Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q2042748 Português

Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões.

Clique Ciência: Chaves são sempre diferentes?

  Quando você manda fazer uma chave para a fechadura da sua casa, será que ela é exclusiva? Ou existe a chance de outra pessoa ter uma idêntica à sua, como se tivesse sido duplicada? 

   Não dá para afirmar que elas sejam únicas. Mas a chance de encontrar duas com a mesma combinação é baixíssima, segundo explica o professor Luiz Antonio Gonçalves Neto, da Escola Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, em Suzano (SP).

  Simplificando a questão, cada chave se diferencia de outra por causa de seus "dentes" e cada combinação de dentes corresponde a um segredo de fechadura.

   Fabricantes planejam o processo de produção em ciclos, cada um com um grande número de combinações diferentes.

  O problema é que, ao fim da etapa, começa um ciclo novo que repete as mesmas combinações. "Isso causa uma duplicidade de combinações, mas a probabilidade destas fechaduras e chaves se encontrarem é quase como ganhar na loteria", compara Gonçalves. As produtoras também distribuem chaves iguais em regiões diferentes para diminuir as chances de coincidência. Há um caso, entretanto, em que se quer que mais fechaduras compartilhem a mesma combinação. É um processo chamado de unificação, utilizado para o proprietário ter de usar menos chaves.


Quantas chaves existem?


   Infelizmente, não é possível dar uma resposta precisa porque não há um modelo único de fabricação. Cada configuração faz com que o número de combinações possíveis seja diferente, tornando o número impossível de calcular.

   O tipo mais conhecido de chave é a plana comum ou yale, que costumamos usar em cadeados em portas. Há ainda gorjes (usadas em fechaduras mais antigas), planas duplas (para automóveis mais antigos), planas tetras, multiponto (por exemplo a mul-t-lock) e pantográficas (para carros novos). 
   O artigo "Quantas Chaves Diferentes?", publicado pela Associação Britânica de Matemática na década de 1960, propôs um modelo matemático complexo para calcular o número total de chaves planas baseado no número, tamanho e disposição dos dentes.

   O texto conclui que chaves com dez dentes têm 78 mil combinações possíveis, mas ressalva que há muitos outros fatores em jogo, então esse número não é preciso.

   O professor Luiz Antonio Gonçalves Neto diz ainda que a qualidade da chave e da fechadura são muito importantes na fabricação. Ele avalia que a produção em grande escala trouxe consequências danosas. "As fechaduras mais antigas eram fabricadas com materiais mais nobres e duráveis e havia uma grande preocupação com a segurança, independentemente do custo. Hoje vemos produtos com materiais de má qualidade só para baixar o preço", diz. Cadeados muito baratos acabam apresentando mecanismo frouxo e pouco seguro.


                 (https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/redacao/2018/12/17.Acesso em: 16/12/2018).


Assinale a alternativa que indica corretamente o valor semântico das preposições em destaque nas frases:
I. “Mas a chance de encontrar duas COM a mesma combinação é baixíssima.” II. “As fechaduras mais antigas eram fabricadas COM materiais mais nobres e duráveis.” III. “Quando você manda fazer uma chave PARA a fechadura da sua casa, será que ela é exclusiva?” 
Alternativas
Q2040991 Português
Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q2040687 Português
Indique o grupo de vocábulos que só admitem “o”:
Alternativas
Q2040685 Português

[...] Eu ia pro Mackenzie, então eu tinha que sair cedo, porque começava meio-dia, meio-dia e pouco, saía de casa onzehoras, então tinha que almoçar um pouquinho antes das onze. E como é que eu sabia que era hora do almoço? O Ipirangaera um bairro fabril, tinha muitas fábricas, tocava a sirene. Então, quando tocava a sirene, era hora de almoçar.
Então me lembro um dia, eu estava brincando no quintal, tinha um quintal lá, e tocou a sirene. Eu disse: “ Ué! Está muito cedo. Será que eu me enganei? ”. Então eu disse para minha mãe: “Está na hora? ”. Ela também ficou espantada. Aí olhamosorelógio, e era cedo. “Será que está certo o relógio”, o único relógio da casa, ne? “Então, eu vou no Bar azul”, que era umbar, tem até hoje lá, era só atravessar a rua, tinha um bar azul na esquina, “que lá tem um outro relógio”. Quando eu atravessei arua, e estava me aproximando do Bar azul, eu ouvi tocar no rádio do Bar azul, estava tocando o Hino Nacional. Me bateu: acabou a guerra! Realmente, era aquele dia oito de maio de 1945, em que terminou a Segunda Grande Guerra. A forçaExpedicionária Brasileira voltou, e fez um desfile no Anhangabaú e meu pai me levou pra ver. E depois a festa, a guerraterminou, toda aquela desgraça. Então realmente foi inesquecível, né? [...]
Analise a frase abaixo e assinale a alternativa correspondente a palavra grifada: 
Eram dez horas, talvez um pouco um pouco antes das dez, era 
Alternativas
Q2040342 Português
Considerando-se a flexão das palavras, analisar a sentença abaixo:
“Casebre” é o aumentativo de “casa” (1ª parte). A palavra “boca” possui mais de um aumentativo, por exemplo, “bocarra” e “bocaça” (2ª parte). Na frase “Eu caminho para casa.”, a palavra sublinhada é um diminutivo (3ª parte).
A sentença está: 
Alternativas
Q2040341 Português
Assinalar a alternativa que relaciona masculino e feminino INCORRETAMENTE: 
Alternativas
Q2040163 Português
Quanto à flexão de gênero das palavras sublinhadas, analisar os itens abaixo:
I. A freguês não ficou contente. II. A diácona é muito sábia. III. Os alunos acompanham a mestra.
Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2040157 Português
Burguer King dos EUA investe em hambúrguer 100% sem carne

   Em março, a rede de fast-food Burger King anunciou que irá testar, em algumas lanchonetes, o “Impossible Burguer” (“hambúrguer impossível”, em inglês) dentro do Whopper, o sanduíche mais conhecido da marca.
    Os testes vão acontecer em quase 60 unidades do Burger King na cidade de Saint Louis, no estado do Missouri, nos EUA. A notícia veio com um vídeo promocional (em inglês), no qual clientes da lanchonete provam, sem saber, o hambúrguer sem carne e, aparentemente, não ________ a diferença.
   Você deve estar pensando: “Grande coisa. Eu já provei o sanduíche vegetariano do BK.” E é verdade. O Impossible Burger é tão vegetariano quanto um hambúrguer de batata, grão de bico ou cogumelos, mas há uma grande diferença entre eles: o hambúrguer impossível usa a ciência para recriar o sabor da carne.
     Por trás do hambúrguer, _______ a Impossible Foods, uma startup fundada em 2011 que desenvolve produtos com proteína vegetal e que cheguem o mais próximo possível do sabor da proteína animal. O hambúrguer que será vendido no Burger King é resultado de nove anos de pesquisa, muita engenharia genética e um investimento de US$ 250 milhões.
   Quem investiu na carne fake? Pessoas como Bill Gates e empresas como o Google. A Impossible aposta em uma alternativa para o consumo de carne e, para isso, _________ reproduzir também o sangue presente nesse tipo de alimento.
    Para isso, eles utilizam uma espécie de fungo para produzir uma molécula chamada heme, presente na soja e que, nos mamíferos, é um componente essencial da hemoglobina contida no sangue. E é justamente ele que dá o sabor característico da carne.

https://super.abril.com.br... - adaptado.
Em relação ao termo sublinhado em “O Impossible Burger é tão vegetariano quanto um hambúrguer de batata” (terceiro parágrafo), assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
O adjetivo está no grau ______________ indicando que um ser possui determinada qualidade em grau _________ a outro.
Alternativas
Q2040155 Português
Burguer King dos EUA investe em hambúrguer 100% sem carne

