Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
CANÇÃO NA PLENITUDE
(1º§) Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente, e a pele translúcida se machucou, há muito.
(2º§) Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins. (Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
(3º§) O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos.
(4º§) A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria, busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada.
(5º§) Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado.
(6º§) Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços, mas o sonho interminável das sereias.
(Lya Luft é escritora e poetisa.) − (jornaldepoesia.jor.br/lyaluft.html) − (Acesso 03.10.2023) − (Adaptado)
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Em O choro da aranha etc., Sérgio Medeiros lança um olhar atento para o que há de minimal à nossa volta, revelando, em versos claros e lúdicos, o que há de surpreendente nas pequenas coisas aparentemente óbvias e sem importância: aranhas que choram, flores, vegetais e minerais, sombras e resíduos figuram nestas páginas em que se dissolvem as fronteiras entre vida e poesia – fundindo cidade e selva, natureza e urbe, aldeia indígena e bairro. A liberdade no uso da linguagem marca estes poemas, num movimento vibrante e renovador da própria poesia.
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DICIONÁRIOS E A RIQUEZA DO LÉXICO
(1º§) Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico – a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não são como os outros livros, que contam a mesma estopada do princípio ao fim. Meu trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento.
(2º§) E esse meu vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor. Mas entendo que gosto de me apropriar do léxico de minha língua pátria. Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época, significava riqueza vocabular.
(3º§) Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e inocentes o grande estilista Coelho Netto; grande infanticida, isto é o que ele foi.
(4º§) Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Ruy Barbosa. O seu fraco, ou seu forte, eram os sinônimos.
(5º§) Recordo certa página em que ele esbanjou seus haveres com as pobres mulheres da vida, chamando-as de todos os nomes, menos um.
(6º§) Há palavras que ninguém emprega. Apenas se encontram nos dicionários como velhas caducas num asilo. Às vezes uma que outra vem luzir-se desdentadamente, em público, nalguma oração de paraninfo. Pobres velhinhas... Pobre velhinho!
(QUINTANA, Mário. Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1983. p.176) – (Adaptado)
DICIONÁRIOS E A RIQUEZA DO LÉXICO
(1º§) Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico – a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não são como os outros livros, que contam a mesma estopada do princípio ao fim. Meu trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento.
(2º§) E esse meu vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor. Mas entendo que gosto de me apropriar do léxico de minha língua pátria. Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época, significava riqueza vocabular.
(3º§) Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e inocentes o grande estilista Coelho Netto; grande infanticida, isto é o que ele foi.
(4º§) Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Ruy Barbosa. O seu fraco, ou seu forte, eram os sinônimos.
(5º§) Recordo certa página em que ele esbanjou seus haveres com as pobres mulheres da vida, chamando-as de todos os nomes, menos um.
(6º§) Há palavras que ninguém emprega. Apenas se encontram nos dicionários como velhas caducas num asilo. Às vezes uma que outra vem luzir-se desdentadamente, em público, nalguma oração de paraninfo. Pobres velhinhas... Pobre velhinho!
(QUINTANA, Mário. Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1983. p.176) – (Adaptado)
DICIONÁRIOS E A RIQUEZA DO LÉXICO
(1º§) Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico – a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não são como os outros livros, que contam a mesma estopada do princípio ao fim. Meu trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento.
(2º§) E esse meu vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor. Mas entendo que gosto de me apropriar do léxico de minha língua pátria. Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época, significava riqueza vocabular.
(3º§) Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e inocentes o grande estilista Coelho Netto; grande infanticida, isto é o que ele foi.
(4º§) Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Ruy Barbosa. O seu fraco, ou seu forte, eram os sinônimos.
(5º§) Recordo certa página em que ele esbanjou seus haveres com as pobres mulheres da vida, chamando-as de todos os nomes, menos um.
(6º§) Há palavras que ninguém emprega. Apenas se encontram nos dicionários como velhas caducas num asilo. Às vezes uma que outra vem luzir-se desdentadamente, em público, nalguma oração de paraninfo. Pobres velhinhas... Pobre velhinho!
(QUINTANA, Mário. Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1983. p.176) – (Adaptado)
Marque o que não se comprova na frase nominal que dá título ao texto, escrita a seguir:
“Dicionários e a riqueza do léxico”
“O rádio (aparelho receptor) caiu e quebrou."
“A rádio (estação emissora) noticiou o acidente."
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos períodos seguintes:
- “Ontem, a polícia prendeu ________ cabeça da quadrilha”.
- “Essa prática vai contra ______ moral do povo brasileiro”.
-“O time perdeu, mas o técnico conseguiu elevar novamente ________ moral dos jogadores”.
- “Joana comprou gramas de farinha para fazer o bolo”.
Assinale a opção que contenha apenas preposição.
I.A oração que dá título ao texto é simples e sintetiza o foco temático textual.
II.Entre os componentes linguísticos da frase nominal: "Os meios de comunicação e a informação", temos exemplo de concordância nominal no masculino plural e no feminino singular; uma preposição essencial imposta pela regência nominal e dois substantivos polissílabos oxítonos.
III.No primeiro período do (1º§), há elementos que situam o leitor cronologicamente; o uso da crase é imposto pela regência nominal.
IV.O núcleo do sujeito da oração: "A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões" − é representado por um substantivo polissílabo proparoxítono; o núcleo do objeto direto é representado por substantivos ligados por conjunção coordenativa aditiva.
V.O termo trissílabo proparoxítono do trecho: "com o tímido aparecimento da televisão no Brasil" representa o vício de linguagem denominado barbarismo por silabada.
VI.A colocação do pronome "Isso" do trecho: "Isso significava utilizar os meios de comunicação" − exemplifica uma próclise.
Marque a alternativa com a opção de assertivas corretas.
I.No trecho: "As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia ..." - temos, respectivamente: preposição essencial imposta pela regência nominal; exemplo de pronome oblíquo em posição de próclise; uma conjunção subordinativa integrante.
II.A estrutura da frase interrogativa: "E nós, onde estamos?" - permite entender que a voz do texto, juntamente com alguém, está numa posição parada, sem movimento.
III.No período: "Um deles, meu conhecido , cujo hobby é tocar piano " − as vírgulas separam expressão com função sintática de aposto; o substantivo trissílabo paroxítono "piano" exerce função sintática de objeto direto.
IV.A expressão: "sem incomodar vizinhos" − tem o mesmo sentido contextual de: "sem que os vizinhos sejam incomodados".
Marque a alternativa com a opção CORRETA: