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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

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Q3528517 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

O vocábulo “3.492ª” é um exemplo de numeral: 
Alternativas
Q3528511 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


O tempo de cada um



    Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.


    Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.


    Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.


    Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.


    Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?



Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado). 

A palavra "adolescência" em “no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa” é classificada morfologicamente como:
Alternativas
Q3521955 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.  


Um mundo com cada vez menos crianças
da Revista Pesquisa FAPESP

   Somália[,] Níger[,] Chade[,] Samoa[,] Tonga e Tadjiquistão. Esses são os seis únicos países do mundo que, por volta de 2100, deverão apresentar uma taxa de fecundidade feminina (número de filhos vivos por mulher) elevada o suficiente para manter ao menos estável o tamanho da população, segundo uma projeção internacional recente. Para determinada população preservar seu tamanho, as mulheres PRECISAM ter, em média, ao menos dois filhos, que substituirão os pais. Se a taxa de crianças por mulher for superior a essa por um tempo, a população cresce. Se for menor, encolhe. Nos últimos 70 anos, o mundo vem testemunhando uma redução drástica na fecundidade feminina. Em 1950, cada mulher tinha, em média, 4,8 filhos. Esse número havia baixado para 2,2 em 2021 e deve continuar diminuindo. Se não HOUVEREM mudanças, a média mundial deve baixar para 1,6 filho por mulher em 2100, segundo os cálculos de um grupo internacional de pesquisadores coordenado por Simon Hay, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Apenas 94 nações mantinham a fecundidade feminina em 2,1 filhos por mulher, o suficiente para repor a população, em 2021. No final do século, DEVE ser apenas aqueles seis países. "Essas tendências futuras nas taxas de fertilidade e nascidos vivos irão reconfigurar completamente a economia global e o equilíbrio de poder internacional e exigirão a reorganização das sociedades”, AFIRMOU a pesquisadora Natalia Bhattacharjee, coautora do estudo, ao site ScienceAlert. Com a redução sustentada no número de nascimentos e o envelhecimento das populações, alertam os pesquisadores, os países poderão enfrentar redução na força de trabalho e sobrecarga dos sistemas de saúde e de segurança social. Menos de 50% das crianças NASCIAM em países de média e baixa renda em 1950. Essas nações concentrarão 80% dos nascimentos em 2100 (The Lancet, 20 de março; ScienceAlert, 30 de março).

Um mundo com cada vez menos crianças. Pesquisa Fapesp, maio de 2024. Disponível em: https\:/revistapesquisa.fapesp.br/um-mundo-com-cadavez-menos-criancas/. Acesso em: 09 mai. 2024. Adaptado.
Tendo em vista seu emprego no enunciado, qual é a classe de palavras em que se encaixa o vocábulo grifado na porção central do texto?
Alternativas
Q3521000 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Momentos fora de série


Há algo inegavelmente mágico em mergulhar nas profundezas do universo da adolescência. É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível — e ao mesmo tempo, absolutamente terrível. E é nesse turbilhão de emoções que a diretora Olivia Wilde (Não se Preocupe, Querida; Wake Up) decide nos lançar em seu filme Fora de Série (2019) - disponível no Prime. Uma obra que não é apenas comédia, mas sim um espelho perspicaz da juventude contemporânea.


  A trama nos guia através da vida de duas melhores amigas, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), que estão prestes a se formar no Ensino Médio - e determinadas a provar que não são apenas nerds - e, então, decidem extravasar em uma noite de festa antes da formatura. Elas subitamente se dão conta de que passaram os últimos anos tão focadas nos estudos, que perderam todas as experiências típicas da adolescência, e assim, embarcam numa jornada hilariante e tocante, repleta de reviravoltas e autoconhecimento.


Olivia Wilde captura com maestria a essência da juventude, com todas as suas contradições e complexidades, sem jamais perder de vista o humor e as emoções que tornam essa fase da vida tão única e inesquecível. Os típicos estereótipos desse gênero de filme são questionados e quebrados — uma refrescante surpresa.


Os ritos de passagem do amadurecimento são explorados sem subestimar a inteligência do público nem cair nos clichês habituais. Sexo e drogas estão presentes, mas não de forma glamorizada; ao contrário, são tratados com naturalidade, e é essa abordagem autêntica e despretensiosa que torna a obra cativante. Os adultos também têm o seu espaço na película, mas não como meros antagonistas unidimensionais - eles são retratados de maneira realista, com todas as suas falhas e inseguranças, mas também com amor e compreensão. É um lembrete para os adolescentes que criticam os mais velhos, como se não fossem envelhecer também. Todos nós enfrentamos desafios similares nessa fase da vida.


Cada personagem é como um fragmento de uma memória, uma lembrança dos momentos "que contando ninguém acredita" pelos quais todos já passamos ao deixar os livros de lado e sair para nos divertir. E se você não se identificar com pelo menos um desses personagens, então talvez não tenha realmente aproveitado sua adolescência.


 O longa-metragem nos convida a relembrar nossos próprios dias de escola, repletos de sonhos e desafios e - é claro - muita diversão. Então, se você está pronto para uma dose de nostalgia e diversão sagaz, não deixe de assistir Fora de Série. E, lembre-se, que nunca é tarde para vivenciarmos momentos fora de série.


Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

O adjetivo que condensaria o título do texto é:
Alternativas
Q3518030 Português

Em apenas um ano, Rio Grande do Sul enfrentou dez episódios de chuvas extremas, analisa especialista em recursos hídricos da Unesp.


Rodrigo Manzione diz que construção de cidades próximas a rios teve por base sensação de segurança da população que se revelou equivocada, e explica os fatores atmosféricos e geográficos que contribuíram para os estragos que as chuvas e as cheias têm causado no estado desde 2023. "Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres", diz.


Em 08/05/2024


Renato Coelho

[...]


    O governo do RS afirmou que 790 escolas de 216 municípios foram afetadas: 388 sofreram danos e 52 servem de abrigo. Também foram registrados problemas de transporte e de acesso, e estima-se que 273 mil estudantes foram impactados. As regiões de Porto Alegre, São Leopoldo, Estrela, Guaíba, Cachoeira do Sul e Canoas não têm previsão de retomada das aulas.


    O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Dessa forma, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil, como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais. A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação.


    Rodrigo Lilla Manzione, professor e especialista em gestão de recursos hídricos da Unesp em Ourinhos, faz um panorama do estado de devastação que o Rio Grande do Sul enfrenta, e aponta aspectos geográficos, climáticos e administrativos que geram desastres dessa magnitude.


    Manzione relata que o Rio Grande do Sul, especificamente, sofreu dez eventos de chuvas extremas apenas no último ano, entre junho de 23 e maio de 24, sendo um em junho, um em julho, dois em setembro, um em outubro, dois em novembro, um em janeiro e outro agora em abril / maio. Porém, as centenas de municípios afetados na última semana equivalem a três vezes o montante impactado pelo evento ocorrido em setembro, que já foi catastrófico.


    "Existem cidades que estão passando pela quarta vez consecutiva por eventos como esse, de chuvas extremas e consequentes alagamentos. Os eventos citados primeiro ocorreram em regiões específicas, alguns mais concentrados. Mas, o que chama atenção nesse evento que está ocorrendo agora é a dimensão. Ele se espalhou por vários municípios. Já são, infelizmente, quase 100 óbitos segundo números oficiais, e muitos desaparecidos. Esses óbitos são por diferentes razões: soterramento, afogamento, choque elétrico. É realmente uma barbaridade o que está acontecendo no RS. Sem contar as 12 barragens sob pressão, duas em estado de emergência, cinco em estado de alerta e cinco em atenção. Uma delas, a Barragem 14 de Julho, rompeu parcialmente, e houve necessidade de evacuar dez municípios.


    "De acordo com o pesquisador da Unesp, a calamidade ocorre porque a região possui muitos rios meandrantes e também muitos rios de serra. Essas características acabam dando uma velocidade para essas águas maior do que rios de planície. E quando eles encontram a planície, ali próximo da Baía dos Patos, na região de Porto Alegre, a água para, pois os rios de planície têm uma vazão menor. E quando a água para, a tendência é que ela se espalhe.


    "Vários municípios do Rio Grande do Sul acabaram sendo criados nas curvas desses rios. Com as barragens e as benfeitorias ao longo do tempo, foi passada uma falsa sensação de segurança para a população. E esses municípios foram aumentando sem que medidas próprias e adequadas para a contenção das cheias fossem feitas. E, nesse evento específico, é possível ver um daqueles cenários em que vários componentes se unem para aumentar sua potência", explica. [...]


    O pesquisador compara os acontecimentos no estado gaúcho à destruição ocasionada pelo furacão Katrina nos EUA, em Nova Orleans, em 2005. "Só que o Katrina teve em torno de 2000 óbitos oficiais e foi concentrado numa região. Esse evento no Rio Grande do Sul, embora não tenha causado tantas vítimas fatais, acabou destruindo a infraestrutura do Estado. Devido ao imenso impacto gerado na economia, agricultura e indústria, as cidades vão demorar para serem reconstruídas, e o custo será muito alto", diz.

[...]


Adaptado - https://jornal.unesp.br

"[...] reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais." 2°§



As palavras sublinhadas apresentam o seguinte processo de formação:

Alternativas
Q3516439 Português

Escolas do futuro são escolas 'low tech'


Materiais físicos impulsionam habilidades motoras, criatividade e imaginação


2. mai, 2024 | José Ruy Lozano



        Chamou a atenção da imprensa, no ano passado, o fato de que o sistema público1 de educação da Suécia decidiu voltar a usar livros e cadernos físicos2, como material didático obrigatório, no lugar de tablets e laptops. As razões apresentadas pelos suecossão várias, mas passam pela aprendizagem da leitura e pela manutenção da capacidade de concentração dos estudantes4. Em ambos os casos, os materiais físicos apresentam resultados muito melhores.


        Os escandinavos não estão sozinhos. Já forma uma longa fileira a lista de países desenvolvidos que _______  [vem/vêm] progressivamente abandonando equipamentos digitais e retornando ao papel e à caneta. As autoridades educacionais desses países baseiam-se em pesquisas científicas recorrentes, que apontam não só a melhoria do rendimento acadêmico como também o desenvolvimento mais adequado de habilidades motoras e o impulso à criatividade e à imaginação, sempre mais bem estimuladas pelo uso de materiais físicos nas escolas.


        Não há que se imaginar a escola contemporânea totalmente desconectada do mundo digital. Evidentemente, salas de aula com computador e conexão à internet, que permitam a exibição de materiais visuais diversos, além de espaços com equipamentos digitais para pesquisa online, mostram-se indispensáveis no mundo de hoje. A tecnologia digital, no entanto, não é fetiche ou panaceia. Ela não só não é capaz de solucionar problemas, como, por vezes, termina por ampliá-los.


        Jonathan Haidt, professor da Universidade de Nova York, publicou dados alarmantes em seu novo livro, “The Anxious Generation” ("A Geração Ansiosa"), que aborda a deterioração da saúde mental de crianças e adolescentes a partir de 2010. Quadros de depressão, ansiedade, automutilação e suicídio __________ [tem/têm] aumentado dramaticamente desde então. Não à toa, é justamente a partir de 2010 que se dá a generalização do uso das redes sociais, notadamente o Instagram, difundindo-se entre os mais jovens.


        Ao largo das pressões negativas do mundo virtual, que captura a atenção dos mais jovens, corrói sua capacidade de concentração e os transforma em objetos manipulados por algoritmos, educadores ______ [tem/têm] reiterado a necessidade da redescoberta das relações de proximidade e do mundo físico. Nas mais renomadas escolas do Vale do Silício, na Califórnia, onde estudam os filhos dos executivos das grandes corporações mundiais de tecnologia, há poucas telas de LED e muitas ferramentas. No lugar do computador, lápis e caneta, mas também martelo, chave de fenda, pincel. A educação “mão na massa”, com objetos e materiais físicos, predomina em relação a dispositivos eletrônicos.


        Diante da revolução representada pelo Big Data e pelas inteligências artificiais, devemos nos manter firmes como educadores que visam produzir conhecimento, não apenas reproduzir o que está armazenado nas bases de dados de governos e de empresas. Afinal, a educação não é apenas dar acesso a informações, mas principalmente fazer refletir e questionar a partir das informações que acessamos.


    José Ruy Lozano — Sociólogo e educador, é autor de livros didáticos e membro da Comunidade Reinventando a Educação (Core).




    LOZANO, José Ruy. Escolas do futuro são escolas 'low tech'. Folha de São Paulo, 02 de maio de 2024.Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/06/escola-do-futuro-sao-escolas-low-tech.shtml Acesso em: 05 mai. 2024. Adaptado.    

Os advérbios presentes na expressão "bem estimuladas" veiculam, respectivamente, as ideias:
Alternativas
Q3515450 Português
Assinale a alternativa em que a frase, segundo a norma padrão da Língua Portuguesa, está escrita corretamente.
Alternativas
Q3515346 Português

Leia o texto para responder à questão.


Fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus é repatriado ao Brasil.



Levado ilegalmente da Bacia do Araripe, no Cariri, para a Alemanha há quase 30 anos, o fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus voltou ao Brasil depois de uma disputa internacional pela sua posse, que contou com a mobilização da comunidade científica brasileira e internacional.


Allyson Pinheiro, professor e diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, localizado em Santana do Cariri, celebrou o referencial simbólico do retorno do fóssil. “A vinda do Ubirajara jubatus ao Ceará é muito importante, muito significativa. É um símbolo de que os patrimônios dos territórios pertencem aos povos dos territórios e de que a ciência tem limites éticos a serem cumpridos”, pontuou o diretor. Além disso, ele também ressaltou que a relevância da medida vai além da ciência, respingando, inclusive, na economia. “Essa ação é um símbolo também para desenvolvimento desses territórios. Um dinossauro com essa repercussão tem um potencial de atrair um turismo diferenciado, influenciando o desenvolvimento, fazendo a roda da economia girar”, pontuou o professor.


O Cariri possui um projeto de desenvolvimento territorial de mudanças das condições socioeconômicas locais por meio de objetos como o fóssil Ubirajara, que é um patrimônio paleontológico e geológico brasileiro.


Desde 1942 a legislação brasileira determina que fósseis são patrimônio da União. Por isso, eles não podem ser comercializados. Para que saiam do País, é exigida uma autorização formal. A exportação é totalmente proibida para os exemplares de referência de novas espécies, os holótipos, caso do Ubirajara jubatus. Cientistas estrangeiros só podem coletar materiais biológicos ou minerais em território nacional se incluírem em seu trabalho pesquisadores brasileiros.



(Isabella Campos. Fóssil do dinossauro Ubirajara jubatus é repatriado ao Brasil e entregue ao Governo do Ceará. 12 de junho de 2023. Adaptado. Disponível em: https://www.ceara.gov.br/2023/06/12). 

Assinale a alternativa que substitui corretamente a expressão destacada em “mudanças das condições socioeconômicas locais por meio de objetos como o fóssil Ubirajara” (3o parágrafo),
Alternativas
Q3514775 Português
A respeito dos processos de formação das palavras, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3514774 Português
05/05 – Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos

        O uso racional de medicamentos é entendido pela Organização Mundial da Saúde como a prescrição apropriada de medicação para as condições clínicas de cada paciente, em doses adequadas às suas necessidades, por um período adequado e ao menor custo, para o paciente e para a comunidade.

      O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 05 de maio, é uma data de conscientização sobre os riscos _______________ ao mau uso dessas substâncias, principalmente no que se refere à automedicação.

        O uso inadequado e/ou indiscriminado de medicamentos assim como a prática da automedicação _____________entre as principais causas de acidentes ______________ a fármacos. A automedicação ou uso de produtos indicados por amigos ou parentes ______________ ocasionar sérios riscos à saúde, como mascaramento ou agravamento de sintomas, possibilidade de reações adversas ou até mesmo intoxicações. Um medicamento indicado para uma pessoa pode não ser indicado para outra pessoa, mesmo que os sintomas e o problema de saúde sejam parecidos. A escolha apropriada depende do histórico de saúde de cada pessoa, questões alérgicas, idade, entre outros fatores.

        A campanha é, também, uma ótima oportunidade para divulgar e reforçar informações sobre a resistência microbiana aos antimicrobianos, que ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas mudam ao longo do tempo e não _____________ mais a eles, tornando as infecções mais difíceis de serem tratadas. Dessa forma, a resistência microbiana faz aumentar o risco de propagação e gravidade das doenças, com consequente aumento de mortes.

(Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/05-5-dia-nacional-do-uso-racional-de-medicamentos-2/. Texto adaptado para esta prova.) 
Assinale a alternativa que apresenta, uma sequência de palavras que preenchem corretamente as lacunas do texto acima, conforme a norma-padrão da língua portuguesa: 
Alternativas
Q3512196 Português
Instrução: Leia a crônica a seguir e responda à questão.

Casamento

    Eu e a minha esposa desenvolvemos uma estratégia para fazer durar o matrimônio. Nós vamos a um bom restaurante sempre duas vezes na semana, um lugar com comida boa e bebida de qualidade. Geralmente eu vou às quintas, enquanto ela vai às sextas.
    Outra estratégia foi dormir em camas separadas, a minha fica em São Paulo e a dela em Porto Alegre.
    Sugeri a ela que na data de comemoração do casamento fôssemos a algum lugar comemorar, de preferência um onde não tivéssemos ido há muito tempo. Ela pensou, pensou, e eu sugeri a cozinha.
    Outra coisa essencial é que sempre que estamos nas ruas caminhamos com as mãos dadas, afinal, se eu soltar um segundo ela já vai comprar alguma coisa.
    Ela já possui uma torradeira, forno elétrico, fritadeira elétrica e vários eletrodomésticos. Mas, outro dia estava reclamando de que possuímos em casa muitos aparelhos, porém nos faltam lugares para sentar. Então, resolvi o problema comprando para ela uma cadeira elétrica.
    É preciso saber que estar casado é a primeira causa de se passar por um divórcio. Estatísticas apontam que todos os divórcios do mundo começaram justamente em um casamento.
    Eu considero que me casei com a pessoa certa. O que eu não imaginava é que ela estaria sempre certa.
    Porém, apesar de tudo, preciso admitir que a última briga que tivemos foi totalmente por minha culpa. Era final de tarde, eu estava sentado na sala, ela chegou lentamente e perguntou o que tinha na tv. Sem hesitar, fui logo respondendo que tinha poeira.
    Bem, o resto você já deve imaginar como foi.

(Disponível em: www.tediado.com.br./Acesso em: junho/24.)
Em relação à análise linguística de palavras no texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3511631 Português
Os substantivos sofrem flexões (gênero, número e grau) que são essenciais para a construção dos enunciados e a comunicação eficiente. Sobre esse tema, leia atentamente os trechos a seguir.
I. A rainha do pop afirmou com todas as letras que, para chegar ao sucesso, sofreu muitos e variados reveses que ela considerou como desafios a exigir esforços e resiliência. → A palavra reveses é plural de revés.
II. Os investigadores não conseguiram encontrar nenhuma testemunha que pudesse ter presenciado o assassinato da advogada no domingo. → A palavra testemunha, por estar no feminino, refere-se à pessoa do sexo feminino.
III. Quase todos os dias, recebo informações dos grupos policiais do bairro sobre charlatães agindo nas proximidades do shopping e das agências bancárias. → A palavra charlatães é plural de charlatão.
IV. As bandeirolas tremulavam ao vento quando o carro do ditador passou em direção ao estádio onde estavam aprisionados os políticos contrários ao regime. → A palavra bandeirolas está no grau diminutivo de bandeiras.
Estão corretos os trechos
Alternativas
Q3511629 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

Eu, modo de usar:
    Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas… permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos, e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
    Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
    Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca… Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois… se calhar…deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos… me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar… experimente me amar!
(MEDEIROS, M. Cartas Extraviadas e Outros Poemas. Porto Alegre: LP&M, 2010.)
Há no texto uso de adjetivos que se flexionam somente em número. Assinale o trecho em que há exemplos desse fato linguístico.
Alternativas
Q3509563 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Literatura para ver

Georgina Martins

    “Mas eles não são cegos, como é que não conseguem ler Machado de Assis?” Em 2008, esta foi a minha resposta ao pedido de ajuda de uma aluna do curso de especialização em literatura infantil e juvenil da Faculdade de Letras da UFRJ. Ela era professora do Ensino Médio da rede pública e precisava de sugestões metodológicas para ensinar literatura aos seus alunos surdos. Minha resposta, na verdade, minha pergunta, foi resultado do meu primeiro espanto diante de uma questão a qual sequer poderia supor que se tornaria minha principal indagação e meu maior desafio na prática docente.
    A professora desejava que seus alunos surdos lessem Machado de Assis, o que, para minha ignorância, não se constituía em um problema diferente daqueles que a grande maioria dos professores de literatura enfrenta. Por isso me pus a sugerir os mais batidos conselhos: ler com eles, explicar a sintaxe de Machado, mostrar que a estrutura frasal é mais complexa do que a dos textos com os quais estão acostumados, fazer um passeio pelo contexto histórico e cultural do Brasil do século XIX, e, principalmente, fazê-los acreditar que a professora deles é uma leitora, e todo aquele papo de educação pelo exemplo.
    A professora me repetiu que os alunos eram surdos e que, por isso, tinham muitas dificuldades com a leitura, logo, ensinar literatura para eles não era uma tarefa fácil. Confesso que não entendi quase nada do problema, porque minha ignorância no assunto me fazia pensar que a surdez não se configurava em impedimento para o aprendizado da língua portuguesa.
    Movida pela curiosidade em adentrar em um universo de novas possibilidades e pelo desejo de ajudar a tal aluna, procurei auxílio com a professora Deize Santos, que, à época, atuava no departamento de linguística da Faculdade de Letras. Coincidentemente, ela estava às voltas com a aprovação de dois importantes cursos nessa área – uma graduação em Letras-Libras e uma pós-graduação em tradução e interpretação em língua de sinais – e não mediu esforços em partilhar todo conhecimento que havia acumulado sobre o tema. Três anos depois, por ocasião da aprovação do curso de “pós”, convidou-me para ministrar a disciplina de literatura infantil e juvenil para a turma de surdos e ouvintes que começava na Faculdade de Letras. A experiência não só me fez rever toda prática de ensino, como ainda proporcionou minha plena realização profissional, confirmando a crença de que ensinar literatura é preciso e aprender literatura é um direito de todo ser humano.
    Tenho por hábito começar minhas aulas buscando esclarecer a origem e a natureza do objeto sobre o qual vamos nos debruçar durante o período letivo, daí a necessidade de começar investigando, juntamente com a turma, os diferentes modos de conceituar literatura e seus principais gêneros discursivos, como poesia e prosa, para, logo em seguida, entrar na discussão sobre o literário e o literal, tendo como suporte as noções linguísticas de denotação e conotação. Mas como fazer isso com alunos surdos que não têm a língua portuguesa como primeira língua?
    Descobri que os surdos acabam por ser estrangeiros na própria pátria. Era preciso pensar o ensino de literatura de outro modo, uma literatura para ver, e só depois para ler […]


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/literatura-para-ver/. Adaptado. 
As expressões logo e porque, destacadas no texto, podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por, respectivamente: 
Alternativas
Q3509290 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
No que trata dos aspectos gramaticais do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho! – esse trecho demonstra uma variante linguística brasileira muito utilizada na oralidade.
( ) O vocábulo ‘avionada’ é formado pelo processo de composição por justaposição.
( ) O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto – pode-se observar nesse excerto uma relação de causa e consequência.
( ) O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração. – nesse trecho há linguagem denotativa.
( ) Em Visibilidade zero, doutor. e Estamos sem comunicação, estou vendo se volta..., – o uso da vírgula se justifica pela mesma razão: separar orações.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3509245 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Emergência neurológica


Governos devem focar nessas doenças, ligadas ao envelhecimento populacional


Da perspectiva da saúde individual, efeitos importam mais que causas. São eles a diminuir a qualidade de vida dos pacientes, e foi ajustando esse foco que nova análise do relatório "Fardo Global da Doença" apontou as enfermidades neurológicas como problema central do presente.

O estudo publicado no periódico The Lancet Neurology revela que, em 2021, 43% da população mundial, 3,4 bilhões de pessoas, enfrentaram doenças do sistema nervoso, como demências, cefaleias ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Essas patologias cresceram mais de 50% desde a década de 1990 e ultrapassaram as cardiovasculares, antes consideradas mais prevalentes. Tal mudança decorre de vários fatores, até metodológicos.

O escopo de distúrbios neurológicos do relatório avançou de 15 para 37, incluindo síndromes como complicações da Covid-19. Além disso, o AVC passou a ser classificado como problema neurológico, e não mais cadiovascular.

O AVC não deixou de ter como origem a obstrução de vaso sanguíneo no cérebro. Os efeitos desses acidentes num órgão vital, como paralisias, é que pesaram mais que a etiologia para classificá-los entre as patologias neurológicas.

Há, porém, fenômeno subjacente mais significativo que alterações de critérios: o envelhecimento da população. Com mais idosos, aumenta a prevalência de moléstias características dessa faixa etária, como Alzheimer, Parkinson e AVCs.

A tendência é global e se manifesta também em países de renda média, como o Brasil. Entre os censos de 2010 e 2022, a parcela de habitantes com 65 anos ou mais no país passou de 14 milhões (7,4%) para 22 milhões (10,9%) — o aumento absoluto foi de 57,4%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a região das Américas não conta com o preparo desejável para lidar com o envelhecimento progressivo.

Nada menos que 75% dos brasileiros idosos dependem exclusivamente do SUS. Desde 2018, o serviço tem diretrizes para essa fase da vida, com foco em tratamento, prevenção e qualidade de vida — como deve ser e como se torna doravante imperioso aprofundar.


([email protected]. 17.03.2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/03/emergencianeurologica.shtml. Acesso em 06 de abril de 2024.) 
Sobre recursos linguísticos e gramaticais usados nesse texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Da perspectiva da saúde individual, efeitos importam mais que causas. São eles a diminuir a qualidade de vida dos pacientes. O termo em destaque colabora para a coesão do texto, já que referencia um termo anterior.
( ) Há, porém, fenômeno subjacente mais significativo que alterações de critérios. Esse trecho exemplifica o registro formal da linguagem.
( ) O vocábulo envelhecimento é um substantivo comum, formado pelo processo de derivação imprópria.
( ) O trecho A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a região das Américas não conta com o preparo desejável para lidar com o envelhecimento progressivo é um exemplo de um período composto por subordinação.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3509211 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


O caminho das pedras


    Era um rapaz quieto, de poucos amigos. Gostava de pescar, mas sempre sozinho. Sonhador, também era. Acalentava sonhos elaborados, que sabia quase impossíveis. Sonhos de um dia ser um grande artista, um pintor, talvez, ou um músico. Quem sabe um maestro. Nada fazia para concretizar tais sonhos, mas tampouco sofria. Talvez se convencesse de que sonhar é melhor do que viver.

    Talvez, pela mesma razão, gostasse tanto de pescar. Alguém já disse que pescar é um esporte que consiste de uma vara, com um peixe numa ponta e um idiota na outra. Mas o rapaz achava isso uma injustiça. A pescaria, principalmente se solitária, é um momento em que o pescador se vê propenso às mais profundas reflexões. É um ato de inteligência.

     E foi pensando assim que, naquele fim de tarde, pegou seus apetrechos - a maleta de duas cores, cheia de faquinhas, chumbadas, anzóis e mais a vara de pesca – e tomou o caminho do mirante, beirando os costões de pedra. Caminhou pela amurada estreita, de pedras sobrepostas, vendo o brilho do mar lá embaixo, de um verde escuro, denso, tão diverso do verde aguado do capinzal que se estendia pela encosta. O sol de verão já ia baixo no horizonte, na certa uma bola vermelha, mas dali de onde estava não podia vê-lo, as montanhas impediam. Via apenas o avermelhado do céu no ponto em que este se juntava ao mar.


(SEIXAS, H. O amigo do vento. Crônicas. São Paulo: Moderna, 2015.)
Sobre a análise gramatical de palavras da frase Talvez se convencesse de que sonhar é melhor do que viver., assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3504949 Português
texto 4


Leia o trecho do jornal Folha de S. Paulo abaixo:

Ressurreição digital: é ético, legal e saudável falar com mortos via inteligência artificial?

Prática de recriar entes queridos falecidos usando IA gera dilemas sobre identidade, consentimento e no papel da memória no processo de luto

(…) Então, qual é o papel da memória nesse processo? A ressurreição digital pode ser vista como uma tentativa de preservar ............... memória, de manter viva .................  presença daqueles que perdemos. Mas é ético apegar-se .................... representação artificial em vez de permitir que a memória evolua e se transforme ao longo do tempo?

A memória humana não é estática: ela é seletiva, muda e se adapta. Ao recriar digitalmente uma pessoa, corremos o risco de alterar nossas próprias lembranças autênticas dela?

Damián Tuset Varela - Folha de S. Paulo, 09/05/2024 
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto 4.

1. A palavra representação (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação sufixal.
2. A palavra processo (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação parassintética.
3. A palavra recriar (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação prefixal.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3501290 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.

A Lenda da Vitória-Régia

    Há muitos e muitos anos, em certas noites, a Lua, chamada Jaci pelos índios tupis-guaranis, aparecia com todo o seu esplendor para iluminar uma aldeia na Amazônia brasileira.
    Sabia-se que Jaci, quando se escondia atrás das montanhas, sempre levava consigo as jovens de sua preferência e as transformava em estrelas no céu.
    Acontece que uma moça da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com esse encontro, e seus olhos brilhavam quando pensava no grande dia em que seria convidada pela deusa Jaci. No entanto, os anciões da tribo alertavam:
    — Naiá, as moças são transformadas em estrelas depois que são tocadas pela formosa deusa. Não tem volta, Naiá!
    Mas quem conseguia convencê-la? Naiá queria porque queria ser levada pela Lua, para ser estrela no céu e brilhar ao lado de Jaci!
    Nas noites claras da floresta, ou quando apenas um pedacinho da Lua aparecia no céu, a índia sonhadora corria e implorava pelo toque de Jaci, sem nunca a alcançar. Naiá subia nos galhos mais altos das árvores ou pernoitava no cume dos morros silenciosos, na esperança de ascender ao céu pelo convite da deusa.
    Mas Jaci sumia na imensidão do céu, para depois ressurgir linda, redonda e brilhante. Enquanto isso, a jovem índia apenas definhava. Naiá já não sentia fome nem sede. E não havia pajé que a curasse do seu imenso desejo.
    Uma noite, tendo parado para descansar após longa caminhada, Naiá sentou-se à beira de um lago. Viu, então, na superfície, a imagem da deusa: a Lua estava bem ali, ao seu alcance, refletida no espelho d’água. Naiá, pensando que a Lua descera para se banhar, mergulhou fundo ao seu encontro e se afogou.
    Jaci, comovida com tão intenso desejo, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia e resolveu metamorfoseá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilhavam no céu. Assim, Naiá foi transformada na “Estrela das Águas”, única e majestosa, que é a vitória-régia ou mumuru, como é chamada pelos índios tupis-guaranis.
    Conta-se que, por isso, as flores perfumadas e brancas da vitória-régia só se abrem à noite: uma homenagem à Jaci, a deusa Lua. E, ao nascer do sol, as flores ficam rosadas, como o rosto da índia guerreira Naiá.

(Disponível em: indagação.com.br/20.09. Acesso em: 24/04/2023.)
Releia o trecho: Nas noites claras da floresta, ou quando apenas um pedacinho da Lua aparecia no céu, a índia sonhadora corria e implorava pelo toque de Jaci, sem nunca a alcançar. Naiá subia nos galhos mais altos das árvores ou pernoitava no cume dos morros silenciosos, na esperança de ascender ao céu pelo convite da deusa. Sobre a análise linguística de palavras desse trecho, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(   ) As palavras apenas e nunca exercem a função de adjetivos, pois acrescentam detalhes aos substantivos a que estão ligados, modificando-lhes o sentido.

(   ) As palavras claras, altos e silenciosos concordam em gênero e número com os substantivos a que se referem.


(   ) O plural das palavras floresta, céu e toque obedece à mesma regra de pluralização: acréscimo da letra s.


(   ) As palavras no, pelo e das são locuções prepositivas, pois são formadas por preposição mais artigo.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q3498772 Português
Leia o texto para responder à questão.


Saúde mental dos brasileiros pós-pandemia é uma das piores do mundo

O mundo ainda não se recuperou do impacto da pandemia de Covid-19 na saúde emocional, e o Brasil é um dos países mais afetados, de acordo com um relatório do Global Mind Project, que divulga dados anuais sobre o bem-estar no planeta. O projeto busca mapear a situação, entender as tendências e propor medidas de prevenção.

O documento foi elaborado a partir de enquetes feitas com 420 mil pessoas, em 71 países e em 13 idiomas, e usou um quociente de saúde mental que avalia capacidades cognitivas e emocionais, incluindo a habilidade de lidar com o estresse e de funcionar de forma produtiva. Segundo os autores, o índice não é um sinônimo de felicidade ou satisfação, já que a pessoa pode passar por momentos difíceis ou tristes e, ainda assim, ter condições de lidar bem com eles.

A pontuação média de todos os países mostra que o bem-estar mental permaneceu nos mesmos níveis da pandemia, sem mudanças nos índices de 2021 e 2022. República Dominicana, Sri Lanka e Tanzânia têm as melhores pontuações. Já o Brasil, ao lado da África do Sul e do Reino Unido, ocupa a última posição. De todos os entrevistados, 38% se sentem “melhorando” e 27% estão “angustiados” e “se debatendo”. No Brasil, a proporção dos angustiados é maior (34%). Jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.

“A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo na saúde mental devido a uma série de fatores estressantes, como isolamento social, preocupações com a saúde, incertezas econômicas e perda de entes queridos”, avalia o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein. “O Brasil foi afetado de forma significativa, com altas taxas de infecção, mortalidade e abalo econômico. O impacto prolongado da pandemia pode ter contribuído para o quadro de estresse crônico e ansiedade, comprometendo a saúde mental da população.”

Segundo o estudo, a persistência dos baixos índices de saúde mental pode indicar que as novas dinâmicas trazidas pela pandemia, como trabalho remoto, hiperconectividade e mudanças no estilo de vida, podem estar dificultando o retorno aos níveis anteriores de bem-estar emocional.


Fatores associados

A pesquisa também detectou que fatores como ganhar o primeiro smartphone precocemente, comer com frequência alimentos ultraprocessados e a falta de relações familiares e amizades estão associados à piora na saúde mental. “O acesso constante à tecnologia pode levar a dependência digital, pior qualidade do sono e diminuição do contato direto e interação com as outras pessoas, o que pode afetar negativamente o bem-estar emocional”, diz Kanomata.

Os alimentos ultraprocessados, por sua vez, são geralmente ricos em gorduras saturadas, açúcares refinados e aditivos, e diversos estudos sugerem que a qualidade da dieta pode afetar a saúde mental. O relatório apontou que mais da metade dos que comem ultraprocessados diariamente está na categoria “angustiados” ou “se debatendo”, comparado a apenas 18% dos que raramente comem esse tipo de alimento.

Já as relações sociais e familiares têm um papel crucial na saúde mental das pessoas. “Um ambiente familiar positivo, com apoio emocional, comunicação aberta e relações saudáveis, promove o bem-estar emocional e ajuda a proteger contra problemas de saúde mental. Por outro lado, conflitos familiares, falta de apoio e disfunção familiar podem aumentar o risco de desenvolver problemas de saúde mental”, lembra o psiquiatra do Einstein. Para o especialista, é importante reconhecer esses desafios e implementar estratégias eficazes de autocuidado e suporte emocional para lidar com eles.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2024/05/saude-mental-dos-brasileiros-pospandemia-e-uma-das-piores-do-mundo.ghtml>
O plural da palavra “bem-estar”, que ocorre no texto, é bem-estares. A palavra composta em que apenas o segundo elemento varia em número, assim como o exemplo dado, pelo mesmo motivo, é: 
Alternativas
Respostas
4261: B
4262: A
4263: C
4264: C
4265: A
4266: A
4267: B
4268: D
4269: D
4270: C
4271: B
4272: D
4273: C
4274: B
4275: B
4276: B
4277: C
4278: C
4279: D
4280: A