Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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TEXTO
CORRELAÇÕES ESPÚRIAS
José Paulo Kupfer, O Globo, 11/07/2014
Não bastasse a eliminação da seleção brasileira por um resultado humilhante, resta ter de conviver com as tentativas de uso político do desastre e de vinculá-lo à complicada situação da economia. Essas articulações, de um reducionismo lógico constrangedor, são comuns no país do futebol, sobretudo nos momentos como os de Copas do Mundo, em que a pátria calça chuteiras. Mas nem por isso fazem sentido e muito menos contribuem para que os verdadeiros problemas extracampo sejam devidamente diagnosticados e superados.
Fazer uso político de um evento que mobiliza intensamente os brasileiros, com perdão do trocadilho, é do jogo, ainda mais sendo este um jogo que, por coincidência de calendários, sempre se joga em período de eleições gerais. Mas sugerese não embarcar na canoa furada das correlações entre futebol e política e muito menos tentar pegar carona no evento, mesmo no Brasil, onde o futebol foi redesenhado como arte e, assim, criativo, causou a impregnação da alma nacional.
TEXTO - O Cavalo e o seu Cuidador
Esopo
Um zeloso empregado de uma cocheira costumava passar horas, e às vezes dias inteiros, limpando e escovando o pelo de um cavalo que estava sob seus cuidados.
Agindo assim, passava para todos a impressão de que era gentil para com o animal, que se preocupava com o seu bem estar.
Entretanto, ao mesmo tempo que o acariciava diante de todos, sem que ninguém suspeitasse, roubava a maior parte dos grãos de aveia destinados a alimentar o pobre animal, e os vendia às escondidas para obter lucro.
Então o cavalo se volta para ele e diz:
"Acho apenas que se o senhor de fato desejasse me ver em boas condições, me acariciava menos e me alimentava mais..."
TEXTO - O Cavalo e o seu Cuidador
Esopo
Um zeloso empregado de uma cocheira costumava passar horas, e às vezes dias inteiros, limpando e escovando o pelo de um cavalo que estava sob seus cuidados.
Agindo assim, passava para todos a impressão de que era gentil para com o animal, que se preocupava com o seu bem estar.
Entretanto, ao mesmo tempo que o acariciava diante de todos, sem que ninguém suspeitasse, roubava a maior parte dos grãos de aveia destinados a alimentar o pobre animal, e os vendia às escondidas para obter lucro.
Então o cavalo se volta para ele e diz:
"Acho apenas que se o senhor de fato desejasse me ver em boas condições, me acariciava menos e me alimentava mais..."
TEXTO - O Cavalo e o seu Cuidador
Esopo
Um zeloso empregado de uma cocheira costumava passar horas, e às vezes dias inteiros, limpando e escovando o pelo de um cavalo que estava sob seus cuidados.
Agindo assim, passava para todos a impressão de que era gentil para com o animal, que se preocupava com o seu bem estar.
Entretanto, ao mesmo tempo que o acariciava diante de todos, sem que ninguém suspeitasse, roubava a maior parte dos grãos de aveia destinados a alimentar o pobre animal, e os vendia às escondidas para obter lucro.
Então o cavalo se volta para ele e diz:
"Acho apenas que se o senhor de fato desejasse me ver em boas condições, me acariciava menos e me alimentava mais..."
TEXTO - O Cavalo e o seu Cuidador
Esopo
Um zeloso empregado de uma cocheira costumava passar horas, e às vezes dias inteiros, limpando e escovando o pelo de um cavalo que estava sob seus cuidados.
Agindo assim, passava para todos a impressão de que era gentil para com o animal, que se preocupava com o seu bem estar.
Entretanto, ao mesmo tempo que o acariciava diante de todos, sem que ninguém suspeitasse, roubava a maior parte dos grãos de aveia destinados a alimentar o pobre animal, e os vendia às escondidas para obter lucro.
Então o cavalo se volta para ele e diz:
"Acho apenas que se o senhor de fato desejasse me ver em boas condições, me acariciava menos e me alimentava mais..."
TEXTO - O Cavalo e o seu Cuidador
Esopo
Um zeloso empregado de uma cocheira costumava passar horas, e às vezes dias inteiros, limpando e escovando o pelo de um cavalo que estava sob seus cuidados.
Agindo assim, passava para todos a impressão de que era gentil para com o animal, que se preocupava com o seu bem estar.
Entretanto, ao mesmo tempo que o acariciava diante de todos, sem que ninguém suspeitasse, roubava a maior parte dos grãos de aveia destinados a alimentar o pobre animal, e os vendia às escondidas para obter lucro.
Então o cavalo se volta para ele e diz:
"Acho apenas que se o senhor de fato desejasse me ver em boas condições, me acariciava menos e me alimentava mais..."
Texto
“Existe uma pequena chance de supervulcões (e não asteroides, como alguns pensam) terem acabado com os dinossauros, milhões de anos atrás, com sua lava e a sua fumaça tóxica. Então, como não conseguiriam destruir a nós, meros humanos?
Hoje, existem cerca de cinco supervulcões no mundo. Um dos menores consegue alcançar 240 mil km cúbicos (quase a Itália inteira) só com a lava. A fumaça alcançaria mais. Juntos, os cinco conseguiriam torrar uma grande parcela da população mundial, e ainda espalhariam fumaça letal aos montes. Isso sem falar que a fumaça ainda iria cobrir o céu da Terra por muito tempo, impedindo o sol de chegar às matas, matando tudo à nossa volta.”
Victor Bianchin: Adapt. de 6 maneiras como o mundo pode realmente acabar no futuro. In: Mundo estranho. São Paulo: Abril, 21 dez. 2012.
Obs.: Os números entre parênteses nas questões indicam o parágrafo em que se encontram os fragmentos apresentados.
Leia as afirmativas abaixo.
1. Em “como não conseguiriam destruir a nós” (1o) a expressão sublinhada equivale a nos, em “conseguiram nos destruir”.
2. Estabelecendo relação de dependência entre dois termos, o a pode exercer função de preposição, como em Fui a Tubarão ontem.
3. O a pode anteceder um substantivo, determinando-o; exerce, então, a função de artigo definido, como em “Júlia? Eu a levei para casa”.
4. Em “só com a lava” (2o), a palavra sublinhada apresenta ideia de inclusão.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
TEXTO I
A busca da felicidade Pesquisas desvendam os mecanismos do prazer e da felicidade. Como esse novo conhecimento pode melhorar sua vida?
(Barbara Axt)
A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque.
(www.super.abril.com.br/cultura/busca-da-felicidade. Acesso: 7.2.14 )
Frase a ser utilizada na questão: Mas tudo isso é ilusão.
Nessa frase, a palavra Mas
TEXTO I
A busca da felicidade Pesquisas desvendam os mecanismos do prazer e da felicidade. Como esse novo conhecimento pode melhorar sua vida?
(Barbara Axt)
A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque.
(www.super.abril.com.br/cultura/busca-da-felicidade. Acesso: 7.2.14 )
Texto 1
Os que não comem e os que não dormem
Em nenhum outro país, os ricos demonstraram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, sequestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam com belos carros seus filhos, e não voltam a dormir tranquilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.
Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam frequentar, mas perdem o apetite diante da pobreza, que, ali por perto, arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a ir a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram.
Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada, a caminho de casa. Felizmente, isso nem sempre acontece, mas, certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa. Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: insegurança e ineficiência.
No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficar mais ricos, têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.
Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que, no hotel onde se hospedarão, serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi essa pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o País dispunha. Se tivessem percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria. A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.
Para poder usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda a saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas têm dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.
Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E essa pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso, a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras. Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo.
Essa seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro – os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez. Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas.
(BUARQUE, Cristovam. Os que não comem e os que não dormem. O Globo, 12/03/2001.)
Assinale a alternativa que corresponde, respectivamente, aos valores semânticos das conjunções destacadas nos trechos abaixo.
I. “Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas [...]”.
II. “Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados”.
III. “Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social”.
INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo do economista Stephen Kanitze e responda à questão.
A origem do especulador
A palavra “especulador” tem sua origem na raiz indo-germânica “Spec”, que significa olhar. São dessa raiz as palavras especialista, espelho, expectativa, espetáculo e, finalmente, especulador: aquele que olha à frente, vê o futuro, aquele que enxerga aquilo que os outros não veem. Toda nação precisa de bons especuladores.
Especuladores que enxergam o futuro ganham dinheiro, os que erram perdem e são rapidamente eliminados. O problema não é o especulador que especula com o próprio dinheiro. O grande problema do Brasil são os especuladores que especulam com o dinheiro dos outros, com o dinheiro do povo.
Sobre os recursos linguístico-textuais usados no segundo parágrafo do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O pronome os refere-se a especuladores e equivale a aqueles especuladores.
( ) Tendo em vista que o verbo ser em O grande problema do Brasil são os especuladores liga-se à palavra problema, a concordância não segue a norma padrão da escrita.
( ) A palavra que, em todas as ocorrências, exerce a mesma função: pronome relativo.
( ) Os termos próprio e outros concordam com o substantivo ou pronome a que se referem.
Assinale a sequência correta.
Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte
Laboratório indígena
Lindalva − uma índia tikuna − entrou cabisbaixa no laboratório de anatomia e saiu de lá com um sorriso vitorioso. “A professora falou que sou dez”, disse, guardando o jaleco na mochila a caminho do ponto de ônibus. Nas aulas práticas de medicina da Universidade de Brasília, os alunos são divididos em duplas para dissecar partes de um cadáver. “Eu achei o plexo cervical, braquial, artéria, em menos tempo do que tinham pedido.” O pai de Lindalva era caçador na aldeia tikuna em que viviam, a mais de mil quilômetros de Manaus, e ela estava acostumada a preparar carne de macaco para guisados. “As estruturas anatômicas são muito parecidas”, explicou.
Aos 35 anos, Lindalva Felix Zaguri saiu pela primeira vez do Amazonas diretamente para a UnB, no ano passado. Alfabetizada em português só aos 20 anos, tendo cursado um supletivo e trabalhando em período integral para sustentar os dois filhos sozinha, foi selecionada por um convênio entre a UnB e a Funai. Lindalva é a prova viva de um empreendimento que deu certo: apostar no esforço pessoal de quem trilha caminhos não convencionais para chegar a um resultado expressivo no plano da tecnologia.
(Adaptado de: Paula Scarpin, Revista Piauí n. 86, p. 93)
COLUNA I
1. Substantivo.
2. Verbo.
3. Artigo.
4. Adjetivo.
COLUNA II
( ) Fraca.
( ) Alimentos.
( ) O.
( ) Está.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Observe a seguinte frase.
“A água é importante para todos os seres vivos: pessoas, animais e plantas.”
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a classe gramatical das palavras em negrito.
Observe os substantivos da COLUNA II e numere de acordo com a sua flexão na
COLUNA I.
COLUNA I
1. Singular.
2. Plural.
COLUNA II
( ) Pessoas.
( ) Criança.
( ) Médicos.
( ) Água.
( ) Animais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
O Estado precisa circular
Mais uma vez um conflito armado entre traficantes e policiais ocorre em área atendida por Unidade de Polícia Pacificadora, no Rio, e deixa vítimas.
Conflito armado entre traficante e polícia, com vítima, ocorre há muito tempo em grandes cidades brasileiras e, pela recorrência, já é pouco divulgado. Mas a invisibilidade do fato, por sua banalização, não supera as suas consequências seja para a família da vítima ou para a cidadania.
No caso ocorrido em Copacabana, esta semana, foi diferente; houve protesto público nas ruas do bairro, que se amplificou em noticioso local e internacional por dois principais motivos: pela proximidade da data da Copa do Mundo e por se tratar de área com UPP. Certamente, são duas situações especiais. Uma, é passageira; outra, espero, há de se constituir em um processo que ajude a redução da desigualdade social das cidades brasileiras.
Convivemos no país com um irônico paradoxo: um dos assuntos mais presentes na mídia é o das favelas; não obstante, o tema parece não figurar no rol das preocupações do Estado brasileiro.
A favela típica não é um fenômeno restrito a poucas cidades. Em São Paulo e no Rio de Janeiro supera 20% das moradias. Ainda, a favela é muitas vezes tratada como o genérico de todo assentamento popular - inclusive loteamentos.
Essas duas tipologias urbanísticas somam cerca da metade das moradias urbanas brasileiras. São muito diversificadas, mas, em geral, são lugares com pouca ou nenhuma infraestrutura, com escassez ou inexistência de serviços públicos, inclusive os de segurança e de regulação.
Assim, criam-se condições para que essas áreas sejam
tomadas por interesses marginais, muitas vezes com dominação
territorial armada, que impõem jugo discricionário às populações
moradoras.
"Mais uma vez um conflito armado entre traficantes e policiais ocorre em área atendida por Unidade de Polícia Pacificadora, no Rio, e deixa vítimas”.
O substantivo sublinhado, quanto ao gênero, está no mesmo caso
do substantivo