Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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Muita gente se queixa da rotina do trabalho. Vale lembrar que rotina não é sinônimo de monotonia. O que faz com que haja um enfado em relação ao cotidiano profissional é a monotonia, não a rotina.
Mario Sergio Cortella. “Por que fazemos o que fazemos?”. São Paulo, 2016, p.39.


I. Os vocábulos ‘profundamente’ e ‘resolvermos’ são formados por sufixação.
II. Em ‘ilimitado’ ocorrem prefixo e sufixo.
III. A palavra ‘automóveis’ é exemplo de hibridismo, nome dado à formação de palavras com elementos de idiomas diferentes.
Quais estão corretas?


I. Na linha 09, a lacuna pontilhada deve ser preenchida pela preposição ‘a’ contraída com o artigo feminino ‘a’, assumindo, portanto, a forma ‘à’.
II. Na linha 24, a lacuna pontilhada deveria ser obrigatoriamente preenchida por ‘à’, visto estarem presentes as condições para uso da crase.
III. Nas três lacunas pontilhadas das linhas 40 e 41, observa-se apenas a necessidade de uso da preposição ‘a’.
Quais estão corretas?
I. O mensageiro trouxe-nos ______________ informações sobre a situação. (bastante)
II. Os viajantes estavam _______________ cansados. (bastante)
III. Ela tem argumentos ________________ para nos convencer. (bastante)
IV.A plateia ficou ___________ revoltada. (meio)
V. Ela andou _____________ quadra e parou. (meio)
A alternativa que completa corretamente as lacunas acima, levando em consideração as regras de concordância nominal é, respectivamente:
Flores
Titãs, Os Paralamas do Sucesso
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores, Flores
As flores de plástico não morrem
(...)
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Quanto às palavras destacadas, morfologicamente, são, respectivamente:
Leia o texto de Rosely Sayão, colunista do jornal O Estado de S. Paulo
Um muro feito de ideias
Construímos uma sociedade que não admite aproximar as gerações
Rosely Sayão, O Estado de S. Paulo
14 de Fevereiro de 2021
Aniversário de um garoto de 10 anos. A comemoração acontece na pequena sala do apartamento em que ele mora com a mãe. Para comer, há bolo e alguns salgadinhos caseiros, para beber, refrigerante, suco e cerveja para os adultos. Na sala, umas 20 pessoas, em pé. Calma! A cena ocorreu antes da pandemia.
Cada convidado, ao chegar, oferece um presente ao aniversariante e espera que ele abra. Nesse momento, crianças e adultos rodeiam o garoto que celebra cada mimo com entusiasmo. Depois que todos chegaram, a mãe coloca uma música – e mães, pais e filhos, alegres, dançam juntos. Onde eu vi essa cena? Em um filme francês.
Aqui entre nós, dificilmente ela aconteceria. Eu mesma participei, há um tempo, de uma festa de casamento, numa pequena cidade do sul. Mas lá eu vi jovens convidando senhoras e senhores para dançar e não vi crianças brincando com crianças.
As últimas festas de aniversário de crianças em que estive presente foram bem mais grandiosas do que a do filme. A quantidade de comida doce e salgada e de bebida era uma coisa impressionante. Os aniversariantes não abriam os presentes recebidos, que eram colocados em um local próprio. Vi, sim, crianças rodeando os embrulhos, curiosas para saber o que havia dentro. Em duas dessas festas, os pais deixavam os filhos na porta e, como combinado no convite, viriam busca-los em um determinado horário. Os adultos ficavam em grupos só de adultos. E as crianças? Brincavam conduzidas por monitores ou recreacionistas.
Aos poucos, fomos tornando uma situação essencialmente afetiva – a celebração da vida uma pessoa querida – em um acontecimento impessoal e marcado pela reunião de grupos etários semelhantes: adulto com adulto, crianças com crianças. [...]
Aí está: construímos uma sociedade que evita o relacionamento intergeracional. Crianças mais velhas não aprendem a cuidar das menores e têm a sensação de que elas só atrapalham.
Há tempos, testemunhei uma cena em uma escola paulistana que tinha organização totalmente diferente das que conhecemos. As crianças não eram separadas por idade e todo o espaço da escola era compartilhado por todos, dos bebês aos já com 6 anos. E as brincadeiras eram criadas pelas próprias crianças.
Um grupo de meninos e meninas de mais ou menos 5 anos juntou-se para jogar o que eles chamavam de futebol – e eis que chegou ao local uma criança de 2 anos querendo jogar também. Sem saber como resolver a situação, as crianças foram conversar com a mentora da escola e ouviram dela que, se a criança menor não conseguia acompanhar as regras do jogo, eles deveriam mudar as regras para que ela pudesse jogar.
[...] Já nós, adultos, preferimos, por exemplo, deixar os velhos com outros velhos em atividades “próprias” da tal terceira idade, e separar, na escola, as crianças por idade. Como disse, o educador Sir Ken Robinson, será que o que há de mais importante para aproximar crianças com interesses semelhantes é a data da fabricação delas?
Se queremos uma sociedade mais amigável para a convivência intergeracional justa, cordial e solidária, precisamos repensar a maneira como vivemos nosso cotidiano, como organizamos as escolas e os eventos sociais que criamos.
(SAYÃO, Rosely – O Estado de S. Paulo)
O apaixonado rapaz ficou extático diante da beleza da noiva. A palavra destacada é sinônima de: