar [que]2 a disseminação do coronavírus seja uma espécie de divisor de águas, quando o assunto é saúde mental, ou melhor, doença mental. Foi a partir de 2020 que as pessoas foram afetadas com a pandemia da covid-19, responsável por provocar medos, incertezas e uma crise sem precedentes na saúde mental de grande parte dos brasileiros. Em praticamente três anos de pandemia, as pessoas deixaram de ser biopsicossociais para se isolarem em seus mundos, deixando as portas abertas à solidão, à intolerância, à introspecção e a tantos outros sentimentos negativos.
       Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram [que]3 já são mais de 350 milhões de pessoas, de todas as idades, que sofrem com a doença. O Brasil assumiu a liderança do ranking da ansiedade, com 18,6 milhões de pessoas ansiosas e 11,7 milhões deprimidas. Isso demonstra o que muitos especialistas afirmam: o Brasil está vivenciando a pandemia dos transtornos mentais.
       Criada em 2014, completando, portanto, 10 anos, a campanha Janeiro Branco, [que]4 já é Lei Federal (Lei 14.556/23), foi elaborada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, presidente do Instituto Janeiro Branco, e relaciona a saúde mental às interações humanas. O tema deste ano é "Saúde mental enquanto há tempo. O que fazer agora?" e a ideia é chamar a atenção para a saúde mental como um aspecto vital para melhorar a qualidade de vida das pessoas, promover relações sociais mais saudáveis e transformações positivas nas instituições sociais no mundo inteiro.
       Prova da amplitude do movimento é que países como Angola, Colômbia, Japão, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Cabo Verde abraçaram e adotaram os princípios da campanha, superdimensionando seu impacto e promovendo, durante todo o mês de janeiro, a conscientização sobre o tema em escala global. 
       Não basta apenas mobilizar a sociedade em torno das doenças mentais, mas sim sensibilizar as autoridades políticas a respeito da importância de políticas públicas para a saúde da mente. "Cuidados individuais, atitudes institucionais e políticas públicas", defendem os especialistas em saúde mental.
       Que 2024 seja mesmo o ano da colheita, do aprendizado, da evolução e da maturidade, como dizem os astrólogos de plantão. E que possamos cuidar da saúde mental uns dos outros.

JANEIRO Branco dá a largada. Correio Braziliense, 03 de janeiro de 2024.

Opinião. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6779189-janeiro-branco-da-a-largada.html. Acesso em: 03 jan. 2024. Adaptado.
Qual é a ideia principal desenvolvida no quinto parágrafo do texto? 
Alternativas
Q3382905 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Visão do Correio
Janeiro Branco dá a largada

Não basta apenas mobilizar a sociedade, mas sim sensibilizar as autoridades do país a respeito da importância de políticas públicas para a saúde mental
Correio Braziliense | 03/01/2024


       Começar o ano cuidando do corpo é uma iniciativa mais que louvável diante de números crescentes de obesidade no Brasil e no mundo. Mas a saúde mental também precisa de atenção desde já. Não foi à toa que seus organizadores escolheram este mês para iniciar a campanha Janeiro Branco.
       A data foi estrategicamente pensada ________ o primeiro mês do ano costuma promover nas pessoas maior abertura para reflexões, novas resoluções e metas para o ano que se inicia. A cor branca representa as folhas ou telas em branco, em [que]1 uma pessoa pode desenhar, escrever ou reescrever o que desejar para si e para o mundo, simbolizando o horizonte aberto e criando o sentimento de potência ilimitada que cada início de ano possibilita à humanidade.
       Não há como negar [que]2 a disseminação do coronavírus seja uma espécie de divisor de águas, quando o assunto é saúde mental, ou melhor, doença mental. Foi a partir de 2020 que as pessoas foram afetadas com a pandemia da covid-19, responsável por provocar medos, incertezas e uma crise sem precedentes na saúde mental de grande parte dos brasileiros. Em praticamente três anos de pandemia, as pessoas deixaram de ser biopsicossociais para se isolarem em seus mundos, deixando as portas abertas à solidão, à intolerância, à introspecção e a tantos outros sentimentos negativos.
       Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram [que]3 já são mais de 350 milhões de pessoas, de todas as idades, que sofrem com a doença. O Brasil assumiu a liderança do ranking da ansiedade, com 18,6 milhões de pessoas ansiosas e 11,7 milhões deprimidas. Isso demonstra o que muitos especialistas afirmam: o Brasil está vivenciando a pandemia dos transtornos mentais.
       Criada em 2014, completando, portanto, 10 anos, a campanha Janeiro Branco, [que]4 já é Lei Federal (Lei 14.556/23), foi elaborada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, presidente do Instituto Janeiro Branco, e relaciona a saúde mental às interações humanas. O tema deste ano é "Saúde mental enquanto há tempo. O que fazer agora?" e a ideia é chamar a atenção para a saúde mental como um aspecto vital para melhorar a qualidade de vida das pessoas, promover relações sociais mais saudáveis e transformações positivas nas instituições sociais no mundo inteiro.
       Prova da amplitude do movimento é que países como Angola, Colômbia, Japão, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Cabo Verde abraçaram e adotaram os princípios da campanha, superdimensionando seu impacto e promovendo, durante todo o mês de janeiro, a conscientização sobre o tema em escala global. 
       Não basta apenas mobilizar a sociedade em torno das doenças mentais, mas sim sensibilizar as autoridades políticas a respeito da importância de políticas públicas para a saúde da mente. "Cuidados individuais, atitudes institucionais e políticas públicas", defendem os especialistas em saúde mental.
       Que 2024 seja mesmo o ano da colheita, do aprendizado, da evolução e da maturidade, como dizem os astrólogos de plantão. E que possamos cuidar da saúde mental uns dos outros.

JANEIRO Branco dá a largada. Correio Braziliense, 03 de janeiro de 2024.

Opinião. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6779189-janeiro-branco-da-a-largada.html. Acesso em: 03 jan. 2024. Adaptado.
Considerando-se as informações apresentadas no texto, o que quer dizer a fala de especialistas de que “o Brasil está vivenciando a pandemia dos transtornos mentais” (4º parágrafo)? 
Alternativas
Q3382904 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Visão do Correio
Janeiro Branco dá a largada

Não basta apenas mobilizar a sociedade, mas sim sensibilizar as autoridades do país a respeito da importância de políticas públicas para a saúde mental
Correio Braziliense | 03/01/2024


       Começar o ano cuidando do corpo é uma iniciativa mais que louvável diante de números crescentes de obesidade no Brasil e no mundo. Mas a saúde mental também precisa de atenção desde já. Não foi à toa que seus organizadores escolheram este mês para iniciar a campanha Janeiro Branco.
       A data foi estrategicamente pensada ________ o primeiro mês do ano costuma promover nas pessoas maior abertura para reflexões, novas resoluções e metas para o ano que se inicia. A cor branca representa as folhas ou telas em branco, em [que]1 uma pessoa pode desenhar, escrever ou reescrever o que desejar para si e para o mundo, simbolizando o horizonte aberto e criando o sentimento de potência ilimitada que cada início de ano possibilita à humanidade.
       Não há como negar [que]2 a disseminação do coronavírus seja uma espécie de divisor de águas, quando o assunto é saúde mental, ou melhor, doença mental. Foi a partir de 2020 que as pessoas foram afetadas com a pandemia da covid-19, responsável por provocar medos, incertezas e uma crise sem precedentes na saúde mental de grande parte dos brasileiros. Em praticamente três anos de pandemia, as pessoas deixaram de ser biopsicossociais para se isolarem em seus mundos, deixando as portas abertas à solidão, à intolerância, à introspecção e a tantos outros sentimentos negativos.
       Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram [que]3 já são mais de 350 milhões de pessoas, de todas as idades, que sofrem com a doença. O Brasil assumiu a liderança do ranking da ansiedade, com 18,6 milhões de pessoas ansiosas e 11,7 milhões deprimidas. Isso demonstra o que muitos especialistas afirmam: o Brasil está vivenciando a pandemia dos transtornos mentais.
       Criada em 2014, completando, portanto, 10 anos, a campanha Janeiro Branco, [que]4 já é Lei Federal (Lei 14.556/23), foi elaborada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, presidente do Instituto Janeiro Branco, e relaciona a saúde mental às interações humanas. O tema deste ano é "Saúde mental enquanto há tempo. O que fazer agora?" e a ideia é chamar a atenção para a saúde mental como um aspecto vital para melhorar a qualidade de vida das pessoas, promover relações sociais mais saudáveis e transformações positivas nas instituições sociais no mundo inteiro.
       Prova da amplitude do movimento é que países como Angola, Colômbia, Japão, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Cabo Verde abraçaram e adotaram os princípios da campanha, superdimensionando seu impacto e promovendo, durante todo o mês de janeiro, a conscientização sobre o tema em escala global. 
       Não basta apenas mobilizar a sociedade em torno das doenças mentais, mas sim sensibilizar as autoridades políticas a respeito da importância de políticas públicas para a saúde da mente. "Cuidados individuais, atitudes institucionais e políticas públicas", defendem os especialistas em saúde mental.
       Que 2024 seja mesmo o ano da colheita, do aprendizado, da evolução e da maturidade, como dizem os astrólogos de plantão. E que possamos cuidar da saúde mental uns dos outros.

JANEIRO Branco dá a largada. Correio Braziliense, 03 de janeiro de 2024.

Opinião. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/01/6779189-janeiro-branco-da-a-largada.html. Acesso em: 03 jan. 2024. Adaptado.
Com base na leitura global do editorial, assinale a alternativa que representa adequadamente a tese defendida no texto. 
Alternativas
Q3382791 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Lancellotti no Planalto: "Pessoas em situação de rua não são anjos nem demônios"
Líder social, o padre Júlio Lancelotti participa nesta segunda-feira (11/12) da cerimônia de lançamento do plano de política nacional para pessoas em situação de rua, com destinação inicial de R$ 982 milhões
Mayara Souto


O padre Júlio Lancelotti participa na manhã desta segundafeira (11/12) da cerimônia de lançamento, no Palácio do Planalto, do “Plano Ruas Visíveis — pelo direito ao futuro da população em situação de rua”, projeto voltado para atender essa população, com destinação inicial de R$ 982 milhões. Em discurso, o religioso ressaltou a importância de ter a população de rua presente na cerimônia no local de trabalho do presidente da República e sendo tratada com humanidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, também estão presentes.
“Quando nós olhamos a Declaração Universal de Direitos Humanos, diz que ‘ninguém será submetido a tortura ou tratamento desumano e degradante’. E isso está acontecendo no país, em como a população de rua é tratada. Nega-se a subjetividade, o gênero, o sentimento e tudo aquilo que eles carregam. As pessoas em situação de rua não são anjos, nem demônios. São pessoas e devem ser tratadas como tal”, declarou Lancelotti durante o discurso.
Ao iniciar a fala, ele ainda citou indiretamente os ataques aos Três Poderes no dia 8 de janeiro. “A população de rua está aqui no Planalto e não haverá nenhum arranhão como houve (durante os atos golpistas)”, afirmou.
O padre finalizou a participação mandando uma mensagem à população de rua: “Meus irmãos e irmãs, força e coragem, ninguém desanime, a luta é árdua”. Ele foi ovacionado pelo público que acompanha o evento.

Fonte:https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/12/6668375-lancellotti-no-planalto-pessoas-em-situacao-de-rua-nao-sao-anjos-nem-demonios.html
Para valorizar a figura do padre Júlio Lancelotti, a autora utiliza 
Alternativas
Q3382790 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Lancellotti no Planalto: "Pessoas em situação de rua não são anjos nem demônios"
Líder social, o padre Júlio Lancelotti participa nesta segunda-feira (11/12) da cerimônia de lançamento do plano de política nacional para pessoas em situação de rua, com destinação inicial de R$ 982 milhões
Mayara Souto


O padre Júlio Lancelotti participa na manhã desta segundafeira (11/12) da cerimônia de lançamento, no Palácio do Planalto, do “Plano Ruas Visíveis — pelo direito ao futuro da população em situação de rua”, projeto voltado para atender essa população, com destinação inicial de R$ 982 milhões. Em discurso, o religioso ressaltou a importância de ter a população de rua presente na cerimônia no local de trabalho do presidente da República e sendo tratada com humanidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, também estão presentes.
“Quando nós olhamos a Declaração Universal de Direitos Humanos, diz que ‘ninguém será submetido a tortura ou tratamento desumano e degradante’. E isso está acontecendo no país, em como a população de rua é tratada. Nega-se a subjetividade, o gênero, o sentimento e tudo aquilo que eles carregam. As pessoas em situação de rua não são anjos, nem demônios. São pessoas e devem ser tratadas como tal”, declarou Lancelotti durante o discurso.
Ao iniciar a fala, ele ainda citou indiretamente os ataques aos Três Poderes no dia 8 de janeiro. “A população de rua está aqui no Planalto e não haverá nenhum arranhão como houve (durante os atos golpistas)”, afirmou.
O padre finalizou a participação mandando uma mensagem à população de rua: “Meus irmãos e irmãs, força e coragem, ninguém desanime, a luta é árdua”. Ele foi ovacionado pelo público que acompanha o evento.

