Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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(Raphael Hernandes. “Presidente da Microsoft alerta para consequências da tecnologia”. www1.folha.uol.com.br, 12.02.2019. Adaptado)
De acordo com o texto,
O acelerador de partículas Sirius completou a primeira volta de elétrons recentemente e, mesmo com os seguidos cortes na área científica do país, a previsão para a conclusão das obras é para o fim de 2020. Quando as obras acabarem, o acelerador de partículas Sirius será o equipamento mais avançado do mundo na geração de luz síncrotron. Ao todo, são 68 mil m² de área construída. A luz síncrotron gerada pelo Sirius será capaz de analisar a estrutura de qualquer material na escala dos átomos e das moléculas, que poderá contribuir no desenvolvimento de fármacos e baterias, por exemplo. Quando estiver em funcionamento, também permitirá reconstituir o movimento de fenômenos químicos e biológicos ultrarrápidos que ocorrem na escala dos átomos e das moléculas, importantes para o desenvolvimento de fármacos e materiais tecnológicos, como baterias mais duradouras.
Em novembro de 2018, foi inaugurada a primeira etapa do projeto. A solenidade contou com a presença do então presidente da República, Michel Temer, em Campinas, interior de São Paulo, onde o equipamento foi construído. Hoje, entre os três aceleradores do Sirius, os dois primeiros já estão montados. Ainda assim, falta a parte de instalação de potência dos aceleradores, que deve acontecer em maio de 2019. Na mira da comunidade científica internacional, – que no futuro também poderá utilizar o espaço –, a construção do acelerador de partículas ainda enfrenta alguns percalços.
“A construção do Sirius ainda esbarra nos subsequentes cortes de investimentos do governo federal”, conta o diretor do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), José Roque da Silva. Em decreto publicado em março de 2019, o governo federal decidiu congelar uma parcela das verbas do orçamento em praticamente todas as áreas. O Ministério de Ciência e Tecnologia, por exemplo, sofreu congelamento de 41,97% do orçamento. A medida, pensada para tentar cumprir a meta de deficit primário do país, pode afetar em cheio outros orçamentos, como o do Sirius. “Nesse momento dá para dizer que o Ministério está mantendo o cronograma atual”, diz. “Eu diria que é cedo para dar alguma informação mais definitiva, mas a situação da ciência e tecnologia no país é, como um todo, preocupante”, explica Roque.
No futuro, a expectativa do CNPEM é de conseguir ampliar as fontes de recursos do Sirius –principalmente após o fim das obras. Segundo Roque, outros ministérios, como o de Minas e Energia, Saúde e Agricultura também estão interessados em utilizar o acelerador. Além dos agentes do governo, como explica o diretor do CNPEM, os setores privados também têm demonstrado interesse em investir no Sirius. A construção do novo acelerador de partículas deve custar um valor estimado de R$ 1,8 bilhão.
Além do Sirius, existe um antigo acelerador de fonte de luz síncrotron, o UVX, lançado em 1997. Atualmente considerado ultrapassado, o UVX já participou de importantes descobertas para a pesquisa brasileira como, por exemplo, entender o funcionamento de uma proteína essencial para a reprodução do zika vírus. O diretor científico do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Harry Westfahl Junior, espera que nos próximos dois anos o número das linhas de luz do UVX – que hoje é de 13 linhas com diversas técnicas de análise microscópica – salte para 18. Atualmente, duas vezes por ano é aberto chamado para projetos acadêmicos coordenados pelo LNLS. “Cientistas de qualquer centro de pesquisa no mundo, empresarial ou acadêmico, podem submeter seus trabalhos”, conta. Como o atual acelerador UVX será substituído pelo Sirius, as novas linhas de luz serão gradualmente montadas ali.
Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/ noticia/2019/04/apesar-de-cortes-obras-avancam-no-aceleradorde-particulas-sirius.html> Acesso em 14/abr/2019 [Adaptado]
Assinale a alternativa correta, com base no texto.
Esse pensamento se apoia em uma metáfora de equitação. Assinale o único termo que não faz parte dessa metáfora.
Cada um dos termos destacados desse pensamento tem seu equivalente semântico indicado. Assinale a correspondência incorreta.
O termo “danação de Babel” (texto 3) se refere:
1 Puxa, ecologia da orelha? O que é isso? Seria tudo aquilo que nasce, cresce e morre em nossas orelhas? De certa forma sim, desde que não pensemos em coisas materiais e palpáveis. Nossas orelhas recebem muitas vozes, acolhem muitos pensamentos, ouvem muitas confissões, segredos... 5 As palavras vêm voando pelo ar como anjos e penetram em nossas orelhas rumo ao nosso cérebro e coração. Se as palavras são vistas pelos poetas como se fossem anjos, elas deveriam ser bastante construtivas, animadoras, cheias de vida, como os anjos bons que muitos acreditam que cuidam da vida das pessoas, e até mesmo dos animais, da relva... 10 Existe um poema judaico que diz que toda relva tem um anjo bom que sussurra para ela: Cresce! Cresce! Quando dizemos palavras que entusiasmam, que valorizam o outro, estamos fazendo a ecologia da orelha, dizendo coisas que trarão paz, harmonia e felicidade para as pessoas que estão à nossa volta. Quando fazemos o repasse da fofoca, do tipo: Sabe o que fulano falou de você? Ele disse que... E aí vem um monte de coisa ruim, que deprecia e desanima o outro, nesse momento, estamos fazendo a poluição da orelha, cabeça e coração de nosso amigo. 15 Ecologia da orelha é passar para frente só o que for bom, o que trouxer exuberância e alegria para os outros, aquilo que lhes estimule o amor, a autoconfiança e deixar de lado tudo aquilo que sabemos que trará tristeza, sentimentos de inferioridade e raiva. Como essa ecologia revolucionária poderá acontecer entre as pessoas [...]? [...] Fonte: SCHLÖGL, Emerli. A ecologia da orelha.
Disponível em: <https://ipfer.com.br/gper/wp-content/uploads/sites/2/2018/02/ensino-religioso-5- ano.pdf>. Acesso em: 5 maio 2019. Adaptado.
Conforme o texto, “ecologia da orelha” significa:
1 Puxa, ecologia da orelha? O que é isso? Seria tudo aquilo que nasce, cresce e morre em nossas orelhas? De certa forma sim, desde que não pensemos em coisas materiais e palpáveis. Nossas orelhas recebem muitas vozes, acolhem muitos pensamentos, ouvem muitas confissões, segredos... 5 As palavras vêm voando pelo ar como anjos e penetram em nossas orelhas rumo ao nosso cérebro e coração. Se as palavras são vistas pelos poetas como se fossem anjos, elas deveriam ser bastante construtivas, animadoras, cheias de vida, como os anjos bons que muitos acreditam que cuidam da vida das pessoas, e até mesmo dos animais, da relva... 10 Existe um poema judaico que diz que toda relva tem um anjo bom que sussurra para ela: Cresce! Cresce! Quando dizemos palavras que entusiasmam, que valorizam o outro, estamos fazendo a ecologia da orelha, dizendo coisas que trarão paz, harmonia e felicidade para as pessoas que estão à nossa volta. Quando fazemos o repasse da fofoca, do tipo: Sabe o que fulano falou de você? Ele disse que... E aí vem um monte de coisa ruim, que deprecia e desanima o outro, nesse momento, estamos fazendo a poluição da orelha, cabeça e coração de nosso amigo. 15 Ecologia da orelha é passar para frente só o que for bom, o que trouxer exuberância e alegria para os outros, aquilo que lhes estimule o amor, a autoconfiança e deixar de lado tudo aquilo que sabemos que trará tristeza, sentimentos de inferioridade e raiva. Como essa ecologia revolucionária poderá acontecer entre as pessoas [...]? [...] Fonte: SCHLÖGL, Emerli. A ecologia da orelha.
Disponível em: <https://ipfer.com.br/gper/wp-content/uploads/sites/2/2018/02/ensino-religioso-5- ano.pdf>. Acesso em: 5 maio 2019. Adaptado.
Das alternativas a seguir, qual a que define a palavra “relva” (linha 8), conforme empregada no texto?
No texto 7, o segmento “ideia revolucionária” poderia ter trocado a ordem de suas palavras (revolucionária ideia) sem que isso modificasse suas classes gramaticais; a opção abaixo em que isso também ocorre é:
(Manoela Miklos. 25 de janeiro, 2019. Revista VEJA).
No terceiro parágrafo, o excerto “(...) fala do silenciamento sistemático do subalterno.”, o uso da aliteração conota:
(Oded Grajew, “O país que queremos”. Em: Folha de S.Paulo, 02.06.2019. Adaptado)
Com base nas informações do texto, é correto afirmar que Israel
Analise as afirmações a seguir.
I - Para desvendar a vida, é necessário projetar o futuro.
II - Se a observação do futuro trouxer benefícios, continue.
III - Caso isso não ocorra, desista e conforme-se com sua existência atual.
Está(ão)correta(s):
Situação das crianças e dos adolescentes no Brasil
o Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial. Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país. Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa). E, desde 2015, as coberturas vacinais - que vinham se mantendo em patamares de excelência - entraram em uma tendência de queda. De 2015 a 2017, a cobertura vacinal da poliomielite caiu de 95% para 78,5%, e a da trípliceviral, de 96% para 85% (PNI). De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar. A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes: a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)]-quase todos meninos, negros, moradores de favelas. O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e I raque. Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade.
Texto disponível em hUps:lf...vww.unicef.org/brazill situacao-das-criancas-e-dos-adolescentes-no-brasil# Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.
O uso da palavra "plenitude" no 1º parágrafo sugere que:
I. “É desejável estudar a literatura encerrando-a na época em que foi criada, no que se poderia chamar sua contemporaneidade.” PORQUE II. “Satisfazer-se em compreender e explicar uma obra a partir das condições de sua época é penetrar as suas profundezas de sentido.” Assinale a alternativa correta.
Situação das crianças e dos adolescentes no Brasil
o Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial. Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país. Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa). E, desde 2015, as coberturas vacinais - que vinham se mantendo em patamares de excelência - entraram em uma tendência de queda. De 2015 a 2017, a cobertura vacinal da poliomielite caiu de 95% para 78,5%, e a da trípliceviral, de 96% para 85% (PNI). De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar. A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes: a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)]-quase todos meninos, negros, moradores de favelas. O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e I raque. Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade.
Texto disponível em hUps:lf...vww.unicef.org/brazill situacao-das-criancas-e-dos-adolescentes-no-brasil# Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.
o trecho "número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque" (6º parágrafo) traz, em relação à frase anterior, uma ideia de:
Assinale a alternativa que se aplica quanto ao trecho acima:
A corrida das patinetes
Se 2018 foi o ano em que as patinetes elétricas brotaram nas ruas de São Paulo, em 2019 a moda deve se espalhar pelo Brasil. Até aqui, a startup de bicicletas e patinetes compartilhadas Yellow corre pela denominação do mercado de e-scooters contra a Grin, mexicana que chegou ao país comprando a concorrente brasileira Ride e fazendo uma parceria com o aplicativo de entregas Rappi.
Ambas captaram investimentos da ordem de 70 milhões de dólares. O jogo deve ficar mais pesado no ano que vem. As patinetes elétricas da americana Lime, que tem 455 milhões de dólares em investimentos, chegarão ao Brasil em 2019. Na mesma época, o gigante de mobilidade Uber lançará o serviço de bicicletas e patinetes elétricas Jump por aqui, enquanto prepara uma abertura de capital que o avalie em 120 bilhões de dólares. Os números mostram a agitação do mercado de transportes. Há um intervalo de 18 meses entre rodadas de investimentos recebidas pelas startups do setor, ante uma média de 24 meses nos demais segmentos, segundo a empresa de análises CB insights. Já a linha de chegada lucro – ainda não está no horizonte.
Disponível em Revista Exame – Edição 1176 – 26/12/2018.
A corrida das patinetes
Se 2018 foi o ano em que as patinetes elétricas brotaram nas ruas de São Paulo, em 2019 a moda deve se espalhar pelo Brasil. Até aqui, a startup de bicicletas e patinetes compartilhadas Yellow corre pela denominação do mercado de e-scooters contra a Grin, mexicana que chegou ao país comprando a concorrente brasileira Ride e fazendo uma parceria com o aplicativo de entregas Rappi.
Ambas captaram investimentos da ordem de 70 milhões de dólares. O jogo deve ficar mais pesado no ano que vem. As patinetes elétricas da americana Lime, que tem 455 milhões de dólares em investimentos, chegarão ao Brasil em 2019. Na mesma época, o gigante de mobilidade Uber lançará o serviço de bicicletas e patinetes elétricas Jump por aqui, enquanto prepara uma abertura de capital que o avalie em 120 bilhões de dólares. Os números mostram a agitação do mercado de transportes. Há um intervalo de 18 meses entre rodadas de investimentos recebidas pelas startups do setor, ante uma média de 24 meses nos demais segmentos, segundo a empresa de análises CB insights. Já a linha de chegada lucro – ainda não está no horizonte.
Disponível em Revista Exame – Edição 1176 – 26/12/2018.
A bandeira holandesa estivera hasteada sobre as Índias Orientais por três séculos. Como o arquipélago indonésio era rico em petróleo e borracha, tinha importância vital para a economia holandesa. Terminada a guerra, o governo da Holanda pretendia seriamente resgatar aquele território assim que os japoneses se retirassem. A dúvida era se disporia de força militar suficiente para derrotar os indonésios e sua crescente resistência.
O líder dos indonésios, o enérgico presidente Sukarno, estava decidido. Para os milhares de indivíduos que ouviam seus discursos, ele parecia um mágico. Tal como Gandhi, era um tanto teatral, mas nada tinha de contemplativo ou melancólico. Sem abrir mão dos prazeres, era capaz de trabalhar duro e de cuidar dos detalhes, desde que os considerasse importantes. Dominava vários idiomas, inclusive três nativos da Indonésia: javanês, sundanês e balinês – sua mãe era de Bali. Graduado em Engenharia Civil, criou a reputação de agitador político contra os holandeses, e sua bravura o levou à prisão e ao exílio em um porto isolado. Quando os japoneses tomaram as Índias Orientais Neerlandesas, em 1942, ele se tornou o braço direito dos invasores, mas não um servo obediente. Após o súbito fim da ocupação, em agosto de 1945, Sukarno declarou o surgimento da nova nação da Indonésia. Sua base estava na sagrada cidade javanesa de Jogiakarta, perto do antigo templo de Borobodur. Nos três anos seguintes, o território sob seu controle se estenderia por metade da ilha de Java e a maior parte de Sumatra. Outros arquipélagos holandeses ficaram fora de seu controle direto. Em dezembro de 1949, a Indonésia se tornou uma nação.
(BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do século XX. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 87).
Ainda do acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Sukarno criou fama de agitador político contra os irlandeses.
II – A base de Sukarno localizava-se na cidade de Borobodur.
III – Em razão de suas opiniões políticas, Sukarno foi preso e torturado.
A bandeira holandesa estivera hasteada sobre as Índias Orientais por três séculos. Como o arquipélago indonésio era rico em petróleo e borracha, tinha importância vital para a economia holandesa. Terminada a guerra, o governo da Holanda pretendia seriamente resgatar aquele território assim que os japoneses se retirassem. A dúvida era se disporia de força militar suficiente para derrotar os indonésios e sua crescente resistência.
O líder dos indonésios, o enérgico presidente Sukarno, estava decidido. Para os milhares de indivíduos que ouviam seus discursos, ele parecia um mágico. Tal como Gandhi, era um tanto teatral, mas nada tinha de contemplativo ou melancólico. Sem abrir mão dos prazeres, era capaz de trabalhar duro e de cuidar dos detalhes, desde que os considerasse importantes. Dominava vários idiomas, inclusive três nativos da Indonésia: javanês, sundanês e balinês – sua mãe era de Bali. Graduado em Engenharia Civil, criou a reputação de agitador político contra os holandeses, e sua bravura o levou à prisão e ao exílio em um porto isolado. Quando os japoneses tomaram as Índias Orientais Neerlandesas, em 1942, ele se tornou o braço direito dos invasores, mas não um servo obediente. Após o súbito fim da ocupação, em agosto de 1945, Sukarno declarou o surgimento da nova nação da Indonésia. Sua base estava na sagrada cidade javanesa de Jogiakarta, perto do antigo templo de Borobodur. Nos três anos seguintes, o território sob seu controle se estenderia por metade da ilha de Java e a maior parte de Sumatra. Outros arquipélagos holandeses ficaram fora de seu controle direto. Em dezembro de 1949, a Indonésia se tornou uma nação.
(BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do século XX. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 87).
De acordo com o autor do texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – A bandeira irlandesa esteve hasteada sobre as Índias Orientais por três séculos.
II – Após o fim da guerra, os holandeses pretendiam reconquistar o território assim que os chineses se retirassem.
III – A personalidade de Sukarno era idêntica à de Gandhi.
IV – Sukarno falava fluentemente vários idiomas, incluindo balinês, javanês e sudanês.