Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3271916 Português
Assinale a alternativa que possui o emprego de um adjetivo pátrio:
Alternativas
Q3271856 Português
Na frase “Joana fez o bolo sozinha em casa”, a palavra “sozinha” é um exemplo de que tipo de palavra? 
Alternativas
Q3271853 Português
Na frase “O gato subiu no telhado”, a palavra “gato” está em qual gênero?
Alternativas
Q3271849 Português
Na frase “Os alunos estavam contentes”, como fica a palavra “contentes” quando transformada para o singular? 
Alternativas
Q3271848 Português
Qual é o plural da palavra “mão”? 
Alternativas
Q3271335 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão


Seu Afredo


    Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Alfredo estava sozinho.


    Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:


    – Onde vais assim tão elegante?


    Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Alfredo virou-se para ela e disse:


    – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.


    De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Alfredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:


    – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:


    – É, canto às vezes, de brincadeira…


    Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador: –


    Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática. Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:


    – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!


    E, a seguir, ponderou:


    – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!


    E acrescentou:


    – Eximinista pianista!


MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.

A respeito da palavra ‘eximinista’, empregada por Seu Afredo – “Eximinista pianista!” –, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3270717 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.Cientistas apresentaram uma nova teoria sobre a origem do universo.
II.A física quântica desafia muitas das nossas ideias sobre a realidade.
III.Uma pesquisa recente mostrou a importância da biodiversidade para a saúde do planeta.
IV.O experimento realizado na universidade revelou resultados surpreendentes.
V.Um aluno de biologia desenvolveu um projeto interessante sobre plantas medicinais.

Quais são as afirmativas em que há o emprego de ao menos um artigo indefinido?
Alternativas
Q3270716 Português
Assinale a alternativa com o emprego de um substantivo coletivo:
Alternativas
Q3270715 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:

Chocolate quente ou café, ambos são ótimas pedidas para dias frios.

O termo destacado é um exemplo de numeral:
Alternativas
Q3269022 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:

Pedro é extremamente dedicado ao que faz.

O termo destacado acima é um exemplo de:
Alternativas
Q3267614 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:

A bondade do homem é o seu bem maior.

O termo destacado é um exemplo de:
Alternativas
Q3265313 Português

Há cerca de 47 milhões de anos, os cetáceos terrestres começaram a se dirigir novamente ao oceano.


(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/artic les/c51ylqgg8lwo.adaptado)


 Assinale a opção que tenha um adjetivo. 

Alternativas
Q3265312 Português
Como podemos esperar entender facilmente criaturas que se adaptaram para viver e se comunicar sob pressões evolutivas tão diferentes das nossas?
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/arti cles/c51ylqgg8lwo.adaptado)
Assinale a opção que tenha um substantivo.
Alternativas
Q3264904 Português
Focar numa pegada com resiliência (Ruy Castro)
Mas só se você 'subir o sarrafo', for 'assertivo' e tiver uma visão 'imersiva' da coisa 

        Já reparou que, a todo momento, lê-se ou se escuta que alguém "bateu o martelo"? Um desavisado achará que, pela quantidade de gente que "bate o martelo", vivemos sob uma sinfonia de marteladas. Mas é claro que, ao "bater o martelo", o sujeito apenas se decidiu por isto ou aquilo. É um martelo simbólico. E quando se diz que fulano "apostou todas as suas fichas" em alguma coisa? Significa somente que o cidadão botou suas esperanças nessa alguma coisa. Não é como no tempo dos cassinos, em que se garantia que eles tinham uma sala dos suicidas, um lugar discreto onde o jogador que perdera de verdade suas últimas fichas podia dar um tiro no ouvido sem ser incomodado. "Apostar as fichas" sem meter a mão no bolso é mole. 

        E "subir o sarrafo"? Até há pouco, usava-se "baixar o sarrafo" — ou seja, dar uma surra em alguém. O sarrafo podia ser um porrete, uma vara, um relho, quem sabe até uma cadeira. Hoje, ao contrário, o normal é "subir o sarrafo", ou seja, estabelecer uma meta mais difícil do que a que se vinha praticando. O curioso é que, quando se "sobe o sarrafo" numa prova de salto em altura, e o atleta não consegue saltá-lo, o sarrafo cai lá de cima e ninguém diz que ele "baixou o sarrafo". [...]

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/10/focar numa-pegada-com-resiliencia.shtml. Acesso em 09/10/2024) 
Assinale a alternativa que apresenta a classificação do termo em destaque neste trecho: “O curioso é que, quando” (2º§). 
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Q3261072 Português
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a classe gramatical dos vocábulos “mais” e “interessantes” no trecho a seguir, retirado do texto: “os professores deveriam tornar suas aulas mais interessantes”.
Alternativas
Q3259726 Português
Leia a campanha publicitária sobre doação de brinquedos.
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Fonte: https://www.oma.com.br/br/home.
Considerando a proximidade da expressão "Novo ou em bom estado" com a pergunta "Já fez sua doação de brinquedos?":

I. A expressão "Novos ou em bom estado" deveria ficar no plural para concordar em número com a palavra "brinquedos" da frase "Já fez sua doação de brinquedos?".
II. A expressão "Novo ou em bom estado" está no singular por concordar com a finalidade do texto que é "doação".
III. A expressão "bom estado", parte de "Novo ou em bom estado", mantém-se no singular, sem precisar ficar no plural, devido ao fato de ser subordinada a uma preposição ("em").

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3259722 Português
As frases, a seguir, são da notícia "Sem fisioterapia, mãe luta por atendimento para filhos com doença rara", publicada no jornal Correio Braziliense. Identifique a frase que apresenta falha no emprego da preposição "a" ou "à". 
Alternativas
Q3259019 Português
Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
A respeito das classes de palavras variáveis e invariáveis presentes no texto, leia o trecho destacado abaixo, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
"A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão." 
Alternativas
Respostas
5321: B
5322: B
5323: B
5324: A
5325: A
5326: A
5327: A
5328: D
5329: B
5330: D
5331: A
5332: D
5333: D
5334: D
5335: C
5336: D
5337: A
5338: A
5339: A
5340: D