Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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De acordo com o Texto 1, a atividade da escrita:
1. é uma das principais fontes da desinformação do debate político.
2. nos oportuniza a refletir sobre os argumentos que embasam nossas escolhas.
3. nos conscientiza sobre os motivos que temos para acartar determinadas ideias.
4. favorece o autoconhecimento, tendo, assim, relevante função na saúde mental.
Estão CORRETAS as afirmativas
TEXTO 7
Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias da comunicação e de informação (novos letramentos), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, na direção de outros letramentos.
ROJO, R. e MOURA, E. (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012, p. 8. Excerto adaptado.
A grande maioria dos estudos sobre as TICs na escola compreende essas tecnologias como:
Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias da comunicação e de informação (novos letramentos), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, na direção de outros letramentos.
ROJO, R. e MOURA, E. (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012, p. 8. Excerto adaptado.
Dentre as expressões apresentadas abaixo, assinale aquela que descreve um(a) professor(a) que põe em prática a “pedagogia dos multiletramentos”.
Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias da comunicação e de informação (novos letramentos), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, na direção de outros letramentos.
ROJO, R. e MOURA, E. (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012, p. 8. Excerto adaptado.
De acordo com o Texto 7, a noção de “multiletramentos na escola” está fundamentada na multiplicidade de:
TEXTO 6
Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.
Para um docente que trabalha na perspectiva da análise linguística, a norma-padrão é vista como:
TEXTO 6
Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.
Mendonça defende que, na análise linguística, “a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua”. Com
isso, a autora defende que:
Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.
É CORRETO afirmar que, na perspectiva da análise linguística:
Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.
Qual das seguintes atividades reflete uma concepção de ensino na perspectiva de “língua como um conjunto de variedades”?
TEXTO 5
Interessa-me frisar que, embora oralidade e escrita tenham, cada uma, as suas especificidades, não existem diferenças essenciais entre a oralidade e a escrita nem, muito menos, grandes oposições. Uma e outra servem à interação verbal, sob a forma de diferentes gêneros textuais, na diversidade dialetal e de registro que qualquer uso da linguagem implica. Assim, não tem sentido a ideia de uma fala apenas como lugar da espontaneidade, do relaxamento, da falta de planejamento e até do descuido em relação às normas da língua padrão nem, por outro lado, a ideia de uma escrita uniforme, invariável, formal e correta, em qualquer circunstância.
ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003, p. 99-100. Excerto adaptado.
Segundo Antunes, “não tem sentido a ideia de uma fala apenas como lugar da espontaneidade, do relaxamento, da
falta de planejamento e até do descuido em relação às normas da língua padrão”. A autora se opõe, assim, a uma
prática pedagógica em que:
TEXTO 5
Interessa-me frisar que, embora oralidade e escrita tenham, cada uma, as suas especificidades, não existem diferenças essenciais entre a oralidade e a escrita nem, muito menos, grandes oposições. Uma e outra servem à interação verbal, sob a forma de diferentes gêneros textuais, na diversidade dialetal e de registro que qualquer uso da linguagem implica. Assim, não tem sentido a ideia de uma fala apenas como lugar da espontaneidade, do relaxamento, da falta de planejamento e até do descuido em relação às normas da língua padrão nem, por outro lado, a ideia de uma escrita uniforme, invariável, formal e correta, em qualquer circunstância.
ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003, p. 99-100. Excerto adaptado.
Conforme Antunes, oralidade e escrita têm, cada uma, as suas especificidades. Considerando as especificidades da
oralidade, assinale a alternativa que apresenta um procedimento pedagógico que contribui efetivamente para o
desenvolvimento de gêneros orais na escola.
TEXTO 4
Nosso aluno deveria, ao produzir um texto, assumir-se como locutor, o que implica:
i) ter o que dizer;
ii) ter razões para dizer o que tem a dizer;
iii) ter para quem dizer o que tem a dizer;
iv) assumir-se como sujeito que diz o que diz para quem diz;
v) escolher estratégias para dizer.
Em suma: os alunos não deveriam produzir “redações”, meros produtos escolares, mas textos diversos que se aproximassem dos usos extraescolares, com função específica e situada dentro de uma prática social escolar.
BUNZEN, C. Da era da composição à era dos gêneros: o ensino de produção de texto no ensino médio. In: BUNZEN, C. e
MENDONÇA, M. (Orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 149.
Analise os gêneros de textos apresentados abaixo.
1. Uma videoconferência.
2. Um artigo científico.
3. Uma entrevista ao vivo na TV.
4. Uma parlenda.
5. Uma bula de remédio.
São gêneros típicos da modalidade escrita da língua:
TEXTO 4
Nosso aluno deveria, ao produzir um texto, assumir-se como locutor, o que implica:
i) ter o que dizer;
ii) ter razões para dizer o que tem a dizer;
iii) ter para quem dizer o que tem a dizer;
iv) assumir-se como sujeito que diz o que diz para quem diz;
v) escolher estratégias para dizer.
Em suma: os alunos não deveriam produzir “redações”, meros produtos escolares, mas textos diversos que se aproximassem dos usos extraescolares, com função específica e situada dentro de uma prática social escolar.
BUNZEN, C. Da era da composição à era dos gêneros: o ensino de produção de texto no ensino médio. In: BUNZEN, C. e MENDONÇA, M. (Orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 149.
Para filiar-se a uma concepção de língua e de ensino de língua que considere a escrita uma ação processual e
interativa, o professor deve considerar, primordialmente,
TEXTO 4
Nosso aluno deveria, ao produzir um texto, assumir-se como locutor, o que implica:
i) ter o que dizer;
ii) ter razões para dizer o que tem a dizer;
iii) ter para quem dizer o que tem a dizer;
iv) assumir-se como sujeito que diz o que diz para quem diz;
v) escolher estratégias para dizer.
Em suma: os alunos não deveriam produzir “redações”, meros produtos escolares, mas textos diversos que se aproximassem dos usos extraescolares, com função específica e situada dentro de uma prática social escolar.
BUNZEN, C. Da era da composição à era dos gêneros: o ensino de produção de texto no ensino médio. In: BUNZEN, C. e MENDONÇA, M. (Orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 149.
Analise as seguintes propostas de produção de texto, feitas em aulas de língua portuguesa:
1. Todos os adolescentes enfrentam problemas, correto? Por isso, escreva uma redação sobre o tema: “Meus problemas de adolescente”.
2. Temos muitas festas populares em nosso país, não é verdade? Qual a festa popular de que você mais gosta? Por quê? Escreva um texto sobre como são as festas mais populares de sua cidade.
3. Pense um pouco e converse com seu colega: Qual é seu livro preferido? Depois de conversar sobre suas preferências e de conhecer as do colega, escreva uma sinopse de quarta capa para seu livro preferido. Essa sinopse será lida, também, por seus colegas, e deve despertar o interesse deles para a leitura do seu livro predileto.
4. Registre na sua “caderneta de anotações de experiências” a evolução diária da germinação do grão de feijão plantado por você. Esse relatório diário deve responder à pergunta: Como está minha sementinha hoje? No seu grupo, compare seu relatório ao de seus colegas e registre as possíveis diferenças na germinação das sementes para discutir no grande grupo.
Dentre as atividades acima, têm uma “função específica e situada numa prática social escolar” as propostas:
TEXTO 4
Nosso aluno deveria, ao produzir um texto, assumir-se como locutor, o que implica:
i) ter o que dizer;
ii) ter razões para dizer o que tem a dizer;
iii) ter para quem dizer o que tem a dizer;
iv) assumir-se como sujeito que diz o que diz para quem diz;
v) escolher estratégias para dizer.
Em suma: os alunos não deveriam produzir “redações”, meros produtos escolares, mas textos diversos que se aproximassem dos usos extraescolares, com função específica e situada dentro de uma prática social escolar.
BUNZEN, C. Da era da composição à era dos gêneros: o ensino de produção de texto no ensino médio. In: BUNZEN, C. e MENDONÇA, M. (Orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 149.
Segundo Bunzen, ao produzir um texto na escola, o aluno deveria “assumir-se como locutor”. Em outras palavras,
as atividades de produção textual, na escola, deveriam oportunizar ao aluno uma escrita:
TEXTO 3
A leitura é um processo de interlocução entre leitor/autor, mediado pelo texto. Encontro com o autor, ausente, que se dá pela sua palavra escrita. Como o leitor, nesse processo, não é passivo, mas agente que busca significações, “o sentido de um texto não é jamais interrompido, já que ele se produz nas situações dialógicas ilimitadas que constituem suas leituras possíveis” (Authier-Revuz, 1982, p. 104).
GERALDI, J. W. (Org.). O texto na sala de aula. 3ª ed. São Paulo: Ática, 2002, p. 91.
No Texto 3, o autor traz uma citação na qual encontramos a ideia de “leituras possíveis”. No contexto em que se
insere, essa expressão faz referência:
TEXTO 3
A leitura é um processo de interlocução entre leitor/autor, mediado pelo texto. Encontro com o autor, ausente, que se dá pela sua palavra escrita. Como o leitor, nesse processo, não é passivo, mas agente que busca significações, “o sentido de um texto não é jamais interrompido, já que ele se produz nas situações dialógicas ilimitadas que constituem suas leituras possíveis” (Authier-Revuz, 1982, p. 104).
GERALDI, J. W. (Org.). O texto na sala de aula. 3ª ed. São Paulo: Ática, 2002, p. 91.
Na visão de Geraldi esboçada acima, na leitura, a palavra escrita tem um papel