Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q2567716 Português
      Que tal uma crônica sobre o motivo de as palavras crônica e crônico serem tão parecidas, sendo tão diferentes? É claro que, em termos ideais, o cronista deve fazer da crônica um exercício crônico; se não ______ fizer, bom cronista não será.

       No entanto, o que esse modelo de texto jornalístico-literário breve, inapelavelmente ameno, tem a ver com a doença que não vai embora, com a dor que não passa — com tudo aquilo em que o tempo, durando, grita presente? O que une o crônico e a crônica?


Fonte: Portal Folha de São Paulo. Adaptado. 
O termo “No entanto”, em destaque no segundo parágrafo, estabelece no excerto uma relação de:
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Q2567712 Português
É preciso proteger o livro, quem o produz e quem o lê


Sevani Matos, Dante Cid e Ângelo Xavier



      “Por vezes ganhamos mais experiência com o que lemos do que com o que vemos”, nos sentencia Miguel de Cervantes. Ele faleceu em 1616, por coincidência no mesmo dia de outros dois grandes escritores, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Veja: 23 de abril, quando celebramos o Dia Mundial do Livro.

      É uma data para homenagear não apenas os que têm o ofício da escrita, mas também todos aqueles envolvidos no segmento: editores, tradutores, ilustradores, revisores. E não se pode esquecer, claro, dos leitores. Afinal, é por eles que toda essa cadeia de produção se movimenta. Mas também nesta data celebramos o Dia do Direito do Autor.

     Trata-se, _________, de oportunidade ímpar para se discutir o papel do criador e seu consequente reconhecimento. Uma obra – literária ou não – é fruto não apenas de um lampejo criativo individual, mas de um empenho que deve ser reconhecido pela sociedade, legalmente passível de proteção econômica, por meio de leis nacionais e tratados internacionais de direitos autorais.

        Num mundo que debate os impactos da inteligência artificial (IA) na sociedade, é ainda mais imperioso discutirmos o direito do autor. Afinal, o bom desempenho de ferramentas de IA generativa está diretamente relacionado ao uso que se faz de criações e obras de criadores diversos, como os escritores.

     É fato que as big techs, que faturam bilhões e alardeiam pesados investimentos em inovação, desconsideram totalmente os direitos autorais de quem produz as obras que garantem o êxito das ferramentas de IA generativa.

     Em fevereiro deste ano, o Copyright Committe da IPA, instituição da qual a Abrelivros, a CBL e o SNEL são membros, emitiu um posicionamento a favor do arcabouço jurídico existente. A instituição entende que a compilação, o tratamento, o armazenamento e a cópia de obras autorais para treinar modelos de IA implicam direitos exclusivos dos autores que não podem e não devem ser ignorados. Ou seja, empresas de IA generativa têm o dever de licenciar obras que pretendam utilizar em seu benefício.

      Não custa lembrar que os princípios básicos norteadores dos direitos dos autores levam em consideração questões de ética e transparência. Acreditamos que o respeito aos direitos autorais é de extrema relevância para que se assegure uma produção literária e artística de qualidade, em prol do desenvolvimento social e cultural de uma nação. Lutar por uma indústria editorial robusta é um preceito de quem defende a pluralidade de ideias, a disseminação do conhecimento e a liberdade de expressão.

      Somos sabedores de que, na era digital, o licenciamento e o registro de direitos são ainda mais fáceis de realizar, de forma rápida e segura. Discutir como proteger o direito do autor em tempos de IA é, portanto, urgente. E esse debate é ainda mais crucial quando pensamos que, nos últimos tempos, o livro tem sido, no Brasil e em várias partes do mundo, alvo de ataques e censuras.

   Calar a voz do autor e silenciar os seus direitos são um gigantesco retrocesso civilizatório. 



Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/04/e-preciso-proteger-o-livro-quem-o-produz-e-quem-o-le.shtml/. Adaptado.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna no terceiro parágrafo, mantendo-se o sentido pretendido no texto.
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Q2567589 Português
Ao desconcerto do mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim
Anda o mundo concertado.

(Luís Vaz de Camões. Lírica)
De acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, dois adjetivos empregados no poema são:
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Q2566767 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Salários mais iguais: o papel do envelhecimento e das decisões de carreira


Na maioria dos países com dados disponíveis, a diferença salarial entre homens e mulheres diminuiu nas últimas duas décadas. Parte dessa redução se deve ao envelhecimento demográfico. Os trabalhadores mais velhos permanecem no mercado por mais tempo, retendo posições de destaque e dificultando a mobilidade ascendente dos homens jovens. Isso resulta em uma redução da disparidade de rendimentos entre os gêneros.

Analisando quatro décadas de dados salariais dos EUA, Reino Unido, Canadá e Itália, Arellano-Bover e seus colegas identificaram que a diferença salarial entre homens e mulheres diminuiu, com os jovens de ambos os gêneros recebendo salários mais semelhantes. As gerações mais antigas, que apresentavam maiores desigualdades, estão se aposentando, o que reduz o gap salarial geral. Entre 1976 e 1995, a probabilidade de homens de 25 anos trabalharem no décimo superior de grupos empresariais diminuiu, em média, 6 pontos percentuais, enquanto a mesma probabilidade para mulheres caiu apenas 2 pontos percentuais.

Ou seja, a diferença entre os rendimentos médios de uma sociedade não nos informa muito sobre questões ligadas à igualdade de gênero. E mesmo com o envelhecimento demográfico contínuo, é improvável que esse mecanismo reduza ainda mais a diferença salarial de gênero. Já que desde 1995 a diferença entre a classificação salarial média de homens e mulheres jovens é mínima.

As decisões individuais também desempenham um papel importante nessa dinâmica, uma vez que a escolha da graduação está fortemente ligada aos ganhos futuros. Homens jovens em média preferem áreas de estudo ligadas a exatas e tecnologia, que proporcionam altos ganhos. Nos EUA, 63% da diferença salarial de recém-formados é devido ao tipo de curso universitário; na Itália, é 51%. Já as mulheres tendem a escolher áreas de trabalho como educação e cuidados, que pagam menos em média.

Além disso, o gap salarial se amplia principalmente após o nascimento do primeiro filho, quando as mulheres sofrem maior pressão social e familiar para priorizar o cuidado com os filhos em detrimento da carreira. Essas expectativas têm outros tipos de custos para os homens: tendência a aceitar horas extras e demonstrar afeto através da provisão, ao custo de quase não ter tempo com familiares. Essa tendência emerge no mundo inteiro, ainda que em graus distintos. Consequentemente, as mulheres estão super-representadas em empregos de baixa remuneração para atender essas responsabilidades, trabalhando com maior flexibilidade e por menos horas. 

Alguns argumentam que as diferenças salariais se devem a fatores biológicos e preferências distintas. Embora homens e mulheres se diferenciem em alguns aspectos psicológicos que podem influenciar o mercado de trabalho, essas diferenças explicam apenas uma ínfima parte da disparidade salarial de gênero. Além disso, não há garantia de que a valorização de certas características traga resultados econômicos positivos para as empresas.

Por isso, para aqueles que almejam alcançar a paridade financeira, o progresso está claramente ligado às escolhas educacionais, de carreira e arranjos familiares. Antes de avaliar uma sociedade apenas pela diferença de rendimentos, é crucial analisar outros indicadores de desigualdade de gênero. Exemplos incluem a taxa de matrícula em diferentes níveis educacionais, acesso a financiamento e capital para negócios, disponibilidade e uso de licenças parentais, direitos de propriedade e herança, mobilidade territorial, taxas de violência de gênero e a força das normas sociais. O salário tende a ser uma consequência de todos esses fatores.

Homens e mulheres devem ter maior liberdade para decidir juntos como equilibrar a vida pessoal e profissional. Isso requer tanto um Estado que garanta igualdade de oportunidades com políticas públicas eficientes quanto menos julgamentos das escolhas alheias por parte de todos nós.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
Essas expectativas têm outros tipos de custos para os homens: tendência a aceitar horas extras e demonstrar afeto através da provisão, ao custo de quase não ter tempo com familiares.


 O segmento em negrito no período acima, em relação ao enunciado anteriormente, apresenta valor semântico de
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Q2566766 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Salários mais iguais: o papel do envelhecimento e das decisões de carreira


Na maioria dos países com dados disponíveis, a diferença salarial entre homens e mulheres diminuiu nas últimas duas décadas. Parte dessa redução se deve ao envelhecimento demográfico. Os trabalhadores mais velhos permanecem no mercado por mais tempo, retendo posições de destaque e dificultando a mobilidade ascendente dos homens jovens. Isso resulta em uma redução da disparidade de rendimentos entre os gêneros.

Analisando quatro décadas de dados salariais dos EUA, Reino Unido, Canadá e Itália, Arellano-Bover e seus colegas identificaram que a diferença salarial entre homens e mulheres diminuiu, com os jovens de ambos os gêneros recebendo salários mais semelhantes. As gerações mais antigas, que apresentavam maiores desigualdades, estão se aposentando, o que reduz o gap salarial geral. Entre 1976 e 1995, a probabilidade de homens de 25 anos trabalharem no décimo superior de grupos empresariais diminuiu, em média, 6 pontos percentuais, enquanto a mesma probabilidade para mulheres caiu apenas 2 pontos percentuais.

Ou seja, a diferença entre os rendimentos médios de uma sociedade não nos informa muito sobre questões ligadas à igualdade de gênero. E mesmo com o envelhecimento demográfico contínuo, é improvável que esse mecanismo reduza ainda mais a diferença salarial de gênero. Já que desde 1995 a diferença entre a classificação salarial média de homens e mulheres jovens é mínima.

As decisões individuais também desempenham um papel importante nessa dinâmica, uma vez que a escolha da graduação está fortemente ligada aos ganhos futuros. Homens jovens em média preferem áreas de estudo ligadas a exatas e tecnologia, que proporcionam altos ganhos. Nos EUA, 63% da diferença salarial de recém-formados é devido ao tipo de curso universitário; na Itália, é 51%. Já as mulheres tendem a escolher áreas de trabalho como educação e cuidados, que pagam menos em média.

Além disso, o gap salarial se amplia principalmente após o nascimento do primeiro filho, quando as mulheres sofrem maior pressão social e familiar para priorizar o cuidado com os filhos em detrimento da carreira. Essas expectativas têm outros tipos de custos para os homens: tendência a aceitar horas extras e demonstrar afeto através da provisão, ao custo de quase não ter tempo com familiares. Essa tendência emerge no mundo inteiro, ainda que em graus distintos. Consequentemente, as mulheres estão super-representadas em empregos de baixa remuneração para atender essas responsabilidades, trabalhando com maior flexibilidade e por menos horas. 

Alguns argumentam que as diferenças salariais se devem a fatores biológicos e preferências distintas. Embora homens e mulheres se diferenciem em alguns aspectos psicológicos que podem influenciar o mercado de trabalho, essas diferenças explicam apenas uma ínfima parte da disparidade salarial de gênero. Além disso, não há garantia de que a valorização de certas características traga resultados econômicos positivos para as empresas.

Por isso, para aqueles que almejam alcançar a paridade financeira, o progresso está claramente ligado às escolhas educacionais, de carreira e arranjos familiares. Antes de avaliar uma sociedade apenas pela diferença de rendimentos, é crucial analisar outros indicadores de desigualdade de gênero. Exemplos incluem a taxa de matrícula em diferentes níveis educacionais, acesso a financiamento e capital para negócios, disponibilidade e uso de licenças parentais, direitos de propriedade e herança, mobilidade territorial, taxas de violência de gênero e a força das normas sociais. O salário tende a ser uma consequência de todos esses fatores.

Homens e mulheres devem ter maior liberdade para decidir juntos como equilibrar a vida pessoal e profissional. Isso requer tanto um Estado que garanta igualdade de oportunidades com políticas públicas eficientes quanto menos julgamentos das escolhas alheias por parte de todos nós.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
Assinale a alternativa em que a palavra, retirada do texto, tenha sido formada por composição, e não por derivação, ao longo de seu processo.
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Q2566763 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Salários mais iguais: o papel do envelhecimento e das decisões de carreira


Na maioria dos países com dados disponíveis, a diferença salarial entre homens e mulheres diminuiu nas últimas duas décadas. Parte dessa redução se deve ao envelhecimento demográfico. Os trabalhadores mais velhos permanecem no mercado por mais tempo, retendo posições de destaque e dificultando a mobilidade ascendente dos homens jovens. Isso resulta em uma redução da disparidade de rendimentos entre os gêneros.

Analisando quatro décadas de dados salariais dos EUA, Reino Unido, Canadá e Itália, Arellano-Bover e seus colegas identificaram que a diferença salarial entre homens e mulheres diminuiu, com os jovens de ambos os gêneros recebendo salários mais semelhantes. As gerações mais antigas, que apresentavam maiores desigualdades, estão se aposentando, o que reduz o gap salarial geral. Entre 1976 e 1995, a probabilidade de homens de 25 anos trabalharem no décimo superior de grupos empresariais diminuiu, em média, 6 pontos percentuais, enquanto a mesma probabilidade para mulheres caiu apenas 2 pontos percentuais.

Ou seja, a diferença entre os rendimentos médios de uma sociedade não nos informa muito sobre questões ligadas à igualdade de gênero. E mesmo com o envelhecimento demográfico contínuo, é improvável que esse mecanismo reduza ainda mais a diferença salarial de gênero. Já que desde 1995 a diferença entre a classificação salarial média de homens e mulheres jovens é mínima.

As decisões individuais também desempenham um papel importante nessa dinâmica, uma vez que a escolha da graduação está fortemente ligada aos ganhos futuros. Homens jovens em média preferem áreas de estudo ligadas a exatas e tecnologia, que proporcionam altos ganhos. Nos EUA, 63% da diferença salarial de recém-formados é devido ao tipo de curso universitário; na Itália, é 51%. Já as mulheres tendem a escolher áreas de trabalho como educação e cuidados, que pagam menos em média.

Além disso, o gap salarial se amplia principalmente após o nascimento do primeiro filho, quando as mulheres sofrem maior pressão social e familiar para priorizar o cuidado com os filhos em detrimento da carreira. Essas expectativas têm outros tipos de custos para os homens: tendência a aceitar horas extras e demonstrar afeto através da provisão, ao custo de quase não ter tempo com familiares. Essa tendência emerge no mundo inteiro, ainda que em graus distintos. Consequentemente, as mulheres estão super-representadas em empregos de baixa remuneração para atender essas responsabilidades, trabalhando com maior flexibilidade e por menos horas. 

Alguns argumentam que as diferenças salariais se devem a fatores biológicos e preferências distintas. Embora homens e mulheres se diferenciem em alguns aspectos psicológicos que podem influenciar o mercado de trabalho, essas diferenças explicam apenas uma ínfima parte da disparidade salarial de gênero. Além disso, não há garantia de que a valorização de certas características traga resultados econômicos positivos para as empresas.

Por isso, para aqueles que almejam alcançar a paridade financeira, o progresso está claramente ligado às escolhas educacionais, de carreira e arranjos familiares. Antes de avaliar uma sociedade apenas pela diferença de rendimentos, é crucial analisar outros indicadores de desigualdade de gênero. Exemplos incluem a taxa de matrícula em diferentes níveis educacionais, acesso a financiamento e capital para negócios, disponibilidade e uso de licenças parentais, direitos de propriedade e herança, mobilidade territorial, taxas de violência de gênero e a força das normas sociais. O salário tende a ser uma consequência de todos esses fatores.

Homens e mulheres devem ter maior liberdade para decidir juntos como equilibrar a vida pessoal e profissional. Isso requer tanto um Estado que garanta igualdade de oportunidades com políticas públicas eficientes quanto menos julgamentos das escolhas alheias por parte de todos nós.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
Assinale a alternativa em que a palavra "mais", no texto, desempenhe papel adjetivo, e não adverbial. 
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Q2566517 Português
As frases a seguir mostram um adjetivo sublinhado. Assinale a frase em que esse adjetivo tem valor de estado.
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Q2566393 Português
Depois da imprensa marrom, a imprensa rosa

            O saudoso jornalista Alberto Dines gostava de lembrar que o termo "imprensa marrom" se popularizou no Brasil em 1959 por obra do Diário da Noite, jornal do Rio de Janeiro. Na época, Dines escrevia uma matéria sobre a revista "Escândalo", que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações comprometedoras.
            Dines queria usar o termo "imprensa amarela", comum nos Estados Unidos. Mas o editor achou o amarelo inofensivo demais para a matéria, que tratava de um cineasta levado ao suicídio por causa da revista. No fim a manchete ficou como "Imprensa marrom leva cineasta ao suicídio", e o termo se consolidou no país.
            Corte para 2024. Uma nova cor aparece para designar um novo tipo de imprensa sem qualquer compromisso com a ética. Dessa vez a cor é o "rosa". Para ser preciso, o termo em inglês é "pink slime press" (impressa da gosma rosa). O termo se refere àquele tipo de carne ultraprocessada industrialmente vendida em lata, que tem aparência rósea e valor nutritivo miserável.
            Esse tipo de imprensa é um dos temas do livro "A Morte da Verdade", que o jornalista e advogado americano Steven Brill lançou no dia 4 de junho. Brill define o fenômeno como "publicações que se apresentam como se fossem veículos legítimos de imprensa, mas que seguem objetivos ocultos". Eles são em geral financiados por entidades ou pessoas que querem fazer avançar seus interesses políticos ou econômicos. Para aumentar as chances de sucesso e disfarçar que tudo não passa de propaganda, assumem a aparência de veículos de mídia independentes.
            Brill alerta que, em um momento em que há um declínio da imprensa no mundo todo, o vácuo está sendo preenchido pela imprensa "pink slime". Para se ter uma ideia, de 2005 a 2021, mais de 2.000 jornais encerraram suas atividades nos EUA. Ao mesmo tempo, no final de 2023 havia cerca de 1.200 veículos de imprensa rosa na atividade no país.
        Diga-se o que quiser da imprensa verdadeira, mas ela produz artigos assinados, com os autores visíveis, possui endereço físico, conselhos editoriais, ombudsman e preserva a separação entre o que é propaganda e o que é jornalismo. Não por acaso é chamada de "o Quarto Estado", por sua importância para a democracia. E não por acaso também os veículos da imprensa "pink slime" querem justamente se parecer com ela, copiar sua aparência, estilo e reputação, mas só na superfície.
            Brill dá como exemplo o "Copper Courier", do Arizona, ou o "Main Street Sentinel", do Michigan. Os nomes parecem com os de jornais de verdade. No entanto, ambos são operações de propaganda. Sua principal estratégia é publicar artigos que são então impulsionados agressivamente nas mídias sociais para ganhar alcance, com aparência de legitimidade. O Brasil não está imune à imprensa "pink slime". Muito ao contrário. São muitos os exemplos desse tipo de publicação entre nós. Enxergá-los pelo que eles são é fundamental.
            Já sobre a revista “Escândalo”, ela acabou encerrando as atividades depois que as matérias de Dines — publicadas na imprensa — levaram a luz do sol para as suas práticas.

LEMOS, Ronaldo. Depois da imprensa marrom, a imprensa rosa. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 junho 2023, Caderno Mercado, p. 3. Disponível em: https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero= 50678&maxTouch=0&anchor=6496390&pd=a46b47224fba3c97b65aa2141a1eb9bb.
Assinale a alternativa em que é feita uma análise CORRETA de fatos linguísticos do texto:
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Q2565379 Português
Almanaque

      É doce aprender coisas simples; depois de uma certa idade, em que a nossa ignorância está sobrecarregada de mil noções úteis e inúteis, certas ou erradas, acho um encanto especial em descobrir que a esmeralda não é um cristal feito com os olhos lindos das virgens de olhos verdes que morreram de amor, mas um silicato de alumínio e glucínio, é irmã gêmea da água-marinha e do berilo, ao passo que a ametista é apenas um quartzo com seus 15 por cento de óxido de manganês.
      Encho meus domingos com uma longa e vária cultura de almanaque: é uma sabença que não nos oprime, toda cômoda e folgada como um pijama velho. Direis que não vale nada. É que não sois capaz de sentir a pequena e pura emoção intelectual que há em saber que no estado do Espírito Santo acontecem por ano em média 30 suicídios, ou que os cocóis são cabeços de madeira pregados nos alcatrates, e que servem de reforço às aberturas das falcas. Isso talvez não vos seja muito útil, oh leitor ignorante, pois não fazeis ideia muito precisa do que são alcatrates e falcas. Eu também não; mas a verdade é que nos momentos de crise íntima eu me sinto um tanto reconfortado e um pouco mais tranquilo sabendo que os cocóis, pregados nos alcatrates, reforçam bastante as aberturas das falcas. Um dia, quando estiver mais folgado de dinheiro, hei de comprar um bom par de cocóis: meu velho sonho era ter um barco; isso nunca pode ser; mas comecemos pelos cocóis.
      Estou abusando um pouco do ponto e vírgula, o que talvez seja sinal de raciocínio cansado, que anda um pouco, para um pouco. Não importa, visto que meu espírito se aprimora, e sinto que sou provavelmente, em todo o quarteirão, a única pessoa conhecedora do verdadeiro nome dos tucanos, que é ramphastos. Há muita qualidade de ramphastos, mas pela beleza do nome eu tenho uma indisfarçável preferência pelo ramphasto ariel, que as pessoas vulgares chamam de tucano do bico preto.
      Dessas puras noções encho meu dia; é melhor que ler os suplementos; e à noite, quando me recolho ao duro leito, tenho a consciência tranquila de quem fez algo de útil, e sonho que sou Fernão Dias Paes Leme, o caçador de silicatos de alumínio e glucínio, e vejo um belo ramphastos bicando a cabeça do torvo Caliban, que me pretende separar da linda Miranda, filha de Próspero, o verdadeiro duque de Milão. Estou munido de excelentes alcatrates. A filha do senhor duque de Milão tem os cabelos dourados como um bife à milanesa, e... não, não devo contar meus sonhos. Fazei como eu, isto é, fazei cultura.

(BRAGA, Rubem. Almanaque. Correio da Manhã, Rio de Janeiro-RJ, 17 nov. 1954.) 
Têm-se, nas alternativas a seguir, sublinhados termos de mesma classificação morfológica quanto à classe de palavras a que pertencem, EXCETO: 
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Q2565319 Português
Ciberguerreiros franceses se preparam para desafios cibernéticos nas Olimpíadas 

      Especialistas em segurança cibernética franceses são os técnicos dos ciberguerreiros, os treinando para combater ameaças em hackers e malware, e proteger os sistemas dos jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Paris. Eles estão utilizando sistemas éticos para testar suas defesas e estudando possíveis ameaças, que podem variar desde adolescentes até hackers militares russos.
      O evento espera receber 10.500 atletas olímpicos de 200 países. As Olimpíadas estão programadas para acontecer de 26 de julho a 11 de agosto, enquanto os jogos Paralímpicos serão realizados de 28 de agosto a 8 de setembro.
      Apesar de não ficarem sob os holofotes, os hackers pretendem fazer o possível para criar camadas de defesas digitais resistentes às tentativas de paralisar os sistemas de informação vitais para os jogos. A preocupação também se estende às infraestruturas essenciais, como redes de transporte e cadeias de abastecimento.
      “Meu sonho para as Olimpíadas é que não se fale sobre tecnologia e segurança cibernética, porque isso significará que isso não será um problema”, conta Jérémy Couture, responsável pelo centro de segurança cibernética dos organizadores do evento, em entrevista à AFP.
      O trabalho de detecção, análise e resposta a ameaças cibernéticas é crucial para o sucesso dos jogos, mantido em segredo pelos organizadores devido à sua sensibilidade, principalmente a localização das operações. Embora não revelem muitos detalhes, os responsáveis pela segurança digital estão cientes de que hackers mal-intencionados estarão ativos.
      A Rússia é apontada como um dos principais suspeitos devido ao seu histórico de ataques cibernéticos. Por causa da guerra à Ucrânia, atletas russos estão proibidos de competir em eventos por equipes nas Olimpíadas. Apenas alguns indivíduos russos podem competir como neutros. Essa decisão também reflete as tensões entre a Rússia e a França.
      A unidade agressiva da agência de inteligência militar GRU (Glavnoye Razvedyvatel'noye Upravleniye) da Rússia, conhecida como Sandworm, foi acusada pelas nações ocidentais de usar o malware “Destruidor Olímpico” para interromper a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de 2018 em Pyeongchang, Coreia do Sul. Esta mesma unidade também é responsabilizada pelos ataques à rede elétrica da Ucrânia e pelo vírus NotPetya de 2017, que causou grandes danos em todo o mundo.
      Vincent Strubel, dirigente da Agência Nacional de Segurança Cibernética da França, classificou o nível de ameaças cibernéticas que os jogos enfrentam como sem precedentes. Ele afirmou em coletiva de imprensa, do dia 03 de abril, que a agência treinou mais do que nunca apesar da correria. “Acho que conseguimos ficar um passo à frente dos atacantes”.

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/tecnologia/noticia/2024/05/ciberguerreiros-franceses-se-preparam-para-desafiosciberneticos-nas-olimpiadas.ghtml. Acesso em: 04/05/2024. Adaptado.)
No terceiro parágrafo do texto há duas ocorrências de crase que indicam: 
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Q2565179 Português
Semanticamente, o adjetivo pode indicar qualidade, característica, relação ou estado. Nas alternativas, assinalar a que apresenta um adjetivo com propriedade diferente dos demais
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Q2565176 Português
Fluoretação da Água


     A díade água-saúde é reconhecida pela humanidade desde tempos imemoriais, seja por representar risco seja por se associar à proteção da vida. Há aproximadamente um século, conhecimentos científicos vincularam os fluoretos, presentes em águas, ao risco do que atualmente identificamos como “fluorose dentária”, uma anomalia de formação do esmalte dentário derivada da exposição prolongada ao halogênio, mas, também, à prevenção da cárie dentária, quando os teores de fluoretos se situam em patamares compatíveis com a produção desse benefício.

     Na comunidade científica não há dúvida quanto à segurança dessa exposição para a saúde humana, o que faz da fluoretação da água de abastecimento público uma tecnologia de saúde pública amplamente utilizada em vários países, como: Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, dentre outros. Toda a água tem alguma quantidade de fluoreto e a tecnologia consiste no ajuste da sua concentração para valores em torno de 0,7mg por litro.

    No Brasil, em 1974 tornou-se obrigatório o uso dessa tecnologia preventiva em todas as estações de tratamento de água. A política pública é considerada uma das estratégias responsáveis por significativo declínio da experiência de cárie na população infantil e adolescente brasileira, projetando um distinto padrão de saúde bucal para as próximas gerações.

    Muito já se escreveu sobre o tema, que deveria estar relativamente “pacificado” em meio às evidências científicas do campo sanitário na contemporaneidade, no entanto, a controvérsia acerca da fluoretação da água continua viva em vários países — com cobertura na literatura científica, na mídia impressa e internet.

  Um estudo pesquisou nos EUA o tráfego mensal de comunicação virtual em sítios eletrônicos, cujo escopo era discutir fluoretação. O período considerado foi entre junho de 2011 e maio de 2012. Facebook, Twitter, YouTube foram monitorados e a atividade “fluoretação” foi categorizada em função dos dois grupos antagônicos de internautas: “pró” ou “anti”. Os tweets do Twitter foram ainda subcategorizados conforme os principais argumentos (tags) usados pelos ativistas. Como resultado, descobriu-se que a atividade “anti” gerou um tráfego informacional que excedeu largamente a atividade “pró”. Os números comparados mostram uma diferença de cinco a 60 vezes, dependendo da mídia analisada.

   “Veneno”, “câncer” e “inútil” foram as três principais especulações usadas contra a fluoretação, destituídas de substancial fundamentação científica. Geralmente, são mensagens com estratégias persuasivas que são intelectualmente problemáticas, fazendo uso de embustes verbais e sofismas lógicos catalogados na literatura filosófica e sociológica: falácia do espantalho, falsa dicotomia e maniqueísmo, “duplipensar”, falácia da omissão, redução ao absurdo, redução ad hominem, distorção de fatos, omissão de fontes, mitos insistidos, teoria da conspiração e paranoia social.

    Surpreendentemente, a “fluorose”, que poderia ser o argumento mais comentado, inclusive por se tratar de um tema extensivamente pesquisado pelo grupo “pró”, não apareceu entre os três primeiros, embora haja farto material científico (incluindo revisões sistemáticas) que poderia informar o debate em nível mais elevado.


Faculdade de Saúde Pública Universidade de São Paulo.
Adaptado.
Em: “No entanto, a controvérsia acerca da fluoretação da água continua viva em vários países [...]”, poderíamos, sem prejuízo de sentido, substituir a conjunção sublinhada por:
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Q2564645 Português
O nascer da Terra


     Às vezes tento imaginar o mundo sem literatura. Eu sentiria falta dos livros nos aviões. Livrarias e bibliotecas teriam espaço de sobra nas estantes (e as minhas não estariam transbordando). A indústria editorial não existiria como a conhecemos, nem a Amazon, e não haveria nada em minha mesa de cabeceira quando não consigo dormir à noite.

     Tudo isso seria lamentável, mas mal arranha a superfície do que seria perdido se a literatura nunca tivesse existido, se as histórias só fossem contadas oralmente e nunca tivessem sido escritas. Um mundo assim é quase impossível de imaginar. Nosso sentido de história, da ascensão e queda de impérios e nações, seria completamente diferente. A maior parte das ideias filosóficas e políticas nunca teria existido, ou teria sido esquecida, porquanto a literatura que deu origem a elas não teria sido escrita. Quase todas as crenças religiosas desapareceriam com as escrituras em que foram expressas.

      A literatura não é apenas para os amantes dos livros. Desde que surgiu, hã 4 mil anos, ela moldou a vida da maioria dos seres humanos que vivem no planeta Terra.


(Adaptado de: PUCHNER, Martin. O mundo da escrita. Trad. SOARES, Pedro Maia. São Paulo: Companhia das Letras, 2019)

Livrarias e bibliotecas teriam espaço de sobra nas estantes.


No trecho acima, a classe gramatical da palavra sublinhada é:

Alternativas
Q2564642 Português
O nascer da Terra


     Às vezes tento imaginar o mundo sem literatura. Eu sentiria falta dos livros nos aviões. Livrarias e bibliotecas teriam espaço de sobra nas estantes (e as minhas não estariam transbordando). A indústria editorial não existiria como a conhecemos, nem a Amazon, e não haveria nada em minha mesa de cabeceira quando não consigo dormir à noite.

     Tudo isso seria lamentável, mas mal arranha a superfície do que seria perdido se a literatura nunca tivesse existido, se as histórias só fossem contadas oralmente e nunca tivessem sido escritas. Um mundo assim é quase impossível de imaginar. Nosso sentido de história, da ascensão e queda de impérios e nações, seria completamente diferente. A maior parte das ideias filosóficas e políticas nunca teria existido, ou teria sido esquecida, porquanto a literatura que deu origem a elas não teria sido escrita. Quase todas as crenças religiosas desapareceriam com as escrituras em que foram expressas.

      A literatura não é apenas para os amantes dos livros. Desde que surgiu, hã 4 mil anos, ela moldou a vida da maioria dos seres humanos que vivem no planeta Terra.


(Adaptado de: PUCHNER, Martin. O mundo da escrita. Trad. SOARES, Pedro Maia. São Paulo: Companhia das Letras, 2019)
A relação estabelecida pela oração subordinada porquanto a literatura que deu origem a elas não teria sido escrita (2º parágrafo) em relação à principal é de:
Alternativas
Q2564640 Português
Devaneio, logo existo


     As três pessoas que estavam comigo no elevador se recusavam a devanear. Assim como as pessoas do vagão do metrô. Foram duas rápidas observações que me levaram a respirar aliviado por ter percebido que ainda preservava a autoindulgência tanto do devaneio quanto da inspeção de atitudes alheias. A crítica de “ninguém mais conversa; todo mundo anda e até come com a fuça no celular” nunca me convenceu, pois se a pessoa não está prejudicando ninguém, que faça o que bem entender. No meu conceito, porém, ela está deixando de existir como indivíduo, pois é no devaneio, na contemplação e na troca que se imprime identidade no mundo.


     Explico melhor. E para isso recorro à inteligência artificial generativa, uma evocação à própria base de dados para geração de conteúdos novos, sejam textos, áudios, músicas, imagens ou vídeos. E o que é essa jornada se não o próprio caminho do processo criativo, por onde estabelecemos nossa assinatura? Os pensamentos não nascem no vácuo. As descobertas tampouco. Insights germinam do correlacionamento de memórias, da conexão das diferentes peças no repertório intelectual que fomos colecionando no decorrer da vida. A iluminação é elaborada em nosso devaneio. Só que cada vez menos somos propensos à permissão de experiências tão somente contemplativas. Até o caminhar precisa ser preenchido por fone de ouvido, consumo de notícias, checagem de mensagens de Whatsapp.


    Quando dizem que a meditação é um dos pilares de estilo de vida saudável não explicam devidamente sua importância. O próprio René Descartes, inspirador do título deste artigo e do cartesianismo, lançou obra chamada Meditações. Também não é explícito o risco do comodismo de entregar tudo o que tona humana a nossa espécie a um dispositivo. Já é sabido desde o século 18, na Revolução Industrial, que as máquinas são superiores em produção. Só que a mecanização não ativa a inteligência nem a razão, que são as ligas da vida e do real progresso dos seres humanos. Ainda no século 17 os filósofos iluministas ensinaram o valor do devaneio na formação de pessoas com melhores decisões morais.


(Adaptado de: PIMENTAL, Luiz Cesar. Revista Isto é, 15/03/2024. Disponível em: https://istoe.com.br) 
O uso do advérbio “também” (3º parágrafo) implica dois aspectos no texto: 
Alternativas
Q2564174 Português
Assinale a opção em que a frase inicial, introduzida pela conjunção “se”, não apresenta valor de condição.
Alternativas
Q2563785 Português
        A origem do alfabeto tem início com o surgimento dos primeiros símbolos, durante a Antiguidade, tais como a escrita cuneiforme da civilização mesopotâmica e os hieróglifos dos egípcios. Os símbolos consistiam em ideogramas e pictogramas, formado por desenhos representativos de objetos.

        Desenvolvidas pelos fenícios com base na escrita semita, as anotações fonéticas passaram a ser alfabética em meados do século XV a.C., dando origem ao primeiro alfabeto a ser usado em larga escala.

        Atualmente, o alfabeto mais utilizado no mundo é o alfabeto latino, que vem da origem do alfabeto grego, que por sua vez, é considerado o primeiro alfabeto real por indicar de maneira consistente tanto letras consoantes quanto vogais.


Educa Mais Brasil. “Origem do alfabeto”. Adaptado
Na frase “O parque oferece uma trilha divertida e saudável para andar de bicicleta, mas é essencial seguir as orientações corretas para evitar acidentes”, são identificados, ao todo, quantos adjetivos?
Alternativas
Q2563615 Português
Brasil visto pelos estrangeiros


        “Um país onde só há florestas” ou “um país onde todos jogam futebol e pulam Carnaval”. Essas são ideias que muitos estrangeiros têm do Brasil e que, no entanto, não correspondem à realidade. Embora o Brasil tenha florestas, elas ocupam apenas uma parcela do território. Também não são todas as pessoas que jogam futebol e pulam Carnaval. Ideias como essas são chamadas de estereótipos e trazem generalizações sobre fatos ou aspectos nem sempre verdadeiros, além de julgamentos sobre um grupo social, uma nacionalidade ou um assunto qualquer.

        A partir do século XVI, artistas, cientistas e viajantes europeus passaram a elaborar imagens sobre o território que formaria o Brasil, por meio de pinturas e relatos. Essas terras eram descritas e representadas com florestas ____________, frutos e águas abundantes, indígenas de pele escura e nus, pássaros ____________ e animais considerados estranhos.

    A associação do Brasil a paisagens consideradas belas e exóticas pelos estrangeiros foi predominante até o século XIX. A partir do século XX, com a expansão dos meios de comunicação de massa, sobretudo o rádio e a televisão, outras imagens e ideias estereotipadas do Brasil começaram a ser difundidas de modo significativo no exterior.

       Além de país ____________, com natureza abundante, o Brasil passou a ser associado às ideias de:

    • povo gentil e dócil: inclui características relacionadas ao povo brasileiro, como hospitalidade, capacidade de se adaptar a diferentes situações, alegria e cordialidade;

     • país do Carnaval e do futebol: é a síntese do imaginário que associa o Brasil a grandes eventos populares, como Carnaval, futebol, samba e festas populares;

      • país do exotismo e do misticismo: relaciona-se às manifestações religiosas, das culturas africana e indígena, dos ritos e rituais em geral.

     No século XXI, pesquisas realizadas com base na opinião pública em todo o mundo indicaram que o Brasil está entre os países mais conhecidos. No entanto, passados mais de 500 anos desde o “descobrimento”, muitas ideias e imagens estereotipadas sobre nosso país ainda se perpetuam.

FTD. Geografia: espaço e interação. P. 108. Com adaptações.
Sobre as locuções adjetivas, assinalar a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2563611 Português
Brasil visto pelos estrangeiros


        “Um país onde só há florestas” ou “um país onde todos jogam futebol e pulam Carnaval”. Essas são ideias que muitos estrangeiros têm do Brasil e que, no entanto, não correspondem à realidade. Embora o Brasil tenha florestas, elas ocupam apenas uma parcela do território. Também não são todas as pessoas que jogam futebol e pulam Carnaval. Ideias como essas são chamadas de estereótipos e trazem generalizações sobre fatos ou aspectos nem sempre verdadeiros, além de julgamentos sobre um grupo social, uma nacionalidade ou um assunto qualquer.

        A partir do século XVI, artistas, cientistas e viajantes europeus passaram a elaborar imagens sobre o território que formaria o Brasil, por meio de pinturas e relatos. Essas terras eram descritas e representadas com florestas ____________, frutos e águas abundantes, indígenas de pele escura e nus, pássaros ____________ e animais considerados estranhos.

    A associação do Brasil a paisagens consideradas belas e exóticas pelos estrangeiros foi predominante até o século XIX. A partir do século XX, com a expansão dos meios de comunicação de massa, sobretudo o rádio e a televisão, outras imagens e ideias estereotipadas do Brasil começaram a ser difundidas de modo significativo no exterior.

       Além de país ____________, com natureza abundante, o Brasil passou a ser associado às ideias de:

    • povo gentil e dócil: inclui características relacionadas ao povo brasileiro, como hospitalidade, capacidade de se adaptar a diferentes situações, alegria e cordialidade;

     • país do Carnaval e do futebol: é a síntese do imaginário que associa o Brasil a grandes eventos populares, como Carnaval, futebol, samba e festas populares;

      • país do exotismo e do misticismo: relaciona-se às manifestações religiosas, das culturas africana e indígena, dos ritos e rituais em geral.

     No século XXI, pesquisas realizadas com base na opinião pública em todo o mundo indicaram que o Brasil está entre os países mais conhecidos. No entanto, passados mais de 500 anos desde o “descobrimento”, muitas ideias e imagens estereotipadas sobre nosso país ainda se perpetuam.

FTD. Geografia: espaço e interação. P. 108. Com adaptações.
Na frase “O parque oferece uma trilha divertida e saudável para andar de bicicleta, mas é essencial seguir as orientações corretas para evitar acidentes”, são identificados, ao todo, quantos adjetivos?
Alternativas
Q2563524 Português
    Mais de um terço da população do planeta está acima do peso. E esse é um problema de saúde pública que só tende a piorar com o combo celulares e comida ultraprocessada.

    Esse dado tem uma correlação altíssima com as condições socioeconômicas de cada região: quanto mais rica a população, maior o acesso a alimentos saudáveis. Mas não se resume a isso.

    O primeiro ponto é que o acesso a alimentos ultraprocessados — que são, de longe, os piores à saúde — é cada vez mais fácil e barato em países pobres. Enquanto isso, a população de países ricos, que é mais educada e tem mais acesso à mídia, está cada vez mais consciente do perigo de viver de comida ___________ e salgadinho.

    Uma série de artigos publicados em 2019 constata que 48 de 126 países avaliados __________ o que se denomina “fardo duplo da desnutrição“: epidemias simultâneas de fome e obesidade. A maioria deles está localizada nas regiões mais pobres da África e da Ásia, e não no mundo desenvolvido.

    O acesso cada vez maior à tecnologia — hoje, já existem mais pessoas com celulares do que com privadas no mundo — diminui a frequência com que as crianças se ___________ e piora os casos de obesidade infantil: calculase que os casos no Brasil vão quadruplicar até 2030 em relação ao patamar dos anos 2010.

    Enquanto isso, os empregos de remuneração baixa, em que o sedentarismo é quase sempre regra, se multiplicam. Em suma: caminhamos para um mundo com cada vez mais sobrepeso, e isso é um problema de saúde pública.


Bruno Vaiano. Superinteressante. Com adaptações.
No trecho “Mais de um terço da população do planeta está acima do peso. E esse é um problema de saúde pública que só tende a piorar com o combo celulares e comida ultraprocessada.”, a conjunção destacada foi usada com a finalidade de:
Alternativas
Respostas
6681: E
6682: C
6683: E
6684: A
6685: B
6686: E
6687: D
6688: C
6689: D
6690: D
6691: A
6692: C
6693: D
6694: C
6695: A
6696: B
6697: D
6698: D
6699: D
6700: C