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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.601 questões

Q3384272 Português
POEMA
Mário Andrade

Neste rio tem uma iara...
De primeiro o velho que tinha visto a iara
Contava que ela era feiosa, muito!
Preta gorda manquitola ver peixe-boi.
Felizmente velho já morreu faz tempo.
Duma feita, madrugada de neblina
Um moço que sofria de paixão
Por causa duma índia que não queria ceder pra ele,
Se levantou e desapareceu na água do rio.
Então principiaram falando que a iara cantava, era moça,
Cabelos de limo verde do rio...
Ontem o piá brincabrincando
Subiu na igara do pai abicada no porto,
Botou a mãozinha na água funda
E vai, a piranha abocanhou a mãozinha do piá.
Neste rio tem uma iara...

ANDRADE, Mário. Clã do Jabuti. Projeto Livre Livro. Poeteiro: São Paulo, 2016, p. 27.
No verso “o piá brincabrincando”, há um processo de formação de palavras caracterizado por
Alternativas
Q3384138 Português
Texto 7

Sempre que eu contrariava Luzia desobedecendo a suas ordens, contestando quase tudo com respostas agressivas, ela me dizia que eu era tão ruim que minha vinda ao mundo pôs um fim à vida da mãe. “Deu fim à nossa mãe” era a sentença cruel, lançada para me atingir e evocar as complicações que se seguiram ao meu nascimento. [...]

VIEIRA JÚNIOR, Itamar. Salvar o fogo. São Paulo: Todavia, 2023. 
No texto, as palavras “agressivas”, “ruim” e “cruel” são exemplos de
Alternativas
Q3384124 Português
Texto 1

Governo de SP faz mobilização contra dengue, zika vírus e chikungunya em 1º de março
São Paulo, 24/02/24

O governo de São Paulo pretende fazer uma mobilização contra arboviroses como dengue, zika vírus e chikungunya no próximo dia 1º de março, realizando ações de combate a mosquitos transmissores, além de orientação da população nos 645 municípios do Estado.

A iniciativa, chamada de “Dia D de Mobilização Estadual”, foi definida durante reunião de ontem, 23, no Centro de Operações de Emergências (COE), e contou com participação da Secretaria Estadual da Saúde, Defesa Civil, Secretaria da Educação e do Exército.

Entre as ações, haverá iniciativas especiais em escolas, com o apoio das secretarias da Educação e da Saúde, além de mobilização de equipes para atendimento da população com ações em residências para eliminação de mosquitos.

Antes disso, o COE do Estado de São Paulo já pretende intensificar ações para combater as arboviroses a partir desta segunda-feira, 26, e contará com o apoio do Exército para ações de limpeza urbana e orientação da população. Também está prevista a criação do portal “Dengue100Dúvidas”, com 100 questionamentos mais comuns entre a população sobre dengue, zika e chikungunya, e com respostas dos profissionais de saúde. A plataforma estará disponível a toda a população de forma online a partir da próxima semana.

Segundo o governo estadual, o efetivo de profissionais que atuará nessa operação será definido de acordo com a necessidade e situação epidemiológica de cada município, e todos os profissionais receberão tratamento da Secretaria da Saúde.

Uol. Disponível em:<https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agenciaestado/2024/02/24/governo-de-sp-faz-mobilizacao-contra-dengue-zika-virus-echikungunya-em-1-de-marco.html> . Acesso em: 24 fev. 2024. [Adaptado].
No trecho “Segundo o governo estadual, o efetivo de profissionais que atuará nessa operação”, o verbo destacado está conjugado no 
Alternativas
Q3384024 Português

        A Casa Porto Seguro seria mais um abrigo comum da capital paulista não fosse um diferencial: o local possui uma horta comunitária, que é cuidada pelas próprias pessoas em situação de rua.

        Lá, elas cultivam os mais variados tipos de legumes e verduras, além de ervas para chás, e tudo 100% livre de agrotóxicos. Depois de colhidos, os alimentos têm destino certo: a cozinha da Casa, onde são preparados, diariamente, mais de 130 almoços – além de café da manhã.

        Com os legumes e verduras cultivados na horta comunitária, a equipe do abrigo – ou centro de convivência, como gostam de chamá-lo – já garante cinco dias de salada, por mês para os frequentadores, o que rende uma economia de R$ 200,00 no orçamento.

        Já as pessoas em situação de rua ganham muito mais do que um prato de comida cultivada por elas mesmas. Ocupam-se, sentem-se úteis, aprendem um ofício e fazem, de graça, umas das mais eficazes terapias do mundo: mexer na terra.


Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/planeta/moradores-emsituacao-de-rua-cultivam-horta-comunitaria-em-abrigo. Acesso em: 12 dez. 2023. [Adaptado].

No primeiro e no segundo parágrafos, a palavra “Casa” foi escrita com letra inicial maiúscula porque é um 
Alternativas
Q3383631 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O zelador do labirinto

    Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.
    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.
    Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
    Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!
    Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
    Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
    O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?
    A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 
No excerto “Queriam saber como sair dali.”, o advérbio “ali” ocorre contraído com a preposição “de”. Esse advérbio, no contexto indicado, exprime uma circunstância de:
Alternativas
Q3383628 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O zelador do labirinto

    Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.
    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.
    Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
    Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!
    Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
    Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
    O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?
    A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 
A palavra “bem”, que ocorre em “O zelador não entendeu bem.”, tem a função gramatical de:
Alternativas
Q3383596 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:
Marília resolvia todos os seus problemas com o papel e a caneta, sem precisar utilizar a voz.
Qual é a função da preposição destacada na afirmativa?
Alternativas
Q3383059 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:
Coluna 01:
(__)Eu tenho cinco maçãs na cesta.
(__)O terceiro colocado na competição recebeu uma medalha de bronze.
(__)Eu comi metade da pizza no jantar.
(__)Ele correu o dobro da distância que costuma correr todos os dias.
(__)Os elencos das equipes de futebol são compostos por dezenas de jogadores.
Coluna 02:
I.Cardinal.
II.Coletivo.
III.Fracionário.
IV.Multiplicativo.
V.Ordinal.
Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de numeral empregado nas afirmativas da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3382795 Português
No que se refere à estrutura morfossintática das orações abaixo, é CORRETO afirmar que 
Alternativas
Q3382793 Português
Analise o cartaz abaixo.
6.png (183×228)
No trecho “Protejam o Padre Júlio Lancellotti”, a forma verbal destaca contém: 
Alternativas
Q3382709 Português
Assinale a alternativa em que se verifica o grau superlativo relativo na construção adjetiva.
Alternativas
Q3382215 Português

Leia com atenção as afirmativas abaixo:


I.O cachorro correu pelo parque atrás da bola.


II.O livro "Dom Quixote" foi escrito por Miguel de Cervantes.


III.A árvore estava carregada de frutas maduras.


IV.A Torre Eiffel é um dos monumentos mais famosos do mundo.


V.O sol brilhava intensamente no céu azul.


Em quais das afirmativas lidas há a presença de um substantivo próprio?

Alternativas
Q3382211 Português
Assinale a alternativa que não possui o emprego de um adjetivo composto:
Alternativas
Q3382081 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. 

O prefixo apresentado em ‘superalimentação’, palavra que ocorre no excerto dado, imprime à sua palavra primitiva um sentido de: 
Alternativas
Q3382079 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. 

A locução “ainda por cima”, que ocorre no excerto dado, classifica-se, do ponto de vista gramatical, como: 
Alternativas
Q3382004 Português
Nas sentenças a seguir, verifica-se locução adverbial apenas em:
Alternativas
Q3382000 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Um pé de milho


    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.


    Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim — mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.


    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro — e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais — mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua — não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.


    Detesto comparações surrealistas — mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento — e em outra madrugada parecia um galo cantando. 


    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.


Braga, R. Um pé de milho. Rio de Janeiro: Record, 2004.
Analise o excerto a seguir quanto aos adjetivos que nele ocorrem: “Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.” São comuns de dois gêneros apenas:
Alternativas
Q3381935 Português
Leia com atenção as seguintes afirmativas:
I.Eu vi um carro vermelho estacionado em frente à casa.
II.Um pássaro pousou no galho da árvore e começou a cantar.
III.O cachorro correu até o portão para cumprimentar o dono.
IV.A lua brilhava intensamente no céu noturno.
V.As flores do jardim desabrocharam com a chegada da primavera.
Em quais das afirmativas lidas há o emprego de um artigo indefinido?
Alternativas
Q3381901 Português
Identifique em qual das sentenças a seguir ocorre verbo irregular.
Alternativas
Q3381899 Português
A sentença cuja palavra em destaque é um substantivo composto é: 
Alternativas
Respostas
4781: B
4782: B
4783: D
4784: C
4785: D
4786: C
4787: E
4788: C
4789: B
4790: D
4791: C
4792: D
4793: E
4794: C
4795: B
4796: A
4797: C
4798: B
4799: C
4800: E