Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
Foram encontradas 20.528 questões
As preposições em língua portuguesa podem ser nocionais, quando colaboram semanticamente com a frase, e gramaticais, quando são exigidas pela regência de algum termo anterior.
Assinale a frase em que a preposição sublinhada mostra valor gramatical.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".
Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.
Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?
O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.
Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.
O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.
Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.
Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.
De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.
"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.
https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.
Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas?
Assinale a opção cuja classificação morfológica esteja de acordo com o vocábulo presente na frase.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'
"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.
Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.
Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.
A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.
O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W.
O número de artigos e de preposições presentes na frase é de, respectivamente:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'
"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.
Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.
Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.
A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.
'Esses' materiais raros podem ser, 'posteriormente', reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares 'mais' potentes.
Os elementos destacados são, morfológica e respectivamente:
Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada
Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.
Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.
Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.
Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.
Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.
Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.
Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.
(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)
Em “Os resultados são bastante relevantes.”, o termo destacado, nesse contexto, é invariável, logo, não flexiona. Assinale a alternativa em que ‘bastante’ foge a essa regra, podendo ser flexionado.
Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada
Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.
Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.
Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.
Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.
Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.
Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.
Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.
(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)
No trecho: “Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.”, os elementos em destaque estabelecem uma relação semântica de:
O Texto I serve de base para as questões de 01 a 03.
TEXTO I
A FAXINA CORPORAL E A MORANGOTERAPIA
Nina Lemos
01 ____ Morangoterapia é um banho de morango que promete cuidar da
pele e da alma. Por aqui, nos perguntamos: quem tem tempo (e dinheiro)
para isso?
____ Uma coisa que não falta no momento é terapia. A mulher
05 contemporânea faz terapia para tudo. Para aprender a dirigir, para perder
o medo de dirigir, para conseguir engravidar, para perder as gorduras
depois que engravidou. E existe todo tipo de terapia. Mas a gente ainda
se surpreende nesta vida. Por isso, demos boas gargalhadas quando
recebemos um release (o material de divulgação usado pelas
10 assessorias de imprensa) com o seguinte título: “Morangoterapia destaca
benefícios do morango”.
Na hora, nos imaginamos sentadas em um divã conversando com
um morango gigante. Mas não é nada disso. Segundo a tal assessoria,
“o morango é doce e suculento e uma das frutas mais apreciadas pelos
15 brasileiros”. E o que isso tem a ver com terapia?
Bem, o morango também é rico em vários nutrientes, por isso, a
tal clínica desenvolveu todo um tratamento à base de morangos.
Segundo eles, tomar uns banhos de morango e passar uns cremes feitos
com a fruta no rosto promove “uma verdadeira faxina corporal”.
20 ____ Bem, a pessoa deve sair da tal morangoterapia se sentindo um
morango ambulante. E, nos perguntamos, sinceramente, quem tem
tempo (e dinheiro) para essas coisas? Quando estamos estressadas,
além das nossas terapias normais, preferimos fazer:
• Unha terapia – Fazer a unha, simples assim. Dá uma sensação
25 de ordem na vida.
• Fofocaterapia – Você esquece de coisas importantes, como
“quem sou eu, para onde vou” e se foca em coisas mundanas.
• Carasterapia – Uma ex-diretora de arte da Tpm dizia que ler a
Caras era melhor do que meditar. Não sabemos se é melhor. Mas que
30 relaxa relaxa.
P.S. Na hora em que a autora colocava um ponto-final neste texto,
ela recebeu um outro release com o título: “Abacaxi é aliado contra a
tristeza”. É verdade. A gente jura.
Disponível em: https://https://revistatrip.uol.com.br/tpm/a-faxina-corporal-e-a-morangoterapia. Acesso em: 20 set. 2022
Quando uma palavra é formada pela combinação de dois radicais, chamamos a esse processo de composição. No Texto I, esse processo ocorre com a palavra “morangoterapia”. Sobre o processo de formação de palavras, é CORRETO afirmar que:
Cuidados com a hidratação no inverno
Por Redação Hcor
- As baixas temperaturas provocam alterações no organismo, que diminuem a sensação de
- sede e fazem com que muitas pessoas acabem reduzindo o consumo diário de líquido. “No verão,
- por exemplo, suamos frequentemente e sentimos mais sede. Por isso, é natural que tenhamos
- uma preocupação maior com __ hidratação, porém, o que pouca gente sabe é que o risco de
- desidratação também existe no inverno. Além de nos fazer suar menos, __ baixas temperaturas
- causam mudanças no organismo que diminuem a sensação de sede. Isso faz com que muitas
- pessoas acabem diminuindo a ingestão diária de líquido, o que pode ser prejudicial __ saúde”,
- revela Diego Barros, fisiologista do esporte do HCor (Hospital do Coração). A falta de sede que
- sentimos no inverno se dá principalmente por causa das mudanças sofridas por um hormônio
- conhecido como ADH, ou antidiurético. Nos dias frios, essa molécula de...encadeia reações que
- fazem com que a circulação sanguínea fique concentrada nos vasos centrais para preservar o
- calor do corpo. Esse processo traz uma sensação interna de que estamos suficientemente
- hidratados. Consequentemente, nosso organismo leva mais tempo para se dar conta de que
- precisa de líquido. “Jamais podemos nos esquecer de que, no frio, precisamos de tanta água
- quanto no calor. Ter essa consciência é ainda mais importante no caso de quem pratica atividades
- físicas regulares, o que sempre demanda uma reposição ainda maior de líquido. Por isso, é
- impre...indível conhecer os sintomas da desidratação nessa época do ano para que possamos
- evitar o problema e manter a saúde em dia”, recomenda Diego.
- Para que possamos identificar quando o corpo precisa de hidratação no inverno, Barros
- aponta alguns sinais que vão muito além da simples sensação de sede. Entre eles estão: febre
- repentina, dor de cabeça, boca seca, prisão de ventre, irritabilidade, problemas de pele, como
- ressecamento, dermatite, além de urina mais escura e espessa. “Quadros de desidratação são
- bastante perigosos porque enfraquecem o sistema imunológico e favorecem o surgimento ou o
- agravamento de diferentes tipos de doenças. Tanto que, no inverno, observamos que há um
- aumento na in...idência de infecções urinárias e problemas renais, por exemplo”, revela.
- Para manter a hidratação necessária, o principal cuidado é não deixar de beber, pelo menos,
- dois litros de água por dia. “Quem pratica exercícios deve procurar beber rigorosamente a mesma
- quantidade de líquido que costuma ingerir no verão, mesmo suando menos.
(Disponível em: https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/fisiologista-do-esporte-hcor-alerta-para-os-cuidados-com-hidratacao-no-inverno/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta palavra com prefixo.
Cuidados com a hidratação no inverno
Por Redação Hcor
- As baixas temperaturas provocam alterações no organismo, que diminuem a sensação de
- sede e fazem com que muitas pessoas acabem reduzindo o consumo diário de líquido. “No verão,
- por exemplo, suamos frequentemente e sentimos mais sede. Por isso, é natural que tenhamos
- uma preocupação maior com __ hidratação, porém, o que pouca gente sabe é que o risco de
- desidratação também existe no inverno. Além de nos fazer suar menos, __ baixas temperaturas
- causam mudanças no organismo que diminuem a sensação de sede. Isso faz com que muitas
- pessoas acabem diminuindo a ingestão diária de líquido, o que pode ser prejudicial __ saúde”,
- revela Diego Barros, fisiologista do esporte do HCor (Hospital do Coração). A falta de sede que
- sentimos no inverno se dá principalmente por causa das mudanças sofridas por um hormônio
- conhecido como ADH, ou antidiurético. Nos dias frios, essa molécula de...encadeia reações que
- fazem com que a circulação sanguínea fique concentrada nos vasos centrais para preservar o
- calor do corpo. Esse processo traz uma sensação interna de que estamos suficientemente
- hidratados. Consequentemente, nosso organismo leva mais tempo para se dar conta de que
- precisa de líquido. “Jamais podemos nos esquecer de que, no frio, precisamos de tanta água
- quanto no calor. Ter essa consciência é ainda mais importante no caso de quem pratica atividades
- físicas regulares, o que sempre demanda uma reposição ainda maior de líquido. Por isso, é
- impre...indível conhecer os sintomas da desidratação nessa época do ano para que possamos
- evitar o problema e manter a saúde em dia”, recomenda Diego.
- Para que possamos identificar quando o corpo precisa de hidratação no inverno, Barros
- aponta alguns sinais que vão muito além da simples sensação de sede. Entre eles estão: febre
- repentina, dor de cabeça, boca seca, prisão de ventre, irritabilidade, problemas de pele, como
- ressecamento, dermatite, além de urina mais escura e espessa. “Quadros de desidratação são
- bastante perigosos porque enfraquecem o sistema imunológico e favorecem o surgimento ou o
- agravamento de diferentes tipos de doenças. Tanto que, no inverno, observamos que há um
- aumento na in...idência de infecções urinárias e problemas renais, por exemplo”, revela.
- Para manter a hidratação necessária, o principal cuidado é não deixar de beber, pelo menos,
- dois litros de água por dia. “Quem pratica exercícios deve procurar beber rigorosamente a mesma
- quantidade de líquido que costuma ingerir no verão, mesmo suando menos.
(Disponível em: https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/fisiologista-do-esporte-hcor-alerta-para-os-cuidados-com-hidratacao-no-inverno/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 04, a palavra “porém” garante ao período sentido de:
Sexismo linguístico
Antes de entender o movimento por uma linguagem neutra ou inclusiva, é preciso argumentar por que a linguagem do dia-a-dia não pode ser chamada de inclusiva. Segundo a professora Raquel Freitag, existe uma concepção de que a língua é sexista. “Uma língua não existe senão em uma sociedade. Se a sociedade é sexista, como o é a nossa, a língua apenas reflete esse sexismo”, explica. Nesse sentido também discursa Guilherme Ribeiro Colaço Mäder em seu artigo “Masculino genérico e sexismo gramatical”.
No português, assim como na grande maioria das línguas do mundo, o masculino é considerado o gênero não marcado, aquele utilizado como genérico para se referir a um grupo de várias identidades. Em oposição, o gênero feminino é considerado marcado, ou seja, só remete a pessoas que se identificam com o pronome feminino. Porém, como é avaliado no artigo, a própria convenção do masculino genérico é um reflexo do machismo na sociedade e, por isso, caracteriza um “falso” neutro.
Apesar disso, é comum o uso do feminino genérico em determinadas situações, principalmente de maneira pejorativa. Enquanto “médicos”, no masculino, é usado genericamente, “enfermeiras”, no feminino, tem sentido genérico. Isso também acontece com as palavras “executivo” e “secretária”, por exemplo. O comum, nessas situações, é que profissões consideradas mais importantes são referidas no masculino, enquanto outras, desvalorizadas, são expressas no feminino, reforçando estereótipos.
Na manchete do artigo publicado na Istoé, Enfermeiras e médicos, os ‘heróis’ da batalha contra o novo coronavírus, apesar do masculino ser usado como genérico para as palavras “médicos” e “heróis”, o termo feminino “enfermeiras” foge à regra e também é utilizado como genérico.
(Autora: Sarah Rabelo. Disponível em https://blogfca.pucminas.br/colab/linguagemneutra/)
Para criação de novas palavras na Língua Portuguesa, existem alguns processos de criação como derivação, composição, hibridismo, onomatopeia e abreviação. Marque a alternativa que contém uma opção com exemplo de palavra advinda do hibridismo:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Os atrativos da formação técnica profissionalizante
Por Sônia Christo Aleixo Brito e Talisson de Sousa Lopes
.
1 ............O ensino é fundamental para a formação de um bom profissional. É através dos estudos que
2 o aluno obtém conhecimento e prática para enfrentar os desafios da carreira. São várias opções
3 de ensino para quem quer seguir uma profissão: cursos de graduação, técnicos e tecnólogos são
4 algumas delas. Com um período menor do que um curso superior, porém apresentando um
5 conteúdo e prática voltados diretamente para o mercado de trabalho, os cursos técnicos
6 ganharam espaço entre os alunos que buscam uma carreira profissional, mas não querem
7 esperar tanto tempo para começar a trabalhar. Há muito tempo, o ensino superior não é o único
8 caminho para o desenvolvimento de uma nova carreira. Hoje, os cursos técnicos qualificam os
9 estudantes em diversas habilidades técnicas, acadêmicas e de empregabilidade.
10 Independentemente de o estudante desejar seguir para uma faculdade ou para um emprego,
11 esse tipo de educação o ajudará na preparação para o futuro, um futuro em que o mercado de
12 trabalho estará cada vez mais exigente, competitivo e mutável. A certificação técnica é um
13 grande chamariz para qualquer currículo. Os cursos técnicos têm duração média de um ano
14 meio, o que garante um acesso mais rápido a um diploma em diversas áreas que apresentam
15 carência de profissionais. A educação técnica também pode ser realizada durante o ensino médio
16 ou logo após a sua conclusão. Com isso, quem busca um curso técnico demonstra que se
17 preocupa com a sua carreira, estando disposto a gastar tempo, dinheiro e esforço para maximizar
18 os seus conhecimentos, habilidades e competências.
19 O investimento em educação profissional é imprescindível para o aumento da competitividade
20 do país, para a retomada do crescimento da economia num ritmo mais vigoroso e para a criação
21 de melhores oportunidades de emprego. A qualificação técnica adequada se torna ainda mais
22 importante no momento em que uma série de adaptações são exigidas das empresas e dos
23 trabalhadores. O ensino técnico permite que os estudantes sejam protagonistas de seu futuro,
24 com a escolha do caminho que mais atenda às suas necessidades. Com a recente reforma do
25 ensino médio, iniciou-se um longo processo para alinhar o sistema educacional às melhores
26 experiências internacionais, com a flexibilização e a diversificação do currículo regular. Nações
27 desenvolvidas perceberam essa necessidade há muito tempo e partiram na frente, investindo
28 pesadamente em educação profissional. Os países da União Europeia têm, em média, 50,4% dos
29 estudantes do ensino médio também matriculados em cursos profissionalizantes. Na Áustria,
30 esse coeficiente é de 69,8%; na Finlândia, de 70,4%. No Brasil, o indicador é de apenas 11,1%,
31 proporção que dificulta a inserção dos brasileiros no mercado de trabalho.
32 A formação técnica tem claros efeitos na renda. Um curso profissionalizante pode ser o
33 primeiro passo de um plano de carreira que não exclua a obtenção de um diploma universitário.
34 Para alguns jovens, a inserção rápida no mercado de trabalho é o passaporte para a conquista
35 da cidadania e a continuação dos estudos. A educação profissional no Brasil é uma das principais
36 apostas para melhoria da competitividade da indústria brasileira.
37 Diante dos desafios que temos pela frente, urge preparar jovens e adultos para um mercado
38 em profunda mutação tecnológica e de cultura organizacional. A educação profissional deve ser
39 vista como fator de desenvolvimento e fortalecida como um investimento do país no futuro. Os
40 cursos técnicos podem transformar a vida de um jovem. Com eles, o aluno pode conquistar seu
41 espaço e abrir várias portas no mercado de trabalho. As escolas técnicas oferecem uma grande
42 variedade de cursos técnicos para quem sonha ingressar no mercado com rapidez e qualidade.
43 Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já
44 que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções. Com essas
45 qualificações, ele ganha experiência e tem mais facilidade de entrar no mercado de trabalho.
(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/– texto adaptado especialmente para esta prova).
No excerto “Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções” (l. 43-44). Para que seja preservado o sentido original da mensagem, é possível substituir a locução conjuntiva sublinhada por:
Manuelzão e Miguilim
João Guimarães Rosa
(...)
Campo Geral
Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-doFrango-d'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutúm. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutúm, tinha dito: ― "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..." Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado. E foi descobriu, por si, que, umedecendo as ventas com um tico de cuspe, aquela aflição um pouco aliviava. Daí, pedia ao tio Terêz que molhasse para ele o lenço; e tio Terêz, quando davam com um riacho, um minadouro ou um poço de grota, sem se apear do cavalo abaixava o copo de chifre, na ponta de uma correntinha, e subia um punhado d'água. Mas quase sempre eram secos os caminhos, nas chapadas, então tio Terêz tinha uma cabacinha que vinha cheia, essa dava para quatro sedes; uma cabacinha entrelaçada com cipós, que era tão formosa. — "É para beber, Miguilim..." — tio Terêz dizia, caçoando. Mas Miguilim ria também e preferia não beber a sua parte, deixava-a para empapar o lenço e refrescar o nariz, na hora do arrocho. Gostava do tio Terêz, irmão de seu pai.
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João Guimarães Rosa MANUELZÃO E MIGUILIM (Corpo de baile) Editora Nova Fronteira, 11ª edição, 2001 Capa: Victor Burton Ilustrações: Poty ISBN 978- 85-209-1177-8 Digitalização: SCS
Fonte: https://elivros.love/livro/baixar-livro-manuelzao-e-miguilim-joao-guimaraes-rosa-em-epub-pdf-mobi-ou-ler-online
Levando em conta os aspectos gramaticais e linguísticos presentes no texto Manuelzão e Miguilim (fragmento), assinale a única alternativa incorreta.
Texto 1.
Sono e envelhecimento
........... medida que a idade avança, é comum passar a “dormir com as galinhas”, deitando-se cada vez mais cedo e acordando antes de o sol nascer. Essa mudança no relógio biológico é natural e começa.......partir dos 40 anos. Segundo estudos publicados em revistas científicas americanas, os ciclos biológicos se adiantam em aproximadamente meia hora a cada década após a meia idade. Por isso, com 60 anos, é comum sentir sono algumas horas mais cedo, além de dormir um pouco menos. Ao longo da vida, também.............a tendência de tirar cada vez mais cochilos de menor duração.
