Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3427226 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

Qual é a principal mensagem que a autora deseja transmitir com o texto? 
Alternativas
Q3427225 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

Assinale a alternativa que melhor reflete o ciclo de prosperidade mencionado no texto. 
Alternativas
Q3427224 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

Marque a alternativa que explica corretamente a relação entre a fragilidade óssea e as quedas em idosos, conforme apresentado no texto.
Alternativas
Q3427223 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

De acordo com o texto, qual é uma das principais causas das quedas noturnas em idosos?
Alternativas
Q3427222 Português

QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO


À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.


Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.


A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.


Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.


Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.


Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.


Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.


Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.


Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.


São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.


Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.


(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)

Assinale a alternativa que melhor sintetiza o tema central do texto. 
Alternativas
Q3426469 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudanças simples na dieta podem aumentar a energia
Existe um fator muito importante quando o assunto é energia: o açúcar, pois é uma espécie de armadilha. No começo, ele dá energia, mas depois tira. Qualquer alimento com muito açúcar diminui a energia.
Às vezes, o cansaço é causado pela falta de hidratação. Muitas pessoas tomam café, energéticos ou refrigerantes com muito açúcar quando se sentem cansadas, mas o problema é que essas substâncias causam efeito contrário porque são diuréticas.
"Eles nos estimulam por um tempo e depois a energia diminui", explica Dolores Woods. "É uma sensação de bem-estar que não dura muito."
A mesma coisa acontece com o café. Quando a cafeína é metabolizada, diminui a energia porque é um estimulante cujo efeito não é sustentado. É fácil confundir sinais de fome com sede — achamos que precisamos de comida quando, na verdade, precisamos de água.
Pular refeições faz com que os níveis de glicose no sangue caiam, causando fadiga. Não importa se você faz três refeições por dia ou cinco pequenas — isso depende da sua rotina —, mas o importante é não deixar muitas horas entre uma porção e outra.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp00y7mgpd4o.adaptado.
De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3423712 Português

Leia o texto a seguir e responda posteriormente a questão.


Teoria é um conjunto de suposições interrelacionadas para explicar alguma coisa. Sem questionamento as suposições são aceitas pelos adeptos da teoria. O valor de qualquer teoria depende da sua capacidade de explicar e resolver problemas concretos e prover uma base para planejar. As teorias organizacionais podem ser entendidas como um conjunto de princípios e prescrições que visam a facilitar a realização dos objetivos das organizações e serão mais ou menos válidas na medida em que isso efetivamente ocorrer.


Cada uma das abordagens reflete, em grande parte, as preocupações e as relações econômicas e sociais da época em que foram formuladas. Muitas teorias organizacionais contêm princípios que ainda são assaz válidos. Uma nova teoria não elimina as que a precederam, mas as completa, aborda novos ângulos e amplia a visão dos administradores para a solução de problemas e o aproveitamento de oportunidades. [...] Como alguns administradores não têm ciência dessa amplitude, acabam perdendo tais oportunidades.


Fonte: LACOMBE, F. Teoria geral da administração. São Paulo: Saraiva, 2009.

Em relação às ideias apresentadas pelo texto, depreende-se:
Alternativas
Q3422403 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.


(Lygia Fagundes Telles)
Entre as características do "primo" consta:
Alternativas
Q3422034 Português
Mito ou realidade: o açúcar deixa as crianças hiperativas?

    Consumir muito açúcar realmente causa hiperatividade nas crianças, como muitos pais acreditam? Essa ideia começou a ganhar força na década de 1970, em grande parte graças a um livro do alergista pediátrico Ben Feingold, intitulado “Por que seu filho é hiperativo”.
    No livro, Feingold argumentou – com poucas evidências – que os aditivos alimentares, inclusive o açúcar, estão ligados ao comportamento das crianças. No entanto, a associação entre o açúcar e a hiperatividade foi completamente desmascarada nos anos 1990. O consenso esmagador dos pesquisadores é que "não há associação, nenhuma". E, no entanto, o mito da alta do açúcar permanece – e está mais forte do que nunca. Então, o que está acontecendo?
    Pense em quais eventos estão associados à alta ingestão de açúcar. Festas de aniversário, reuniões, Natal, Ação de Graças. Tempo de piscina, churrascos no quintal, piqueniques, dias de praia. Está começando a ver um padrão?
    Em outras palavras, estar em um ambiente de comemoração com parentes e amigos que as crianças talvez não vejam todos os dias é, por si só, um estimulante muito forte. Há muitas coisas que podem explicar a hiperatividade e a mudança nas emoções das crianças. Uma delas é o fato de serem crianças, e isso é algo muito típico.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Sobre as informações do texto a respeito de crianças, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3422032 Português
Mito ou realidade: o açúcar deixa as crianças hiperativas?

    Consumir muito açúcar realmente causa hiperatividade nas crianças, como muitos pais acreditam? Essa ideia começou a ganhar força na década de 1970, em grande parte graças a um livro do alergista pediátrico Ben Feingold, intitulado “Por que seu filho é hiperativo”.
    No livro, Feingold argumentou – com poucas evidências – que os aditivos alimentares, inclusive o açúcar, estão ligados ao comportamento das crianças. No entanto, a associação entre o açúcar e a hiperatividade foi completamente desmascarada nos anos 1990. O consenso esmagador dos pesquisadores é que "não há associação, nenhuma". E, no entanto, o mito da alta do açúcar permanece – e está mais forte do que nunca. Então, o que está acontecendo?
    Pense em quais eventos estão associados à alta ingestão de açúcar. Festas de aniversário, reuniões, Natal, Ação de Graças. Tempo de piscina, churrascos no quintal, piqueniques, dias de praia. Está começando a ver um padrão?
    Em outras palavras, estar em um ambiente de comemoração com parentes e amigos que as crianças talvez não vejam todos os dias é, por si só, um estimulante muito forte. Há muitas coisas que podem explicar a hiperatividade e a mudança nas emoções das crianças. Uma delas é o fato de serem crianças, e isso é algo muito típico.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Considerando-se as informações do texto, assinalar a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3421922 Português
Benefícios dos alimentos antioxidantes

    Alimentos antioxidantes são aqueles que possuem substâncias capazes de retardar ou até mesmo bloquear alguns tipos de danos às células do corpo, como o envelhecimento. Entre os que ____________ substâncias antioxidantes estão vegetais de folhas verdes, frutas cítricas e vermelhas, alguns chás, grãos integrais, chocolate amargo e legumes, como o feijão.
   Além de favorecerem a manutenção de uma dieta equilibrada, a ingestão desses alimentos também ________ outros benefícios bem específicos. Ao fazer o organismo funcionar melhor, os antioxidantes são essenciais para uma longevidade saudável e previnem doenças, entre elas as cardíacas e até o câncer. Entre os benefícios estão:

• Proteção celular: os antioxidantes neutralizam os radicais livres, que podem danificar as células e contribuir para o envelhecimento e doenças.

• Manutenção da saúde do coração: alimentos com antioxidantes _____ capacidade de reduzir a oxidação do colesterol LDL (o chamado "colesterol ruim"), que é um fator contribuinte para a formação de placas nas artérias, potencialmente levando a doenças cardíacas.

• Prevenção de doenças: alguns estudos sugerem que uma dieta rica em antioxidantes pode estar associada a um risco reduzido de doenças crônicas, como doenças cardíacas, alguns cânceres e o Mal de Alzheimer.

• Ajuda na saúde da pele: os antioxidantes também podem ajudar a proteger a pele dos danos causados pelo sol, além de promover a cicatrização de feridas.

• Favorece o sistema imunológico: os antioxidantes ajudam a manter o sistema imunológico saudável, protegendo as células imunológicas de danos oxidativos.

    Ainda que seja importante consumir alimentos ricos em substâncias antioxidantes, o equilíbrio e a variedade no que se consome diariamente são fundamentais para uma boa saúde.
(Fonte: National Geographic — adaptado.)
Conforme as informações contidas no texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3421769 Português
Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo



Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage.


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério  esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.


Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.



Revista Superinteressante. Adaptado.
Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/com portamento/noticia/2023/03/lingua-nativainfluencia-na-conectividade-do-cerebro-concluiestudo.ghtml>

Considere as afirmativas a seguir:

I. A conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito explica por que os falantes nativos de árabe são capazes de fazer conexões entre ideias mais rápido que os falantes nativos de alemão.
II. Tanto o árabe quanto o alemão apresentam complexidades próprias, que podem influenciar na conectividade cerebral de seus falantes nativos.
III. As particularidades de uma língua materna podem afetar as regiões cerebrais associadas à linguagem.
IV. A anatomia cerebral facilita conexões mais próximas no cérebro, que favorecem o aprendizado de alemão frente ao de árabe.

O texto permite concluir apenas as afirmativas em:
Alternativas
Q3421768 Português
Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo



Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage.


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério  esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.


Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.



Revista Superinteressante. Adaptado.
Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/com portamento/noticia/2023/03/lingua-nativainfluencia-na-conectividade-do-cerebro-concluiestudo.ghtml>

A partir do que é exposto no texto, conclui-se que a língua materna:
Alternativas
Q3421323 Português
        O que menos fazemos hoje no telefone celular é telefonar. O smartphone se transformou em uma ferramenta essencial para o trabalho e um passatempo indispensável. Nos aplicativos de redes sociais e comunicação, compartilhamos bons e maus momentos em textos, áudios e vídeos, criando uma nova forma de interação social.
        A revolução de colocar o mundo na palma da mão é recente, um fragmento na história da humanidade que redefiniu a maneira como nos conectamos e comunicamos. O telefone celular, que começou como um dispositivo para ligações simples, evoluiu para uma central multifuncional que integra diversas atividades do nosso cotidiano.
        Há 20 anos, o Brasil superava a marca de 40 milhões de celulares em operação, registrando um crescimento impressionante de 30% em doze meses. Três em cada quatro eram da modalidade pré−pago. O número de telefones móveis ultrapassou o total de linhas de telefone fixo naquele ano, marcando uma mudança significativa nos hábitos de comunicação. Mesmo assim, com uma população superior a 170 milhões, a maioria dos brasileiros ainda não tinha comprado o primeiro celular.
        Os celulares de 20 anos atrás eram essencialmente para ligações e torpedos, as curtas mensagens de texto. Em alguns aparelhos, já era possível baixar jogos, gravar voz e até fazer fotos de baixa qualidade. No entanto, nem imaginávamos a revolução que estava por vir, transformando esses dispositivos em verdadeiras extensões de nossas vidas.
        Em 2023, o Brasil ultrapassou a marca de 250 milhões de telefones móveis ativos, um número surpreendente que supera a própria população do país. Essa explosão no número de smartphones mostra como são importantes no nosso cotidiano, uma peça fundamental nessa época de muita informação e conexão.
 
(Fonte: Leandro Staudt. GZH — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens abaixo:

I. Nos dias atuais, além da função de telefonar, o celular ganhou destaque no trabalho e no entretenimento.
II. Segundo o texto, antigamente, muitos brasileiros não tinham aparelhos celulares, pois não sabiam fazer ligações.
III. Em 2023, ultrapassou−se a marca de 250 milhões de telefones móveis ativos, o que significa dizer que há um telefone para cada habitante no Brasil.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q3418797 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
A alternativa que contém a estrutura argumentativa em: "E, no entanto, não podemos viver sem as respostas." é: 
Alternativas
Q3418350 Português
  O Ministério da Educação (MEC) investirá R$ 127 milhões para a finalização de obras educacionais em 69 municípios do estado do Rio Grande do Sul. Iniciativa pode criar mais de 23,4 mil novas vagas na rede pública gaúcha, por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica e _____________ do governo federal.
    A ___________ das obras no Rio Grande do Sul vai garantir:

• 57 unidades de educação infantil, entre creches e pré-escolas;

• 22 escolas de ensino fundamental;

• 18 novas quadras esportivas ou coberturas de quadras; e

• 07 obras de ampliação e reforma.

    Os números correspondem à quantidade de manifestações de interesse enviadas pelo estado e por seus municípios para a retomada das obras em seus territórios. A etapa de manifestação de interesse da política se encerrou no dia 22 de dezembro de 2023. Ao todo, o MEC recebeu 3.783 solicitações dos estados e municípios brasileiros, via Sistema de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec).
    O ____________ por acompanhar a movimentação do processo no Simec deve ficar atento para não perder os prazos de cada etapa. Quando for encerrada a fase de diligências, caso houver a aprovação técnica do pedido de pactuação, o Fundo dará sequência ao processo com a análise de disponibilidade orçamentária e financeira.
(Fonte: MEC Notícias — adaptado.)
Qual o impacto da finalização dessas obras, de acordo com o texto?
Alternativas
Q3418349 Português
  O Ministério da Educação (MEC) investirá R$ 127 milhões para a finalização de obras educacionais em 69 municípios do estado do Rio Grande do Sul. Iniciativa pode criar mais de 23,4 mil novas vagas na rede pública gaúcha, por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica e _____________ do governo federal.
    A ___________ das obras no Rio Grande do Sul vai garantir:

• 57 unidades de educação infantil, entre creches e pré-escolas;

• 22 escolas de ensino fundamental;

• 18 novas quadras esportivas ou coberturas de quadras; e

• 07 obras de ampliação e reforma.

    Os números correspondem à quantidade de manifestações de interesse enviadas pelo estado e por seus municípios para a retomada das obras em seus territórios. A etapa de manifestação de interesse da política se encerrou no dia 22 de dezembro de 2023. Ao todo, o MEC recebeu 3.783 solicitações dos estados e municípios brasileiros, via Sistema de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec).
    O ____________ por acompanhar a movimentação do processo no Simec deve ficar atento para não perder os prazos de cada etapa. Quando for encerrada a fase de diligências, caso houver a aprovação técnica do pedido de pactuação, o Fundo dará sequência ao processo com a análise de disponibilidade orçamentária e financeira.
(Fonte: MEC Notícias — adaptado.)
Quantas solicitações o MEC recebeu, via Sistema de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec), durante a etapa de manifestação de interesse?
Alternativas
Q3418348 Português
  O Ministério da Educação (MEC) investirá R$ 127 milhões para a finalização de obras educacionais em 69 municípios do estado do Rio Grande do Sul. Iniciativa pode criar mais de 23,4 mil novas vagas na rede pública gaúcha, por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica e _____________ do governo federal.
    A ___________ das obras no Rio Grande do Sul vai garantir:

• 57 unidades de educação infantil, entre creches e pré-escolas;

• 22 escolas de ensino fundamental;

• 18 novas quadras esportivas ou coberturas de quadras; e

• 07 obras de ampliação e reforma.

    Os números correspondem à quantidade de manifestações de interesse enviadas pelo estado e por seus municípios para a retomada das obras em seus territórios. A etapa de manifestação de interesse da política se encerrou no dia 22 de dezembro de 2023. Ao todo, o MEC recebeu 3.783 solicitações dos estados e municípios brasileiros, via Sistema de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec).
    O ____________ por acompanhar a movimentação do processo no Simec deve ficar atento para não perder os prazos de cada etapa. Quando for encerrada a fase de diligências, caso houver a aprovação técnica do pedido de pactuação, o Fundo dará sequência ao processo com a análise de disponibilidade orçamentária e financeira.
(Fonte: MEC Notícias — adaptado.)
Qual é o principal propósito do investimento de R$ 127 milhões do Ministério da Educação nos 69 municípios do estado?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416658 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
Analise os conjuntos de palavras a seguir e assinale a alternativa em que todas as expressões apontadas são empregadas no texto apresentado para evocar o mesmo referente.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Neuropeditra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo - SAS (Secretaria de Assistência Social) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Ortopedista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador - SF (Secretaria da Fazenda) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Eletricista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Plantonista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista Pediatra | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Auditor | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Regulador | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta - SS (Secretaria da Saúde) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Nutricionista | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro em Segurança do Trabalho |
Q3416657 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Como cientistas pretendem salvar antigo dialeto grego da extinção

A língua grega milenar romeyka está em vias de desaparecer. Para tentar salvá-la, Ioanna Sitaridou, professora da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, lançou a plataforma Crowdsourcing Romeyka, traduzida para três idiomas e que permite downloads gratuitos de áudios do dialeto. O portal pretende ser uma ferramenta colaborativa para proporcionar a produção de conteúdo linguístico baseado no uso diário da oralidade em comunidade, além do ambiente acadêmico. O projeto faz parte da Década Internacional das Línguas Indígenas da ONU (2022-32), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação linguística.

Romeyka não possui um sistema de escrita e foi transmitida apenas oralmente entre as gerações até hoje. Os pesquisadores acreditam que há apenas alguns milhares de falantes nativos restantes na região de Trabzon, na Turquia. No entanto, o dialeto está gradualmente se perdendo sobretudo devido à ausência de mecanismos de apoio para facilitar a transmissão intergeracional, ao estigma sociocultural e à migração. Sem contar que a maioria dos falantes nativos em Trabzon tem mais de 65 anos.

“A colaboração de fala é uma nova ferramenta que ajuda os falantes a construir um repositório de dados falados para seus dialetos em perigo, permitindo aos pesquisadores documentar essas línguas, mas também motivando os falantes a apreciarem sua própria herança linguística. Ao mesmo tempo, criando um monumento permanente de sua língua, pode ajudar os falantes a alcançar o reconhecimento de sua identidade por pessoas fora de sua comunidade linguística”, diz Sitaridou, em comunicado.

Nos últimos 150 anos, apenas quatro pesquisadores de campo coletaram dados sobre romeyka em Trabzon. Sitaridou se envolveu com as comunidades locais, principalmente as mulheres, produzindo conteúdo de áudio e vídeo. Ela descobriu que esse dialeto descende do grego helenístico, e não do grego medieval, influenciando na formação linguística atual.

O que é a língua romeyka?

O romeyka é uma variedade milenar do grego. É considerada pelos especialistas “uma mina de ouro linguística” e uma ponte viva para o mundo antigo. Ainda hoje, existe uma resistência dos falantes de romeyka em identificá-la como uma de suas línguas, porque os nacionalistas turcos não consideram falar grego parte dos fundamentos de pertencimento nacional. Para os gregos, as outras variedades da língua são consideradas “contaminadas” para a ideologia de uma única língua grega falada desde a antiguidade.

“Quando os falantes podem falar suas línguas maternas, eles se sentem ‘vistos’ e, assim, se sentem mais conectados ao resto da sociedade; por outro lado, não falar as línguas hereditárias ou minoritárias cria uma forma de trauma que, na verdade, mina a integração que a assimilação linguística se orgulha de alcançar”, afirma Sitaridou.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/cultura/noticia /2024/04/como-cientistas-pretendem-salvarantigo-dialeto-grego-da-extincao.ghtml>
Segundo a reportagem apresentada, a respeito do dialeto grego romeyka é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
2281: A
2282: D
2283: A
2284: B
2285: C
2286: A
2287: E
2288: D
2289: B
2290: D
2291: D
2292: B
2293: B
2294: A
2295: C
2296: C
2297: D
2298: B
2299: B
2300: B