Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
TELLES, Lygia Fagundes. A disciplina do amor. In: Conto Brasileiro. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/adisciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/. Acesso em: 6 set. 2023. [Fragmento]
Assinale a alternativa em que o termo destacado pertença, no contexto, à mesma classe de palavras daquela em destaque no texto.
Pra que mentir Fingir que perdoou Tentar ficar amigos sem rancor A emoção acabou Que coincidência é o amor A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação Pra destilar terceiras intenções Desperdiçando o meu mel Devagarzinho, flor em flor Entre os meus inimigos, beija-flor
CAZUZA. Codinome Beija-flor. In: Vagalume. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/cazuza/codinome-beija-flor.html. Acesso em: 6 set. 2023. [Fragmento]
As palavras podem ser formadas por diferentes processos. Um deles é a composição por justaposição, em que dois termos são unidos um ao outro, sem perda de seus elementos.
Na canção de Cazuza, ocorre justaposição na formação da palavra
Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. *Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.
(Augusto Cury)
Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.
(Augusto Branco)
Sobre a estrutura linguística do texto, verifica-se:
I. O uso de mesóclise em “repugná-la-íamos”, uma vez que o verbo se encontra no futuro do pretérito.
II. O uso de próclise obrigatória em “não a podemos ter”, uma vez que “não” é uma palavra atrativa.
III. O uso de próclise em “se a tivéssemos”, que pode ser substituída, com igual correção, de acordo com a norma, por uma ênclise.
IV. O uso de substantivação em “o perfeito é o desumano” por meio do processo de derivação imprópria, que consistiu na transformação de adjetivos em substantivos.
V. O uso das conjunções “porque” e “se”, que introduzem no texto, respectivamente, as ideias de causa e condição.
Estão CORRETOS os usos descritos em
Texto para responder à questão.
Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas
É celebrado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, é comemorado em diversos outros países, inclusive no Brasil. Hábitos como o de crianças se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de espalhar pela casa enfeites e adereços “assustadores” como abóboras esculpidas e iluminadas (...) são cada vez mais populares. No entanto, sua origem pouco tem a ver com o significado moderno que essa festa adquiriu.
De onde vem o nome do Halloween?
O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”. “Hallow” è um termo antigo para “santo”, e “eve” è o mesmo que “vèspera”. O termo designava, atè o sèculo 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.
Como esta festa começou?
Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”). O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas a fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. O problema com essa teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados. A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o “Calan Gaeaf”. Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferençastambém. Em meados do século 8, o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain. Não se tem certeza se Gregório Terceiro ou seu sucessor, Gregório Quarto, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain. Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para esse dia fez com que a celebração cristã dos santos e a do Samhain fossem unidas. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.
Quando surgiu o Dia das Bruxas?
O Dia das Bruxas, o Halloween, que conhecemos hoje, tomou forma entre 1500 e 1800. Fogueiras tornaram-se especialmente populares nessa festa. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra. Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. (...) A comida era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório. (...)
Como a festa chegou à América?
Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições. Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”. A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. (...) O milho era um cultivo importante da agricultura americana — e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos — típicos de colheitas de milho — eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas. Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. (...) A tradição moderna de “doces ou travessuras” tambèm è americana. (...)
E quanto ao Halloween moderno?
(...) Por aqui, desde 2003, também se celebra nesta mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. (...) Atualmente, o festival conserva pouco de sua origem, mas, apesar de ter ganhado nova roupagem, dá oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias.
BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn39d 7d7dnlo
Texto para responder à questão.
Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas
É celebrado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, é comemorado em diversos outros países, inclusive no Brasil. Hábitos como o de crianças se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de espalhar pela casa enfeites e adereços “assustadores” como abóboras esculpidas e iluminadas (...) são cada vez mais populares. No entanto, sua origem pouco tem a ver com o significado moderno que essa festa adquiriu.
De onde vem o nome do Halloween?
O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”. “Hallow” è um termo antigo para “santo”, e “eve” è o mesmo que “vèspera”. O termo designava, atè o sèculo 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.
Como esta festa começou?
Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”). O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas a fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. O problema com essa teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados. A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o “Calan Gaeaf”. Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferençastambém. Em meados do século 8, o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain. Não se tem certeza se Gregório Terceiro ou seu sucessor, Gregório Quarto, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain. Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para esse dia fez com que a celebração cristã dos santos e a do Samhain fossem unidas. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.
Quando surgiu o Dia das Bruxas?
O Dia das Bruxas, o Halloween, que conhecemos hoje, tomou forma entre 1500 e 1800. Fogueiras tornaram-se especialmente populares nessa festa. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra. Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. (...) A comida era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório. (...)
Como a festa chegou à América?
Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições. Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”. A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. (...) O milho era um cultivo importante da agricultura americana — e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos — típicos de colheitas de milho — eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas. Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. (...) A tradição moderna de “doces ou travessuras” tambèm è americana. (...)
E quanto ao Halloween moderno?
(...) Por aqui, desde 2003, também se celebra nesta mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. (...) Atualmente, o festival conserva pouco de sua origem, mas, apesar de ter ganhado nova roupagem, dá oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias.
BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn39d 7d7dnlo
Texto para responder à questão.
Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas
É celebrado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, é comemorado em diversos outros países, inclusive no Brasil. Hábitos como o de crianças se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de espalhar pela casa enfeites e adereços “assustadores” como abóboras esculpidas e iluminadas (...) são cada vez mais populares. No entanto, sua origem pouco tem a ver com o significado moderno que essa festa adquiriu.
De onde vem o nome do Halloween?
O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”. “Hallow” è um termo antigo para “santo”, e “eve” è o mesmo que “vèspera”. O termo designava, atè o sèculo 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.
Como esta festa começou?
Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”). O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas a fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. O problema com essa teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados. A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o “Calan Gaeaf”. Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferençastambém. Em meados do século 8, o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain. Não se tem certeza se Gregório Terceiro ou seu sucessor, Gregório Quarto, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain. Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para esse dia fez com que a celebração cristã dos santos e a do Samhain fossem unidas. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.
Quando surgiu o Dia das Bruxas?
O Dia das Bruxas, o Halloween, que conhecemos hoje, tomou forma entre 1500 e 1800. Fogueiras tornaram-se especialmente populares nessa festa. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra. Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. (...) A comida era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório. (...)
Como a festa chegou à América?
Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições. Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”. A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. (...) O milho era um cultivo importante da agricultura americana — e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos — típicos de colheitas de milho — eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas. Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. (...) A tradição moderna de “doces ou travessuras” tambèm è americana. (...)
E quanto ao Halloween moderno?
(...) Por aqui, desde 2003, também se celebra nesta mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. (...) Atualmente, o festival conserva pouco de sua origem, mas, apesar de ter ganhado nova roupagem, dá oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias.
BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn39d 7d7dnlo
Considere os excertos:
I. “O Samhain durava três dias”
II. “o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos”
III. “um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos”
Ocorre numeral cardinal apenas em:
Texto para responder à questão.
Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas
É celebrado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, é comemorado em diversos outros países, inclusive no Brasil. Hábitos como o de crianças se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de espalhar pela casa enfeites e adereços “assustadores” como abóboras esculpidas e iluminadas (...) são cada vez mais populares. No entanto, sua origem pouco tem a ver com o significado moderno que essa festa adquiriu.
De onde vem o nome do Halloween?
O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”. “Hallow” è um termo antigo para “santo”, e “eve” è o mesmo que “vèspera”. O termo designava, atè o sèculo 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.
Como esta festa começou?
Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”). O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas a fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. O problema com essa teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados. A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o “Calan Gaeaf”. Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferençastambém. Em meados do século 8, o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain. Não se tem certeza se Gregório Terceiro ou seu sucessor, Gregório Quarto, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain. Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para esse dia fez com que a celebração cristã dos santos e a do Samhain fossem unidas. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.
Quando surgiu o Dia das Bruxas?
O Dia das Bruxas, o Halloween, que conhecemos hoje, tomou forma entre 1500 e 1800. Fogueiras tornaram-se especialmente populares nessa festa. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra. Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. (...) A comida era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório. (...)
Como a festa chegou à América?
Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições. Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”. A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. (...) O milho era um cultivo importante da agricultura americana — e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos — típicos de colheitas de milho — eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas. Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. (...) A tradição moderna de “doces ou travessuras” tambèm è americana. (...)
E quanto ao Halloween moderno?
(...) Por aqui, desde 2003, também se celebra nesta mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. (...) Atualmente, o festival conserva pouco de sua origem, mas, apesar de ter ganhado nova roupagem, dá oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias.
BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn39d 7d7dnlo
Texto para responder à questão.
Rimas em língua de sinais: como rappers surdos estão mudando a música
Em abril de 2023, o DJ americano Supalee organizou o evento Supafest Reunion 2023 para celebrar os artistas e promotores da comunidade surda dos Estados Unidos. (...) Muitos desses artistas, ativistas e empresários contribuíram para uma cena de hip hop cada vez maior dentro da comunidade surda, que inclui um subgênero do rap conhecido como dip hop. À medida que o hip hop celebra seu 50º aniversário, cinco décadas de seu impacto cultural reverberam nos ambientes mainstream e underground. O que teve origem no Bronx, em Nova York, pode agora ser encontrado um pouco por todo o mundo, assumindo novas formas à medida que evoluiu numa diversidade de espaços e lugares (...). Dip hop é um dos muitos estilos de rap que se desenvolveram ao longo dos anos. Mas se destaca de outros subgêneros do hip hop porque os rappers criam rimas em línguas de sinais e músicas baseadas em suas experiências culturais na comunidade surda.
O nascimento de um movimento musical
Em 2005, o rapper Warren “Wawa” Snipe criou o termo “DIP HOP” em ASL e em inglês para classificar um estilo de rap em desenvolvimento na comunidade surda. Embora os artistas desse estilo identifiquem sua música de maneiras diferentes — alguns usam rótulos como “deaf rap”, “deaf hip-hop” e “sign rap” — a designação dip hop vai além de adicionar um qualificador ao gênero musical mais amplo de rap. Em vez disso, indica um estilo independente fundamentado no hip hop e na cultura surda. (...) De muitas maneiras, o dip hop seguiu uma trajetória não muito diferente do hip hop. No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas (...), eventos noturnos e reuniões sociais. Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs. Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical. (...) Além disso, maior acesso à tecnologia de gravação, sites de streaming de vídeo e mídias sociais deram aos artistas surdos ferramentas para criar música e se conectar com outros artistas e fãs. Embora a incorporação da linguagem de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição desse estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais. Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música. Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes. Por exemplo, alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais para tornar sua música acessível a pessoas que ouvem. Há aqueles que tocam nos dois idiomas simultaneamente, e outros que pré-gravam sua faixa vocal, que toca ao fundo enquanto eles fazem rap em língua de sinais. (...) Dip hop, como muitos estilos de música, ganha vida por meio de apresentações ao vivo. Os artistas se movem pelo palco com as mãos voando no ar enquanto o público pulsa ao ritmo da batida do baixo. Alguns artistas mergulham ainda mais seu público na experiência musical usando instrumentos e equipamentos especializados, como subwoofers, objetos que podem conduzir vibrações como balões, ou novas formas de tecnologia háptica (tecnologias que um usuário experimenta por meio do sentido do tato). (...)
Entrando no 'mainstream'
Os artistas do dip hop têm lutado para serem reconhecidos como músicos — para que sua arte seja o foco das atenções, em vez do fato de serem surdos ou deficientes auditivos. (...) Em 2009, o rapper finlandês Marko “Signmark” Vuoriheimo assinou um contrato com a gravadora Warner Music Finland (...). Foi a primeira vez na história que um artista surdo assinou contrato com uma grande gravadora. (...) À medida que o dip hop evolui, ele continua a ultrapassar os limites da convenção. (...)
BBC News. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cernnp4xrwzo
Texto para responder à questão.
Rimas em língua de sinais: como rappers surdos estão mudando a música
Em abril de 2023, o DJ americano Supalee organizou o evento Supafest Reunion 2023 para celebrar os artistas e promotores da comunidade surda dos Estados Unidos. (...) Muitos desses artistas, ativistas e empresários contribuíram para uma cena de hip hop cada vez maior dentro da comunidade surda, que inclui um subgênero do rap conhecido como dip hop. À medida que o hip hop celebra seu 50º aniversário, cinco décadas de seu impacto cultural reverberam nos ambientes mainstream e underground. O que teve origem no Bronx, em Nova York, pode agora ser encontrado um pouco por todo o mundo, assumindo novas formas à medida que evoluiu numa diversidade de espaços e lugares (...). Dip hop é um dos muitos estilos de rap que se desenvolveram ao longo dos anos. Mas se destaca de outros subgêneros do hip hop porque os rappers criam rimas em línguas de sinais e músicas baseadas em suas experiências culturais na comunidade surda.
O nascimento de um movimento musical
Em 2005, o rapper Warren “Wawa” Snipe criou o termo “DIP HOP” em ASL e em inglês para classificar um estilo de rap em desenvolvimento na comunidade surda. Embora os artistas desse estilo identifiquem sua música de maneiras diferentes — alguns usam rótulos como “deaf rap”, “deaf hip-hop” e “sign rap” — a designação dip hop vai além de adicionar um qualificador ao gênero musical mais amplo de rap. Em vez disso, indica um estilo independente fundamentado no hip hop e na cultura surda. (...) De muitas maneiras, o dip hop seguiu uma trajetória não muito diferente do hip hop. No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas (...), eventos noturnos e reuniões sociais. Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs. Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical. (...) Além disso, maior acesso à tecnologia de gravação, sites de streaming de vídeo e mídias sociais deram aos artistas surdos ferramentas para criar música e se conectar com outros artistas e fãs. Embora a incorporação da linguagem de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição desse estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais. Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música. Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes. Por exemplo, alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais para tornar sua música acessível a pessoas que ouvem. Há aqueles que tocam nos dois idiomas simultaneamente, e outros que pré-gravam sua faixa vocal, que toca ao fundo enquanto eles fazem rap em língua de sinais. (...) Dip hop, como muitos estilos de música, ganha vida por meio de apresentações ao vivo. Os artistas se movem pelo palco com as mãos voando no ar enquanto o público pulsa ao ritmo da batida do baixo. Alguns artistas mergulham ainda mais seu público na experiência musical usando instrumentos e equipamentos especializados, como subwoofers, objetos que podem conduzir vibrações como balões, ou novas formas de tecnologia háptica (tecnologias que um usuário experimenta por meio do sentido do tato). (...)
Entrando no 'mainstream'
Os artistas do dip hop têm lutado para serem reconhecidos como músicos — para que sua arte seja o foco das atenções, em vez do fato de serem surdos ou deficientes auditivos. (...) Em 2009, o rapper finlandês Marko “Signmark” Vuoriheimo assinou um contrato com a gravadora Warner Music Finland (...). Foi a primeira vez na história que um artista surdo assinou contrato com uma grande gravadora. (...) À medida que o dip hop evolui, ele continua a ultrapassar os limites da convenção. (...)
BBC News. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cernnp4xrwzo
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais”
II. “Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais”
III. “indica um estilo independente fundamentado no hip hop e na cultura surda.”
As palavras “orais”, “culturais” e “surda”, que ocorrem, respectivamente, em cada uma das sentenças dadas, desempenham a mesma função gramatical, isto é, classificam-se como: