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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

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Q3148855 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
Analise as afirmações a seguir.

I. No trecho "As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar", a palavra "indispensáveis" é morfologicamente um adjetivo.
II. Em "As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar", a palavra "indispensáveis" exerce a função sintática de predicativo do sujeito.
III. No trecho "A criatividade vem do desajustamento", a palavra "criatividade" é morfologicamente um adjetivo.
IV. Em "A criatividade vem do desajustamento", "desajustamento" exerce a função sintática de predicativo do objeto.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3148206 Português
Assinale a alternativa em que se verifica o grau superlativo relativo na expressão da qualidade do adjetivo.
Alternativas
Q3148204 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida


    Em 2 de abril de 1894, Jordan foi buscar um balde d’água no poço da pensão em que morava em Buena Vista, uma cidadezinha de 1,2 mil habitantes no estado de Wisconsin, nos EUA. No fundo do recipiente, percebeu uma borra esverdeada suspeita. Calhou que, no dia anterior, um criminoso havia despejado um saco de 1kg de verde-paris na água – o que explicava o mal-estar repentino que havia acometido os moradores do casarão no dia anterior. 

    O verde-paris, ou verde de Schweinfurt, foi inventado em 1814 na Alemanha pelos fabricantes de tintas Wilhelm Sattler e Friedrich Russ, e começou sua trajetória como uma inovação promissora na indústria. A dupla de inventores buscava um verde mais estável do que o pigmento mais usado até então – o chamado verde de Scheele –, e encontrou um composto químico inorgânico que rapidamente se tornou popular por sua cor intensa e relativa durabilidade.

    O verde-paris virou febre: foi amplamente utilizado em pinturas, encadernação de livros e papéis de parede. Artistas famosos do século 19, como Claude Monet, Vincent van Gogh e Paul Gauguin ficaram encantados com a cor – que era difícil de se replicar misturando outros pigmentos. Livros com capas e lombadas decoradas com o pigmento tornaram-se populares no Ocidente.  

    A lua de mel não durou muito, porém. O acetoarsenito de cobre, como o nome já diz, leva arsênico na receita, que o torna tóxico. O nome “verde-paris” não se refere à presença da cor nas paredes e pôsteres da capital francesa, e sim ao fato de que ele passou a ser usado como veneno de rato nos esgotos da cidade luz.

    Mais tarde, descobriu-se que o pó também era um poderoso inseticida, que foi usado para controlar pragas agrícolas como o besouro da batata e o bicho-da-seda. O pigmento chegou a ser lançado de aviões durante a 2° Guerra Mundial para matar mosquitos e, assim, combater a malária na Itália. 

    Ao longo do século 19, a consciência crescente sobre a toxicidade do arsênico – famílias inteiras acabaram mortas por papéis de parede que continham verde-paris e outros pigmentos com esse elemento – levou a uma queda progressiva no uso de corantes desse tipo, que foram sendo substituídos por alternativas mais seguras.

    Em fevereiro de 2024, bibliotecas na Alemanha começaram a restringir o acesso a livros com capas verde-paris, monitorando o risco de envenenamento de cada exemplar. Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos EUA, também criaram um projeto para identificar e isolar esses livros em bibliotecas ao redor do globo (até maio de 2024, haviam sido identificados 313 volumes). 


MOURÃO, M. Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em.

A quantidade de volumes de livros, descrita no trecho “[...] até maio de 2024, haviam sido identificados 313 volumes”, é realizada sob a forma de um numeral:
Alternativas
Q3148203 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida


    Em 2 de abril de 1894, Jordan foi buscar um balde d’água no poço da pensão em que morava em Buena Vista, uma cidadezinha de 1,2 mil habitantes no estado de Wisconsin, nos EUA. No fundo do recipiente, percebeu uma borra esverdeada suspeita. Calhou que, no dia anterior, um criminoso havia despejado um saco de 1kg de verde-paris na água – o que explicava o mal-estar repentino que havia acometido os moradores do casarão no dia anterior. 

    O verde-paris, ou verde de Schweinfurt, foi inventado em 1814 na Alemanha pelos fabricantes de tintas Wilhelm Sattler e Friedrich Russ, e começou sua trajetória como uma inovação promissora na indústria. A dupla de inventores buscava um verde mais estável do que o pigmento mais usado até então – o chamado verde de Scheele –, e encontrou um composto químico inorgânico que rapidamente se tornou popular por sua cor intensa e relativa durabilidade.

    O verde-paris virou febre: foi amplamente utilizado em pinturas, encadernação de livros e papéis de parede. Artistas famosos do século 19, como Claude Monet, Vincent van Gogh e Paul Gauguin ficaram encantados com a cor – que era difícil de se replicar misturando outros pigmentos. Livros com capas e lombadas decoradas com o pigmento tornaram-se populares no Ocidente.  

    A lua de mel não durou muito, porém. O acetoarsenito de cobre, como o nome já diz, leva arsênico na receita, que o torna tóxico. O nome “verde-paris” não se refere à presença da cor nas paredes e pôsteres da capital francesa, e sim ao fato de que ele passou a ser usado como veneno de rato nos esgotos da cidade luz.

    Mais tarde, descobriu-se que o pó também era um poderoso inseticida, que foi usado para controlar pragas agrícolas como o besouro da batata e o bicho-da-seda. O pigmento chegou a ser lançado de aviões durante a 2° Guerra Mundial para matar mosquitos e, assim, combater a malária na Itália. 

    Ao longo do século 19, a consciência crescente sobre a toxicidade do arsênico – famílias inteiras acabaram mortas por papéis de parede que continham verde-paris e outros pigmentos com esse elemento – levou a uma queda progressiva no uso de corantes desse tipo, que foram sendo substituídos por alternativas mais seguras.

    Em fevereiro de 2024, bibliotecas na Alemanha começaram a restringir o acesso a livros com capas verde-paris, monitorando o risco de envenenamento de cada exemplar. Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos EUA, também criaram um projeto para identificar e isolar esses livros em bibliotecas ao redor do globo (até maio de 2024, haviam sido identificados 313 volumes). 


MOURÃO, M. Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em.

Das palavras a seguir, que ocorrem no texto, é exemplo de derivação parassintética apenas:
Alternativas
Q3148202 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida


    Em 2 de abril de 1894, Jordan foi buscar um balde d’água no poço da pensão em que morava em Buena Vista, uma cidadezinha de 1,2 mil habitantes no estado de Wisconsin, nos EUA. No fundo do recipiente, percebeu uma borra esverdeada suspeita. Calhou que, no dia anterior, um criminoso havia despejado um saco de 1kg de verde-paris na água – o que explicava o mal-estar repentino que havia acometido os moradores do casarão no dia anterior. 

    O verde-paris, ou verde de Schweinfurt, foi inventado em 1814 na Alemanha pelos fabricantes de tintas Wilhelm Sattler e Friedrich Russ, e começou sua trajetória como uma inovação promissora na indústria. A dupla de inventores buscava um verde mais estável do que o pigmento mais usado até então – o chamado verde de Scheele –, e encontrou um composto químico inorgânico que rapidamente se tornou popular por sua cor intensa e relativa durabilidade.

    O verde-paris virou febre: foi amplamente utilizado em pinturas, encadernação de livros e papéis de parede. Artistas famosos do século 19, como Claude Monet, Vincent van Gogh e Paul Gauguin ficaram encantados com a cor – que era difícil de se replicar misturando outros pigmentos. Livros com capas e lombadas decoradas com o pigmento tornaram-se populares no Ocidente.  

    A lua de mel não durou muito, porém. O acetoarsenito de cobre, como o nome já diz, leva arsênico na receita, que o torna tóxico. O nome “verde-paris” não se refere à presença da cor nas paredes e pôsteres da capital francesa, e sim ao fato de que ele passou a ser usado como veneno de rato nos esgotos da cidade luz.

    Mais tarde, descobriu-se que o pó também era um poderoso inseticida, que foi usado para controlar pragas agrícolas como o besouro da batata e o bicho-da-seda. O pigmento chegou a ser lançado de aviões durante a 2° Guerra Mundial para matar mosquitos e, assim, combater a malária na Itália. 

    Ao longo do século 19, a consciência crescente sobre a toxicidade do arsênico – famílias inteiras acabaram mortas por papéis de parede que continham verde-paris e outros pigmentos com esse elemento – levou a uma queda progressiva no uso de corantes desse tipo, que foram sendo substituídos por alternativas mais seguras.

    Em fevereiro de 2024, bibliotecas na Alemanha começaram a restringir o acesso a livros com capas verde-paris, monitorando o risco de envenenamento de cada exemplar. Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos EUA, também criaram um projeto para identificar e isolar esses livros em bibliotecas ao redor do globo (até maio de 2024, haviam sido identificados 313 volumes). 


MOURÃO, M. Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em.

Considere os termos compostos ‘mal-estar’, ‘bicho-da-seda’ e ‘verde-paris’, que ocorrem no texto. De acordo com a norma-padrão, o(s) termo(s) cuja flexão de número ocorre apenas no primeiro elemento é (são):
Alternativas
Q3148201 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida


    Em 2 de abril de 1894, Jordan foi buscar um balde d’água no poço da pensão em que morava em Buena Vista, uma cidadezinha de 1,2 mil habitantes no estado de Wisconsin, nos EUA. No fundo do recipiente, percebeu uma borra esverdeada suspeita. Calhou que, no dia anterior, um criminoso havia despejado um saco de 1kg de verde-paris na água – o que explicava o mal-estar repentino que havia acometido os moradores do casarão no dia anterior. 

    O verde-paris, ou verde de Schweinfurt, foi inventado em 1814 na Alemanha pelos fabricantes de tintas Wilhelm Sattler e Friedrich Russ, e começou sua trajetória como uma inovação promissora na indústria. A dupla de inventores buscava um verde mais estável do que o pigmento mais usado até então – o chamado verde de Scheele –, e encontrou um composto químico inorgânico que rapidamente se tornou popular por sua cor intensa e relativa durabilidade.

    O verde-paris virou febre: foi amplamente utilizado em pinturas, encadernação de livros e papéis de parede. Artistas famosos do século 19, como Claude Monet, Vincent van Gogh e Paul Gauguin ficaram encantados com a cor – que era difícil de se replicar misturando outros pigmentos. Livros com capas e lombadas decoradas com o pigmento tornaram-se populares no Ocidente.  

    A lua de mel não durou muito, porém. O acetoarsenito de cobre, como o nome já diz, leva arsênico na receita, que o torna tóxico. O nome “verde-paris” não se refere à presença da cor nas paredes e pôsteres da capital francesa, e sim ao fato de que ele passou a ser usado como veneno de rato nos esgotos da cidade luz.

    Mais tarde, descobriu-se que o pó também era um poderoso inseticida, que foi usado para controlar pragas agrícolas como o besouro da batata e o bicho-da-seda. O pigmento chegou a ser lançado de aviões durante a 2° Guerra Mundial para matar mosquitos e, assim, combater a malária na Itália. 

    Ao longo do século 19, a consciência crescente sobre a toxicidade do arsênico – famílias inteiras acabaram mortas por papéis de parede que continham verde-paris e outros pigmentos com esse elemento – levou a uma queda progressiva no uso de corantes desse tipo, que foram sendo substituídos por alternativas mais seguras.

    Em fevereiro de 2024, bibliotecas na Alemanha começaram a restringir o acesso a livros com capas verde-paris, monitorando o risco de envenenamento de cada exemplar. Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos EUA, também criaram um projeto para identificar e isolar esses livros em bibliotecas ao redor do globo (até maio de 2024, haviam sido identificados 313 volumes). 


MOURÃO, M. Verde-paris: o pigmento do séc. 19 que começou como moda e virou inseticida. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em.

Em “A dupla de inventores buscava um verde mais estável do que o pigmento mais usado até então”, a palavra “até” é um(a): 
Alternativas
Q3147718 Português
Analise as conjunções destacadas abaixo e a relação descrita entre parênteses. Assinale a alternativa que a relação foi definida de forma incorreta.
Alternativas
Q3147620 Português
Verifique cada palavra abaixo e a classe de palavra definida. Assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3147614 Português
        A temperatura dos oceanos está subindo e, em 2023, registrou as temperaturas mais altas da história. O resultado era ruim e já alertava o mundo. Porém, o ano de 2024 não foi melhor e a temperatura continua subindo, ligando todos os sinais de alerta da sociedade. Em apenas um ano, a temperatura subiu mais do que no consolidado dos últimos 10 anos, conforme aponta relatório da Unesco.

    Quanto mais quente as águas do oceano ficam, mais mudanças climáticas são sentidas. Enchentes, ondas de calor, falta de chuvas, furacões e derretimento das calotas polares são os desastres naturais mais percebidos, mas não únicos. Se os oceanos continuarem aumentando a temperatura, especialistas alertam para um caminho perigoso para o planeta. Contudo, por que os oceanos estão com a temperatura elevada?

    Os oceanos são os principais reguladores do clima do planeta, porque têm a capacidade de absorção de um quarto dos gases de efeito estufa globais. Como o acúmulo de gases atingiu níveis muito significativos, o aquecimento global deixou de ser uma previsão para ser uma realidade. Agora, é necessário conviver com o desequilíbrio no sistema climático global, com temperaturas médias mais altas em toda a Terra. 


Fonte: Pequenas atitudes individuais que salvam o planeta: entenda seu papel no combate ao aquecimento global. Cogecom, 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especialpublicitario/cogecom/energia-sustentavel-e-mais-barata-paratodos/noticia/2024/09/24/pequenas-atitudes-individuais-que-salvam-oplaneta-entenda-seu-papel-no-combate-ao-aquecimento-global.ghtml
Analise a primeira oração do primeiro parágrafo, encontre a conjunção e assinale a relação que ela estabelece. 
Alternativas
Q3147380 Português
Na sentença “Ela responde ríspido às perguntas de seus alunos”, a palavra ‘ríspido’ desempenha a função de: 
Alternativas
Q3147378 Português
Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe
podre e custava seu peso em ouro


         A púrpura tíria foi um pigmento roxo criado na Fenícia há 3,5 mil anos e usado por fenícios, gregos e romanos – bem como por outras civilizações que vieram depois no Meditarrâneo – até o século 15. Apesar de ter se tornado a marca registrada da nobreza, tem uma origem pouco glamourosa.

       Para os padrões da época, sua fabricação exigia conhecimentos avançados de química e biologia, e uma matéria-prima exótica: o muco de moluscos chamados búzios. A extração de 1,4 g de pigmento – quantidade suficiente para tingir apenas o acabamento de uma única peça de roupa –, exigia 12 mil búzios.

     Na hora de coletar o muco, havia duas opções: “ordenhar” o bicho, uma opção trabalhosa, mas sustentável – porque era possível reaproveitá-los –, ou simplesmente esmagá-los. O líquido obtido inicialmente é transparente. Mas, ao ser exposto ao Sol, chega a uma cor arroxeada.

      A tonalidade final da púrpura tíria variava entre violeta e vinho, a depender da espécie de búzio, de variações no processo de produção e do número de vezes que se tingia o tecido. Depois de prontas, as peças não desbotavam facilmente – na verdade, conta-se que ficavam mais brilhantes com o tempo. Até existiam imitações de baixo custo, mas as peculiaridades do pigmento original tornavam fácil reconhecê-las.

     Uma dessas peculiaridades era o cheiro insuportável de peixe podre, que impregnava as vestes por anos. Mesmo as regiões litorâneas onde a púrpura tíria era produzida acabavam infestadas pelo fedor dos moluscos macerados apodrecendo em tanques – não ajudava que alguns preparos levassem também urina e fungos.

     Mesmo com todo esse processo desagradável – ou, na verdade, justamente por causa dele – o pigmento entrou para história como o mais caro já fabricado: chegou a valer mais do que seu peso em ouro.

      Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza. Aliás, é por isso que não existem bandeiras antigas com essa cor: uma bandeira precisa, por definição, ser facilmente replicável – coisa que é impossível se você depende do pigmento mais caro do mundo.


LOBATO, B. Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro. Revista Superinteressante (Adaptado). Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/purpura-tiria-opigmento-que-fedia-peixe-podre-e-custava-seu-peso-emouro/>


Caso o numeral que descreve a quantidade de búzios, em “A extração de 1,4 g de pigmento [...] exigia 12 mil búzios”, fosse ordinal, sua escrita por extenso seria:
Alternativas
Q3147377 Português
Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe
podre e custava seu peso em ouro


         A púrpura tíria foi um pigmento roxo criado na Fenícia há 3,5 mil anos e usado por fenícios, gregos e romanos – bem como por outras civilizações que vieram depois no Meditarrâneo – até o século 15. Apesar de ter se tornado a marca registrada da nobreza, tem uma origem pouco glamourosa.

       Para os padrões da época, sua fabricação exigia conhecimentos avançados de química e biologia, e uma matéria-prima exótica: o muco de moluscos chamados búzios. A extração de 1,4 g de pigmento – quantidade suficiente para tingir apenas o acabamento de uma única peça de roupa –, exigia 12 mil búzios.

     Na hora de coletar o muco, havia duas opções: “ordenhar” o bicho, uma opção trabalhosa, mas sustentável – porque era possível reaproveitá-los –, ou simplesmente esmagá-los. O líquido obtido inicialmente é transparente. Mas, ao ser exposto ao Sol, chega a uma cor arroxeada.

      A tonalidade final da púrpura tíria variava entre violeta e vinho, a depender da espécie de búzio, de variações no processo de produção e do número de vezes que se tingia o tecido. Depois de prontas, as peças não desbotavam facilmente – na verdade, conta-se que ficavam mais brilhantes com o tempo. Até existiam imitações de baixo custo, mas as peculiaridades do pigmento original tornavam fácil reconhecê-las.

     Uma dessas peculiaridades era o cheiro insuportável de peixe podre, que impregnava as vestes por anos. Mesmo as regiões litorâneas onde a púrpura tíria era produzida acabavam infestadas pelo fedor dos moluscos macerados apodrecendo em tanques – não ajudava que alguns preparos levassem também urina e fungos.

     Mesmo com todo esse processo desagradável – ou, na verdade, justamente por causa dele – o pigmento entrou para história como o mais caro já fabricado: chegou a valer mais do que seu peso em ouro.

      Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza. Aliás, é por isso que não existem bandeiras antigas com essa cor: uma bandeira precisa, por definição, ser facilmente replicável – coisa que é impossível se você depende do pigmento mais caro do mundo.


LOBATO, B. Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro. Revista Superinteressante (Adaptado). Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/purpura-tiria-opigmento-que-fedia-peixe-podre-e-custava-seu-peso-emouro/>


A expressão adjetiva em “[...] o pigmento entrou para história como o mais caro já fabricado” ocorre no grau:
Alternativas
Q3147325 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro

    A púrpura tíria foi um pigmento roxo criado na Fenícia há 3,5 mil anos e usado por fenícios, gregos e romanos – bem como por outras civilizações que vieram depois no Meditarrâneo – até o século 15. Apesar de ter se tornado a marca registrada da nobreza, tem uma origem pouco glamourosa.    
    Para os padrões da época, sua fabricação exigia conhecimentos avançados de química e biologia, e uma matéria-prima exótica: o muco de moluscos chamados búzios. A extração de 1,4 g de pigmento – quantidade suficiente para tingir apenas o acabamento de uma única peça de roupa –, exigia 12 mil búzios.  
    Na hora de coletar o muco, havia duas opções: “ordenhar” o bicho, uma opção trabalhosa, mas sustentável – porque era possível reaproveitá-los –, ou simplesmente esmagá-los. O líquido obtido inicialmente é transparente. Mas, ao ser exposto ao Sol, chega a uma cor arroxeada.
    A tonalidade final da púrpura tíria variava entre violeta e vinho, a depender da espécie de búzio, de variações no processo de produção e do número de vezes que se tingia o tecido. Depois de prontas, as peças não desbotavam facilmente – na verdade, conta-se que ficavam mais brilhantes com o tempo. Até existiam imitações de baixo custo, mas as peculiaridades do pigmento original tornavam fácil reconhecê-las.    
    Uma dessas peculiaridades era o cheiro insuportável de peixe podre, que impregnava as vestes por anos. Mesmo as regiões litorâneas onde a púrpura tíria era produzida acabavam infestadas pelo fedor dos moluscos macerados apodrecendo em tanques – não ajudava que alguns preparos levassem também urina e fungos.
    Mesmo com todo esse processo desagradável – ou, na verdade, justamente por causa dele – o pigmento entrou para história como o mais caro já fabricado: chegou a valer mais do que seu peso em ouro.
    Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza. Aliás, é por isso que não existem bandeiras antigas com essa cor: uma bandeira precisa, por definição, ser facilmente replicável – coisa que é impossível se você depende do pigmento mais caro do mundo.

LOBATO, B. Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro. Revista Superinteressante (Adaptado). Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/purpura-tiria-o-pigmento-que-fedia-peixe-podre-e-custava-seu-peso-em-ouro/>
O excerto a seguir é introduzido por uma oração subordinada adverbial concessiva: “Apesar de ter se tornado a marca registrada da nobreza, tem uma origem pouco glamourosa.” Assinale a alternativa em que ocorre a substituição da locução “apesar de” por outra expressão de mesmo valor, com todas as modificações necessárias para manter a adequação da sentença.
Alternativas
Q3147038 Português
Poema arcaico II

Não faço versos porque quero
mas porque o tempo dos relógios me confunde
é à insânia dos ventos me atormenta
Não sei de onde vêm
os versos que faço
chegados na chuva
trazidos no vento
Eles me caçam
me acham
versos vadios
versos gastos
passados de mão em mão
nos tempos de todos 05 tempos
nas cores de canções
nas rodas de verões
versos já ditos escritos repisados
por multidão de tresloucados
postas em suas horas incautas
versos antigos, arcaicos
perdidos na contramão das estradas
versos mortos que renascem
nas minhas mãos.

(CÉSAR, Ana Maria. Disponível em:http: domingocompoesia.com.br) Considerando o poema, a razão pela qual o eu lírico escreve versos é:
Considerando o sentido do prefixo “re-", apresenta a mesma estrutura de repisados a seguinte palavra: 
Alternativas
Q3146121 Português
Analise cada enunciado abaixo, observe a conjunção em negrito e a relação de sentido estabelecida entre parênteses. Assinale a alternativa que a relação está incorreta. 
Alternativas
Q3146120 Português
Analise as relações de sentido estabelecidas pelas preposições abaixo e assinale a única alternativa correta.
Alternativas
Q3146114 Português

Assinale, na sequência, a classe gramatical que foi alterada, mudando todo o sentido do último balão da charge.



Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q3146113 Português
Analise os enunciados abaixo, observe cada termo destacado e assinale alternativamente que a classe de palavra escrita entre parênteses está incorreta.
Alternativas
Q3145929 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como o cérebro humano se reconfigura a partir dos quarenta anos

À medida que envelhece, o corpo humano perde suas capacidades físicas de forma mais gradual.

Especialmente, entre os quarenta e os cinquenta anos, período chamado pelos médicos de quinta década, tem início, em vários órgãos do nosso corpo, um processo de deterioração. Perdemos massa muscular, a visão se torna menos aguçada e as articulações começam a falhar, por exemplo.

Mas, no cérebro, o processo é um pouco diferente. Mais do que um processo de deterioração progressiva, ocorre uma espécie de reconfiguração interna. O cérebro, embora represente apenas dois por cento do nosso corpo, consome vinte por cento da glicose que entra em nosso organismo. Mas, com a idade, ele perde a capacidade de absorver esse nutriente.

O cérebro configura uma espécie de reengenharia dos seus sistemas para aproveitar da melhor forma possível os nutrientes que, agora, pode absorver.

Segundo os cientistas, este processo é radical. E, como resultado, as diferentes redes de neurônios se tornam mais integradas nos anos seguintes, com efeitos sobre o processo cognitivo.

A principal conclusão é que o nosso cérebro é composto por uma complexa rede de unidades que, por sua vez, estão divididas em regiões, subregiões e, em alguns casos, neurônios individuais.

Com isso em mente, durante nosso crescimento e juventude, essa rede e suas unidades se encontram em processo de alta conectividade, o que é refletido, por exemplo, no aprendizado de temas específicos.

É por isso que, nessa idade, é mais fácil aprender esportes especializados e novos idiomas, além de desenvolver nossas habilidades em geral.

Segundo a análise realizada por uma equipe de cientistas, esses circuitos se alteram radicalmente quando chegamos à década dos quarenta anos. O resultado é um pensamento menos flexível, menor inibição de resposta e redução do raciocínio verbal e numérico.

Estas mudanças são observadas nas pessoas durante a chamada quinta década, o que coincide com as descobertas de que as mudanças de conectividade dessas redes atingem seu ponto máximo quando você passa dos quarenta para os cinquenta anos.

Isso ocorre porque os circuitos se conectam mais com as redes que dirigem os temas gerais e não específicos, como ocorre nos anos anteriores.

É como se, antes dos quarenta, os circuitos passassem pelas unidades do cérebro conectados a redes muito sofisticadas. Após essa idade, esses circuitos se conectam com todos os demais de forma generalizada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51z402jjz4o.adaptado.
O cérebro configura uma espécie de reengenharia dos seus sistemas para aproveitar da melhor forma possível os nutrientes que, agora, pode absorver.
Na frase em questão, é correto afirmar que há: 
Alternativas
Q3145928 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como o cérebro humano se reconfigura a partir dos quarenta anos

À medida que envelhece, o corpo humano perde suas capacidades físicas de forma mais gradual.

Especialmente, entre os quarenta e os cinquenta anos, período chamado pelos médicos de quinta década, tem início, em vários órgãos do nosso corpo, um processo de deterioração. Perdemos massa muscular, a visão se torna menos aguçada e as articulações começam a falhar, por exemplo.

Mas, no cérebro, o processo é um pouco diferente. Mais do que um processo de deterioração progressiva, ocorre uma espécie de reconfiguração interna. O cérebro, embora represente apenas dois por cento do nosso corpo, consome vinte por cento da glicose que entra em nosso organismo. Mas, com a idade, ele perde a capacidade de absorver esse nutriente.

O cérebro configura uma espécie de reengenharia dos seus sistemas para aproveitar da melhor forma possível os nutrientes que, agora, pode absorver.

Segundo os cientistas, este processo é radical. E, como resultado, as diferentes redes de neurônios se tornam mais integradas nos anos seguintes, com efeitos sobre o processo cognitivo.

A principal conclusão é que o nosso cérebro é composto por uma complexa rede de unidades que, por sua vez, estão divididas em regiões, subregiões e, em alguns casos, neurônios individuais.

Com isso em mente, durante nosso crescimento e juventude, essa rede e suas unidades se encontram em processo de alta conectividade, o que é refletido, por exemplo, no aprendizado de temas específicos.

É por isso que, nessa idade, é mais fácil aprender esportes especializados e novos idiomas, além de desenvolver nossas habilidades em geral.

Segundo a análise realizada por uma equipe de cientistas, esses circuitos se alteram radicalmente quando chegamos à década dos quarenta anos. O resultado é um pensamento menos flexível, menor inibição de resposta e redução do raciocínio verbal e numérico.

Estas mudanças são observadas nas pessoas durante a chamada quinta década, o que coincide com as descobertas de que as mudanças de conectividade dessas redes atingem seu ponto máximo quando você passa dos quarenta para os cinquenta anos.

Isso ocorre porque os circuitos se conectam mais com as redes que dirigem os temas gerais e não específicos, como ocorre nos anos anteriores.

É como se, antes dos quarenta, os circuitos passassem pelas unidades do cérebro conectados a redes muito sofisticadas. Após essa idade, esses circuitos se conectam com todos os demais de forma generalizada.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51z402jjz4o.adaptado.
 É por isso que, nessa idade, é mais fácil aprender esportes especializados e novos idiomas, além de desenvolver nossas habilidades em geral.
O número de substantivos presentes na frase em questão é de:
Alternativas
Respostas
5321: A
5322: D
5323: C
5324: D
5325: E
5326: A
5327: D
5328: E
5329: B
5330: C
5331: D
5332: E
5333: C
5334: D
5335: C
5336: E
5337: A
5338: E
5339: D
5340: D