Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q1700433 Português
Indique o sentido expresso pela conjunção em destaque na sentença abaixo:
“Cheguei ao show cedo para que pudesse sentar na primeira fila.”
Alternativas
Q1700431 Português

Classifique o vocábulo PROPÍCIA, empregado nas frases a seguir, quanto à classe gramatical:


I- Se a casa não for propícia, não compraremos.

II-A tarde de sol estava propícia à prática de esportes.

Alternativas
Q1700376 Português

Texto para a questão.


Hanseníase e as histórias de um Brasil que está na Idade Média

Por André Biernath

(...)
Você sabia que o Brasil é um dos únicos países do mundo que ainda registra casos de hanseníse? Nós só ficamos atrás da Índia num inglório ranking mundial e respondemos por 90% das ocorrências dela no continente americano. Por ano, 27 mil indivíduos recebem o diagnóstico por aqui. Roraima, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados com as estatísticas mais graves.
A hanseníase é causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae, transmitida de um indivíduo para outro por meio de gotículas de saliva, que entram pela boca e pelo nariz. O micro-organismo se instala nos nervos periféricos do corpo, bem próximo à pele, e fica ali durante anos, sem dar sintomas. Ele demora muito tempo para se reproduzir: a título de comparação, ele leva 15 dias para dar origem a um novo bacilo, enquanto a bactéria da tuberculose, por exemplo, se replica a cada 24 horas. Mas chega um momento em que sua presença na região diminui a sensibilidade e desemboca em sérias lesões. 
Acontece que cerca de 90% das pessoas possuem defesa natural contra o agente infeccioso. Mas há 10% que estão vulneráveis a ele e podem vir a desenvolver o problema. Outro dado que mostra a perplexidade do quadro brasileiro: o diagnóstico da condição é fácil, feito no consultório do médico, sem necessidade de exames mais complexos. O tratamento, por sua vez, é simples e consiste no uso de dois ou três antibióticos por alguns meses. Depois desse tempo, a bactéria acaba extirpada do organismo e a cura está garantida.
(...)
A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre, publicou um artigo em que rememora episódios da hanseníase no Brasil. Durante vários séculos, os portadores da doença foram tratados com extremo preconceito por aqui. Eles eram proibidos de comer, dormir ou casar com pessoas saudáveis, não podiam tocar em comidas nos mercados e nem entrar em algumas cidades, como São Paulo. “Os filhos dos leprosos não podiam ser batizados como as outras crianças pelo risco de poluírem as águas da pia batismal”, escreve. 
No texto de Letícia, um episódio com hansenianos brasileiros chama atenção pela similaridade com The Walking Dead, série norte-americana de zumbis produzida pelo canal de televisão AMC. Nos idos de 1800, uma lenda dizia que o doente ficaria curado da doença se fosse capaz de infectar outras sete pessoas. Na tentativa de se livrar da encrenca, um grupo de leprosos resolveu invadir uma cidade no norte do estado de São Paulo (não se sabe qual município ao certo) e atacou os moradores, que, assustados, responderam com armas e porretes. Aqueles que conseguiram fugir saíram correndo por uma estrada e encontraram uma criança, que foi agredida a dentadas até sangrar.
Infelizmente, desse episódio bárbaro para os dias de hoje o cenário pouco mudou. O preconceito é tão grande que preferimos esquecer e ignorar a existência da doença e dos indivíduos acometidos por ela. A troca de nome de lepra para hanseníase parece ter mais confundido do que ajudado a aplacar a intolerância.
 (...)
Segundo o dermatologista Marco Andrey Cipriani, presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, os principais sintomas da condição:
“Nas formas iniciais, a hanseníase se manifesta por anos através de dormências, cãibras e formigamentos em áreas definidas do corpo. Esses sinais ficam mais comuns nos meses frios do ano. Depois, surgem lesões de pele esbranquiçadas e avermelhadas, ou nódulos espalhados pelo corpo, na face e nas orelhas. Todas essas lesões vêm acompanhadas de alterações de sensibilidade. Um bom teste é tocar com a mão ou com algum objeto no local machucado e, depois, numa região próxima. Se você sentir diferença no tato, é importantíssimo procurar o médico o quanto antes”.

FONTE: https://saude.abril.com.br/blog/tunel-do-tempo/hanseniase-e-as-historias-deum-brasil-que-esta-na-idade-media/ - com adaptações.
Em “A dermatologista Letícia Maria Edit, de Porto Alegre, publicou um artigo em que rememora episódios da hanseníase no Brasil”, substituindo o termo em destaque pelo verbo lembrar, teríamos:
Alternativas
Q1700152 Português

Texto 1


Álcool gel é eficaz na prevenção ao Coronavírus, afirma conselho


O uso de álcool gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus é eficaz. Em nota, o Conselho Federal de Química (CFQ) criticou a disseminação de fake news por meio de um vídeo, com informações equivocadas e incorretas a respeito do emprego do álcool gel, divulgado por um “químico autodidata”.


Assinada pelo presidente da entidade, José de Ribamar Oliveira Filho, a nota do conselho esclarece que o álcool etílico (etanol) é um eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico de pele. “Para este propósito, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo.”


Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos, sendo a higienização equivalente e até superior à lavagem de mãos com sabão comum ou alguns tipos de antissépticos.


O conselho lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a disponibilização de preparação alcoólica (ou sua versão em gel) para fricção antisséptica das mãos pelos serviços de saúde do país.


A entidade lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma orientação sobre a eficácia da utilização de álcool gel como medida preventiva e mitigatória ao Covid-19, tanto nos setores da saúde quanto para a comunidade em geral. 


“Tão importante quanto proteger a população no que diz respeito ao contágio do novo vírus é evitar o alarmismo e a viralização de conteúdos sem a devida verificação”, afirmou o presidente do CFQ, apelando para que a sociedade busque informações válidas e de fontes confiáveis, em especial, as emitidas pelas autoridades de Saúde.

Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em 11/03/2020.

Assinale a opção que indica o sentido correto do emprego do termo “para” no trecho: “O uso de álcool gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus é eficaz”.
Alternativas
Q1700151 Português

Texto 1


Álcool gel é eficaz na prevenção ao Coronavírus, afirma conselho


O uso de álcool gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus é eficaz. Em nota, o Conselho Federal de Química (CFQ) criticou a disseminação de fake news por meio de um vídeo, com informações equivocadas e incorretas a respeito do emprego do álcool gel, divulgado por um “químico autodidata”.


Assinada pelo presidente da entidade, José de Ribamar Oliveira Filho, a nota do conselho esclarece que o álcool etílico (etanol) é um eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico de pele. “Para este propósito, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo.”


Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos, sendo a higienização equivalente e até superior à lavagem de mãos com sabão comum ou alguns tipos de antissépticos.


O conselho lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a disponibilização de preparação alcoólica (ou sua versão em gel) para fricção antisséptica das mãos pelos serviços de saúde do país.


A entidade lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma orientação sobre a eficácia da utilização de álcool gel como medida preventiva e mitigatória ao Covid-19, tanto nos setores da saúde quanto para a comunidade em geral. 


“Tão importante quanto proteger a população no que diz respeito ao contágio do novo vírus é evitar o alarmismo e a viralização de conteúdos sem a devida verificação”, afirmou o presidente do CFQ, apelando para que a sociedade busque informações válidas e de fontes confiáveis, em especial, as emitidas pelas autoridades de Saúde.

Disponível em: https://portalcorreio.com.br. Acesso em 11/03/2020.

Analise o fragmento: “Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos”.


Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q1699883 Português

Texto 1


    O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB), por meio da Operação Lei Seca notificou 57 motoristas por dirigir sob efeito de álcool, durante o Carnaval de 2020. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (dia 26) pela Coordenação de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do órgão.  

    Durante o período, foram realizados 798 testes de bafômetro, o que resultou na apreensão de 52 carteiras de habilitação (CNHs) e na remoção de 13 veículos aos pátios do órgão. A operação ainda autuou 80 condutores em flagrante, pela prática de outras infrações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

     As ações da Operação Lei Seca foram intensificadas desde a segunda quinzena de dezembro até fevereiro de 2020, quando ocorre a estação mais quente do ano, o verão. A época coincidiu com as férias escolares e o carnaval, quando é registrado um aumento significativo de veículos circulando em todo o Estado, sobretudo nos municípios litorâneos. 

    Efetivo - Quarenta e cinco homens foram responsáveis pelas ações. Esse efetivo foi composto por 3 equipes, cada uma com 12 agentes de trânsito e 3 policiais militares, que atuaram nas fiscalizações de trânsito com o auxílio dos seguintes equipamentos: 14 etilômetros (bafômetros), 50 talonários eletrônicos, 2 redutores de velocidade móveis, 2 camas de faquir, 20 cones de sinalização e 2 barreiras de sinalização retrátil. Nas ações foram empregadas 9 viaturas, entre elas 2 reboques. 

    Segundo o major Edmilson Castro, coordenador da Lei Seca no Estado, as fiscalizações tiveram o objetivo de coibir os abusos praticados por muitos condutores que ainda insistem em desobedecer às leis de trânsito, principalmente ao que se refere às infrações relacionadas à embriaguez ao volante. “Com as ações da Operação Lei Seca durante o Carnaval, certamente muitos acidentes foram evitados e muitas vidas foram preservadas no trânsito do nosso Estado”, afirmou major Castro. 

Fonte:http://detran.pb.gov.br 

Leia o seguinte fragmento do texto: “(...) as fiscalizações tiveram o objetivo de coibir os abusos praticados por muitos condutores que ainda insistem em desobedecer às leis de trânsito(...)”.


As palavras destacadas são essenciais para estabelecer relações de sentido. A ausência delas ocasionaria:

Alternativas
Q1697864 Português
Evasão escolar

Uma pesquisa recente do Banco Mundial revelou que 52% dos jovens brasileiros entre 19 a 25 anos largaram os estudos, não se dedicam minimamente à escola ou estão com a formação atrasada. O dado é alarmante.

A mesma pesquisa ainda nos revela outras informações, como o fato de que, atualmente, 43% da população no Brasil acima dos 25 anos não completaram o Ensino Médio.

Contrariando o senso comum de que a maior causa da evasão escolar é os jovens deixarem as salas de aula para trabalharem, o abandono da escola começa com faltas esporádicas, devido à falta de interesse do aluno. Mesmo entre a juventude que continua nas salas de aula – contando adolescentes e jovens acima dos 18 anos -, constata-se que 62% não estudam no ano adequado a sua idade.

A partir dos dados acima, é necessário fazer um levantamento das principais causas da evasão escolar a fim de entender a raiz desse problema, portanto destacam-se: Distância - principalmente entre os alunos da educação infantil e do começo do ensino fundamental, a distância entre a residência e a escola pode ser um fator determinante para a ausência do aluno das salas de aula. A oferta de transporte escolar por parte de órgãos públicos poderia ser uma solução viável para esse problema.

● Desinteresse - mais presente entre alunos do final do ensino fundamental ou do ensino médio, o desinteresse é a principal causa da evasão escolar. Criticado por educadores, o atual sistema de ensino é considerado ultrapassado. Profissionais do ramo acreditam que o tradicional “aluno em carteiras enfileiradas e um professor na frente da sala” não funciona mais como outrora, sendo cada vez mais necessária uma mudança.

● Situação econômica desfavorável - relacionada às duas causas citadas, faz-se necessário mais um contribuinte para pagar as contas de casa – acarretando, então, no abandono da escola pelo jovem e a consequente inserção precoce no mercado de trabalho.

Essa causa é uma das mais comuns para a evasão escolar. Não conseguindo conciliar os estudos com as atividades laborais, o jovem prefere trabalhar com o que der desde cedo para conseguir sua autonomia financeira – mesmo que com um baixo salário.

A não conclusão dos estudos, no entanto, faz com que esse jovem seja classificado com uma baixa qualificação perante outros concorrentes formados.

(Fonte: texto adaptado de https://escolaweb.com.br/artigos/conheca-as-principaiscausas-da-evasao-escolar/, acesso em fevereiro de 2020.)
Assinale a alternativa que expresse o valor semântico da conjunção destacada em: “A não conclusão dos estudos, no entanto, faz com que esse jovem seja classificado com uma baixa qualificação perante outros concorrentes formados.
Alternativas
Q1697860 Português
Evasão escolar

Uma pesquisa recente do Banco Mundial revelou que 52% dos jovens brasileiros entre 19 a 25 anos largaram os estudos, não se dedicam minimamente à escola ou estão com a formação atrasada. O dado é alarmante.

A mesma pesquisa ainda nos revela outras informações, como o fato de que, atualmente, 43% da população no Brasil acima dos 25 anos não completaram o Ensino Médio.

Contrariando o senso comum de que a maior causa da evasão escolar é os jovens deixarem as salas de aula para trabalharem, o abandono da escola começa com faltas esporádicas, devido à falta de interesse do aluno. Mesmo entre a juventude que continua nas salas de aula – contando adolescentes e jovens acima dos 18 anos -, constata-se que 62% não estudam no ano adequado a sua idade.

A partir dos dados acima, é necessário fazer um levantamento das principais causas da evasão escolar a fim de entender a raiz desse problema, portanto destacam-se: Distância - principalmente entre os alunos da educação infantil e do começo do ensino fundamental, a distância entre a residência e a escola pode ser um fator determinante para a ausência do aluno das salas de aula. A oferta de transporte escolar por parte de órgãos públicos poderia ser uma solução viável para esse problema.

● Desinteresse - mais presente entre alunos do final do ensino fundamental ou do ensino médio, o desinteresse é a principal causa da evasão escolar. Criticado por educadores, o atual sistema de ensino é considerado ultrapassado. Profissionais do ramo acreditam que o tradicional “aluno em carteiras enfileiradas e um professor na frente da sala” não funciona mais como outrora, sendo cada vez mais necessária uma mudança.

● Situação econômica desfavorável - relacionada às duas causas citadas, faz-se necessário mais um contribuinte para pagar as contas de casa – acarretando, então, no abandono da escola pelo jovem e a consequente inserção precoce no mercado de trabalho.

Essa causa é uma das mais comuns para a evasão escolar. Não conseguindo conciliar os estudos com as atividades laborais, o jovem prefere trabalhar com o que der desde cedo para conseguir sua autonomia financeira – mesmo que com um baixo salário.

A não conclusão dos estudos, no entanto, faz com que esse jovem seja classificado com uma baixa qualificação perante outros concorrentes formados.

(Fonte: texto adaptado de https://escolaweb.com.br/artigos/conheca-as-principaiscausas-da-evasao-escolar/, acesso em fevereiro de 2020.)
Assinale a alternativa com a correta classificação morfológica da palavra destacada em: “constata-se que 62% não estudam no ano adequado a sua idade.
Alternativas
Q1697790 Português

Sobre o plural dos substantivos compostos, coloque (C) correto ou (I) incorreto e marque a alternativa verdadeira.


( ) Os substantivos compostos não ligados por hífen fazem o plural como os substantivos simples.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, os dois elementos vão para o plural, se representados por substantivo e substantivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se representados por substantivo e adjetivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se representados por numeral e substantivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se representados por adjetivo e substantivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se os elementos forem ligados por preposição.

Alternativas
Q1697388 Português
Assinale a alternativa onde a palavra “exemplares” exerce a função de adjetivo:

I – Ele nunca encontrou tais exemplares.
II – Obtivemos resultados exemplares na avaliação.
III – Ele comprou diferentes exemplares da obra.
Alternativas
Q1697386 Português
Concernente à regra dos compostos, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – Os tenentes-coronéis foram recebidos pela autoridade.
II – Os arroz-doces que comemos estavam ótimos.
III – Fizeram poucos-casos dos presentes.
Alternativas
Q1697385 Português
Assinale a alternativa que apresenta um substantivo que pode ser acompanhado de artigo feminino ou masculino:
Alternativas
Q1696573 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

AÇÃO DO CORAÇÃO

    Foi num impulso. Em uma manhã, ao olhar no espelho, decidi que não queria mais ter a cara de sempre. No dia seguinte, então, fui confiante, pé ante pé, a um salão de beleza perto de casa. Entrei no lugar com o cabelo no meio das costas e saí de lá, minutos depois, tomando vento na nuca, com o corte mais dramático que já havia feito em toda a minha vida. De bônus, ainda ganhei a lembrança de ter à minha volta um grupo enorme de pessoas que parou tudo que estava fazendo só para observar o meu nervosismo e deslumbre enquanto a cabeleireira me dava, a cada tesourada, uma nova cara.
     Esse momento, aos 22 anos, foi meu primeiro ato de coragem. Até aquele dia, eu sempre havia enxergado a vida como um barquinho que eu não podia balançar muito: era preferível só mesmo navegar de maneira constante, evitando as águas mais agitadas das mudanças. Valia para o corte de cabelo, mas também para minha postura no dia a dia, com receio do que pensariam sobre mim se eu saísse um pouco da linha. Era melhor, então, não chamar atenção, não perturbar, viver dentro de normas preestabelecidas e, quem sabe, ficar em paz.
    Mas havia algo de desagradável e amargo nessa escolha. Permanecer na bonança era confortável. Mas era, também, ficar na superfície da vida. Além de ser cômodo e preguiçoso, evitar qualquer mudança, por menor que fosse, era também abrir mão de saber mais sobre o mundo e sobre quem eu era dentro dele. Era ser ignorante e indiferente às possibilidades à minha volta – em nome de uma tranquilidade que eu nem sabia se queria de verdade.
      Foi na cadeira do salão de beleza que provei da literal definição da palavra “coragem”: ela vem do latim e quer dizer “ação do coração”. Significa deixar que nossos atos mostrem ao mundo quem somos, por inteiro e de verdade – os potenciais, as imperfeições, as forças e fraquezas.
    Com muitos centímetros a menos de cabelo, sendo forçada a não esconder mais meu rosto, passei a ficar frente a frente com uma outra versão de mim toda vez que via meu reflexo. Foi como sair de uma carcaça velha e me entregar ao mundo sem possibilidade de voltar atrás. Sem máscaras. Por causa do novo rosto, experimentei diariamente medo e êxtase. E percebi que para sair do primeiro sentimento e chegar ao segundo, só existia um caminho: erguer a cabeça e ser corajosa.   
    A coragem, especialmente quando atrelada a mudanças, é engrandecedora por um motivo simples: ela sempre tem o medo como ponto de partida. Não dá para ser corajoso sem que haja algo que nos assuste à nossa frente, uma atitude. Só a partir disso é possível permitir que a ação do coração entre em cena. Vale para uma mudança no visual, mas também para pôr em prática nossos valores quando o mundo nos oprime, para assumir erros quando descobrimos que machucamos alguém e até para contar nossa história. 
    Nunca será confortável. O resultado será sempre imprevisível – e, às vezes, pode não ser agradável. Mas a coragem é nossa atitude mais libertadora porque, sendo uma estrada por vezes espinhosa, é o único caminho em linha reta para o autoconhecimento e, logo, para o amor-próprio.

