Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
Foram encontradas 21.553 questões
“Não se aprende pelas palavras, que repercutem exteriormente, mas pela verdade, que ensina interiormente.”
Após essa análise, assinale a alternativa CORRETA.
Associe seus conhecimentos gramaticais ao texto publicitário abaixo e analise as afirmações a seguir.

1- O vocábulo “SÓ” significa “sozinho” e assume a função de advérbio.
2- A forma nominal “A GENTE” denota o emprego da língua coloquial.
3- O emprego do “POR QUE” está inadequado à grafia e à função de causa.
4- A forma reduzida do verbo “ESTAR” em “TÁ” aproxima a língua do povo.
5- A expressão “COROA” remete à função de rainha que a mãe ocupa no lar.
Está CORRETO o que se afirma em:
Pesquisadores descobrem quais os momentos mais
arriscados para tirar uma selfie
Estudo foi baseado em notícias de pessoas que morreram logo
depois ou enquanto se fotografavam
Volta e meia, surge no noticiário a notícia de alguém que morreu na tentativa de tirar uma selfie. Neste ano, por exemplo, no último dia de janeiro, um adolescente indiano de apenas dezesseis anos morreu atropelado enquanto tentava se fotografar diante de um trem em movimento.
Intrigada pela morte do jovem, a equipe do site norte-americano de jornalismo de dados Priceonomics fez um balanço com as notícias que relataram os infortúnios das pessoas que tentavam tirar selfies. De acordo com os dados revelados pelo site, entre 2014 e o início de fevereiro de 2016, nada menos que 49 pessoas tiveram uma morte precedida por selfie.
A média de idade dos mortos é de 21 anos e 75% deles eram homens. Confira abaixo os principais causadores das mortes dos fotógrafos amadores:
1 – Queda de um lugar muito alto, como um barranco ou um prédio: 16 pessoas
2 – Afogamento: 14 pessoas
3 – Atropelamento por trem: 8 pessoas
4 – Tiro de arma de fogo: 4 pessoas
5 – Explosão de granada: 2 pessoas
6 – Queda de avião: 2 pessoas
7 – Acidente automotivo: 2 pessoas
8 – Ataque de animal selvagem: 1 pessoa
Cerca de 40% dos mortos, ou seja, 19 pessoas, eram indianos. Ainda que seja possível afirmar que a grande população da Índia (cerca de 1,25 bilhão de pessoas) seja um dos responsáveis pela alta posição no ranking, o argumento não é suficiente para explicar a quantidade de acidentes fatais. Alguns países, como a Rússia e a própria Índia, estão espalhando placas que alertam pessoas de lugares perigosos para fazer selfies.
Os responsáveis pela pesquisa, porém, afirmam que ela não pode ser considerada completa ou definitiva, posto que eles se basearam o estudo somente nos casos noticiados pela imprensa mundial.
ALENCAR, Lucas. Pesquisadores descobrem quais os
momentos mais arriscados para tirar uma selfie. Galileu.
Disponível em:<http://zip.net/blsTt1>
Analise as afirmativas a seguir.
I. No trecho “Neste ano, por exemplo, no último dia de janeiro [...]”, a palavra destacada pode ser substituída por “nesse”, pois as duas formas podem ser usadas indistintamente.
II. No trecho “Os responsáveis pela pesquisa, porém, afirmam [...]”, a conjunção destacada confere ao trecho uma ideia de contradição e pode ser substituída, sem alteração de sentido, pela conjunção “porquanto”.
III. No trecho “Os responsáveis pela pesquisa, porém, afirmam [...]”, as duas vírgulas não são necessárias, sendo utilizadas como fator estilístico pelo autor, para dar ênfase a sua informação.
De acordo com o texto e com a norma padrão, estão incorretas as afirmativas:
A força dos temperos
Composto vegetal presente na salsa, no tomilho e na pimenta-malagueta estimula a produção de neurônios por parte das células-tronco humanas, aponta pesquisa brasileira. O tratamento com a substância também melhoraria a qualidade de conexões cerebrais.
Para reverter a perda de neurônios e de sinapses – transmissões de pulsos nervosos de uma célula para outra – decorrentes de doenças degenerativas e psiquiátricas, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal da Bahia e do Instituto D’Or estão apostando em um composto vegetal chamado apigenina. Presente em alimentos como salsa, tomilho, pimenta-malagueta e camomila, a substância mostrou benefícios semelhantes aos do estrogênio, mas sem o seu potencial cancerígeno.
A apigenina pertence ao grupo dos flavonoides, compostos fenólicos presentes em plantas e algas cujo consumo apresenta benefícios diversos. “Flavonoides vêm sendo usados por séculos para promover a saúde cardiovascular e também para prevenir câncer. Na medicina chinesa, por exemplo, o consumo de chá e a ingestão pela alimentação eram usados para prevenção de doenças”, nota a veterinária Cleide Souza, do Departamento de Ciências Biomédicas da UFRJ. Motivada pelo histórico da utilização dos flavonoides para promoção da saúde, a cientista testou o efeito da apigenina em células-tronco.
Em 2010, Souza constatou o efeito do flavonoide agathisflavona – um biflavonoide formado pela união de duas moléculas de apigenina – na potencialização da produção de neurônios em culturas de células de camundongos. Agora, demonstrou que a apigenina foi capaz de induzir a diferenciação neural de célulastronco pluripotentes humanas, mais especificamente as células-tronco embrionárias e de pluripotência induzida (iPS), capazes de se diferenciar em qualquer tipo de célula do organismo. “Este trabalho foi diferente do que vimos com a agathisflavona nas células de camundongo. Mostramos que a apigenina por si só foi capaz de induzir a diferenciação neural nestas células”, detalha a pesquisadora.
No experimento, as células tratadas com apigenina se transformaram especificamente em neurônios, o que não aconteceria sem a presença da substância. Além disso, foi observado que neurônios já diferenciados a partir de células-tronco embrionárias também se beneficiaram com a apigenina, uma vez que o tratamento desses neurônios com apigenina resultou no aumento do número de sinapses, quando comparadas aos neurônios não tratados. Os resultados foram publicados em dezembro de 2015 na revista Advances in Regenerative Biology.
PINHEIRO. Iara. A força dos temperos. Ciência Hoje.
Disponível em: <http://zip.net/bhsT3W>
Releia o trecho a seguir.
“[...] a substância mostrou benefícios semelhantes aos do estrogênio, mas sem o seu potencial cancerígeno.”
Mantendo-se o sentido original do texto, a palavra destacada pode ser substituída das seguintes formas, EXCETO:
A força dos temperos
Composto vegetal presente na salsa, no tomilho e na pimenta-malagueta estimula a produção de neurônios por parte das células-tronco humanas, aponta pesquisa brasileira. O tratamento com a substância também melhoraria a qualidade de conexões cerebrais.
Para reverter a perda de neurônios e de sinapses – transmissões de pulsos nervosos de uma célula para outra – decorrentes de doenças degenerativas e psiquiátricas, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal da Bahia e do Instituto D’Or estão apostando em um composto vegetal chamado apigenina. Presente em alimentos como salsa, tomilho, pimenta-malagueta e camomila, a substância mostrou benefícios semelhantes aos do estrogênio, mas sem o seu potencial cancerígeno.
A apigenina pertence ao grupo dos flavonoides, compostos fenólicos presentes em plantas e algas cujo consumo apresenta benefícios diversos. “Flavonoides vêm sendo usados por séculos para promover a saúde cardiovascular e também para prevenir câncer. Na medicina chinesa, por exemplo, o consumo de chá e a ingestão pela alimentação eram usados para prevenção de doenças”, nota a veterinária Cleide Souza, do Departamento de Ciências Biomédicas da UFRJ. Motivada pelo histórico da utilização dos flavonoides para promoção da saúde, a cientista testou o efeito da apigenina em células-tronco.
Em 2010, Souza constatou o efeito do flavonoide agathisflavona – um biflavonoide formado pela união de duas moléculas de apigenina – na potencialização da produção de neurônios em culturas de células de camundongos. Agora, demonstrou que a apigenina foi capaz de induzir a diferenciação neural de célulastronco pluripotentes humanas, mais especificamente as células-tronco embrionárias e de pluripotência induzida (iPS), capazes de se diferenciar em qualquer tipo de célula do organismo. “Este trabalho foi diferente do que vimos com a agathisflavona nas células de camundongo. Mostramos que a apigenina por si só foi capaz de induzir a diferenciação neural nestas células”, detalha a pesquisadora.
No experimento, as células tratadas com apigenina se transformaram especificamente em neurônios, o que não aconteceria sem a presença da substância. Além disso, foi observado que neurônios já diferenciados a partir de células-tronco embrionárias também se beneficiaram com a apigenina, uma vez que o tratamento desses neurônios com apigenina resultou no aumento do número de sinapses, quando comparadas aos neurônios não tratados. Os resultados foram publicados em dezembro de 2015 na revista Advances in Regenerative Biology.
PINHEIRO. Iara. A força dos temperos. Ciência Hoje.
Disponível em: <http://zip.net/bhsT3W>
Ortorexia nervosa: o transtorno que mostra que até o saudável, em excesso, é ruim
Tudo começa com o desejo de nos sentirmos bem, comendo apenas alimentos puros, “limpos”.
Até aí, tudo bem.
Isso nos leva a dizer adeus a certos grupos de alimentos, como grãos, açúcares e produtos animais. No final, a dieta se reduz a uma quantidade tão restrita de alimentos que acabamos ficando desnutridos. Esse transtorno tem um nome: ortorexia nervosa.
O termo foi criado em 1997 pelo médico americano Steven Bratman, aliando a palavra para “correto” ─ do grego orthos ─ com “apetite” ─ orexis ─ (de onde vem, aliás, a palavra anorexia, ou, sem apetite, transtorno que, muitas vezes, é mascarado pela ortorexia).
Embora o objetivo do anoréxico seja perder peso, e o do ortoréxico, ficar saudável, ambos os transtornos restringem a alimentação do indivíduo, colocando sua vida em risco.
No entanto, enquanto a anorexia é reconhecida como um mal, a ortorexia tem a desvantagem de ser uma doença “disfarçada de virtude”.
Uma dieta baseada em alimentos frescos, não industrializados, está longe de ser ruim. O problema é quando isso se torna uma obsessão.
Citando exemplos de dietas que considera preocupantes, Bratman faz alusão a pessoas que têm medo de consumir laticínios, ou aquelas que só consomem alimentos crus (por temer que o processo de cozimento dos legumes e verduras “destrua seu campo etéreo”).
“No final, o ortoréxico acaba passando grande parte da sua vida planejando, comprando, preparando e comendo seus pratos”, explica Bratman em seu livro Health Food Junkies (em tradução livre, “Viciados em Comida Saudável”).
Quando escreveu a obra, no final da década de 90, Bratman se referia a hábitos alimentares de pequenos grupos de pessoas.
Quase duas décadas depois, a obsessão com a comida saudável está por toda parte, inclusive no mundo digital. Para confirmar esse fato, basta fazer uma busca por #CleanEating no Instagram ou no Twitter.
Bratman não só deu nome ao transtorno como também foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com ele. O médico admitiu que se deixou seduzir de tal forma pela “alimentação virtuosa” que se negava a comer legumes mais de 15 minutos após seu cozimento.
Mais recentemente, em seu site na internet, ele declarou: “No meu livro de 1997 e em tudo o que tenho escrito até agora, venho dizendo que enquanto os anoréxicos desejam ser fracos, os ortoréxicos desejam ser puros”.
“No entanto, a realidade me obriga a reconhecer que a distinção já não é tão clara. Me parece que uma alta porcentagem de ortoréxicos hoje em dia se foca em perder peso.”
“Como deixou de ser aceitável que uma pessoa magra conte as calorias que consome, muitas pessoas que seriam diagnosticadas como anoréxicas falam em ‘comer de maneira saudável’, o que, por coincidência, implica em escolher apenas alimentos com baixo teor calórico.”
“Esses pratos inspirados pelo Instagram, com umas folhas de espinafre, uns grãos de quinoa ─ que estão muito na moda, algumas sementes de romã ─ que são lindas ─ são muito bonitos, mas não têm nutrientes suficientes”, disse à BBC Miguel Toribio-Mateas, nutricionista e especialista em neurociência clínica.
“Você termina com uma comida que te dá 200 calorias, o que não é nada em termos energéticos, e sem proteínas. Está tudo bem se você tem vontade (de comer assim um dia ou outro), mas se você se recusa a comer o resto da comida normal porque acha que ela é suja ou algo que você não pode jamais colocar na sua vida porque vai te fazer mal, há um problema”, acrescenta o especialista.