Fonte:https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/12/6668375-lancellotti-no-planalto-pessoas-em-situacao-de-rua-nao-sao-anjos-nem-demonios.html
As ideias da introdução apresentam o objetivo de 
Alternativas
Q3382788 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Lancellotti no Planalto: "Pessoas em situação de rua não são anjos nem demônios"
Líder social, o padre Júlio Lancelotti participa nesta segunda-feira (11/12) da cerimônia de lançamento do plano de política nacional para pessoas em situação de rua, com destinação inicial de R$ 982 milhões
Mayara Souto


O padre Júlio Lancelotti participa na manhã desta segundafeira (11/12) da cerimônia de lançamento, no Palácio do Planalto, do “Plano Ruas Visíveis — pelo direito ao futuro da população em situação de rua”, projeto voltado para atender essa população, com destinação inicial de R$ 982 milhões. Em discurso, o religioso ressaltou a importância de ter a população de rua presente na cerimônia no local de trabalho do presidente da República e sendo tratada com humanidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, também estão presentes.
“Quando nós olhamos a Declaração Universal de Direitos Humanos, diz que ‘ninguém será submetido a tortura ou tratamento desumano e degradante’. E isso está acontecendo no país, em como a população de rua é tratada. Nega-se a subjetividade, o gênero, o sentimento e tudo aquilo que eles carregam. As pessoas em situação de rua não são anjos, nem demônios. São pessoas e devem ser tratadas como tal”, declarou Lancelotti durante o discurso.
Ao iniciar a fala, ele ainda citou indiretamente os ataques aos Três Poderes no dia 8 de janeiro. “A população de rua está aqui no Planalto e não haverá nenhum arranhão como houve (durante os atos golpistas)”, afirmou.
O padre finalizou a participação mandando uma mensagem à população de rua: “Meus irmãos e irmãs, força e coragem, ninguém desanime, a luta é árdua”. Ele foi ovacionado pelo público que acompanha o evento.

Fonte:https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/12/6668375-lancellotti-no-planalto-pessoas-em-situacao-de-rua-nao-sao-anjos-nem-demonios.html
Pode-se depreender da fala de Padre Júlio Lancelloti "Pessoas em situação de rua não são anjos nem demônios" que 
Alternativas
Q3382139 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
No trecho “O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração.”, a palavra destaca apresenta o sentido de 
Alternativas
Q3382138 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
O uso das palavras no diminutivo como “bichinhos” e “mocinha” sugere uma ideia de 
Alternativas
Q3382137 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
A partir do título: “'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney”, pode-se inferir que 
Alternativas
Q3382136 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
Assinale a alternativa que está de acordo com a ideia central do texto: 
Alternativas
Q3381624 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Beleza

Acorda esse homem inesperada e injustificavelmente cedo, sem saber direito onde está, mas inteiramente certo de que aquela cama não é a sua. O despertar de quem dorme fora é sempre assim e a primeira sensação é uma desconfiança: terei sido raptado?

Aos poucos, as ideias se arrumam, a inconsciência do sono vai cedendo lugar à lucidez das coisas exatas e a realidade se comprova na cor da parede, no desenho dos móveis, no cheiro da fronha e dos lençóis, que é uma agradável novidade olfativa. Esse homem chega à simples conclusão de que é um hóspede. Tem um dia grande e vadio pela frente. Poderá, se quiser, continuar na cama, lendo, tramando, cochilando e, mais que tudo, gozando a perspectiva do tempo sem horários e sem tarefas. Mas decide levantar. Antes, faz sua reza íntima de todas as manhãs, a que diz: “Não te deixes tomar pelo pequeno êxito e não te eleves acima do conhecimento que tens da tua frequente fragilidade” etc.

Abre a janela. A bruma baixa desfigurou a silhueta dos montes. Vai chover e o dia terá um céu triste. Mas o vento frio da serra e as flores, que são tantas — amarelas, vermelhas, azuis — trazem uma alegria completa, uma impressão de salvamento, em que os cansaços e desgostos aparecem como penas já cumpridas.

Dali por diante, esse homem está quite com os castigos e lhe chegam — como nos domingos da meninice — as esperanças, o ânimo, a ideia tranquila de existência. Esse homem não sabe se está apaixonado por uma mulher ou simplesmente pela vida. Mas, em seu coração, há um amor indefinido, que por si, pelo bem que faz, poderá ficar sem alvo certo, sem reciprocidade. Basta-lhe a manhã de vento frio, o perfume das flores e o verde do capim viçoso.

Deve ser este um grande momento de sua vida, porque a sensação constante de saudade não está, pela primeira vez, entre os seus sentimentos.


Maria, A. Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. São Paulo: Todavia, 2021.
Com a leitura do texto, entende-se que:
Alternativas
Q3381142 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A Beleza Total, de Drummond


    A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

    A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

    O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

     Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

De acordo com o texto, a causa de todo infortúnio de Gertrudes está no fato de:
Alternativas
Q3381134 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

Saudades

Tenho saudades de muitas coisas do meu tempo de
menininha:
sentar no colo do meu pai,
ninar boneca sem receios,
chorar de medo da morte da mãe,
sonhar com festa e bolo de aniversário,
cantar com os anjos na igreja,
ouvir as mágicas histórias de vovó,
brincar de pique, de corda e peteca,
acreditar em cegonhas, fadas e bruxas
e sobretudo no Papai Noel.
Será que quando for velhinha,
e já estiver caducando,
vou viver tudo de novo?
Dos três últimos versos podemos inferir que:
Alternativas
Q3380925 Português
A jovem sueca, Greta Thunberg, que inspirou uma nova geração de ativistas a comparecer ao Fórum Econômico Mundial deste ano, pediu nesta terça-feira (21 de janeiro de 2020) que líderes mundiais ouçam a juventude.
Greta falou no painel do 50º Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça.
Durante seu discurso, ela disse que: “A ciência e a voz dos jovens não são o centro da conversa, mas precisam ser”. “É sobre nós e as futuras gerações e aqueles que são afetados hoje”, acrescentou, Greta, finalizando mais adiante: “Precisamos trazer a ciência para a conversa”.

(Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2020/01/21/em-davosgreta-thunberg-pede-que-lideres-mundiais-oucam-jovens-ativistas.ghtml) (Adaptado).

A sueca Greta Thunberg é uma ativista conhecida pela:
Alternativas
Q3380922 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão..

    Crianças mimadas ou sem educação?

    Recentemente, durante uma viagem ao Chile, me deparei com uma situação que me fez refletir sobre as diferenças geracionais. Uma criança, aparentemente com cerca de 12 anos, agiu de forma bastante desrespeitosa com seus pais durante o voo, o que me fez lembrar de outras ocasiões semelhantes que já testemunhei. O comportamento dessa criança foi marcado por gritos, exigências e uma atitude que parecia considerar seus pais como servos, a ponto de a aeromoça intervir para pedir que a controlassem. Ao longo do voo, esse padrão de comportamento persistiu, com a criança impondo suas vontades e os pais cedendo a suas demandas após uma série de gritos, lágrimas e chantagem emocional.

[...]

    Se a resiliência é uma competência e habilidade altamente valorizada pelas empresas, como essa criança lidará com situações em que receber um "não" de seu líder ou quando perder o controle da situação? É evidente que a falta de resiliência muitas vezes está associada a um baixo controle emocional.

    Talvez essa criança se torne o próximo chefe narcisista ou tóxico a adentrar as empresas. No entanto, é importante ressaltar que profissionais com esse perfil têm uma vida útil cada vez mais curta nas organizações atualmente, o que levanta questões sobre sua viabilidade a longo prazo. 

    Neste cenário, os pais desempenham um papel fundamental, sendo em sua maioria os responsáveis por moldar esse contexto. Vivemos numa época em que a presença da babá tem ganhado uma importância desproporcional na criação e educação das crianças, enquanto a participação dos pais nos ensinamentos sobre respeito e outras questões básicas das relações humanas é limitada, muitas vezes devido ao foco em suas carreiras ou outros compromissos.

(Fonte: https://www.terra.com.br/economia/geracao-z-queesta-nas-empresas-e-mais-fragil-do-que-seimagina,48f07a3c003cb8d08f8b94bb9ed26f26tiz67kaj.html)
Após a leitura do texto II, é possível inferir que:
Alternativas
Q3380919 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Em todos os trechos a seguir há palavras ou expressões com sentido conotativo, EXCETO em:
Alternativas
Respostas
2421: B
2422: E
2423: C
2424: C
2425: A
2426: B
2427: C
2428: B
2429: B
2430: B
2431: B
2432: A
2433: B
2434: C
2435: D
2436: C
2437: C
2438: D
2439: B
2440: A