Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Foram encontradas 20.084 questões

Q3726206 Português
 Marque a alternativa que a palavra destacada NÃO é um adjetivo:
Alternativas
Q3724414 Português

Instrução: Leia o Texto para responder à questão.

 

Como a avaliação de leitura escancara desigualdade do Brasil

Média do país esconde um abismo: a elite não vai mal, enquanto os alunos pobres, que são a maioria, têm baixo nível de aprendizagem

Ernesto Martins Faria e Lecticia Maggi

27 de maio de 2023

 

O Brasil conseguiu média de 419 pontos no Pirls (Progress in International Reading Literacy Study), uma avaliação global de leitura, aplicada a alunos do 4° ano do Ensino Fundamental, e cujos resultados foram divulgados recentemente. Foi a estreia do país no exame, que ocorre a cada cinco anos, desde 2001, por iniciativa da IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement), uma cooperativa de instituições de pesquisa e acadêmicos. Na última edição, de 2021, foram avaliados 65 países ou regiões e o Brasil ficou nas últimas colocações, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.

No entanto, é importante relembrar que a média é, como o próprio nome diz, uma média da pontuação de todos os estudantes que compuseram a amostra. Isso evidentemente nos ajuda a conhecer a situação do país, mas não é suficiente para indicar quais são as ações mais urgentes. Uma análise mais aprofundada do Pirls, considerando os resultados por nível socioeconômico, chamado de NSE, dos estudantes, escancara a profunda desigualdade educacional brasileira: temos uma pequena elite (formada por 5% dos estudantes) que conseguiu 546 pontos. Esses alunos não ficam tão atrás do desempenho obtido por colegas de alto NSE de países como Espanha (550 pontos), França (553) e Portugal (555). Superam Geórgia (521) e a região da Bélgica de língua: francesa (531). Pode-se dizer, portanto, que são competitivos internacionalmente.

Já na outra ponta estão os alunos de baixo nível socioeconômico do Brasil: grupo formado por 64% dos estudantes, que obtiveram média de 390 pontos. Seus resultados são muito inferiores aos dos alunos de mesmo NSE de Espanha (488), França (462) e Portugal (488), por exemplo. Aqui, é necessária uma ponderação: ainda que o indicador de NSE busque fazer equivalência entre os estudantes dos diversos países participantes - considerando em seu cálculo as respostas dos pais ou responsáveis sobre os recursos presentes dentro de casa, e a escolaridade e profissão deles - sabe-se que não é uma medida perfeita. Os estudantes brasileiros pobres, muito provavelmente, têm desafios maiores que os estudantes de baixo nível socioeconômico de nações ricas.

No entanto, não há justificativa plausível para esse abismo. Como o próprio Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) traz em seu resumo executivo sobre o Pirls, a diferença na média dos estudantes brasileiros de alto e de baixo NSE foi de 156 pontos. Em nível internacional, a diferença entre esses grupos é de 86 pontos.

Os estudantes brasileiros pobres não conseguiram alcançar o nível mais baixo da escala: 400 pontos. Dessa forma, não é possível aferir o que eles são ou não capazes de fazer. É bastante provável que uma parcela relevante desses alunos, em especial aqueles que obtiveram menos de 340 pontos (25%), não tenha conseguido sequer ler a prova. Em outras nações, não há estudantes com menos de 300 pontos e pontuação inferior a 400 é um cenário de exceção.

As desigualdades raciais do Brasil também estão presentes nos resultados: estudantes autodeclarados brancos e amarelos alcançaram média de 457 pontos, enquanto estudantes pretos, pardos e indígenas, de 399. Há também diferenças por gênero: meninas obtiveram média de 431 pontos contra 408 dos meninos.

Além do nível socioeconômico e da cor/raça, o Pirls também aponta outros fatores relacionados aos resultados. Entre os fatores extraescolares, destacam-se a importância do suporte dos pais ou responsáveis e do hábito leitor deles. Estudantes cujos pais ou responsáveis costumavam ler, contar histórias ou cantar músicas para eles tiveram média de 518 pontos ante 418 daqueles que "nunca" ou "quase nunca" tiveram essas atividades em casa. Estudantes com pais que disseram "gostar muito" de ler conquistaram 526 pontos ante 479 daqueles com pais que "gostam pouco" ou "não gostam" de ler.

São apontados também fatores escolares com influência nos resultados, como a escassez de recursos relacionados à leitura, como livros. Nas escolas em que os diretores responderam que o ensino não foi afetado pela escassez de recursos (26% do total), a média dos estudantes foi de 481 pontos. Já nas unidades em que os diretores reportaram que "afetou de alguma maneira" (73%), a média foi de 398. Aqui surge uma questão importante: as escolas precisam compensar as desigualdades socioeconômicas de seus estudantes, porém, elas não têm conseguido isso. As unidades com maior escassez de recursos são aquelas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico, justamente as que mais dependem de um currículo e de um sistema de avaliação público exigentes. Por isso, a importância de se rever o atual Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) para que cubra habilidades mais complexas dos estudantes.

O que o Pirls revela é que a aprendizagem em leitura na idade adequada é para poucos no Brasil. E esses poucos têm um perfil bem definido: alto nível socioeconômico, brancos, com pais com hábito leitor e inseridos em um sistema que garante os recursos necessários para oportunizar a leitura. Alunos que estão, em sua maioria, em escolas privadas de elite (já que também há baixa qualidade em escolas particulares). É um grupo seleto e privilegiado com suporte dentro e fora da escola, enquanto a maior parte dos estudantes não conseguem ter boas oportunidades educacionais.

O que devemos fazer como sociedade é nos incomodarmos com esses resultados e refletirmos sobre nossos currículos, avaliações, programas de formação de professores e materiais didáticos. Olharmos para o que outros países fazem (e como fazem). E, mais do que tudo, não aceitar que a educação favoreça os já favorecidos. A educação precisa ser um mecanismo efetivo de combate às desigualdades sociais.

 

Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2023/05/27/Como-a-avalia%C3%A7%C3%A3o-de-leitura-escancara-desigualdade-do-Brasil>. Acesso em: 24 de maio de 2023.

Leia o trecho a seguir:
"É um grupo seleto(1) e privilegiado(2) com suporte dentro e fora da escola, enquanto a maior parte dos estudantes não conseguem ter boas(3) oportunidades(4) educacionais."
Todos os termos destacados e numerados são adjetivos, EXCETO o de número:
Alternativas
Q3720767 Português
Leia a notícia a seguir:

Captura_de tela 2025-11-12 170851.png (263×335)

Assinale a única alternativa que não apresenta um erro de português:
Alternativas
Q3720766 Português
Leia o texto a seguir para responder à questtão:

ALÉM DA POSSE

    Não há dúvidas de que foi histórica a posse do presidente Lula. Com a ausência do Jair, ele reuniu os representantes da sociedade civil Aline Sousa, o cacique Raoni, Weslley Rocha, Murilo Jesus, Jucimara dos Santos, Ivan Baron, Flávio Pereira, Francisco, de 10 anos, além da cachorrinha Resistência, na passagem da faixa presidencial. Tudo isso em uma semana densa que juntou não apenas notícias que vinham de Brasília, mas também o triste adeus ao rei Pelé.
    Sob o sol escaldante, acompanhei de pertinho um pouco das cerimônias que marcaram o retorno de Lula para um terceiro mandato, e também a posse de alguns dos ministros.
  Recomendo a experiência pelo menos uma vez na vida, seja qual for sua convicção política. Acompanhar de perto e observar os formatos, as falas e os públicos de cada cerimônia de posse... Isso já diz muito do direcionamento que dá base a cada um. E certamente o desenrolar das práticas ao longo do tempo, para além dos discursos, dirá muito mais. Vivendo isso, pensei sobre como podemos abrir caminhos para fazer valer o legado do rei Pelé, deixando brilhar mais reis e rainhas, no plural.
     Me emocionei ao ver a ministra Margareth Menezes e a cultura tomando posse. Ou, ainda, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, em seu discurso sobre não esquecer os esquecidos, destacando que todos “existem e são valiosos”. Fiz questão de cumprimentar os ministros, desejando sorte, e também cobrando para que aquela representatividade, tão bonita na foto da histórica posse de Lula, não seja apenas limitada àquele momento.
    Que vá para além das pastas de Direitos Humanos, da Igualdade Racial ou dos Povos Originários. São conquistas, e já nascem mais representativas de setores da sociedade geralmente sub-representados. Mas queremos mais.
   Queremos que a representatividade seja escalada intencionalmente para os demais cargos de confiança que apoiam as tomadas de decisão que movimentam o país. Na fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destaco a importante promessa em reduzir o peso tributário das famílias de baixa renda. Vamos acompanhar de perto seu quadro de secretários e assessores majoritariamente composto por homens e brancos com apenas duas representantes mulheres, sendo uma negra: Fernanda Santiago, assessora especial de Assuntos Jurídicos.
     Temos muitas conquistas a ser celebradas, como o número recorde, mesmo ainda sem paridade, de ministras e presidentes de bancos estatais mulheres. Mas o quadro esmagadoramente masculino e branco ainda se repete para a maioria dos outros ministérios e cargos de confiança.
     E “passam a boiada” do privilégio branco sob a cartada da competência em primeiro lugar, mas que sabidamente têm um viés de indicação e manutenção de pessoas brancas, heterossexuais, cisgêneros e sem deficiência, parecidas com as que majoritariamente já estão lá.
     Como já dizia Gal Costa, é preciso estar “atento e forte”, cobrando mudanças concretas. Uma delas, boa e necessária, seria a alteração do decreto da lei 10829/2021, incluindo reserva de 30% de vagas para negras e negros em cargos de comissão e funções de confiança em todos os níveis, com equidade de gênero. Não esquecer dos esquecidos não deve ser uma pauta apenas dos Direitos Humanos, mas de todas as partes de um novo governo que se propõe a cuidar de todas as pessoas.

(Luana Génot. Revista Ela. O Globo, 8/01/23, p. 23) 
Releia: “Sob o sol escaldante, acompanhei de pertinho um pouco das cerimônias que marcaram o retorno de Lula para um terceiro mandato...”.

Indique o processo de formação da palavra “retorno”, destacada no fragmento acima: 
Alternativas
Q3715842 Português
Leia o trecho da letra de “Morena de Angola”, canção composta por Chico Buarque, para responder a esta questão. Observe também as sílabas grifadas.

“Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho/será que desperta gingando e já vai chocalhando pro trabalho”.

Esse trecho da canção apresenta uma figura de linguagem chamada:
Alternativas
Q3714823 Português
Leia o poema a seguir:

O ASTRONAUTA
Subiu ao cosmos. Flutua
no espaço infinito, a esmo.
É um herói. Conhece a Lua
bem melhor do que a si mesmo.
Pobre astronauta. Subiste
e trouxeste a negação:
- “Não vi Deus”. E Deus existe
no teu próprio coração.
(Cid Franco) 

O substantivo “astronauta” utilizado no poema classifica-se como  
Alternativas
Q3714816 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

OS DOIS CAÇADORES

     Estavam os dois caçadores bem no centro da África, quando, por trás de uma colina, de dentro de uma gruta, da escuridão de uma mata, do seio de uma grota, surgiu um tigre de dentes de sabre. Disse um dos caçadores:
     - Um animal pré-histórico! O mais terrível e o mais precioso dos animais pré-históricos! Que vamos fazer?
     - Vamos fazer o seguinte – sugeriu o outro caçador, preparando-se para correr. - Você fica aqui e aguenta o bicho, que eu vou espalhar a notícia pela África inteira!

(Millôr Fernandes) 
Ao longo do texto, foram utilizados os seguintes adjetivos para caracterizar o tigre, exceto: 
Alternativas
Q3714535 Português

Com relação ao plural de substantivos compostos todas as opções abaixo estão corretas, exceto: 

Alternativas
Q3714405 Português

Q20.png (360×253)

(Fonte: http://revistaverde.net.br/site/vernoticia/88/dia-dos-namorados/)


Em relação à charge acima, é INCORRETO afirmar que

Alternativas
Q3713870 Português
O encontro

Ela o encontrou pensativo em frente aos vinhos importados. Quis virar, mas era tarde, o carrinho dela parou junto ao pé dele. Ele a encarou, primeiro sem expressão, depois com surpresa, depois com embaraço, e no fim os dois sorriram. Tinham estado casados seis anos e separados, um, e aquela era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Sorriram, e ele falou antes dela; quase falaram ao mesmo tempo.

― Você está morando por aqui?

― Na casa do papai.

Na casa do papai! Ele sacudiu a cabeça, fingiu que arrumava alguma coisa dentro do seu carrinho ― enlatados, bolachas, muitas garrafas ― tudo para ela não ver que ele estava muito emocionado. Soubera da morte do ex-sogro, mas não se animara a ir ao enterro. Fora logo depois da separação, ele não tivera coragem de ir dar condolências formais à mulher que, uma semana antes, ele chamara de vaca. Como era mesmo que ele tinha dito? “Tu és uma vaca sem coração!” Ela não tinha nada de vaca, era uma mulher esbelta, mas não lhe ocorrera outro insulto. Fora a última palavra que ele lhe dissera. E ela lhe chamara de farsante. Achou melhor não perguntar pela mãe dela.

― E você? ― perguntou ela, ainda sorrindo. Continuava bonita…

― Tenho um apartamento aqui perto.

Fizera bem em não ir ao enterro do velho. Melhor que o primeiro reencontro fosse assim, informal, num supermercado, à noite. O que é que ela estaria fazendo ali àquela hora?

― Você sempre faz compras de madrugada?

Meu Deus, pensou, será que ela vai tomar a pergunta como ironia?

Esse tinha sido um dos problemas do casamento, ele nunca sabia como ela ia interpretar o que ele dizia. Por isso, ele a chamara de vaca, no fim. Vaca não deixava dúvidas de que ele a desprezava. 

― Não, não. É que estou com uns amigos lá em casa, resolvemos fazer alguma coisa para comer e não tinha nada em casa.

― Curioso, eu também tenho gente lá em casa e vim comprar bebidas, patê, essas coisas.

― Gozado.

Ela dissera uns amigos. Seria alguém do seu tempo? A velha turma? Ele nunca mais vira os antigos amigos do casal. Ela sempre fora mais social do que ele. Quem sabe era um amigo? Ela era uma mulher bonita, esbelta, claro que podia ter namorados, a vaca. E ela estava pensando: ele odiava festas, odiava ter gente em casa. Programa, para ele, era ir para casa do papai jogar buraco. Agora tem amigos em casa. Ou será uma amiga? Afinal, ele ainda era moço… Deixara a amiga no apartamento e viera fazer compras. E comprava vinhos importados, o farsante. Ele pensou: ela não sente minha falta. Tem a casa cheia de amigos. E na certa viu que eu fiquei engasgado ao vê-la, pensa que eu sinto falta dela. Mas não vai ter essa satisfação, não senhora.

― Meu estoque de bebidas não dura muito. Tem sempre gente lá em casa ― disse ele.

― Lá em casa também é uma festa atrás da outra.

― Você sempre gostou de festas.

― E você, não.

― A gente muda, né? Muda de hábitos…

― Tou vendo.

― Você não me reconheceria se viesse viver comigo outra vez.

Ela, ainda sorrindo:

― Que Deus me livre.

Os dois riram. Era um encontro informal. Durante seis anos, tinham se amado muito. Não podiam viver um sem o outro. Os amigos diziam: Esses dois, se um morrer, o outro se suicida. Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles. Eles se amavam mas não se entendiam. Era como se o amor fosse mais forte, porque substituía o entendimento, tinha função acumulada. Ela interpretava o que ele dizia, ele não queria dizer nada. Passaram juntos pela caixa, ele não ofereceu para pagar, afinal era com a pensão que ele lhe pagava que ela dava festas para uns amigos. Ele pensou em perguntar pela mãe dela, ela pensou em perguntar se ele estava bem, se aquele problema do ácido úrico não voltara, começaram os dois a falar ao mesmo tempo, riram, depois se despediram sem dizer mais nada. Quando ela chegou em casa ainda ouviu a mãe resmungar, da cama, que ela precisava acabar com aquela história de fazer as compras de madrugada, que ela precisava ter amigos, fazer alguma coisa, em vez de ficar lamentando o marido perdido. Ela não disse nada. Guardou as compras antes de ir dormir. Quando ele chegou no apartamento, abriu uma lata de patê, o pacote de bolachas, abriu o vinho português, ficou bebendo e comendo sozinho, até ter sono e aí foi dormir. Aquele farsante, pensou ela, antes de dormir. Aquela vaca, pensou ele, antes de dormir.

Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Considere a seguinte sentença, retirada do texto: “Aquele farsante, pensou ela, antes de dormir.” Em relação às categorias gramaticais, as palavras “farsante”, “ela”, “antes” e “de” são, respectivamente:
Alternativas
Q3713751 Português
Qual o idioma mais antigo já registrado?

Apesar de sua importância histórica, este idioma não chegou a ser usado fora do território em que se originou.

Os idiomas são uma ponte de comunicação entre diferentes povos, culturas e países. E embora o inglês seja o idioma mais usado no mundo atualmente, atingindo um número estimado de 1,27 bilhão de falantes, ele não é o mais antigo que se tem registro.


Qual o idioma mais antigo?

O idioma sumério surgiu no Oriente Médio aproximadamente por volta de 3.100 a.C. no sul da Mesopotâmia (atual Iraque, Turquia e Síria), de acordo com a Encyclopædia Britannica, plataforma de dados voltada para a educação do Reino Unido. No entanto, por volta de 2.000 a.C., esse idioma foi substituído na oralidade pelo semítico acadiano, sendo que a sua forma escrita continuou sendo usada por mais alguns anos. Ainda que tenha sido de grande importância e influência no desenvolvimento da Mesopotâmia e de outras civilizações antigas, o sumério nunca conseguiu se expandir para outros territórios, acrescenta a Britannica.


A história do sumério

O sumério pode ser dividido em quatro categorias: sumério arcaico, sumério antigo/clássico, novo sumério e pós-sumério. A primeira denominação abrange o período de 3.100 a.C., quando surgiram os registros iniciais do sumério, até cerca de 2.500 a.C. Sua compreensão ainda é complexa devido às dificuldades de leitura e interpretação, diz a Britannica. O sumério antigo ou sumério clássico abrange o período de 2.500 a 2.300 a.C., sendo usado pelos primeiros governantes de Lagash (uma importante cidade da antiga Suméria) em seus textos comerciais, jurídicos e administrativos, bem como em cartas particulares ou oficiais. Em relação ao período histórico do novo sumério, a Britannica menciona que ele chegou ao fim por volta de 2.000 a.C. No período da Antiga Babilônia, os sumérios perderam sua identidade política e o idioma foi gradualmente desaparecendo, mas a escrita continuou até o fim do uso da escrita cuneiforme (produzida com o auxílio de objetos em formato de cunha). Deu-se o nome de “pós-sumério” a essa última fase do idioma.

National Geographic - História e cultura. Disponível em:
<https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023
/08/qual-o-idioma-mais-antigo-ja-registrado>
Considere as seguintes palavras, que ocorrem no texto:
I. oralidade; II. gradualmente; III. cuneiforme.
As palavras dadas apresentam marcas que indicam diferentes processos de formação. Aquela(s) que apresenta(m) marca(s) característica(s) apenas do processo de derivação é (são):
Alternativas
Q3713749 Português
Qual o idioma mais antigo já registrado?

Apesar de sua importância histórica, este idioma não chegou a ser usado fora do território em que se originou.

Os idiomas são uma ponte de comunicação entre diferentes povos, culturas e países. E embora o inglês seja o idioma mais usado no mundo atualmente, atingindo um número estimado de 1,27 bilhão de falantes, ele não é o mais antigo que se tem registro.


Qual o idioma mais antigo?

O idioma sumério surgiu no Oriente Médio aproximadamente por volta de 3.100 a.C. no sul da Mesopotâmia (atual Iraque, Turquia e Síria), de acordo com a Encyclopædia Britannica, plataforma de dados voltada para a educação do Reino Unido. No entanto, por volta de 2.000 a.C., esse idioma foi substituído na oralidade pelo semítico acadiano, sendo que a sua forma escrita continuou sendo usada por mais alguns anos. Ainda que tenha sido de grande importância e influência no desenvolvimento da Mesopotâmia e de outras civilizações antigas, o sumério nunca conseguiu se expandir para outros territórios, acrescenta a Britannica.


A história do sumério

O sumério pode ser dividido em quatro categorias: sumério arcaico, sumério antigo/clássico, novo sumério e pós-sumério. A primeira denominação abrange o período de 3.100 a.C., quando surgiram os registros iniciais do sumério, até cerca de 2.500 a.C. Sua compreensão ainda é complexa devido às dificuldades de leitura e interpretação, diz a Britannica. O sumério antigo ou sumério clássico abrange o período de 2.500 a 2.300 a.C., sendo usado pelos primeiros governantes de Lagash (uma importante cidade da antiga Suméria) em seus textos comerciais, jurídicos e administrativos, bem como em cartas particulares ou oficiais. Em relação ao período histórico do novo sumério, a Britannica menciona que ele chegou ao fim por volta de 2.000 a.C. No período da Antiga Babilônia, os sumérios perderam sua identidade política e o idioma foi gradualmente desaparecendo, mas a escrita continuou até o fim do uso da escrita cuneiforme (produzida com o auxílio de objetos em formato de cunha). Deu-se o nome de “pós-sumério” a essa última fase do idioma.

National Geographic - História e cultura. Disponível em:
<https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023
/08/qual-o-idioma-mais-antigo-ja-registrado>
Considere a seguinte sentença, retirada do texto: “Apesar de sua importância histórica, este idioma não chegou a ser usado fora do território em que se originou.” Em relação às categorias gramaticais, as palavras “apesar”, “sua”, “este”, “território” e “em” são, respectivamente:
Alternativas
Q3713360 Português
A VIDA É COMO A DENGUE


Renato Essenfelder


    Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes.

Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.

    (...)

    Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google, digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um exame particular, já que os planos de saúde já não cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem para todas as coisas de que não precisamos.

    Paguei para ver.

    Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que isso, aos meus dias - se desfazia.

    Não era dengue, era a vida.

     Aquela doença que me andava deprimindo, exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite engolfou meu corpo na cama como um oceano de algodão - era a vida. 

    Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a coluna, quando alguém próximo morre.

    A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que notada.

    A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar-se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro, às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe média, escritor fatigado de 34 anos.

    Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16 relatórios para esta semana.

    A vida é como a dengue.


(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)
Analise atentamente os termos destacados no trecho abaixo, transcrito do texto, e assinale a afirmativa INCORRETA.

"Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde.
Alternativas
Q3713331 Português
FUGA DO CÃO


Juliano Martinz


    Era uma perseguição implacável. Injusta, poderia dizer. Afinal, como duas pernas podem competir contra quatro?

    Enquanto corria tanto quanto podia, percebia em assustadores relances que o cachorro ia alcançá-lo.

    Podia ouvir os sons guturais que provinham das entranhas do quadrúpede sedento de sangue.

     Neste momento, ao perceber o fôlego lhe faltando, Jonas se arrependeu. Maldita hora que decidira entrar pelo portão deixado aberto pelo vizinho para pegar algumas frutas. Seus pais não lhe haviam ensinado tão incisivamente que pegar bens alheios é roubo?

    Malditas laranjas suculentas, pensou! Tarde demais para lamentos. Entrara no quintal do vizinho sem autorização, despertara o cão raivoso e agora fugia do facínora.

    Em certo momento, nem sentia as pernas eram tão rápidas que dispensavam qualquer coordenação. Jamais imaginaria ser capaz de correr tanto assim.

    Tanto correu que, de repente, descobriu-se em outro bairro. Parou, resfolegando como um cavalo. Olhou para trás e descobriu que o cachorro desaparecera.

    Deu um grito de alegria ao perceber que fora mais rápido do que o cão. Quem poderia imaginar? Enfim, duas pernas venceram quatro! O feito renderia muitas histórias entre os amigos.

     E isto sem contar o fato de que o susto servira para lhe ensinar uma importante lição: da próxima vez, ouviria os pais e a voz da consciência.

    Foi quando um quintal alheio lhe chamou a atenção. Ao lado da casa, Jonas se deparou com uma cintilante árvore carregada de malditas laranjas suculentas!


(Fonte: https://corrosiva.com.br/cronicas/fuga-do-cao/)
Analise a grafia das palavras apresentadas à direita, da mesma família das palavras à esquerda, transcritas do texto. A seguir, assinale a alternativa que apresenta o número de palavras à direita escritas INCORRETAMENTE. 

injusta / injustiça
competir / competissão
percebia / percepsão
sangue / sanguinário
lamentos / lamentação
capaz / capascidade
imaginar / imaginação
consciência / conscientização
Alternativas
Q3713310 Português
O CASO DO ESPELHO

Ricardo Azevedo

        Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:

        - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?

        - Isso é um espelho - explicou o dono da loja.

        - Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

        Os olhos do homem ficaram molhados.

        - O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.

        O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

        - É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

        O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. (...)

(Fonte: http://amigadapedagogia.blogspot.com/2010/05/trabalhando-comtextos-em-sala-de-aula.html)

"Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora."


A palavra destacada no trecho acima pode ser substituída CORRETAMENTE por

Alternativas
Q3713309 Português
O CASO DO ESPELHO

Ricardo Azevedo

        Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:

        - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?

        - Isso é um espelho - explicou o dono da loja.

        - Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

        Os olhos do homem ficaram molhados.

        - O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.

        O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

        - É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

        O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. (...)

(Fonte: http://amigadapedagogia.blogspot.com/2010/05/trabalhando-comtextos-em-sala-de-aula.html)

Analise o emprego das palavras destacadas abaixo, nos dois trechos do texto: 

"Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai".

"Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira."

Em relação às palavras destacadas, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q3712877 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).

    Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.

    Depoimentos demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.

    Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relatos de portadores de TEA.

    Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso. (...)



(Justa Helena Franco. Editorial. Revista RADIS, nº 239, ago. 2022, texto adaptado)

A seguir foram relacionados trechos retirados do texto. Assinale a alternativa em que a palavra destacada denota um estado emocional momentâneo da enunciadora:  
Alternativas
Q3712875 Português

O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder às questões 4 e 5:


POEMA



Escrevo o que não germinará nesta terra.

A terra que pertence ao meu povo e a mim,

onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.

Volto com eles à terra que amo e,

sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,

como o vento da primavera que ressoa

com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.

Morte, medo e ódio.

Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,

não há narcisos ao redor da escola.

Em breve, as escolas podem nem mais existir.

Busco força para pensar uma nova realidade,

mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.

As imagens fluem como areia e tudo volta

para a guerra.

Sobre o que estou escrevendo?

Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.

Poderei viver em paz?  

Os textos são complexas redes, tecidas de significantes e significados. Considerando o texto acima, analise as afirmações a seguir:



I - No primeiro verso “Escrevo o que não germinará nesta terra”, a palavra destacada é um artigo definido.


II - O pronome “onde”, em suas duas ocorrências no terceiro verso, retoma anaforicamente o substantivo “terra”.


III - A oração subordinada adverbial temporal “Quando há guerra...” é acompanhada por duas orações principais.


IV - Em “Volto com eles à terra que amo...”, o emprego da crase é facultativo.



Está certo o que se afirma em:  

Alternativas
Respostas
7301: C
7302: D
7303: D
7304: D
7305: A
7306: C
7307: C
7308: C
7309: D
7310: B
7311: D
7312: A
7313: D
7314: A
7315: A
7316: B
7317: E
7318: B
7319: C
7320: B