Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1614032 Português
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Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=tirinha+mafalda>. Acesso em: 2 set. 2019.

Sobre o texto 02, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: COMVEST UFAM - 2019 - UFAM - Enfermeiro |
Q1613881 Português

Leia o poema “O apanhador de desperdícios”, de Manoel de Barros:


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Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre o texto:


I. O poeta não se sente à vontade no mundo contemporâneo, repleto de tecnologia.


II. O poeta considera que a Ciência é um valor maior que a Natureza,lastimando não poder entendê-la.


III. O poeta, por não se integrar ao mundo, se sente desprezível, daí se comparar às moscas.


IV. A poesia é uma linguagem que usa as palavras do cotidiano, mas sem a finalidade de informar.


V. No verso 25 (“Só uso a palavra para compor meus silêncios”) observa-se a figura de linguagem conhecida como paradoxo.


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1613862 Português

Analise os textos a seguir.


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Disponível em: <https://tinyurl.com/y4uwaymm>. Acesso em: 17 jul. 2019.


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Disponível em: <https://tinyurl.com/y4rvzcr2>. Acesso em: 17 jul. 2019.


Quanto ao gênero de ambos os textos, analise as afirmativas a seguir, assinalando com V as verdadeiras e com F as falsas.


( ) O texto I objetiva instruir o leitor, por meio de argumentação detalhada passo a passo, a realizar uma ação.


( ) O texto II intenciona convencer o leitor a consumir o produto que ele anuncia, e a repetição da oração “peça baton” constitui uma estratégia para tal.


( ) Ambos os textos utilizam verbos no imperativo, objetivando estimular uma ação no leitor, no caso do texto I, seguir as etapas de um preparo e, no caso do texto II, adquirir um produto.


( ) É correto afirmar que ambos os textos pertencem ao mesmo gênero textual.



Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q1613855 Português

Analise a tirinha a seguir

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Disponível em: <https://tinyurl.com/y5yrqe79>. Acesso em: 23 jul. 2019.


A respeito da linguagem utilizada nesse texto, é correto afirmar:

Alternativas
Q1613447 Português
Leia o trecho a seguir.
“Além de comemorar sua indicação na categoria de melhor ator por sua atuação na série Chernobyl, Jared Harris falou sobre o que o atraiu para a trágica história, assim como sua opinião sobre as pessoas que usaram o local do desastre para tirar fotos para o Instagram.”
Disponível em: <https://tinyurl.com/y2my2tna>. Acesso em: 18 jul. 2019 (Adaptação).
A respeito do termo destacado, é correto afirmar que se trata de um 
Alternativas
Q1613440 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder.

Você pode mudar, mas o seu histórico da
internet não

Após publicar uma piada extremamente racista sobre Kylian Mbappé, jogador da seleção francesa, a batata esquentou na mão do youtuber Júlio Cocielo, apontado como um dos maiores influenciadores brasileiros na internet. A princípio, Cocielo apostou na retórica de acusar quem o chamou de racista de “mimimi” e se resguardou na desculpa esfarrapada de que se tratava de uma piada mal interpretada. Porém, esse argumento durou pouquíssimo quando os internautas resgataram outras piadas racistas que o youtuber fez em 2013.
Observando as marcas que o patrocinaram saindo de cena após seu racismo ser escancarado e a conta bancária diminuindo, Cocielo apagou mais de 50 mil tuítes da sua conta e pediu desculpas pela atitude por meio de um texto e também gravando um vídeo no seu canal. Não convenceu muito o pessoal, já que parece que as desculpas foram mais uma obrigação para não perder a possibilidade de ganhar dinheiro com publicidade.
[...]
Porém, fica a pergunta. Alguém se salvaria caso vasculhassem nossas redes sociais de cinco, seis, 10 anos atrás?
Eu não me salvaria em 2009. E redescobri isso quando fui rever o que escrevia com 18, 19 anos no Facebook, Twitter e em blogs. Senti vergonha. Eu fiz muita piada machista. Ri do caso da Geisy Arruda, tirava sarro de mulheres que andavam com pouca roupa [...]. Também achei comentários meus achando graça em piadas racistas feitas por amigos virtuais. Eu já sabia ler e interpretar texto na época. Não há desculpas para quem eu era 10 anos atrás: uma imbecil.
Só que eu mudei. Não concordo com as coisas que falei antes e nunca reproduziria elas novamente. Isso prova que, sim, é possível deixar de ser preconceituosa. É possível mudar e tentar ser uma pessoa melhor. A minha ignorância e burrice também refletiram como as coisas eram cinco, 10 anos atrás. Não se falava de feminismo como hoje em dia. Pouco se discutia sobre o racismo estrutural da sociedade brasileira. O que reinava era a ignorância escondida atrás de piadas “inocentes”.
Minha mudança de pensamento não aconteceu porque sou perfeita e iluminada. Não não, eu aprendi porque tive contato com pessoas negras e / ou LGBTs no trabalho, faculdade, em círculos de amizades e na internet. Foram elas que chamaram a atenção sobre meu comportamento e sobre a violência que é rir ou fazer uma piada racista. Levei bronca ao vivo dessas pessoas ou levei bronca lendo textos, entrevistas e vendo vídeos produzidos pelas mesmas pessoas que antes achava válido fazer piada – mesmo que fosse “sem intenção de ofender”.
Hoje, embora ser ainda muito pouco, há sim uma obrigação na publicidade e no entretenimento em falar sobre esses assuntos. De, no mínimo, chamar pessoas negras e / ou LGBTs para falar sobre esses assuntos e educar os espectadores sobre o preconceito. Também há muito mais jovens colocando a cara para bater e criando conteúdo independente para discutir sobre isso. Há 10 anos, essas pessoas mal existiam para a internet.
[...]
Tenho certeza de que a maioria do pessoal acima de 25 anos tem um passado feio na internet de maior ou menor escala. Até porque há 10 anos ninguém pensava muito em como as coisas que você falou sem pensar numa rede social permanecem lá. E que isso sirva de lição para a nova geração da internet não fazer piada preconceituosa, não falar sem pensar ou difundir mentiras. Você pode mudar, mas seu histórico de internet não.

Disponível em: <https://tinyurl.com/yyjh3wls>.
Acesso em: 22 jul. 2019 (Adaptação)
Em certos trechos do texto, a autora traz sua experiência como estratégia argumentativa, no intuito de convencer o leitor a respeito de uma ideia. Tal ideia está corretamente resumida em:
Alternativas
Q1613108 Português
A ciência da procrastinação

    A briga do ser humano com prazos é ancestral. Em 800 a.C., o poeta grego Hesíodo achou importante registrar que não se deve “deixar o trabalho para amanhã e depois de amanhã”, e o senador romano Cícero tachou de “odiosa” a mania de os políticos deixarem tudo para depois. Até hoje é assim.
    Todo mundo (todo mundo mesmo) já ______________ alguma vez. E estudos mostram que 20% dos adultos são procrastinadores crônicos – um batalhão de 20 milhões de pessoas só no Brasil. A procrastinação é “o atraso intencional e frequente no início ou no término de uma tarefa que causa desconforto subjetivo, como ansiedade ou arrependimento”, de acordo com Joseph Ferrari, professor da Universidade DePaul, de Chicago.
    A origem dessa conduta está numa batalha interna entre duas áreas cerebrais que se desenvolveram em momentos distintos da evolução humana. São o córtex pré-frontal, que está ligado à consciência e nos ajuda ___ pensar no futuro, e o sistema límbico, inconsciente, que só quer saber dos prazeres imediatos.
    Emoções e memórias são coordenadas pelo sistema límbico, também chamado de cérebro primitivo. Ele se desenvolveu privilegiando recompensas de curto prazo, como comidas que contêm muita energia – doces e gorduras, por exemplo.
    As recompensas imediatas não são só importantes. São boas. Cada vez que consumimos algo açucarado, uma cascata de dopamina, um dos neurotransmissores que dão a sensação de bem-estar, é lançada no sistema nervoso. Ao receber esse reforço da dopamina, nosso cérebro foi sendo “ensinado” a favorecer as recompensas de curto prazo. Ações de longo prazo, como estocar comida para o inverno, não _________ nenhuma gota de dopamina no cérebro. Por isso são chatas – não dão prazer.

https://super.abril.com.br... - adaptado.
A conjunção sublinhada na sentença “Embora ela tenha me deixado, mantenho-me feliz.” pode ser substituída, sem alteração de sentido ou incorreção gramatical, pela seguinte conjunção:
Alternativas
Q1613100 Português
A ciência da procrastinação

    A briga do ser humano com prazos é ancestral. Em 800 a.C., o poeta grego Hesíodo achou importante registrar que não se deve “deixar o trabalho para amanhã e depois de amanhã”, e o senador romano Cícero tachou de “odiosa” a mania de os políticos deixarem tudo para depois. Até hoje é assim.
    Todo mundo (todo mundo mesmo) já ______________ alguma vez. E estudos mostram que 20% dos adultos são procrastinadores crônicos – um batalhão de 20 milhões de pessoas só no Brasil. A procrastinação é “o atraso intencional e frequente no início ou no término de uma tarefa que causa desconforto subjetivo, como ansiedade ou arrependimento”, de acordo com Joseph Ferrari, professor da Universidade DePaul, de Chicago.
    A origem dessa conduta está numa batalha interna entre duas áreas cerebrais que se desenvolveram em momentos distintos da evolução humana. São o córtex pré-frontal, que está ligado à consciência e nos ajuda ___ pensar no futuro, e o sistema límbico, inconsciente, que só quer saber dos prazeres imediatos.
    Emoções e memórias são coordenadas pelo sistema límbico, também chamado de cérebro primitivo. Ele se desenvolveu privilegiando recompensas de curto prazo, como comidas que contêm muita energia – doces e gorduras, por exemplo.
    As recompensas imediatas não são só importantes. São boas. Cada vez que consumimos algo açucarado, uma cascata de dopamina, um dos neurotransmissores que dão a sensação de bem-estar, é lançada no sistema nervoso. Ao receber esse reforço da dopamina, nosso cérebro foi sendo “ensinado” a favorecer as recompensas de curto prazo. Ações de longo prazo, como estocar comida para o inverno, não _________ nenhuma gota de dopamina no cérebro. Por isso são chatas – não dão prazer.

https://super.abril.com.br... - adaptado.

Considerando-se o texto, analisar a sentença abaixo:


A procrastinação na vida humana é algo recente (1ª parte). Não mais que 20% dos adultos no Brasil já deixaram alguma tarefa para fazer mais tarde (2ª parte). A origem da procrastinação está numa batalha interna entre duas áreas cerebrais que se desenvolveram simultaneamente (3ª parte).


A sentença está:

Alternativas
Q1612693 Português
A ampliação do acesso à atenção básica no Brasil pode ser constatada por meio da grande expansão do número de equipes de saúde da família implantadas nos últimos 20 anos, que, segundo dados do Departamento de Atenção Básica, passaram de 2.054 em julho de 1998 para 41.619 em outubro de 2017. Se considerarmos o mesmo critério de que uma equipe é responsável por volta de 3.450 pessoas, a cobertura de pessoas cadastradas pelas unidades participantes da Estratégia de Saúde da Família nesse período passou de 4,4% (sete milhões de brasileiros) para 70% (correspondendo a aproximadamente 143 milhões). Destacam-se os municípios do interior do País, que passaram no mesmo período de 4,4% para 76,5% de cobertura, enquanto as capitais ampliaram de 4,2% para 45,5%. Estas estimativas são consoantes com resultados do inquérito populacional da Pesquisa Nacional de Saúde que em 2013 constatou cobertura da ESF de 56,2%, ano em que estavam implantadas 35 mil ESF no país.
(Pinto, L. F.; Giovanella, L. (2018). Do Programa à Estratégia Saúde da Família: expansão do acesso e redução das internações por condições sensíveis à atenção básica (ICSAB). Ciência & Saúde Coletiva, 23(6), 1903-1914. https://doi.org/10.1590/1413- 81232018236.05592018)
Leia as assertivas abaixo:
I. A quantidade de pessoas atendidas pelo programa Estratégia de Saúde da Família subiu de aproximadamente 2 mil para 40 mil pessoas por mês de 1998 até 2017. II. Cada equipe é responsável por cerca de 3.500 pessoas, de forma que no final dos anos 1990 os 7 milhões de brasileiros cobertos pelo programa eram atendidos por aproximadamente 2 mil equipes de saúde da família. III. Em 2017, cerca de 143 milhões de brasileiros já estavam cadastrados no programa ESF. IV. Apesar do crescimento bastante significativo da atenção à saúde através da ESF, esta cresceu muito mais nas capitais, chegando a uma cobertura de 76,5%.
Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto:
Alternativas
Q1612691 Português

Veja a tabela a seguir:


Participação percentual média das despesas municipais com ações e serviços públicos de saúde segundo o porte populacional municipal – 2002-2010


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(Costa, N. R. (2016). A Estratégia de Saúde da Família, a atenção

primária e o desafio das metrópoles brasileiras. Ciência & Saúde

Coletiva, 21(5), 1389-1398. https://dx.doi.org/10.1590/1413-

81232015215.24842015)


De acordo com a tabela acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1612690 Português

Uma segunda linha argumentativa sobre menor adesão ao programa ESF em grandes centros concluiu que os incentivos federais anteriores à Emenda Constitucional n. 29 (regulamentando que os recursos aplicados nas ações e serviços de saúde não sofressem desvio de finalidade)ainda eram insuficientes, e a necessidade de contrapartida financeira municipal para o custeio da ESF representou um fator de inibição da sua expansão nos grandes municípios. O crescimento da cobertura populacional da ESF dependeria exclusivamente da capacidade econômica do município.


(Costa, N. R. (2016). A Estratégia de Saúde da Família, a atenção primária e o desafio das metrópoles brasileiras. Ciência & Saúde Coletiva, 21(5), 1389-1398. https://dx.doi.org/10.1590/1413- 81232015215.24842015)


De acordo com o texto, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q1612689 Português
As análises sobre as dificuldades de adesão ao programa Estratégia de Saúde da Família nas grandes cidades e metrópoles se dividiram em três perspectivas. Uma primeira linha de argumento concluiu que nos municípios de grande porte que implantaram a ESF privilegiou-se a focalização nos grupos populacionais vulneráveis e com maior risco social. A focalização respondeu à necessidade de ampliação da oferta de serviços de saúde aos pobres e à especialização da oferta pública em serviços de menor complexidade tecnológica para a estabilização das despesas com saúde.
(Costa, N. R. (2016). A Estratégia de Saúde da Família, a atenção primária e o desafio das metrópoles brasileiras. Ciência & Saúde Coletiva, 21(5), 1389-1398. https://dx.doi.org/10.1590/1413- 81232015215.24842015)
I. A ESF é realizada nos postos das UBS existentes nos municípios mais pobres. II. A Estratégia de Saúde da Família é um programa que tem como objetivo desonerar o SUS dos serviços mais complexos e caros. III. ESF é a sigla de um programa de saúde que se preocupa principalmente com pessoas de baixa renda.
De acordo com a leitura do texto acima, assinale a alternativa que correta:
Alternativas
Q1611561 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. O eu poético invoca um amor inacessível, cuja manifestação se dá apenas em sua própria consciência.

II. O eu poético parece experimentar uma relação desaprovada e chega a associá-la à palavra “pecado”, como um evento que acontece às escondidas.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611560 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. Há um desalento por parte do eu poético que não encontra solução para o seu problema, que é a relação proibida com sua amada.

II. A amada a quem se dirige o “eu” chega a receber um chamamento que a coloca numa condição de herege. É como se o “eu” retirasse parte de sua culpa por estar na relação.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611559 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. Há um conflito de emoções explicitado pelo “eu”, que ora condena a amada à condição de ser o próprio pecado, ora acredita na materialização da transgressão.

II. O eu lírico sugere que a amada é a personificação do pecado (blasfêmia), mas deseja tornar público o relacionamento que tem com ela.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611558 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. As palavras do eu poético sugerem que, apesar de existir uma relação paradoxal entre os amados, há uma permissividade interna, já que o amor deles é irrefreado.

II. Apesar de, nos quatro primeiros versos, o eu poético se encontrar em conflito com o relacionamento, ele reconhece o conforto oferecido pela amada no trecho “Em teus braços, encanto encontro solene”.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611557 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. Para o eu poético, o amor e o relacionamento que pode concretizar com sua amada são antagônicos. Enquanto aquele remete à ideia de lucidez, este é lícito.

II. Existe, no poema, uma associação que faz o relacionamento ser um pecado tão grave que não apresenta solução.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611173 Português

A paranoia está batendo

(artigo de Arnaldo Jabor; By admin | Abril, 2013) 


    Um dia, há muitos anos, percebi que haviam modificado a caixa grande dos Chicletes Adams (uma cor-de-rosa e outra amarela). Quem se lembra dessas saudosas embalagens? Eram caixas maiores, que tinham uma janelinha de celofane, através da qual se viam os chicletinhos chacoalhando. Assustado, notei que a janela original fora trocada por uma mentirosa abertura, desenhada com os chicletinhos impressos. Algum executivo zeloso, para fazer bonito junto aos patrões, acabara com a visão real das balinhas frescas como a brisa, deixando-nos somente um simulacro. Isso me preocupou. Entendi que se iniciava uma época comercial menos humana (talvez a pós-modernidade), mas, por outro lado, compreendi que detalhes ínfimos podem ser indícios de momentos históricos. Por isso, como vivemos a época de encrencas insolúveis, sem um futuro claro, me ligo em bobagens iluminadoras do presente.

    Por exemplo, que significa a resposta de uma telefonista, se eu lhe agradeço por uma informação e ela replica: “Imagina!…”. Que quer dizer isso? Talvez denote que eu e ela fazemos parte de um “sistema” coletivo de obrigações automáticas, sem espaço para gentilezas individuais e gratidão desnecessária. É quase uma repreensão, como se meu ‘muito obrigado’ quebrasse a lógica contínua de seu serviço. Daí a resposta: “Imagina! O senhor se acha especial?”. Aliás, “senhor” é uma novidade. Dizia-se sempre “Sr. Fulano, Sr. Sicrano…”.

   Tudo bem, mas agora usam um “senhor” no fim da frase: “Estaremos entregando a encomenda, senhor”… Ou “senhorita”. Alguém já ouviu “senhorita” no dia a dia? Isso deve ser influência do gerúndio na dublagem de filmes americanos: “Miss Williams, we’ll be sending your package soon”. Seria a nefasta influência do imperialismo cultural (esquerda) ou o crescimento de uma linguagem global (liberais). As telefonistas também dizem: “Quem deseja?” ou “O senhor Fulano não se encontra…”. Isso me desorganiza. Tenho ganas de dizer: “Todos desejam, o ser humano deseja! E o senhor Fulano não ‘se encontra’, como? Ele está em crise, perdidaço na vida?”. Nada digo, porque ela responderia: “Eu não saberia lhe informar, senhor…”. 

 Outro fenômeno moderno, ou melhor, “contemporâneo” (aliás, não aguento mais esta palavra ‘contemporâneo’, que tudo absolve e tudo explica: “Isso é uma merda, mas é supercontemporâneo!…”), é o tom dos falantes no celular. Em aeroportos, é comum mulheres discutindo a relação com o marido, falando alto, andando pela sala, até chorando, na linguagem ‘metapsicológica’ dos Big Brothers. Criou-se uma língua BBB, feita de súbitas lágrimas, acusações e queixumes, rancor dosado por perdões simultâneos, deixando escapar propositais intimidades, pontuadas por rápidas olhadas para conferir a reação dos circunstantes. Aliás, por falar em celular, e as musiquinhas? Jingle Bells ou Pour Elise tocam no bolso de um executivo, que imediatamente faz um resumo da situação da empresa aos berros. Por que não fazem um celular que aperte o saco do usuário? Ele daria um grito e gemeria discretamente: “Alô?”.

  E os dedinhos “contemporâneos” que não param nos blackberries e iPhones, com as cabeças baixas, digitando mensagens misteriosas? Isso me traz uma dolorosa solidão, pois ninguém mais presta atenção em ninguém ‘ao vivo’, como se o importante é o que não está ali, o desejo ‘não se encontra’ aqui, mas acolá, talvez na ‘nuvem’. E as notícias? São eivadas de incertezas – se a Grécia quebra ou não quebra – ou de certezas impossíveis como, por exemplo: a taxa de inflação vai ser de 6,3 ou 6,7 ao fim do ano, cai em outubro e sobe em novembro. Como podem saber? Como se mede isso? Por que não tomam medidas essenciais como cortar gastos públicos em vez dessa irritante roleta brasileira de palpites? Claro que os ‘pentelhos’ e seus aliados feudais não deixam.

  Por que as paradas gay têm três milhões e os evangélicos quatro milhões e a marcha contra a corrupção no Rio só 2.500 pessoas? É a medida clara de nossa alienação política. E as queimadas e desmatamentos? O governo fala disso como se referisse a outro país, com um lamento impotente: “O equivalente a mil campos de futebol foram queimados em um mês…”. Por que a medida ‘campos de futebol’? Para deprimir corintianos? Aliás, entristece-me ver os times de futebol com anúncios no peito dos jogadores. Sou um babaca romântico, claro. Mas os times heroicos vendendo Hyundai e Kalunga me doem.

  E os garçons simpáticos? Sempre que eu peço um guaraná, ouço invariavelmente: “Com gelo e laranja?”. Por quê? O meu guaraná indígena não basta? Sempre tenho a esperança de encontrar um “old timer” que me pisque o olho e faça a bela pergunta antiga: “Da Brahma ou da Antártica?”.

  E a demarcação das terras indígenas, e as paisagens condenadas? É politicamente incorreto ser contra 11 mil índios que dispõem de dez mil metros quadrados cada um na ‘Raposa do Sol’, índios de bermuda e relógio. Por quê? Não podemos mais admirar uma paisagem sem que um chato não diga: “Olha bem, que está acabando…”. 

  Repugnam-me células fotoelétricas em bicas de banheiros chiques. Você mete a mão ensaboada debaixo de uma bica dourada e a água não sai. Você tenta de novo, nada; até que o faxineiro te instrui a posição certa, esperando gorjeta, mas a água jorra e para, antes de lavar o sabão cor-de-rosa ou cor de diarreia. E o aparelho de secar mão que uiva como uma boca de hipopótamo? E os cremes de rosto e dentes, com a bisnaga vazia pela metade, para faturar uns reais dos otários? E as giletes turbinadas cujas caixas só têm duas unidades? E o papel higiênico ‘folha fina’, que se esgarça entre as unhas? Abomino e-mails em cascata, com as piadinhas da hora, tenho asco de pequenas besteirinhas como gente dizendo-me “bom descanso” ou “bom trabalho”, pagode careta, casais que se casam e se separam na Caras, e, pasmem, não aguento mais ‘bunda’. Isso, no bom sentido, claro, mas não aguento mais ver ‘melancias, melões e moranguinhos’ em toda parte, outdoors, revistas… A economia de consumo é embalada pelas bundas. Viram? A paranoia está batendo… Santo Deus, que será de mim?

O fragmento que melhor exemplifica a ideia central do texto, é:
Alternativas
Q1610807 Português
A morte virou lugar-comum
(crônica de Arnaldo Jabor)

    Só se fala em morte, hoje em dia. Quantos morreram hoje na Síria? Só 130? Ontem foram 200. E na periferia de São Paulo, quantas chacinas? Só duas, com alguns feridos? Quando Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal”, ela não imaginava como a morte se tornou um fato corriqueiro no mundo atual, sem os trágicos acordes do Holocausto. Talvez haja nas matanças banais um desejo de desvendar o mistério da morte, bem lá no fundo do inconsciente. Para além de vinganças, busca de poder ou dinheiro, ódio puro, prazer, há a vontade de ‘naturalizar’ a morte, de modo que ela deixe de ser a implacável ceifadora.
    Tenho certeza de que os assassinos que passam de moto e metralham inocentes não têm consciência da gravidade de seus feitos – apenas mais um dia divertido de violências. Os filmes americanos buscam o tempo todo essa banalidade: tiros súbitos sem piedade, jorros de sangue ornamentais, a beleza fálica das superarmas automáticas. Nos brutos filmes de ação, nos videogames, nas notícias bombásticas de tragédias há um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. Um desejo de matar a morte. Um desejo de entendê-la pela repetição compulsiva. Mas, nunca conseguiremos exorcizála, porque quando ela chega não estamos mais aqui. Gilberto Gil fez uma música genial sobre a morte, onde ele canta, numa toada fúnebre:
    “A morte já é depois/ já não haverá ninguém/ como eu aqui agora/ pensando sobre o além. / Já não haverá o além/ o além já será então/ não terei pé nem cabeça/ nem fígado, nem pulmão/ como poderei ter medo/ se não terei coração?” É isso. Só se pode falar da morte pela ausência. Nós apenas saímos do ar. Desaparecemos.
    Ela é tão banal que inventamos solenes rituais para dar-lhe consistência, religiões ou crenças materialistas para nos consolar: “O universo é a eternidade. Deus é o universo, a substância. Ele está nas galáxias e no orgasmo, nos buracos negros e no coração batendo…” “Grandes merdas” – penso hoje -, pois quando ela chega acaba a literatura. Aliás, falar sobre a morte também é um lugar-comum – mas agora, é tarde demais para mim -, tenho de ir em frente. Até o grande Guimarães Rosa caiu nessa: “Morremos para provar que vivemos”. O Nelson Rodrigues me perguntava sempre: “Pelo amor de Deus, me explica essa frase! E qual a profundidade de “Viver é muito perigoso?”
    A morte só tem “antes”, não tem “depois” – no Ivan Ilitch, do Tolstoi, quando ela chega, acaba o conto. Ele diz no instante final: “A morte acabou”. Dizem que o Muhammad Atta, o terrorista que comandou o ataque às torres de NY, era ateu, mas queria conhecer aquele instante que separava o avião da torre erguida. A morte não está nem aí para nós; ela tem “vida própria”. A gente vai para um lado, o corpo para o outro. Ela nos ignora, nossos méritos, nossas obras. Mais um lugarzinho comum: “Só nos resta viver da melhor maneira possível até o fim. Tem mais é que curtir, gente boa…” Pois é; há muitos anos, pegou fogo no edifício Joelma em São Paulo, torrando dezenas de infelizes. Do prédio em frente, as teleobjetivas fotografaram todas as agonias. Até hoje, lembro-me da foto em cores de um homem de terno, pastinha 007, agachado numa janela do 20.º andar, com o fogo às costas. Seu rosto mostrava a dúvida: “O que é melhor para mim? Morrer queimado ou me jogar?” Ele curtiu até o fim – e se jogou.
    O que me chateia é ficar desatualizado. As notícias vão rolar e eu nada saberei. Haverá crises mundiais, filmes que estreiam, músicas novas, e eu ficarei lá embaixo, sem saber das novidades. É insuportável a desinformação dos falecidos. Meu avô me disse uma vez: “Acho triste morrer, seu Arnaldinho, porque nunca mais vou ver a Av. Rio Branco…” Isso me emocionou, pois ele ia diariamente ao centro da cidade, onde tomava um refresco de coco na Casa Simpatia. Por isso, quando me penso morto, eu, que não irei ao meu enterro, de que terei saudades? Ou melhor, que saudades teria se as pudesse ter?
    Não terei saudades de grandes amores, de megashows da vida de hoje, excessiva e incessante. Não. Debaixo da terra, terei saudades de irrelevâncias essenciais, terei saudades de algumas tardes nubladas de domingo que só o carioca percebe, tudo parado, com os urubus dormindo na perna do vento, como dizia o sempre presente Tom, do radinho do porteiro ouvindo o jogo, terei saudades do cafezinho nas beiras dos botequins, de certos tons de roxo e rosa em Ipanema antes da noite cair, saudades do cafajestismo poético dos cariocas, saudades dos raros instantes sem medo ou culpa, de alguns momentos de felicidade profunda, sem motivo, apenas pela gratidão de respirar. Não terei saudades dos fatos e notícias, nada do mundo febril; só a quietude, o silêncio entre amigos na paz de um bar, papos de cinéfilo, risos proletários e camaradagem de subúrbio, do samba que nos envolve nas rodas pobres com a alegre sabedoria da desesperança, da Lapa, da Av. Paulista de noite, do jazz, pernas cruzadas de mulheres inatingíveis, terrenos baldios de minha infância, saudades da literatura, do prazer da arte, Fellini, Shakespeare, de Cantando na Chuva – o maior hino da alegria americana, saudades de Fred Astaire dançando Begin the Beguine com Eleanor Powell, felizes para sempre dentro do universo estrelado.
    Há várias mortes. Há brutas tragédias, fomes e bombas, horrendos desastres, mas, na morte óbvia, comum, caseira, só temos duas escolhas: súbita ou lenta. Você, frágil leitor, qual delas prefere? O rápido apagar do “abajur lilás” de um ataque cardíaco ou o lento esvair da vida, sumindo com morfina? Se eu pudesse escolher, queria morrer como o velho Zorba, o grego, em pé, na janela, olhando a paisagem iluminada pelo sol da manhã. E, como ele, dando um berro de despedida.
    
Uma leitura geral do texto nos permite inferir que a morte é, exceto:
Alternativas
Q1610288 Português

Leia atentamente o poema Versos Íntimos, publicado em 1912 e escrito por Augusto dos Anjos, poeta brasileiro, para responder à questão.


Versos Íntimos



Vês! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de sua última quimera.

Somente a Ingratidão – esta pantera –

Foi tua companheira inseparável!


Acostuma-te à lama que te espera!

O homem, que, nesta terra miserável,

Mora, entre feras, sente inevitável

Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro,

A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!

Leia atentamente as afirmações a seguir:

I – Em todas as estrofes, há verbos no imperativo.
II – Na terceira estrofe do poema, o eu lírico indica que demonstrações de afeto, preocupação e amizade, representadas no poema pelo beijo, são, na realidade, prenúncios de algo mau, representado no poema pelo escarro.
III – Ao final do poema, o eu lírico sugere que seu interlocutor seja então o agente das crueldades. Dessa forma, é possível afirmar que o poema aborda o comportamento humano em sociedade e como o homem pode ser, ao mesmo tempo, vítima e autor de crueldades.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Respostas
23301: D
23302: A
23303: B
23304: D
23305: A
23306: C
23307: B
23308: E
23309: B
23310: C
23311: A
23312: B
23313: C
23314: A
23315: B
23316: C
23317: C
23318: C
23319: D
23320: C