(Texto adaptado. Rafaela Carvalho)
Assinale a alternativa INCORRETA quanto à correspondência entre o adjetivo e a locução adjetiva.
Alternativas
Q1696485 Português
A opção em que há uma palavra com prefixo de sentido equivalente ao encontrado em contramão, é:
Alternativas
Q1696481 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

Internet mais segura

    Nos tempos de hoje, por um lado, você é dono da sua própria programação, comandando o tipo de conteúdo que quer assistir, por outro, a privacidade dos seus dados está, cada vez mais, ameaçada na Internet.
    Os serviços de streaming (transmissão de vídeos e músicas pela Internet) mais conhecidos do mercado estão transformando o jeito de o consumidor assistir a filmes e séries, e até à famosa novela das nove, já que ele pode decidir o que quer, onde, como e quando preferir.
    Contudo, deve haver preocupação com a segurança digital. Esse grande acesso às novas tecnologias tem aberto um importante nicho de informação muito vulnerável de ser roubado. Segundo dados do IBGE, em 2016, brasileiros conectados à Internet já somavam 64% de toda a população, ou seja, 116 milhões de usuários. E, de acordo com o Instituto AV-Test, um dos maiores do mundo em segurança digital, com sede na Alemanha, cerca de 122 de malwares (arquivos capazes de capturar senhas ou danificar computadores e celulares) foram criados em 2017. Para você ter uma ideia, o Brasil aparece no sétimo lugar entre os países que mais sofrem devido aos ciberataques.
    Em função disso, é necessário que haja empenho em ajudar a construir uma Internet mais segura para todos. Destacamos o artigo sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que só deve entrar em vigor em agosto de 2020, mas já está trazendo impactos tanto para os consumidores quanto para as empresas.
Revista Proteste (julho 2019, texto adaptado)
Em “Segundo dados do IBGE, em 2016, brasileiros conectados à Internet já somavam 64% de toda a população...”, a palavra grifada classifica-se como:
Alternativas
Q1696359 Português

Numere as palavras da esquerda de acordo com o processo de formação sugerido na coluna da direita.


( ) super-homem

( ) beliscar

( ) submarino

( ) vaivém

( ) embora


1. prefixação

2. sufixação

3. aglutinação

4. justaposição

5. parassíntese


A opção que contém a numeração em sequência correta, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1696039 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “como” exerce função de conjunção subordinativa conformativa, ou seja, introduz um adjunto adverbial oracional de conformidade:
Alternativas
Q1694529 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?


             Cecília Meireles 

Na frase “Todos buscam o saber das coisas.”, o processo de formação da palavra grifada é o de derivação:
Alternativas
Q1694526 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?


             Cecília Meireles 

Nos versos “eu não tinha este coração que nem se mostra.”, a palavra grifada tem a sua análise morfossintática descrita, com acerto, em:
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Q1693634 Português
Texto

Entrevista concedida ao jornalista Júlio Lerner, em 1 de fevereiro de 1977, para o programa “Panorama”, da TV Cultura, de São Paulo.

De minha sala até o saguão dos estúdios tenho que percorrer cerca de 150 metros. Estou tão aturdido com a possibilidade de entrevistá-la que mal consigo me organizar naquela curta caminhada. Talvez falar sobre “A Paixão Segundo G.H”… Ou quem sabe sobre “A Maçã no Escuro” e “Perto do Coração Selvagem”… Vou recordando o que Clarice escreveu. Será que li tudo? Em apenas cinco minutos consegui um estúdio para entrevistá-la.
São quatro e quinze da tarde e disponho de apenas meia hora. Às cinco entra ao vivo o programa infantil e quinze minutos antes terei de desocupar o estúdio. Estou correndo e antes mesmo de vê-la a pressão do tempo começa a me massacrar. Não terei condições de preparar nada antes, nem mesmo conversar um pouco. Não poderei sequer tentar criar um clima adequado para a entrevista. Eu odeio a TV brasileira! Só meia hora para ouvir Clarice. O pessoal da técnica foi novamente generoso e se empenhou para conseguir essa brecha. Olho o relógio, não consigo me organizar, estou correndo, olho novamente o relógio. Estou desconcertado, atinjo o saguão dos estúdios e a vejo ali, dez metros adiante, Clarice de pé ao lado de uma amiga, perdida no meio do vaivém dos cenários desmontados, de diversos equipamentos e de técnicos que falam alto, no meio de um grande alvoroço.
Paro diante dela, estou um pouco ofegante, estendo-lhe a mão e sou atravessado pelo olhar mais desprotegido que um ser humano pode lançar a semelhante. Ela é frágil, ela é tímida, e eu não tenho condições para explicar que o problema do tempo elevou meus níveis de ansiedade. Clarice me apresenta Olga Borelli, entramos e a conduzo ao centro do pequeno estúdio. Peço para que ela sente numa poltrona de couro de tonalidade café-com-leite. Clarice segura apenas um maço de Hollywood e uma caixa de fósforos, providencio um cinzeiro, os refletores malditos são ligados. Clarice me olha. O olhar de Clarice me interroga, só disponho de uma única câmera, o olhar de Clarice suplica, Olga se ajeita numa lateral escurecida, chega Miriam, a estagiária do programa e fica encolhida e calada, o calor está ficando insuportável e o ar-condicionado não está ajustado, são apenas quatro e vinte, Clarice tenta me dizer alguma coisa, mas não falo com ela, preocupado em ajustar uma questão de iluminação, o hálito da fornalha já nos atinge a todos, devemos ter agora no estúdio uns 50 ou 60 graus, maldita TV, bendita TV do terceiro mundo que me possibilita estar agora frente a frente com ela, Clarice me olha melindrosa, assustada e seu olhar me pede para que a tranquilize.
“OK, Júlio, tudo pronto”, a voz metálica vem da caixa dos alto-falantes. Peço a toda equipe para sair, cabo man, iluminador, assistente de estúdio, agradeço. Clarice percebe que caiu numa arapuca e já não há como voltar atrás. Peço silêncio e depois de uns dez segundos ecoa um “gravando”.
Não conversamos antes e disponho apenas de 23 minutos. Estou completamente desconcertado, fico um minuto em silêncio fitando Clarice. Estou oco, vazio, não sei o que dizer. Clarice me olha curiosa, mas vigilante, defendida. Sou o senhor do castelo e — prepotente — guardo comigo a chave desta prisão. Ninguém pode entrar ou sair sem meu expresso consentimento. Todos devem se submeter à minha autoritária vontade.
A fornalha arde, meu coração dispara, minha boca está seca e debaixo destes tirânicos mil sóis sou o maior dos tiranos. Começa a entrevista. A entrevista avança. Seus olhos azuis-oceânicos revelam solidão e tristeza. Clarice está nua, não há perdão, Clarice agora está encapotada, ela se deixa agarrar, mas logo escapa, e volta, e me pega, e me sugere o longe, o não dizível, depois se cala. E quando nada mais espero, ela volta a falar. Faço uma antientrevista, pausas, silêncios, Clarice agora está fugindo para uma galáxia inabitada e inatingível, mas volta em seguida e, tolerante, suporta toda a minha limitação.
Acho que ela vai se levantar a qualquer instante e me dizer: “Chega!”. Clarice pressente que por trás de meu sorriso aparentemente compreensivo e de minha fala suave esconde-se um ser diabólico autodenominado “repórter” e que quer possuir sua intimidade. Seu corpo exprime receios, ela me afasta, mas de novo me atrai, suas pernas se cruzam e se descruzam sem parar e telegrafam que de repente ela poderá se levantar e partir.

Fonte: https://www.revistabula.com/503-a-ultima-entrevista-de-claricelispector, acesso em fevereiro de 2020
“Faço uma antientrevista, pausas, silêncios, Clarice agora está fugindo para uma galáxia inabitada e inatingível,...” as formas destacadas são descritas corretamente em?
Alternativas
Respostas
13261: A
13262: B
13263: D
13264: B
13265: D
13266: A
13267: B
13268: E
13269: C
13270: B
13271: D
13272: A
13273: E
13274: A
13275: E
13276: D
13277: B
13278: B
13279: E
13280: A