Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Foram encontradas 20.084 questões

Q3560292 Português
Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura


Em setembro, uma fábrica em Lajinha, leste de Minas Gerais, da subsidiária brasileira da NetZero, empresa sediada em Paris, pretende começar a produção contínua de biocarvão com palha de café recolhida das fazendas de 400 cafeicultores da região. Os que forneceram a matéria-prima serão os primeiros a usar o pó preto como adubo em suas terras, esperando colher resultados ao menos semelhantes aos obtidos em experimentos feitos em pequena escala por centros de pesquisa do Brasil e de outros países.

O também chamado biochar é produzido por meio do aquecimento sem oxigênio em fornos chamados pirolisadores de resíduos agrícolas, entre eles espiga de milho, casca de babaçu, arroz e algodão, serragem e restos de madeiras, açaizeiros e dendezeiros. A mesma planta pode gerar materiais com composição química e propriedades próprias. Um artigo de março na Brazilian Journal of Animal and Environmental Research mostrou que o biocarvão feito com Phyllostachys aurea , espécie exótica de bambu, tem teores de carbono mais altos que o de Guadua sp., espécie nativa de bambu, ambas comuns no sul do país.

Em estudos controlados feitos nos últimos 10 anos, essas formulações aumentaram a produtividade agrícola em até 50%, o crescimento das raízes em 30% e o dos brotos em 45%. Também favoreceram a absorção de nutrientes, reduziram em cerca de 20% o uso de fertilizantes químicos e ajudaram o solo a reter água e contaminantes. O biocarvão tem sido bastante valorizado, ainda, por causa de sua capacidade de sequestrar − ou, literalmente, enterrar − carbono, o elemento químico mais abundante em sua composição.

Inaugurada em abril, a fábrica de Lajinha é a primeira em escala comercial do Brasil. Construída com tecnologia própria em um terreno cedido pela Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), tem capacidade de produção de 4,5 mil toneladas (t) de biocarvão por ano, ainda pouco diante dos 42 milhões de t de fertilizantes que o Brasil consome a cada ano. Parte do biocarvão seguirá sem custos para os fornecedores da matéria-prima, que poderão comprar o restante com desconto.

"A comercialização de créditos de carbono viabilizou nosso modelo de negócio, porque pode subsidiar o preço de venda do biocarvão, que não dá para ser alto", declarou o empresário francês Olivier Reinaud, cofundador da NetZero, à Revista Pesquisa FAPESP. Segundo ele, o banco franco-britânico Rothschild e a consultoria norte-americana Boston Consulting Group já compram os créditos gerados pelo biocarvão produzido em uma fábrica inaugurada em janeiro de 2022 em Camarões, na África, também com resíduos de café. "Os créditos correspondem à cerca de metade de nossa receita", informou ele em um comunicado da empresa.

A Aperam BioEnergia, produtora de carvão vegetal em Minas Gerais, anunciou em maio que havia vendido 921 contratos de remoção de carbono, cada um correspondendo à retirada de 1 t de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com um comunicado da Aperam, a meta é produzir 40 mil t de biocarvão por ano, o que representaria uma receita próxima a R$ 40 milhões.

Empresas europeias produziram cerca de 21 mil t de biocarvão em 2020 e as Estados Unidos 45 mil t em 2017 e em 2018, podendo ter chegado a 70 mil t nos anos seguintes. O mercado global de biocarvão pode chegar a US$ 205 milhões neste ano e US$ 587 milhões em 2030, com um crescimento anual de 13%, estima a organização não governamental Earth.

Se usado intensivamente em todo o mundo, o biocarvão poderia remover entre 1,3 bilhão e 3 bilhões de t de CO2 até 2050, de acordo com o Projeto Drawdown, movimento que busca soluções para enfrentar a emergência climática e ambiental. Apesar da perspectiva positiva, o engenheiro químico Henrique Poltronieri Pacheco, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), recomenda prudência com as estimativas sobre sequestro de carbono: "Sem uma análise completa da pegada de carbono, do berço ao túmulo, como dizemos, não é possível dizer que o biocarvão está efetivamente sequestrando carbono", ressalta. Além disso, a redução de emissões com o biocarvão pode variar muito, em razão da matéria-prima usada em sua produção, da dose aplicada e do tipo de solo.


Retirado e adaptado de: FIORAVANTI, Carlos. Biocarvão pode trazer ganhos à agricultura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: utuua/ //revistapesquisa.fapesp.br/biocarvao-pode-trazer-ganhos-a-agricultura/ Acesso em: 31 ago., 2023. 
Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras formadas pelo mesmo processo que ocorreu para a formação de "biocarvão":
Alternativas
Q3559963 Português
Assinale a alternativa que apresenta um substantivo que está no grau diminutivo:
Alternativas
Q3559823 Português
Assinale a alternativa que relaciona CORRETAMENTE a palavra e seu aumentativo:
Alternativas
Q3559821 Português
Em “Quem tem muito pouco, ou quase nada, merece que a escola lhe abra horizontes”, de Emília Ferreira, as palavras destacadas são:
Alternativas
Q3559819 Português
Assinale a alternativa que apresenta a classe morfológica da palavra em destaque no período: Pontos pretos na casca são um bom sinal, a fruta está madura. 
Alternativas
Q3559781 Português
"O objetivo principal da nossa pesquisa foi o de conhecer melhor e comprovar a eficiência terapêutica da radioatividade[...]".
As palavras “principal” e “terapêutica” são, respectivamente: 
Alternativas
Q3559780 Português
Em qual das alternativas abaixo está presente um caso de derivação parassintética:
Alternativas
Q3559621 Português
Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas

Cientistas ficaram surpresos com a descoberta de um fóssil pré-histórico de aranha nos arredores de Osnabrück, na Alemanha. Com cerca de 310 milhões de anos, este é o registro mais antigo desse tipo de animal no país europeu. Após anos de pesquisa, um especialista determinou que o ser vivo pertence a uma espécie nunca antes estudada.

Quase quatro anos atrás, o pesquisador de geociências da Universidade de Utrecht (Países Baixos), Tim Wolterbeek, fez a descoberta incrível. Após análises preliminares, o estudo sobre o fóssil ficou sob responsabilidade do especialista em aracnídeos Jason Dunlop, do Instituto Leibniz para a Evolução e Ciência da Biodiversidade, na Alemanha. O trabalho levou à classificação de uma nova espécie.

O fóssil data da Era Paleozoica e pertence à ordem Araneae , o que o separa de grupos anteriores de aracnídeos semelhantes com as aranhas.

Após análises cuidadosas, o especialista em aracnídeos Jason Dunlop determinou que o fóssil pertencia a uma nova espécie. Em homenagem ao pesquisador que encontrou o fóssil, Dunlop decidiu batizar a aranha de Arthrolycosa wolterbeeki.

Dunlop descreve em seu artigo que a estrutura do aracnídeo se manteve bem preservada. "Característico do gênero, o novo fóssil revela um opistossoma dorsal tuberculado posteriormente e pernas relativamente alongadas e cerdas, sendo que a primeira perna é mais longa que a segunda e a terceira. As fieiras [órgãos produtores de seda] também são preservadas, confirmando seu status como uma aranha genuína".

Ao todo, 12 espécies de aranhas do período Paleozoico já foram encontradas, mas esse número ainda é muito menor do que o registrado para outros aracnídeos relacionados a esse grupo, como os Phalangiotarbidas. Isso mostra que ainda há muito a ser descoberto sobre a diversidade desses animais no passado.

Retirado e adaptado de: ANDERSEN, Alice. Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas. Revista Fórum. Disponível em: e-aanoss-desscobbera-surreeenddecientstas-1141449h htmm -de-310-milhes-de-anos-descoberta-surpreende-cientistas-141449.html Acesso em: 4 ago., 2023.
A respeito da coesão e dos sentidos e significados das palavras em "Aranha rara de 310 milhões de anos é descoberta e surpreende cientistas", analise o trecho a seguir:
Quase quatro anos atrás, o pesquisador de geociências da Universidade de Utrecht (Países Baixos), Tim Wolterbeek, fez a descoberta incrível.
Agora, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Poder-se-ia substituir "a" por "uma" diante de "descoberta incrível" sem prejuízo do sentido.
(__) É possível substituir "quase quatro anos atrás" por "há quatro anos" sem mudança de sentido no trecho.
(__) "A descoberta incrível" se refere ao fóssil pré-histórico de aranha.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3559002 Português
Leia o texto para responder à questão.


   Não escreva poesias de amor. Evite de início as formas usuais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de novo num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes. Eis por que deve fugir dos temas amorosos em geral para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate suas mágoas e seus desejos, seus pensamentos passageiros, sua fé em qualquer beleza − relate tudo isso com íntima e humilde sinceridade. Utilize, para se exprimir, as coisas de seu ambiente, as imagens de seus sonhos e os objetos de suas lembranças. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas.


(Rainer Maria Rilke. Cartas a um jovem poeta. Fragmento)
Assinale a alternativa correta a respeito dos trechos do texto.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: CPCON Órgão: UEPB Provas: CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Desenvolvimento e Ensaios de Medicamentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Patologia Oral e Biologia Molecular - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Cromatografia Líquida, Iônica e Gasosa - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química e Fertilidade do Solo - CAMPUS II e IV) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Análise das Águas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico de Prótese Dentária - CAMPUS I | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises Clínicas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises de Peçonhas e Toxinas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Esterelização - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório (Fitopatologia - CAMPUS II) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Física - CAMPUS VII e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Agropecuária - Produção de Mudas - CAMPUS II | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Informática - CAMPUS VI | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Geotecnia - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Manutenção de Equipamentos Odontológicos - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Radiologia - CAMPUS I e VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Atendente de Consultório Dentário - CAMPUS VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Hidráulica - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Microbiologia de Alimentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Morfofisiologia - CAMPUS VIII) |
Q3557626 Português
Após a leitura do texto abaixo, fragmento de uma matéria exposta em Veja (10/02/21), responda ao que se pede.

AGORAÉ ASSIM

    Adaptadas à cartilha antivírus, escolas brasileiras reabrem seus portões, dando a largada para sanar as lacunas do ano que passou e com o imenso desafio de atrair a atenção da garotada que perdeu o hábito de estudar.
    Nesses últimos tempos, aconteceu de tudo na vida estudantil. Muita gente confinada por causa da pandemia se viu de repente sem aula. Aí veio o ensino 100% remoto, depois a fase híbrida, com uma parte da lição na escola e a outra em casa, até que chegaram as férias. E essas foram únicas, com pais, professores e alunos compartilhando a sensação de que a montanha-russa acadêmica acabou por comprometer a aquisição de conhecimento e daquelas habilidades socioemocionais que se aprendem nas trocas humanas. A situação enche a todos de ansiedade e dúvidas sobre o que está por vir no ano letivo que se inicia agora para boa parte dos 47,3 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. [...] 

Todas as proposições abaixo relacionadas fornecem explicações sobre aspectos linguísticos do texto. Indique a única em que não há correspondência entre a explicação e o fenômeno descrito.

Alternativas
Q3557002 Português
Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito


No dia 23 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.


Leia o texto de Kelber Fernandes.


Com uma nobre missão, não há como recuar, mesmo com as intempéries, avante, segue a enfrentar, seja o sol do Nordeste ou as enchentes no Sudeste, ainda que no Sul o frio muito aperte e a umidade do Norte muito se eleve, nada acovarda aquele que é a vanguarda.

O Agente de Trânsito atua a favor da preservação de vidas no trânsito, retirando condutores potencialmente perigosos de circulação, ou ainda, em ações preventivas, com a simples presença na via pública intencionando desestimular práticas infracionais. Ainda que todo o trabalho desenvolvido por esses profissionais tente ser deturpado por um pequeno grupo, que busca, tão somente, promover a desordem, a imagem dos Agentes de Trânsito não ficará obscura nem os serviços prestados serão desconstituídos.

Desde informações e orientações aos usuários do trânsito, passando pela garantia de igualdade na utilização do espaço público, os Agentes são a referência que o cidadão encontra durante seus deslocamentos. Muito além de fiscais, identificamos na figura do Agente de Trânsito um conjunto de competências voltadas à mobilidade urbana, sem deixar de refletir o papel de multiplicadores e influenciadores de boas práticas.


A verdade é que aqueles que adentram nessa área, em sua grande maioria, se identificam, laborando com muito prazer e satisfação.

O trânsito é cativante e coloca o agente como peça fundamental para o exercício do direito de ir e vir em condições seguras.

O cargo de Agente de Trânsito reveste-se de uma importância significativa, contribuindo para a preservação da ordem pública, seja através da fiscalização, seja em ações que visem a melhoria do tráfego de nossas vias, sempre agindo quando interesses individuais tentam sobrepujar o direito coletivo ao trânsito seguro.

Corroborando, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT apresenta, em texto seu introdutório, declaração que muito bem coloca o Agente de Trânsito como corresponsável pela paz social. E mais ainda, a Constituição Federal, Lei Maior do Estado brasileiro, desde a Emenda Constitucional 82/14, elevou os agentes de trânsito a garantidores da segurança viária, entendida esta como parte integrante da segurança pública.

Coincidindo com a data da edição do atual Código de Trânsito Brasileiro, o qual hoje completa 26 anos de existência, o mesmo 23 de setembro foi escolhido para homenagear a categoria dos Agentes de Trânsito. A partir da Lei n o 12.821/2013, ficou definido o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.

Parabéns aos meus amigos e amigas Agentes de Trânsito espalhados por todo o Brasil, pelo profissionalismo, afinco e comprometimento com a segurança viária. Reconhecimento àqueles que não estão subjugados a interesses outros que não seja o público, que não se sujeitam aos desmandos políticos, mas têm suas ações pautadas na legalidade e no bem estar social.


Disponível em: https://www.portaldotransito,com,br/ noticias/fiscalizacao-e-legislacao/agente-de-transito/artigo-homenagem-ao-dia-nacional-dos-agentes-da-autoridade-de=transito/. Acesso em: 02 set. 2023. Adaptado.
Analisando o último período do texto (“Reconhecimento àqueles que não estão subjugados a interesses outros que não seja o público, que não se sujeitam aos desmandos políticos, mas têm suas ações pautadas na legalidade e no bem estar social.”), encontram-se, nos fragmentos sublinhados, pelo menos dois tipos de coesão textual, realizados por
Alternativas
Q3556997 Português
Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito


No dia 23 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.


Leia o texto de Kelber Fernandes.


Com uma nobre missão, não há como recuar, mesmo com as intempéries, avante, segue a enfrentar, seja o sol do Nordeste ou as enchentes no Sudeste, ainda que no Sul o frio muito aperte e a umidade do Norte muito se eleve, nada acovarda aquele que é a vanguarda.

O Agente de Trânsito atua a favor da preservação de vidas no trânsito, retirando condutores potencialmente perigosos de circulação, ou ainda, em ações preventivas, com a simples presença na via pública intencionando desestimular práticas infracionais. Ainda que todo o trabalho desenvolvido por esses profissionais tente ser deturpado por um pequeno grupo, que busca, tão somente, promover a desordem, a imagem dos Agentes de Trânsito não ficará obscura nem os serviços prestados serão desconstituídos.

Desde informações e orientações aos usuários do trânsito, passando pela garantia de igualdade na utilização do espaço público, os Agentes são a referência que o cidadão encontra durante seus deslocamentos. Muito além de fiscais, identificamos na figura do Agente de Trânsito um conjunto de competências voltadas à mobilidade urbana, sem deixar de refletir o papel de multiplicadores e influenciadores de boas práticas.


A verdade é que aqueles que adentram nessa área, em sua grande maioria, se identificam, laborando com muito prazer e satisfação.

O trânsito é cativante e coloca o agente como peça fundamental para o exercício do direito de ir e vir em condições seguras.

O cargo de Agente de Trânsito reveste-se de uma importância significativa, contribuindo para a preservação da ordem pública, seja através da fiscalização, seja em ações que visem a melhoria do tráfego de nossas vias, sempre agindo quando interesses individuais tentam sobrepujar o direito coletivo ao trânsito seguro.

Corroborando, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT apresenta, em texto seu introdutório, declaração que muito bem coloca o Agente de Trânsito como corresponsável pela paz social. E mais ainda, a Constituição Federal, Lei Maior do Estado brasileiro, desde a Emenda Constitucional 82/14, elevou os agentes de trânsito a garantidores da segurança viária, entendida esta como parte integrante da segurança pública.

Coincidindo com a data da edição do atual Código de Trânsito Brasileiro, o qual hoje completa 26 anos de existência, o mesmo 23 de setembro foi escolhido para homenagear a categoria dos Agentes de Trânsito. A partir da Lei n o 12.821/2013, ficou definido o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.

Parabéns aos meus amigos e amigas Agentes de Trânsito espalhados por todo o Brasil, pelo profissionalismo, afinco e comprometimento com a segurança viária. Reconhecimento àqueles que não estão subjugados a interesses outros que não seja o público, que não se sujeitam aos desmandos políticos, mas têm suas ações pautadas na legalidade e no bem estar social.


Disponível em: https://www.portaldotransito,com,br/ noticias/fiscalizacao-e-legislacao/agente-de-transito/artigo-homenagem-ao-dia-nacional-dos-agentes-da-autoridade-de=transito/. Acesso em: 02 set. 2023. Adaptado.
O prefixo des, que indica negação ou reversão nos itens lexicais a que se junta, faz parte das seguintes palavras retiradas do texto:
Alternativas
Q3556996 Português
Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito


No dia 23 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.


Leia o texto de Kelber Fernandes.


Com uma nobre missão, não há como recuar, mesmo com as intempéries, avante, segue a enfrentar, seja o sol do Nordeste ou as enchentes no Sudeste, ainda que no Sul o frio muito aperte e a umidade do Norte muito se eleve, nada acovarda aquele que é a vanguarda.

O Agente de Trânsito atua a favor da preservação de vidas no trânsito, retirando condutores potencialmente perigosos de circulação, ou ainda, em ações preventivas, com a simples presença na via pública intencionando desestimular práticas infracionais. Ainda que todo o trabalho desenvolvido por esses profissionais tente ser deturpado por um pequeno grupo, que busca, tão somente, promover a desordem, a imagem dos Agentes de Trânsito não ficará obscura nem os serviços prestados serão desconstituídos.

Desde informações e orientações aos usuários do trânsito, passando pela garantia de igualdade na utilização do espaço público, os Agentes são a referência que o cidadão encontra durante seus deslocamentos. Muito além de fiscais, identificamos na figura do Agente de Trânsito um conjunto de competências voltadas à mobilidade urbana, sem deixar de refletir o papel de multiplicadores e influenciadores de boas práticas.


A verdade é que aqueles que adentram nessa área, em sua grande maioria, se identificam, laborando com muito prazer e satisfação.

O trânsito é cativante e coloca o agente como peça fundamental para o exercício do direito de ir e vir em condições seguras.

O cargo de Agente de Trânsito reveste-se de uma importância significativa, contribuindo para a preservação da ordem pública, seja através da fiscalização, seja em ações que visem a melhoria do tráfego de nossas vias, sempre agindo quando interesses individuais tentam sobrepujar o direito coletivo ao trânsito seguro.

Corroborando, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT apresenta, em texto seu introdutório, declaração que muito bem coloca o Agente de Trânsito como corresponsável pela paz social. E mais ainda, a Constituição Federal, Lei Maior do Estado brasileiro, desde a Emenda Constitucional 82/14, elevou os agentes de trânsito a garantidores da segurança viária, entendida esta como parte integrante da segurança pública.

Coincidindo com a data da edição do atual Código de Trânsito Brasileiro, o qual hoje completa 26 anos de existência, o mesmo 23 de setembro foi escolhido para homenagear a categoria dos Agentes de Trânsito. A partir da Lei n o 12.821/2013, ficou definido o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.

Parabéns aos meus amigos e amigas Agentes de Trânsito espalhados por todo o Brasil, pelo profissionalismo, afinco e comprometimento com a segurança viária. Reconhecimento àqueles que não estão subjugados a interesses outros que não seja o público, que não se sujeitam aos desmandos políticos, mas têm suas ações pautadas na legalidade e no bem estar social.


Disponível em: https://www.portaldotransito,com,br/ noticias/fiscalizacao-e-legislacao/agente-de-transito/artigo-homenagem-ao-dia-nacional-dos-agentes-da-autoridade-de=transito/. Acesso em: 02 set. 2023. Adaptado.
Todos os trechos a seguir contam com a presença do artigo definido “a”, exceto um. Aponte-o.
Alternativas
Q3556947 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 
“Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava.”

As palavras destacadas são RESPECTIVAMENTE:
Alternativas
Q3556946 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 
“Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação.”

Sobre os verbos grifados, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3556944 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 
“A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título.”

A relação de sentido estabelecida pela palavra destacada é de: 
Alternativas
Q3556756 Português

A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?


Por Ana Paula Bertolin



   Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.


   O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?


   Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.

  Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.


   Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.


   Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.


   Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.


  As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.


   Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."


   Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?


   O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.


   O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?



1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa. 

 


 Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.





Assinale a opção em que a preposição “para” pode ser substituída pela expressão “com o objetivo de”.
Alternativas
Q3556755 Português

A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?


Por Ana Paula Bertolin



   Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.


   O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?


   Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.

  Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.


   Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.


   Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.


   Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.


  As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.


   Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."


   Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?


   O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.


   O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?



1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa. 

 


 Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.





A palavra “onde”, classificada como pronome ou advérbio, de acordo com a gramática normativa da língua, deve estar relacionada a lugar. Entretanto, é comum, numa linguagem mais coloquial, a utilização dessa palavra para referir-se a elementos ou expressões com outros sentidos. Pode-se constatar essa utilização no seguinte trecho:
Alternativas
Q3556753 Português

A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?


Por Ana Paula Bertolin



   Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.


   O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?


   Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.

  Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.


   Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.


   Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.


   Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.


  As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.


   Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."


   Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?


   O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.


   O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?



1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa. 

 


 Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.





O prefixo “re-”, com o sentido de “novamente” ou “outra vez”, é um dos elementos que formam a palavra “reinventar”. Esse prefixo, com o mesmo sentido, em termos sincrônicos, também faz parte da palavra 
Alternativas
Q3556748 Português

A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?


Por Ana Paula Bertolin



   Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.


   O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?


   Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.

  Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.


   Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.


   Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.


   Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.


  As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.


   Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."


   Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?


   O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.


   O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?



1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa. 

 


 Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.





Assinale a opção em que todas as palavras sofreram o mesmo processo de formação.
Alternativas
Respostas
7801: C
7802: C
7803: D
7804: A
7805: C
7806: D
7807: D
7808: E
7809: B
7810: C
7811: C
7812: B
7813: D
7814: A
7815: E
7816: B
7817: B
7818: A
7819: E
7820: E