Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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Coluna 1 Substantivo Comum
1. cebolas 2. médicos 3. navios 4. ilhas 5. selos 6. papéis 7. ladrões
Coluna 2 Substantivo Coletivo
( ) resma ( ) quadrilha ( ) álbum ( ) junta ( ) réstia ( ) frota ( ) arquipélago
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Apoiado no parapeito, Yaqub olhava os passantes que subiam a rua na direção da praça dos Remédios. Por ali circulavam carroças, um e outro carro, cascalheiros tocando triângulos de ferro; na calçada, cadeiras em meio círculo esperavam os moradores para a conversa do anoitecer; no batente, das janelas, tocos de velas iluminariam as noites da cidade sem luz. Fora assim durante os anos da guerra: Manaus às escuras, seus moradores acotovelando-se diante dos açougues e empórios, disputando um naco de carne, um pacote de arroz, feijão, sal ou café. Havia racionamento de energia, e um ovo valia ouro.
Zana e Domingas acordavam de madrugada, a empregada esperava o carvoeiro, a patroa ia ao Mercado Adolpho Lisboa e depois as duas passavam a ferro, preparavam a massa do pão, cozinhavam. Quando tinha sorte, Halim comprava carne enlatada e farinha de trigo que os aviões norte-americanos traziam para a Amazônia. Às vezes, trocava víveres por tecido encalhado: morim ou algodão esgarçado, renda encardida, essas coisas. Conversavam em volta da mesa sobre isso: os anos da guerra, os acampamentos miseráveis nos subúrbios de Manaus, onde se amontoavam ex-seringueiros.
(Hatoum, M. Dois irmãos. http://dynamicon.com.br/wpcontent/uploads/2017/02/Dois-irm%C3%A3os-de-MiltonHatoum.pdf)
II. Zana e Domingas acordavam de madrugada, a empregada esperava o carvoeiro, a patroa ia ao Mercado Adolpho Lisboa - a oração em negrito é uma oração coordenada assindética. III. Às vezes, trocava víveres por tecido encalhado: morim ou algodão esgarçado, renda encardida [...] –a frase em negrito é um aposto enumerativo.
Leia com atenção a poesia de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, publicada em 1940 no livro Sentimento do Mundo, para responder à questão abaixo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
1- Cáfila
2- Matilha
3- Récua
4 - Vara
5- Cardume
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de bestas de carga.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de cães de caça.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de peixes.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de camelos.
( ) Substantivo coletivo que representa um grupo de porcos.
A ordem de preenchimento correto dos parênteses de cima para baixo é:
Leia atentamente o poema Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, escritor brasileiro, para responder à questão.
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo Subirei
no pau-de-sebo Tomarei
banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero 40Na
cama que escolherei Vou-me
embora pra Pasárgada.
BANDEIRA, M. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Há nitidamente, neste poema, as configurações de espaço, com o uso dos advérbios “aqui” e “lá”.
II – Segundo a visão do eu-lírico, a prostituição não é um meio aceitável para curar a tristeza e a solidão.
III – No poema, o eu-lírico busca uma espécie de paraíso para vivenciar atos comuns da vida.
É (São) CORRETA(s) a(s) afirmação (ões):