Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Considere a frase: “Balneário Camboriú é lugar do qual bom cidadãos fazem história”.
Assinale a frase que apresenta uma verdade em relação a ela.
“Eu, do meu jeito e com os meus filtros, penso como o fast-food se transformou ao longo dos anos– nem tanto no cardápio, mas aos olhos do público. Será que ele ainda é o sistema mais veloz, conveniente para os apressados? Será que ele ainda é o mais barato? Mais: à luz do conhecimento que temos de culinária e nutrição, alguém ainda duvida que se trata meramente da pior comida possível? Recuemos um pouco no tempo. O costume de conferir status de refeição plena ao trio hambúrguer-batatas-refrigerante remonta aos Estados Unidos dos anos 50. O país vivia toda a pujança da indústria e iniciava a escalada da sociedade de serviços, com seus horários e demandas que iam muito além do expediente nine-to-five. Com pouco tempo para o almoço, com grande probabilidade de ter de devorar a comida no próprio ambiente profissional, eis que então surgiu a conveniência dos sandubas rápidos, das fritas sempre quentes. Era, acima de tudo, moderno (assim como, para a geração de nossos pais, eram modernos o leite em pó e o café solúvel). Matava-se a fome, pagava-se pouco, tudo era padronizado e organizado, havia uma aura de constante alegria. Não preciso dizer quão bem-sucedida foi a ideia, por todo o mundo.
É evidente que a famosa cadeia do “M” amarelo e seus sucedâneos cresceram, se multiplicaram, e se tornaram sinônimo de comida de estudante. Ou de gente apressada e com orçamento restrito. Ou, pior ainda, viraram alternativa para as crianças. Contudo, aquilo que parecia uma onda de progresso inesgotável, ao que parece, chega ao seu momento mais delicado. Nunca o gigante McDonald’s viveu um declínio tão grande de faturamento como nos últimos anos. As razões? Uma nova consciência nutricional por parte dos consumidores é um dos pontos: fast-food, certamente, não é a melhor escolha para a saúde.
Numa abordagem bastante idiossincrática, eu diria que as pessoas não têm por que ir ao fastfood – a menos que gostem ou sintam vontades específicas, é claro. Seus preços já são iguais ou maiores do que os dos restaurantes por quilo, um sistema também muito rápido. Há food trucks com melhor qualidade, cobrando somas muito semelhantes. Existem até opções dentro do casual dining, com boas acomodações e serviço, apenas um pouco mais caras do que as grandes redes de lanchonete.
Minha filha, hoje adolescente, nunca foi proibida de comer em fast-food – embora nunca tenha sido estimulada. Íamos quando ela pedia, comíamos um sanduíche, as batatas. Porém, ela queria essencialmente os brindes (cachorrinhos, creio, ou coisa do tipo) distribuídos quando se consumia um determinado kit. Mas houve uma ocasião em que tudo mudou – e, posso garantir, na condição de pai e de aficionado por gastronomia, foi um momento inesquecível. Num certo dia, almoçando num ótimo restaurante, ela me disse assim. “Pai, aqui a gente não ganha brinquedo, né?”. “Não”, respondi. E ela declarou: “Não precisa, porque a comida é boa”. É evidente que não vou transformar um episódio pessoal numa generalização. Contudo, é preciso que enxerguemos que crianças não são necessariamente movidas a nuggets e fritas industrializadas.
(Adaptado de: Você realmente precisa ir ao fast-food? Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/19/opinion/1474299077_900112.html. Acesso em 13 jan.2021)
Assinale a afirmação que apresenta consonância com as ideias defendidas no texto acima:
Baseado no excerto, acima, assinale a alternativa que o contraria:
II- Por meio da leitura realizada com prazer, é possível desenvolver a imaginação, embrenhando no mundo da imaginação, desenvolvendo a escuta lenta, enriquecendo o vocabulário, envolvendo linguagens diferenciadas.
III- A leitura não precisa ser, necessariamente, dinâmica e descontraída, pois é uma das formas de adquirir, apenas, informações.