   Em março, a rede de fast-food Burger King anunciou que irá testar, em algumas lanchonetes, o “Impossible Burguer” (“hambúrguer impossível”, em inglês) dentro do Whopper, o sanduíche mais conhecido da marca.
    Os testes vão acontecer em quase 60 unidades do Burger King na cidade de Saint Louis, no estado do Missouri, nos EUA. A notícia veio com um vídeo promocional (em inglês), no qual clientes da lanchonete provam, sem saber, o hambúrguer sem carne e, aparentemente, não ________ a diferença.
   Você deve estar pensando: “Grande coisa. Eu já provei o sanduíche vegetariano do BK.” E é verdade. O Impossible Burger é tão vegetariano quanto um hambúrguer de batata, grão de bico ou cogumelos, mas há uma grande diferença entre eles: o hambúrguer impossível usa a ciência para recriar o sabor da carne.
     Por trás do hambúrguer, _______ a Impossible Foods, uma startup fundada em 2011 que desenvolve produtos com proteína vegetal e que cheguem o mais próximo possível do sabor da proteína animal. O hambúrguer que será vendido no Burger King é resultado de nove anos de pesquisa, muita engenharia genética e um investimento de US$ 250 milhões.
   Quem investiu na carne fake? Pessoas como Bill Gates e empresas como o Google. A Impossible aposta em uma alternativa para o consumo de carne e, para isso, _________ reproduzir também o sangue presente nesse tipo de alimento.
    Para isso, eles utilizam uma espécie de fungo para produzir uma molécula chamada heme, presente na soja e que, nos mamíferos, é um componente essencial da hemoglobina contida no sangue. E é justamente ele que dá o sabor característico da carne.

https://super.abril.com.br... - adaptado.
A palavra “grão” (terceiro parágrafo) é pluralizada com a terminação “-ãos”, formando “grãos”. Qual das palavras abaixo seria pluralizada com a mesma terminação?
Alternativas
Q2039640 Português
“No dia 17 de novembro de 1889, um domingo, às três da madrugada, a família real partiu acompanhada por alguns poucos autoexilados. Dizem que os novos dirigentes acharam por bem evitar a luz do dia e impedir qualquer reação da população. Já o ex-imperador, procurando manter uma postura altiva, deixava saber que só levaria consigo a primeira edição de Camões: ‘Essa lhe bastava’. A ideia era fazer valer o dito popular: ‘Os reis não são expulsos, mas partem’. Mas a história não seria bem essa: na chegada a Portugal formalizou-se o banimento. Além da expulsão, o decreto de 23 de dezembro de 1889 destinava uma ajuda de 5 mil contos para o estabelecimento do ex-monarca no estrangeiro. D. Pedro rejeitaria, porém, a quantia, numa atitude que irritou o Governo Provisório, o qual em resposta redigida pelo ministro Rui Barbosa, mudou os termos do acordo, extinguiu as dotações e deu o assunto por encerrado. Era chegada a hora de fechar essa página e iniciar um novo tempo. O tempo da República”.

(SCHWARCZ, L. M. e STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 318.)
Assinale a alternativa correta quanto à análise dos aspectos linguísticos do texto: 
Alternativas
Q2039064 Português
   Leia o texto a seguir, reproduzido do romance O Ateneu, de Raul Pompeia, para responder à questão:
   Havia no Ateneu, fora desta regra, alunos gratuitos, dóceis criaturas, escolhidas a dedo para o papel de complemento objetivo de caridade, tímidos como se os abatesse o peso do benefício, com todos os deveres, nenhum direito, nem mesmo o de não prestar para nada. Em retorno, os professores tinham obrigação de os fazer brilhar, porque caridade que não brilha é caridade em pura perda.

Os vocábulos o e os, em “como se os abatesse”, “nem mesmo o de não prestar para nada” e “de os fazer brilhar”, são, respectivamente:
Alternativas
Q2037814 Português
TEXTO 

A Coreia é parecida com a Itália, comprida e estreita, cercada pelo mar em três de seus quatro lados. Ao norte estão as montanhas, cobertas de neve no inverno, enquanto a leste se estende uma cordilheira escarpada, de onde brotam rios curtos e caudalosos. No oeste, de frente para o Mar Amarelo e a costa da China, existem enseadas frequentemente envoltas em neblina, cuja variação no nível das águas faz os barcos amarrados nos ancoradouros encalharem na lama durante a maré baixa. Os coreanos haviam recebido dos vitoriosos aliados a promessa de independência durante a Segunda Guerra Mundial. Não foi fácil cumprir o prometido. Forças russas invadiram a Coreia do Norte nos últimos dias da guerra e a mantiveram sob seu domínio após a rendição japonesa. A assembleia das Nações Unidas determinou a realização de eleições livres em todo o território coreano, a fim de escolher um governo único, mas os norte-coreanos – com a benção soviética – se recusaram a obedecer. Assim, outra cortina de ferro surgiu: uma democracia ao sul e um estado comunista fortemente armado ao norte. A Coreia do Norte planejava aproveitar-se de uma grande fatia das ricas terras do sul. Ao amanhecer do dia 25 de junho de 1950, seus soldados e um grande contingente de tanques soviéticos invadiram a Coreia do Sul, tomando rapidamente a capital Seul, perto da cortina de ferro. Os invasores ocuparam uma grande parte do país antes que o exército norte-americano, então no Japão, pudesse levar socorro. Seria aquele o prelúdio de outras invasões comunistas em territórios vulneráveis que se estendiam da Grécia até Hong Kong? A invasão da Coreia provocou uma intensa angústia nas nações ocidentais. Após três anos, um armistício foi assinado. Coube uma região aos coreanos do norte e outra aos coreanos do sul. Uma nova cortina de ferro separou a península e, até o fim do século, essa cortina continuava em seu lugar. (BLAINEY Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 178). 
Na linha 8 do texto, o autor utiliza o advérbio “frequentemente”, que pode ser classificado como advérbio de: 
Alternativas
Q2037252 Português
A preposição e a conjunção são responsáveis por estabelecer um relacionamento entre palavras ou orações, dentro de um grupo nominal ou verbal.
Relacione as preposições em destaque na coluna à esquerda, com os sentidos expressos na coluna à direita.

Imagem associada para resolução da questão

A sequência numérica CORRETA é: 
Alternativas
Q2036291 Português
O jovem casal

Rubem Braga

          Estavam esperando o bonde e fazia muito calor. Veio um bonde, mas estava tão cheio, com tanta gente pendurada nos estribos que ela apenas deu um passo à frente, ele esboçou com o braço o gesto de quem vai pegar um balaústre – e desistiram.
          Um homem da carrocinha de pão obrigou-os a recuar para perto do meio-fio; depois o negrinho da lavanderia passou com a bicicleta tão junto que um vestido esvoaçante bateu na cara do rapaz.
          Ela se queixou de dor de cabeça; ele sentia uma dor de dente enjoada e insistente – preferiu não dizer nada. Ano e meio casados, tanta aventura sonhada, e estavam tão mal naquele quarto de pensão do Catete, muito barulhento: "Lutaremos contra tudo" – havia dito – e ele pensou com amargor que estavam lutando apenas contra as baratas, as horríveis baratas do velho sobradão. Ela com um gesto de susto e nojo se encolhia a um canto ou saía para o corredor – ele, com repugnância, ia matar a barata; depois, com mais desgosto ainda, jogá-la fora.
         E havia as pulgas; havia a falta de água, e quando havia água, a fila dos hóspedes no corredor, diante da porta do chuveiro. Havia as instalações que cheiravam mal, o papel da parede amarelado e feio.
As duas velhas gordas, pintadas, da mesinha ao seu lado, que lhe tiravam o apetite para a mesquinha comida da pensão. Toda a tristeza, toda a mediocridade, toda a feiura duma vida estreita onde o mau gosto pretensioso da classe média se juntava à minuciosa ganância comercial – um simples ovo era “extraordinário”. Quando eles pediam dois ovos, a dona da pensão olhava com raiva; estavam atrasados no pagamento.
         Passou um ônibus, parou logo adiante, abriu com ruído a porta, num grande suspiro de ar comprimido, e ela nem sequer olhou o ônibus, era tão mais caro. Ele teve um ímpeto, segurou-a pelo braço disposto a fazer uma pequena loucura financeira – “Vamos pegar um ônibus!” – Mas o monstro se fechara e partira jogando lhes na cara um jato de fumaça.
         Ele então chegou mais para perto dela – lá vinha outro bonde, mas aquele não servia – enlaçou-a pela cintura, depois ficou segurando seu ombro com um gesto de ternura protetora, disse-lhe vagas meiguices, ela apenas ficou quieta. “Está doendo muito a cabeça?” Ela disse que não. “Seu cabelo está mais bonito, meio queimado de sol.” Ela sorriu levemente, mas de repente: “Ih, me esqueci da receita do médico”, pediu-lhe a chave do quarto, ele disse que iria apanhar para ela, ela disse que não, ela iria; quando voltou, foi exatamente a tempo de perder um bonde quase vazio; os dois ficaram ali desanimados.
         Então um grande carro conversível se deteve um instante perto deles, diante do sinal fechado. Lá dentro havia um casal, um sujeito de ar importante na direção e sua mulherzinha meio gorducha, muito clara. A mulherzinha deu um rápido olhar ao rapaz e olhou com mais vagar a moça, correndo os olhos da cabeça até os sapatos, enquanto o homem dizia alguma coisa de um anel. No momento de o carro partir com um arranco macio ouviram que a mulher dizia: “se ele deixar por quinze, eu fico”.
          Quinze contos – isso entrou pelos ouvidos do rapaz, parece que foi bater, como um soco, em seu
estômago mal alimentado – quinze contos, meses e meses, anos de pensão! Então olhou sua mulher e achou a tão linda e triste com uma blusinha branca, tão frágil, tão jovem e tão querida, que sentiu os olhos arderem de vontade de chorar. Disse: “Viu aquela vaca dizendo que ia comprar um anel de quinze contos?”
         Vinha o bonde.

(In: Davi Arrigucci Jr., org. Os melhores contos de Rubem Braga. 3. Ed. São Paulo: Global, 1985. p. 41-2)
No trecho: “Passou um (1)ônibus, parou logo adiante, (2)abriu com ruído (3)a porta, num (4)grande suspiro de ar comprimido, e (5)ela nem sequer olhou o ônibus, era tão mais caro.”, a que classe de palavras pertencem os termos em destaque? Assinale a alternativa CORRETA:
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Q2034635 Português
TEXTO I

“AS POSSIBILIDADES PERDIDAS”

Janeiro 25, 2016

     Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: “Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive”.
      Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
     Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
     Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
     Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
     Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.

Texto original de Martha Medeiros
Disponível em https://www.revistapazes.com/perdidasmarthamedeiros/. Acesso em 30/04/2019.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada”. No período destacado, aparecem duas conjunções que estabelecem, respectivamente, ideias de:
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Q2034634 Português
TEXTO I

“AS POSSIBILIDADES PERDIDAS”

Janeiro 25, 2016

     Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: “Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive”.
      Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
     Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?
     Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
     Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
     Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.

Texto original de Martha Medeiros
Disponível em https://www.revistapazes.com/perdidasmarthamedeiros/. Acesso em 30/04/2019.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida”. A preposição “por” inicia um complemento que foi exigido:
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Q2034250 Português

TEXTO 2




                                        


A conjunção “porém”, na linha 8 do texto, estabelece a oposição de ideias entre chuva/seca, para
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Q2034193 Português

Lembra-te, meu amor, do objeto que encontramos

Numa bela manhã radiante:

Na curva de um atalho, entre calhaus e ramos,

Uma carniça repugnante.

Ardia o sol naquela pútrida torpeza,

Como a cozê-la em rubra pira

E para o cêntuplo volver à Natureza

Tudo o que ali ela reunira.

– Pois há de ser como essa coisa apodrecida,

Essa medonha corrupção,

Estrela de meus olhos, sol da minha vida,

Tu, meu anjo e minha paixão!

Sim! Tal serás um dia, ó deusa da beleza,

Após a bênção derradeira,

Quando, sob a erva e as florações da natureza,

Tornares afinal à poeira.

Então, querida, dize à carne que se arruína,

Ao verme que te beija o rosto,

Que eu preservarei a forma e a substância divina

De meu amor já decomposto!

(Charles Baudelaire. As flores do mal. Trad.: Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015)

Assinale a alternativa que contém a definição correta do processo de formação da palavra retirada do texto: 
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Q2034189 Português
Macacos da América do Sul tiveram origem na África, dizem cientistas


           Depois de analisar três fósseis de dentes de macacos extintos, encontrados na Amazônia peruana, cientistas encontraram fortes indícios de que os macacos sul-americanos vieram da África.
     Os novos fósseis demonstram que os macacos chegaram pela primeira vez no continente sul-americano há pelo menos 36 milhões de anos.
        De acordo com os autores, as características dos dentes fósseis mostram que o macaco - batizado pelos pesquisadores de Perupithecus ucayaliensis - tinha muito pouca semelhança com qualquer primata extinto ou vivo na América do Sul, mas era surpreendentemente parecido com macacos africanos que viveram na África.
      A história evolutiva dos macacos no continente é considerada um mistério para a ciência. Como resultado dos movimentos de placas tectônicas, a América do Sul ficou isolada da África há cerca de 65 milhões de anos. Ainda assim, muitos cientistas suspeitavam que os macacos da América do Sul teriam vindo da África, depois de uma longa jornada pelo Oceano Atlântico.

(CASTRO, F. Macacos da América do Sul tiveram origem na África, dizem cientistas O Estado de S. Paulo. Disponível em: https://ciencia .estada o.com.br/noticias/geral,macacos-da-america-do-sul-tiveram-origem-na-africa-dizem-cientistas,1629578. Acesso em: 01 ago. 2019
Formam o plural assim como ‘fósseis’:
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Q2033345 Português

Yoga

     Yoga é uma antiga filosofia de vida que se originou na Índia há mais de 5.000 anos. Não obstante, figura ainda hoje em todo o mundo como o mais antigo e holístico sistema para colocar em forma o corpo e a mente. Literalmente, Yoga significa união, pois ele une e integra o corpo, a mente e nossas emoções para que sejamos capazes de agir de acordo com nossos pensamentos e com o que sentimos. O Yoga nos induz a um profundo relaxamento, tranquilidade mental, concentração, clareza de pensamento e percepção interior juntamente com o fortalecimento do corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade.
[...]
     O Yoga atua em todos os níveis do nosso ser: físico, mental e emocional. Mas o que torna o Yoga único é o fato de ele não apenas alongar todas as partes do corpo, mas também massagear os órgãos internos e as glândulas. Ele coordena o sistema respiratório com o corpo físico, relaxa os músculos e a mente, estimula a circulação e aumenta a provisão de oxigênio em todos os tecidos. As costas, peito, sistema digestivo e pulmões são os mais beneficiados pelos exercícios e o resultado é que o processo de enrijecimento devido à inatividade, o cansaço, a postura incorreta e o envelhecimento é revertido. A prática regular do Yoga garante uma qualidade de vida muito melhor, livre dos efeitos nocivos da correria e da tensão do cotidiano.

Disponível em: <http://www.yogasite.com.br
“Yoga para o bem do cérebro!” Nesse contexto, a expressão destacada é
Alternativas
Respostas
13781: A
13782: C
13783: D
13784: B
13785: B
13786: E
13787: C
13788: B
13789: C
13790: C
13791: C
13792: A
13793: E
13794: B
13795: A
13796: C
13797: A
13798: D
13799: C
13800: C