E se o termo “comida normal” deixa você confuso, o nutricionista faz alusão, por exemplo, a um prato de “peixe com batatas”.
Hoje em dia, há tamanha avalanche de conselhos sobre nutrição e saúde na internet e na mídia que fica difícil ignorá-los e lidar com eles.
“O açúcar, nesse momento, é o demônio. Porque se você o consome com muita frequência, no mínimo ganha um pouco de peso. E se (faz isso) descontroladamente, pode desenvolver diabetes (do tipo) 2. Mas de vez em quando, ter a flexibilidade mental para poder decidir, ‘hoje vou comer um chocolate’, é importante. E isso é impossível para os anoréxicos”, disse Toribio-Mateas.
Além do problema de ser aceita socialmente, a ortorexia também é tida como doença “do primeiro mundo”, ou “das classes privilegiadas” ─ o que não está de todo errado, disse o nutricionista.
“Em apenas uma das operações citadas pelos investigadores, os três teriam recebido, em 2010, US$ 23 milhões em bônus especiais para a Copa daquele ano, realizada na África do Sul.”
Sobre o trecho, assinale a afirmação correta.
“Segundo a Fifa, por meio de aumentos salariais, bônus e incentivos, os três enriqueceram em mais de US$ 79 milhões em apenas cinco anos.”
Agora, assinale a alternativa que contenha afirmações corretas.
I. A forma “vê” é de um verbo que pode ser usado como sinônimo de “olhar”. II. Um outro sinônimo de “ver” seria “enxergar”, que se escreve com “x”. III. A palavra “indício” pode ser usada como sinônimo de “vestígio”. IV. Um antônimo de “irregularidade” poderia ser “anomalia”. V. A palavra “para” é uma preposição no subtítulo.
É correto o que se afirma em:
Na realidade, seus amigos não gostam de você,
diz a ciência
Sabe da última? As pessoas que você acha que são suas amigas provavelmente não são. Na verdade, de um modo geral, você é terrível em julgar a forma como as outras pessoas se sentem sobre você.
Esta conclusão otimista e iluminada saiu de um estudo publicado na PLOS ONE, que descobriu que quase metade das pessoas que pensamos ser nossos amigos não compartilham do sentimento.
Cientistas da Tel Aviv University trabalharam com pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology para avaliar o que 84 alunos de graduação israelenses pensam sobre seus colegas em uma escala de zero a cinco. Um zero significaria algo como “não conheço essa pessoa”, um três significava “amigo” e um cinco seria “um dos melhores amigos”.
Os pesquisadores também perguntaram aos alunos como eles achavam que seus amigos iriam avaliá-los. Apenas metade dos alunos que acharam que suas classificações sobre seus amigos seriam igualmente retribuídas estavam certos. 47% das classificações de amizade foram unilaterais, com um aluno classificando outro como amigo, mas não sendo classificado da mesma forma.
“A maioria das pessoas está errada sobre metade dos seus relacionamentos”, disse o Dr. Erez Shmueli, um dos autores do estudo, em uma entrevista por telefone. “Somos muito ruins em julgar os tipos de relacionamentos que temos”. Isso é lamentável, já que esta habilidade é crucial para determinar nossa própria influência social.
Dito isso, os pesquisadores descobriram alguns fatores que poderiam ajudar a prever se duas pessoas selecionariam um ao outro como amigos. Um dos fatores era o tamanho do círculo social de ambos e o outro, o número aproximado de amigos. Uma pessoa com poucos amigos, por exemplo tinha uma maior probabilidade de sentir uma conexão unilateral com alguém que tem muitos amigos, o que parece bastante intuitivo. Então, se os fatores que determinam nossas amizades parecem tão óbvios, por que erramos tanto em nossos julgamentos? Os pesquisadores acham que o ego é um ponto cego que nos impede de reconhecer quando as amizades são mútuas ou unilaterais.
“Se você considera alguém como amigo, você automaticamente espera que a pessoa sinta o mesmo”, disse Shmueli. Ou, como foi dito na pesquisa, “uma amizade não recíproca desafia a autoimagem”.
Então, basicamente, se você quer ter bons resultados na hora de saber quem são seus amigos verdadeiros, é melhor superar o ego e encarar a realidade de seus relacionamentos de forma honesta. “Em nossa vida diária, como indivíduos, podemos tentar entender os tipos de relacionamentos que temos de fato”, disse Shmueli. “Em quem podemos realmente confiar?”.
Disponível em: https://br.noticias.yahoo.com/na-realidade-seus-amigos-n%C3%A3o-gostam-de-voc%C3%AA-diz-081853584.html?-
nhp=1. Acesso em 10 mai. 2016.
Cartas de Amor
Eu era aluno do Júlio de Castilhos e estudava à tarde (as manhãs, naquela época, estavam reservadas às turmas femininas). Um dia cheguei para a aula, coloquei meus livros na carteira e ali estava, bem no fundo, um papel cuidadosamente dobrado. Era uma carta; dirigida não a mim, mas “ao colega da tarde”. E era uma carta de amor. De amor, não; de paixão. Paixão incontida, transbordante, a carta de uma alma sequiosa de afeto,_______________ o jovem escritor não teve a menor dificuldade de enviar a resposta.
Iniciou-se, assim, uma correspondência que se prolongou pelo ano letivo, não se interrompendo nem com as provas, nem com as férias de julho. À medida que o ano ia chegando a seu fim, os arroubos epistolares iam crescendo. Cheguei à conclusão de que precisava conhecer minha correspondente, aquela bela da manhã que me encantava com suas frases.
Mas… Seria realmente bela? A julgar pela letra, sim; eu até a imaginava como uma moça esguia, morena, de belos olhos verdes. Contudo, nem mesmo os grandes especialistas em grafologia estão imunes ao erro, e um engano poderia ser trágico. Além disto, eu já tinha uma namorada que não escrevia, mas era igualmente apaixonada.
Optei, portanto, pelo mistério, pelo “nunca vi, sempre te amei”. A minha história de amor continuou somente na fantasia. Que é o melhor lugar para as grandes histórias de amor.
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme
enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
Vocabulário:
Arroubos: impulsos
Epistolares: relativos à carta
Grafologia: estudo das formas das letras
Cartas de Amor
Eu era aluno do Júlio de Castilhos e estudava à tarde (as manhãs, naquela época, estavam reservadas às turmas femininas). Um dia cheguei para a aula, coloquei meus livros na carteira e ali estava, bem no fundo, um papel cuidadosamente dobrado. Era uma carta; dirigida não a mim, mas “ao colega da tarde”. E era uma carta de amor. De amor, não; de paixão. Paixão incontida, transbordante, a carta de uma alma sequiosa de afeto,_______________ o jovem escritor não teve a menor dificuldade de enviar a resposta.
Iniciou-se, assim, uma correspondência que se prolongou pelo ano letivo, não se interrompendo nem com as provas, nem com as férias de julho. À medida que o ano ia chegando a seu fim, os arroubos epistolares iam crescendo. Cheguei à conclusão de que precisava conhecer minha correspondente, aquela bela da manhã que me encantava com suas frases.
Mas… Seria realmente bela? A julgar pela letra, sim; eu até a imaginava como uma moça esguia, morena, de belos olhos verdes. Contudo, nem mesmo os grandes especialistas em grafologia estão imunes ao erro, e um engano poderia ser trágico. Além disto, eu já tinha uma namorada que não escrevia, mas era igualmente apaixonada.
Optei, portanto, pelo mistério, pelo “nunca vi, sempre te amei”. A minha história de amor continuou somente na fantasia. Que é o melhor lugar para as grandes histórias de amor.
(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme
enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)
Vocabulário:
Arroubos: impulsos
Epistolares: relativos à carta
Grafologia: estudo das formas das letras
O pouca-telha sente a água batucando diretamente na cabeça.
Aí o cabeludo, em defesa da categoria, argumenta que cabelo é item de beleza superior e charme: dá pra deixar crescer, tingir de ruivo, fazer trancinha e até coque casal-top model.
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas exerçam, respectivamente, as mesmas funções presentes nas frases selecionadas do texto.
Você escreve e imprime ao mesmo tempo. Era uma musa sempre presente. Mas será que alguém sabe, de verdade?