Sobre os excertos, acima, assinale a alternativa CORRETA:
I- Promovendo a formação do sujeito crítico e reflexivo, uma vez que é por meio do desenvolvimento dessas habilidades que os estudantes podem posicionar-se em situações, sejam elas cotidianas ou não, com autonomia. II-Visando à formação de um cidadão mais crítico, reflexivo e capaz de atuar na sociedade em seu favor, considerando os valores éticos, morais e sociais. III- Ser leitor é compreender situações para a formação cultural do indivíduo, ou seja, "[…] é condição para a verdadeira ação cultural que deve ser implementada nas escolas” (SILVA, 1991, p.79-80)
I. Apesar de haver dois desvios à norma culta da língua, estes não se configuram como erro, uma vez que se trata de uma canção popular e, portanto, deve adequar-se ao contexto. II. Se a redução do verbo “está” fosse substituída por sua versão formal, não haveria prejuízo à musicalidade, mas comprometeria o caráter oral característico da canção. III. Caso o verso fosse “corrigido” conforme prescreve a norma culta da língua, isso não descaracterizaria a canção como popular. Ao contrário, a tornaria ainda mais acessível a todos, já que estaria de acordo com um padrão.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
O texto defende o direito da população com doenças raras ou
crônicas ao acesso a medicamentos de alto custo no contexto
da crise provocada pela falta de recursos orçamentários para
atender as demandas da saúde pública nos municípios
brasileiros.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
De acordo com o texto, o fenômeno da judicialização da saúde
manifesta-se no contexto de um dilema, em que se confrontam
os direitos da coletividade, por um lado, e os direitos dos
indivíduos, por outro.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No trecho “As coisas caminhavam como água de rio, com a
correnteza levando tudo” (l. 13 e 14), o narrador caracteriza o
ritmo dos acontecimentos por meio de elementos da natureza
que evocam a situação descrita.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
As emoções de D. Amélia expressas no texto demonstram
resignação dessa personagem.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No trecho “Para que ligar-se a um homem que viesse magoá-la,
arrancar-lhe a paz de espírito?” (l. 7 e 8), D. Amélia interpela
o leitor do texto.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item subsequente.
A ideia principal do texto consiste em mostrar a evolução da
noção de cultura até o surgimento de outra noção, que a
aperfeiçoa: a de gerenciamento.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item subsequente.
O texto informa que o Oxford English Dictionary define o
termo cultura como ‘forçar (pessoas, animais etc.) a se
submeter ao controle de alguém’, ‘exercer efeito sobre’, ‘ter
sucesso em realizar’.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item subsequente.
Segundo o texto, a primeira acepção de cultura era relacionada
à noção de agricultura: o processo de tornar as pessoas
humanas por meio da educação e do treinamento é comparável
ao trabalho do agricultor.
De acordo com o texto, o conceito de gerenciar é mais antigo que o termo cultura, que só apareceu no vocabulário quase um século depois daquele.
(2º§) Quando temos dificuldade para entender uma frase, uma boa técnica de aprendizado é repeti-la várias vezes. Um dos meus primeiros professores de inglês me ensinou isso. Nunca pense que fosse usar esse truque com uma frase em português. Mas, depois de ouvir tantas vezes que o brasileiro não lê,e de discordar tanto dos que dizem isso, resolvi tentar fazer esse exercício. Talvez enfim eu os entenda. Ou talvez eu me faça entender.
(3º§) O brasileiro não lê, mas a quantidade de livros adquiridos no Brasil só acrescentado nos últimos anos. Na pesquisa mais recente da Câmara Brasileira do Livro, uma produção anual se aproximava dos 500 milhões de exemplares. Seriam aproximadamente 2,5 livros para cada brasileiro, se o brasileiro lesse.
(4º§) O brasileiro não lê, mas o país é o não maior mercado editorial do mundo, com um faturamento de R $ 6,2 bilhões. Editoras estrangeiras têm desembarcado no país para investir na publicação de livros para os brasileiros que não leem.Uma das primeiras foi a gigante espanhola Planeta, em 2003. Naquela época, imagino, os brasileiros já não liam. Outras editoras depois, no mesmo movimento incompreensível.
(5º§) O brasileiro não lê, mas desde 2004 o preço médio do livro caiu 40%, descontada a informe. Entre os motivos para a queda estão o aumento nas tiragens, o lançamento de edições mais populares e a chegada dos livros a um novo público. Um mistério, já que o brasileiro não lê.
(8º§) O brasileiro não lê - e, mesmo se lesse, só leria bobagens. Mas, há poucos meses, um poeta estava entre os mais vendidos do país. Em algumas livrarias, uma antologia Toda poesia, de Paulo Leminski (1944-1989), chegou ao primeiro lugar. Ultrapassou a trilogia Cinquenta tons de cinza, até então a favorita dos brasileiros (e brasileiras) que não leem.
(...)
(2º§) Quando temos dificuldade para entender uma frase, uma boa técnica de aprendizado é repeti-la várias vezes. Um dos meus primeiros professores de inglês me ensinou isso. Nunca pense que fosse usar esse truque com uma frase em português. Mas, depois de ouvir tantas vezes que o brasileiro não lê,e de discordar tanto dos que dizem isso, resolvi tentar fazer esse exercício. Talvez enfim eu os entenda. Ou talvez eu me faça entender.
(3º§) O brasileiro não lê, mas a quantidade de livros adquiridos no Brasil só acrescentado nos últimos anos. Na pesquisa mais recente da Câmara Brasileira do Livro, uma produção anual se aproximava dos 500 milhões de exemplares. Seriam aproximadamente 2,5 livros para cada brasileiro, se o brasileiro lesse.
(4º§) O brasileiro não lê, mas o país é o não maior mercado editorial do mundo, com um faturamento de R $ 6,2 bilhões. Editoras estrangeiras têm desembarcado no país para investir na publicação de livros para os brasileiros que não leem.Uma das primeiras foi a gigante espanhola Planeta, em 2003. Naquela época, imagino, os brasileiros já não liam. Outras editoras depois, no mesmo movimento incompreensível.
(5º§) O brasileiro não lê, mas desde 2004 o preço médio do livro caiu 40%, descontada a informe. Entre os motivos para a queda estão o aumento nas tiragens, o lançamento de edições mais populares e a chegada dos livros a um novo público. Um mistério, já que o brasileiro não lê.
(8º§) O brasileiro não lê - e, mesmo se lesse, só leria bobagens. Mas, há poucos meses, um poeta estava entre os mais vendidos do país. Em algumas livrarias, uma antologia Toda poesia, de Paulo Leminski (1944-1989), chegou ao primeiro lugar. Ultrapassou a trilogia Cinquenta tons de cinza, até então a favorita dos brasileiros (e brasileiras) que não leem.
(...)
(__) Uma frase que dá título ao texto está construído com: artigo definido seguido de substantivo formado por derivação, ambos concordam em gênero e em número, conjunção coordenativa com ideia aditiva, artigo definido seguido de substantivo comum, contração prepositiva de substantivo formado por derivação sufixal.
(__) Na composição textual, exemplos de frases em primeira pessoa, comprovando uso do discurso direto, trechos que comprovam defesa do ponto de vista.
(__) No texto, podemos comprovar, entre outros: numerais cardinais, exemplos cronológicos e dados percentuais.
(__) Orações construídas com sujeito desinencial ou elíptico, um exemplo de: "costumo conversar muito sobre livros".
Em seguida, marque a alternativa CORRETA.
O BALLET DA ORTOGRAFIA Às vezes quero dizer que saí e mandam botar acento no "i", porque se tirar o acento, quem sai não sou eu, é o outro - e é aí que está a diferença. Falam-me em ditongos, em hiatos, em dissílabos e proparoxítonas - palavras que me trazem amargas recordações de uma infância cheia de zeros. Quando vou a uma festa, nunca sei se devo dançar com "ç" ou com "s". Só depois dos primeiros passos é que percebo que quem dansa com "s" não sabe dançar. (...) (Leon Eliachar)


