Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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Leia com atenção a poesia de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, publicada em 1940 no livro Sentimento do Mundo, para responder à questão abaixo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
1- Cáfila
2- Matilha
3- Récua
4 - Vara
5- Cardume
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de bestas de carga.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de cães de caça.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de peixes.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de camelos.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de porcos.
A ordem de preenchimento correto dos parênteses de cima para baixo é:
Leia atentamente o poema Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, escritor brasileiro, para responder à questão.
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo Subirei
no pau-de-sebo Tomarei
banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero 40Na
cama que escolherei Vou-me
embora pra Pasárgada.
BANDEIRA, M. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Há nitidamente, neste poema, as configurações de espaço, com o uso dos advérbios “aqui” e “lá”.
II – Segundo a visão do eu-lírico, a prostituição não é um meio aceitável para curar a tristeza e a solidão.
III – No poema, o eu-lírico busca uma espécie de paraíso para vivenciar atos comuns da vida.
É (São) CORRETA(s) a(s) afirmação (ões):
I - O radical: nov- II - A desinência número-pessoal: -mos III - O prefixo: re- IV - A vogal de ligação: a.
Considera-se correta a alternativa:
I – Na língua portuguesa, os adjetivos variam em gênero, número e grau.
II – A sentença “Gostaria de comprar camisas rosas-claro” está correta, segundo a norma culta da língua.
III – Um exemplo de adjetivo comparativo de igualdade é a sentença: “Sou tão alto como você”.
É(são) correta(s) a(s) afirmação(ões):
No período abaixo, os advérbios destacados referem-se, respectivamente:
I- Eu sinceramente não confio nesse motorista, pois ele dirige perigosamente.

Atenção: O fragmento do texto abaixo servirá de subsídio para a questão:
Na maturidade, não tem a hipótese de transferir as decisões para o dia de São Nunca
(Martha Medeiros)
Você acorda, vai ao banheiro, se olha no espelho, faz a barba ou pinta o olho e inicia mais um dia da sua vida, mas é sua vida mesmo, ou você interpreta um personagem? Você amadureceu pra valer ou virou uma cópia falsificada de um adulto? Tenho visto alguns humanos adulterados por aí, “gente grande” made in Paraguai.
Éramos crianças inocentes e protegidas, até que os anos passaram. A adolescência nada mais é do que você percorrendo, sozinho, um amplo deserto e enxergando, ao longe, aquela poeirinha no horizonte que, nos filmes de aventura, indica uma cavalaria armada ou uma tribo de peles-vermelhas se aproximando, qualquer coisa que pareça ameaçadora na imaginação e que assustará ainda mais quando chegar perto – e você não tem nem um reles pangaré pra montar e escapar desse ataque iminente. Sabe que terá que ser muito homem – ou muito mulher – pra enfrentar.
Aquela poeirinha vai se agigantar na sua frente. E então você verá que não são malfeitores com rifles em punho nem os índios estereotipados dos faroestes. São escolhas a fazer, relações amorosas, dúvidas e dívidas, filhos pra educar, a finitude pra lidar e posicionamentos exigidos pela sociedade: a maldita esquadra da maturidade, que não está a fim de negociar com seu amadorismo.
E agora?
Quem encara paga um preço alto. Não tem o recurso de se amparar nas costas de papai e mamãe, não tem a hipótese de transferir as decisões para o dia de São Nunca. Com a coragem que nem sabia que tinha, você assume sua identidade, dá um trato nos seus medos e começa a trajetória: trabalha, rala, ama, sofre, se expõe, se impõe, fala, cala, sofre, destrói, constrói. Mas constrói mesmo. Uma vida legítima. Uma vida sua. (...)
Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/martha-medeiros-na-maturidade-nao-tem-hipotese-de-transferir-as-decisoes-para-o-dia-de-sao-nunca/ Acesso em: 10/02/18
”Votou naquele candidato, embora pertencesse à oposição.”
“Pesquisou muito para que a doença fosse solucionada.”
”A reunião foi suspensa quando ele chegou.”
”Ele chegou atrasado porque seu despertador não tocou.”
O valor semântico das conjunções grifadas nas orações acima equivalem respectivamente a :
Analise o trecho a seguir.
Entendem os filósofos que nosso conflito essencial e drama talvez único seja mesmo o estar-nomundo. (Guimarães Rosa)
Pode-se concluir que qualquer palavra ou expressão antecedida por artigo se torna: