Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1996610 Português

Solidão pode matar tanto quanto a obesidada

Levantamento com dados de quase 4 milhões de pessoas aponta que viver

(ou se sentir) sozinho é bem mais prejudicial do que parece


Muito se fala sobre a prevalência e os prejuízos da obesidade. Mas uma análise apresentada na 125ª Convenção Anual da Associação Americana de Psicologia alerta para outro mal pra lá de nocivo: a solidão. De acordo com os condutores do trabalho — cientistas da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos —, uma das principais ameaças nesse sentido seria o aumento do risco de morte prematura.


A pesquisa ocorreu em duas partes. Na primeira, 148 estudos foram avaliados, totalizando 300 mil pessoas. Cruzando as informações dessa turma, os experts americanos concluíram que quem cultiva bons relacionamentos interpessoais tem 50% mais chances de não falecer antes da hora em comparação com os solitários.


Já a segunda etapa considerou os dados de aproximadamente 3,4 milhões de voluntários, divididos em 70 pesquisas. Como era de se esperar, também houve uma clara relação entre a solidão ou o isolamento social e o risco de morrer antes do tempo. Mas o que intrigou os experts foi o fato de esses problemas, segundo o estudo, serem tão deletérios quanto a obesidade ou outras condições sérias de saúde.


O isolamento social é definido como pouco ou nenhum contato com outros indivíduos. A solidão, por sua vez, é marcada pela falta de conexão emocional com os demais. Ou seja, é possível se sentir sozinho, mesmo em meio a um mar de gente.


Durante a convenção em que essa revisão foi apresentada, a professora de psicologia Julianne Holt-Lunstad, uma de suas autoras, destacou a relevância do achado para os que estão na terceira idade, quando a falta de contato social é mais comum. Para ela, tal associação reforça a importância de investirmos em iniciativas que promovam o engajamento e a interação desse público, como centros de recreação e jardins comunitários.

Vand Vieira. Disponível em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/solidao-pode-matar-tanto-quanto-a-obesidade. Acesso em: 22/01/2019. Adaptado

Analisado globalmente, o Texto 1 tem o propósito principal de: 
Alternativas
Q1965010 Português

Leia atentamente a canção Apenas um rapaz latino-americano, de Antonio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder à questão..


Apenas um rapaz latino-americano


Eu sou apenas um rapaz latino-americano

Sem dinheiro no banco,

Sem parentes importantes, e vindo do interior


Mas trago, de cabeça, uma canção do rádio

Em que um antigo compositor baiano me dizia:

"tudo é divino, tudo é maravilhoso"


Tenho ouvido muitos discos,

Conversado com pessoas, caminhado meu caminho

Papo, som dentro da noite,

E não tenho um amigo sequer

Que acredite nisso, não.

Tudo muda e com toda razão!


Eu sou apenas um rapaz latino-americano

Sem dinheiro no banco,

Sem parentes importantes, e vindo do interior


Mas sei que tudo é proibido,

aliás, eu queria dizer

Que tudo é permitido,

até beijar você no escuro do cinema

Quando ninguém nos vê


Não me peça que lhe faça uma canção como se deve

Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve

Sons, palavras são navalhas

e eu não posso cantar como convém

Sem querer ferir ninguém


Mas não se preocupe, meu amigo

com os horrores que eu lhe digo

Isso é somente uma canção,

A vida, a vida realmente é diferente

Quer dizer, ao vivo é muito pior!


E eu sou apenas um rapaz latino-americano,

sem dinheiro no banco

Por favor não saque a arma no "saloon"

eu sou apenas o cantor 


Mas se depois de cantar

você ainda quiser me atirar

Mate-me logo, à tarde, às três,

que à noite tenho um compromisso

E não posso faltar, por causa de vocês


Eu sou apenas um rapaz latino-americano

sem dinheiro no banco

Sem parentes importantes, e vindo do interior


Mas sei que nada é divino,

nada, nada é maravilhoso

Nada, nada é secreto,

nada, nada é misterioso, não

Na na na na na na na na 

Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – Para o eu lírico, as canções representam uma realidade diversa da vida real.

II – O eu lírico indica a existência de um “protocolo” de elaboração de músicas, protocolo esse respeitado por ele.

III – O pronome defino “o”, em “eu sou apenas o cantor”, tem um significado: indica que o cantor é o porta-voz de uma mensagem que não representa apenas ele. 


É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 

Alternativas
Q1965009 Português

Leia atentamente a canção Apenas um rapaz latino-americano, de Antonio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder à questão..


Apenas um rapaz latino-americano


Eu sou apenas um rapaz latino-americano

Sem dinheiro no banco,

Sem parentes importantes, e vindo do interior


Mas trago, de cabeça, uma canção do rádio

Em que um antigo compositor baiano me dizia:

"tudo é divino, tudo é maravilhoso"


Tenho ouvido muitos discos,

Conversado com pessoas, caminhado meu caminho

Papo, som dentro da noite,

E não tenho um amigo sequer

Que acredite nisso, não.

Tudo muda e com toda razão!


Eu sou apenas um rapaz latino-americano

Sem dinheiro no banco,

Sem parentes importantes, e vindo do interior


Mas sei que tudo é proibido,

aliás, eu queria dizer

Que tudo é permitido,

até beijar você no escuro do cinema

Quando ninguém nos vê


Não me peça que lhe faça uma canção como se deve

Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve

Sons, palavras são navalhas

e eu não posso cantar como convém

Sem querer ferir ninguém


Mas não se preocupe, meu amigo

com os horrores que eu lhe digo

Isso é somente uma canção,

A vida, a vida realmente é diferente

Quer dizer, ao vivo é muito pior!


E eu sou apenas um rapaz latino-americano,

sem dinheiro no banco

Por favor não saque a arma no "saloon"

eu sou apenas o cantor 


Mas se depois de cantar

você ainda quiser me atirar

Mate-me logo, à tarde, às três,

que à noite tenho um compromisso

E não posso faltar, por causa de vocês


Eu sou apenas um rapaz latino-americano

sem dinheiro no banco

Sem parentes importantes, e vindo do interior


Mas sei que nada é divino,

nada, nada é maravilhoso

Nada, nada é secreto,

nada, nada é misterioso, não

Na na na na na na na na 

Leia atentamente as afirmações a seguir:


I – A caracterização vaga do eu lírico, na primeira estrofe, permite que a canção represente uma coletividade e não apenas um indivíduo específico.

II – As experiências, vivências e esclarecimentos na cidade grande levaram o eu lírico a concluir que nada é maravilhoso.

III – Há na quinta estrofe um tom de ironia: muito embora o eu lírico afirme que tudo é permitido, existem certas condições para essa permissão.


É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões): 

Alternativas
Q1901879 Português

Vida além do celular


    Era para ser apenas uma conferida no relógio, para saber as horas. De repente, você nota que está rolando telas no celular há horas.

    Aconteceu comigo e provavelmente já aconteceu com você. O celular se tornou tão onipresente que esquecemos que um dia, não faz muito tempo, fomos capazes de viver sem ele. Considerando o primeiro smart-phone de fato, o iphone foi lançado a meros 12 anos, em um não muito longínquo 2007. De lá para cá, os celulares se transformaram em tijolinhos de multifunção, capazes de receber mensagens, fornecer mapas e nos distrair com facilidade.

    Na mesma facilidade que cresce a adoção do smart-phone- tipo escolhido por metade dos 5 bilhões de proprietários de celular do mundo, aumenta também o tempo que reservamos a esses aparelhinhos, especialmente entre os brasileiros. Pesquisas relatam que em 2012 os usuários no país dedicavam em média, duas horas por dia às telinhas. Apenas quatro anos depois, o tempo investido nos celulares já era mais que o dobro somando quase cinco horas diárias, bem mais que as três horas por dia dos chineses, as duas e meia dos norte-americanos ou a pouco mais de duas dos britânicos e sul-coreanos.

    O que fazemos durante esse “meio expediente” digital? Em geral, segundo dados da empresa de consultoria Kantar, trocamos mensagens, navegamos pela web, tiramos fotos e rolamos por feeds de redes sociais.

    No entanto, não é só à vontade ou necessidade de nos conectarmos uns aos outros que nos leva a dar tanta atenção aos celulares. Segundo Tristan Harris, ex-filósofo de produtos do Google, os aplicativos são criados de forma a capturar nossos olhares, conquistar a nossa atenção, e nos manter conectados pelo maior tempo possível. Especialista em como a tecnologia ataca as nossas vulnerabilidades psicológicas, Harris, tinha tantas críticas à falta de ética e no design de produtos digitais que decidiu criar a Time Well Spent (Tempo Bem Investido, em tradução livre), iniciativa para ajudar as pessoas a equilibrarem o uso de tecnologia, especialmente de smart-phones.

    Para ele, a manipulação e persuasão dos usuários não só tira eles a autonomia de colocar a atenção no que realmente querem ou de se dedicar à vida que gostariam de viver, como também interfere na forma como eles conversam, na democracia e na sua habilidade de ter relacionamentos satisfatórios.

(Revista Galileu, edição fevereiro 2019, página 24.) 

O texto “Vida além do celular”, traz como ideia principal:
Alternativas
Q1896014 Português

Os dois lados da medalha

        Muito se engana quem acredita que o doping seja algo novo. Pesquisas apontam que Filóstrato (800 a.C.), filósofo grego, já conhecia os efeitos estimulantes do chá de cogumelos – bem por isso, ele venceu duas vezes a corrida olímpica de longa distância. Do arco e flecha ao nado sincronizado, verdade seja dita, as modalidades olímpicas se multiplicaram ao longo do tempo, o que fomentou a indústria esportiva e abriu as portas para a manipulação de drogas sintéticas e demais suplementos potencializadores. Lentava-se, a propósito, a discussão: até que ponto o doping pode ser fraude atribuída apenas ao esportista?

Um caso emblemático: Lance Edward Armstrong, ex-ciclista americano, ficou famoso por ter vencido o Tour de France por sete vezes consecutivas, de 1999 a 2005. Glamour à parte, em 2012, Armstrong perdeu todos os títulos e foi afastado do ciclismo competitivo pela União Ciclística Internacional. Por quê? Apurou-se que ele usava dopagem bioquímica – um macroesquema que envolveu não só o atleta, mas também médicos e autoridades esportivas.

Fica claro, então, que o lugar mais alto no pódio não é alvo apenas do atleta, nem é a única recompensa desejada pelos envolvidos – atletas, treinadores, técnicos, patrocinadores. Aliás, os últimos são, sem dúvida, o ponto nevrálgico da questão, haja vista o investimento milionário de grandes marcas nesse ou naquele atleta, o que as leva a apostas altas, tocadas, por vezes, a baralho viciado. Ora, dinheiro e corrupção caminham de mãos dadas, o que, fatalmente, vai respingar na arena, na quadra, na piscina.

Como conciliar preparo físico, glória e mercado? Dizer que, acima de tudo, o importante é competir, a essa altura do campeonato, é ingênuo – a não ser que valores éticos fundamentais sejam recuperados: isso é o que espera o torcedor. Sanções disciplinares e multas devem ser aplicadas não só aos atletas dopados, mas também aos demais envolvidos, em especial os patrocinadores, sempre que houver quaisquer violações aos regulamentos prescritos pelo comitê olímpico. É primordial que todos assistamos a competições limpas. Afinal, medalha e marmelada não caem bem!

Por Gislaine Buosi e João Bosco Costa

São características do texto não literário, exceto:
Alternativas
Q1843519 Português
O adjetivo “vernal”, refere-se à (ao):  
Alternativas
Q1843512 Português
A DURA ARTE DE SER PROFESSOR NO BRASIL: PAÍS É LÍDER NO RANKING DE AGRESSÕES CONTRA DOCENTES
Gisella Meneguelli - Revista GreenMe - 23.10.19
Uma pesquisa feita Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), coloca o Brasil na triste posição de líder em agressões contra docentes
Foi-se a época de respeito aos professores. Hoje, no Brasil, eles têm sido inclusive atacados por representantes dos governos, em um discurso, infelizmente, aceito de forma acrítica por grande parte da sociedade.
Além das agressões, as condições de trabalho dos docentes, como, por exemplo, a situação desses profissionais no Rio de Janeiro, em cujas escolas eles têm de conviver com conflitos armados € ameaças de estudantes, familiares e de membros da comunidade.
O estresse a que são submetidos os professores têm provocado uma onda de afastamento para tratamento de saúde. Em 2018, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro concedeu 3.055 licenças por transtorno, depressão e esquizofrenia - número correspondente a 8% do quadro de professores do município.
O programa da EBC, Radio Nacional Jovem, conversou com o psicanalista Flávio Calile sobre essa pesquisa da OCDE. Na opinião dele:
"O professor sofre muito com a violência, com calúnia, com difamação, até às vezes xingamento. A própria pressão do ambiente de trabalho é uma violência contra ele. Entre os alunos mais jovens, nós temos aqueles que xingam o professor, aluno que pressiona ele por conta de nota. Então, é essa pressão moral mesmo, essa violência moral que os professores sofrem em sala de aula. E quando o professor não cede a essas questões ele acaba sofrendo violência física”.
A diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, analisa que:
"Nossa profissão é tão desvalorizada que alunos e pais se acham com pleno direito de nos agredir. O governo precisa entender que a violência vem de fora para dentro da escola e isso não muda com militarização".
No Distrito Federal, 97% dos professores da rede pública já presenciaram algum tipo de violência, sendo que 57% foram vítimas dela. Segundo o Sinpro-DF, cerca de 40% das agressões são cometidas pelos próprios alunos e 20%, pelos pais.
Algumas pessoas têm acreditado que o modelo de escola cívico-militar, proposto pelo governo federal, pode conter a onda de violência nas escolas. O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto para criar 216 escolas nesse modelo até 2023.
O chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE, Dirk Van Damme, tem uma outra visão sobre o resultado da pesquisa: "A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos”, disse à BBC Brasil.
Van Damme destaca que a valorização dos profissionais é fundamental para o desenvolvimento dos sistemas educacionais. Isso passa por melhores condições de trabalho, melhores salários, melhoria na infraestrutura escolar, plano de carreira para o magistério, formação continuada.
Dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, referentes a junho de 2019, mostram que a remuneração média dos professores brasileiros é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês. Já a média salarial dos professores dos países da OCDE é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil - o equivalente a R$ 5,7 mil por mês), o triplo do valor pago pelo Brasil.
A OCDE menciona a relação dos países asiáticos com os professores, o que demonstra o êxito deles na pesquisa, já que na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice de violência aos professores é zero.
“Em países asiáticos, os professores possuem uma real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções”, pontua Van Damme.  
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q1843511 Português
A DURA ARTE DE SER PROFESSOR NO BRASIL: PAÍS É LÍDER NO RANKING DE AGRESSÕES CONTRA DOCENTES
Gisella Meneguelli - Revista GreenMe - 23.10.19
Uma pesquisa feita Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), coloca o Brasil na triste posição de líder em agressões contra docentes
Foi-se a época de respeito aos professores. Hoje, no Brasil, eles têm sido inclusive atacados por representantes dos governos, em um discurso, infelizmente, aceito de forma acrítica por grande parte da sociedade.
Além das agressões, as condições de trabalho dos docentes, como, por exemplo, a situação desses profissionais no Rio de Janeiro, em cujas escolas eles têm de conviver com conflitos armados € ameaças de estudantes, familiares e de membros da comunidade.
O estresse a que são submetidos os professores têm provocado uma onda de afastamento para tratamento de saúde. Em 2018, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro concedeu 3.055 licenças por transtorno, depressão e esquizofrenia - número correspondente a 8% do quadro de professores do município.
O programa da EBC, Radio Nacional Jovem, conversou com o psicanalista Flávio Calile sobre essa pesquisa da OCDE. Na opinião dele:
"O professor sofre muito com a violência, com calúnia, com difamação, até às vezes xingamento. A própria pressão do ambiente de trabalho é uma violência contra ele. Entre os alunos mais jovens, nós temos aqueles que xingam o professor, aluno que pressiona ele por conta de nota. Então, é essa pressão moral mesmo, essa violência moral que os professores sofrem em sala de aula. E quando o professor não cede a essas questões ele acaba sofrendo violência física”.
A diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, analisa que:
"Nossa profissão é tão desvalorizada que alunos e pais se acham com pleno direito de nos agredir. O governo precisa entender que a violência vem de fora para dentro da escola e isso não muda com militarização".
No Distrito Federal, 97% dos professores da rede pública já presenciaram algum tipo de violência, sendo que 57% foram vítimas dela. Segundo o Sinpro-DF, cerca de 40% das agressões são cometidas pelos próprios alunos e 20%, pelos pais.
Algumas pessoas têm acreditado que o modelo de escola cívico-militar, proposto pelo governo federal, pode conter a onda de violência nas escolas. O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto para criar 216 escolas nesse modelo até 2023.
O chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE, Dirk Van Damme, tem uma outra visão sobre o resultado da pesquisa: "A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos”, disse à BBC Brasil.
Van Damme destaca que a valorização dos profissionais é fundamental para o desenvolvimento dos sistemas educacionais. Isso passa por melhores condições de trabalho, melhores salários, melhoria na infraestrutura escolar, plano de carreira para o magistério, formação continuada.
Dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDEs) da Presidência da República, referentes a junho de 2019, mostram que a remuneração média dos professores brasileiros é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês. Já a média salarial dos professores dos países da OCDE é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil - o equivalente a R$ 5,7 mil por mês), o triplo do valor pago pelo Brasil.
A OCDE menciona a relação dos países asiáticos com os professores, o que demonstra o êxito deles na pesquisa, já que na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice de violência aos professores é zero.
“Em países asiáticos, os professores possuem uma real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções”, pontua Van Damme.  
Com base no texto, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q1840805 Português
Assinale a frase que apresenta uma locução denotativa de exclusão:
Alternativas
Q1840803 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma frase onde o verbo está elíptico:
Alternativas
Q1840495 Português

É correto, sem advérbios.

A lição da menina negra, magérrima, que cantou feito rainha. 


    Eiza Soares estreou no programa de Ary Barroso na Rádio Tupi. Tinha 16 anos e era mãe. Sua cria estava doente e Elza inscreveu-se no show de Barroso porque os primeiros lugares ganhavam prêmios em dinheiro. Era uma chance de pagar o tratamento do filho. Elza subiu no palco, mulher negra, jovem, magérrima, vestida conforme o lugar que lhe cabia na perversa espiral de privilégios da nossa sociedade. Notavam-se os remendos no vestido. Os alfinetes. Ary Barroso ficou chocado com alguém que, para muitos, não merecia estar sob os holofotes. “O que é que você velo fazer aqui?” Ary recebeu Elza com boa dose da branquitude, classismo e machismo que inebriam a elite brasileira desde sempre. 

    Elza respondeu: “Eu vim cantar”. Ary seguiu a cantilena do opressor: “E quem disse que você sabe cantar?”. Amenina de 16 anos, cujo filho ardia em febre, respondeu com a coragem das mães: “Eu”. “De onde você veio, menina?" Ary não parecia se cansar de assinalar que Elza era uma estrangeira ali. Nesse momento, a menina respondeu com a audácia disruptiva que mora em cada nota do seu jazz de lata d'água na cabeça: “Eu vim do planeta fome”.  

    Em 1983, a respeitadíssima acadêmica indiana Gayatri Spivak escreveu Pode o Subalterno Falar? O ensaio, referência para quem deseja compreender a contribuição dos estudos pós-coloniais para as ciências humanas, fala do silenciamento sistemático do subalterno. Categoria nomeada por Gramsci, o subalterno é quem não pertence socialmente e politicamente às estruturas hegemônicas de poder. Os excluídos. Os triturados diariamente pela mecânica da discriminação. As Elzas e seus filhos febris. Spivak teorizou sobre o fato de não parecer natural ou adequado o subalterno falar. O silêncio é o que se espera dele,  

    Se o subalterno não deve falar, como poderia ousar cantar? Ary e sua plateia, que ria da humilhação de Elza, achavam que não, E hoje? Seria diferente? Mudamos pouco. Somos a mesma plateia rindo de novas humilhações que nos chegam pelas novas mídias, mas somos iguais. Esperamos do subalterno o silêncio. Zombamos do subalterno que ousa quebrar esse nosso contrato social. E não se enganem: a zombaria é o novo açoite. Mudamos pouco. Os ancestrais de Elza foram para o pelourinho. Elza foi ridicularizada ao vivo. Hoje, fingimos ter superado esse passado, mas as revistas lidas pelas madames saúdam a nova onda: uniformes de domésticas assinados por estilistas renomados. 

    Mudamos quase nada. 

    Naquele dia, Elza cantou Lama na Rádio Tupi. A subalterna cantou rainha, majestosa. Ary Barroso aplaudiu boquiaberto. A plateia que antes riu levantou-se. Reverenciou a nobreza da negra do planeta fome que ousou adentrar um espaço que lhe era negado e fez dele seu reino. Para quem ainda não entendeu: o politicamente correto é simplesmente isso. O correto. Algumas piadas a menos? Sim. Mas, em troca, hoje temos infinitos talentos antes silenciados embalando nossos sonhos. Só os que não sonham não veem que o resultado é positivo e deve ser comemorado. 


(Manoela Miklos. 25 de janelro, 2019, Revista VEJA). 


“Ary recebeu Elza com boa dose da branquitude, classismo e machismo que inebriam a elite brasileira desde sempre.”. Segundo a frase, Elza sofreu discriminação em vários aspectos, exceto:  
Alternativas
Q1840490 Português

É correto, sem advérbios.

A lição da menina negra, magérrima, que cantou feito rainha. 


    Eiza Soares estreou no programa de Ary Barroso na Rádio Tupi. Tinha 16 anos e era mãe. Sua cria estava doente e Elza inscreveu-se no show de Barroso porque os primeiros lugares ganhavam prêmios em dinheiro. Era uma chance de pagar o tratamento do filho. Elza subiu no palco, mulher negra, jovem, magérrima, vestida conforme o lugar que lhe cabia na perversa espiral de privilégios da nossa sociedade. Notavam-se os remendos no vestido. Os alfinetes. Ary Barroso ficou chocado com alguém que, para muitos, não merecia estar sob os holofotes. “O que é que você velo fazer aqui?” Ary recebeu Elza com boa dose da branquitude, classismo e machismo que inebriam a elite brasileira desde sempre. 

    Elza respondeu: “Eu vim cantar”. Ary seguiu a cantilena do opressor: “E quem disse que você sabe cantar?”. Amenina de 16 anos, cujo filho ardia em febre, respondeu com a coragem das mães: “Eu”. “De onde você veio, menina?" Ary não parecia se cansar de assinalar que Elza era uma estrangeira ali. Nesse momento, a menina respondeu com a audácia disruptiva que mora em cada nota do seu jazz de lata d'água na cabeça: “Eu vim do planeta fome”.  

    Em 1983, a respeitadíssima acadêmica indiana Gayatri Spivak escreveu Pode o Subalterno Falar? O ensaio, referência para quem deseja compreender a contribuição dos estudos pós-coloniais para as ciências humanas, fala do silenciamento sistemático do subalterno. Categoria nomeada por Gramsci, o subalterno é quem não pertence socialmente e politicamente às estruturas hegemônicas de poder. Os excluídos. Os triturados diariamente pela mecânica da discriminação. As Elzas e seus filhos febris. Spivak teorizou sobre o fato de não parecer natural ou adequado o subalterno falar. O silêncio é o que se espera dele,  

    Se o subalterno não deve falar, como poderia ousar cantar? Ary e sua plateia, que ria da humilhação de Elza, achavam que não, E hoje? Seria diferente? Mudamos pouco. Somos a mesma plateia rindo de novas humilhações que nos chegam pelas novas mídias, mas somos iguais. Esperamos do subalterno o silêncio. Zombamos do subalterno que ousa quebrar esse nosso contrato social. E não se enganem: a zombaria é o novo açoite. Mudamos pouco. Os ancestrais de Elza foram para o pelourinho. Elza foi ridicularizada ao vivo. Hoje, fingimos ter superado esse passado, mas as revistas lidas pelas madames saúdam a nova onda: uniformes de domésticas assinados por estilistas renomados. 

    Mudamos quase nada. 

    Naquele dia, Elza cantou Lama na Rádio Tupi. A subalterna cantou rainha, majestosa. Ary Barroso aplaudiu boquiaberto. A plateia que antes riu levantou-se. Reverenciou a nobreza da negra do planeta fome que ousou adentrar um espaço que lhe era negado e fez dele seu reino. Para quem ainda não entendeu: o politicamente correto é simplesmente isso. O correto. Algumas piadas a menos? Sim. Mas, em troca, hoje temos infinitos talentos antes silenciados embalando nossos sonhos. Só os que não sonham não veem que o resultado é positivo e deve ser comemorado. 


(Manoela Miklos. 25 de janelro, 2019, Revista VEJA). 


A alterativa em que há a zoomorfização da personagem Elza Soares pela autora: 
Alternativas
Q1834173 Português
A pressuposição refere-se a um conteúdo implícito inscrito no enunciado. É possível reconhecer a sua ocorrência no seguinte enunciado: 
Alternativas
Q1834171 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    “Por sua vez, o processo de democratização da leitura da literatura acontece quando o leitor dá expressão àquilo que se ofereceu à sua compreensão, porque qualquer discurso, como adverte Bakhtin (BAKHTIN/VOLOSHINOV, 1979), requer necessariamente a alteridade para se evidenciar. A alteridade é o texto, o gesto, a imagem, o som ou o movimento que se apresentar à sua inteligência; mas é igualmente o outro sujeito a quem ele manifesta seu entendimento. O dialogismo funda o ato de ler, supondo uma alteridade que se corporifica, de uma parte, no ser colocado à interpretação, de outra, no(s) outro(s) sujeito(s) a que expõe sua fala.

    A alteridade tem fundamento social e coletivo, mostrando-se, também ela, dialética e contraditória. A leitura, intermediária entre sujeitos outros, não é apaziguadora, fortalecendo, pelo contrário, as possibilidades de divergência e debate. Logo, não se conforma com o cânone, autoritário e monológico, que circula graças a instituições que, como ele, calcam-se no arbítrio de detentores do poder. Assim, se almejar a adoção de uma posição democrática, popular e bem sucedida na sala de aula, a leitura da literatura, tomada na amplitude do conceito tradicional, ou considerada desde os distintos objetos que se apresentam à decifração do leitor, não pode se ater à transmissão do cânone enquanto um monumento resistente às intervenções dos seres que fazem funcionar a engrenagem da cultura e, por extensão, daquilo que genérica e insuficientemente é chamado de literatura. 

    Em sala de aula, esse posicionamento é o ponto de partida da atuação do professor, que, enquanto docente, promoverá o cotejo entre o patrimônio de cada leitor com o patrimônio social, histórico, político do grupo ou do público com o qual interage, considerando que a obra literária é igualmente esse outro sujeito em que o jogo entre o individual – a criação e a inovação – e o coletivo, traduzido pelos códigos estéticos, ideológicos, tradicionais e canônicos, expõe-se a cada momento em que se dá o contato com ela.” (ZILBERMAN, R. Leitura na escola – entre a democratização e o cânone. Revista Literatura em Debate, vol. 11, n. 21, 2017.).

A alteridade, na perspectiva da autora, refere-se à relação entre dois sujeitos, que, na prática da leitura dos textos literários, se corporificam no(na)
Alternativas
Q1834170 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    “Por sua vez, o processo de democratização da leitura da literatura acontece quando o leitor dá expressão àquilo que se ofereceu à sua compreensão, porque qualquer discurso, como adverte Bakhtin (BAKHTIN/VOLOSHINOV, 1979), requer necessariamente a alteridade para se evidenciar. A alteridade é o texto, o gesto, a imagem, o som ou o movimento que se apresentar à sua inteligência; mas é igualmente o outro sujeito a quem ele manifesta seu entendimento. O dialogismo funda o ato de ler, supondo uma alteridade que se corporifica, de uma parte, no ser colocado à interpretação, de outra, no(s) outro(s) sujeito(s) a que expõe sua fala.

    A alteridade tem fundamento social e coletivo, mostrando-se, também ela, dialética e contraditória. A leitura, intermediária entre sujeitos outros, não é apaziguadora, fortalecendo, pelo contrário, as possibilidades de divergência e debate. Logo, não se conforma com o cânone, autoritário e monológico, que circula graças a instituições que, como ele, calcam-se no arbítrio de detentores do poder. Assim, se almejar a adoção de uma posição democrática, popular e bem sucedida na sala de aula, a leitura da literatura, tomada na amplitude do conceito tradicional, ou considerada desde os distintos objetos que se apresentam à decifração do leitor, não pode se ater à transmissão do cânone enquanto um monumento resistente às intervenções dos seres que fazem funcionar a engrenagem da cultura e, por extensão, daquilo que genérica e insuficientemente é chamado de literatura. 

    Em sala de aula, esse posicionamento é o ponto de partida da atuação do professor, que, enquanto docente, promoverá o cotejo entre o patrimônio de cada leitor com o patrimônio social, histórico, político do grupo ou do público com o qual interage, considerando que a obra literária é igualmente esse outro sujeito em que o jogo entre o individual – a criação e a inovação – e o coletivo, traduzido pelos códigos estéticos, ideológicos, tradicionais e canônicos, expõe-se a cada momento em que se dá o contato com ela.” (ZILBERMAN, R. Leitura na escola – entre a democratização e o cânone. Revista Literatura em Debate, vol. 11, n. 21, 2017.).

Segundo a autora, a democratização da leitura dos textos literários na escola implica
Alternativas
Q1834169 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    “Por sua vez, o processo de democratização da leitura da literatura acontece quando o leitor dá expressão àquilo que se ofereceu à sua compreensão, porque qualquer discurso, como adverte Bakhtin (BAKHTIN/VOLOSHINOV, 1979), requer necessariamente a alteridade para se evidenciar. A alteridade é o texto, o gesto, a imagem, o som ou o movimento que se apresentar à sua inteligência; mas é igualmente o outro sujeito a quem ele manifesta seu entendimento. O dialogismo funda o ato de ler, supondo uma alteridade que se corporifica, de uma parte, no ser colocado à interpretação, de outra, no(s) outro(s) sujeito(s) a que expõe sua fala.

    A alteridade tem fundamento social e coletivo, mostrando-se, também ela, dialética e contraditória. A leitura, intermediária entre sujeitos outros, não é apaziguadora, fortalecendo, pelo contrário, as possibilidades de divergência e debate. Logo, não se conforma com o cânone, autoritário e monológico, que circula graças a instituições que, como ele, calcam-se no arbítrio de detentores do poder. Assim, se almejar a adoção de uma posição democrática, popular e bem sucedida na sala de aula, a leitura da literatura, tomada na amplitude do conceito tradicional, ou considerada desde os distintos objetos que se apresentam à decifração do leitor, não pode se ater à transmissão do cânone enquanto um monumento resistente às intervenções dos seres que fazem funcionar a engrenagem da cultura e, por extensão, daquilo que genérica e insuficientemente é chamado de literatura. 

    Em sala de aula, esse posicionamento é o ponto de partida da atuação do professor, que, enquanto docente, promoverá o cotejo entre o patrimônio de cada leitor com o patrimônio social, histórico, político do grupo ou do público com o qual interage, considerando que a obra literária é igualmente esse outro sujeito em que o jogo entre o individual – a criação e a inovação – e o coletivo, traduzido pelos códigos estéticos, ideológicos, tradicionais e canônicos, expõe-se a cada momento em que se dá o contato com ela.” (ZILBERMAN, R. Leitura na escola – entre a democratização e o cânone. Revista Literatura em Debate, vol. 11, n. 21, 2017.).

Conforme os postulados de José Luiz Fiorin, os dêiticos são fatos linguísticos que 
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Q1834161 Português
“Não faz muito tempo, acompanhamos uma ruidosa polêmica na mídia nacional em torno do livro didático de língua portuguesa Por uma vida melhor, distribuído gratuitamente pelo MEC aos estudantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos). A polêmica começou no dia 17 de maio de 2011, quando, no programa matinal Bom Dia Brasil da Rede Globo, o jornalista Alexandre Garcia noticiou, assumindo um tom condenatório, que o MEC estava financiando livros didáticos que fomentavam o uso do português errado. De modo previsível, o jornalista recorreu à tópica do „antigamente‟ para ancorar sua argumentação, afirmando que, quando estava no primeiro ano do grupo escolar e falava errado, a professora o corrigia, preparando-o „para vencer na vida‟, pois tinha como óbvio que „A educação liberta e torna a vida melhor, nos livra da ignorância, que é a condenação à vida difícil. Quem for nivelado por baixo terá a vida nivelada por baixo‟. Disse, ainda, que, no Brasil, passa-se a mão nos erros por medo de constranger o outro e faz-se o mesmo com a língua, „aprova-se a palavra errada para não constranger‟ o aluno.” (BARONAS, R. L.; COX, M. I. P. Para uma Vida Melhor na mídia: discurso, aforização e polêmica. Revista Linguagem em (Dis)curso, vol. 13, n. 1, 2013.).
“A escola não pode ignorar as diferenças sociolinguísticas. Os professores e, por meio deles, os alunos têm que estar bem conscientes de que existem duas ou mais maneiras de dizer a mesma coisa. E mais, que essas formas alternativas servem a propósitos comunicativos distintos e são recebidas de maneira diferenciada pela sociedade. Algumas conferem prestígio ao falante, aumentando-lhe a credibilidade e o poder de persuasão; outras contribuem para formar-lhe uma imagem negativa, diminuindo-lhe as oportunidades. Há que se ter em conta ainda que essas reações dependem das circunstâncias que cercam a interação. Os alunos que chegam à escola falando „nós cheguemu‟, „abrido‟ e „ele drome‟, por exemplo, têm que ser respeitados e ver valorizadas as suas peculiaridades linguístico-culturais, mas têm o direito inalienável de aprender as variantes do prestígio dessas expressões.” (BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora?: sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola Editorial, 2005).
Ao relacionarmos os dois excertos, é possível afirmar que
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Q1834160 Português
“No Brasil, contudo, nossa história de contradições, nossas heranças coloniais ainda embaraçam a democratização da norma culta/comum/standard, em especial da norma escrita. Estamos longe de torná-la um fenômeno de amplo uso social. Primeiro, porque ainda não universalizamos a educação básica de 11 anos. Segundo, porque a educação linguística que oferecemos a nossos estudantes é ainda de baixíssima qualidade. E, por fim, não conseguimos ainda aceitar com clareza a nossa norma cult/comum/standard efetiva e nos aproveitamos, no jogo dos poderes simbólicos, da tradição que se consolidou na norma curta.” (FARACO, Carlos Alberto. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008; grifos do autor.). O jogo de palavras que faz o autor, entre norma culta e norma curta, se justifica em razão de ainda ser comum, no Brasil, uma(um)
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Q1834157 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Que é língua?


    Esta é uma questão que prefiro discutir partindo das noções de trabalho, de atividade. Assim, ao pensar a questão da linguagem e da língua, vejo a linguagem como uma atividade, como um trabalho. Um trabalho de homens, ou seja, de sujeitos que são histórica, social e culturalmente situados e que, através desse trabalho, dessa atividade, organizam, interpretam e dão forma a suas experiências e à realidade em que vivem. Começo, então, a refletir sobre a questão colocada a partir de uma definição de linguagem construída nesses termos, porque foi na relação com atividades de uma linguagem assim concebida – que se manifesta sempre em situações sociais de interlocução – que, por hipótese, se constituíram as chamadas línguas naturais, cada uma com suas características estruturais próprias, manifestas nos seus vários níveis de organização (fonológico, morfológico, sintático, semântico). Quero com isso dizer que é a linguagem, portanto, o lugar natural para se iniciarem os estudos sobre qualquer aspecto das línguas naturais, ainda que o recorte que se venha a fazer incida apenas sobre algum aspecto estrutural desses sistemas linguísticos. O fato de esses estudos se terem voltado – particularmente no momento em que a linguística, durante o movimento estruturalista, buscava se constituir como ciência – quase que exclusivamente para aquilo que parecia mais estruturado – o sistema linguístico – fez com que se desse ênfase a uma definição de língua como código, o que hoje se passou a questionar, por ser uma definição excessivamente redutora. Vejo a língua, portanto, como um sistema estruturado que, por situar-se no âmbito da linguagem, apresenta constante instabilidade e mutabilidade, características de quaisquer atividades do homem, tomado enquanto sujeito historicamente situado.

(Entrevista de Bernadete Abaurre na obra Conversas com lingüistas: virtudes e controvérsias da lingüística, organizada por Antonio Carlos Xavier e Suzana Cortez, 2005).

 A definição de linguagem apresentada pela linguista implica considerar
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Q1834156 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Que é língua?


    Esta é uma questão que prefiro discutir partindo das noções de trabalho, de atividade. Assim, ao pensar a questão da linguagem e da língua, vejo a linguagem como uma atividade, como um trabalho. Um trabalho de homens, ou seja, de sujeitos que são histórica, social e culturalmente situados e que, através desse trabalho, dessa atividade, organizam, interpretam e dão forma a suas experiências e à realidade em que vivem. Começo, então, a refletir sobre a questão colocada a partir de uma definição de linguagem construída nesses termos, porque foi na relação com atividades de uma linguagem assim concebida – que se manifesta sempre em situações sociais de interlocução – que, por hipótese, se constituíram as chamadas línguas naturais, cada uma com suas características estruturais próprias, manifestas nos seus vários níveis de organização (fonológico, morfológico, sintático, semântico). Quero com isso dizer que é a linguagem, portanto, o lugar natural para se iniciarem os estudos sobre qualquer aspecto das línguas naturais, ainda que o recorte que se venha a fazer incida apenas sobre algum aspecto estrutural desses sistemas linguísticos. O fato de esses estudos se terem voltado – particularmente no momento em que a linguística, durante o movimento estruturalista, buscava se constituir como ciência – quase que exclusivamente para aquilo que parecia mais estruturado – o sistema linguístico – fez com que se desse ênfase a uma definição de língua como código, o que hoje se passou a questionar, por ser uma definição excessivamente redutora. Vejo a língua, portanto, como um sistema estruturado que, por situar-se no âmbito da linguagem, apresenta constante instabilidade e mutabilidade, características de quaisquer atividades do homem, tomado enquanto sujeito historicamente situado.

(Entrevista de Bernadete Abaurre na obra Conversas com lingüistas: virtudes e controvérsias da lingüística, organizada por Antonio Carlos Xavier e Suzana Cortez, 2005).

A definição de língua como código, segundo a linguista, é redutora porque
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Respostas
22401: C
22402: D
22403: D
22404: B
22405: B
22406: C
22407: C
22408: A
22409: A
22410: D
22411: D
22412: B
22413: B
22414: A
22415: C
22416: A
22417: B
22418: D
22419: B
22420: C