Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q1081922 Português
Na oração “certos momentos, jamais chegarão a ser momentos certos”, os termos grifados é sucessivamente:
Alternativas
Q1081886 Português
Em “Havia homens que construíam muros...”
Alternativas
Q1081833 Português

Mentalidade Self-service e a ilusão de liberdade


Simone Ribeiro Cabral Fuzaro


    Hoje, gostaria de refletir sobre uma ideia que foi entrando em nosso cotidiano, foi se enraizando em nossas vidas e transformando nosso modo de ver o mundo e as coisas: a mentalidade “self-service”. Essa expressão da língua inglesa, traduzida livremente ao Português, significa “serviço próprio” ou “autosserviço”. O self-service é um sistema de atendimento adotado principalmente em restaurantes, pelo qual o cliente tem a possibilidade de servir o seu próprio prato, de acordo com as opções disponibilizadas pelo estabelecimento.

    Apesar de ter tido seu início em restaurantes, esse tipo de serviço foi se expandindo a diversos outros estabelecimentos, em que é possível que o próprio cliente execute integral ou parcialmente o atendimento (lavanderias, postos de combustível, caixas eletrônicos...).

    Apesar dos benefícios e facilidades inegáveis trazidas por esse tipo de serviço, é importante olharmos para os demais efeitos que causa em nosso modo de ver as coisas e, consequentemente, em nossas vidas. Essa possibilidade de autosserviço, no qual se paga por exatamente aquilo que se deseja consumir, foi aos poucos contribuindo na transformação das relações, uma vez que foi fomentando a possibilidade de que cada um atenda efetivamente aos seus próprios desejos e interesses sem restrições relativas ao grupo que o acompanha ou àquele que presta o serviço. Já não há mais a necessidade de se escolher em família (ou em grupo) que prato pedir no restaurante e, com isso, de se negociar desejos, gostos, preferências. Mesmo que não percebamos com muita clareza, está implícito aí um engrandecimento do eu em detrimento do nós.

    Já não se faz mais necessário abrir mão de um gosto, de comer um pouco do que não aprecio tanto para satisfazer alguém com quem me importo. Pouco a pouco, sem percebermos, vamos vivendo cada vez mais um modo autocentrado de ver os serviços que utilizamos, as pessoas que nos rodeiam.... o mundo. Vai ficando forte a ideia de que pago somente pelo que quero consumir, consumo somente aquilo que me interessa do serviço oferecido, ganhando o direito de “recortá-lo” segundo meus interesses e sem considerar os interesses daqueles que prestam o serviço e, às vezes, até mesmo se o serviço prestado será de qualidade se for adaptado ao meu querer.

    Se olharmos a realidade, por exemplo, das escolas infantis, veremos uma quantidade cada vez maior de pais que querem escolher livremente o horário de entrada e saída dos filhos sem levar em conta os períodos escolares que são importantíssimos por vários motivos: contemplam uma rotina necessária para as crianças pequenas, asseguram um mesmo grupo de colegas e professores, o que transmite segurança e conforto afetivo, possibilitam que participem das atividades planejadas à fase escolar em que se encontram etc. O que os pais estão buscando, no entanto, é uma “escola self-service” e não percebem que acabam por prejudicar o próprio filho, que terá um serviço que não garantirá o atendimento às suas necessidades básicas para um desenvolvimento saudável.

    Reina uma ideia de que temos o direito de ser “livres” para escolher segundo nossos desejos e nossas necessidades. Questiono, porém: podemos considerar essa possibilidade de escolha como liberdade? Parece-me haver um equívoco claro nessa ideia, afinal, a liberdade nos leva a escolher o bem. O que há hoje são pessoas absolutamente escravizadas, em primeiro lugar, pelos seus próprios desejos de satisfação, conforto, facilidade. Depois, escravizadas ao ter – é preciso muito para viver nessa gana de satisfações, e, então, escravizamo-nos às rotinas malucas de trabalho que roubam o direito de atendermos às necessidades reais de nossa saúde, de nossa família, de uma vida mais equilibrada.

    Vale refletirmos: em que situações estamos nos deixando levar por essa “mentalidade self-service” exagerada? Vamos olhar de modo crítico as facilidades, afinal, já sabemos: as grandes e fundamentais aprendizagens acontecem quando enfrentamos as dificuldades e não quando nos desviamos delas.


Disponível em: <http://www.osaopaulo.org.br/colunas/mentalidade-self-service-e-a-ilusao-de-liberdade>. Acesso em: 25 jun. 2019.

Assinale a alternativa em que a palavra destacada funcione como um advérbio que atribui uma circunstância a uma ação.
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Q1081269 Português
Quanto a classificação, estamos falando daquele que nomeiam estados, qualidades, sentimentos ou ações cuja existência depende de outros seres. Neste sentido, estamos nos referindo a qual classificação de substantivos?
Alternativas
Q1081267 Português
Classe de palavras variável com que se designam ou se nomeiam os seres em geral ou são as palavras variáveis com que se designam os seres (pessoas, animais e coisas). Palavra que serve de modo primário, de núcleo de sujeito, do objeto direto, do objeto indireto e do agente da passiva. Qualquer palavra de outra classe que desempenhe uma dessas funções equivalerá, forçosamente, esta classe gramatical. De acordo com a descrição, estamos falando de qual classe gramatical?
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Q1079519 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

Hino de Pernambuco
Oscar Brandão da Rocha (1908)

Oscar Brandão da Rocha (1908)
Coração do Brasil, em teu seio
corre o sangue de heróis - rubro veio
que há de sempre o valor traduzir.
És a fonte da vida e da história
desse povo coberto de glória,
o primeiro, talvez, no porvir.

Salve, ó terra dos altos coqueiros,
de belezas soberbo estendal,
nova Roma de bravos guerreiros,
Pernambuco imortal! Imortal!

Esses montes e vales e rios,
proclamando o valor de teus brios,
reproduzem batalhas cruéis.
No presente és a guarda avançada,
sentinela indormida e sagrada
que defende da pátria os lauréis.[...].
És a fonte da vida e da história / desse povo coberto de glória”. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação gramatical dos termos destacados.
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Q1079510 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.
Hino da Independência do Brasil

Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil. [...] Evaristo Ferreira da Veiga
Observe os versos a seguir: “Ou ficar a pátria livre /Ou morrer pelo Brasil.” Quanto à relação e expressão das conjunções destacadas, assinale a alternativa correta.
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Q1078708 Português
Texto 1
CUIDEM DOS GAROTOS

    O problema de Bruno está resolvido. Rapidamente, mas não poderia se diferente: raras vezes um comportamento criminoso é identificado e provado em pouco tempo com tanta abundância de provas, tanta escassez de atenuantes. O ex-goleiro e ex-ídolo do Flamengo mostrou ser tudo que um atleta popular não pode ser.
    Seus ex-patrões, e não falo só do flamengo, bem que poderiam fazer um exame de consciência e perguntar a si mesmos se, antes de matar a companheira com repugnantes requintes de violência, Bruno já não teria dado sinais ou mesmo provas de que alguma coisa estava errada com ele.
     Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível necessidade de uma política preventiva a respeito dos jogadores.
    Profissionais do futebol não são funcionários comuns de uma empresa. Ao assinarem contrato com o clube, passam a ser parte de sua história e de sua imagem, o que significa tanto compromisso como honra - e implica responsabilidades especiais, dentro das quatro linhas e fora delas.
    A condição de ídolo popular tem tantas responsabilidades quanto prazeres. Sei que estou apenas citando lugares-comuns, o que pode ser cansativo para o leitor, mas peço um pouco de paciência: eles só ficam comuns por serem verdadeiros e resistirem ao tempo.
    O Flamengo agiu com rapidez e eficiência, tanto quanto a polícia, no caso do Bruno, mas o torcedor tem o direito de perguntar: o que o clube e os outros estão dispostos a fazer, não para reagir a episódios semelhantes, mas simplesmente para evitá-los?
    É comum, e absolutamente desejável, que rapazes, muitos ainda adolescentes, mostrem nos gramados um grau de excelência no exercício da profissão prematuro e incomum em outras profissões. As leis da concorrência mandam que sejam regiamente pagos por isso, mas o sucesso antes da maturidade tem riscos óbvios. Talvez deva partir dos clubes, tanto por razões éticas como em defesa de sua própria imagem, a iniciativa de preparar suas jovens estrelas para a administração correta do sucesso. Dá trabalho, com certeza, mas, em prazo não muito longo, trata-se da defesa de seus interesses e de seu patrimônio, sem falar no aspecto ético de uma política nesse sentido.
    O caso de Bruno é, obviamente, uma aberração. Não conheço outro craque assassino, mas não faltam exemplos de bons jogadores que jogaram fora suas carreiras e não foram cidadãos exemplares - ou pelo menos cidadãos comuns - por absoluta incompetência na administração do êxito. Principalmente porque o sucesso no esporte costuma chegar muito antes do que acontece com outras profissões.
     Bruno não foi formado no Flamengo. A ele chegou pronto, para o melhor e para o pior. O que fez de sua vida não é culpa do clube, mas serve como advertência para todos os clubes,
    Cartolas, cuidem de seu patrimônio, cuidem de seus garotos.

Luiz Garcia – Cronista do Jornal O Globo
Falecido em abril de 2018
“O caso de Bruno é, OBVIAMENTE, uma aberração.”
A palavra em destaque é classificada gramaticalmente como: 
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Q1078621 Português

Texto para as questões de 09 a 11 

 

Assim Eu Vejo a Vida

Cora Coralina 

 

A vida tem duas faces:

Positiva e negativa

O passado foi duro

mas deixou o seu legado

Saber viver é a grande sabedoria


Que eu possa dignificar

Minha condição de mulher,

Aceitar suas limitações

E me fazer pedra de segurança

dos valores que vão desmoronando.

Nasci em tempos rudes

Aceitei contradições

lutas e pedras 

como lições de vida

e delas me sirvo

Aprendi a viver. 


FONTE: https://www.pensador.com/poemas_de_cora_coralina/ 

 

Em “O passado foi duro/ mas deixou o seu legado”, o termo em destaque poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por: 
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Q1078413 Português

“Era uma vez

O dia em que todo dia era bom

Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens serem feitas

de algodão

Dava pra ser herói no mesmo dia em que escolhia ser vilão

E acabava tudo em lanche

Um banho quente e talvez um arranhão” (Kell Smith)

                                                                                        (Fonte: Vagalume)

Observe: “Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens serem feitas de algodão”. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação das palavras destacadas.
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Q1076816 Português
Elas _______ , por serem vendedoras de automóveis, orientaram os amigos na troca do carro, ________ eles pouco _______ importância a isso.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas do enunciado na ordem em que se apresentam, conforme a norma-padrão da língua portuguesa. 
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Q1076813 Português

Leia a tirinha para responder a questão.


No texto do último quadrinho, “Agora eu entendo!”, a palavra destacada estabelece circunstância de 
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Q1076810 Português
O poder da gentileza

    Clóvis, numa viagem de ônibus, escutou o passageiro da frente lhe perguntar:
     − Você se incomodaria se eu recuasse o encosto da minha poltrona?
   O sotaque carregado do jovem japonês deixou Clóvis admirado. Não havia dúvida: o rapaz queria mesmo saber se afastar a poltrona iria incomodá-lo. Em poucos segundos, Clóvis reconheceu que havia vivido uma experiência de grande valor. Ele é daqueles que se encantam mais por pessoas e suas atitudes do que por outras atrações do mundo. Ali, no interior daquele ônibus, alguém tinha considerado, na hora de agir, os afetos de outra pessoa.
    E o jovem só reclinou a poltrona um pouquinho. Clóvis pensou nas tantas longas viagens que fez, deixando-se desmoronar como um prédio nos assentos marcados e recuando encostos com a rudeza de quem percebe o mundo como princípio e fim, apenas pensando em si mesmo, no próprio prazer e conforto.
    Aquele passageiro japonês tinha ensinado algo precioso a Clóvis, o que sua mãe chamaria de “bons modos”. Um jeito melhor de se comportar, de agir, de conviver.
    Daquele dia em diante, Clóvis nunca mais reclinou o encosto do seu assento sem consultar o passageiro de trás.
(Clóvis de Barros. Shinsetsu: o poder da gentileza. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018. Adaptado) 
Na frase “... o rapaz queria mesmo saber se afastar a poltrona para trás iria incomodá-lo”, a palavra destacada estabelece relação de sentido de
Alternativas
Q1076807 Português
O poder da gentileza

    Clóvis, numa viagem de ônibus, escutou o passageiro da frente lhe perguntar:
     − Você se incomodaria se eu recuasse o encosto da minha poltrona?
   O sotaque carregado do jovem japonês deixou Clóvis admirado. Não havia dúvida: o rapaz queria mesmo saber se afastar a poltrona iria incomodá-lo. Em poucos segundos, Clóvis reconheceu que havia vivido uma experiência de grande valor. Ele é daqueles que se encantam mais por pessoas e suas atitudes do que por outras atrações do mundo. Ali, no interior daquele ônibus, alguém tinha considerado, na hora de agir, os afetos de outra pessoa.
    E o jovem só reclinou a poltrona um pouquinho. Clóvis pensou nas tantas longas viagens que fez, deixando-se desmoronar como um prédio nos assentos marcados e recuando encostos com a rudeza de quem percebe o mundo como princípio e fim, apenas pensando em si mesmo, no próprio prazer e conforto.
    Aquele passageiro japonês tinha ensinado algo precioso a Clóvis, o que sua mãe chamaria de “bons modos”. Um jeito melhor de se comportar, de agir, de conviver.
    Daquele dia em diante, Clóvis nunca mais reclinou o encosto do seu assento sem consultar o passageiro de trás.
(Clóvis de Barros. Shinsetsu: o poder da gentileza. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que a palavra destacada dá uma qualidade à anterior.
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Q1076528 Português
Carros precisam de renovação para oferecer mais segurança aos ocupantes

    Há temas que são tabu no conjunto de regulamentações de trânsito no Brasil. Falar em renovação da frota é como cercear o direito de ir e vir de quem não pode adquirir um automóvel atual. A gritaria também é geral quando se fala em restringir a circulação de veículos de carga em períodos de grande movimento nas rodovias, como os feriados.
    O problema ocorre quando os mundos se cruzam: carros e caminhões mal conservados dividindo espaço no tráfego congestionado. O resultado aparece em estatísticas: 103 mortos em acidentes nas estradas no período do último Carnaval. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal. Houve queda de 31% no número de óbitos em relação a 2017, fato que, apesar do alívio, não dá motivos para comemorações.
    Caso as evoluções propostas há mais de 20 anos, época em que o atual Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, tivessem se tornado realidade, a quantidade de vítimas seria certamente menor.
    A idade média da frota de caminhões é superior a 10 anos, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Sindipeças. São veículos com milhões de quilômetros rodados e manutenção nem sempre em dia.
    Carros incapazes de proteger ocupantes em colisões circulam na contramão da modernidade. Muitos donos teriam interesse em se livrar desses veículos se lhes fossem oferecidos benefícios para adquirir um modelo mais novo, mesmo que seja um usado em melhores condições.
    Mas as propostas de renovação não seguem adiante, sempre preteridas nos incentivos governamentais ou nos pedidos de socorro feitos pelas montadoras em crise.
    Com as novas exigências de segurança e redução de emissões de poluentes que devem surgir com o programa Rota 2030, é o momento de retornar ao tema, sem medo de chamar carro velho de sucata. A legislação que virá e a retomada nas vendas precisam gerar também um ciclo de renovação mais amplo que a simples troca de um carro seminovo por um zero-quilômetro.

(Eduardo Sodré. Folha de S.Paulo. 18.02.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa que substitui os trechos destacados na passagem – Muitos donos teriam interesse em se livrar desses veículos se lhes fossem oferecidos benefícios para adquirir um modelo mais novo, mesmo que seja um usado em melhores condições. – com correção e expressando adequadamente o sentido deles.
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Q1076526 Português
Carros precisam de renovação para oferecer mais segurança aos ocupantes

    Há temas que são tabu no conjunto de regulamentações de trânsito no Brasil. Falar em renovação da frota é como cercear o direito de ir e vir de quem não pode adquirir um automóvel atual. A gritaria também é geral quando se fala em restringir a circulação de veículos de carga em períodos de grande movimento nas rodovias, como os feriados.
    O problema ocorre quando os mundos se cruzam: carros e caminhões mal conservados dividindo espaço no tráfego congestionado. O resultado aparece em estatísticas: 103 mortos em acidentes nas estradas no período do último Carnaval. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal. Houve queda de 31% no número de óbitos em relação a 2017, fato que, apesar do alívio, não dá motivos para comemorações.
    Caso as evoluções propostas há mais de 20 anos, época em que o atual Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, tivessem se tornado realidade, a quantidade de vítimas seria certamente menor.
    A idade média da frota de caminhões é superior a 10 anos, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Sindipeças. São veículos com milhões de quilômetros rodados e manutenção nem sempre em dia.
    Carros incapazes de proteger ocupantes em colisões circulam na contramão da modernidade. Muitos donos teriam interesse em se livrar desses veículos se lhes fossem oferecidos benefícios para adquirir um modelo mais novo, mesmo que seja um usado em melhores condições.
    Mas as propostas de renovação não seguem adiante, sempre preteridas nos incentivos governamentais ou nos pedidos de socorro feitos pelas montadoras em crise.
    Com as novas exigências de segurança e redução de emissões de poluentes que devem surgir com o programa Rota 2030, é o momento de retornar ao tema, sem medo de chamar carro velho de sucata. A legislação que virá e a retomada nas vendas precisam gerar também um ciclo de renovação mais amplo que a simples troca de um carro seminovo por um zero-quilômetro.

(Eduardo Sodré. Folha de S.Paulo. 18.02.2018. Adaptado)
O termo destacado no título “Carros precisam de renovação para oferecer mais segurança aos ocupantes.” expressa
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Q1076524 Português
Carros precisam de renovação para oferecer mais segurança aos ocupantes

    Há temas que são tabu no conjunto de regulamentações de trânsito no Brasil. Falar em renovação da frota é como cercear o direito de ir e vir de quem não pode adquirir um automóvel atual. A gritaria também é geral quando se fala em restringir a circulação de veículos de carga em períodos de grande movimento nas rodovias, como os feriados.
    O problema ocorre quando os mundos se cruzam: carros e caminhões mal conservados dividindo espaço no tráfego congestionado. O resultado aparece em estatísticas: 103 mortos em acidentes nas estradas no período do último Carnaval. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal. Houve queda de 31% no número de óbitos em relação a 2017, fato que, apesar do alívio, não dá motivos para comemorações.
    Caso as evoluções propostas há mais de 20 anos, época em que o atual Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, tivessem se tornado realidade, a quantidade de vítimas seria certamente menor.
    A idade média da frota de caminhões é superior a 10 anos, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Sindipeças. São veículos com milhões de quilômetros rodados e manutenção nem sempre em dia.
    Carros incapazes de proteger ocupantes em colisões circulam na contramão da modernidade. Muitos donos teriam interesse em se livrar desses veículos se lhes fossem oferecidos benefícios para adquirir um modelo mais novo, mesmo que seja um usado em melhores condições.
    Mas as propostas de renovação não seguem adiante, sempre preteridas nos incentivos governamentais ou nos pedidos de socorro feitos pelas montadoras em crise.
    Com as novas exigências de segurança e redução de emissões de poluentes que devem surgir com o programa Rota 2030, é o momento de retornar ao tema, sem medo de chamar carro velho de sucata. A legislação que virá e a retomada nas vendas precisam gerar também um ciclo de renovação mais amplo que a simples troca de um carro seminovo por um zero-quilômetro.

(Eduardo Sodré. Folha de S.Paulo. 18.02.2018. Adaptado)
Os termos destacados nas frases – Mas as propostas de renovação não seguem adiante, sempre preteridas nos incentivos governamentais... / A legislação que virá e a retomada nas vendas precisam gerar também um ciclo de renovação mais amplo que a simples troca de um carro seminovo por um zero-quilômetro. – expressam circunstâncias, respectivamente, de
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Q1076476 Português

Leia o texto para responder à questão.

Problemas de comportamento na escola podem ser indícios de TOD

    Crianças são naturalmente agitadas. Cabe à família estabelecer limites e regras, e à escola reforçá-las e fazer com que sejam respeitadas. Mas, quando pais e educadores não conseguem controlar excessos no comportamento de algumas crianças, é preciso auxílio profissional; o problema pode ser o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), que tem se tornado cada vez mais comum no ambiente escolar.

    De acordo com o neuropediatra Clay Brites, um dos fundadores do Instituto NeuroSaber, o TOD é o excesso de um traço de comportamento inadequado e resulta da união de fatores genéticos com fatores ambientais desajustados. “É uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos por gerar na criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança e dificuldade em seguir regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridades”, explica. Ele ressalta que o transtorno costuma aparecer nos primeiros sete anos de vida e a incidência é maior em meninos.

    O tratamento para o TOD é feito por uma rede multidisciplinar composta por pais, escola e profissionais. A terapia é fundamental tanto para a criança com TOD, quanto para a família, que precisa aprender o manejo comportamental ideal para seus filhos e também necessita de equilíbrio para lidar com a situação. Embora não seja um problema simples, pois o tratamento é longo e requer persistência da família e da escola, os números são animadores: características do TOD desaparecem em 65% das crianças e adolescentes que recebem o tratamento adequado. Porém, quando o problema não tem a devida atenção, pode evoluir para outros quadros, como baixo rendimento escolar e problemas de aprendizagem.

(Lilian Martins. Gazeta do Povo. 02.03.2018. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado) 

A expressão que substitui a destacada em – Embora não seja um problema simples, pois o tratamento é longo e requer persistência da família e da escola, os números são animadores... (3° parágrafo) – preservando o sentido e a correção da frase, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, é:
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Q1076475 Português

Leia o texto para responder à questão.

Problemas de comportamento na escola podem ser indícios de TOD

    Crianças são naturalmente agitadas. Cabe à família estabelecer limites e regras, e à escola reforçá-las e fazer com que sejam respeitadas. Mas, quando pais e educadores não conseguem controlar excessos no comportamento de algumas crianças, é preciso auxílio profissional; o problema pode ser o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), que tem se tornado cada vez mais comum no ambiente escolar.

    De acordo com o neuropediatra Clay Brites, um dos fundadores do Instituto NeuroSaber, o TOD é o excesso de um traço de comportamento inadequado e resulta da união de fatores genéticos com fatores ambientais desajustados. “É uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos por gerar na criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança e dificuldade em seguir regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridades”, explica. Ele ressalta que o transtorno costuma aparecer nos primeiros sete anos de vida e a incidência é maior em meninos.

    O tratamento para o TOD é feito por uma rede multidisciplinar composta por pais, escola e profissionais. A terapia é fundamental tanto para a criança com TOD, quanto para a família, que precisa aprender o manejo comportamental ideal para seus filhos e também necessita de equilíbrio para lidar com a situação. Embora não seja um problema simples, pois o tratamento é longo e requer persistência da família e da escola, os números são animadores: características do TOD desaparecem em 65% das crianças e adolescentes que recebem o tratamento adequado. Porém, quando o problema não tem a devida atenção, pode evoluir para outros quadros, como baixo rendimento escolar e problemas de aprendizagem.

(Lilian Martins. Gazeta do Povo. 02.03.2018. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado) 

Considere as relações de sentido estabelecidas pelo vocábulo por nas seguintes passagens do texto: •  ... leva a comportamentos altamente restritivos por gerar na criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança e dificuldade em seguir regras e conselhos de outras pessoas... (2° parágrafo) •  O tratamento para o TOD é feito por uma rede multidisciplinar... (3°parágrafo)
O vocábulo por exprime, em cada ocorrência, respectivamente, ideia de
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Q1076034 Português

Texto 1


Uma propaganda sobre o aniversário de um programa de notícias diz o seguinte:

O maior programa brasileiro de notícias completa 40 anos

A história de quatro décadas do programa registra os fatos mais relevantes da história mundial, bem como as evoluções tecnológicas e de tratamento de informação que vêm transformando as comunicações em todo o mundo. 

“...que vêm transformando as comunicações em todo o mundo”.

Nessa frase do texto 1, empregou-se corretamente o artigo definido após o pronome indefinido todo; a frase abaixo em que esse emprego também está correto é:

Alternativas
Respostas
14781: B
14782: A
14783: D
14784: D
14785: C
14786: B
14787: B
14788: D
14789: D
14790: C
14791: D
14792: C
14793: A
14794: B
14795: B
14796: A
14797: A
14798: D
14799: A
14800: B