Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2019 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Administrativo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Procurador Municipal | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Geógrafo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Engenheiro Ambiental | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Alimentação | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Odontologia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Veterinário | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Biólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Farmácia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Tributos Municipais | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal do Meio Ambiente | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Clínico Geral | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Psiquiatra |
Q1162355 Português

Leia o texto para responder a questão.

Trecho do livro Grande Sertão Veredas

João Guimarães Rosa

(...) De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava. Não possuía os prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe vivo no moquém: quem mói no asp'ro não fantasêia. Mas, agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos desassossegos, estou de range rede. E me inventei neste gosto de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou o dito. Abrenúncio. Essas melancolias. O senhor vê: existe cachoeira; e pois? Mas cachoeira é barranco de chão, e água se caindo por ele, retombando; o senhor consome essa água, ou desfaz o barranco, sobra cachoeira alguma? Viver é negócio muito perigoso...

Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem dos avessos. Solto, por si cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é alta mercê que me faz: e pedir posso encarecido. Este caso – por estúrdio que me vejam – é de minha certa importância. Tomara não fosse... Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia.

Já sabia, esperava por ela – já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter sua aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar... Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças – eu digo. Pois é ditado: “menino – trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, nas terras, no vento... Estrumes... O diabo na rua, no meio do redemundo...

Hem? Hem? Ah. Figuração minha, de pior pra trás, as certas lembranças. Mal haja-me! Sofro-me pena de contar não... Melhor, se arrepare: pois, num chão, e com igual formato de ramos e folhas, não dá mandioca mansa, que se come comum, e a mandioca-brava, que mata? Agora, o senhor já viu azangada – motivos não sei; às vezes se diz que é replantada no terreno sempre, com mudas seguidas de manaíbas – vai em amargando, de tanto em tanto, de si mesmo toma peçonhas. E, ora veja: a outra, a mandioca-brava, também é que às vezes que fica mansa, a esmo, de se comer sem nenhum mal. E que é isso? Eh, o senhor que já viu, por ver, a feiura de ódio franzido, carantonho, nas faces duma cobra cascavel? Observou o porco gordo, cada dia mais feliz bruto, capaz de, pudesse, roncar e engolir por sua comodidade o mundo todo? E gavião, corvo, alguns, as feições deles já representam a precisão de talhar para adiante, rasgar e estraçalhar a bico, parece uma quicé muito afiada por ruim desejo. Tudo. Tem até tortas raças de pedras, horrorosas, venenosas – que estragam mortal a água, se estão jazendo em fundo de poço; o diabo dentro delas dorme: são o demo. Se sabe? E o demo – que é só assim o significado dum azougue maligno – tem ordem de seguir o caminho dele, tem licença para campear?! Arre, ele está misturado em tudo.

Que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria de amor - compadre meu Quelemém, diz. Família. Deveras? É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois - e Deus, junto. Vi muitas nuvens. 

No fragmento “...o senhor consome essa água.” O termo ‘essa’, considerando o contexto e os princípios coesivos é um
Alternativas
Ano: 2019 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Administrativo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Procurador Municipal | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Geógrafo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Engenheiro Ambiental | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Alimentação | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Odontologia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Veterinário | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Biólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Farmácia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Tributos Municipais | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal do Meio Ambiente | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Clínico Geral | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Psiquiatra |
Q1162353 Português

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Trecho do livro Grande Sertão Veredas

João Guimarães Rosa

(...) De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava. Não possuía os prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe vivo no moquém: quem mói no asp'ro não fantasêia. Mas, agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos desassossegos, estou de range rede. E me inventei neste gosto de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou o dito. Abrenúncio. Essas melancolias. O senhor vê: existe cachoeira; e pois? Mas cachoeira é barranco de chão, e água se caindo por ele, retombando; o senhor consome essa água, ou desfaz o barranco, sobra cachoeira alguma? Viver é negócio muito perigoso...

Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem dos avessos. Solto, por si cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é alta mercê que me faz: e pedir posso encarecido. Este caso – por estúrdio que me vejam – é de minha certa importância. Tomara não fosse... Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia.

Já sabia, esperava por ela – já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter sua aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar... Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças – eu digo. Pois é ditado: “menino – trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, nas terras, no vento... Estrumes... O diabo na rua, no meio do redemundo...

Hem? Hem? Ah. Figuração minha, de pior pra trás, as certas lembranças. Mal haja-me! Sofro-me pena de contar não... Melhor, se arrepare: pois, num chão, e com igual formato de ramos e folhas, não dá mandioca mansa, que se come comum, e a mandioca-brava, que mata? Agora, o senhor já viu azangada – motivos não sei; às vezes se diz que é replantada no terreno sempre, com mudas seguidas de manaíbas – vai em amargando, de tanto em tanto, de si mesmo toma peçonhas. E, ora veja: a outra, a mandioca-brava, também é que às vezes que fica mansa, a esmo, de se comer sem nenhum mal. E que é isso? Eh, o senhor que já viu, por ver, a feiura de ódio franzido, carantonho, nas faces duma cobra cascavel? Observou o porco gordo, cada dia mais feliz bruto, capaz de, pudesse, roncar e engolir por sua comodidade o mundo todo? E gavião, corvo, alguns, as feições deles já representam a precisão de talhar para adiante, rasgar e estraçalhar a bico, parece uma quicé muito afiada por ruim desejo. Tudo. Tem até tortas raças de pedras, horrorosas, venenosas – que estragam mortal a água, se estão jazendo em fundo de poço; o diabo dentro delas dorme: são o demo. Se sabe? E o demo – que é só assim o significado dum azougue maligno – tem ordem de seguir o caminho dele, tem licença para campear?! Arre, ele está misturado em tudo.

Que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria de amor - compadre meu Quelemém, diz. Família. Deveras? É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois - e Deus, junto. Vi muitas nuvens. 

Esse texto apresenta de forma predominante a literalidade porque
Alternativas
Ano: 2019 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Administrativo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Procurador Municipal | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Geógrafo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Engenheiro Ambiental | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Alimentação | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Odontologia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Veterinário | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Biólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Farmácia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Tributos Municipais | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal do Meio Ambiente | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Clínico Geral | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Psiquiatra |
Q1162352 Português

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Trecho do livro Grande Sertão Veredas

João Guimarães Rosa

(...) De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava. Não possuía os prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe vivo no moquém: quem mói no asp'ro não fantasêia. Mas, agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos desassossegos, estou de range rede. E me inventei neste gosto de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou o dito. Abrenúncio. Essas melancolias. O senhor vê: existe cachoeira; e pois? Mas cachoeira é barranco de chão, e água se caindo por ele, retombando; o senhor consome essa água, ou desfaz o barranco, sobra cachoeira alguma? Viver é negócio muito perigoso...

Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem dos avessos. Solto, por si cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é alta mercê que me faz: e pedir posso encarecido. Este caso – por estúrdio que me vejam – é de minha certa importância. Tomara não fosse... Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia.

Já sabia, esperava por ela – já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter sua aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar... Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças – eu digo. Pois é ditado: “menino – trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, nas terras, no vento... Estrumes... O diabo na rua, no meio do redemundo...

Hem? Hem? Ah. Figuração minha, de pior pra trás, as certas lembranças. Mal haja-me! Sofro-me pena de contar não... Melhor, se arrepare: pois, num chão, e com igual formato de ramos e folhas, não dá mandioca mansa, que se come comum, e a mandioca-brava, que mata? Agora, o senhor já viu azangada – motivos não sei; às vezes se diz que é replantada no terreno sempre, com mudas seguidas de manaíbas – vai em amargando, de tanto em tanto, de si mesmo toma peçonhas. E, ora veja: a outra, a mandioca-brava, também é que às vezes que fica mansa, a esmo, de se comer sem nenhum mal. E que é isso? Eh, o senhor que já viu, por ver, a feiura de ódio franzido, carantonho, nas faces duma cobra cascavel? Observou o porco gordo, cada dia mais feliz bruto, capaz de, pudesse, roncar e engolir por sua comodidade o mundo todo? E gavião, corvo, alguns, as feições deles já representam a precisão de talhar para adiante, rasgar e estraçalhar a bico, parece uma quicé muito afiada por ruim desejo. Tudo. Tem até tortas raças de pedras, horrorosas, venenosas – que estragam mortal a água, se estão jazendo em fundo de poço; o diabo dentro delas dorme: são o demo. Se sabe? E o demo – que é só assim o significado dum azougue maligno – tem ordem de seguir o caminho dele, tem licença para campear?! Arre, ele está misturado em tudo.

