Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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I - atuais (no primeiro parágrafo): substantivo
II - aponta (no segundo parágrafo): verbo
III - incertas (no terceiro parágrafo): adjetivo
IV - séculos (no quarto parágrafo): pronome
V - soma (no quinto parágrafo): substantivo
I. Prefixos e sufixos recebem o nome de afixos; são prefixos os afixos que se pospõem ao radical, e sufixos os que se lhes antepõem.
II. Tema é o radical acrescido da vogal temática e que constitui a parte da palavra pronta para funcionar no discurso e para receber a desinência ou sufixo.
III. As desinências nos nomes e em certos pronomes marcam as flexões de gênero e número; nos verbos: número, pessoa, tempo e modo.
Quais estão corretas?
( ) Na voz passiva, o particípio concorda em gênero e número com o sujeito, como os adjetivos.
( ) Quando o núcleo do sujeito é um coletivo numérico, pode-se, em geral, efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha.
( ) Referindo-se a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, o particípio concordará no masculino plural.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A complicada arte de ver
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver”.
William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
(ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo. Em: 26/10/2004. Adaptado.)
Estudo da Universidade de Galway confirma que pessoas se sentem mais cansadas após videoconferências
Texto 2
RJ: ALDEIAS INDÍGENAS MANTÊM COMUNICAÇÃO PELO IDIOMA GUARANI EM MARICÁ
Escolas indígenas contam com ensino bilíngue Português-Guarani
Fabiana Sampaio

Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/cultura/audio/2021-08/rj-aldeias-indigenas-mantem-comunicacao-pelo-idioma-guarani-em-marica. Fragmento.
Acesso em: 11 mar. 2024.
Texto 1
REVOLTAS Quilombo de Maricá

Richard Enbel, graduando no curso de História da UFF e
pesquisador do projeto “Um Rio de Revoltas” – FAPERJ –
CNE/2018-2021). Adaptado. Disponível em
https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revolta/quilombode-marica/. Acesso em: 11 mar. 2024.
Outro estudo já mostra como o colágeno pode reduzir o sobrepeso em adultos. Foram acompanhados 90 voluntários por 12 semanas, consumindo 2,0 g de colágeno diariamente, ou placebo. A avaliação da gordura foi feita por DEXA corporal, e o índice de massa corpórea inicial era em média 25.6. No final do estudo, os participantes que tomavam o colágeno haviam perdido duas vezes mais gordura corporal do que o grupo controle.
O colágeno contém arginina em grandes quantidades. Esse aminoácido induz a formação do óxido nítrico, que dilata os vasos sanguíneos e aumenta o aporte de nutrientes e oxigênio aos músculos durante o exercício. Além disso, a arginina pode aumentar a força física e ajudar na recuperação pós treino.
Ajuda também na redução da dor articular
Estanca perda óssea
Aumenta massa muscular
Outro estudo já mostra como o colágeno pode reduzir o sobrepeso em adultos. Foram acompanhados 90 voluntários por 12 semanas, consumindo 2,0 g de colágeno diariamente, ou placebo. A avaliação da gordura foi feita por DEXA corporal, e o índice de massa corpórea inicial era em média 25.6. No final do estudo, os participantes que tomavam o colágeno haviam perdido duas vezes mais gordura corporal do que o grupo controle.
O colágeno contém arginina em grandes quantidades. Esse aminoácido induz a formação do óxido nítrico, que dilata os vasos sanguíneos e aumenta o aporte de nutrientes e oxigênio aos músculos durante o exercício. Além disso, a arginina pode aumentar a força física e ajudar na recuperação pós treino.
Ajuda também na redução da dor articular
Estanca perda óssea
Aumenta massa muscular
TEXTO 3
OBSERVAÇÕES DE UM USUÁRIO






RIBEIRO, João Ubaldo. In: O Globo, 1º. Caderno, Opinião, 29
maio 2011 – p. 7 (texto editado)
TEXTO 3
OBSERVAÇÕES DE UM USUÁRIO






RIBEIRO, João Ubaldo. In: O Globo, 1º. Caderno, Opinião, 29
maio 2011 – p. 7 (texto editado)
TEXTO 2
OS BENEFÍCIOS INCRÍVEIS DO TRABALHO REMOTO E POR QUE VEIO PARA FICAR





Disponível em: https://dailyuptea.com/os-beneficios-incriveis-dotrabalho-remoto-e-por-que-veio-paraficar/?pixel=0&vid=efKrZFovCALFFs1HfTutV8uz7Px.
Acesso em: 9 out. 2022.
( ) O feminino de “compadre” é “compadra”.
( ) O feminino de “ator” é “atriz” .
( ) O feminino de “bode” é “cabra”.
O pior surdo é o que não quer ouvir
O cego chega no cruzamento e chove gente querendo ajudar. O surdo manda um “quê?” no caixa e recebe um urro na orelha: “CRÉDITO OU DÉBITO?!”. Por alguma razão, acham que o surdo é um preguiçoso, um desleixado que não fez o esforço suficiente para escutar o que foi dito. É mais ou menos como os gordos eram vistos tempos atrás, antes da luta identitária incluí-los em seu cabedal.
Os surdos devem ter vacilado em algum momento. Perderam, talvez, o prazo de inscrição para a inclusão nos protocolos do politicamente correto, perdendo, assim, o bonde da história. Eis aqui uma frase que você nunca ouvirá — e não por ter qualquer problema no ouvido: “Nossa equipe é super diversa, veja só, temos aqui negros, indígenas, mulheres, trans e um deficiente auditivo”.
Antes que me acusem de não ter lugar de fala, aviso: eu padeço de problema nos ouvidos. O que não tenho é lugar de escuta, prejudicada pela otospongiose, doença que acomete cerca de 10% da população mundial. Dentro do ouvido temos três ossinhos: martelo, estribo e bigorna. Por causas desconhecidas, em algumas pessoas esses ossinhos vão ficando esponjosos, e o que deveria fazer um tic-tac ao vibrar dos tímpanos passa a soar abafado como um poc-poc. Não tem cura, mas costuma ser um processo bem lento. Segundo meu otorrino, no ritmo da minha perda, quando eu ficar totalmente surdo, já estarei morto há décadas.
A perda, contudo, incomoda, e como não pretendo passar meus dias restantes sobre a Terra sob berros de “CRÉDITO OU DÉBITO?!” ou “ABAIXA A TV!” ou “PODE VER IPAD, PAPAI?!”, comecei a usar aparelhos. É curioso quanta gente eu descobri, depois que comecei a tocar no assunto, que também precisa usar aparelhos auditivos. Mais curioso ainda é a maioria avassaladora destas pessoas não os usar. Talvez porque associemos o uso dessas traquitanas à velhice — assim como a ela associamos a palavra “traquitana”. Acontece que cabelos brancos, calvície, rugas e pelancas também são sinais da passagem dos anos e as pessoas não costumam ter muito pudor em relação à tintura, implantes, plásticas, botox ou silicone.
Sem falar nos óculos. Ninguém deixa de usar quando surge a “vista cansada”. Conheço uma única pessoa, contudo, que aderiu aos aparelhos auditivos. Lanço aqui, portanto, uma campanha:
#APARELHAMENTO #ESCUTAESSA #VALEOOUVIDO #APARELHAGEM #NÃOOLVIDEOOUVIDO
Não me engajo na causa só por me preocupar com a saúde e a segurança dos meus amigos — a perda de audição causa depressão, degeneração neurológica; deficientes auditivos que usam aparelho vivem, em média, três anos mais do que os que não o usam. Lanço a campanha, também, porque não quero ser o único na praça com um araminho — discretíssimo, diga-se de passagem — entrando pelo ouvido. Já fui “quatro olhos”, pretendo evitar o “quatro ouvidos”.
Vamos lá, amizades. O troço conecta no bluetooth, o celular já toca dentro da sua orelha e você ouve música ou podcasts no supermercado sem precisar de fones. O melhor de tudo é chegar ao caixa e, ao ouvir a voz cristalina do funcionário mal-humorado perguntar “crédito ou débito?”, franzir o cenho e responder “O quê?” — só pra vê-lo irritado.
(PRATA, Antonio. O pior surdo é o que não quer ouvir. Folha de S. Paulo, São
Paulo, 18 fev. 2024. Cotidiano, p. B4. Disponível em: https://www1.fo-
lha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/02/o-pior-surdo-e-o-que-nao-quer-ou-
vir.shtml. Com adaptações).
Os valores semânticos das conjunções destacadas são, respectivamente:
O pior surdo é o que não quer ouvir
O cego chega no cruzamento e chove gente querendo ajudar. O surdo manda um “quê?” no caixa e recebe um urro na orelha: “CRÉDITO OU DÉBITO?!”. Por alguma razão, acham que o surdo é um preguiçoso, um desleixado que não fez o esforço suficiente para escutar o que foi dito. É mais ou menos como os gordos eram vistos tempos atrás, antes da luta identitária incluí-los em seu cabedal.
Os surdos devem ter vacilado em algum momento. Perderam, talvez, o prazo de inscrição para a inclusão nos protocolos do politicamente correto, perdendo, assim, o bonde da história. Eis aqui uma frase que você nunca ouvirá — e não por ter qualquer problema no ouvido: “Nossa equipe é super diversa, veja só, temos aqui negros, indígenas, mulheres, trans e um deficiente auditivo”.
Antes que me acusem de não ter lugar de fala, aviso: eu padeço de problema nos ouvidos. O que não tenho é lugar de escuta, prejudicada pela otospongiose, doença que acomete cerca de 10% da população mundial. Dentro do ouvido temos três ossinhos: martelo, estribo e bigorna. Por causas desconhecidas, em algumas pessoas esses ossinhos vão ficando esponjosos, e o que deveria fazer um tic-tac ao vibrar dos tímpanos passa a soar abafado como um poc-poc. Não tem cura, mas costuma ser um processo bem lento. Segundo meu otorrino, no ritmo da minha perda, quando eu ficar totalmente surdo, já estarei morto há décadas.
A perda, contudo, incomoda, e como não pretendo passar meus dias restantes sobre a Terra sob berros de “CRÉDITO OU DÉBITO?!” ou “ABAIXA A TV!” ou “PODE VER IPAD, PAPAI?!”, comecei a usar aparelhos. É curioso quanta gente eu descobri, depois que comecei a tocar no assunto, que também precisa usar aparelhos auditivos. Mais curioso ainda é a maioria avassaladora destas pessoas não os usar. Talvez porque associemos o uso dessas traquitanas à velhice — assim como a ela associamos a palavra “traquitana”. Acontece que cabelos brancos, calvície, rugas e pelancas também são sinais da passagem dos anos e as pessoas não costumam ter muito pudor em relação à tintura, implantes, plásticas, botox ou silicone.
Sem falar nos óculos. Ninguém deixa de usar quando surge a “vista cansada”. Conheço uma única pessoa, contudo, que aderiu aos aparelhos auditivos. Lanço aqui, portanto, uma campanha:
#APARELHAMENTO #ESCUTAESSA #VALEOOUVIDO #APARELHAGEM #NÃOOLVIDEOOUVIDO
Não me engajo na causa só por me preocupar com a saúde e a segurança dos meus amigos — a perda de audição causa depressão, degeneração neurológica; deficientes auditivos que usam aparelho vivem, em média, três anos mais do que os que não o usam. Lanço a campanha, também, porque não quero ser o único na praça com um araminho — discretíssimo, diga-se de passagem — entrando pelo ouvido. Já fui “quatro olhos”, pretendo evitar o “quatro ouvidos”.
Vamos lá, amizades. O troço conecta no bluetooth, o celular já toca dentro da sua orelha e você ouve música ou podcasts no supermercado sem precisar de fones. O melhor de tudo é chegar ao caixa e, ao ouvir a voz cristalina do funcionário mal-humorado perguntar “crédito ou débito?”, franzir o cenho e responder “O quê?” — só pra vê-lo irritado.
(PRATA, Antonio. O pior surdo é o que não quer ouvir. Folha de S. Paulo, São
Paulo, 18 fev. 2024. Cotidiano, p. B4. Disponível em: https://www1.fo-
lha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/02/o-pior-surdo-e-o-que-nao-quer-ou-
vir.shtml. Com adaptações).

Considerando o emprego formal da conjunção “não só... mas também...”, assinale alternativa cuja redação esteja clara, correta e coesa.
Qual das palavras abaixo, ao ser transformada em verbo, é grafada com S e não com Z.