Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q4000810 Português
TEXTO I

LUZ DO SOL

Luz do sol,
Que a folha traga e traduz
Em verde novo em folha,
Em graça, em vida, em força, em luz...

Céu azul
E vem onde os pés
Tocam na terra
E a terra inspira e exala seus azuis...

(VELOSO Caetano.A arte maior de Caetano Veloso.Polygram,1985
Em Luz do sol, Caetano Veloso faz uso de um recurso expressivo que consiste em mudar uma palavra de uma classe gramatical para outra. Veja: "céu azul" - azul é um adjetivo (característica do céu); "a terra inspira e exala seus azuis" - azuis é substantivo (nome da cor). Como se denomina esse processo de formação de palavra?
Alternativas
Q4000705 Português
TEXTO I

O LEITOR IDEAL

        O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”.
    
        Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
    
        Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve?

(QUINTANA, Mário. Porta Giratória. São Paulo, Globo, 1988. p. 83). 
As palavras “apontamentos” e “meninazinha”, presentes no texto, são formadas pelos seguintes processos de formação de palavras:
Alternativas
Q4000702 Português
TEXTO I

O LEITOR IDEAL

        O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”.
    
        Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
    
        Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve?

(QUINTANA, Mário. Porta Giratória. São Paulo, Globo, 1988. p. 83). 
Leia atentamente o fragmento seguinte, extraído do texto: “[. . . ] poderia o leitor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista: Marque a função gramatical da palavra sublinhada nesse fragmento:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996191 Português
De acordo com Quadros e Karnopp (2004, p. 96), “uma das principais funções da morfologia é a mudança de classe, isto é, a utilização da ideia de uma palavra em uma outra classe gramatical”. São exemplos de sinais que seguem tal regra:
Alternativas
Q3994568 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Sobre a estrutura e o processo de formação das palavras da língua portuguesa, assinale o que for correto
Alternativas
Q3994567 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Levando em conta o texto de Mário Quintana, e seus conhecimentos gramaticais, assinale o que estiver correto em relação às regras da língua portuguesa. 
Alternativas
Q3994566 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Leia atentamente o poema que compõe o texto em questão, atribuído ao poeta brasileiro Mário Quintana e, baseado na interpretação textual e em seus conhecimentos gramaticais, presentes nos manuais de língua portuguesa, assinale a única alternativa correta
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Q3994475 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

A partir da palavra vibrar podemos afirmar que: 
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Q3992287 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando que o advérbio, palavra que indica uma circunstância (modo, lugar, tempo), pode modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, assinale a afirmativa transcrita do texto que NÃO evidencia tal classe gramatical. 
Alternativas
Q3992285 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando as classes de palavras, assinale, a seguir, a associação INCORRETA.
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Q3992255 Português

Maneira de amar


O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
    Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
    O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
    Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não”, respondeu. “Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”


(Armazém de Textos. Em: 08/08/2019. Carlos Drummond de Andrade. Adaptado.)

Considerando que o advérbio é uma palavra invariável que acompanha o verbo, modificando seu sentido, podendo, também, se relacionar com adjetivos ou até mesmo outros advérbios, assinale a afirmativa citada no texto que exprime circunstância de modo.
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Q3990719 Português

Texto CG4A2-I


Pindaíba: do tupi pindá (“anzol”) e íua (“haste”). É o nome de várias árvores e arbustos brasileiros usados por indígenas para fabricar a vara do anzol. Uma dessas árvores dá um fruto parecido com uma pinha.

Pindá também era o nome, na língua tupi, dado por indígenas ao ouriço-do-mar, um bicho muito espinhento.

No Brasil, emprega-se a expressão “estar na pindaíba” ou “andar na pindaíba” para falar de uma pessoa que está sem dinheiro ou com dificuldade financeira. A origem da expressão até hoje divide os estudiosos. Para alguns, ela tem a ver com a situação azarada de quem só tem uma vara de pescar para conseguir comida. Para outros, como o indígena dependia de sua vara de pescar para comer, quando o anzol era ruim e não apanhava nada, a pessoa ficava com fome e na miséria. Outros, enfim, dizem que os ouriços-do-mar dão muito trabalho para serem apanhados e, depois de arrancados os espinhos, têm muito pouca carne a oferecer. A pessoa que só come o ouriço-do-mar, portanto, estaria na pindaíba. Seja qual for a origem, a verdade é que ninguém gosta de estar na pindaíba!



Marcos Bagno e Orlene Carvalho. Pororoca, pipoca, paca e outras palavras do tupi. São Paulo: Parábola, 2014, p. 101-102 (com adaptações).

No texto CG4A2-I, é um adjetivo a palavra 
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Q3990714 Português

Texto CG4A1


 As enchentes podem ser controladas a partir de mecanismos que reduzam o excesso de escoamento pluvial e(ou) amorteçam as ondas de cheias em rios urbanos.

As medidas de controle de inundações em áreas urbanas podem ser classificadas em estruturais, quando o homem modifica o rio, mediante a construção de obras hidráulicas, como barragens, diques e canalizações, e em não estruturais, preventivas, quando o homem convive com o rio, efetivadas por meio de zoneamento de áreas de inundação, de sistema de alerta ligado à defesa civil e de seguros.

No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas por parte de algumas cidades.


Carlos Eduardo Morelli Tucci. Água no meio urbano. In: Água Doce. Porto Alegre: IPH/UFRGS, 1997, p. 12-13. Internet: (com adaptações)

A correção gramatical do segundo parágrafo do texto CG4A1 seria preservada caso a palavra "inundações" fosse substituída por 
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Q3990235 Português

Texto 14A1-I

 

No dia em que vim ao mundo, num bairro pobrezinho de marré, marré, marré, a luz elétrica chegou à primeira casa de nossa rua. (...) Sozinha, em casa, minha mãe se contorcia com as dores do parto e gritava por ajuda, mas sua voz era abafada pelos acordes da banda de música que saíam do palacete. Pegando-se com Nossa Senhora do Bom Parto e com São Raimundo Nonato, ela mesma tomou as providências, encheu várias panelas com água, colocou-as no fogão e assoprou as brasas. O esforço foi benéfico para o parto: a bolsa arrebentou, e eu comecei a nascer. (...) Bem, quando a parteira chegou, eu já tinha nascido. D. Tomásia só teve de cortar o cordão umbilical. E no alto do céu, a lua cheia imperava toda branca, na toalha negra furada de estrelinhas. Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida. (...) Quando, meio desconfiada abri os olhinhos, titia afirmou que eu sorri:

— As crianças demoravam uma semana para abrir os olhos. Você, na mesma noite, já observava tudo. Até sorriu. Parecia trazer esperança para nós todos. Nunca vi uma criança tão especulativa.

 

Tina Correia. Essa menina. In: De Paris a Paripiranga. Aracaju: Afaguara, 2016.

Acerca do trecho “Eu nasci empelicada, o que era bom presságio. Teria sorte na vida” do texto 14A1-I, assinale a opção correta. 
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Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Prefeitura de Estância - SE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Artes | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Ciências | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Educação Física | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: História | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Matemática | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Português | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Professor de Educação Básica - Área: Português/Inglês | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Administração | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Analista Ambiental | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Arquitetura | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Arquivologia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Biblioteconomia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Ciência da Computação | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Contabilidade | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Educador Físico | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Engenharia Agrônoma | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Estância - SE - Técnico Municipal de Nível Superior - Área: Turismo |
Q3989090 Português

Texto CG1A1-I

 

A separação da vida privada e doméstica das mulheres em relação ao mundo público dos homens foi constitutiva do liberalismo patriarcal já em suas origens, e, desde meados do século XIX, a esposa economicamente dependente tem sido apresentada como o ideal para todas as classes respeitáveis da sociedade. A identificação das mulheres e da esfera doméstica também está sendo reforçada atualmente pelo renascimento de organizações antifeministas e pela reformulação “científica” do argumento da natureza por sociobiólogos. É claro que as mulheres nunca estiveram completamente excluídas da vida pública, mas a forma como elas são incluídas está baseada, tão firmemente quanto sua posição na esfera doméstica, em crenças e práticas patriarcais.

 

Carole Pateman. Críticas feministas à dicotomia público/privado.

In: Luis Felipe Miguel e Flávia Birole. (orgs.) Teoria política feminista:

textos centrais. Vinhedo: Editora Horizonte, 2013 (com adaptações).

No trecho “A identificação das mulheres e da esfera doméstica também está sendo reforçada atualmente pelo renascimento de organizações antifeministas e pela reformulação ‘científica’ do argumento da natureza por sociobiólogos”, do texto CG1A1-I, a locução verbal “está sendo reforçada” transmite a ideia de
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Q3985370 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



    A aproximação das comemorações do bicentenário da Independência tem despertado em alguns historiadores o desejo de promover um certo resgate da reputação da família real, e que foi satirizada em filmes e séries televisivas. Fundada em 1810 por Dom João 6º, a Biblioteca Nacional menciona esse objetivo em seu caderno de projetos para o bicentenário. O documento busca valorizar “personagens que se tornaram chacotas para o público em geral, através da TV e do cinema, quando a historiografia é capaz de trazer conteúdo objetivo e sério sobre a família que reinou no Brasil”.


    “É preciso apresentar a dimensão familiar da monarquia, da forma como se constituiu o poder no Brasil, e como questões centrais como autoridade, bem comum, religiosidade, sacrifício, vícios, doações e abusos vinham à tona”, diz a instituição. Em maio deste ano, a biblioteca promoveu uma exposição virtual sobre dona Maria, mãe de dom João 6º, em que o adjetivo “a louca” foi deixado de lado. Em seu lugar, privilegiou-se o título formal da soberana, dona Maria 1ª. 


    “É importante dignificar os fundadores da nação e superar um cacoete de negação que é muito forte”, diz Luiz Ramires Jr, coordenador-geral do centro de pesquisa e editoração da Biblioteca Nacional. Para ele, usar a sátira é algo que pode levar o tema ao conhecimento de mais pessoas, mas com riscos no processo. “À medida que você faz chacota dessas figuras centrais, isso decanta, sobretudo, em livros didáticos”. 


    Como afirma a historiadora Mary del Priore, “dona Maria foi uma mulher responsável pela criação de academias, assinatura de diversos tratados de comércio e diplomáticos. Muitos a adoravam, tanto que quando a família real vem para o Brasil, ela recebe cartas pedindo que volte para Portugal”. Nascida em 1734, ela tornou-se rainha em 1777. Para seus contemporâneos, era conhecida como “a piedosa”, pelo fervor religioso, que a fez isolar da corte o Marquês de Pombal, adepto do Iluminismo português. A instabilidade mental começou na segunda década de reinado, acentuando-se após uma sucessão de perdas na família, especialmente a do primogênito, Dom José, em 1788, aos 27 anos. 


    O adjetivo “louca”, segundo a historiadora, é uma construção do movimento republicano português, em fins do século 19, em uma estratégia de deslegitimar a monarquia. Um dos maiores responsáveis por cunhar o termo à soberana foi o influente poeta modernista português Guerra Junqueira (1850-1923). Em seu poema “Pátria”, de 1896, o poeta descreve a rainha num estado de loucura, fúria e delírio. A república portuguesa acabaria sendo proclamada em 1910.


(Uma outra história. Folha de São Paulo, 31.10.2021.

Adaptado). 

Analise a frase abaixo para responder à questão abaixo.


À medida que você faz chacota dessas figuras centrais, isso decanta, sobretudo, em livros didáticos.


É correto afirmar que o termo destacado desempenha a função de  

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Q3976215 Português

Texto para responder à questão.


A guerra das marcas 


Há muito tempo que as guerras não se fazem apenas com armas, mas também com marcas. Esta a que agora assistimos é o exemplo deste novo tipo de combates. 


Os consumidores não gostam de marcas agnósticas e têm exigido saber o que defendem as marcas, qual o seu propósito, quais os valores que defendem, para além dos produtos que vendem. 


Neste contexto de pressão social das marcas, vimos marcas ativamente envolvidas na campanha Vidas Negras Importam, na preservação dos oceanos, na igualdade de gênero etc. 


Mas um cenário de guerra é um contexto muito diferente e, no caso das marcas, funciona até como agente do “bem”. A condenação coletiva gera um efeito desneutralizador, colocando as marcas na obrigação de se desvincularem de tudo o que as ligue ao lado do mal. 


Os consumidores, pelo seu lado, alistam-se num exército planetário contra o consumo dessas marcas e algumas delas irão ficar feridas de morte.


As marcas responsáveis não querem relações negativas com outras marcas que estejam desalinhadas do que defendem, no caso de uma guerra. Não há valores que paguem a contaminação negativa que um país pode vir ater.


Por todo o mundo estão a nascer marcas do bem, talvez num movimento colaborativo nunca antes visto. Em Portugal destaco, entre outras igualmente meritórias, aquela em que estou envolvido, que é a WeHelpUkrain.org. 


A reputação internacional da marca Rússia demorara décadas a recuperar, tal como demorou a marca Alemanha no caso de Hitler. A historia continuara, e no fundo todos queremos o melhor para o povo russo, tal como quisemos para o povo alemão. 


As marcas-pais são resilientes, ficam feridas, mas não morrem, nem com uma guerra. É talvez esta uma forma de mostrar opoder efetivo das marcas e a força que tém para criar ou para vencer guerras, acreditando que o lado do bem sera sempre mais forte. 


Carlos Coelho Adaptado de Diarios de Noticias (Lisboa), 03/03/2022

No quarto parágrafo, a palavra “até” é equivalente semanticamente a: 
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Q3914356 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

O cão e a carne

Um cão vinha caminhando com um pedaço de carne na boca. Quando passou ao lado do rio, viu sua própria imagem na água. Pensando que havia na água um novo pedaço de carne, soltou o que carregava para apanhar o outro. O pedaço de carne caiu na água e se foi, assim como a sua imagem. E o cão, que queria os dois, ficou sem nenhum.

(ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010.)
Acerca dos recursos linguísticos e seus efeitos de sentido empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. No fragmento “Quando passou ao lado do rio”, a noção de temporalidade está linguisticamente marcada no termo “quando”.
II. No trecho “Pensando que havia na água um novo pedaço de carne”, a ideia de causa está expressa na oração marcada pelo verbo no gerúndio.
III. No trecho “... soltou o que carregava para apanhar o outro”, o termo “o” é um pronome demonstrativo, na primeira ocorrência, e um artigo definido, na segunda.
IV. Na frase “O pedaço de carne caiu na água e se foi, assim como a sua imagem”, o termo “sua” refere-se ao cão.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3737300 Português
03. Sobre substantivo, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.

( ) Os substantivos formados por um único radical são considerados simples. Exemplos: cabeça, perna, mesa, casa.
( ) Os substantivos formados por mais de um radical são considerados compostos. Exemplos: flor-de-lis, ervilha-de-cheiro.
( ) Os substantivos que não se originam de qualquer outro radical da língua são considerados primitivos. Exemplos: flor, casa, pedra.
( ) Os substantivos formados a partir de um radical preexistente são considerados derivados. Exemplos: casebre, floricultura, pedregulho.
( ) Os substantivos abstratos são aqueles que designam os seres que têm uma existência independente, real, ou imaginária. Exemplos: carro, casa, Margarete.
( ) Os substantivos derivados são aqueles que nomeiam conceitos como ações, estados, qualidades, sentimentos, sensações, que não têm uma existência independente. Sua manifestação está sempre associada a um ser do qual depende a sua existência. Exemplos: ressentimento, mágoa, rancor, saudade.
( ) Os substantivos que nomeiam seres particulares, únicos, dentre aqueles de uma mesma espécie, são chamados de próprios. Exemplos: Brasil, Campo Grande, Benjamim.
( ) Os substantivos utilizados para nomear todos os seres de uma mesma espécie, ou conceitos abstratos, como os sentimentos humanos, são os substantivos comuns. Exemplos: mãe, pipoca, cozinha. 
Alternativas
Q3737298 Português
Sobre classes de palavras, relacione a coluna I com a coluna II e marque a alternativa correta.

COLUNA I.
A- Substantivo.
B- Adjetivo.
C- Pronome.
D- Artigo.
E- Advérbio.

COLUNA II.
(1) É a palavra que modifica o substantivo, exprimindo aparência, modo, qualidade, característica.
(2) É a palavra que se antepõe aos substantivos que designam seres determinados (o, a, os, as) ou indeterminados (um, uma, uns, umas).
(3) Modifica o verbo, o adjetivo e o próprio advérbio, acrescentando-lhes uma circunstância.
(4) É a expressão que designa os seres sem dar-lhes nome, nem qualidade, indicando-os apenas como pessoas do discurso.
(5) É o nome com que designamos os seres e as coisas em geral.
Alternativas
Respostas
10801: A
10802: C
10803: C
10804: A
10805: D
10806: B
10807: A
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10819: D
10820: A