Que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria de amor - compadre meu Quelemém, diz. Família. Deveras? É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois - e Deus, junto. Vi muitas nuvens. 

Conforme o pensamento dialético de Riobaldo, tudo é relativo e depende do ponto de vista. No texto, essa relatividade pode ser comprovada com os argumentos sobre o bem e o mal. Qual é o outro aspecto que também traz essa mesma ideia?
Alternativas
Ano: 2019 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Administrativo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Procurador Municipal | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Geógrafo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Engenheiro Ambiental | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Alimentação | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Odontologia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Veterinário | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Biólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Farmácia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Tributos Municipais | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal do Meio Ambiente | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Clínico Geral | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Psiquiatra |
Q1162350 Português

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Trecho do livro Grande Sertão Veredas

João Guimarães Rosa

(...) De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava. Não possuía os prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe vivo no moquém: quem mói no asp'ro não fantasêia. Mas, agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos desassossegos, estou de range rede. E me inventei neste gosto de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou o dito. Abrenúncio. Essas melancolias. O senhor vê: existe cachoeira; e pois? Mas cachoeira é barranco de chão, e água se caindo por ele, retombando; o senhor consome essa água, ou desfaz o barranco, sobra cachoeira alguma? Viver é negócio muito perigoso...

Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem dos avessos. Solto, por si cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é alta mercê que me faz: e pedir posso encarecido. Este caso – por estúrdio que me vejam – é de minha certa importância. Tomara não fosse... Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia.

Já sabia, esperava por ela – já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter sua aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar... Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças – eu digo. Pois é ditado: “menino – trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, nas terras, no vento... Estrumes... O diabo na rua, no meio do redemundo...

Hem? Hem? Ah. Figuração minha, de pior pra trás, as certas lembranças. Mal haja-me! Sofro-me pena de contar não... Melhor, se arrepare: pois, num chão, e com igual formato de ramos e folhas, não dá mandioca mansa, que se come comum, e a mandioca-brava, que mata? Agora, o senhor já viu azangada – motivos não sei; às vezes se diz que é replantada no terreno sempre, com mudas seguidas de manaíbas – vai em amargando, de tanto em tanto, de si mesmo toma peçonhas. E, ora veja: a outra, a mandioca-brava, também é que às vezes que fica mansa, a esmo, de se comer sem nenhum mal. E que é isso? Eh, o senhor que já viu, por ver, a feiura de ódio franzido, carantonho, nas faces duma cobra cascavel? Observou o porco gordo, cada dia mais feliz bruto, capaz de, pudesse, roncar e engolir por sua comodidade o mundo todo? E gavião, corvo, alguns, as feições deles já representam a precisão de talhar para adiante, rasgar e estraçalhar a bico, parece uma quicé muito afiada por ruim desejo. Tudo. Tem até tortas raças de pedras, horrorosas, venenosas – que estragam mortal a água, se estão jazendo em fundo de poço; o diabo dentro delas dorme: são o demo. Se sabe? E o demo – que é só assim o significado dum azougue maligno – tem ordem de seguir o caminho dele, tem licença para campear?! Arre, ele está misturado em tudo.

Que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria de amor - compadre meu Quelemém, diz. Família. Deveras? É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois - e Deus, junto. Vi muitas nuvens. 

Embora o texto seja narrativo ele é apresentado numa estrutura dissertativa-argumentativa e o narrador desenvolve uma ideia principal sustentada por argumentos. Qual é essa ideia?
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Ano: 2019 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Senador Canedo - GO Provas: Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Administrativo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Procurador Municipal | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Geógrafo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Engenheiro Ambiental | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Assistente Social | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Enfermeiro | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Alimentação | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Odontologia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Veterinário | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista Ambiental - Biólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Fisioterapeuta | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Saúde Pública - Farmácia | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Psicólogo | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Analista de Saúde - Biomédico | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal de Tributos Municipais | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Fiscal do Meio Ambiente | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Clínico Geral | Itame - 2019 - Prefeitura de Senador Canedo - GO - Médico - Psiquiatra |
Q1162349 Português

Leia o texto para responder a questão.

Trecho do livro Grande Sertão Veredas

João Guimarães Rosa

(...) De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava. Não possuía os prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe vivo no moquém: quem mói no asp'ro não fantasêia. Mas, agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos desassossegos, estou de range rede. E me inventei neste gosto de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou o dito. Abrenúncio. Essas melancolias. O senhor vê: existe cachoeira; e pois? Mas cachoeira é barranco de chão, e água se caindo por ele, retombando; o senhor consome essa água, ou desfaz o barranco, sobra cachoeira alguma? Viver é negócio muito perigoso...

Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem dos avessos. Solto, por si cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é alta mercê que me faz: e pedir posso encarecido. Este caso – por estúrdio que me vejam – é de minha certa importância. Tomara não fosse... Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia.

Já sabia, esperava por ela – já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter sua aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar... Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças – eu digo. Pois é ditado: “menino – trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, nas terras, no vento... Estrumes... O diabo na rua, no meio do redemundo...

Hem? Hem? Ah. Figuração minha, de pior pra trás, as certas lembranças. Mal haja-me! Sofro-me pena de contar não... Melhor, se arrepare: pois, num chão, e com igual formato de ramos e folhas, não dá mandioca mansa, que se come comum, e a mandioca-brava, que mata? Agora, o senhor já viu azangada – motivos não sei; às vezes se diz que é replantada no terreno sempre, com mudas seguidas de manaíbas – vai em amargando, de tanto em tanto, de si mesmo toma peçonhas. E, ora veja: a outra, a mandioca-brava, também é que às vezes que fica mansa, a esmo, de se comer sem nenhum mal. E que é isso? Eh, o senhor que já viu, por ver, a feiura de ódio franzido, carantonho, nas faces duma cobra cascavel? Observou o porco gordo, cada dia mais feliz bruto, capaz de, pudesse, roncar e engolir por sua comodidade o mundo todo? E gavião, corvo, alguns, as feições deles já representam a precisão de talhar para adiante, rasgar e estraçalhar a bico, parece uma quicé muito afiada por ruim desejo. Tudo. Tem até tortas raças de pedras, horrorosas, venenosas – que estragam mortal a água, se estão jazendo em fundo de poço; o diabo dentro delas dorme: são o demo. Se sabe? E o demo – que é só assim o significado dum azougue maligno – tem ordem de seguir o caminho dele, tem licença para campear?! Arre, ele está misturado em tudo.

Que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria de amor - compadre meu Quelemém, diz. Família. Deveras? É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é... Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois - e Deus, junto. Vi muitas nuvens. 

O narrador, Riobaldo, conta sua história a um interlocutor que está presente, porém sua voz não se manifesta claramente na narrativa. Riobaldo afirma que, quando era jagunço, não tinha tempo para fantasiar, mas agora dera para especular ideias. Qual é o assunto que lhe interessa?
Alternativas
Q1162179 Português

Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.


A forma “disso” (linha 23) retoma, no texto, “as pressões socioeconômicas contínuas são reconhecidas como riscos para a saúde mental de indivíduos e comunidades” (linhas de 20 a 22).

Alternativas
Q1162178 Português

Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue o item.


O termo “organização” (linha 14) refere‐se a algum ente estatal não mencionado anteriormente no texto.

Alternativas
Q1162174 Português

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


Compreende‐se do texto que estratégias e intervenções efetivas de saúde pública e intersetoriais existem para promover, proteger e restaurar a saúde mental.

Alternativas
Q1162173 Português

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


Considerando os fatores sociais e psicológicos relacionados à saúde mental, seriam formas específicas de promoção da saúde mental a atuação em programas direcionados a grupos vulneráveis, incluindo minorias, pessoas indígenas, migrantes e indivíduos afetados por conflitos e desastres, além de programas de prevenção do estresse no trabalho.

Alternativas
Q1162171 Português

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


Uma implicação importante da definição de saúde mental da OPAS é que a saúde mental é mais do que a ausência de transtornos mentais ou deficiências.

Alternativas
Q1160791 Português

Leia o texto para responder a questão.


Não quero lhe falar

Meu grande amor

Das coisas que aprendi

Nos discos

Quero lhe contar como eu vivi

E tudo o que aconteceu comigo


Viver é melhor que sonhar

Eu sei que o amor

É uma coisa boa

Mas também sei

Que qualquer canto

É menor do que a vida

De qualquer pessoa


Por isso cuidado, meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram e o sinal

Está fechado pra nós

Que somos jovens


Para abraçar meu irmão

E beijar minha menina na rua

É que se fez o meu lábio

O meu braço e a minha voz


Você me pergunta

Pela minha paixão

Digo que estou encantado

Como uma nova invenção

Vou ficar nesta cidade

Não vou voltar pro sertão

Pois vejo vir vindo no vento

O cheiro da nova estação

E eu sinto tudo na ferida viva

Do meu coração


Já faz tempo

E eu vi você na rua

Cabelo ao vento

Gente jovem reunida

Na parede da memória

Esta lembrança

É o quadro que dói mais


Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo, tudo

Tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais


Nossos ídolos

Ainda são os mesmos

E as aparências, as aparências

Não enganam, não

Você diz que depois deles

Não apareceu mais ninguém


Você pode até dizer

Que eu estou por fora

Ou então

Que eu estou enganando


Mas é você

Que ama o passado

E que não vê

É você

Que ama o passado

E que não vê

Que o novo sempre vem


E hoje eu sei, eu sei

Que quem me deu a ideia

De uma nova consciência

E juventude

Está em casa

Guardado por Deus

Contando o seus metais


Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo, tudo

Tudo o que fizemos

Ainda somos


Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Como os nossos pais


Belchior, Como nossos pais. 

Marque a opção verdadeira, considerando a letra da música:
Alternativas
Q1160789 Português

Leia o texto para responder a questão.


Não quero lhe falar

Meu grande amor

Das coisas que aprendi

Nos discos

Quero lhe contar como eu vivi

E tudo o que aconteceu comigo


Viver é melhor que sonhar

Eu sei que o amor

É uma coisa boa

Mas também sei

Que qualquer canto

É menor do que a vida

De qualquer pessoa


Por isso cuidado, meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram e o sinal

Está fechado pra nós

Que somos jovens


Para abraçar meu irmão

E beijar minha menina na rua

É que se fez o meu lábio

O meu braço e a minha voz


Você me pergunta

Pela minha paixão

Digo que estou encantado

Como uma nova invenção

Vou ficar nesta cidade

Não vou voltar pro sertão

Pois vejo vir vindo no vento

O cheiro da nova estação

E eu sinto tudo na ferida viva

Do meu coração


Já faz tempo

E eu vi você na rua

Cabelo ao vento

Gente jovem reunida

Na parede da memória

Esta lembrança

É o quadro que dói mais


Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo, tudo

Tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais


Nossos ídolos

Ainda são os mesmos

E as aparências, as aparências

Não enganam, não

Você diz que depois deles

Não apareceu mais ninguém


Você pode até dizer

Que eu estou por fora

Ou então

Que eu estou enganando


Mas é você

Que ama o passado

E que não vê

É você

Que ama o passado

E que não vê

Que o novo sempre vem


E hoje eu sei, eu sei

Que quem me deu a ideia

De uma nova consciência

E juventude

Está em casa

Guardado por Deus

Contando o seus metais


Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo, tudo

Tudo o que fizemos

Ainda somos


Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Como os nossos pais


Belchior, Como nossos pais. 

Sobre a letra da música acima, Como nossos pais, pode-se interpretar como:
Alternativas
Q1160784 Português

Leia o texto para a questão.


Bem no fundo

(Paulo Leminski) 


No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria

de ver nossos problemas

resolvidos por decreto

a partir desta data, aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela - silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso, maldito seja quem olhar pra trás,

lá pra trás não há nada, e nada mais

mas problemas não se resolvem, problemas têm família grande, e aos domingos

saem todos a passear

o problema, sua senhora

e outros pequenos probleminhas.


Disponível em: http://www.revistabula.com/385-15-melhores-poemas-de-paulo-leminski/. Acesso em 22 de Dezembro de 2017

Na última parte do poema, ao descrever a família do problema, o autor permite o entendimento de que:
Alternativas
Q1159952 Português

LEIA O TEXTO PARA RESPONDER À QUESTÃO.


Escrevo porque à medida que escrevo vou me entendendo

e entendendo o que quero dizer, entendo o que posso fazer.

Escrevo porque sinto necessidade de

aprofundar as coisas, de vê-las como realmente são...


Clarice Lispector

No fragmento do texto que você acabou de ler, Clarice Lispector fala sobre quão difícil é o ato da escrita. Mas infelizmente, ainda existem muitos mitos quando se refere ao tema explorado pela escritora. Das alternativas abaixo qual NÃO é uma falsa ideia sobre a escrita:
Alternativas
Q1159779 Português

Leia o texto para responder a questão.

O essencial

    Há certas coisas que são essenciais na vida. Muitos poderão achar que exagero, que a vida segue sua marcha sem a necessidade delas. Discordo. Viver a vida sem elas é coisa de gente atrasada, de gente que ainda não descobriu como separar o bom do ruim.

    Veja as lágrimas. Assistia a um filme bobinho e num certo momento elas despencaram; até tentei segurá-las, mas incrivelmente não foi possível. Um instante mágico, na visão de Adélia Prado1 , um momento de acarinhar eternidades* guardadas na memória. Se você não se deixa emocionar por coisas bobinhas, um filme, uma música, um livro, você não está vivendo bem, está desperdiçando momentos preciosos de sua existência; ou carece de eternidades, o que é muito pior.

* eternidades: tudo o que você viveu e que a memória gravou, porque valeu a pena.

(Sergio Geia. www.cronicadodia.com.br. Adaptado)

1 Adélia Prado: escritora brasileira.

O autor dialoga explicitamente com o leitor na seguinte passagem:
Alternativas
Q1159778 Português

Leia o texto para responder a questão.

O essencial

    Há certas coisas que são essenciais na vida. Muitos poderão achar que exagero, que a vida segue sua marcha sem a necessidade delas. Discordo. Viver a vida sem elas é coisa de gente atrasada, de gente que ainda não descobriu como separar o bom do ruim.

    Veja as lágrimas. Assistia a um filme bobinho e num certo momento elas despencaram; até tentei segurá-las, mas incrivelmente não foi possível. Um instante mágico, na visão de Adélia Prado1 , um momento de acarinhar eternidades* guardadas na memória. Se você não se deixa emocionar por coisas bobinhas, um filme, uma música, um livro, você não está vivendo bem, está desperdiçando momentos preciosos de sua existência; ou carece de eternidades, o que é muito pior.

* eternidades: tudo o que você viveu e que a memória gravou, porque valeu a pena.

(Sergio Geia. www.cronicadodia.com.br. Adaptado)

1 Adélia Prado: escritora brasileira.

Para o autor, viver bem requer 
Alternativas
Q1159777 Português

Leia os quadrinhos para responder a questão.


(M. Schulz. Minduim Charles. O Estado de S. Paulo. 21.06.2019. https://cultura.estadao.com.br)

As formas verbais estivesse, inclinaria e daria (3º quadrinho) têm sentido de
Alternativas
Q1159656 Português
Leia com atenção a notícia a seguir para responder a questão .

Udesc promove evento de formação em educação musical de 3 a 5 de outubro

O Grupo de Pesquisa Música e Educação (MusE), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), promove de 3 a 5 de outubro o 8º Encontro anual do MusE. O evento oferece minicursos, palestras e mesas redondas sobre o ensino de música na educação básica. Todas as atividades acontecem no Centro de Artes (Ceart) em Florianópolis. [...] Os convidados são professores e pesquisadores da área, que vêm de Santa Catarina, São Paulo e Brasília. O objetivo do evento é a troca de experiências entre os profissionais para fortalecer a discussão sobre a educação musical no Brasil. “Este ano queremos discutir a educação básica, porque temos questões da base nacional comum curricular. As artes batalharam tanto para estarem inseridas como disciplina dentro da educação básica, e agora a gente tem um retrocesso”, responde Regina Finck sobre a importância do evento. O coral do Colégio Aplicação (CA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) se apresenta na Udesc Ceartno dia 4 de outubro. O grupo faz parte da atividade de extensão “Cantoria – Coral Infantil do CA”, orientada pelos professores Luciano Py de Oliveira e Maria Cristiane Deltregia Reys. [...] Entre as atividades da programação está o minicurso “Percussão na Educação musical”. A atividade é voltada para educadores musicais, pedagogos e estudantes de graduação. O professor José Rodrigo Velho, da Udesc, apresenta atividades práticas e recursos didáticos para o estudo de percussão em sala de aula. O ministrante é doutor em educação, e atualmente leciona e pesquisa sobre educação musical na Udesc.


Leia atentamente o texto acima e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q1159654 Português
Com base na leitura atenta de trechos do texto a seguir, responda a questão a seguir.

14 de JUNHO ...Está chovendo. Eu não posso ir catar papel. O dia que chove eu sou mendiga. Já ando mesmo trapuda e suja. Já uso uniforme dos indigentes. E hoje é sábado. Os favelados são considerados mendigos. Vou aproveitar a deixa. A Vera não vai sair comigo porque está chovendo. (...) Ageitei um guarda-chuva velho que achei no lixo e saí. Fui no Frigorifico, ganhei uns ossos. Já serve. Faço sopa. Já que a barriga não fica vazia, tentei viver com ar. Comecei desmaiar. Então resolvi trabalhar porque eu não quero desistir da vida.
         Quero ver como é que eu vou morrer. Ninguem deve alimentar a ideia de suicidio. Mas hoje em dia os que vivem até chegar a hora da morte, é um heroi. Porque quem não é forte desanima.
       ...Vi uma senhora reclamar que ganhou só ossos no Frigorifico e que os ossos estavam limpos. - E eu que gosto tanto de carne.
         Fiquei nervosa ouvindo a mulher lamentar-se porque é duro a gente vir ao mundo e não poder nem comer. Pelo que observo, Deus é o rei dos sabios. Ele pois os homens e os animais no mundo. Mas os animais quem lhes alimenta é a Natureza porque se os animais fossem alimentados igual aos homens, havia de sofrer muito. Eu penso isto, porque quando eu não tenho nada para comer, invejo o animais.
        ...Enquanto eu esperava na fila para ganhar bolachas ia ouvindo as mulheres lamentar-se outra mulher reclamava que passou numa casa e pediu uma esmola. A dona da casa mandou esperar (...) A mulher continuou dizendo que a dona da casa surgiu com um embrulho e deu-lhe. Ela não quiz abrir o embrulho perto das colegas, com receio que elas pedissem. Começou pensar. Será um pedaço de queijo? Será carne? Quando ela chegou em casa, a primeira coisa que fez, foi desfazer o embrulho porque a curiosidade é amiga das mulheres. Quando desfez o embrulho viu que eram ratos mortos.
        Tem pessoas que zombam dos que pedem. [...] Mas os mendigos já estão habituados a ganhar as bolachas todos os sabados.
         Não ganhei bolacha e fui na feira, catar verduras. Encontrei com a dona Maria do José Bento e começamos a falar sobre o custo de vida.


Ref. JESUS, Carolina Maria. Quarto de Despejo, diário de uma favelada. São Paulo, Editora Ática, 2001 [1960], 8ª Edição, pg. 55-56.
Após a leitura atenta do trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1159653 Português
Para responder à questão , leia a propaganda a seguir, veiculada pelo Ministério da Educação em sua página virtual, que faz referência ao lançamento do game de realidade virtual “Pokémon Go”.
Imagem associada para resolução da questão

A partir da leitura atenta da propaganda, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Respostas
21741: C
21742: D
21743: C
21744: D
21745: B
21746: C
21747: E
21748: C
21749: C
21750: C
21751: A
21752: C
21753: C
21754: C
21755: C
21756: A
21757: C
21758: D
21759: D
21760: A