Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Foram encontradas 21.517 questões

Q3980232 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Trecho de Navio Negreiro - Castro Alves

-


Era um sonho dantesco... o tombadilho

Que das luzernas avermelha o brilho.

Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros... estalar de açoite...

Legiões de homens negros como a noite,

Horrendos a dançar...

-

Negras mulheres, suspendendo às tetas

Magras crianças, cujas bocas pretas

Rega o sangue das mães:

Outras moças, mas nuas e espantadas,

No turbilhão de espectros arrastadas,

Em ânsia e mágoa vãs!

-

E ri-se a orquestra irônica, estridente...

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais ...

Se o velho arqueja, se no chão resvala,

Ouvem-se gritos... o chicote estala.

E voam mais e mais...

-

Presa nos elos de uma só cadeia,

A multidão faminta cambaleia,

E chora e dança ali!

Um de raiva delira, outro enlouquece,

Outro, que martírios embrutece,

Cantando, geme e ri!

-

No entanto o capitão manda a manobra,

E após fitando o céu que se desdobra,

Tão puro sobre o mar,

Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

Fazei-os mais dançar!..."

-

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais...

Qual um sonho dantesco as sombras voam!...

Gritos, ais, maldições, preces ressoam!

E ri-se Satanás!...

No trecho "E ri-se a orquestra irônica, estridente...", as palavras "irônica" e "estridente" são classificadas como:
Alternativas
Q3979991 Português
Sobre o processo de formação de palavras, assinale a alternativa que identifica corretamente o processo presente na palavra DESCONFIADO:
Alternativas
Q3979990 Português
Leia a frase:
Os "jovens" são "resilientes" diante das "adversidades" do mundo atual.
Sobre a classificação das palavras destacadas, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3979983 Português
Sobre o uso de "demais/ de mais", assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3979982 Português
Leia a frase abaixo:
"Os trabalhadores permaneceram intranquilos diante das mudanças impostas pela nova gestão".
Em relação à palavra "intranquilos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3979947 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno

Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

    Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.
    O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.
    É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.
    Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.
    Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.
    A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época…
    Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.
    A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.
    Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.
    Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
Leia:

    “Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos.”

Em relação ao fragmento retirado do texto, assinale a afirmativa gramaticalmente adequada. 
Alternativas
Q3979736 Português

Leia atentamente as afirmações abaixo e assinale (V) para verdadeiro ou (F) para falso.



I. Na frase "Ele está se sentindo mal", a palavra "mal" é utilizada como um advérbio de modo, indicando que o sujeito não está se sentindo bem.


II. "Mau" é um adjetivo que qualifica algo ou alguém como ruim, como em "Ele é um mau exemplo para os colegas".


III. A frase "O mal da sociedade é a desigualdade social" emprega a palavra "mal" como um substantivo, referindo-se a algo prejudicial.


IV. Em "Aquele lobo mau atacou a vovozinha", a palavra "mau" é utilizada como um advérbio de intensidade, intensificando a ação do verbo atacar.

Alternativas
Q3979731 Português

Leia a frase:



"O menino correu rapidamente para pegar o ônibus."



A palavra "rapidamente" pertence à classe gramatical de:

Alternativas
Q3979693 Português

Observe:


Q7.png (357×265)


No anúncio acima, os termos presentes dentro do círculo são ADJETIVOS apresentando o grau:

Alternativas
Q3979638 Português

Observe:

Q40.png (352×153)


Em relação à tirinha, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3978916 Português
Assinale a alternativa que contém, respectivamente, os verbos de acordo com a seguinte classificação: Pretérito perfeito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo e pretérito perfeito do indicativo.
Alternativas
Q3978875 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
Leia:
“Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos.”
Em relação ao fragmento retirado do texto, assinale a afirmativa gramaticalmente adequada. 
Alternativas
Q3977992 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 

Vozes-Mulheres 

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
-
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
-
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
-
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
-
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
-
O ontem – o hoje – o agora.
-
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
-
Relela o trecho a seguir.

"A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome."

A expressão "versos perplexos" é composta, respectivamente, por:
Alternativas
Q3977990 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 

Vozes-Mulheres 

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
-
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
-
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
-
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
-
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
-
O ontem – o hoje – o agora.
-
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
-
Em "O ontem – o hoje – o agora", as palavras "ontem", "hoje" e "agora" aparecem acompanhadas pelo artigo definido "o". Por essa razão, assumem o papel de:
Alternativas
Q3977157 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pela Luz Dos Olhos Teus (part. Miúcha) – TOM JOBIM

-

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá

O encontro desse olhar

-

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus

Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus

Me sinto incendiar

-

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus

Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus

Sem mais lá-rá-rá-rá

-

Pela luz dos olhos teus

Eu acho, meu amor

E só se pode achar

Que a luz dos olhos meus

Precisa se casar

-

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus

Que frio que me dá

O encontro desse olhar

-

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus

Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus

Me sinto incendiar

-

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus

Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus

Sem mais lá-rá-rá-rá

-

Pela luz dos olhos teus

Eu acho, meu amor

E só se pode achar

Que a luz dos olhos meus

Precisa se casar

-

Que a luz dos olhos meus precisa se casar

Que a luz dos olhos meus precisa se casar

Precisa se casar (precisa se casar)

Precisa se casar (precisa se casar)

-

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar

Precisa se casar, precisa se casar



Considere as afirmações a seguir.

I. Em "Meu amor, juro por Deus / me sinto incendiar", a expressão "meu amor" funciona como vocativo.
II. Em "Quando a luz dos olhos meus /E a luz dos olhos teus / Resolvem se encontrar", o termo "quando" expressa o sentido de tempo.
III. Em "Ai, que bom que isso é, meu Deus", a palavra "ai" pertence à classe das interjeições.
IV. Em "Mas se a luz dos olhos teus / Resiste aos olhos meus", a expressão "aos olhos meus" funciona sintaticamente como complemento nominal.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3976114 Português

Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral


40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.


Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.


Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.


Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".


Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós. 


O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.


Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.


Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.


(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])

Analise: “Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.” O emprego discursivo do advérbio destacado apresenta um(a)
Alternativas
Q3975322 Português
Assinale a alternativa que apresenta palavra formada por derivação prefixal e sufixal:  
Alternativas
Q3956047 Português
Assinale a alternativa em que a classificação das palavras destacadas está totalmente CORRETA.
"O professor explicou claramente a lição aos alunos interessados."
Alternativas
Q3941417 Português
O processo de derivação prefixal e sufixal ocorre quando um mesmo radical recebe, simultaneamente, acréscimo de prefixo e de sufixo. Em qual das alternativas esse tipo de formação se verifica? 
Alternativas
Respostas
1541: E
1542: A
1543: A
1544: B
1545: C
1546: C
1547: C
1548: B
1549: B
1550: A
1551: D
1552: B
1553: C
1554: E
1555: C
1556: B
1557: A
1558: D
1559: A
1560: D