Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Texto 3

Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item a seguir.
Da leitura do texto infere-se que, no título, o emprego
da palavra “explosão” e a alusão a “Alegria, Alegria”
são ilustrativos e revelam apenas o sucesso da canção à
época, pois a discussão do texto refere-se à música de
Caetano e de João Gilberto, e não à cultura brasileira
em geral.
Texto 3

Considerando os aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item a seguir.
Nas linhas 40 e 41, “solipsistas” e “isolacionistas”
aproximam-se semanticamente ao se referirem a
preconceitos que aparentam ser expressão do
nacionalismo, mas caracterizam-se, de acordo com o
autor, por serem expressões solitárias e isoladas.
Texto 3

Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.
Os termos “oswaldianamente” (linha 30), “deglutir”
(linha 30) e “incorporar as conquistas” (linha 32), são
alusivos ao Manifesto Antropofágico e ao Movimento
Verde-Amarelo, cujas ideias de assimilação de
diversas culturas sem construções mimetizadas
percorrem todo o texto de Augusto de Campos.
Texto 3

Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.
O emprego recorrente de parênteses no texto de
Augusto de Campos reforça a presença predominante
da função fática da linguagem, pois o autor interrompe
a discussão acerca da canção de Caetano Veloso para,
com informalidade própria dos textos literários,
conversar com mais proximidade com o leitor.
Texto 3

Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.
O autor, por meio dos recursos da citação e da
intertextualidade, utiliza-se de referências à cultura
brasileira e à estrangeira como estratégia de
argumentação ao defender a ideia de que a produção
artística brasileira é autônoma e não sofre influências
externas consistentes desde a Semana de Arte
Moderna, quando adquiriu maturidade estética e,
sobretudo, mais tarde, quando adquiriu universalidade
com o Concretismo.
Texto 3

Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.
Augusto de Campos, ao tratar de tema acerca da
música popular brasileira, insere essa categoria
artística em ambiência cultural ampla, utilizando-se,
para tanto, de elementos textuais que compõem a
linguagem literária, tais como a conotação e a
subjetividade, em defesa do próprio ponto de vista
Texto 2

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir.
Para alguns estudiosos, a sonoridade africana está
relacionada à ideia de cultura popular no Brasil.
Texto 2

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir.
Ao definir o “elemento linguístico negro”, João
Ribeiro, em 1889, foi um precursor do debate acerca
do papel das línguas africanas na formação do
português do Brasil, revolucionando as ideias até então
existentes a respeito do tema.
Texto 2

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir.
O texto critica a ausência de destaque, nas políticas
linguísticas brasileiras, às influências das línguas
africanas sobre a língua portuguesa.
Texto 2

Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir.
As polêmicas e os debates acerca da língua portuguesa
no decorrer do século 19 constituem-se em um debate
político em torno da língua.
Texto 1

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.
O requerimento de inscrição de Maria José de Castro
Rebello Mendes, a despeito da polêmica causada, foi
rapidamente deferido.
Texto 1

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.
As instruções aprovadas por meio do Decreto
n° 12.998, de 24 de abril de 1918, para os concursos
para terceiros oficiais da Secretaria de Estado vêm
sendo aperfeiçoadas desde então, mas muitas das
instruções então aprovadas permanecem válidas até os
dias de hoje.
Texto 1

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.
Em seu despacho, o chanceler demonstra apoio
irrestrito à inscrição de Maria José de Castro Rebello
Mendes, dados os dispositivos legais vigentes à época
a esse respeito.
Texto 1

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.
Nilo Peçanha deferiu o pedido de inscrição de Maria
José de Castro Rebello Mendes no certame para a
contratação de terceiro oficial da Secretaria de Estado,
em razão da carência de pessoal por que vinha
passando essa secretaria há mais de uma década.
[Desconfiar para criar]
Atenção, escritores: desconfiar da observação direta. Um romancista de lápis em punho no meio da vida – esse acaba fazendo apenas reportagens.
Melhor esperar que a poeira baixe, que as águas resserenem, deixar tudo à deriva da memória. Porque a memória escolhe, recria.
Quanto ao poeta, este nunca se lembra, propriamente; inventa.
E por isso é que ele fica muito mais perto da verdadeira realidade.
(Adaptado de: QUINTANA, Mário. Na volta da esquina. Porto Alegre: Editora Globo, 1979, p. 89)
[Modos de valor]
“O ouro é uma coisa maravilhosa”, escreveu Colombo, da Jamaica, aos reis de Espanha em 1503, “seu dono é o senhor de tudo que deseja; o ouro faz até mesmo as almas entrarem no paraíso”. A fé no padrão-ouro e a crença no paraíso cristão saíram combalidas do correr dos séculos, mas o poder do dinheiro se mantém incólume.
O que lhe dá essa força? Papel-moeda ou bit digital, o poder do dinheiro na sua carteira depende da falta dele na carteira dos demais. Se os outros não precisassem dele nem o desejassem, o dinheiro de nada valeria. O dinheiro é poder de mando sobre o trabalho e os bens disponíveis no mercado, mas ele vai muito além disso: o dinheiro representa uma singular fonte de poder nas relações interpessoais – tem o dom de proporcionar ao seu possuidor a renda psíquica suplementar de um especial comando sobre a atenção, o respeito, a deferência e o afeto alheios.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo, Companhia das Letras, 2016, p. 107-108)
[Modos de valor]
“O ouro é uma coisa maravilhosa”, escreveu Colombo, da Jamaica, aos reis de Espanha em 1503, “seu dono é o senhor de tudo que deseja; o ouro faz até mesmo as almas entrarem no paraíso”. A fé no padrão-ouro e a crença no paraíso cristão saíram combalidas do correr dos séculos, mas o poder do dinheiro se mantém incólume.
O que lhe dá essa força? Papel-moeda ou bit digital, o poder do dinheiro na sua carteira depende da falta dele na carteira dos demais. Se os outros não precisassem dele nem o desejassem, o dinheiro de nada valeria. O dinheiro é poder de mando sobre o trabalho e os bens disponíveis no mercado, mas ele vai muito além disso: o dinheiro representa uma singular fonte de poder nas relações interpessoais – tem o dom de proporcionar ao seu possuidor a renda psíquica suplementar de um especial comando sobre a atenção, o respeito, a deferência e o afeto alheios.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo, Companhia das Letras, 2016, p. 107-108)
Mais vale prevenir do que remediar
Os dicionários trazem lições fundamentais, quanto ao justo sentido das palavras: costumam revelar o seu sentido de origem e o de seu emprego atual. Os provérbios também são esclarecedores: numa forma sintética, formulam lições que nascem do que as criaturas aprendem de suas próprias experiências de vida.
Veja-se, por exemplo, o que afirma o provérbio “Mais vale prevenir do que remediar”. Prevenir é “tomar a dianteira”, “antecipar”, tal como dispõe o dicionário. Uma palavra que serve de prima-irmã desse verbete é precaver: daí que previdentes e precavidos seriam aqueles que preferem tomar medidas para não serem surpreendidos por fatos indesejáveis e incontornáveis. Nesse campo conceitual, a ideia comum é a valorização de iniciativas que se devem assumir para administrar o nosso destino até onde for possível. Sabemos todos, no entanto, que nem tudo se previne, e nem tudo tem remédio: vem daí outro provérbio popular, “o que não tem remédio, remediado está”. Como se vê, admite que nem tudo tem solução, ao passo que o provérbio que dá o título deste texto insiste em valorizar toda ação pela qual se busca, justamente, evitar a etapa da falta de remédio: prevenir.
Ainda caminhando pelos verbetes do dicionário e pelas falas dos provérbios, damos com a palavra providência, que tem o sentido comum de “decisão”, “encaminhamento”. Ocorre que se vier com a inicial maiúscula − Providência − estará fazendo subentender a ação divina, a expressão maior de um poder que nos rege a todos. Há quem confie mais na Providência divina do que em qualquer outra instância humana; mas é bom lembrar que há também o provérbio “Deus ajuda a quem cedo madruga”, no qual se sugere que a vontade divina conta com a disposição do nosso trabalho, do nosso empenho, da nossa iniciativa, para se dispor a nos ajudar. Não parece haver contradição alguma entre ter fé, confiar na Providência, e ao mesmo tempo acautelar-se, sendo previdente. A ordem providencial e a ordem previdenciária podem conviver pacificamente, num sistema de reforço mútuo, por que não? A diferença entre ambas está em que a segunda conta com a qualidade da nossa gestão, de vez que seremos responsáveis não apenas pelo espírito de cautela que nos anima, mas sobretudo pelas medidas a tomar para que se administre no presente o que deve ser feito com vistas à garantia de um bom futuro.
(Júlio Ribas de Almeida, inédito)
Mais vale prevenir do que remediar
Os dicionários trazem lições fundamentais, quanto ao justo sentido das palavras: costumam revelar o seu sentido de origem e o de seu emprego atual. Os provérbios também são esclarecedores: numa forma sintética, formulam lições que nascem do que as criaturas aprendem de suas próprias experiências de vida.
Veja-se, por exemplo, o que afirma o provérbio “Mais vale prevenir do que remediar”. Prevenir é “tomar a dianteira”, “antecipar”, tal como dispõe o dicionário. Uma palavra que serve de prima-irmã desse verbete é precaver: daí que previdentes e precavidos seriam aqueles que preferem tomar medidas para não serem surpreendidos por fatos indesejáveis e incontornáveis. Nesse campo conceitual, a ideia comum é a valorização de iniciativas que se devem assumir para administrar o nosso destino até onde for possível. Sabemos todos, no entanto, que nem tudo se previne, e nem tudo tem remédio: vem daí outro provérbio popular, “o que não tem remédio, remediado está”. Como se vê, admite que nem tudo tem solução, ao passo que o provérbio que dá o título deste texto insiste em valorizar toda ação pela qual se busca, justamente, evitar a etapa da falta de remédio: prevenir.
Ainda caminhando pelos verbetes do dicionário e pelas falas dos provérbios, damos com a palavra providência, que tem o sentido comum de “decisão”, “encaminhamento”. Ocorre que se vier com a inicial maiúscula − Providência − estará fazendo subentender a ação divina, a expressão maior de um poder que nos rege a todos. Há quem confie mais na Providência divina do que em qualquer outra instância humana; mas é bom lembrar que há também o provérbio “Deus ajuda a quem cedo madruga”, no qual se sugere que a vontade divina conta com a disposição do nosso trabalho, do nosso empenho, da nossa iniciativa, para se dispor a nos ajudar. Não parece haver contradição alguma entre ter fé, confiar na Providência, e ao mesmo tempo acautelar-se, sendo previdente. A ordem providencial e a ordem previdenciária podem conviver pacificamente, num sistema de reforço mútuo, por que não? A diferença entre ambas está em que a segunda conta com a qualidade da nossa gestão, de vez que seremos responsáveis não apenas pelo espírito de cautela que nos anima, mas sobretudo pelas medidas a tomar para que se administre no presente o que deve ser feito com vistas à garantia de um bom futuro.
(Júlio Ribas de Almeida, inédito)
Mais vale prevenir do que remediar
Os dicionários trazem lições fundamentais, quanto ao justo sentido das palavras: costumam revelar o seu sentido de origem e o de seu emprego atual. Os provérbios também são esclarecedores: numa forma sintética, formulam lições que nascem do que as criaturas aprendem de suas próprias experiências de vida.
Veja-se, por exemplo, o que afirma o provérbio “Mais vale prevenir do que remediar”. Prevenir é “tomar a dianteira”, “antecipar”, tal como dispõe o dicionário. Uma palavra que serve de prima-irmã desse verbete é precaver: daí que previdentes e precavidos seriam aqueles que preferem tomar medidas para não serem surpreendidos por fatos indesejáveis e incontornáveis. Nesse campo conceitual, a ideia comum é a valorização de iniciativas que se devem assumir para administrar o nosso destino até onde for possível. Sabemos todos, no entanto, que nem tudo se previne, e nem tudo tem remédio: vem daí outro provérbio popular, “o que não tem remédio, remediado está”. Como se vê, admite que nem tudo tem solução, ao passo que o provérbio que dá o título deste texto insiste em valorizar toda ação pela qual se busca, justamente, evitar a etapa da falta de remédio: prevenir.
Ainda caminhando pelos verbetes do dicionário e pelas falas dos provérbios, damos com a palavra providência, que tem o sentido comum de “decisão”, “encaminhamento”. Ocorre que se vier com a inicial maiúscula − Providência − estará fazendo subentender a ação divina, a expressão maior de um poder que nos rege a todos. Há quem confie mais na Providência divina do que em qualquer outra instância humana; mas é bom lembrar que há também o provérbio “Deus ajuda a quem cedo madruga”, no qual se sugere que a vontade divina conta com a disposição do nosso trabalho, do nosso empenho, da nossa iniciativa, para se dispor a nos ajudar. Não parece haver contradição alguma entre ter fé, confiar na Providência, e ao mesmo tempo acautelar-se, sendo previdente. A ordem providencial e a ordem previdenciária podem conviver pacificamente, num sistema de reforço mútuo, por que não? A diferença entre ambas está em que a segunda conta com a qualidade da nossa gestão, de vez que seremos responsáveis não apenas pelo espírito de cautela que nos anima, mas sobretudo pelas medidas a tomar para que se administre no presente o que deve ser feito com vistas à garantia de um bom futuro.
(Júlio Ribas de Almeida, inédito)