Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Presidente Prudente - SP Provas: VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro de Segurança do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Procurador Municipal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Enfermeiro | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Agrônomo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Cartógrafo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Civil | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Florestal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Ginecologista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Farmacêutico | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Clinico Geral | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Pediatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Psiquiatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Arquivista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistemas Sénior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistema Web | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Banco de Dados | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Tecnologia da Informação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Atendimento e Produção | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Criação e Redação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente Social | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Psicólogo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Programador de Sistemas Júnior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Técnologo em Gestão Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Tecnológo em Gestão de Recursos Humanos | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Terapeuta Ocupacional |
Q655340 Português

                                              A conspiração dos imbecis

O Castelo Sforzesco, em Milão, preserva tesouros da arte italiana, como a Pietà Rondanini, de Michelangelo. Um dos sóbrios edifícios residenciais em frente ao castelo abriga outro tesouro italiano: Umberto Eco, filósofo, crítico literário e romancista traduzido em mais de quarenta idiomas. O autor de O Nome da Rosa, romance ambientado na Idade Média que vendeu mais de 30 milhões de exemplares, lançou neste ano Número Zero – que chega ao Brasil nesta semana, pela Record –, um retrato crítico do jornalismo subordinado a interesses políticos. Na casa milanesa, onde conserva uma biblioteca de 30000 livros (há outros 20000 em sua residência em Urbino), Eco, 83 anos, recebeu VEJA para falar de jornalismo, internet, conspirações e, claro, literatura.

VEJA: Foi um estrondo a sua declaração, em uma cerimônia na Universidade de Torino, de que a internet dá voz a uma multidão de imbecis. O que o senhor achou da dimensão que o assunto tomou?

ECO: As pessoas fizeram um grande estardalhaço por eu ter dito que multidões de imbecis têm agora como divulgar suas opiniões. Ora, veja bem, num mundo com mais de 7 bilhões de pessoas, você não concordaria que há muitos imbecis? Não estou falando ofensivamente quanto ao caráter das pessoas. O sujeito pode ser um excelente funcionário ou pai de família, mas ser um completo imbecil em diversos assuntos. Com a internet e as redes sociais, o imbecil passa a opinar a respeito de temas que não entende.

VEJA: Mas a internet tem seu valor, não?

ECO: A internet é como Funes, o memorioso, o personagem de Jorge Luis Borges: lembra tudo, não esquece nada. É preciso filtrar, distinguir. Sempre digo que a primeira disciplina a ser ministrada nas escolas deveria ser sobre como usar a internet: como analisar informações. O problema é que nem mesmo os professores estão preparados para isso. Foi nesse sentido que defendi recentemente que os jornais, em vez de se tornar vítimas da internet, repetindo o que circula na rede, deveriam dedicar espaço para a análise das informações que circulam nos sites, mostrando aos leitores o que é sério, o que é fraude.

(Eduardo Wolf. Disponível em http://veja.abril.com.br. Acesso em 07.07.2015. Adaptado)

No trecho – A internet é como Funes, o memorioso, o personagem de Jorge Luis Borges: lembra tudo, não esquece nada. – o sentido expresso pela conjunção destacada é de
Alternativas
Q655168 Português
“Chegou o fim de semana. É tempo de encontrar os amigos no boteco e relaxar, mas a crise econômica vem deixando muitos paraenses de cabeça quente. Para ajudar o bolso dos amantes da culinária de raiz, os bares participantes do Comida di Buteco estão comercializando os petiscos preparados exclusivamente para o concurso com um preço reduzido. O preço máximo é de R$ 25,90.”                     (O LIBERAL, 23 de abril de 2016) 
Assinale a alternativa que faz um comentário correto sobre o processo de formação das palavras usadas nesse trecho. 
Alternativas
Q654228 Português
“O que mais me encanta em você / É a tua capacidade de me enlouquecer, / A tua sensualidade ardente, / Teus dentes separados na frente, / Teu sorriso esperto de quem muito já sofreu, / Tua inteligência moleque, de pernas tortas, / Teu delírio otimista à beira da sorte, / Teu rosto infantil, teus traços fortes.” (Frejat, “O Que Mais Me Encanta”)
Sobre o processo de formação das palavras “enlouquecer / sensualidade / ardente”, é correto afirmar que
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Q651805 Português
- Anjo e demônio, o Homem vive a epopeia de uma cultura assombrosa. Faz poesia, música, monumentos, máquinas, computadores, veículos espaciais. Descobre o âmago da matéria, explode o átomo, formula teorias, códigos e religiões. Multiplica-se agora até os quatro bilhões e meio. Ocupa ansiosamente toda a Terra. Um Anjo, então? .
- Anjo e demônio, feliz e desgraçado, rico e paupérrimo, o Homem ameaça hoje a estabilidade de seu planeta, põe em risco sua própria sobrevivência. Por milênios, ele tem ignorado as condições de manutenção da vida em seu mundo. Embora lute duramente pela liberdade, ainda não soube construir uma sociedade realmente livre. Edifica uma portentosa civilização, mas corre o risco de destruí-la em alguns minutos. Ou em alguns decênios, pela impiedosa devastação da Natureza. Contudo, qual é a verdadeira face do Homem?
- Animal contraditório, o Homem pesquisa vacinas durante anos e depois fabrica armas que matam milhões num segundo. Média entre São Francisco e Hitler, ele cria um inferno para cada milagre de sua inteligência. É capaz de amar ardentemente tanto quanto odiar até o extermínio de raças e povos irmãos. No ápice de uma evolução de bilhões de anos, ele age como se não dependesse mais da Natureza. Mas o Homem é feliz?
- No coração e na mente do Homem, Deus se torna abstrato e distante, separado do mundo real, refúgio desesperado de sua desgraça. Mas, afinal, esse é o Homem?
- Esse é o Homem que habita essa esfera azul que gira lentamente sob nossos olhos. Veja: é um frágil planeta. Mas, ao mesmo tempo, maravilhoso, não acha? É uma pena que todos os Homens não possam ver sua Terra daqui. E pensar na sinfonia grandiosa que já existe, no mar, nas florestas, nas montanhas, nos campos, numa pequena lagoa, no voo de um pássaro, no canto da baleia, nas cores de uma borboleta, na interdependência de milhões de espécies de seres microscópicos e gigantes. Na sinfonia da ecosfera, tão complexa quão delicada. Talvez, então os Homens pudessem descobrir que têm uma Terra somente.
(Ethevaldo Siqueira. em O Estado de São Paulo. 23/12/73)
Assinale a alternativa correta:
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Q651316 Português
Em qual das alternativas houve a relação correta de acordo com as regras do processo de formação de palavras.
Alternativas
Q650898 Português

Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa


01    Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma 02    delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-03    se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando 04    contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os 05    pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não 06    se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente 07    incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de 08    castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só 09    piorar na vida adulta. [...]

PINHEIRO-MACHADO, Rosana. In http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-a-socializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde- 3514.html (acesso em 07/03/16). 

Na palavra “corpos” (l. 08), tem-se a flexão de número do substantivo corpo. Além da marca do plural, a desinência nominal -s, observa-se a modificação do timbre da vogal tônica, isto é, fechado no singular [o] e aberto no plural [ɔ]. A essa mudança dá-se o nome de:
Alternativas
Q650897 Português

Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa


01    Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma 02    delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-03    se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando 04    contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os 05    pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não 06    se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente 07    incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de 08    castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só 09    piorar na vida adulta. [...]

PINHEIRO-MACHADO, Rosana. In http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-a-socializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde- 3514.html (acesso em 07/03/16). 

Em “altíssimo” (l. 01), vê-se o emprego do superlativo absoluto sintético. O ensino desse conteúdo gramatical – o grau do adjetivo – implica:
Alternativas
Q648629 Português

O ASSALTO 


Carlos Drummond de Andrade


            A casa luxuosa no Leblon é guardada por um cachorro de feia catadura, que dorme de olhos abertos, ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de assalto à residência tão bem protegida. 

            Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar até lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isto. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver, e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.

            O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento o cão estava junto da doméstica, e abanou o rabo, afirmativamente. 

Indicam tempo as seguintes palavras retiradas do texto:
Alternativas
Q648621 Português

“Parece óbvio, __________ todas nós comemos demais, às vezes porque estamos estressadas, com


tédio ou por sentir um cheiro maravilhoso de uma pizza chegando ao vizinho. Se você está comendo mais


__________precisa, a alimentação consciente pode ajudá-la a consumir guloseimas __________ menos


frequência. O plano baseia-se em refletir __________ o que você escolhe para comer e se está realmente com fome.” 


(http://mdemulher.abril.com.br/dieta/boa-forma/como-cortar-550-calorias por-dia-sem-perceber) 

Completam corretamente as lacunas sem prejuízo do sentido ou correção gramatical as seguintes palavras, respectivamente:
Alternativas
Q648618 Português
Assinale a alternativa em que o numeral está escrito por extenso corretamente, de acordo com a sua aplicação na frase:
Alternativas
Q648615 Português

Leveza


Leve é o pássaro:

e a sua sombra voante,

mais leve.

E a cascata aérea

de sua garganta,

mais leve.

E o que lembra, ouvindo-se

deslizar seu canto,

mais leve.

E o desejo rápido

desse mais antigo instante,

mais leve.

E a fuga invisível

do amargo passante,

mais leve. 

EM QUAL DAS ALTERNATIVAS todas as palavras são adjetivos?
Alternativas
Q647971 Português

Os zigue-zagues do conforto 


     Hoje, a ideologia do conforto varreu nossa sociedade. É um grande motor da publicidade e do consumismo. Contudo, o avanço não é linear, havendo atrasos técnicos e retrocessos. Em três áreas enguiçadas, o conforto e desconforto se embaralham.
     A primeira é o conforto acústico. Raras salas de aula oferecem um mínimo de condições. Padecem os professores, pois só berrando podem ser ouvidos. Uma conversa tranquila é impossível na maioria dos restaurantes. Em muitos, não pode haver conversa de espécie alguma. O bê-á-bá do tratamento acústico é trivial. Por que temos de ser torturados por tantos decibéis malvados?
     A segunda é o conforto térmico. Quem gosta de sentir frio ou calor? Na verdade, não se trata de gostar, mas de ser atropelado por imperativos culturais. Por não precisarem se impor pela vestimenta, oficiais britânicos usavam bermudas e camisas de mangas curtas nos trópicos. Mas no Rio de Janeiro, a aristocracia do Segundo Império não saía de casa sem terno, colete e sobrecasaca, todos de espessa casimira inglesa. E mais: gravata, camisa de peito duro, cartola e luvas. E se assim fazia a nobreza, o povaréu tentava imitar. Até o meio século passado, as elegantes usavam casaco de pele na capital. Hoje, a moda deu cambalhota, o chique é sentir frio. Quanto mais importante, mais gélido será o gabinete da autoridade. Mas a maneira de conquistar esse conforto térmico tende a ser equivocada.
     Estive em um hotel do Nordeste amplamente servido pela agradável brisa do mar e cuja propaganda é ser “ecológico”. No entanto, é ar condicionado dia e noite, pois a arquitetura não permite a circulação natural do ar. Pior, como na maioria das nossas edificações, o isolamento é péssimo. Um minuto desligado, e quase sufocamos de calor. Uma parede comum de alvenaria tem um décimo da resistência térmica recomendada pela Comunidade Europeia. E do excesso de vidros, nem falar!
     A terceira é uma birra pessoal, já que minha profissão me leva a falar em público.  Os arquitetos não descobriram que o PowerPoint requer uma sala que escureça e uma iluminação que não vaze na tela. Sem isso, ou a projeção fica esmaecida ou, se é apagada a luz, do professor só se vê o vulto. A solução é ridiculamente simples: um spot no conferencista.
     E assim vamos, aos encontrões com o desconforto, em recorrente zigue-zague.
                                                                                                   
                                                                                                                         (CASTRO, Cláudio de Moura. Veja, 11/02/2015,p.18,fragmento)
Qual o advérbio ou expressão adverbial que marca a apreciação do autor sobre o conteúdo da oração?
Alternativas
Q647914 Português
A Velha Contrabandista
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: - É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. 
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou: - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista. - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs: - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias? - O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha. - Juro - respondeu o fiscal. - É lambreta. 

(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. 8ed. São Paulo, Moderna, 1986)


Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal, podendo assim, ser classificados como determinantes. Na oração: “- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás.”, a palavra em destaque pode ser classificada como:
Alternativas
Q647882 Português
Assinale a alternativa que apresenta o comentário INCORRETO sobre o trecho abaixo: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Alternativas
Q647881 Português
Indique a alternativa em que aparece uma interjeição:
Alternativas
Q646902 Português
Assinale a opção na qual a palavra apresentada no texto CG1A01BBB classifica-se, do ponto de vista morfossintático, como advérbio.
Alternativas
Q646764 Português
Assinale a alternativa cuja preposição destacada expressa ideia de estado:
Alternativas
Q644148 Português

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:

I. Os estudantes de medicina fazem os exercícios com dedicação e empenho;

II. A maioria dos estudantes de engenharia estavam na sala de aula.

III. As estudantes estão meio tristes com a mudança de professora.

IV. Há uma hora e meio o curso se encerrou.

Alternativas
Q643817 Português
Assinale a alternativa em que o sentido expresso pela conjunção está colocado corretamente entre parênteses.
Alternativas
Respostas
18041: B
18042: B
18043: B
18044: B
18045: C
18046: B
18047: A
18048: A
18049: B
18050: C
18051: C
18052: A
18053: D
18054: C
18055: A
18056: A
18057: A
18058: E
18059: C
18060: C