Com o envelhecimento, é comum ter um sono mais leve e desenvolver algumas dificuldades para dormir. A aposentada Renata Santos, 65, começou a ter problemas com ansiedade quando fez 60 anos, o que afetou muito seu sono: “Fiz tratamento com psicóloga e resolveu pouco, então comecei a tomar remédios para dormir e para a ansiedade. Hoje, já cortei os medicamentos para dormir e só tomo meus chás.”
Estudos americanos estimam que entre 40% e 70% de adultos acima de 60 anos tenham problemas crônicos que atrapalham o sono. Para melhorar o sono de idosos, a organização SleepFoundation recomenda, além do tratamento médico para essas condições, ........... prática de exercícios leves e a criação de uma rotina que se encaixe nos novos horários de sono.
Manter um padrão de noites bem dormidas não afeta apenas a qualidade de vida, mas acumula efeitos positivos que são sentidos no corpo e na mente. Por outro lado, a insônia pode trazer consequências negativas ao longo da vida.............curto prazo, ela prejudica a memória recente e a concentração, e estimula a irritabilidade e a impulsividade................ longo prazo, afeta as memórias profundas e pode aumentar o risco de hipertensão, diabetes, aumento de gordura na corrente sanguínea e doenças cardiovasculares que, por sua vez, são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson.
Estudos recentes publicados pelo American College of Cardiology também apontam que 8% das mortes podem ser atribuídas ..............complicações causadas pelo sono de baixa qualidade. Segundo a Associação Brasileira do Sono, cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com a insônia, que na maior parte das vezes é secundária, ou seja, um sintoma ou consequência de outro problema, como a ansiedade ou maus hábitos antes de dormir.
ND, 20 de setembro de 2023. Ano 17, no 5.458. Adaptado.
Analise a frase abaixo:
“O menino surdo-mudo vestido de azul marinho sofreu um erro médico-cirúrgico neste hospital.”
Assinale a alternativa que contém o plural correto da frase segundo a norma-padrão.
Analise o texto a seguir.
Feche os olhos e tente se lembrar do local onde mora. A disposição dos cômodos em casa, a rua, o caminho até a padaria. A tarefa pode parecer fácil, mas um novo relato médico indica que nem todo mundo consegue realizá-la. Segundo pesquisas, essas pessoas podem ter um distúrbio recém-identificado: a desorientação topográfica do desenvolvimento.
O estudo narra o primeiro caso conhecido da doença: uma mulher de quarenta e três anos que nunca foi capaz de se orientar, embora não tenha nenhum problema cognitivo ou dano cerebral.
Na infância, os pais e irmãos a levavam até a escola, já que ela não decorava o caminho. Na idade adulta, ela conseguiu, após cinco anos, memorizar o trajeto até o trabalho.
Folha de S. Paulo, 2008.
Assinale a alternativa correta sobre o texto.
Leia atentamente o texto a seguir, escrito por Monteiro Lobato, para responder as próximas questões.
“Um cachorro de má índole acusou uma pobre ovelhinha de lhe haver furtado um osso.
- Para que furtaria eu esse osso – alegou ela – se sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um pedaço
de pau?
- Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já levá-la aos tribunais.
E assim fez. Queixou-se ao gavião e pediu-lhe justiça. O gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando
para isso doze urubus esfomeados.
Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal, com razões muito semelhantes às do cordeirinho que o
lobo em tempos comeu.
Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis saber de nada e deu a sentença:
- Ou entrega o osso já, ou condenamos você à morte!
A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia entregá-la em pagamento do que não furtara.
Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, retalhou-a, reservou para si um bom pedaço e dividiu o restante com os
juízes famintos, a título das custas processuais...
Moral da história: Fiar-se na justiça dos poderosos, que tolice!... A justiça deles não vacila em tomar do branco e
solenemente decretar que é preto”. (Texto com adaptações).
Considere as palavras a seguir, extraídas do texto, e identifique a que está no gênero masculino.
Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.
