Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3185612 Português
Assinale da alternativa incorreta quanto aos substantivos que no masculino tem um significado e no feminino têm outro diferente:
Alternativas
Q3185610 Português
Assinale a alternativa em que há um substantivo masculino:
Alternativas
Q3185607 Português
Assinale a alternativa em que está correta a formação do plural: 
Alternativas
Q3185605 Português
Assinale a alternativa que contenha somente advérbios de tempo:
Alternativas
Q3185604 Português
Assinale a alternativa que contenha um numeral cardinal, ordinal, multiplicativo e fracionário, nesta ordem: 
Alternativas
Q3185579 Português
O plural da palavra CRISTÃO, segue a mesma regra de formação da palavra :
Alternativas
Q3185575 Português

TEXTO 1


Vidas Secas (Graciliano Ramos)


Mudança



Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. — Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos. — Anda, excomungado. O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário — e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde. Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés. Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinhá Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados ao estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a sinhá Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinhá Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis. E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.



RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 37. ed. Rio de Janeiro:

Record, 1977.

Marque a alternativa em que não existe uma relação de causa e consequência entre as ideias. 
Alternativas
Q3185366 Português
Assinale a opção que contenha advérbios de tempo, lugar, modo, intensidade, nesta ordem: 
Alternativas
Q3185338 Português
Assinale a alternativa que contenha somente substantivos abstratos: 
Alternativas
Q3182367 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)



Identifique a oração em que todos os termos destacados são adjetivos:
Alternativas
Q3182365 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)



"Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos"

Identifique a alternativa que NÃO apresenta corretamente o masculino dos substantivos correspondentes :
Alternativas
Q3181994 Português
Na palavra DESACELERAÇÃO, há:
Alternativas
Q3181990 Português
Por que estudar com materiais impressos pode ajudar a
aumentar a retenção

Pesquisas indicam que o estudo com materiais impressos facilita
uma leitura mais lenta e cuidadosa

No mundo digital de hoje, muitos estudantes e profissionais migraram para e-books, tablets e laptops para estudar. No entanto, estudos indicam que o uso de materiais impressos pode ser mais eficaz para a retenção de informações. Entenda por que escolher o papel em vez das telas pode melhorar sua capacidade de aprendizado e memória, segundo um estudo da Universidade de Valencia. As informações são do The Guardian.

1. Materiais impressos reduzem a fadiga ocular e aumentam a concentração

Ler em dispositivos digitais por longos períodos pode causar fadiga ocular, desconforto e dificuldade para se concentrar. A luz
emitida pelas telas digitais, especialmente a luz azul, interfere no foco visual, levando a cansaço e, em alguns casos, dor de
cabeça. Esses fatores afetam diretamente a capacidade de se concentrar e reter informações. Com materiais impressos, você
elimina esse problema, permitindo um estudo mais confortável e prolongado, o que favorece a memorização. Além disso, o papel oferece uma experiência de leitura mais tranquila e linear, sem as distrações constantes de notificações ou a tentação de mudar para outros aplicativos, o que muitas vezes acontece ao estudar em dispositivos digitais.


2. O papel estimula um aprendizado mais ativo e profundo

Estudos mostram que a leitura de materiais impressos envolve um processamento cognitivo mais profundo em comparação com a leitura em dispositivos eletrônicos. Quando você interage com um livro físico, pode sublinhar, fazer anotações nas margens e folhear as páginas com mais facilidade, o que ajuda a reforçar o aprendizado. Essas ações promovem um envolvimento mais ativo com o conteúdo, aumentando a chance de reter as informações a longo prazo. O formato físico também facilita a criação de uma representação mental do conteúdo. Muitas pessoas conseguem "visualizar" onde certas informações estavam localizadas em uma página, o que ajuda na recuperação das informações no futuro. Esse tipo de memória espacial é menos comum quando se lê em dispositivos digitais.


3. Estudar com papel promove melhor compreensão e reflexão

Pesquisas indicam que o estudo com materiais impressos facilita uma leitura mais lenta e cuidadosa. Diferente da leitura rápida que ocorre frequentemente em dispositivos digitais, o papel incentiva a reflexão e a análise crítica. Essa desaceleração é essencial para uma compreensão mais profunda e para a retenção de conceitos complexos. Além disso, o ato físico de virar páginas e marcar progresso em um livro pode gerar uma sensação de conquista e controle sobre o aprendizado, o que ajuda a manter o foco e a motivação. Isso se traduz em um maior comprometimento com o conteúdo, aumentando significativamente a retenção de informações.

O papel como aliado da memória e do aprendizado

Embora os dispositivos digitais ofereçam conveniência, os materiais impressos têm vantagens claras quando o objetivo é melhorar a retenção de informações. Eles reduzem a fadiga ocular, promovem um aprendizado mais ativo e envolvem o cérebro em um processo de leitura mais profundo. Ao incorporar materiais impressos em sua rotina de estudos, você pode melhorar significativamente sua concentração, compreensão e capacidade de lembrar o que aprendeu. Portanto, da próxima vez que precisar estudar algo importante, considere deixar o tablet de lado e recorrer ao bom e velho papel.


Fonte: https://exame.com/carreira/guia-de-carreira/por-que-estudar-com-materiais-impressos-pode-ajudar-a-aumentar-a-retencao/?fbclid=IwY2xjawF0DdtleHRuA2FlbQIxMQABHbl79jkIg9y4wXAE_i9nJWevHj7Iiw6I-0SQaUP_1hoPBWERHfLRcF-54w_aem_cJ1lizqhZA1_J2oU3MTF3A&sfnsn=wiwspwa. Acesso em: 14 out. 2024.
“Entenda por que escolher o papel em vez das telas pode melhorar sua capacidade de aprendizado e memória, segundo um estudo da Universidade de Valencia”. Em seu contexto de uso, a palavra destacada é um tipo de conectivo classificado como:
Alternativas
Q3181454 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)

Em relação ao grau, ao gênero e ao número dos vocábulos retirados do texto, é INCORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3181452 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)

"A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos".

Em relação à concordância dos adjetivos do trecho acima, analise as afirmativas:

I.'vantajosa' é um adjetivo que atribui característica ao substantivo 'relação'.
II.'aconchegante' é um adjetivo que caracteriza o substantivo ' abrigo'.
III.'sociedade' é um adjetivo que caracteriza 'antigas'.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3179853 Português
Na frase “Os motoristas precisam estar atentos às condições da pista”, o termo destacado é um exemplo de:
Alternativas
Q3179852 Português
Sobre a formação de palavras, assinale a alternativa que apresenta uma palavra formada por prefixação.
Alternativas
Q3179850 Português
Sobre flexão nominal, assinale a alternativa que apresenta a forma correta do plural da palavra "farol".
Alternativas
Q3179831 Português
Em relação às classes de palavras, analise a frase a seguir:
"Os alunos brilhantes resolveram o problema com bastante facilidade."
Na frase, as palavras "brilhantes" e "facilidade" pertencem, respectivamente, às classes gramaticais de:
Alternativas
Q3179829 Português
Em relação à estrutura e formação de palavras, considere a palavra "desnecessário". Assinale a alternativa que indica corretamente o processo de formação dessa palavra.
Alternativas
Respostas
4981: D
4982: B
4983: A
4984: B
4985: C
4986: A
4987: C
4988: D
4989: A
4990: B
4991: D
4992: B
4993: A
4994: B
4995: B
4996: D
4997: C
4998: B
4999: D
5000: C