Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3926403 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

O poeta da roça - Patativa do Assaré

Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô

Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu seio o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estuda

Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito.

Releia o trecho do poema:


“Que veve vagando, com sua viola”


No trecho acima, a preposição destacada expressa ideia de:

Alternativas
Q3926400 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

162 anos de Cajazeiras: a terra que ensinou a Paraíba a ler

Cidade que ensinou a Paraíba a ler celebra sua história viva, sua cultura acolhedora e a força de um povo que transforma o sertão.

No coração do sertão paraibano, Cajazeiras chega aos seus 162 anos como quem abre os braços para acolher a própria história. Aqui, cada rua carrega memórias, cada praça é palco de encontros e cada pôr do sol guarda o encanto único desta terra que combina fé, saber e um orgulho que atravessa gerações.

A terra que “ensinou a Paraíba a ler” recebeu esse título após a fundação da escola de Padre Inácio de Sousa Rolim, onde jovens de diversas regiões encontraram luz e inspiração. Foi dessa semente que brotou uma vocação para o conhecimento, transformando Cajazeiras em referência acadêmica e intelectual no sertão.

Entre as marcas que moldam sua identidade, estão o vigor cultural e a capacidade de se reinventar. Das apresentações no Teatro Íracles Pires às festas populares que unem tradição e criatividade, a cidade encontra maneiras de manter vivas as expressões artísticas e de projetar novos talentos. É um espaço onde a arte e a educação caminham lado a lado, fortalecendo laços e ampliando horizontes.

Além disso, Cajazeiras preserva uma relação singular com sua paisagem e seu patrimônio. O Açude Grande, o Cristo Redentor no alto da cidade e as igrejas históricas não são apenas cartões-postais: são pontos de encontro, reflexão e orgulho coletivo. Esses lugares contam histórias silenciosas, carregadas de significados, que se renovam a cada geração.

Hoje, Cajazeiras se orgulha de ser mais que um ponto no mapa: é referência cultural, educacional. Uma cidade que transforma desafios em oportunidades e que inspira pelo exemplo de união e perseverança.

Celebrar os 162 de Cajazeiras é brindar a história de resistência e transformação, feita por mãos que constroem, mentes que ensinam e corações que acolhem junto ao orgulho de ser cajazeirense evoque sempre a certeza de que esta terra segue sendo um farol no sertão. 

Disponível em: https://g1.globo.com/pb/paraiba/especialpublicitario/minha-cidade/noticia/2025/08/15/162-anos-de-cajazeirasa-terra-que-ensinou-a-paraiba-a-ler.ghtml 


Leia o trecho:
“Cidade que ensinou a Paraíba a ler celebra sua história viva, sua cultura acolhedora e a força de um povo que transforma o sertão.”
Sobre as palavras destacadas, analise as afirmativas: 
I. O adjetivo “viva” está no gênero feminino e número singular, concordando com o substantivo “história”.
II. O substantivo “cultura” é feminino e pode flexionar em número.
III. O adjetivo “acolhedora” está no grau comparativo de superioridade.
IV. O substantivo “história” é feminino e pode ser flexionado para o plural.
Assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q3926392 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão. 


Origem dos livros


Por Rainer Gonçalves Sousa


Para quem hoje se vislumbra com a praticidade oferecida pelos e-books, nem chega a imaginar o longo caminho percorrido pelos livros na História. Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registros históricos, a compilação de leis e a divulgação de ideias. Atualmente, a produção de livros chegou a tal ponto que, por exemplo, o século XX foi responsável por uma literatura histórica superior a de todos os outros séculos somados juntos!


No Egito Antigo, o ancestral dos livros foi concebido através do papiro. Transformada em atividade importante, a escrita no papiro era exclusivamente executada por uma classe de escribas responsáveis pela leitura e fabricação dos textos oficiais e religiosos. Pesquisadores apontam que as peças de papiro mais antigas já encontradas foram concebidas há três mil anos antes de Cristo. Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.


Por volta do século X a. C., a organização dos documentos escritos ganhou maior funcionalidade com a invenção dos pergaminhos. Apesar de não terem a mesma praticidade dos encadernados, essa base material foi de suma importância para a preservação de importantes textos da Antiguidade, como a Bíblia Sagrada e os escritos de alguns pensadores do mundo clássico. Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos eram superiores à do papiro.


A concepção do livro encadernado já era tentada nessa época. Para tanto, pegavam os pergaminhos disponíveis e realizava-se a organização de cada uma das supostas páginas. Conhecidos como codex (códice, em português) essas primeiras edições facilitaram a locomoção e manuseio dos textos escritos. Já nos fins da Antiguidade, por volta de 404, São Jerônimo registrou uma extensa teoria sobre as formas pelas quais seria possível produzir um livro.


No período medieval, o acesso ao mundo letrado ficou praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a proteção dos mosteiros e tinham sua sabedoria conservada pelo demorado trabalho de monges copistas. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Em tal época, era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens. 


Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, observamos que na Idade Moderna a leitura e a escrita ainda se conservavam atreladas aos privilégios desfrutados pelas elites. Ler e escrever eram prazeres ainda destinados aos nobres e burgueses enriquecidos. 


O século XIX, como filho das inovações tecnológicas, marcou uma época de grandes produções. Vale frisar que o processo de liberalização dos Estados Nacionais teve grande influência na disseminação do ensino público e no consequente incremento do número de leitores. Com o barateamento dos custos de produção, a leitura passou a atingir grandes parcelas da população. A partir de então nasceram os famosos e ainda bastante procurados “best-sellers”.


Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/origem-doslivros.htm?_gl=1*1nkjchq*_ga*d0xxZE1OQW9lbkplUl9leGVIWldLNWpUR mw4cjRrN2x3OWhwRVJadDd6RGlBS2NPc1llYlAzX2I1cE9GLXRsNw..*_g a_PCH74EBZTB*MTc3MTg1NTI2My4xLjEuMTc3MTg1NTI2My4wLjAuM A

Leia o trecho a seguir:
Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos eram superiores à do papiro.”
As palavras grifadas, respectivamente, são: 
Alternativas
Q3926347 Português

Poltrona sete.


    Desci para a plataforma de embarque. Vi o ônibus. Entrei. Tudo era fim de tarde naquele universo de sol morrendo aos poucos. Poltrona sete. Sentei. O sol queria permanecer um pouco mais. A vida inteira cabia naquele espaço tão fechado quanto o tempo em meu rosto insone.


    Aventurei um riso – me frustrei. Levantei as pernas em abraço de feto na barriga de uma mãe ausente – entristeci. O sol escureceu meus olhos – angustiei. Iria para sempre. Passei a mão no rosto. Iria para sempre. A boca amarga. Iria para sempre. Enquanto me perdia em solidão e caos, olhei pela janela. Na rodoviária, com o sol se pondo, vi o amor se materializar na figura de dois rapazes.


    De frente um para o outro, como se quisessem adiar a despedida, eles se abraçaram. Um era anêmico pela própria natureza – os cabelos escuros caíam nos olhos. O outro era sério – olhava perdido para o mundo e trazia nos ombros a letargia do domingo à tarde.


    O sol espalhava prenúncios de adeus.


    Com o transporte às vésperas de sair, o amor se fez carne e habitou entre nós. Eles se beijaram. Tanta ternura se deu no beijo, tanto amor concretizado se fez no gesto, mas o ódio, intolerante, resolveu puni-los.


    O velho ao lado dele saiu com nojo. O menino que olhava foi repreendido pela mãe. O atendente da lanchonete riu. A mulher que limpava o local, estarrecida, cessou a vassoura. A moça com Frida Kahlo na blusa fez esforço para agir naturalmente. O homem ao lado dela conferiu o relógio e virou-se. A freira de hábito irrepreensível fez o sinal da cruz.


    O desconforto passeou pela rodoviária, mas o amor, indiferente, dançou no espelho dos olhares perplexos. Quando o amor dança, o ódio não consegue prendê-lo com seus grilhões enferrujados.


Depois um se arrastou para o ônibus e o outro paralisou na plataforma. Sob vigília, eles sentiram o sol se tornar áspero. Irmãos de muitas lutas, não saberiam lidar com a distância que lhes queria perfurar os corações exangues.


    O que se foi baixou os olhos. O que ficou conteve o choro. Nuvem não segura tempestade que teima em descer. Aos poucos, o que era lágrimas se fez soerguer do corpo. Ai, ai, ai!, rosnou um homem a reprovar seu pranto. O mundo foi dominado por esse bando de bicha!, ladrou outro. Uns riam, outros estranhavam. Uns diziam que era o fim do mundo, outros reprovavam em silêncio. O amor tem duas margens e um rio que lhe atravessa.


    Eu contemplava a cena em silêncio. Não se pode dizer muito quando o amor derrama ausências. A distância cria ciladas. Aonde iria um? Aonde iria o outro?


    A rodoviária era pequena para o amor de dois homens em estado de lágrimas. O sol vestiu ausência, a lua solidão.


    Eu flagrava a cena em silêncio, mas...


    Sofri pancada no rosto, ou pressenti o transporte em prenúncios de partida?


    Saindo da rodoviária, constatei que um dos rapazes em despedida era eu. A escuridão engoliu meu corpo. Fiquei aos gritos. Ninguém me ouviu da sepultura. Elza Soares cantou Lírio rosa. Apaguei os olhos para não ver pela janela.


    Desejei dizer que. Minha boca tentou, mas. Meu corpo queria, só que. Não pude fugir, apesar de. Na poltrona, fui afixado por milhões de pregos.


    E fui embora doendo sempre nos solavancos do ter-que-ir-para-nunca-mais.



(Cardoso, Emerson. O baile das assimetrias, Poltrona sete. 50, 52. São Paulo: OIA, 2002.)

Aos poucos, o que era lágrimas se fez soerguer do corpo. O termo em destaque é classificado e analisado como:
Alternativas
Q3926345 Português

Poltrona sete.


    Desci para a plataforma de embarque. Vi o ônibus. Entrei. Tudo era fim de tarde naquele universo de sol morrendo aos poucos. Poltrona sete. Sentei. O sol queria permanecer um pouco mais. A vida inteira cabia naquele espaço tão fechado quanto o tempo em meu rosto insone.


    Aventurei um riso – me frustrei. Levantei as pernas em abraço de feto na barriga de uma mãe ausente – entristeci. O sol escureceu meus olhos – angustiei. Iria para sempre. Passei a mão no rosto. Iria para sempre. A boca amarga. Iria para sempre. Enquanto me perdia em solidão e caos, olhei pela janela. Na rodoviária, com o sol se pondo, vi o amor se materializar na figura de dois rapazes.


    De frente um para o outro, como se quisessem adiar a despedida, eles se abraçaram. Um era anêmico pela própria natureza – os cabelos escuros caíam nos olhos. O outro era sério – olhava perdido para o mundo e trazia nos ombros a letargia do domingo à tarde.


    O sol espalhava prenúncios de adeus.


    Com o transporte às vésperas de sair, o amor se fez carne e habitou entre nós. Eles se beijaram. Tanta ternura se deu no beijo, tanto amor concretizado se fez no gesto, mas o ódio, intolerante, resolveu puni-los.


    O velho ao lado dele saiu com nojo. O menino que olhava foi repreendido pela mãe. O atendente da lanchonete riu. A mulher que limpava o local, estarrecida, cessou a vassoura. A moça com Frida Kahlo na blusa fez esforço para agir naturalmente. O homem ao lado dela conferiu o relógio e virou-se. A freira de hábito irrepreensível fez o sinal da cruz.


    O desconforto passeou pela rodoviária, mas o amor, indiferente, dançou no espelho dos olhares perplexos. Quando o amor dança, o ódio não consegue prendê-lo com seus grilhões enferrujados.


Depois um se arrastou para o ônibus e o outro paralisou na plataforma. Sob vigília, eles sentiram o sol se tornar áspero. Irmãos de muitas lutas, não saberiam lidar com a distância que lhes queria perfurar os corações exangues.


    O que se foi baixou os olhos. O que ficou conteve o choro. Nuvem não segura tempestade que teima em descer. Aos poucos, o que era lágrimas se fez soerguer do corpo. Ai, ai, ai!, rosnou um homem a reprovar seu pranto. O mundo foi dominado por esse bando de bicha!, ladrou outro. Uns riam, outros estranhavam. Uns diziam que era o fim do mundo, outros reprovavam em silêncio. O amor tem duas margens e um rio que lhe atravessa.


    Eu contemplava a cena em silêncio. Não se pode dizer muito quando o amor derrama ausências. A distância cria ciladas. Aonde iria um? Aonde iria o outro?


    A rodoviária era pequena para o amor de dois homens em estado de lágrimas. O sol vestiu ausência, a lua solidão.


    Eu flagrava a cena em silêncio, mas...


    Sofri pancada no rosto, ou pressenti o transporte em prenúncios de partida?


    Saindo da rodoviária, constatei que um dos rapazes em despedida era eu. A escuridão engoliu meu corpo. Fiquei aos gritos. Ninguém me ouviu da sepultura. Elza Soares cantou Lírio rosa. Apaguei os olhos para não ver pela janela.


    Desejei dizer que. Minha boca tentou, mas. Meu corpo queria, só que. Não pude fugir, apesar de. Na poltrona, fui afixado por milhões de pregos.


    E fui embora doendo sempre nos solavancos do ter-que-ir-para-nunca-mais.



(Cardoso, Emerson. O baile das assimetrias, Poltrona sete. 50, 52. São Paulo: OIA, 2002.)

A freira de hábito irreprochável fez o sinal da cruz. O termo em destaque pode ser traduzido, sem perder o sentido, por:
Alternativas
Q3926308 Português

Leia o texto para responder a questão.


A felicidade das pequenas coisas


    Ao longo da vida, nos apoiamos na falsa ideia de que a felicidade venha acompanhada de bens materiais, quando, na verdade, ela é construída por pequenas coisas


13/01/2025 | ISAAC ROITMAN — Professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), pesquisador emérito do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências e do Movimento 2022–2030: O Brasil e o mundo que queremos


    O título deste texto é de um filme originário do Butão e China com o nome original de Lunana: A yalk in the classroom, dirigido por Pawo Choyning Dorji. Foi um dos indicados para o Oscar de 2022 como melhor filme estrangeiro. Ele descreve a aventura de Ugyen, um jovem que está terminando sua formação de professor, sem ter nenhuma vocação para ensinar. Seu sonho é conseguir um visto para a Austrália, onde poderia cantar nos bares de Sydney. Ugyen mora em Thimphu com sua avó. Ele completou quatro de seus cinco anos obrigatórios¹ de treinamento como professor do governo. Quando ele é DESIGNADO/DESIGUINADO para ensinar na remota vila montanhosa de Lunana, pensa em largar seu emprego, mas sua avó o incentiva a completar sua tarefa de ensino. Ele decide aceitar e deixa a cidade.

    Ugyen conhece Michen, um guia da vila que o leva pelo caminho a pé de seis dias até Lunana, uma vila com uma população de 56 pessoas, 4.800 metros acima do nível do mar. Os moradores ficam animados com sua chegada, mas Ugyen, horrorizado com as más condições do local, expressa seu ARRENPEDIMENTO/ARREPENDIMENTO por ter vindo e pede para ser levado de volta. Asha, o líder da vila, informa que as mulas precisam de tempo para descansar, e que ele pode levar Ugyen de volta em alguns dias. Na manhã seguinte, Ugyen é acordado por Pem Zam, a menina representante² de classe, que lhe diz que as crianças estão esperando por ele na sala de aula. Ugyen fica surpreso com a afeição que sentem por ele, pois as crianças acreditam que os professores têm a capacidade de "construir o futuro".

    Ugyen retorna no dia seguinte mais bem preparado para dar aulas e improvisa uma solução para a falta de um quadro-negro escrevendo diretamente na parede com carvão. Ugyen lentamente faz melhorias na sala de aula, incluindo sacrificar o papel que cobre suas janelas quando as crianças rapidamente ficam sem material ESCASSO/EXCASSO para escrever. Eles ficam tristes quando descobrem que Ugyen planeja ir embora quando o inverno chegar e não retornará. Com a aproximação do inverno, ele deixa Lunana e recebe uma carta de todas as crianças na qual agradecem, o chamam de professor favorito e o incentivam a retornar na primavera. 

    O drama butanês-chinês³ parte de uma hipótese clara: as cidades tornam os indivíduos frios, desconectados da família e da natureza, enquanto o campo preservaria os verdadeiros guardiões das tradições e dos bons costumes. Em outras palavras, sustenta-se a tese do bom selvagem: o ser humano nasce puro, porém a sociedade o corrompe. Quando é enviado à "escola mais remota do mundo", ASSESSÍVEL/ACESSÍVEL após dias de trilhas rumo ao cume de uma montanha, ele detesta o local e as pessoas sorridentes que ali vivem.

    No entanto, ganha um doce quem adivinhar as transformações sofridas pelo homem amargo, egoísta e preso aos aparelhos eletrônicos. Os seus desejos e sonhos atingiram outras dimensões emolduradas pela amorosidade e simplicidade das crianças e moradores de Lunana. A subida geográfica4 rumo à minúscula aldeia Lunana também funciona como uma ASSENÇÃO/ASCENSÃO aos céus, à pureza da humanidade em meio às nuvens. Embora Ugyen manifestasse um comportamento arredio com os vizinhos e colegas, continuava sendo tratado com cortesia e sorrisos. Aos poucos, foi sendo impregnado de otimismo e felicidade por osmose.

    Ao longo da vida, nos apoiamos na falsa ideia de que a felicidade venha acompanhada de bens materiais, quando, na verdade, ela é construída por pequenas coisas. Todos temos aspirações, necessidades que promovem a saúde emocional, como amor, superação, satisfação, bem-estar, tranquilidade, sonhos e sensação de realização, todos bens intocáveis que não se conseguem com dinheiro.

    É pertinente revisitar os conceitos de Albert Einstein sobre felicidade. Ele acreditava que a verdadeira felicidade era encontrada nas coisas simples da vida e defendia que a busca incessante5 pelo sucesso material ou reconhecimento externo muitas vezes OBISCURECIA/OBSCURECIA a essência da felicidade genuína. Ele também acreditava que a empatia e a compressão contribuem para a felicidade, tanto própria quanto dos outros. Ele defendia que a capacidade de entender e compartilhar os sentimentos dos outros promovia relações mais saudáveis e satisfatórias. Finalmente, ele acreditava que a solidariedade e a luta pela justiça social eram fontes de felicidade.

    Vamos todos buscar as pequenas coisas para a conquista da felicidade.



ROITMAN, Isaac. A felicidade das pequenas coisas. Correio Braziliense, 13 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ opiniao/2025/01/7032874-a-felicidade-das-pequenas-coisas.html. Adaptado.

Em meio ao texto, cinco palavras foram sinalizadas com números sobrescritos. Qual delas recebe a classificação de gentílico (adjetivo pátrio)? 
Alternativas
Q3926189 Português
Os animais de estimação e as crianças


         Para muitas pessoas, os animais de estimação são membros da família muito queridos que oferecem apoio em diferentes etapas da vida. Eles ajudam casais a consolidar seu relacionamento, atuam como colegas de brincadeiras para crianças pequenas e oferecem companhia para pais quando filhos saem de casa.

         Em relação às crianças, muitos pais sentem intuitivamente que cuidar de um animal pode fornecer lições valiosas aos pequenos sobre cuidados, responsabilidade e empatia. "É muito importante, especialmente para as crianças mais jovens, aprender que o ponto de vista de alguém pode ser diferente de seu próprio", afirma Megan Mueller, professora de interação entre seres humanos e animais da Universidade Tufts, nos Estados Unidos. "Talvez seja uma lição mais fácil de aprender com um animal do que, digamos, com um irmão ou colega."

       Mas os estudos sobre os impactos benéficos dos animais de estimação sobre as crianças vão além. Eles indicam que os pets podem influenciar as habilidades sociais, a saúde física e até o desenvolvimento cognitivo das crianças. Cuidar de animais está associado a níveis mais altos de empatia. E, para crianças com autismo e suas famílias, cuidar de animais de estimação pode ajudar a reduzir o estresse e criar oportunidades para formar relacionamentos de apoio.

      Quando as crianças conhecem seus animais de estimação, elas se abrem para uma compreensão mais profunda dos animais no mundo como um todo. "Elas tendem a aprender com o seu pet, de alguma forma, a serem mais compreensivas, empáticas e a reagir aos animais em geral", afirma John Bradshaw, autor de diversos livros sobre cães e gatos.


Fonte: BBC Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta somente adjetivos. 
Alternativas
Q3926183 Português
Os animais de estimação e as crianças


         Para muitas pessoas, os animais de estimação são membros da família muito queridos que oferecem apoio em diferentes etapas da vida. Eles ajudam casais a consolidar seu relacionamento, atuam como colegas de brincadeiras para crianças pequenas e oferecem companhia para pais quando filhos saem de casa.

         Em relação às crianças, muitos pais sentem intuitivamente que cuidar de um animal pode fornecer lições valiosas aos pequenos sobre cuidados, responsabilidade e empatia. "É muito importante, especialmente para as crianças mais jovens, aprender que o ponto de vista de alguém pode ser diferente de seu próprio", afirma Megan Mueller, professora de interação entre seres humanos e animais da Universidade Tufts, nos Estados Unidos. "Talvez seja uma lição mais fácil de aprender com um animal do que, digamos, com um irmão ou colega."

       Mas os estudos sobre os impactos benéficos dos animais de estimação sobre as crianças vão além. Eles indicam que os pets podem influenciar as habilidades sociais, a saúde física e até o desenvolvimento cognitivo das crianças. Cuidar de animais está associado a níveis mais altos de empatia. E, para crianças com autismo e suas famílias, cuidar de animais de estimação pode ajudar a reduzir o estresse e criar oportunidades para formar relacionamentos de apoio.

      Quando as crianças conhecem seus animais de estimação, elas se abrem para uma compreensão mais profunda dos animais no mundo como um todo. "Elas tendem a aprender com o seu pet, de alguma forma, a serem mais compreensivas, empáticas e a reagir aos animais em geral", afirma John Bradshaw, autor de diversos livros sobre cães e gatos.


Fonte: BBC Brasil. Adaptado.
Considerando algumas palavras do texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente. 

( ) A palavra “empáticas” é polissílaba. ( ) O plural de “interação” é “interaçãos”. ( ) “Animalaço” é aumentativo de “animal”. ( ) A palavra “benéficos” é paroxítona. 
Alternativas
Q3925910 Português
Observe as palavras em negrito e a correspondente classificação delas quanto à classe gramatical:
I - Ela saiu rapidamente para não perder o ônibus. (verbo). II - O canto da música era muito bonito. (substantivo). III- Ele falou pausadamente durante a reunião. (advérbio). IV- A alegria tomou conta de todos na festa. (substantivo).
Agora, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3925905 Português
Assinale a alternativa em que as palavras compostas por justaposição apresentam erro.
Alternativas
Q3925420 Português
Leia o texto para responder a questão.

Caçula, babá, cafuné: como mulheres negras escravizadas ajudaram a criar o português brasileiro
Julia Braun
Da BBC Brasil em Londres
20 novembro 2024

    Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas negras escravizadas no Brasil dos séculos 16 a 19. Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na África.

    A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário. A maioria dos que foram enviados à força ao Brasil tinha origem em Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, Moçambique. No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas.

    Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia. Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras.

‘Grande mãe ancestral dos brasileiros’

    Autora de diversos livros e artigos sobre o tema, a etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro vê no passado brasileiro um processo que invisibilizou a força de trabalho da mulher negra escravizada na historiografia. Mas para a pesquisadora, que se dedica ao estudo das línguas africanas e sua influência no Brasil, essas mulheres tiverem um protagonismo na família e vida diária do colonizador que foi muito além do serviço doméstico prestado.

    Em seu livro Camões com Dendé, Castro descreve como as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras por meio da contação de histórias do seu universo fantástico afrorreligioso, do compartilhamento de seu conhecimento nato de folhas e ervas medicinais, como cozinheiras introduzindo elementos de sua dieta nativa na comida diária da casa e como amas de companhia das jovens solteiras e cuidadoras das crianças.

    Na função “da mãe preta e babá”, reconta a linguista, essas mulheres amamentaram e criaram os filhos do colonizador “e, à maneira de pedagoga, os ensinou a balbuciar as primeiras palavras, também na sua língua nativa, no embalo do seu canto de acalento” que os fazia dormir. A própria palavra babá é uma das muitas marcas deixadas por esse importante trabalho: pesquisadores rastreiam a sua origem no quimbundo, uma das línguas bantas faladas em Angola.

    Da mesma forma, várias outras palavras ligadas ao cuidado e à maternidade também foram inseridas no contexto brasileiro por esse meio. “No campo afetivo, a mãe negra nos deixou o xodó, o cafuné, o cochilo, o dengo, e nos falou que ‘o caçula é o dengo da família’, o irmão mais jovem, sempre tratado com muito mimo por todas da casa”, diz Yeda Pessoa de Castro.

    Enquanto dengo vem do quicongo, falada no norte de Angola e no baixo Congo, caçula tem origem no quimbundo. Não há no Brasil outra palavra para se referir ao filho mais novo. No português europeu diz-se benjamin, que para o falante brasileiro, além de nome próprio, é um adaptador multiplicador de tomada elétrica. “Diante de tantas evidências apontadas pelo vocabulário, entre muitas outras ainda encobertas por falta de pesquisas mais detalhadas nesse domínio, a mulher angolana, entre tantas outras mulheres negras de igual valor, é projetada historicamente como a figura emblemática da grande mãe ancestral dos brasileiros. Não é em vão que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é apresentada como uma santa negra.”
    [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9376nq11lwo
A palavra “invisibilizou” é um exemplo complexo de formação vocabular. Ela contém, em sua estrutura 
Alternativas
Q3925415 Português
Leia o texto para responder a questão.

Caçula, babá, cafuné: como mulheres negras escravizadas ajudaram a criar o português brasileiro
Julia Braun
Da BBC Brasil em Londres
20 novembro 2024

    Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas negras escravizadas no Brasil dos séculos 16 a 19. Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na África.

    A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário. A maioria dos que foram enviados à força ao Brasil tinha origem em Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, Moçambique. No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas.

    Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia. Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras.

‘Grande mãe ancestral dos brasileiros’

    Autora de diversos livros e artigos sobre o tema, a etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro vê no passado brasileiro um processo que invisibilizou a força de trabalho da mulher negra escravizada na historiografia. Mas para a pesquisadora, que se dedica ao estudo das línguas africanas e sua influência no Brasil, essas mulheres tiverem um protagonismo na família e vida diária do colonizador que foi muito além do serviço doméstico prestado.

    Em seu livro Camões com Dendé, Castro descreve como as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras por meio da contação de histórias do seu universo fantástico afrorreligioso, do compartilhamento de seu conhecimento nato de folhas e ervas medicinais, como cozinheiras introduzindo elementos de sua dieta nativa na comida diária da casa e como amas de companhia das jovens solteiras e cuidadoras das crianças.

    Na função “da mãe preta e babá”, reconta a linguista, essas mulheres amamentaram e criaram os filhos do colonizador “e, à maneira de pedagoga, os ensinou a balbuciar as primeiras palavras, também na sua língua nativa, no embalo do seu canto de acalento” que os fazia dormir. A própria palavra babá é uma das muitas marcas deixadas por esse importante trabalho: pesquisadores rastreiam a sua origem no quimbundo, uma das línguas bantas faladas em Angola.

    Da mesma forma, várias outras palavras ligadas ao cuidado e à maternidade também foram inseridas no contexto brasileiro por esse meio. “No campo afetivo, a mãe negra nos deixou o xodó, o cafuné, o cochilo, o dengo, e nos falou que ‘o caçula é o dengo da família’, o irmão mais jovem, sempre tratado com muito mimo por todas da casa”, diz Yeda Pessoa de Castro.

    Enquanto dengo vem do quicongo, falada no norte de Angola e no baixo Congo, caçula tem origem no quimbundo. Não há no Brasil outra palavra para se referir ao filho mais novo. No português europeu diz-se benjamin, que para o falante brasileiro, além de nome próprio, é um adaptador multiplicador de tomada elétrica. “Diante de tantas evidências apontadas pelo vocabulário, entre muitas outras ainda encobertas por falta de pesquisas mais detalhadas nesse domínio, a mulher angolana, entre tantas outras mulheres negras de igual valor, é projetada historicamente como a figura emblemática da grande mãe ancestral dos brasileiros. Não é em vão que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é apresentada como uma santa negra.”
    [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9376nq11lwo
A palavra “escravizadas” é formada a partir do substantivo “escravo”. Esse processo de formação é chamado de 
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Q3925239 Português

Texto XVI

Ainda estou aqui


Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo. De ele balançar os bracinhos na luz. De eu chorar sem sair lágrimas. Ou de sair lágrimas sem eu chorar. Duvido que me esquecerei de algum detalhe desse dia milagroso. Existir é passar de um estado para outro: tenho fome, como, tenho frio, me agasalho, estou alegre, e agora triste, e depois estarei alegre, penso e chego a conclusões, me lembro de algo que me toca o coração, sinto um cheiro que me lembra alguém, sinto um gosto que me lembra um lugar, me emociono. Emocionar-se é passar de um estado para o outro. Você vê um quadro hoje. Vê o quadro de novo daqui a dez anos, o revê daqui a vinte, trinta, quarenta… É o mesmo quadro com a mesma moldura, na mesma parede do mesmo museu, com a mesma luz, é você, mas cada vez será visto de outra forma. Cada vez ele nos conta uma história. O quadro não mudou. Já nós…


[...]


Se tudo é recriação de algo já inventado, nada é invenção.


Sei que repetirei lá na frente o que narrei antes. Este livro sobre memórias nasce assim. Histórias são recuperadas. Umas puxam outras. As histórias vão e voltam com mais detalhes e referências. Faço uma releitura da vida da minha família. Reescrever o que já escrevi.


Ainda vejo o facho, não quero me afastar. Existem várias formas de contar a história sobre a memória e a falta dela. Procurarei a fogueira no alto quando o mar me puxar. Vou para voltar. Quem nadou em mar aberto sabe: antes de lutar desesperadamente contra a correnteza, é melhor deixar-se levar por instantes; é preciso ter calma e coragem; a correnteza enfraquece, então saímos fora.


PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfagura, 2014. p. 27-9.

A língua varia com base em múltiplos fatores. Dessa forma, faz-se necessário substituir as noções de “certo” e “errado” pelas de “adequado” ou “inadequado” a depender dos diferentes objetivos e contextos discursivos.


Em “Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo.” (parágrafo 1), a(o)

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Q3925223 Português

Texto IV

Não as matem


Esse rapaz que, em Deodoro, quis matar a ex- -noiva e suicidou-se em seguida, é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: o domínio, quand même, sobre a mulher.


O caso não é único. Não há muito tempo, em dias de carnaval, um rapaz atirou sobre a ex-noiva, lá pelas bandas do Estácio, matando-se em seguida. A moça com a bala na espinha, veio morrer, dias após, entre sofrimentos atrozes.


Um outro, também, pelo carnaval, ali pelas bandas do ex-futuro Hotel Monumental, que substituiu com montões de pedras o vetusto Convento da Ajuda, alvejou a sua ex-noiva e matou-a.


Todos esses senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros.


Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu desejo a quem não os quer. Não sei se se julgam muito diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos assassinos querem tudo que é de mais sagrado em outro ente, de pistola na mão.


O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, nem estabelecem a alternativa: a bolsa ou a vida. Eles, não; matam logo.


Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas adúlteras; agora temos os noivos que matam as ex-noivas.


De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de supor que, quem quer casar, deseje que a sua futura mulher venha para o tálamo conjugal com a máxima liberdade, com a melhor boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as moças que confessam não sentir mais pelos namorados amor ou coisa equivalente?


Todas as considerações que se possam fazer, tendentes a convencer os homens de que eles não têm sobre as mulheres domínio outro que não aquele que venha da afeição, não devem ser desprezadas.


Esse obsoleto domínio à valentona, do homem sobre a mulher, é coisa tão horrorosa, que enche de indignação.


O esquecimento de que elas são, como todos nós, sujeitas, a influências várias que fazem flutuar as suas inclinações, as suas amizades, os seus gostos, os seus amores, é coisa tão estúpida, que só entre selvagens deve ter existido.


Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a inanidade de generalizar a eternidade do amor.


Pode existir, existe, mas, excepcionalmente; e exigi-la nas leis, ou a cano de revólver, é um absurdo tão grande como querer impedir que o sol varie a hora do seu nascimento.

Deixem as mulheres amar à vontade.

Não as matem, pelo amor de Deus!


BARRETO, Lima. Não as matem e outras crônicas de Lima Barreto. Rio de Janeiro: Editora Pop Stories, 2024. Adaptado.

A análise linguística consiste em levar o estudante-leitor a reconhecer como a estruturação linguística do texto opera na produção de seus sentidos.


Com base nesse pressuposto, o seguinte recurso linguístico do Texto IV está adequadamente sucedido do efeito de sentido produzido na crônica:

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Q3925109 Português
Na teoria da formação de palavras, é crucial distinguir a Derivação Prefixal e Sufixal da Derivação Parassintética. O critério estrutural definitivo que identifica a Parassíntese é a impossibilidade de a palavra existir caso seja retirado apenas um dos afixos, fenômeno de interdependência morfológica observado no vocábulo:
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Q3924308 Português
O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida


A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.

Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.

As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.

Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente.

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.

As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.

A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.

Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.
Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de "hipotermia" durante períodos de frio intenso.
Quanto à formação da palavra destacada, é correto afirmar que: 
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Q3924307 Português
O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida


A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.

Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.

As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.

Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente.

Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.

As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.

A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.

Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.
Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que "presenciarem" a queda de iguanas em suas propriedades.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
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Q3924260 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O fenômeno que explica por que iguanas estão despencando de árvores com onda de frio na Flórida



A Flórida tem enfrentado, nos últimos dias, uma onda de frio incomum para seus padrões climáticos. O estado norte-americano, conhecido como Estado do Sol e tradicionalmente associado a altas temperaturas, registrou no último fim de semana marcas térmicas que não eram observadas havia mais de uma década.


Nas cidades de Miami e Fort Lauderdale, principais centros urbanos do sul da Flórida, os termômetros chegaram a indicar mínimas próximas de zero grau centígrado, os níveis mais baixos desde 2010. Entre os animais mais afetados por esse fenômeno estão as iguanas.


As baixas temperaturas provocam nesses répteis uma condição de imobilidade, semelhante a um estado catatônico ou de paralisia temporária. Quando dormem nas árvores, as iguanas perdem a firmeza do corpo e caem no chão. Apesar da aparência inerte, elas permanecem vivas.


Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de hipotermia durante períodos de frio intenso. No caso específico das iguanas, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida emitiu alertas sobre o risco de quedas desses animais das árvores em razão das temperaturas extremas registradas recentemente.


Diante da situação, uma ordem executiva excepcional passou a permitir que cidadãos que presenciarem a queda de iguanas em suas propriedades possam removê-las e encaminhá-las às autoridades competentes. A comissão reforça que a iguana-verde é considerada uma espécie invasora, cuja presença causa impactos negativos aos ecossistemas locais.


As autoridades também reiteraram advertências já feitas em anos anteriores sobre os riscos de levar esses animais para dentro de casas ou veículos na tentativa de aquecê-los. Segundo a comissão, iguanas-verdes selvagens podem se recuperar rapidamente do estado de paralisia causado pelo frio e se tornar agressivas, utilizando caudas, dentes e garras afiadas como defesa.


A maioria das iguanas presentes no sul da Flórida tem origem em regiões mais quentes da América Central e do Sul, onde não há exposição a temperaturas tão baixas. Por serem animais de sangue frio, elas dependem do calor externo para regular a temperatura corporal.


Quando os termômetros caem abaixo de dez graus centígrados, algumas iguanas entram em um estado semelhante à hibernação, tornando-se letárgicas. Para sobreviver, reduzem ao mínimo seus processos corporais, como o fluxo sanguíneo e a frequência cardíaca, e chegam a mudar de coloração, passando do verde vivo para tons acinzentados. Com a elevação das temperaturas, porém, retomam gradualmente suas funções e aparência normais.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vegxl5e76o.adaptado.

Outros répteis, como tartarugas marinhas e cobras, também sofrem episódios de "hipotermia" durante períodos de frio intenso.



Quanto à formação da palavra destacada, é correto afirmar que:

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Q3924033 Português
Novo fungo zumbi é descoberto na Mata Atlântica do Rio de Janeiro


Cientistas identificaram uma nova espécie de fungo durante uma expedição científica realizada em uma reserva florestal de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O organismo recebeu o nome de Purpureocillium atlanticum, em referência à coloração arroxeada de suas estruturas e ao bioma da Mata Atlântica, onde foi encontrado.

A descoberta ganhou destaque internacional ao ser incluída entre as descrições mais relevantes de novas espécies vegetais e fúngicas do ano. O fungo apresenta um comportamento altamente especializado: ele infecta aranhas de alçapão, artrópodes que vivem no solo e constroem armadilhas subterrâneas para capturar presas.

O termo fungo zumbi é usado para descrever organismos capazes de invadir o corpo de seus hospedeiros e controlar processos vitais até a morte. No caso do Purpureocillium atlanticum, os pesquisadores localizaram no chão da floresta uma estrutura visível do fungo, chamada corpo de frutificação, responsável pela liberação dos esporos. Ao escavar o local, verificaram que o organismo havia se desenvolvido a partir de uma aranha já morta.

Os esporos do fungo penetram o exoesqueleto do hospedeiro e alcançam a hemolinfa, onde passam a se reproduzir rapidamente. Durante esse processo, o fungo libera substâncias que neutralizam o sistema de defesa da aranha, levando-a à morte e permitindo a completa colonização do corpo.

Espécies semelhantes já haviam sido registradas em outros países, mas análises genéticas mais detalhadas mostraram que elas não pertenciam a uma única espécie, como se pensava anteriormente. O que existia, na verdade, era um conjunto de espécies distintas, reunidas sob uma mesma classificação. A nova espécie brasileira faz parte desse grupo, agora reconhecido como um complexo mais diverso do que se imaginava.

A identificação só foi possível graças ao uso de tecnologias portáteis de sequenciamento genético, que permitem analisar o material ainda fresco no próprio local da coleta, aumentando a precisão dos estudos.

A descoberta reforça o quanto ainda se conhece pouco sobre o universo dos fungos. Estimativas indicam que existam milhões de espécies no planeta, das quais apenas uma pequena parcela foi descrita. Conhecer essa diversidade é estratégico, especialmente pelo potencial desses organismos na produção de substâncias de interesse médico.

Segundo os pesquisadores, muitos fungos precisam competir com bactérias e outros microrganismos para sobreviver, o que os leva a produzir compostos com possível ação antibiótica. Em um cenário de mudanças climáticas e desafios sanitários, compreender melhor esse grupo pode abrir caminhos para soluções mais sustentáveis e inovadoras.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5y62ln2q1o.adaptado.
A nova espécie brasileira faz parte desse grupo, agora reconhecido como um complexo "mais" "diverso" do que se imaginava.
Morfologicamente, os termos destacados, nesta frase, são, respectivamente:
Alternativas
Q3923859 Português
Analise as afirmativas e assinale a alternativa correta:

I. Derivação prefixal altera o sentido da palavra primitiva.

II. Composição por justaposição implica alteração fonética.

III. Derivação regressiva pode formar substantivos a partir de verbos.  
Alternativas
Respostas
641: D
642: B
643: A
644: D
645: C
646: C
647: D
648: C
649: B
650: B
651: C
652: B
653: B
654: B
655: C
656: C
657: B
658: D
659: B
660: B