“O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. Primeiro: é com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. Segundo: pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: ‘Você me desculpe, mas’... ‘Você não me leve a mal, mas’... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: ‘Eu vou lhe falar com toda a minha franqueza’. Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, podia-se organizar a ‘Semana da Felicidade’. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Pai e da Mãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na ‘Semana da Felicidade’ para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. E dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre o seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. Na criação da ‘Semana da Felicidade’, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia: federal ou municipal. Ou a que departamento de turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço apenas que não me tirem a alegria”. (Seja feliz e faça os outros felizes, de Antônio Maria, com adaptações).
No trecho “E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes”, o termo “inconscientemente” pode ser classificado gramaticalmente como um:
Considere atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Otto Lara Resende, para responder as próximas questões.
“O Dr. Fritz Muller é um alemão que veio jovem para o Brasil, no século passado. Um sábio. E até um herói, pela vida que levou em Santa Catarina. O Moacir Werneck de Castro escreveu sobre o Dr. Muller um livro que ainda está inédito. Li o original e fiquei impressionado: que vida! O homem se adaptou ao Brasil de tal forma que chegou a andar descalço, com chapéu de caipira na cabeça. Nem por isso deixou de ser alemão. Em 1878, escreveu numa carta o seguinte: ‘Quando se vive todo um quarto de século na terra das preguiças, incorpora-se pouco a pouco algo da natureza desses bichos, seja em razão do exemplo, do clima ou, o que é essencial, da falta de estímulos espirituais’. Estava amargo nesse dia o Dr. Fritz Muller. E tinha lá as suas razões. Era de briga o homem. Teve muito aborrecimento, mas nunca mais saiu daqui e deixou uma bela obra. Per Johns, escritor, é filho de dinamarqueses. Se você quer saber como os nórdicos que vivem aqui veem o brasileiro, leia ‘As aves de Cassandra’. É um romance e nem por isso deixa de ser um documento. Disse nórdicos, mas posso dizer europeus do norte, para aí incluir alemães, ingleses e outros. Têm horror a itálicos e hispânicos. E do Brasil não têm uma visão lisonjeira. Acabam às vezes se abrasileirando, mas não suportam, com licença, a nossa ‘esculhambação’. Está lá no Per Johns o que sentem e o que dizem do trópico. Metem o pau na nossa pasmaceira, sensualidade e preguiça. Mas uma prova da força da nossa cultura é que o próprio Per Johns, dinamarquês de quatro costados, é hoje um acabado escritor brasileiro. Dizer que o brasileiro é preguiçoso é a meu ver injusto. O sujeito que diz isso não conhece o brasileiro. E muito menos a preguiça, um desdentado da família dos bradipodídeos. Brasileira 100%, a preguiça não gasta energia à toa. Prova de que é inteligentíssima. Vive o tempo todo na embaúba. Só se muda se for preciso. Por exemplo: se faltarem as folhinhas novas que aprecia. Ameaçada, é capaz de subir correndo numa árvore de trinta metros. Adora o sol e faz ginástica, feliz da vida. Bem camuflada, não há onça nem jiboia que a peguem. Os nórdicos queriam o quê? Que a preguiça saísse correndo pelo mato qual antílope? Isto seria burrice. E morte na certa. Inteligência é capacidade de adaptação. É o que não falta ao brasileiro e à preguiça”. (Preguiça e inteligência, Otto Lara Resende, com adaptações).
No trecho “O sujeito que diz isso não conhece o brasileiro. E muito menos a preguiça”, o substantivo “preguiça” diz respeito a um:
Considere o discurso a seguir, proferido na Câmara dos Deputados, em homenagem póstuma ao presidente americano John Kennedy, para responder as próximas questões.
"Foi como se uma luz se tivesse apagado, de repente, no mundo. Foi como se uma noite de angústia e de soturnos íncubos tivesse baixado, repentinamente, sobre a face da Terra. Foi como se um pesadelo e uma delirante alucinação tivesse, inesperadamente, dilacerado nas suas garras de loucura o coração de milhões de homens. Eram aquelas horas mansas e preguiçosas, quando a tarde escorre, plácida, para os braços do crepúsculo, velho e cansado porteiro da noite; mas aquele dia, a noite se antecipou. la descer primeiro sobre os corações; depois, sobre o mundo. A noite com o seu mistério, a noite com os seus fantasmas, a noite com o seu pavor, a noite com a sua mentira, a noite com as suas armadilhas sagazes e as suas emboscadas traiçoeiras, a noite com os seus laços bem urdidos e os seus venenos sutis, com os seus gritos solitários e os seus uivos lancinantes, a noite que gela o coração e acoberta o crime, a noite que atrai vítima desprevenida e empresta à morte o seu regaço de sombra para a solerte tocaia; aquele dia, a noite chegou inesperada, trazendo no seu bojo a gargalhada sinistra que, num átimo - num átimo quase eterno, num átimo que fixou o tempo e estancou o fluxo da história -, ecoou pelos quatro cantos do mundo, como que desafiando a mais tenaz capacidade de crer, zombando da mais desesperada esperança e deixando escorrer a baba envenenada do ódio inimaginável, do ódio que se julgara proscrito, para sempre, da conveniência humana. Com os olhos vendados pela súbita escuridão e velados pelas primeiras lágrimas que nenhuma força humana consegue reter, homens e mulheres de todas as raças e de todas as crenças tentaram agarrar-se a alguma coisa que lhes permitisse não crer, que desmentisse as palavras sinistras que, àquela hora, já se atropelavam nas asas das ondas velozes por sobre montanhas e mares, cidades e vales, até a última fronteira do mundo. Mas, ai de nós, a verdade temida, a verdade terrível, a verdade jamais pressentida, era, desgraçadamente, a verdade verdadeira. A milhares de quilômetros, numa cidade embandeirada em festa, entre flores e aclamações, entre os gritos dos peões na pradaria sem fim, ao cheiro acre do petróleo brotando aos borbotões do solo esturricado, alguém fechara a derradeira porta à compreensão e à fraternidade, e uma janela se abrira ao ódio assassino, covarde e desvairado. Sobre ela a morte se debruçara paciente e tranquila, fria e calculada. Como quem sabe que a presa não lhe fugirá. Como quem não tem pressa, porque conhece a sua hora. Como o caçador previdente a quem o instinto não engana e sabe que a flecha da sua aljava é ligeira, e certeiro seu olho experimentado. Como o encenador que prepara a tragédia para que o herói caia, entre o céu e a terra, ao som das tubas gloriosas, ao rufar de místicos tambores, ante o espanto da multidão colhida de surpresa e as vozes do coro que justifica, soturno, a catástrofe."
(Deputado Padre Godinho, Homenagem póstuma a John Kennedy, 1963, com adaptações).
No trecho "Mas, ai de nós, a verdade temida", a expressão "ai de nós" pode ser classificada como:
Considere o discurso a seguir, proferido na Câmara dos Deputados, em homenagem póstuma ao presidente americano John Kennedy, para responder as próximas questões.
"Foi como se uma luz se tivesse apagado, de repente, no mundo. Foi como se uma noite de angústia e de soturnos íncubos tivesse baixado, repentinamente, sobre a face da Terra. Foi como se um pesadelo e uma delirante alucinação tivesse, inesperadamente, dilacerado nas suas garras de loucura o coração de milhões de homens. Eram aquelas horas mansas e preguiçosas, quando a tarde escorre, plácida, para os braços do crepúsculo, velho e cansado porteiro da noite; mas aquele dia, a noite se antecipou. la descer primeiro sobre os corações; depois, sobre o mundo. A noite com o seu mistério, a noite com os seus fantasmas, a noite com o seu pavor, a noite com a sua mentira, a noite com as suas armadilhas sagazes e as suas emboscadas traiçoeiras, a noite com os seus laços bem urdidos e os seus venenos sutis, com os seus gritos solitários e os seus uivos lancinantes, a noite que gela o coração e acoberta o crime, a noite que atrai vítima desprevenida e empresta à morte o seu regaço de sombra para a solerte tocaia; aquele dia, a noite chegou inesperada, trazendo no seu bojo a gargalhada sinistra que, num átimo - num átimo quase eterno, num átimo que fixou o tempo e estancou o fluxo da história -, ecoou pelos quatro cantos do mundo, como que desafiando a mais tenaz capacidade de crer, zombando da mais desesperada esperança e deixando escorrer a baba envenenada do ódio inimaginável, do ódio que se julgara proscrito, para sempre, da conveniência humana. Com os olhos vendados pela súbita escuridão e velados pelas primeiras lágrimas que nenhuma força humana consegue reter, homens e mulheres de todas as raças e de todas as crenças tentaram agarrar-se a alguma coisa que lhes permitisse não crer, que desmentisse as palavras sinistras que, àquela hora, já se atropelavam nas asas das ondas velozes por sobre montanhas e mares, cidades e vales, até a última fronteira do mundo. Mas, ai de nós, a verdade temida, a verdade terrível, a verdade jamais pressentida, era, desgraçadamente, a verdade verdadeira. A milhares de quilômetros, numa cidade embandeirada em festa, entre flores e aclamações, entre os gritos dos peões na pradaria sem fim, ao cheiro acre do petróleo brotando aos borbotões do solo esturricado, alguém fechara a derradeira porta à compreensão e à fraternidade, e uma janela se abrira ao ódio assassino, covarde e desvairado. Sobre ela a morte se debruçara paciente e tranquila, fria e calculada. Como quem sabe que a presa não lhe fugirá. Como quem não tem pressa, porque conhece a sua hora. Como o caçador previdente a quem o instinto não engana e sabe que a flecha da sua aljava é ligeira, e certeiro seu olho experimentado. Como o encenador que prepara a tragédia para que o herói caia, entre o céu e a terra, ao som das tubas gloriosas, ao rufar de místicos tambores, ante o espanto da multidão colhida de surpresa e as vozes do coro que justifica, soturno, a catástrofe."
(Deputado Padre Godinho, Homenagem póstuma a John Kennedy, 1963, com adaptações).
No trecho que se inicia com "A noite com o seu mistério ... ", o autor repete várias vezes a expressão "a noite com". Tal recurso estilístico é característico de uma figura de linguagem, a qual é denominada:
Considere o discurso a seguir, proferido na Câmara dos Deputados, em homenagem póstuma ao presidente americano John Kennedy, para responder as próximas questões.
"Foi como se uma luz se tivesse apagado, de repente, no mundo. Foi como se uma noite de angústia e de soturnos íncubos tivesse baixado, repentinamente, sobre a face da Terra. Foi como se um pesadelo e uma delirante alucinação tivesse, inesperadamente, dilacerado nas suas garras de loucura o coração de milhões de homens. Eram aquelas horas mansas e preguiçosas, quando a tarde escorre, plácida, para os braços do crepúsculo, velho e cansado porteiro da noite; mas aquele dia, a noite se antecipou. la descer primeiro sobre os corações; depois, sobre o mundo. A noite com o seu mistério, a noite com os seus fantasmas, a noite com o seu pavor, a noite com a sua mentira, a noite com as suas armadilhas sagazes e as suas emboscadas traiçoeiras, a noite com os seus laços bem urdidos e os seus venenos sutis, com os seus gritos solitários e os seus uivos lancinantes, a noite que gela o coração e acoberta o crime, a noite que atrai vítima desprevenida e empresta à morte o seu regaço de sombra para a solerte tocaia; aquele dia, a noite chegou inesperada, trazendo no seu bojo a gargalhada sinistra que, num átimo - num átimo quase eterno, num átimo que fixou o tempo e estancou o fluxo da história -, ecoou pelos quatro cantos do mundo, como que desafiando a mais tenaz capacidade de crer, zombando da mais desesperada esperança e deixando escorrer a baba envenenada do ódio inimaginável, do ódio que se julgara proscrito, para sempre, da conveniência humana. Com os olhos vendados pela súbita escuridão e velados pelas primeiras lágrimas que nenhuma força humana consegue reter, homens e mulheres de todas as raças e de todas as crenças tentaram agarrar-se a alguma coisa que lhes permitisse não crer, que desmentisse as palavras sinistras que, àquela hora, já se atropelavam nas asas das ondas velozes por sobre montanhas e mares, cidades e vales, até a última fronteira do mundo. Mas, ai de nós, a verdade temida, a verdade terrível, a verdade jamais pressentida, era, desgraçadamente, a verdade verdadeira. A milhares de quilômetros, numa cidade embandeirada em festa, entre flores e aclamações, entre os gritos dos peões na pradaria sem fim, ao cheiro acre do petróleo brotando aos borbotões do solo esturricado, alguém fechara a derradeira porta à compreensão e à fraternidade, e uma janela se abrira ao ódio assassino, covarde e desvairado. Sobre ela a morte se debruçara paciente e tranquila, fria e calculada. Como quem sabe que a presa não lhe fugirá. Como quem não tem pressa, porque conhece a sua hora. Como o caçador previdente a quem o instinto não engana e sabe que a flecha da sua aljava é ligeira, e certeiro seu olho experimentado. Como o encenador que prepara a tragédia para que o herói caia, entre o céu e a terra, ao som das tubas gloriosas, ao rufar de místicos tambores, ante o espanto da multidão colhida de surpresa e as vozes do coro que justifica, soturno, a catástrofe."
(Deputado Padre Godinho, Homenagem póstuma a John Kennedy, 1963, com adaptações).
Na primeira oração do trecho selecionado, a expressão "de repente" pode ser classificada como: