Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1068421 Português
Instrução: Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.   
 
                A gente se torna (ou acha que se torna) um pouco mais senhor de si, de seus limites, e até faz algumas escolhas acertadas. Esse é um dos dons da maturidade. Com sorte e sabedoria, mais tarde poderemos descobrir que também faz parte do envelhecer.
           O tempo não é mais apenas o futuro, quando vou crescer, quando vou ser independente, quando vou casar, transar, ter filhos, viajar, quando? Agora existe um passado: quando eu era criança, quando fiz vestibular, quando transei, quando me casei, quando comecei a trabalhar ... e nos damos conta de que estamos no auge da juventude, a maturidade logo ali, e tantos compromissos, tanto desejo, já tanta frustração.
(LUFT, Lya. O tempo é um rio que corre. Rio de Janeiro: Record, 2014.)
A respeito do texto, analise as afirmativas. I- Por ser curto, organizado em torno de um único foco temático, com poeticidade na construção da linguagem, esse texto pertence ao gênero crônica. II- A reflexão presente no texto volta-se a um tempo de maturidade, em que o passado, hoje, seria o futuro ontem. III- O tom irônico do texto busca prender a atenção do leitor, envolvendo -o na temática, mesmo sem muitos detalhes. IV- O texto, escrito em primeira pessoa do singular (vou, eu era, me casei), utiliza linguagem simples com predominância de oralidade.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q1067320 Português
LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO

O Léxico é entendido como o conjunto de palavras de uma língua, dispostas em categorias tais como o Substantivo, o Pronome, o Verbo, o Adjetivo, o Advérbio, o Artigo, a Conjunção e a Preposição, numa língua como o Português Brasileiro.

Cada item pertencente a essas categorias representa a lexicalização de um conjunto de traços. Isso torna sem sentido assumir que um Substantivo gera um Advérbio, um Advérbio gera uma Preposição e assim em diante, como se assume comumente nos estudos sobre a gramaticalização.

Durante a aquisição do Léxico, nós provavelmente adquirimos primeiro as categorias e subcategorias cognitivas, tanto quanto a habilidade de combiná-las em diferentes padrões, reunidas nas palavras por convenções sociais. A Lexicalização é o processo de criação das palavras, por meio da etimologia (lexicalização ocorrida na língua-fonte), neologia (lexicalização ocorrida na língua-alvo), derivação   lexicalização ocorrida no interior da língua alvo, por meio do desdobramento de itens previamente
existentes), ou por meio de empréstimo lexical (lexicalização ocorrida por contacto linguístico).

Em suma, Lexicalização e Léxico devem ser entendidos num continuum, que vai da cognição pré-verbal para a expressão verbal, da língua-enérgeia para a língua-érgon, interpretando dessa maneira os conceitos formulados por Wilhelm von Humboldt.

(CASTILHO, A. T. Entrevista. Adaptado. Trecho extraído de: http://bit.ly/303TUme)

Com base no texto 'LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO', leia as afirmativas a seguir:

I. Depreende-se do texto que a Lexicalização pode ocorrer por meio de quatro processos perenes que são a etimologia (lexicalização ocorrida na língua-fonte), a neologia (lexicalização ocorrida na língua-alvo), a derivação (lexicalização ocorrida no interior da língua mãe, por meio do desdobramento de itens previamente existentes), ou por meio de empréstimo lexical (lexicalização ocorrida por contacto linguístico).

II. Já que Lexicalização e Léxico devem ser entendidos num continuum, da cognição pré-verbal para a expressão verbal, pode-se deduzir que a palavra preexiste a qualquer forma de interação.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067319 Português
LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO

O Léxico é entendido como o conjunto de palavras de uma língua, dispostas em categorias tais como o Substantivo, o Pronome, o Verbo, o Adjetivo, o Advérbio, o Artigo, a Conjunção e a Preposição, numa língua como o Português Brasileiro.

Cada item pertencente a essas categorias representa a lexicalização de um conjunto de traços. Isso torna sem sentido assumir que um Substantivo gera um Advérbio, um Advérbio gera uma Preposição e assim em diante, como se assume comumente nos estudos sobre a gramaticalização.

Durante a aquisição do Léxico, nós provavelmente adquirimos primeiro as categorias e subcategorias cognitivas, tanto quanto a habilidade de combiná-las em diferentes padrões, reunidas nas palavras por convenções sociais. A Lexicalização é o processo de criação das palavras, por meio da etimologia (lexicalização ocorrida na língua-fonte), neologia (lexicalização ocorrida na língua-alvo), derivação   lexicalização ocorrida no interior da língua alvo, por meio do desdobramento de itens previamente
existentes), ou por meio de empréstimo lexical (lexicalização ocorrida por contacto linguístico).

Em suma, Lexicalização e Léxico devem ser entendidos num continuum, que vai da cognição pré-verbal para a expressão verbal, da língua-enérgeia para a língua-érgon, interpretando dessa maneira os conceitos formulados por Wilhelm von Humboldt.

(CASTILHO, A. T. Entrevista. Adaptado. Trecho extraído de: http://bit.ly/303TUme)

Com base no texto 'LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO', leia as afirmativas a seguir:

I. A etimologia, a neologia, a derivação e o empréstimo lexical são processos que ocorrem, conforme sugere o autor, tanto na forma estrutural (prefixação e sufixação) como na base semântico-pragmática do vocábulo.

II. Os neologismos, como indica o texto, são a forma mais original de promover a lexicalização de uma língua como o português brasileiro.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067318 Português
LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO

O Léxico é entendido como o conjunto de palavras de uma língua, dispostas em categorias tais como o Substantivo, o Pronome, o Verbo, o Adjetivo, o Advérbio, o Artigo, a Conjunção e a Preposição, numa língua como o Português Brasileiro.

Cada item pertencente a essas categorias representa a lexicalização de um conjunto de traços. Isso torna sem sentido assumir que um Substantivo gera um Advérbio, um Advérbio gera uma Preposição e assim em diante, como se assume comumente nos estudos sobre a gramaticalização.

Durante a aquisição do Léxico, nós provavelmente adquirimos primeiro as categorias e subcategorias cognitivas, tanto quanto a habilidade de combiná-las em diferentes padrões, reunidas nas palavras por convenções sociais. A Lexicalização é o processo de criação das palavras, por meio da etimologia (lexicalização ocorrida na língua-fonte), neologia (lexicalização ocorrida na língua-alvo), derivação   lexicalização ocorrida no interior da língua alvo, por meio do desdobramento de itens previamente
existentes), ou por meio de empréstimo lexical (lexicalização ocorrida por contacto linguístico).

Em suma, Lexicalização e Léxico devem ser entendidos num continuum, que vai da cognição pré-verbal para a expressão verbal, da língua-enérgeia para a língua-érgon, interpretando dessa maneira os conceitos formulados por Wilhelm von Humboldt.

(CASTILHO, A. T. Entrevista. Adaptado. Trecho extraído de: http://bit.ly/303TUme)

Com base no texto 'LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO', leia as afirmativas a seguir:

I. Por meio das convenções sociais, é possível desenvolver a habilidade de combinar os diferentes padrões cognitivos que definem a aquisição do léxico de uma língua.

II. Pode-se inferir que o léxico de uma língua é constituído, do ponto vista da organização gramatical, por categorias que levam em consideração traços presentes no interior delas.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067317 Português
LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO

O Léxico é entendido como o conjunto de palavras de uma língua, dispostas em categorias tais como o Substantivo, o Pronome, o Verbo, o Adjetivo, o Advérbio, o Artigo, a Conjunção e a Preposição, numa língua como o Português Brasileiro.

Cada item pertencente a essas categorias representa a lexicalização de um conjunto de traços. Isso torna sem sentido assumir que um Substantivo gera um Advérbio, um Advérbio gera uma Preposição e assim em diante, como se assume comumente nos estudos sobre a gramaticalização.

Durante a aquisição do Léxico, nós provavelmente adquirimos primeiro as categorias e subcategorias cognitivas, tanto quanto a habilidade de combiná-las em diferentes padrões, reunidas nas palavras por convenções sociais. A Lexicalização é o processo de criação das palavras, por meio da etimologia (lexicalização ocorrida na língua-fonte), neologia (lexicalização ocorrida na língua-alvo), derivação   lexicalização ocorrida no interior da língua alvo, por meio do desdobramento de itens previamente
existentes), ou por meio de empréstimo lexical (lexicalização ocorrida por contacto linguístico).

Em suma, Lexicalização e Léxico devem ser entendidos num continuum, que vai da cognição pré-verbal para a expressão verbal, da língua-enérgeia para a língua-érgon, interpretando dessa maneira os conceitos formulados por Wilhelm von Humboldt.

(CASTILHO, A. T. Entrevista. Adaptado. Trecho extraído de: http://bit.ly/303TUme)

Com base no texto 'LÉXICO E LEXICALIZAÇÃO', leia as afirmativas a seguir:

I. O autor elabora uma exegese de base linguística que explicita a concepção do que é o Léxico e seu processo de aquisição, assim como a Lexicalização (processo de criação das palavras).

II. Assim como sugere o autor, a forma estrutural da palavra (prefixação e sufixação) se comporta a partir da capacidade que tem a pessoa humana de, por meio das convenções sociais, alterar o Léxico.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067232 Português

Nasa mostra fotos da Terra vista do espaço

        A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou imagens feitas por telescópios e astronautas na Estação Espacial Internacional em homenagem ao Dia da Terra, celebrado em 22 de abril.

        A data foi criada, em 1992, pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção das pessoas para a preservação do meio ambiente.

        O objetivo é mostrar a beleza do planeta. Nas redes sociais, a agência comparou as fotografias com obras de arte. ―Redemoinhos que parecem aquarelas. Camadas de sedimentos que se confundem com uma pintura de tinta a óleo. Formas esculpidas na erosão como argila. Nossos satélites capturam imagens inspiradoras da Terra diariamente para nos ajudar a aprender sobre o nosso planeta‖, escreveu a Nasa. 

Disponível em: <https://jornaljoca.com.br>. (Fragmento).


“O objetivo é mostrar a beleza do planeta. Nas redes sociais, a agência comparou as fotografias com obras de arte. Redemoinhos que parecem aquarelas.” Analise o contexto acima retirado do texto e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1067231 Português

Nasa mostra fotos da Terra vista do espaço

        A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou imagens feitas por telescópios e astronautas na Estação Espacial Internacional em homenagem ao Dia da Terra, celebrado em 22 de abril.

        A data foi criada, em 1992, pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção das pessoas para a preservação do meio ambiente.

        O objetivo é mostrar a beleza do planeta. Nas redes sociais, a agência comparou as fotografias com obras de arte. ―Redemoinhos que parecem aquarelas. Camadas de sedimentos que se confundem com uma pintura de tinta a óleo. Formas esculpidas na erosão como argila. Nossos satélites capturam imagens inspiradoras da Terra diariamente para nos ajudar a aprender sobre o nosso planeta‖, escreveu a Nasa. 

Disponível em: <https://jornaljoca.com.br>. (Fragmento).


Analisando o texto de modo geral pode se chegar a seguinte conclusão:
Alternativas
Q1067201 Português

Leia o texto e responda a questão.


Por que a ida é sempre mais demorada que a volta?

           Essa sensação acontece com todo mundo que viaja – desde que tenham sido feitos trajetos idênticos, na mesma velocidade, em sentidos opostos. Isso porque o nosso cronômetro interno não funciona com perfeita regularidade e muitas vezes engana a noção de tempo. As estruturas neurais que controlam a percepção temporal estão localizadas na mesma área do cérebro que comanda a nossa concentração.

          Isso significa que, se a maior parte dessa área estiver voltada a prestar atenção no caminho, nas placas e na paisagem, não conseguimos nos concentrar no controle de tempo. E aí não saberemos quanto tempo, de fato, a viagem levou. Na ida, a descoberta de novos lugares influi na percepção de distância, e achamos que estamos demorando mais. Nossa preocupação é: “Quando vamos chegar?” Na volta, com o caminho já conhecido, a concentração se dispersa e a percepção de tempo é alterada para menos, dando a impressão que o trajeto passou mais depressa.

Fonte: Revista Superinteressante - Edição 241 - Julho de 2007, pág. 50. 

De acordo com o texto podemos afirmar que :
Alternativas
Q1067197 Português
GRAMÁTICA BRASILEIRA

“O português brasileiro precisa ser reconhecido como uma nova língua. E isso é uma decisão política”
(trecho de entrevista com o professor Marcos Bagno)

Por que o sr. defende uma gramática brasileira?

Pela necessidade que vimos detectando, há muito tempo, de que tenhamos no Brasil instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a nossa língua: o português brasileiro. Mesmo as variedades urbanas de prestígio são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua. Faço a citação de um linguista português, o professor Ivo Castro [da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com doutorado em Linguística Portuguesa]. Ele diz o seguinte (lendo): “Minha opinião de que a separação estrutural entre a língua de Portugal e a do Brasil é um fenômeno lento e de águas profundas, que é fácil e, a muitos, desejável não observar, assenta-se no convencimento de que a fratura do sistema linguístico existe, mas não é aparente a todos os observadores nem é agradável a todos os saudosistas.”
Muitas vezes quando nós, brasileiros, falamos sobre a necessidade de reconhecer o português brasileiro como uma língua autônoma e com um sistema linguístico próprio, ouvimos que isso é nacionalismo, maluquice ou desvario de “gente de esquerda”. Mas aqui eu trago a palavra de um especialista português que reconhece que, de fato, já existe uma “fratura”, como ele diz, que separa as duas línguas. São línguas muito próximas, claro, aparentadas. Mas já com características muito evidentes que nos permitem, de fato, fazer uma descrição mais própria do português brasileiro – inclusive usando esse nome.
(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2KODpno)

Com base no texto 'GRAMÁTICA BRASILEIRA', leia as afirmativas a seguir:

I. Embora haja uma fratura no sistema linguístico do português lusitano e do brasileiro, é possível inferir que as duas são línguas muito próximas, análogas.

II. A concepção de que o português brasileiro possui características muito peculiares, no tocante ao português lusitano, está assentada nos usos das variedades urbanas de prestígio. Por conseguinte, é fulcral realizar apenas uma descrição mais própria do português brasileiro.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067196 Português
GRAMÁTICA BRASILEIRA

“O português brasileiro precisa ser reconhecido como uma nova língua. E isso é uma decisão política”
(trecho de entrevista com o professor Marcos Bagno)

Por que o sr. defende uma gramática brasileira?

Pela necessidade que vimos detectando, há muito tempo, de que tenhamos no Brasil instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a nossa língua: o português brasileiro. Mesmo as variedades urbanas de prestígio são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua. Faço a citação de um linguista português, o professor Ivo Castro [da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com doutorado em Linguística Portuguesa]. Ele diz o seguinte (lendo): “Minha opinião de que a separação estrutural entre a língua de Portugal e a do Brasil é um fenômeno lento e de águas profundas, que é fácil e, a muitos, desejável não observar, assenta-se no convencimento de que a fratura do sistema linguístico existe, mas não é aparente a todos os observadores nem é agradável a todos os saudosistas.”
Muitas vezes quando nós, brasileiros, falamos sobre a necessidade de reconhecer o português brasileiro como uma língua autônoma e com um sistema linguístico próprio, ouvimos que isso é nacionalismo, maluquice ou desvario de “gente de esquerda”. Mas aqui eu trago a palavra de um especialista português que reconhece que, de fato, já existe uma “fratura”, como ele diz, que separa as duas línguas. São línguas muito próximas, claro, aparentadas. Mas já com características muito evidentes que nos permitem, de fato, fazer uma descrição mais própria do português brasileiro – inclusive usando esse nome.
(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2KODpno)

Com base no texto 'GRAMÁTICA BRASILEIRA', leia as afirmativas a seguir:

I. As marcas ideológicas estão presentes no texto para sustentar a tese do entrevistado. Elas ficam evidentes, por exemplo, no trecho: “ouvimos que isso é nacionalismo, maluquice ou desvario de ‘gente de esquerda’”.

II. A ideia de que o português brasileiro existe está arraigada na concepção de uma língua autônoma e com um sistema linguístico próprio. Ou seja, as variedades de uso da língua mais prestigiadas divergem da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua, que é inspirada no idioma de origem.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067170 Português

GRAMÁTICA BRASILEIRA

“O português brasileiro precisa ser reconhecido como uma nova língua. E isso é uma decisão política”

(trecho de entrevista com o professor Marcos Bagno)


Por que o sr. defende uma gramática brasileira?


Pela necessidade que vimos detectando, há muito tempo, de que tenhamos no Brasil instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a nossa língua: o português brasileiro. Mesmo as variedades urbanas de prestígio são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua. Faço a citação de um linguista português, o professor Ivo Castro [da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com doutorado em Linguística Portuguesa]. Ele diz o seguinte (lendo): “Minha opinião de que a separação estrutural entre a língua de Portugal e a do Brasil é um fenômeno lento e de águas profundas, que é fácil e, a muitos, desejável não observar, assenta-se no convencimento de que a fratura do sistema linguístico existe, mas não é aparente a todos os observadores nem é agradável a todos os saudosistas.”


Muitas vezes quando nós, brasileiros, falamos sobre a necessidade de reconhecer o português brasileiro como uma língua autônoma e com um sistema linguístico próprio, ouvimos que isso é nacionalismo, maluquice ou desvario de “gente de esquerda”. Mas aqui eu trago a palavra de um especialista português que reconhece que, de fato, já existe uma “fratura”, como ele diz, que separa as duas línguas. São línguas muito próximas, claro, aparentadas. Mas já com características muito evidentes que nos permitem, de fato, fazer uma descrição mais própria do português brasileiro – inclusive usando esse nome.

(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2KODpno)

Com base no texto 'GRAMÁTICA BRASILEIRA', leia as afirmativas a seguir:

I. Segundo o texto, o português brasileiro possui características muito próprias no léxico e na estrutura sintática, justapostas à língua lusitana, o que permite, de fato, dizer que aquela existe autonomamente.

II. A fala do professor Ivo Castro ratifica a ideia defendida pelo entrevistado em relação à existência do português brasileiro. Isso porque o especialista português reconhece que, em tese, existe uma “fratura” do sistema linguístico que separa as duas línguas (português de Portugal e português brasileiro).

Marque a alternativa CORRETA:

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Q1067169 Português

GRAMÁTICA BRASILEIRA

“O português brasileiro precisa ser reconhecido como uma nova língua. E isso é uma decisão política”

(trecho de entrevista com o professor Marcos Bagno)


Por que o sr. defende uma gramática brasileira?


Pela necessidade que vimos detectando, há muito tempo, de que tenhamos no Brasil instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a nossa língua: o português brasileiro. Mesmo as variedades urbanas de prestígio são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua. Faço a citação de um linguista português, o professor Ivo Castro [da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com doutorado em Linguística Portuguesa]. Ele diz o seguinte (lendo): “Minha opinião de que a separação estrutural entre a língua de Portugal e a do Brasil é um fenômeno lento e de águas profundas, que é fácil e, a muitos, desejável não observar, assenta-se no convencimento de que a fratura do sistema linguístico existe, mas não é aparente a todos os observadores nem é agradável a todos os saudosistas.”


Muitas vezes quando nós, brasileiros, falamos sobre a necessidade de reconhecer o português brasileiro como uma língua autônoma e com um sistema linguístico próprio, ouvimos que isso é nacionalismo, maluquice ou desvario de “gente de esquerda”. Mas aqui eu trago a palavra de um especialista português que reconhece que, de fato, já existe uma “fratura”, como ele diz, que separa as duas línguas. São línguas muito próximas, claro, aparentadas. Mas já com características muito evidentes que nos permitem, de fato, fazer uma descrição mais própria do português brasileiro – inclusive usando esse nome.

(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2KODpno)

Com base no texto 'GRAMÁTICA BRASILEIRA', leia as afirmativas a seguir:

I. Apesar de não citar pesquisas, no trecho seguinte, o entrevistado lança um argumento aparentemente inspirado em um saber científico: “Mesmo as variedades urbanas de prestígio são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua”.

II. A fala do professor Ivo Castro retifica a tese defendida pelo entrevistado em relação à existência do português brasileiro, pois considera que as variedades urbanas de prestígio em terras canarinhas são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua, inspirada nos padrões portugueses.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067108 Português

GRAMÁTICA BRASILEIRA


“O português brasileiro precisa ser reconhecido como uma nova língua. E isso é uma decisão política”

(trecho de entrevista com o professor Marcos Bagno)


Por que o sr. defende uma gramática brasileira?


Pela necessidade que vimos detectando, há muito tempo, de que tenhamos no Brasil instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a nossa língua: o português brasileiro. Mesmo as variedades urbanas de prestígio são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua. Faço a citação de um linguista português, o professor Ivo Castro [da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com doutorado em Linguística Portuguesa]. Ele diz o seguinte (lendo): “Minha opinião de que a separação estrutural entre a língua de Portugal e a do Brasil é um fenômeno lento e de águas profundas, que é fácil e, a muitos, desejável não observar, assenta-se no convencimento de que a fratura do sistema linguístico existe, mas não é aparente a todos os observadores nem é agradável a todos os saudosistas.”


Muitas vezes quando nós, brasileiros, falamos sobre a necessidade de reconhecer o português brasileiro como uma língua autônoma e com um sistema linguístico próprio, ouvimos que isso é nacionalismo, maluquice ou desvario de “gente de esquerda”. Mas aqui eu trago a palavra de um especialista português que reconhece que, de fato, já existe uma “fratura”, como ele diz, que separa as duas línguas. São línguas muito próximas, claro, aparentadas. Mas já com características muito evidentes que nos permitem, de fato, fazer uma descrição mais própria do português brasileiro – inclusive usando esse nome.


(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2KODpno) 

Com base no texto 'GRAMÁTICA BRASILEIRA', leia as afirmativas a seguir:


I. O entrevistado parece fenecer o desejo de criação de uma gramática brasileira, devido à ausência de instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a tese do português brasileiro.


II. Apesar de conceber a ideia de que há variações urbanas de prestígio e são elas que definem a gramática do português brasileiro, o entrevistado corrobora com a tese de que a existência dessa língua é apenas uma teoria capciosa.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067100 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. A segunda geração do Romantismo no Brasil é caracterizada pela difusão do "mal do século" e por elementos marcantes como o pessimismo, as paisagens tumulares, o exagero do subjetivismo e do pessimismo e os poetas que morreram adolescentes. Em termos estilísticos, a literatura do Romantismo dedicou um profundo cuidado à forma e ao virtuosismo linguístico no intuito de maravilhar e convencer o leitor, o que implicava o uso constante de figuras de linguagem e outros artifícios retóricos, como a metáfora, a elipse, a antítese, o paradoxo e a hipérbole.


II. Usam-se os pronomes "este, estes, esta, estas e isto" para indicar o tempo presente ou futuro bem distante em relação ao momento do discurso. Pode ser a hora, o dia, o mês ou mesmo o ano e a estação em que ocorre o discurso. Em geral, os empregos de cada pronome não possuem relação com a natureza gramatical ou semântica do substantivo representado, pois estão condicionados à sua função gramatical na sentença e às palavras próximas. Por exemplo: "Este ano passou muito rápido".


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067095 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. De acordo com as novas regras ortográficas, permanece o acento diferencial em pôr/por. Assim, o vocábulo "Pôr" é verbo e o vocábulo "Por" é preposição. Por exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por ela.


II. Antônio Gonçalves Dias foi um poeta e um grande expoente da tradição literária conhecida como "indianismo". O seu estilo literário é marcado por elementos de nacionalismo e referências aos povos indígenas, colocando esse autor entre os poetas da primeira geração barroca brasileira.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067094 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Em uma perspectiva atitudinal, o trabalho do professor em sala de aula deve privilegiar a construção de uma visão crítica do educando sobre a própria realidade. Para isso, o ensino dos conteúdos deve ser visto como a ação recíproca entre a matéria, o ensino e o conhecimento prévio dos alunos. O conteúdo de ensino a ser transmitido pelo professor tolhe as possibilidades de aprendizado por parte dos alunos, limitando e prejudicando o seu desenvolvimento pessoal e profissional.


II. A catacrese é uma figura de linguagem que consiste em dar um novo sentido a uma palavra, fazendo com que ela passe a dar nome a outro ser semelhante. Um exemplo de catacrese pode ser visto no seguinte exemplo: João sentou-se no braço da poltrona para repousar.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067090 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. O indianismo, no contexto do Romantismo brasileiro, deu origem ao que ficou conhecido como o “mito do bom-selvagem”. Esse mito trouxe à baila questões filosóficas relacionadas ao discurso de Jean-Jacques Rousseau e tornou-se uma importante característica desse movimento literário no Brasil.


II. O verbo é toda palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza. Na língua portuguesa, os verbos formam uma classe rica em possibilidades flexionais, pois as oposições entre tempos e modos referem-se a muitos tempos verbais.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067083 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. A obra Grande Sertão: Veredas, de Pelópidas da Silveira, descreve a história de Rubião, um narrador cosmopolita de classe média que usa filosoficamente a linguagem para expressar seu medo da modernidade, do progresso e das novas tecnologias no campo. O personagem principal, ao longo da narrativa, expõe ao leitor seu desejo de retornar ao seu "Grande Sertão" para reencontrar seus familiares e visitar os lugares onde viveu sua infância.


II. Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, por isso, não é classificatória, nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva. Assim, o educador, durante o planejamento educacional, deve certificar-se que os momentos avaliativos não se limitarão à simples quantificação do conhecimento do aluno, nem serão encerrados após a atribuição de notas ou conceitos com objetivos meramente classificatórios ou eliminatórios.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1067082 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. As atividades de ensino e aprendizagem da língua materna são uma parte importante do trabalho escolar. Assim, ao longo do Ensino Fundamental, as atividades realizadas pelo professor de Língua Portuguesa devem ajudar o aluno a desenvolver habilidades que lhe permitam valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais.
II. Do ponto de vista morfológico, o verbo marca pessoa, número, tempo, modo e voz. São exemplos de verbos intransitivos: andar, nadar e voar.
Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1066870 Português

AUTOBIOGRAFIA


Não existe mais

a casa onde nasci

nem meu Pai

nem a mulambeira

da primeira sombra.


Não existe o pátio

o forno a lenha

nem os vasos e a casota do leão.


Nada existe

nem sequer ruínas

entulho de adobes e telhas

calcinadas.


Alguém varreu o fogo

a minha infância

e na fogueira arderam todos os ancestres.


(ANDRADE, Costa. Autobiografia. Disponível em: http://bit.ly/2MfDuUw) 



Com base no texto 'AUTOBIOGRAFIA', leia as afirmativas a seguir:


I. A ausência do que foi o local onde nasceu e viveu o eu-lírico é marcada, no texto, por elementos que se repetem e intentam provocar, em certa medida, no leitor, o estado de alma desse “eu”.


II. O eu-poético imprime no leitor um estado de alma emblemático que mistura o místico – profano − e o hierático.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
23021: D
23022: D
23023: D
23024: C
23025: B
23026: A
23027: B
23028: B
23029: B
23030: A
23031: C
23032: B
23033: D
23034: D
23035: B
23036: C
23037: A
23038: C
23039: A
23040: B