Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q2666538 Português

Sócrates e as redes sociais


1 Esses dias eu li um artigo que fala sobre a relação entre a história de Sócrates e o nosso comportamento nas redes sociais. Parece meio estranho, mas a ideia é que ele tinha uma postura em relação à moral semelhante ao que muita gente quer ter hoje em dia.


2 Sobre Sócrates, o que a gente sabe dele vem do principal discípulo, que foi Platão. Em um diálogo chamado “Apologia de Sócrates”, Platão fala do processo que levou Sócrates a ser condenado à morte por envenenamento. De acordo com Platão, Sócrates contou que um amigo dele, Querefonte, foi ao Oráculo de Delfos e perguntou quem era o homem mais sábio. O oráculo respondeu que era Sócrates. E Sócrates ficou assustado quando soube disso, porque ele era homem simples, filho de uma parteira e de um artesão, e trabalhava como artesão, assim como o pai. Não existia nada de especial em Sócrates e ele mesmo não via motivo algum para que fosse considerado o homem mais sábio. Por conta disso, Sócrates passa a procurar alguém mais sábio do que ele ‒ e de acordo com ele mesmo ‒ não encontra. Pode parecer só uma falta de modéstia, mas a questão aqui é a distinção entre sabedoria e inteligência.


3 Sócrates encontra, naturalmente, pessoas mais inteligentes do que ele, artistas, políticos, poetas… Mas o problema é que essas pessoas acreditavam que já sabiam de tudo, ou que o que sabiam bastava. E é por isso que Sócrates conclui que nenhum deles era mais sábio. No entanto, Sócrates entende que o deus Apolo, por meio do Oráculo, não queria exaltar a sabedoria dele, mas sim mostrar que nenhum homem é sábio, mas todos podem buscar a sabedoria, todos podem ser filósofos. E, lembre, filosofia é “amor à sabedoria” e não simplesmente “sabedoria”. É justamente daí que vem a famosa frase paradoxal utilizada por Sócrates: “Só sei que nada sei”.


4 Sócrates é mais sábio porque ele pelo menos é capaz de reconhecer a ignorância e de ir em busca da verdade. Mas ele não sabe tudo. Então, se coloca na posição de perguntar, de questionar, de colocar contra a parede aqueles que acham que sabem. E é aqui que a analogia do texto, entre Sócrates e as redes sociais, faz sentido.


5 Quando estamos no YouTube, Twitter, Instagram ou qualquer outro desses serviços de redes sociais, tendemos a observar e condenar as atitudes alheias. Como se fôssemos Sócrates, vamos apontando os defeitos e as falhas dos outros como se estivéssemos fazendo um grande bem à humanidade. Desde as discussões mais sérias até as mais banais, estamos lá, questionando o saber alheio, mostrando os problemas nos argumentos, perguntando: “Você realmente sabe o que acha que sabe?”. Nada disso é errado, mas cabe uma reflexão sobre essa pretensão de verdade que nos atinge.


6 Muitos leitores de Platão acusam Sócrates de dissimulação. Por detrás da ironia, na verdade estaríamos diante de um homem que se acha superior aos outros e, que, por isso, se vê no direito de mostrar que eles estão errados, humilhando os adversários, exibindo o seu conhecimento. E, você, quando está na internet, não se sente um pouco assim?


Disponível em: https://marcosramon.net/blog/socrates-e-as-redes-sociais

O item abaixo em que o elemento destacado tem seu valor semântico corretamente indicado é:

Alternativas
Q2665799 Português

Em Terra de Cego


Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil e do mundo como “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e nossas instituições.

Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide social sem muita visão ou competência. Basta ter um mínimo de conhecimento para sair pontificando soluções. Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.

Se nossos técnicos de futebol tivessem ouvido os palpiteiros, jamais seríamos pentacampeões mundiais de futebol.

Por isso temos tantos acadêmicos para lá de arrogantes, que se acham predestinados a dirigir nossa vida com muita teoria e pouca informação. Existe um corolário desse ditado que me preocupa por suas consequências.

“Em terra de cego, quem tem um olho é rei, e quem tem dois olhos é muito malvisto.” Indivíduos inteligentes e capazes são encarados como uma enorme ameaça e precisam ser rapidamente eliminados pelos que estão no poder. Por essa razão, pessoas com mérito e competência dificilmente são promovidas no Brasil. Promovidos são os bajuladores e puxa-sacos.

Quando aparece alguém com dois olhos, os reizinhos tratam de eliminá-lo, quanto antes melhor. Já cansei de ver gente competente que, de um momento para o outro, deixou de ser ouvida pela diretoria.

Já vi muito jornalista que, de repente, caiu em desgraça. Já vi muito jovem comentar algo brilhante na aula e ser duramente criticado pelo professor, sem saber o motivo. Todos cometeram o erro fatal de mostrar que tinham dois olhos. Por favor, não deixe que isso aconteça com você.

Se você é dos milhares de brasileiros que possuem dois olhos, tome cuidado. Em terra de cego, você corre perigo. Nunca mostre a seu chefe, professor ou colega de trabalho os olhos que tem. Lamento não poder dar nenhum bom conselho, eu sou dos que tem um olho só. A maioria dos dois-olhos que conheço já desistiu de lutar e optou pelo anonimato.

Quando eles têm uma ideia brilhante, colocam a solução na mesa de seus chefes e deixam que a ideia seja descaradamente roubada.

Eles se fingem de mortos, pois sabem que, se agirem de modo diferente, poderão tornar-se vítimas. Mas há saídas melhores.

Se seu chefe tem um olho só, mude de emprego e procure companhias que valorizem o talento, que tenham critérios de avaliação claros e baseados em meritocracia. São poucas, mas elas existem e precisam ser prestigiadas. Ou, então, procure um chefe que tenha dois olhos e grude nele. Ele é o único que irá entendê-lo. Ajude-o a formar uma grande equipe. Se ele mudar de empresa, mude com ele.

Seja diferente, procure os melhores chefes para trabalhar, não as melhores companhias. Normalmente, as grandes empresas já são dominadas por reizinhos de um olho só. Por isso, considere criar um negócio com outros como você. Vocês terão sucesso garantido, pois vão concorrer com milhares de executivos e empresários de um olho só.

Nosso erro como nação é justamente não identificar aqueles que enxergam com dois olhos, para poder segui-los pelos caminhos que trilham.

Eles deveriam ser valorizados, e não perseguidos, como o são. O Brasil precisa desesperadamente de gente que pense de forma clara e coerente, gente que observe com os próprios olhos aquilo que está a sua volta, em vez de ler em livros que nem foram escritos neste país.

Se você for um desses, tenha mais coragem e lute. Junte-se a eles para combater essa mediocridade mundial que está por aí. Vocês não se encontram sozinhos. Nosso povo tem dois olhos, sim, e é muito mais esperto do que se imagina.

Ele está é sendo enganado há tempos, enganado por gente com um olho só. Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.

Hoje, a maioria do povo tem acesso à internet e a home pages com mais informação do que essa intelligentsia tinha quando fez seu doutorado. Se informação é poder, ela não é mais restrita a um pequeno grupo de bem formados. Nosso povo só precisa acreditar mais em si mesmo e perceber que cegos são os outros, aqueles com um olho só.


Disponível em: https://blog.kanitz.com.br/terra-cego/

“Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.” Nesta passagem do texto é correto afirmar que:

Alternativas
Q2665793 Português

Em Terra de Cego


Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil e do mundo como “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e nossas instituições.

Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide social sem muita visão ou competência. Basta ter um mínimo de conhecimento para sair pontificando soluções. Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.

Se nossos técnicos de futebol tivessem ouvido os palpiteiros, jamais seríamos pentacampeões mundiais de futebol.

Por isso temos tantos acadêmicos para lá de arrogantes, que se acham predestinados a dirigir nossa vida com muita teoria e pouca informação. Existe um corolário desse ditado que me preocupa por suas consequências.

“Em terra de cego, quem tem um olho é rei, e quem tem dois olhos é muito malvisto.” Indivíduos inteligentes e capazes são encarados como uma enorme ameaça e precisam ser rapidamente eliminados pelos que estão no poder. Por essa razão, pessoas com mérito e competência dificilmente são promovidas no Brasil. Promovidos são os bajuladores e puxa-sacos.

Quando aparece alguém com dois olhos, os reizinhos tratam de eliminá-lo, quanto antes melhor. Já cansei de ver gente competente que, de um momento para o outro, deixou de ser ouvida pela diretoria.

Já vi muito jornalista que, de repente, caiu em desgraça. Já vi muito jovem comentar algo brilhante na aula e ser duramente criticado pelo professor, sem saber o motivo. Todos cometeram o erro fatal de mostrar que tinham dois olhos. Por favor, não deixe que isso aconteça com você.

Se você é dos milhares de brasileiros que possuem dois olhos, tome cuidado. Em terra de cego, você corre perigo. Nunca mostre a seu chefe, professor ou colega de trabalho os olhos que tem. Lamento não poder dar nenhum bom conselho, eu sou dos que tem um olho só. A maioria dos dois-olhos que conheço já desistiu de lutar e optou pelo anonimato.

Quando eles têm uma ideia brilhante, colocam a solução na mesa de seus chefes e deixam que a ideia seja descaradamente roubada.

Eles se fingem de mortos, pois sabem que, se agirem de modo diferente, poderão tornar-se vítimas. Mas há saídas melhores.

Se seu chefe tem um olho só, mude de emprego e procure companhias que valorizem o talento, que tenham critérios de avaliação claros e baseados em meritocracia. São poucas, mas elas existem e precisam ser prestigiadas. Ou, então, procure um chefe que tenha dois olhos e grude nele. Ele é o único que irá entendê-lo. Ajude-o a formar uma grande equipe. Se ele mudar de empresa, mude com ele.

Seja diferente, procure os melhores chefes para trabalhar, não as melhores companhias. Normalmente, as grandes empresas já são dominadas por reizinhos de um olho só. Por isso, considere criar um negócio com outros como você. Vocês terão sucesso garantido, pois vão concorrer com milhares de executivos e empresários de um olho só.

Nosso erro como nação é justamente não identificar aqueles que enxergam com dois olhos, para poder segui-los pelos caminhos que trilham.

Eles deveriam ser valorizados, e não perseguidos, como o são. O Brasil precisa desesperadamente de gente que pense de forma clara e coerente, gente que observe com os próprios olhos aquilo que está a sua volta, em vez de ler em livros que nem foram escritos neste país.

Se você for um desses, tenha mais coragem e lute. Junte-se a eles para combater essa mediocridade mundial que está por aí. Vocês não se encontram sozinhos. Nosso povo tem dois olhos, sim, e é muito mais esperto do que se imagina.

Ele está é sendo enganado há tempos, enganado por gente com um olho só. Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.

Hoje, a maioria do povo tem acesso à internet e a home pages com mais informação do que essa intelligentsia tinha quando fez seu doutorado. Se informação é poder, ela não é mais restrita a um pequeno grupo de bem formados. Nosso povo só precisa acreditar mais em si mesmo e perceber que cegos são os outros, aqueles com um olho só.


Disponível em: https://blog.kanitz.com.br/terra-cego/

“Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.” Sobre o termo destacado só é verdadeiro o que se afirma em:

Alternativas
Q2665603 Português

Por que gandula chama gandula?


Em viagem de férias pelo Ceará, eu e meu filho caçula fomos acompanhar uma partida do Campeonato Brasileiro na Arena Castelão. No intervalo, ficamos falando sobre o trabalho dos gandulas (ou das gandulas), que veem os jogos de um local privilegiadíssimo.

Contei então a ele a história da origem do nome do "pegador de bolas".


Sim, no mundo inteiro, nas diferentes línguas, a função é tratada como um pegador de bolas: apanha-bolas (português de Portugal), recogepelotas (espanhol), ball boy ou ball girl (inglês), ramasseur de balles (francês) e raccattapalle (italiano), só para citar alguns exemplos.


Aqui, há uma versão envolvendo o argentino Bernardo Gandulla, ponta do time do Vasco da Gama no ano de 1939.


O jogador veio do Ferro Carril Oeste, de Buenos Aires, para disputar o Campeonato Carioca. Mas ficou um mês impossibilitado de jogar por causa de problemas com sua transferência.


Mesmo sem atuar, ele ficava na beirada do campo, repondo a bola rapidamente para os companheiros e adversários. Daí, quando a Liga Carioca de Futebol resolveu oficializar a função, em 1940, o nome de Gandulla foi lembrado. E assim ela foi batizada.


Gandulla era um bom jogador? Era, sim, embora sua passagem pelo Vasco não tenha sido tão incrível. Ele disputou 29 partidas (dez vitórias, oito empates e onze derrotas).


Gandulla foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors, clube que também treinou no final da década de 1950. Falecido em 1999, aos 83 anos, ele foi sepultado no Mausoléu do Boca Juniors, que fica dentro do Cemitério de Chacarita.


O cantor mais famoso da Argentina, Carlos Gardel, está enterrado lá também.


Por que você diz que essa é uma versão?


Em 2011, eu entrevistei um dos netos de Bernardo Gandulla em Buenos Aires. Ele confirmou a história, que disse ter ouvido do próprio avô. O dicionário Houaiss também traz essa versão.


Respeitados pesquisadores brasileiros, no entanto, garantem que o termo já era utilizado desde o início da década de 30 — antes de Gandulla defender o Vasco.


A palavra teria vindo de "gandulo", que significa garoto vadio, sem ocupação. Ela se referia aos meninos que ficavam vendo jogos de futebol em volta dos campos.


Ah, sim, o jogo que fomos ver no Castelão foi Fortaleza 0 x Santos 0. Foram muitos chutes errados o tempo todo. Os gandulas tiveram trabalho naquela noite!


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/o-curioso/2022/08/por-que-gandula-chama-gandula.shtml

“... veem os jogos de um local privilegiadíssimo.”


A classificação correta da palavra e o correto grau em que se encontra estão na opção:

Alternativas
Q2665602 Português

Por que gandula chama gandula?


Em viagem de férias pelo Ceará, eu e meu filho caçula fomos acompanhar uma partida do Campeonato Brasileiro na Arena Castelão. No intervalo, ficamos falando sobre o trabalho dos gandulas (ou das gandulas), que veem os jogos de um local privilegiadíssimo.

Contei então a ele a história da origem do nome do "pegador de bolas".


Sim, no mundo inteiro, nas diferentes línguas, a função é tratada como um pegador de bolas: apanha-bolas (português de Portugal), recogepelotas (espanhol), ball boy ou ball girl (inglês), ramasseur de balles (francês) e raccattapalle (italiano), só para citar alguns exemplos.


Aqui, há uma versão envolvendo o argentino Bernardo Gandulla, ponta do time do Vasco da Gama no ano de 1939.


O jogador veio do Ferro Carril Oeste, de Buenos Aires, para disputar o Campeonato Carioca. Mas ficou um mês impossibilitado de jogar por causa de problemas com sua transferência.


Mesmo sem atuar, ele ficava na beirada do campo, repondo a bola rapidamente para os companheiros e adversários. Daí, quando a Liga Carioca de Futebol resolveu oficializar a função, em 1940, o nome de Gandulla foi lembrado. E assim ela foi batizada.


Gandulla era um bom jogador? Era, sim, embora sua passagem pelo Vasco não tenha sido tão incrível. Ele disputou 29 partidas (dez vitórias, oito empates e onze derrotas).


Gandulla foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors, clube que também treinou no final da década de 1950. Falecido em 1999, aos 83 anos, ele foi sepultado no Mausoléu do Boca Juniors, que fica dentro do Cemitério de Chacarita.


O cantor mais famoso da Argentina, Carlos Gardel, está enterrado lá também.


Por que você diz que essa é uma versão?


Em 2011, eu entrevistei um dos netos de Bernardo Gandulla em Buenos Aires. Ele confirmou a história, que disse ter ouvido do próprio avô. O dicionário Houaiss também traz essa versão.


Respeitados pesquisadores brasileiros, no entanto, garantem que o termo já era utilizado desde o início da década de 30 — antes de Gandulla defender o Vasco.


A palavra teria vindo de "gandulo", que significa garoto vadio, sem ocupação. Ela se referia aos meninos que ficavam vendo jogos de futebol em volta dos campos.


Ah, sim, o jogo que fomos ver no Castelão foi Fortaleza 0 x Santos 0. Foram muitos chutes errados o tempo todo. Os gandulas tiveram trabalho naquela noite!


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/o-curioso/2022/08/por-que-gandula-chama-gandula.shtml

Gandulla era um bom jogador?” A correta classificação do termo destacado na oração é:

Alternativas
Q2665494 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.


A inciativa privada tem muito a ganhar ao fazer investimentos e estabelecer metas para melhorar seu desempenho ambiental. Para tanto, é preciso que haja certas mudanças nas práticas atuais. A primeira mudança necessária rumo às boas práticas ambientais deve começar com as lideranças das corporações e na forma como elas pensam, segundo a professora Priscila Borin Claro. Em sua opinião, hoje existem companhias que estão mais avançadas nesse debate, com transparência e metas traçadas para os próximos anos. Ao mesmo tempo, há aquelas que “falam mais do que fazem” e as que estão perdidas nesse assunto – caso das pequenas e médias.

“Se trabalharmos sustentabilidade como estratégia, conseguiremos reduzir custos, diversificar negócios, melhorar a reputação e ter acesso a um capital mais barato”, afirma a professora. Mesmo com inciativas que ainda não se adequaram muito bem ao novo cenário, o mundo corporativo está mais avançado que o governo, afirma a professora. Ela diz que, sem o apoio do Estado, o acesso a tecnologias que possam ajudar a tornar a indústria mais verde será reduzido.

A especialista ainda ressalta que segmentos da indústria como o agronegócio, alvo frequente de reclamações e denúncias sobre desmatamento e poluição, são imprescindíveis para a garantia de um futuro mais sustentável para o país. Exemplos como a agricultura regenerativa, técnica para conservação e reabilitação de sistemas agrícolas, e o pagamento de serviços ambientais têm sido adotados fortemente pelo setor.

O investimento em sustentabilidade também traz impacto social. “Os mais pobres são os que mais sofrem com os efeitos das mudanças climáticas”, afirma Priscila Borin Claro. Por isso, segundo ela, essas populações serão beneficiadas com a mudança de postura dos empresários.


(Folha de São Paulo. 28.11.2021. Adaptado).

Analise a frase abaixo para responder à questão 5.


“Mesmo com inciativas que ainda não se adequaram muito ‘bem’ ao novo cenário, o mundo corporativo está mais avançado que o governo”.


É correto afirmar que o termo destacado desempenha a função de

Alternativas
Q2665492 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.


A inciativa privada tem muito a ganhar ao fazer investimentos e estabelecer metas para melhorar seu desempenho ambiental. Para tanto, é preciso que haja certas mudanças nas práticas atuais. A primeira mudança necessária rumo às boas práticas ambientais deve começar com as lideranças das corporações e na forma como elas pensam, segundo a professora Priscila Borin Claro. Em sua opinião, hoje existem companhias que estão mais avançadas nesse debate, com transparência e metas traçadas para os próximos anos. Ao mesmo tempo, há aquelas que “falam mais do que fazem” e as que estão perdidas nesse assunto – caso das pequenas e médias.

“Se trabalharmos sustentabilidade como estratégia, conseguiremos reduzir custos, diversificar negócios, melhorar a reputação e ter acesso a um capital mais barato”, afirma a professora. Mesmo com inciativas que ainda não se adequaram muito bem ao novo cenário, o mundo corporativo está mais avançado que o governo, afirma a professora. Ela diz que, sem o apoio do Estado, o acesso a tecnologias que possam ajudar a tornar a indústria mais verde será reduzido.

A especialista ainda ressalta que segmentos da indústria como o agronegócio, alvo frequente de reclamações e denúncias sobre desmatamento e poluição, são imprescindíveis para a garantia de um futuro mais sustentável para o país. Exemplos como a agricultura regenerativa, técnica para conservação e reabilitação de sistemas agrícolas, e o pagamento de serviços ambientais têm sido adotados fortemente pelo setor.

O investimento em sustentabilidade também traz impacto social. “Os mais pobres são os que mais sofrem com os efeitos das mudanças climáticas”, afirma Priscila Borin Claro. Por isso, segundo ela, essas populações serão beneficiadas com a mudança de postura dos empresários.


(Folha de São Paulo. 28.11.2021. Adaptado).

Analise a frase abaixo para responder à questão 3.


“‘Se’ trabalharmos sustentabilidade como estratégia, conseguiremos reduzir custos, diversificar negócios, melhorar a reputação e ter acesso a um capital mais barato”.


É correto afirmar que o termo destacado desempenha a função de

Alternativas
Q2665455 Português

A moça recebe elogios pelos seus dentes ________.


Os pacientes sempre encontram os dentistas _________.


De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e a concordância entre adjetivo e substantivo, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

Alternativas
Q2665452 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 3.


O dentista tenor


Deu-se um fato interessante em minha vida. Mais um. Fui indicado por amigos a um dentista.

Alguns dias depois, com a gengiva irritada, marquei consulta com o meu novo odontólogo. Notei que era um jovem, muito simpático, asseado e bem-humorado. Sentei-me em sua cadeira modernosa e ficamos naquela zona fantasma entre o silêncio e o início da carnificina.

Talvez querendo quebrar o gelo, o cirurgião-dentista me perguntou sobre a vida. Falei que era compositor. Poderia ter me alongado mais, mas ficava difícil mover os maxilares com um punho enfiado no meu palato.

– Como se chama o seu grupo? – ele quis saber, enquanto afiava a ameaçadora ponta da broca.

– “Inga i tapo” – respondi, já quase engasgando.

Nesse instante, sem maiores explicações, o homem sumiu da sala para logo depois retornar com o pai, o dentista-sênior. Era um senhor septuagenário, espigado e bastante encurvado naquela indefectível roupa branca dos profissionais da saúde.

– Então o senhor é compositor! Qual é o seu grupo, hein? – perguntou ele com interesse.

Apesar da dificuldade em abrir os lábios – agora com aquele objeto de plástico curvo metido na cavidade bucal – repeti ao velho o que dissera antes ao filho.

– “Inga i tapo”.

Ele ficou encantadíssimo pelo meu trânsito no meio musical, por pertencer a um conjunto – apesar de eu não ser lá muito enfronhado com o show business. Sou letrista e minha categoria, todos sabem, não costuma subir aos palcos. Ou seja, não é vista como um cantor, um executante virtuoso. Esses, sim, vão lá, dão a cara pra bater e são reconhecidos na rua, no shopping, no aeroporto e também no dentista. Não eu.

Resumindo a narrativa, o dentista-pai começou a cantar pra mim. O odontólogo-filho me explicava que o genitor era chegado numa boemia, saía do consultório e ia cantar amadoristicamente num clubinho de veteranos do samba. Sua voz de tenor, à capela, retumbava na sala. E eu, de boca escancarada, tendo que ouvir boa parte do repertório de Noel Rosa, outras muitas canções de Assis Valente, Carmen Miranda, Quatro Ases e um Coringa.

Queria ser gentil, mas se aplaudisse derrubaria o copinho de colutório na roupa. Então, ao final de cada canção, reagia dizendo assim:

– Eeeeeee! “Ughshhhh, uuuuuughshhhhh!”

Em seguida, o dentista-tenor engatava mais uma.

O recital durou até a profilaxia do derradeiro pré-molar. Nunca uma limpeza de tártaro foi tão musical.


(Carlos Castelo. https://emais.estadao.com.br/blogs/cronica-por-quilo/o-dentista-tenor/. Adaptado).

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta o correto plural do título do texto “O dentista tenor”.

Alternativas
Q2665374 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 5.


O mercado movimentado por pessoas com 50 anos ou mais já abrange 54 milhões de consumidores e pode chegar a 90 milhões até 2045 no Brasil. A perspectiva sinaliza oportunidades de negócios na chamada economia da longevidade, que movimenta R$ 1,6 trilhão por ano no país. O crescimento do número de consumidores maduros abre espaço para empreendedores que querem investir em serviços de saúde, lazer e turismo, além de áreas relacionadas ao bem-estar econômico e social.

Embora conhecido, o consumidor dessa faixa etária ainda não é plenamente atendido e há espaços para novos negócios. Os empreendedores que trabalham com negócios da longevidade devem ouvir com atenção os consumidores para conhecer suas demandas, e reforçar cuidados com um atendimento mais individualizado. Espaços mais iluminados, produtos com rótulos maiores e atendentes treinados para responder dúvidas são algumas das medidas necessárias para fidelizar esse público.

Estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado no ano passado mostrou que a proporção de idosos (mais de 65 anos) no Brasil pode saltar dos 7,3%, em 2010, para 40,3% em 2100. O percentual de jovens (menos de 15 anos) pode cair de 24,7% para 9%. Hoje, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 10,5% da população brasileira tem mais de 65 anos.

Segundo Layla Vallias, consultora de marketing especializada em consumidor sênior, as pessoas com mais de 50 anos são protagonistas de um novo modo de consumir. “Hoje é comum que as pessoas mais novas dependam das gerações anteriores que fizeram dinheiro”, afirma Layla. Com isso, não são mais os filhos adultos que tomam a decisão de compra, mas sim os pais e avós.

A consultora explica que o comportamento do consumidor muda a partir dos 50, quando há, segundo ela, uma reflexão sobre a maturidade. Por isso, a economia da longevidade considera uma faixa etária que ainda não alcançou os benefícios dos direitos previdenciários ou gratuidade nos transportes, a partir dos 60 anos.

“As mulheres são protagonistas dessa revolução da maturidade. Elas acumulam mais papéis dentro da família e são as que mais sofrem preconceito etário”, afirma Layla. Ela diz ainda que há espaço para o mercado de confecção de roupas e produtos estéticos ou para manter a vida sexual saudável. “São mulheres ativas e que querem entrar em uma drogaria e encontrar produtos específicos para elas”, conclui a consultora.


(Folha de São Paulo, 20.05.2022. Adaptado)



Analise a frase abaixo para responder à questão 3.


“Espaços mais iluminados, produtos com rótulos maiores e atendentes treinados ‘para’ responder dúvidas”.

É correto afirmar que o termo destacado desempenha a função de

Alternativas
Q2654524 Português
TEXTO I

RAIS 2018 – Profissionais com deficiência seguem à margem no acesso ao trabalho
Apenas 1% dos empregos com garantias trabalhistas e previdenciárias são atribuídos a pessoas com alguma deficiência

Por Lucas Borba

    A Lei nº 8.213, de 1991, também conhecida como Lei de Cotas, representou um marco nacional para a inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho. Além da visibilidade que o decreto passou a gerar sobre esses profissionais, empresas começaram a rever não apenas seus processos de recrutamento e seleção, mas também suas políticas e práticas internas de acessibilidade.
    Completados 28 anos de implementação da lei, porém, a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgada pelo Ministério da Economia, relativa a 2018, demonstra quão resistente o mercado ainda permanece ao segmento. Segundo o relatório, entre os 46,6 milhões de empregos formais, somente 486.756 estavam direcionados a pessoas com deficiência. Em relação a 2017, houve um crescimento de 10,3%.
    Além disso, o tipo de deficiência como critério para a seleção continua em evidência. Pessoas com deficiência física estão na liderança, com 47,3% das contratações, seguida pela auditiva, 18,1%, visual, com 15,3%, e intelectual, com 8,9%. Por último, estão reabilitados pelo INSS, com 8,5% das efetivações, e pessoas com deficiências múltiplas, com 1,9%. A escolaridade também representa um fator determinante, com 69,5% das contratações incidindo sobre profissionais com deficiência que têm Ensino Médio completo ou mais, e sobre analfabetos, apenas 0,7%.
    No que se refere à distribuição por setores, a indústria de transformação e o setor de comércio e serviços absorvem 85,5% dos empregos formais. Dentre o total de empregados pelo setor privado, foram aproveitados 1% dos profissionais com deficiência, enquanto que a administração pública federal, estadual e municipal representa somente 0,4% dos cargos ocupados por servidores com deficiência.
    Já no quesito remuneração, a maior média é a de reabilitados pelo INSS, com R$ 3.154,40. A seguir, pessoas com deficiência física, com R$ 2.968,52, visual, com R$ 2.956,64, auditiva, com R$ 2.807,68, múltipla, com R$ 2.628,41, e intelectual, com R$ 1.417,40.

Disponível em https://www.camarainclusao.com.br/sem-categoria/rais-2018- profissionais-com-deficiencia-seguem-a-margem-no-acesso-ao-trabalho/
Os artigos podem sofrer variações de gênero e de número, conforme a concordância com o substantivo a que se referem. Além disso, há diferença entre o uso de artigos definidos e indefinidos. No trecho “A Lei nº 8.213, de 1991, também conhecida como Lei de Cotas, representou um marco nacional para a inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho”, o artigo indefinido “um” deixa transparecer a ideia de que a lei citada
Alternativas
Q2654522 Português
TEXTO I

RAIS 2018 – Profissionais com deficiência seguem à margem no acesso ao trabalho
Apenas 1% dos empregos com garantias trabalhistas e previdenciárias são atribuídos a pessoas com alguma deficiência

Por Lucas Borba

    A Lei nº 8.213, de 1991, também conhecida como Lei de Cotas, representou um marco nacional para a inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho. Além da visibilidade que o decreto passou a gerar sobre esses profissionais, empresas começaram a rever não apenas seus processos de recrutamento e seleção, mas também suas políticas e práticas internas de acessibilidade.
    Completados 28 anos de implementação da lei, porém, a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgada pelo Ministério da Economia, relativa a 2018, demonstra quão resistente o mercado ainda permanece ao segmento. Segundo o relatório, entre os 46,6 milhões de empregos formais, somente 486.756 estavam direcionados a pessoas com deficiência. Em relação a 2017, houve um crescimento de 10,3%.
    Além disso, o tipo de deficiência como critério para a seleção continua em evidência. Pessoas com deficiência física estão na liderança, com 47,3% das contratações, seguida pela auditiva, 18,1%, visual, com 15,3%, e intelectual, com 8,9%. Por último, estão reabilitados pelo INSS, com 8,5% das efetivações, e pessoas com deficiências múltiplas, com 1,9%. A escolaridade também representa um fator determinante, com 69,5% das contratações incidindo sobre profissionais com deficiência que têm Ensino Médio completo ou mais, e sobre analfabetos, apenas 0,7%.
    No que se refere à distribuição por setores, a indústria de transformação e o setor de comércio e serviços absorvem 85,5% dos empregos formais. Dentre o total de empregados pelo setor privado, foram aproveitados 1% dos profissionais com deficiência, enquanto que a administração pública federal, estadual e municipal representa somente 0,4% dos cargos ocupados por servidores com deficiência.
    Já no quesito remuneração, a maior média é a de reabilitados pelo INSS, com R$ 3.154,40. A seguir, pessoas com deficiência física, com R$ 2.968,52, visual, com R$ 2.956,64, auditiva, com R$ 2.807,68, múltipla, com R$ 2.628,41, e intelectual, com R$ 1.417,40.

Disponível em https://www.camarainclusao.com.br/sem-categoria/rais-2018- profissionais-com-deficiencia-seguem-a-margem-no-acesso-ao-trabalho/
Na frase “A escolaridade também representa um fator determinante, com 69,5% das contratações...”, há a presença de um adjetivo, representado pela palavra
Alternativas
Q2611941 Português
TEXTO III

A Natureza Das Coisas

Compositor: Accioly Neto

Ô, xalalalalalalá
Ô, xalalalalalalá
Ô, xalalalalalalá
Ô, coisa boa é namorar
Se avexe não
Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada
Se avexe não
A lagarta rasteja até o dia em que cria asas
Se avexe não
Que a burrinha da felicidade nunca se atrasa
Se avexe não
Amanhã ela para na porta da sua casa
Se avexe não
Toda caminhada começa no primeiro passo
A natureza não tem pressa, segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá
Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
Seja princesa ou seja lavadeira
Pra ir mais alto, vai ter que suar

Disponível em: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/200188/.
Ainda utilizando a palavra inexoravelmente, assinale a alternativa correta que define a qual classe de palavras ela pertence.
Alternativas
Q2611930 Português
TEXTO I

O lixo

Luís Fernando Veríssimo

Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros.
O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?

Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=7243
Ainda no TEXTO I, encontramos as palavras, MAS e MÁS. Assinale a alternativa que define, correta e respectivamente, a qual classe de palavra cada uma pertence.
Alternativas
Q2606577 Português
TEXTO I

Aonde vai a humanidade?

    A humanidade atravessa atualmente várias crises. A primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos, substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse? Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o grande estadista da atualidade? Não se conhece.
    A segunda é decorrente da sacralização da economia, uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como nunca, numa escala exponencial e universal.
    A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta, com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria, na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico Stephen Hawking.
    A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições, instituições e valores socialmente agregadores, como a família e a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”, no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos países e as músicas que se ouvem).
    Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e aponta para o abismo.
    Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte, não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem nós, mas a nossa própria.

João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
Em “Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como nunca, numa escala exponencial e universal.”, substituindo a conjunção destacada por outra que mantenha o mesmo sentido, teremos o seguinte período:
Alternativas
Q2513384 Português
Em se tratando de morfemas e processos de formação de palavras, aponte a alternativa que complete corretamente os textos.

“O morfema com significado lexical é também chamado _________________. Ele porta o significado básico da palavra, o qual permanece o mesmo em um conjunto de palavras cognatas, isto é, que pertencem à mesma família”. “_________________ é um morfema que se associa ao radical para modificar seu sentido básico, acrescentarlhe uma ideia secundária, ou mudar sua classe gramatical. É chamado ________________ quando colocado antes do radical e ________________ quando posto depois dele”. 
Alternativas
Q2408576 Português

Justiça argentina leva médicos de Maradona a julgamento por homicídio simples


Maradona, considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, 'em situação de desamparo' e 'deixado à própria sorte', segundo a investigação dos promotores.

A Justiça argentina levará oito pessoas a julgamento, entre médicos, enfermeiras e um psicólogo, que cuidaram de Diego Maradona, o mais importante jogador de futebol do país, no momento da sua morte, por “presumido ato de homicídio simples”, segundo decisão judicial divulgada nesta quarta-feira (22). O juiz responsável pelo processo questionou “as condutas --ativas ou omissas-- que cada um dos acusados teria desenvolvido e contribuído à realização do resultado lesivo”, segundo a decisão com 236 páginas.

Maradona, considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, “em situação de desamparo” e “deixado à própria sorte”, segundo a investigação dos promotores. “Em 30 de novembro de 2020, assim que vi a causa da morte, disse que era homicídio. Lutei por muito tempo e aqui estamos, com essa etapa cumprida”, disse Mario Baudry, advogado de um dos filhos de Maradona, à Reuters.

Os acusados são o neurocirurgião e médico pessoal do ex-jogador, Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz, os enfermeiros Gisella Madrid e Ricardo Almirón, seu chefe Mariano Perroni, e os médicos Pedro Di Spagna e Nancy Forlini. O juiz também acusou Luque de ter falsificado a assinatura de Maradona para retirar seu histórico clínico do hospital e Cosachov por “falsidade ideológica”.


Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/06/22/justica-argentina-levamedicos-de-maradona-a-julgamento-por-homicidio-simples.ghtml

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: A Justiça argentina levará oito pessoas a julgamento, entre médicos, enfermeiras e um psicólogo, que cuidaram de Diego Maradona, o mais importante jogador de futebol do país, no momento da sua morte, por “presumido ato de homicídio simples”, segundo decisão judicial divulgada nesta quarta-feira (22).

Alternativas
Q2408182 Português

Texto 1


Clonar para biodiversidade


Em dezembro de 2020, o Centro de Conservação de Vida Selvagem do Colorado, nos EUA, foi palco de um nascimento histórico. Elizabeth Ann é o primeiro clone de uma espécie de furão ameaçada de extinção: o furão-de-patas-pretas. Ela é cópia de um ancestral que morreu na década de 1980 e teve suas células congeladas, uma fêmea chamada Willa. À primeira vista, o fato não impressiona. Afinal, quem não se lembra da ovelha Dolly, em 1996? Nas últimas décadas, a clonagem de mamíferos tornou-se lugar comum, utilizada constantemente para clonar animais de criação, esporte e domésticos. O que tem de tão especial neste novo clone?

A novidade não está na técnica, mas no uso. Elizabeth Ann foi criada com uma técnica muito similar à da ovelha Dolly. Óvulos de uma fêmea doméstica doadora foram coletados e tiveram seus núcleos removidos. O material genético de Willa foi então inserido neles, e um estímulo elétrico fez com que começassem a se dividir. O embrião foi implantado em uma fêmea doméstica, dentro de um esquema "barriga de aluguel”. Mas Elizabeth Ann não é um animal de criação ou de corrida, nem um pet. Ela é o primeiro mamífero clonado para um programa de conservação ambiental.

A espécie — furão-de-patas-pretas (Mustela nigripes) — já foi considerada extinta nos EUA na década de 1970, provavelmente devido à caça desenfreada do cão-da-pradaria, que era seu prato preferido. Na década de 1980, no entanto, foi descoberta uma pequena colônia destes animais, e teve início um programa de conservação. Não foi fácil, porque apenas sete animais conseguiram se reproduzir, o que diminui muito a diversidade genética dos descendentes, aumentando inclusive a suscetibilidade a doenças.

Uma estratégia para aumentar a diversidade é introduzir genes de populações diferentes, mas como fazer isso em uma espécie em extinção, onde todos os indivíduos são geneticamente muito próximos? Elizabeth Ann vem para resolver este problema. Ela traz genes de um animal que morreu há 35 anos, com uma diversidade genética três vezes maior do que a encontrada na população existente. É como se todos os furões-de-patas-pretas fossem primos de primeiro grau, e ela, uma estrangeira de um país distante.

Elizabeth Ann, agora sexualmente madura, após seu primeiro aniversário, aguarda a escolha do parceiro, que está sendo cuidadosamente selecionado entre os machos da espécie. E preciso, segundo os tratadores, escolher o macho mais “cavalheiro”, porque não se pode correr o risco de um namorado mais brutamontes machucar a única fonte de genes diferentes. Se ela conseguir se reproduzir e ter descendentes saudáveis, seu caso pode marcar o início de novos programas de conservação e reintrodução de genes para outras espécies em extinção.

O sucesso do programa em furões pode beneficiar muito mais do que os furões em si. Pode ser uma prova de conceito e atrair interesse e financiamento para repetir o processo com outras espécies. Clonar animais selvagens sempre foi um desafio muito maior do que animais domésticos, até porque as técnicas de criação e reprodução em cativeiro não são tão bem estabelecidas para espécies com as quais a Humanidade não convive tanto. O Zoológica de San Diego, por exemplo, está nos primeiros estágios para tentar o mesmo processo com o rinoceronte-branco-do-Norte, espécie da qual existem hoje só dois indivíduos. O sucesso de Elizabeth Ann pode servir para impulsionar programas como esse.

Clones normalmente nos levam a pensar em cópias e redução de diversidade. Elizabeth Ann vem para nos lembrar que clonagem e modificação genética são apenas ferramentas. O que fazemos com elas depende de nossa criatividade, ética e recursos. Clones podem ser usados para promover biodiversidade, e quem sabe, resgatar mais espécies em extinção.


Natália Pastenak

(O Globo, 31 de janeiro de 2022)

“Não foi fácil, porque apenas sete animais conseguiram se reproduzir, o que diminui muito a diversidade genética dos descendentes, aumentando inclusive a suscetibilidade a doenças” (3º parágrafo).


No trecho, a expressão “aumentando inclusive a suscetibilidade a doenças” assume valor de:

Alternativas
Q2408121 Português

Texto I


À natureza nos ensina a agir coletivamente

Clarice Cudischevitch


Por que peixes nadam em cardumes? Como pássaros voam em bando tão harmonicamente? O que motivou pessoas a não usarem máscara em uma pandemia? Um dos fenômenos mais fascinantes das ciências da vida é, justamente, o conflito entre o comportamento individual e o coletivo. Mas ele não é exclusivo do mundo biológico. O ecólogo Simon Levin o extrapola para as ciências sociais buscando entender condutas de uma espécie em particular: a humana.

Isso porque, embora a seleção natural atue nas diferenças entre indivíduos, a cooperação existe na natureza desde o nível celular até em diferentes animais. Diretor do Centro de BioComplexidade e professor de ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Princeton (EUA), Levin aplica a matemática, sua formação original, para estudar essas duas tendências conflitantes.

Na biologia, elas já são relativamente conhecidas. Pela seleção natural, os organismos mais aptos a sobreviver têm mais chances de passar suas características para os descendentes e, assim, perpetuar seus genes. Em “O Gene Egoista”, o biólogo Richard Dawkins afirma que um comportamento coletivo, como voar em bando, é adotado por conferir maior probabilidade de sobrevivência a uma linhagem genética.

Quando falamos de interações humanas, no entanto, a conversa é mais complexa. Se peixes nadam em cardumes para benefício mútuo — lutar contra predadores, por exemplo —, adotar um comportamento coletivo que gere benefícios em maior escala para a sociedade geralmente implica restringir ações individuais. “Precisamos aprender com a natureza como alcançar a cooperação”, diz Levin.

Na matemática, é a teoria dos jogos, técnica que modula o comportamento estratégico de agentes em diferentes situações, que dá conta de entender essas relações. Um exemplo clássico: se as pessoas priorizassem o transporte público ao carro, o congestionamento diminuiria, beneficiando a todos. Nesse cenário, no entanto, indivíduos acabariam saindo de carro para aproveitar o fluxo do trânsito, voltando a sobrecarregar as vias. Para a coletividade, seria melhor a cooperação do que ações individuais egoístas.

Essa mistura de matemática com sociologia e toques de biologia é útil para entender a pandemia da Covid-19. Levin, que passou mais de 40 anos estudando a dinâmica de doenças infecciosas, explica que, no caso do coronavirus, aplicamos modelos que predizem a disseminação do vírus, as diferenças entre pacientes com e sem sintomas e outros aspectos que ajudam a pensar em estratégias. Mas falta o componente social.

“Vemos grupos que hesitaram em se vacinar. Por quê?”, questiona Levin. “Há os que se recusaram a usar máscaras. China, Japão e Ásia em geral são países mais abertos a esse tipo de proteção, enquanto outros, como a Suécia, resistiram. Entender isso é um problema das ciências sociais.”

Levin vai além: como decisões coletivas são tomadas? Como normas sociais são criadas e mantidas? Como indivíduos interagem? Um de seus estudos do momento quer entender a dinâmica das polarizações políticas. “Pessoas fazem parte de grupos diferentes, que às vezes se sobrepõem. Desenvolvemos modelos em que os indivíduos mudam suas opiniões ou migram de grupo baseados em interações com outras pessoas.”

Modelos desse tipo também são aplicados em contextos internacionais. Analisam, por exemplo, não apenas as relações entre nações, mas também as influências de organizações como ONU e OMS nas decisões e mudanças de posicionamento dos países.

Disponível em https://cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br/ 2021/02/27/a-natureza-nos-ensina-a-agir-coletivamente/ (Adaptado)

“Pessoas fazem parte de grupos diferentes, que às vezes se sobrepõem. Desenvolvemos modelos em que os indivíduos mudam suas opiniões ou migram de grupo baseados em interações com outras pessoas.”

O verbo sobrepor está flexionado na 3º pessoa do plural para concordar com o substantivo:

Alternativas
Q2407915 Português

Texto l


A prata é pior do que o bronze?


Daqui a uma semana os Jogos Olímpicos de Inverno começam em Pequim. Cerca de 3.000 atletas disputarão a competição mais importante de suas vidas. Poucos serão campeões, a maioria não subirá no pódio, e isso faz parte do esporte.

Não sei se você já reparou que, na entrega de medalhas, o terceiro lugar geralmente está sorrindo, enquanto a expressão do segundo colocado às vezes é de decepção. Por que a prata é vista por muitos competidores como sendo pior do que o bronze? Há anos, especialistas tentam explicar essa questão.

A resposta pode estar na cara, literalmente. Uma das pesquisas mais relevantes foi publicada em 1995 no Journal of Personality and Social Psychology.

O professor de psicologia Thomas Gilovich e seus colegas gravaram a reação de medalhistas de prata e de bronze durante os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992 — quando os atletas descobriram suas colocações e na cerimônia de premiação. Depois, mostraram o vídeo a estudantes sem revelar as posições finais. A análise foi a de que, em geral, quem levou o bronze estava mais satisfeito.

Os pesquisadores também entrevistaram mais de cem medalhistas em uma competição amadora nos Estados Unidos e pediram que eles qualificassem a própria performance. Os que ficaram em terceiro pareciam mais felizes e aliviados por estarem no pódio, enquanto os vice-campeões se sentiam derrotados porque se compararam aos primeiros colocados. A sensação era a de que não ganharam a prata, mas, sim, perderam o ouro.

Outra pesquisa de 2006 na mesma publicação analisou a expressão facial de medalhistas de ouro, prata e bronze e dos que terminaram em quinto lugar na competição olímpica de judô em Atenas - 2004. Os terceiros colocados tinham um sorriso mais espontâneo, o que significa usar músculos da face que deixam os olhos apertados e geram os "pés-de-galinha". A reação dos medalhistas de prata, segundo aos autores, mostrou que eles estavam apenas sendo educados, não felizes. O famoso sorriso amarelo.

Um estudo feito pela London School of Economics após os Jogos Paraolímpicos de Londres de 2012 revelou resultados parecidos. Respostas emocionais influenciadas pelo que poderia ter acontecido, não pelo que de fato ocorreu. A margem da performance também era relevante: psicologicamente, ganhar a prata por pouco, em vez do bronze, seria menos decepcionante.

É possível ter empatia em situações cotidianas. Há quem fique feliz com o aumento de salário, mas talvez se desanime ao saber que o colega de escritório ganhou um ainda maior. Quem quer perder cinco quilos e emagrece seis comemora, mas, se a ideia era perder dez quilos e são cinco a menos na balança, a sensação pode ser de derrota.

Muitas vezes, O ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito. Todos, em uma escala maior ou menor, já passaram por isso.

Em competições que envolvem disputa de terceiro lugar, o medalhista de bronze vem de uma vitória, enquanto o de prata, de uma derrota. No esporte, há várias formas de lidar com um segundo lugar. Alguns atletas transformam a decepção em combustível para treinar mais duro e tentar vencer na próxima. Outros reconhecem e apreciam o tamanho do feito que conquistaram após anos de dedicação. Mais uma lição que os Jogos Olímpicos nos ensinam sobre as emoções humanas.


Marina lIzidro

(Folha de São Paulo, 29 de janeiro de 2022)

A palavra “se” é uma conjunção com valor condicional em:

Alternativas
Respostas
10941: A
10942: D
10943: A
10944: B
10945: D
10946: D
10947: C
10948: A
10949: B
10950: D
10951: D
10952: B
10953: B
10954: C
10955: B
10956: D
10957: D
10958: D
10959: A
10960: D