Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3890741 Português
 Na tirinha, observa-se o emprego de diferentes formas verbais que constroem efeitos discursivos relevantes para o humor fi nal. Considerando os valores semânticos e os modos verbais empregados pelas personagens, marque o item correto.
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Q3890737 Português
O vocábulo “que” é o morfema gramatical mais difícil de se analisar na língua portuguesa, em virtude dos seus múltiplos valores e funções sintáticas. Marque a opção em que a palavra “que” é substantivo.
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Q3890735 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida”, marque o item correto quanto à concordância nominal.
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Q3890550 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Um país de escolas inseguras não tem futuro



Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, digna e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8º e do 9º ano do ensino fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação.

Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números dessa pesquisa: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida maculada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes.

O Brasil universalizou o ensino fundamental só nos anos 1990, desde então continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no ensino médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.

 

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.09.2025. Adaptado)

Na passagem do 4º parágrafo “Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões…”, os termos destacados, conforme seus usos, correspondem, correta e respectivamente, às seguintes classes de palavras:
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Q3889505 Português

SOLO DE CLARINETA

 

Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?

Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.

 

Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.

“[...] continuei firme onde estava, talvez pensando assim


O termo destacado se trata de um(a):

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Q3888750 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


O vaivém entre trabalho remoto, híbrido e presencial, somado ao avanço da inteligência artificial (IA), redesenha o mercado de trabalho no Brasil e amplia as incertezas. Entre empresas que chamam funcionários de volta ao escritório, jovens que pressionam por mais flexibilidade e cargos ameaçados pela automação, especialistas apontam mudanças profundas nos perfis profissionais mais disputados, na estrutura das lideranças e no papel do chamado “salário emocional” nos próximos anos.

Ao longo de 2025, empresas anunciaram o fim – ou a redução – do trabalho 100% remoto. Ao mesmo tempo, a forma como a geração Z encara a vida profissional pressionou empregadores a repensar os modelos de trabalho em vigência.

Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender. De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink.

Grandes empresas devem considerar a entrada de pessoas sem nível universitário para vagas que antes exigiam diploma, afirma Denis Caldeira, consultor de negócios e ex-executivo de empresas como Google e Meta. “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, avalia.

Por outro lado, há estimativas de que a IA pode “roubar” vagas em algumas áreas de profissionais que estão no início de carreira, principalmente quem executa funções administrativas e repetitivas. “Isso não significa menos oportunidades, mas o cargo vai ser diferente com projetos, funções ligadas a dados, atendimento complexo e operação de sistemas digitais”, diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios.

Gustavo Tavares, chefe de talentos para o Brasil na Aon, concorda que a IA deve virar um critério prioritário na hora de contratar. A mudança será mais rápida na forma em que o trabalho é organizado. Para 2026, o avanço da IA vai exigir revisão de cargos, trilhas de carreira e modelos de desenvolvimento. “Funções mais operacionais que podem ser automatizadas tendem a gradualmente desaparecer, enquanto cresce a demanda por habilidades analíticas”, avalia Tavares.


(Adaptado de: RODRIGUES, Jayanne. Retorno aos escritórios e IA guiarão o mercado de trabalho neste ano. O Estado de S. Paulo. Domingo, 4 de janeiro de 2026. Economia e Negócios. B9.)
Sobre a formação das palavras, considere as afirmativas a seguir.

I. As palavras “redesenha” e “incertezas” formam-se pelo mesmo tipo de derivação, com prefixos diferentes.
II. Os termos “vaivém” e “ex-executivo” são formados pelo mesmo tipo de processo, ou seja, compostos por justaposição.
III. A expressão “geração Z” é um neologismo, uma nova expressão da língua com papel de completar espaços a respeito de um novo conceito.
IV. A expressão “salário emocional”, formada por substantivo e adjetivo, indica um conceito que inclui, por exemplo, reconhecimento, incentivo, folgas e horários flexíveis.

Assinale a alternativa correta.
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Q3888744 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


A evolução da profissão contábil está intrinsecamente ligada à capacidade de formar profissionais preparados para enfrentar os desafios do presente e, ao mesmo tempo, criar soluções para o futuro. Nesse contexto, a educação e a pesquisa contábil assumem papel estratégico: são elas que impulsionam a atualização técnica, fomentam a inovação e asseguram que nossa atuação permaneça alinhada às demandas da sociedade e aos princípios éticos que nos orientam.

O Conselho Federal de Contabilidade reconhece que investir em conhecimento é investir na relevância e no fortalecimento da profissão, seja na formação inicial, seja na produção científica. É por meio da reflexão acadêmica, da troca de experiências e da aplicação prática de novos saberes que geramos impactos positivos, ampliamos horizontes e contribuímos para um desenvolvimento econômico e social sustentável. Ao longo das últimas décadas, a Contabilidade brasileira avançou de forma significativa nesse campo, com a expansão dos programas de graduação e pós-graduação, o fortalecimento de linhas de pesquisa e a participação cada vez mais ativa de nossos profissionais em congressos, fóruns e publicações científicas. Esse movimento comprova que a produção de conhecimento vai além do ambiente acadêmico: ela dialoga com a prática, influencia decisões e contribui para a formulação de políticas públicas e empresariais.

O incentivo à pesquisa, portanto, não é apenas uma atribuição das instituições de ensino, mas um compromisso de toda a classe contábil. Cabe a nós criar ambientes propícios para a geração de ideias, apoiar iniciativas que aproximem teoria e prática e estimular a busca constante por respostas aos desafios impostos por um mundo em rápida transformação. A digitalização de processos, a adoção de novas tecnologias e a crescente complexidade das relações econômicas globais são exemplos concretos dessas demandas.


(Aécio Prado Dantas Júnior. Editorial. Revista Brasileira de Contabilidade n. 275 – Edição Especial – Ano LIV – setembro/outubro de 2025. Brasília/DF. Disponível em: < https://cfc.org.br/>). 
Acerca dos recursos linguísticos empregados no primeiro parágrafo do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Nas duas ocorrências do termo “para”, os sentidos são diferentes: na primeira indica finalidade e na segunda é um elemento coesivo.
II. Duas funções são desempenhadas pelo termo “que”, nas três ocorrências: duas vezes como pronome relativo e uma vez como conjunção.
III. Os pronomes “nossa” e “nos” são utilizados pelo produtor do texto com a intenção de incluir o público-leitor da revista.
IV. Os dois pontos empregados ocupam o espaço de um termo com sentido conclusivo, podendo ser substituídos pela palavra “portanto”.

Assinale a alternativa correta.
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Q3888672 Português

Texto I - A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar?


A vida moderna naturalizou a cobrança excessiva por produtividade e positividade; com tanta pressão por perfeição, saúde física e mental pedem a conta


Wanessa Ferrari - 3 Junho, 2021


    “Já amanheci cansada.” O meme, que circula pela internet faz sucesso nas redes sociais ao resumir uma sensação que domina boa parte da sociedade adulta: o de que nem boas noites de sono são suficientes para restaurar o vigor e a disposição, por isso, não raramente amanhecemos cansados.

    O que pouca gente sabe é que essa sensação permanente de exaustão tem explicação na filosofia: de acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, vivemos na , que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta sociedade do cansaço performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta.

    Ter um olhar crítico sobre esforços e objetivos, reconhecer-se imperfeito e buscar por tempo de qualidade longe de telas e de trabalho são algumas das alternativas para se blindar dessa patologia da sociedade moderna.


Entenda a sociedade do cansaço


    Pare e reflita: quantas vezes você já se cobrou e se frustrou por não ter a produtividade que esperava em um determinado dia ou período de tempo? E quantas vezes você já se deparou com o perfil de um colega de faculdade no , observou a empresa onde LinkedIn ele trabalha ou a atual situação profissional dele, comparou com sua situação e se sentiu deprimido ou fracassado? Questionamentos e sentimentos como estes, que têm como pano de fundo a busca excessiva por produtividade, alta performance, desempenho e resultado são decorrentes da , um termo cunhado por Byung-Chul Han, que se dedicou a entender como o modelo de sociedade do cansaço produção da última fase do capitalismo tem interferido na vida das pessoas. Os resultados foram reunidos no livro Sociedade do Cansaço.

    “Esse filósofo defende que a sociedade atual valoriza o desempenho, a alta performance, o resultado, a máxima produtividade. O problema é quando essas coisas não acontecem. As pessoas tendem a se sentir frustradas, deprimidas e fracassadas”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em educação pela Universidade de Campinas (Unicamp).

    O cansaço extremo, por sua vez, na visão do filósofo, favorece o surgimento de patologias que afetam a saúde física e mental, como a hiperatividade, o déficit de atenção, o transtorno de personalidade borderline, a ansiedade, a melancolia, a depressão e a síndrome de burnout.

    Outra característica marcante da sociedade do cansaço levantada pelo filósofo sul-coreano é a individualização e o isolamento. “As pessoas vivem cercadas por outras, mas estão isoladas dentro de si”, explica a psicoterapeuta.

    A cobrança em excesso, somada ao surgimento de patologias e à individualização resulta ainda em um outro problema: o uso excessivo de medicamentos. “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.

    Para o psicanalista clínico Diego Felipe Silva Cavalcante, da clínica Kaizen, excesso de estímulos e de informações, a globalização e o avanço tecnológico, a obsessão em querer atender às expectativas geradas pela sociedade e o esforço do indivíduo em ser produtivo, autêntico e inovador são alguns dos fatores que mais contribuem com a sociedade do cansaço.


Fonte: Ferrari, Wanessa. A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar? https://consumidormoderno.com.br/sociedade-cansaco-blindar/[adaptado]. Acesso em: 23 out. 2025.

No trecho do Texto I: “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e bem seus vêm demedicamentos...”, identifique CORRETAMENTE as classes das palavras destacadas.
Alternativas
Q3888210 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1



Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar



   Jogos de mesa, mímica, queimada, palavras-cruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.


    À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.


   Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.


Raiz do problema


   Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.


    “O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.


     De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.


    Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.


  Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.


Os ‘kidults’


    Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.


    Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).


   Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.


    Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.


    Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.


Hora de brincar


   Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.


    Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.


   Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interioraflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.

A palavra destacada em “[...] viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.” é empregada, nesse excerto,
Alternativas
Q3888209 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1



Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar



   Jogos de mesa, mímica, queimada, palavras-cruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.


    À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.


   Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.


Raiz do problema


   Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.


    “O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.


     De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.


    Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.


  Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.


Os ‘kidults’


    Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.


    Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).


   Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.


    Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.


    Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.


Hora de brincar


   Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.


    Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.


   Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interioraflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o excerto “[os brinquedos] funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia.”.
Alternativas
Q3888208 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1



Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar



   Jogos de mesa, mímica, queimada, palavras-cruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.


    À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.


   Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.


Raiz do problema


   Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.


    “O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.


     De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.


    Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.


  Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.


Os ‘kidults’


    Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.


    Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).


   Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.


    Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.


    Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.


Hora de brincar


   Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.


    Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.


   Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interioraflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.

Sobre a formação de algumas palavras presentes no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Telebras Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Advogado | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista de Tecnologia da Informação | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Administrativo | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Auditoria | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Comercial | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Estatística | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Finanças | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Marketing | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Analista Superior - Subatividade: Psicologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Contador | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Aeroespacial | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Civil | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro de Rede | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro Eletricista | CESPE / CEBRASPE - 2026 - Telebras - Especialista em Gestão de Telecomunicações - Engenheiro - Subatividade: Engenheiro de Telecomunicações |
Q3886721 Português
        O streaming hoje não é apenas um canal de distribuição. Ele se tornou um modelo de consumo cultural, baseado na personalização, na conveniência e na acessibilidade.

        Os algoritmos ajudam a moldar a experiência de cada usuário, enquanto o conteúdo pode ser acessado a qualquer hora e em qualquer dispositivo. Além disso, o streaming reduziu as barreiras entre criadores, marcas e audiência.

        Com a explosão das plataformas sob demanda, a lógica da programação linear perdeu força. Hoje, a audiência se dispersa por uma infinidade de opções, e o grande público foi substituído por múltiplas comunidades de interesse.

Internet:<https://midia.market>  (com adaptações).

Considerando a organização do texto precedente, seus sentidos e sua estrutura gramatical, julgue o item que se segue.


A expressão “Além disso” (segundo período do segundo parágrafo) constitui articulador discursivo de valor aditivo que estabelece, por meio de coesão, relação de sentido entre os períodos que compõem o parágrafo.

Alternativas
Q3886659 Português

No Grupo C da Copa, Brasil estreia mais cedo e não consegue fugir do forte calor, mas rivais são boa notícia

 

Seleção terá estreia difícil contra Marrocos, mas depois enfrentará Haiti e Escócia

 

O Brasil já conhece seus primeiros adversários na Copa do Mundo de 2026. No Grupo C, a seleção de Carlo Ancelotti irá brigar por uma vaga na segunda fase com Marrocos, Escócia e Haiti. Uma missão não tão difícil, já que podem ser até três classificados por chave. Mas que deverá ser marcada por obstáculos extracampo.

Por estar num dos primeiros grupos, o Brasil já estreará no terceiro dia da Copa, 13 de junho. Logo, terá menos tempo de preparação do que outras seleções. Para completar, fará seus primeiros jogos na costa Leste dos Estados Unidos (a Fifa distribuirá os confrontos entre Boston, Nova Jersey, Filadélfia, Atlanta e Miami). Com isso, já sabe que terá que realizar uma viagem mais longa na terceira rodada, quando sairá da ponta Nordeste para o Sul do país.

Este não é o pior dos cenários. Há outros grupos que demandarão deslocamentos mais complexos. Mas a pior notícia é que os brasileiros terão que encarar as altas temperaturas da região (que ainda por cima é mais sujeita aos fenômenos climáticos que interrompem as partidas).

O calor era uma forte preocupação do técnico Carlo Ancelotti antes do sorteio. Presente na comissão técnica da Itália em 1994, ele lembra do quanto sua seleção sofreu com as altas temperaturas do verão americano. Sem sorte nas bolinhas, terá que passar por este desafio de novo.

Por outro lado, a composição do grupo aparentemente representa um “refresco” para Ancelotti. Se o Brasil estreará diante da forte seleção marroquina, depois terá pela frente adversários menos tradicionais: o Haiti, em 19 de junho; e a Escócia, no dia 24. Mas é importante não subestimá-los, já que todos se classificaram em primeiro de seus grupos desbancando concorrentes mais badalados.

 

Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/12/05/no-grupo-c-da-copa-brasil-estreia-mais-cedo-enao-consegue-fugir-do-forte-calor-mas-rivais-sao-boanoticia-analise.ghtml. Excerto adaptado. Acesso em 05/12/2025

“No Grupo C da Copa, Brasil estreia mais cedo e não consegue fugir do forte calor, mas rivais são boa notícia” (título). Os termos em destaque são classificados, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3885890 Português
Leia o texto para responder a questão.



Documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” estreia na
HBO Max

Por Rafael Saturnino - Colunista do UOL Play



           "Meu Ayrton Por Adriane Galisteu” chega ao catálogo da HBO Max nesta quinta-feira, 6 de novembro, com os dois episódios já disponíveis também on demand no UOL Play. A série documental promete emocionar quem viveu os anos 90 e provocar quem só ouviu falar do casal mais falado do país naquela época. É a chance de conhecer um lado pouco explorado de Ayrton Senna e, principalmente, ouvir tudo da própria Adriane, 31 anos depois.


            Ayrton Senna sempre foi um grande ídolo nacional. Mas por trás do capacete, havia um homem que viveu uma história de amor intensa, e muitas vezes polêmica, com Adriane Galisteu. O tempo passou, muitas versões foram contadas, algumas pessoas se calaram, e agora é ela quem decide falar.

             Se você quer entender melhor a relação entre Adriane Galisteu e Ayrton Senna, ou está só curioso com os bastidores de Meu Ayrton, siga aqui com a gente. Vamos te contar o que esperar dessa produção e por que ela vale o play!

             O que é Meu Ayrton Por Adriane Galisteu?

          Meu Ayrton Por Adriane Galisteu é uma série documental dividida em dois episódios de 45 minutos, sobre a história de amor vivida por Adriane e Ayrton entre 1993 e 1994. Tudo é contado por ela mesma, com depoimentos sinceros, registros pessoais e visitas a lugares marcantes. É um convite para enxergar o ídolo fora das pistas, pelos olhos de quem o amou longe dos holofotes.


           O objetivo é dar voz a uma narrativa que por muito tempo ficou abafada. Desde a morte de Senna, a presença de Galisteu em produções sobre a vida do piloto sempre foi tímida. Agora, ela toma as rédeas da própria história, com maturidade e liberdade para dizer o que nunca foi dito.

        Além da apresentadora, a produção traz depoimentos inéditos de pessoas que conviveram com o casal e presenciaram os bastidores dessa relação. É um retrato intimo e emocional, sem pretensão de ser definitivo, mas com o compromisso de ser verdadeiro para quem viveu cada detalhe.

             O amor interrompido: o conto de fadas e a tragédia

         Adriane tinha só 19 anos quando conheceu Ayrton Senna. Ele já era um dos maiores nomes do esporte mundial. Ela, uma modelo em ascensão. O encontro virou noticia, o namoro virou uma obsessão nacional. E, como a própria Galisteu define, foi um conto de fadas as avessas: intenso, inesperado e, infelizmente, com um fim trágico.

         Durante pouco mais de um ano, o casal viveu sob os flashes. Para o publico, eles estavam em mundos diferentes. Para os dois, havia uma conexão real, feita de afeto, admiração e companheirismo. Em Meu Ayrton, esse lado da relação vem a tona com detalhes inéditos, sem romantizações, mas com sentimentos genuínos.


         O fim chegou no dia 1° de maio de 1994, com o acidente fatal de Senna em Ímola, na Itália. Galisteu estava esperando por ele em Portugal, onde iriam se encontrar após a corrida. Em vez de reencontro, veio o luto, e a jovem precisou lidar, sozinha, com a dor e com a reação publica. É essa virada brutal que marca o tom da primeira parte da série. Prepare-se para se emocionar.

           Depois da chuva: o luto, as criticas e o isolamento

          A morte de Ayrton Senna abalou o mundo, mas para Adriane Galisteu, aos 21 anos, trouxe também um turbilhão de julgamentos, boatos e exclusões. Em vez de acolhimento, ela enfrentou desconfiança da imprensa, da opinião publica e até da família do piloto.


            Nos episódios de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu, ela relembra esse período com coragem. Fala da solidão, das portas que se fecharam, da dificuldade de voltar a trabalhar, e de como viveu “de favor” por um ano na casa de amigos, depois de ser rejeitada até pelo mercado da moda.


            A produção traz depoimentos inéditos de pessoas que ajudaram Adriane a atravessar esse momento. Gente que nunca apareceu em outras versões da história, mas que foi fundamental nos bastidores. O documentário da espago para essas vozes, e mostra que, mesmo longe das câmeras, ela teve quem segurasse sua mão.

            Só quem viveu pode contar: o que esperar de inédito?

            O maior atrativo de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu está justamente ai: o que ainda não foi contado. São memórias guardadas por mais de 30 anos, bastidores que nunca vieram a tona e sentimentos que, segundo Adriane, ela mesma só conseguiu entender com o tempo. Agora, com mais maturidade e distanciada da dor mais crua, ela se sente pronta para abrir essas gavetas.


            Não espere uma série sobre Formula 1. Aqui, Adriane revela o Ayrton que poucos conheceram, com suas fragilidades, generosidade, conflitos e inseguranças. Ela também compartilha momentos simples que viveram juntos, como viagens, conversas e planos que nunca se realizaram. Tudo isso costurado por cenas emocionantes, que misturam reconstituições com registros reais.

            E tem mais: depoimentos de pessoas próximas ao casal, como amigos, empresários e figuras que conviveram com Senna fora dos circuitos, ajudam a montar um quebra-cabeça afetivo. Alguns nomes nunca haviam falado publicamente sobre essa fase da vida do piloto.

            Meu Ayrton Por Adriane Galisteu estreia nesta quinta-feira, 6 de novembro, com exclusividade na HBO Max. São dois episódios de 45 minutos, lançados de uma vez só. Ou seja, dá para maratonar tudo em uma noite.


Disponível em https://www.uol.com.br/play/colunas/uol- play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play.htm

No parágrafo que descreve a relação do casal, o autor afirma:


“Para o público, eles estavam em mundos diferentes. Para os dois, havia uma conexão real...”.


A preposição/conjunção “Para”, repetida no início de ambas as frases, tem o efeito de:


Alternativas
Q3885888 Português
Leia o texto para responder a questão.



Documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” estreia na
HBO Max

Por Rafael Saturnino - Colunista do UOL Play



           "Meu Ayrton Por Adriane Galisteu” chega ao catálogo da HBO Max nesta quinta-feira, 6 de novembro, com os dois episódios já disponíveis também on demand no UOL Play. A série documental promete emocionar quem viveu os anos 90 e provocar quem só ouviu falar do casal mais falado do país naquela época. É a chance de conhecer um lado pouco explorado de Ayrton Senna e, principalmente, ouvir tudo da própria Adriane, 31 anos depois.


            Ayrton Senna sempre foi um grande ídolo nacional. Mas por trás do capacete, havia um homem que viveu uma história de amor intensa, e muitas vezes polêmica, com Adriane Galisteu. O tempo passou, muitas versões foram contadas, algumas pessoas se calaram, e agora é ela quem decide falar.

             Se você quer entender melhor a relação entre Adriane Galisteu e Ayrton Senna, ou está só curioso com os bastidores de Meu Ayrton, siga aqui com a gente. Vamos te contar o que esperar dessa produção e por que ela vale o play!

             O que é Meu Ayrton Por Adriane Galisteu?

          Meu Ayrton Por Adriane Galisteu é uma série documental dividida em dois episódios de 45 minutos, sobre a história de amor vivida por Adriane e Ayrton entre 1993 e 1994. Tudo é contado por ela mesma, com depoimentos sinceros, registros pessoais e visitas a lugares marcantes. É um convite para enxergar o ídolo fora das pistas, pelos olhos de quem o amou longe dos holofotes.


           O objetivo é dar voz a uma narrativa que por muito tempo ficou abafada. Desde a morte de Senna, a presença de Galisteu em produções sobre a vida do piloto sempre foi tímida. Agora, ela toma as rédeas da própria história, com maturidade e liberdade para dizer o que nunca foi dito.

        Além da apresentadora, a produção traz depoimentos inéditos de pessoas que conviveram com o casal e presenciaram os bastidores dessa relação. É um retrato intimo e emocional, sem pretensão de ser definitivo, mas com o compromisso de ser verdadeiro para quem viveu cada detalhe.

             O amor interrompido: o conto de fadas e a tragédia

         Adriane tinha só 19 anos quando conheceu Ayrton Senna. Ele já era um dos maiores nomes do esporte mundial. Ela, uma modelo em ascensão. O encontro virou noticia, o namoro virou uma obsessão nacional. E, como a própria Galisteu define, foi um conto de fadas as avessas: intenso, inesperado e, infelizmente, com um fim trágico.

         Durante pouco mais de um ano, o casal viveu sob os flashes. Para o publico, eles estavam em mundos diferentes. Para os dois, havia uma conexão real, feita de afeto, admiração e companheirismo. Em Meu Ayrton, esse lado da relação vem a tona com detalhes inéditos, sem romantizações, mas com sentimentos genuínos.


         O fim chegou no dia 1° de maio de 1994, com o acidente fatal de Senna em Ímola, na Itália. Galisteu estava esperando por ele em Portugal, onde iriam se encontrar após a corrida. Em vez de reencontro, veio o luto, e a jovem precisou lidar, sozinha, com a dor e com a reação publica. É essa virada brutal que marca o tom da primeira parte da série. Prepare-se para se emocionar.

           Depois da chuva: o luto, as criticas e o isolamento

          A morte de Ayrton Senna abalou o mundo, mas para Adriane Galisteu, aos 21 anos, trouxe também um turbilhão de julgamentos, boatos e exclusões. Em vez de acolhimento, ela enfrentou desconfiança da imprensa, da opinião publica e até da família do piloto.


            Nos episódios de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu, ela relembra esse período com coragem. Fala da solidão, das portas que se fecharam, da dificuldade de voltar a trabalhar, e de como viveu “de favor” por um ano na casa de amigos, depois de ser rejeitada até pelo mercado da moda.


            A produção traz depoimentos inéditos de pessoas que ajudaram Adriane a atravessar esse momento. Gente que nunca apareceu em outras versões da história, mas que foi fundamental nos bastidores. O documentário da espago para essas vozes, e mostra que, mesmo longe das câmeras, ela teve quem segurasse sua mão.

            Só quem viveu pode contar: o que esperar de inédito?

            O maior atrativo de Meu Ayrton Por Adriane Galisteu está justamente ai: o que ainda não foi contado. São memórias guardadas por mais de 30 anos, bastidores que nunca vieram a tona e sentimentos que, segundo Adriane, ela mesma só conseguiu entender com o tempo. Agora, com mais maturidade e distanciada da dor mais crua, ela se sente pronta para abrir essas gavetas.


            Não espere uma série sobre Formula 1. Aqui, Adriane revela o Ayrton que poucos conheceram, com suas fragilidades, generosidade, conflitos e inseguranças. Ela também compartilha momentos simples que viveram juntos, como viagens, conversas e planos que nunca se realizaram. Tudo isso costurado por cenas emocionantes, que misturam reconstituições com registros reais.

            E tem mais: depoimentos de pessoas próximas ao casal, como amigos, empresários e figuras que conviveram com Senna fora dos circuitos, ajudam a montar um quebra-cabeça afetivo. Alguns nomes nunca haviam falado publicamente sobre essa fase da vida do piloto.

            Meu Ayrton Por Adriane Galisteu estreia nesta quinta-feira, 6 de novembro, com exclusividade na HBO Max. São dois episódios de 45 minutos, lançados de uma vez só. Ou seja, dá para maratonar tudo em uma noite.


Disponível em https://www.uol.com.br/play/colunas/uol- play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play/2025/11/12/assista-meu-ayrton-por-adriane-galisteu-no-uol-play.htm
No trecho “O fim chegou no dia 1º de maio de 1994, com o acidente fatal”, a palavra “fatal” modifica diretamente o substantivo “acidente”. Morfologicamente, essa palavra é classificada como:
Alternativas
Q3885848 Português

Leia o texto para responder a questão.


É saudável acreditar no Papai Noel? Até que idade?

 Lidar com frustrações e estimular a criatividade e a empatia 

    são ensinamentos mais valiosos do que os presentes

Por Gabriel Bortulini 


            O Papai Noel gera muita expectativa, mas nem todas as crianças o amam imediatamente. Não são raros (mas muito engraçados) os momentos quando um bebê é apresentado a ele e cai no choro. Mas basta o primeiro presente e a criança é conquistada pela generosidade sem par do velhinho barbudo. Aliás, será que é saudável acreditar nesse mundo fantástico?  


            Estimula a criatividade


            Acreditar no Papai Noel é uma maneira de inventar um universo fantástico: imaginar a vida e a rotina dele é algo particular da fantasia de cada criança. É uma forma de desenvolver tanto a criatividade como a cognição, tornando as crianças mais abertas a ideias diferentes e aptas a resolver problemas, dos mais simples aos mais complexos.


            É um exercício de paciência


            Toda criança que acredita em Papai Noel conhece a regra: ele só vem uma vez por ano. Certamente, é uma forma de incentivar a paciência: afinal, nem todos os desejos são realizados no momento e da maneira que as crianças querem.


            Estimula a responsabilidade


            Além da paciência, também há o aprendizado de responsabilidade. Em troca dos presentes, o Papai Noel “exige” um compromisso cotidiano dos pequenos. É claro: a família pode não ter condições financeiras para dar o presente dos sonhos. Nesse ponto, vale a criatividade dos próprios pais em lidar com a situação sem colocar em dúvidas o merecimento do filho. Pode-se sugerir uma lista de presentes que a família consegue comprar, por exemplo. E também pode ser o momento de ensinar que o valor do presente não se mede pelo preço.


            Incentiva a fraternidade, a generosidade e a empatia


           A ideia é generosa e fraterna: o Papai Noel não mede esforços para entregar os presentes na noite de Natal. Afinal, todos nos sentimos mais próximos, como verdadeiros filhos do bom velhinho. Cada criança terá sua recompensa, por mais humilde que seja — o que é um exercício de empatia (e gratidão).


           Ensina a lidar com frustrações


        Seja na falta do presente pedido, seja na descoberta que, na verdade, o Papai Noel não existe. A frustração pode doer, mas não é necessariamente negativa: a criança vai viver inúmeras quebras de expectativa durante a vida e conseguir contorná-las é essencial para o amadurecimento. 


            Até que idade é saudável acreditar?


           Cada criança tem o seu tempo. Geralmente, os pequenos começam a suspeitar da real existência do Papai Noel sozinhos. Pode ser entre os 6 e 7 anos, mas não é incomum que seja mais tarde. Perceber os indícios de que a criança está crescendo é fundamental. Tratá-la de acordo com sua maturidade emocional é importante para que ela se sinta confortável de entender, por conta própria, que o Papai Noel foi uma fantasia muito boa, mas que já ficou no seu passado: agora existe um novo mundo a ser descoberto.


Disponível em: https://bebe.abril.com.br/desenvolvimento-infantil/e-saudavel-acreditar-no-papai-noel-ate-que-idade/#google_vignette 


No trecho “velhinho barbudo”, a palavra “velhinho” tem a função de denominar. Morfologicamente, essa palavra é classificada como: 
Alternativas
Q3885793 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Eu nunca imaginei que escreveria sobre eutanásia. Sempre enxerguei o direito à vida como algo absoluto, intocável, um valor que não se negocia. Mas, quando a vida passa a ser apenas dor, quando o sorriso já não aparece e os dias se tornam uma repetição silenciosa de sofrimento, comecei a me perguntar: é possível falar sobre eutanásia sem que isso signifique desistir da vida?


Essa reflexão começou há cerca de dois meses, quando minha mãe recebeu o diagnóstico de câncer no fígado em estágio irreversível. Até então, eu conhecia o câncer pela ótica das histórias de luta: pessoas encarando quimioterapia, celebrando cada pequena vitória, vivendo o brilho da esperança. Mas agora eu vejo o outro lado– aquele que raramente aparece nas conversas. O lado dos corredores silenciosos da ala paliativa, onde minha mãe está. Um espaço em que a medicina já não busca curar, mas apenas aliviar, suavizar o inevitável.


Ali, alta não significa voltar para casa; significa partir. E, como filho, vivo um dilema que não sei explicar completamente. Eu tento ser forte o suficiente para sustentar emocionalmente a minha mãe, enquanto sustento também uma mentira: digo que ela vai melhorar, que logo sairá dali. Digo isso a ela– e a mim mesmo– porque é a única forma de manter viva a esperança que ainda resta. Mas, por dentro, estou despedaçado.


Sinto que estou vivendo um tipo de luto com minha mãe ainda viva. É um luto estranho, silencioso, que não tem começo nem fim definido. Eu a abraço todos os dias sabendo que o tempo está escapando pelos dedos, e me dói perceber que, embora ela ainda esteja aqui, já estou me despedindo dela em pequenas parcelas. Cada olhar mais cansado, cada gesto mais frágil, cada frase interrompida pela dor– tudo isso pesa como se eu estivesse perdendo um pedaço de nós antes da hora. [...]


Diante de tudo o que estou vivendo, sinto que o Brasil precisa começar a discutir a eutanásia com serie dade e humanidade. Não como uma fuga, mas como um possível gesto de dignidade para aqueles que já não têm escolha sobre nada, exceto talvez sobre como desejam partir. A dor que sinto todos os dias me ensinou algo que nunca imaginei aprender: amar também é querer que o sofrimento acabe. Talvez seja justamente esse amor, esse luto em vida, essa despedida contínua, que nos obrigue a enfrentar a pergunta que hoje me acompanha em silêncio: quando a vida deixa de ser vida, não deveríamos ao menos conversar sobre outras possibilidades?


(Adaptado de: RAMALHO, Fábio. Até que ponto preservar a vida é apenas prolongar a dor? Folha de S.Paulo, 23 nov. 2025. A4. Opinião.)

Sobre o processo de formação das palavras e das expressões, considere as afirmativas a seguir.

I. A palavra “eutanásia” é um estrangeirismo incorporado à língua portuguesa.

II. A palavra “emocionalmente” forma-se pelo acréscimo de sufixo, formando um advérbio.

III. Os termos “intocável” e “irreversível” possuem prefixos semelhantes com sentido de negação.

IV. Os termos “seriedade” e “humanidade” são formados por derivação sufixal.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3885006 Português

No Grupo C da Copa, Brasil estreia mais cedo e não consegue fugir do forte calor, mas rivais são boa notícia

 

Seleção terá estreia difícil contra Marrocos, mas depois enfrentará Haiti e Escócia

 

O Brasil já conhece seus primeiros adversários na Copa do Mundo de 2026. No Grupo C, a seleção de Carlo Ancelotti irá brigar por uma vaga na segunda fase com Marrocos, Escócia e Haiti. Uma missão não tão difícil, já que podem ser até três classificados por chave. Mas que deverá ser marcada por obstáculos extracampo.

Por estar num dos primeiros grupos, o Brasil já estreará no terceiro dia da Copa, 13 de junho. Logo, terá menos tempo de preparação do que outras seleções. Para completar, fará seus primeiros jogos na costa Leste dos Estados Unidos (a Fifa distribuirá os confrontos entre Boston, Nova Jersey, Filadélfia, Atlanta e Miami). Com isso, já sabe que terá que realizar uma viagem mais longa na terceira rodada, quando sairá da ponta Nordeste para o Sul do país.

Este não é o pior dos cenários. Há outros grupos que demandarão deslocamentos mais complexos. Mas a pior notícia é que os brasileiros terão que encarar as altas temperaturas da região (que ainda por cima é mais sujeita aos fenômenos climáticos que interrompem as partidas).

O calor era uma forte preocupação do técnico Carlo Ancelotti antes do sorteio. Presente na comissão técnica da Itália em 1994, ele lembra do quanto sua seleção sofreu com as altas temperaturas do verão americano. Sem sorte nas bolinhas, terá que passar por este desafio de novo.

Por outro lado, a composição do grupo aparentemente representa um “refresco” para Ancelotti. Se o Brasil estreará diante da forte seleção marroquina, depois terá pela frente adversários menos tradicionais: o Haiti, em 19 de junho; e a Escócia, no dia 24. Mas é importante não subestimá-los, já que todos se classificaram em primeiro de seus grupos desbancando concorrentes mais badalados.

 

Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/12/05/no-grupo-c-da-copa-brasil-estreia-mais-cedo-enao-consegue-fugir-do-forte-calor-mas-rivais-sao-boanoticia-analise.ghtml. Excerto adaptado. Acesso em 05/12/2025

“No Grupo C da Copa, Brasil estreia mais cedo e não consegue fugir do forte calor, mas rivais são boa notícia” (título). Os termos em destaque são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Q3884948 Português
A frase abaixo em que a forma sublinhada está incorreta é:
Alternativas
Q3884428 Português
Leia o texto a seguir:
Serventes escolares _________ por manter a limpeza, a organização e a conservação das instalações de uma escola, garantindo um ambiente seguro e adequado para alunos, professores e funcionários. _________ funções incluem limpar as salas, os banheiros e os pátios, organizar os móveis e os materiais, além de auxiliar na manutenção básica e até mesmo preparar a merenda e _________.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente e na ordem em que aparecem, em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Respostas
861: A
862: A
863: A
864: A
865: A
866: B
867: D
868: B
869: D
870: C
871: A
872: C
873: B
874: D
875: D
876: B
877: E
878: B
879: E
880: B