Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3438700 Português
Considere o excerto a seguir para responder à questão:
Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não é uma farsa completa.
Analise a locução “diante de” quanto à função gramatical que desempenha no excerto apresentado e assinale a alternativa que a classifica corretamente.
Alternativas
Q3438506 Português
Analise as alternativas a seguir e assinale aquela que apresenta a palavra formada pelo processo de derivação parassintética. 
Alternativas
Q3438501 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Por que as cores mudam durante o pôr do sol? Astrônoma explica 



Pode parecer estranho, mas as cores do sol se põem com tempos diferentes. A luz solar, na verdade, é composta de todas as cores. Próximo ao meio-dia, vemos seus feixes na coloração branca, pois é como o cérebro interpreta essa mistura de cores. O ultravioleta, que tanto nos preocupa no verão, é também um dos tipos de luz que o sol emite, mas que nosso cérebro não consegue interpretar.


Uma das propriedades mais legais da luz é que ela muda de direção quando passa de um meio para o outro. Por exemplo, a água e o ar são meios diferentes. A luz que estava viajando pelo ar, quando adentra a água, muda de direção. O mesmo acontece quando ela sai da água para o ar. O efeito visual é que os objetos estão deslocados dentro da água.


As cores são desviadas por ângulos diferentes. Se pensarmos no arco-íris, as cores vermelhas são menos desviadas, ao passo que as cores mais próximas do azul e violeta são mais desviadas. Um prisma deixa isso muito claro: como elas sofrem deslocamentos diferentes, conseguimos separar um feixe branco de luz solar em diferentes cores.


A atmosfera funciona como um prisma. Quando os feixes de luz solar entram na atmosfera, suas cores mudam de direção. Portanto, podemos pensar que, na verdade, a imagem do Sol é formada por uma sobreposição de uma infinidade de sóis de diferentes cores. Da mesma maneira que um prisma, a atmosfera separa essas “imagens”.


Como a luz vermelha é menos desviada durante o pôr do sol, fenômeno que chamamos de refração, ela acaba se pondo antes do que as cores mais próximas do azul. Mas por que não conseguimos ver essa diferenciação? Bem, a diferença de tempo entre o sol vermelho e o sol violeta é de apenas dois segundos. O efeito é bastante sutil.


Só que, se for assim, faria sentido vermos um sol azul nos segundos finais de um dia, certo? Aí entra outro fenômeno físico: o espalhamento. A atmosfera é composta de uma infinidade de partículas que interagem com a luz do sol. Essas partículas são capazes de desviar também as cores, mas em direções aleatórias. As cores que são mais afetadas por isso são justamente violeta e azul. Isso significa que elas quase não chegam até nós, porque à medida que se deslocam pela atmosfera da Terra, elas são espalhadas para outras direções. Aliás, esse é o principal motivo pelo qual a cor do sol poente é mais avermelhada.


Esse fenômeno é chamado de “flash verde”. Nos últimos segundos do pôr do sol, na sua pontinha final, é como se você visse um raio verde, com uma duração muito rápida. Para isso, porém, a atmosfera precisa estar suficientemente limpa, pois partículas de poeira podem agravar esse espalhamento. Em uma atmosfera muito poluída, a luz verde é atenuada, e o efeito se perde. Em raríssimas exceções, numa atmosfera muito “limpa”, podemos até ver um flash azul. Mas cuidado: olhar para o sol durante muito tempo pode ser perigoso para seus olhos. Se quiser admirar esse fenômeno, use óculos escuros e abuse da sua câmera.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/mulheres-das-estrelas/coluna/2024/03/por-que-as-cores-mudam-o-por-do-sol-astronoma-explica.ghtml>

Considere o excerto a seguir para responder a questão:



Bem, a diferença de tempo entre o sol vermelho e o sol violeta é de apenas dois segundos. O efeito é bastante sutil.



No excerto apresentado, é (são) palavra(s) que atua(m) gramaticalmente como advérbio apenas: 

Alternativas
Q3438500 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Por que as cores mudam durante o pôr do sol? Astrônoma explica 



Pode parecer estranho, mas as cores do sol se põem com tempos diferentes. A luz solar, na verdade, é composta de todas as cores. Próximo ao meio-dia, vemos seus feixes na coloração branca, pois é como o cérebro interpreta essa mistura de cores. O ultravioleta, que tanto nos preocupa no verão, é também um dos tipos de luz que o sol emite, mas que nosso cérebro não consegue interpretar.


Uma das propriedades mais legais da luz é que ela muda de direção quando passa de um meio para o outro. Por exemplo, a água e o ar são meios diferentes. A luz que estava viajando pelo ar, quando adentra a água, muda de direção. O mesmo acontece quando ela sai da água para o ar. O efeito visual é que os objetos estão deslocados dentro da água.


As cores são desviadas por ângulos diferentes. Se pensarmos no arco-íris, as cores vermelhas são menos desviadas, ao passo que as cores mais próximas do azul e violeta são mais desviadas. Um prisma deixa isso muito claro: como elas sofrem deslocamentos diferentes, conseguimos separar um feixe branco de luz solar em diferentes cores.


A atmosfera funciona como um prisma. Quando os feixes de luz solar entram na atmosfera, suas cores mudam de direção. Portanto, podemos pensar que, na verdade, a imagem do Sol é formada por uma sobreposição de uma infinidade de sóis de diferentes cores. Da mesma maneira que um prisma, a atmosfera separa essas “imagens”.


Como a luz vermelha é menos desviada durante o pôr do sol, fenômeno que chamamos de refração, ela acaba se pondo antes do que as cores mais próximas do azul. Mas por que não conseguimos ver essa diferenciação? Bem, a diferença de tempo entre o sol vermelho e o sol violeta é de apenas dois segundos. O efeito é bastante sutil.


Só que, se for assim, faria sentido vermos um sol azul nos segundos finais de um dia, certo? Aí entra outro fenômeno físico: o espalhamento. A atmosfera é composta de uma infinidade de partículas que interagem com a luz do sol. Essas partículas são capazes de desviar também as cores, mas em direções aleatórias. As cores que são mais afetadas por isso são justamente violeta e azul. Isso significa que elas quase não chegam até nós, porque à medida que se deslocam pela atmosfera da Terra, elas são espalhadas para outras direções. Aliás, esse é o principal motivo pelo qual a cor do sol poente é mais avermelhada.


Esse fenômeno é chamado de “flash verde”. Nos últimos segundos do pôr do sol, na sua pontinha final, é como se você visse um raio verde, com uma duração muito rápida. Para isso, porém, a atmosfera precisa estar suficientemente limpa, pois partículas de poeira podem agravar esse espalhamento. Em uma atmosfera muito poluída, a luz verde é atenuada, e o efeito se perde. Em raríssimas exceções, numa atmosfera muito “limpa”, podemos até ver um flash azul. Mas cuidado: olhar para o sol durante muito tempo pode ser perigoso para seus olhos. Se quiser admirar esse fenômeno, use óculos escuros e abuse da sua câmera.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/mulheres-das-estrelas/coluna/2024/03/por-que-as-cores-mudam-o-por-do-sol-astronoma-explica.ghtml>

Considere o excerto: “Em raríssimas exceções, numa atmosfera muito “limpa”, podemos até ver um flash azul.” No contexto apresentado, as qualidades expressas pelos adjetivos ‘raríssimas’ e ‘limpa’ se apresentam, respectivamente, nos graus:  
Alternativas
Q3437957 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Com aquecimento global, espécies não nativas podem invadir a Antártica 



Em estudo publicado nesta segunda-feira (4) na revista Proceedings of the National Academy of Science, pesquisadores investigam a possibilidade de espécies costeiras se instalarem no continente antártico, alterando o ecossistema local no futuro. De acordo com os especialistas, isso ocorreria devido ao aumento das polínias.


Polínias são áreas (ou “bolsões”) de águas abertas que se formam em meio ao gelo. Elas são essenciais para fornecer habitats livres de gelo para ecossistemas próximos da costa da Antártica. A hipótese dos cientistas é que o crescimento das polínias pode fazer com que, em algum momento, novos animais e plantas se estabeleçam na região.


“Sabemos que muitos animais e plantas não nativos podem chegar à Antártica, viajando, por exemplo, em algas flutuantes”, diz, em comunicado, a pesquisadora Ceridwen Fraser. “No momento, a maioria não consegue se estabelecer por causa da erosão do gelo costeiro”, explica. Uma menor quantidade de gelo, portanto, seria capaz de fornecer melhores oportunidades para esses animais e plantas – o que teria impacto sobre os ecossistemas costeiros nativos da Antártica.


Conforme aponta o estudo, as áreas de polínia estão aumentando significativamente – influenciadas, inclusive, pelo aumento das temperaturas globais. Os pesquisadores identificaram ainda um padrão intrigante: trata se de um ciclo de crescimento e diminuição, aproximadamente a cada 16 anos.


“Essas tendências são fascinantes – e não as havíamos notado antes”, comenta o pesquisador Grant Duffy. “Não estamos completamente certos do que está impulsionando o padrão cíclico, mas as implicações ecológicas podem ser enormes”, afirma.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/03/com-aquecimento-global-espécies-não-nativas-podem-invadir-a-antártica3ghtml>

Considere as seguintes palavras do texto: I. ecossistema, II. costeiro, III. cíclico e IV. quantidade. Verifica-se sufixo formador de adjetivos apenas em: 
Alternativas
Q3437956 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Com aquecimento global, espécies não nativas podem invadir a Antártica 



Em estudo publicado nesta segunda-feira (4) na revista Proceedings of the National Academy of Science, pesquisadores investigam a possibilidade de espécies costeiras se instalarem no continente antártico, alterando o ecossistema local no futuro. De acordo com os especialistas, isso ocorreria devido ao aumento das polínias.


Polínias são áreas (ou “bolsões”) de águas abertas que se formam em meio ao gelo. Elas são essenciais para fornecer habitats livres de gelo para ecossistemas próximos da costa da Antártica. A hipótese dos cientistas é que o crescimento das polínias pode fazer com que, em algum momento, novos animais e plantas se estabeleçam na região.


“Sabemos que muitos animais e plantas não nativos podem chegar à Antártica, viajando, por exemplo, em algas flutuantes”, diz, em comunicado, a pesquisadora Ceridwen Fraser. “No momento, a maioria não consegue se estabelecer por causa da erosão do gelo costeiro”, explica. Uma menor quantidade de gelo, portanto, seria capaz de fornecer melhores oportunidades para esses animais e plantas – o que teria impacto sobre os ecossistemas costeiros nativos da Antártica.


Conforme aponta o estudo, as áreas de polínia estão aumentando significativamente – influenciadas, inclusive, pelo aumento das temperaturas globais. Os pesquisadores identificaram ainda um padrão intrigante: trata se de um ciclo de crescimento e diminuição, aproximadamente a cada 16 anos.


“Essas tendências são fascinantes – e não as havíamos notado antes”, comenta o pesquisador Grant Duffy. “Não estamos completamente certos do que está impulsionando o padrão cíclico, mas as implicações ecológicas podem ser enormes”, afirma.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/03/com-aquecimento-global-espécies-não-nativas-podem-invadir-a-antártica3ghtml>

Considere o excerto a seguir para responder a questão:

“Conforme aponta o estudo, as áreas de polínia estão aumentando significativamente – influenciadas, inclusive, pelo aumento das temperaturas globais.”



Dentre as palavras a seguir, que ocorrem no excerto indicado, aquela que pertence à classe gramatical de advérbio é: 

Alternativas
Q3437001 Português
Texto para responder à questão.

      Solidão

    Finalmente liberadas as gravações que a Nasa fez das experiências realizadas com o tenente da Marinha John Smith para testar o comportamento humano em condições de completo isolamento durante longos períodos de tempo, iguais ao que o homem terá que enfrentar na exploração do espaço. O tenente Smith foi escolhido pelas suas perfeitas condições físicas e mentais. Foi colocado dentro de um simulador de voo com comida bastante para dois anos e os instrumentos que normalmente levaria numa missão, inclusive um computador. Todos os dias Smith teria que fazer um relatório verbal para que seu estado fosse avaliado. O que segue são trechos das gravações feitas dos seus relatórios.

    Primeiro dia. “Meu nome é John Smith. Estou ótimo. Passei todo o dia me familiarizando com este meu pequeno lar. Já desafiei o computador para uma partida de xadrez. Acho que nos daremos muito bem. (Risadas.) Só tenho uma queixa: esta comida em bisnagas não se parece nada com a comida de mamãe... (Risadas.) Dois mais dois são quatro. Encerro.”

    Uma semana depois. “John Smith aqui. Continuo muito bem. Ainda não consegui vencer nenhuma partida de xadrez deste computador. Acho que ele está trapaceando. (Risadas.) Três vezes três é nove. Encerro.”

     Um mês depois. “(Risadas.) Meu nome é John maldito Smith. Tudo bem. Um pouco entediado, mas tudo bem. Consegui finalmente ganhar uma do computador, embora ele negue. Vou ter que derrotá-lo de novo para convencer este cretino. Calculei mal e já comi todas as bisnagas de torta de maçã. Agora só tem o maldito limão. Duas vezes três são, deixa ver. Seis. Quer dizer... Não. Está certo. Seis. Encerro.”

     Dois meses depois. “Vocês sabem quem eu sou. John qualquer coisa. Não aguento mais a arrogância deste computador. Ele não é humano! Insiste que me deu xeque-mates inexistentes e se recusa a admitir que está errado. Tivemos uma briga feia hoje. Dois mais dois são... sei lá. Encerro.”

    Quatro meses. “Alô. Tenho provas irrefutáveis de que o computador está tentando boicotar esta missão! Ouvi claramente ele dizer alguma coisa desagradável sobre mamãe. (...) Não me responsabilizo pelo que possa acontecer. Estou muito bem, lúcido e bem-disposto. Com licença que estão batendo na porta.”

     Sexto mês. “Meu nome é Smith. Maggie Smith. Por hoje é só.”

     Oitavo mês. “(Risadas.)”

    Nono mês. “Smith aqui. Aconteceu o inevitável. Matei o computador. Estávamos com um problema, onde colocar as bisnagas vazias, e ele fez uma sugestão deselegante. Agora está morto. Não tenho remorsos. Ontem recebi a visita de um vendedor de enciclopédias. Não sei como ele conseguiu entrar aqui. Dois mais dois geralmente é nove. Encerro.”

    Décimo mês. “Meu nome é Brown ou Taylor. Um mais um é umum. Dois mais dois, não. Iniciei um projeto importantíssimo. Com as bisnagas vazias e partes do computador, estou construindo uma mulher.”

Um ano. “Redford aqui. Sinto falta de um espelho para poder ver a minha barba, que está bem comprida. A mulher que fiz de bisnagas vazias e partes do falecido computador ficou ótima mas, infelizmente, nossos gênios não combinavam. Ela foi para casa de seus pais. Dois mais dois...”

   Décimo quarto mês. “Minha barba está tentando boicotar a missão! Faz um estranho barulho eletrônico e várias vezes já tentou me estrangular. Deve ser comunista. Começaram a chegar as enciclopédias que comprei. Tenho jogado xadrez comigo mesmo e ganho sempre.”

   Décimo quinto mês. “Aqui fala Zaratustra. Atenção. Encontrei pegadas humanas dentro da cabine. Estou investigando. Mandarei um relatório depois. Duas vezes três é demais. Encerro.”

   No dia seguinte. “Grande notícia. Há outro ser humano dentro da cabine! Seu nome é Smith, John Smith, mas como o encontrei numa terça-feira o chamarei de ‘Quinta’. Ele não fala, mas joga xadrez como um mestre. (Risadas.) Talvez tenha que matá-lo.” Neste ponto, os cientistas da Nasa acharam melhor abrir a cápsula. Encontraram Smith com as mãos em volta do próprio pescoço, gritando: “Trapaceiro! Trapaceiro!”.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o seguinte excerto: “Iniciei um projeto importantíssimo. Com as bisnagas vazias e partes do computador, estou construindo uma mulher.” No contexto dado, a qualidade expressa pelo adjetivo “importantíssimo” ocorre no grau:
Alternativas
Q3437000 Português
Texto para responder à questão.

      Solidão

    Finalmente liberadas as gravações que a Nasa fez das experiências realizadas com o tenente da Marinha John Smith para testar o comportamento humano em condições de completo isolamento durante longos períodos de tempo, iguais ao que o homem terá que enfrentar na exploração do espaço. O tenente Smith foi escolhido pelas suas perfeitas condições físicas e mentais. Foi colocado dentro de um simulador de voo com comida bastante para dois anos e os instrumentos que normalmente levaria numa missão, inclusive um computador. Todos os dias Smith teria que fazer um relatório verbal para que seu estado fosse avaliado. O que segue são trechos das gravações feitas dos seus relatórios.

    Primeiro dia. “Meu nome é John Smith. Estou ótimo. Passei todo o dia me familiarizando com este meu pequeno lar. Já desafiei o computador para uma partida de xadrez. Acho que nos daremos muito bem. (Risadas.) Só tenho uma queixa: esta comida em bisnagas não se parece nada com a comida de mamãe... (Risadas.) Dois mais dois são quatro. Encerro.”

    Uma semana depois. “John Smith aqui. Continuo muito bem. Ainda não consegui vencer nenhuma partida de xadrez deste computador. Acho que ele está trapaceando. (Risadas.) Três vezes três é nove. Encerro.”

     Um mês depois. “(Risadas.) Meu nome é John maldito Smith. Tudo bem. Um pouco entediado, mas tudo bem. Consegui finalmente ganhar uma do computador, embora ele negue. Vou ter que derrotá-lo de novo para convencer este cretino. Calculei mal e já comi todas as bisnagas de torta de maçã. Agora só tem o maldito limão. Duas vezes três são, deixa ver. Seis. Quer dizer... Não. Está certo. Seis. Encerro.”

     Dois meses depois. “Vocês sabem quem eu sou. John qualquer coisa. Não aguento mais a arrogância deste computador. Ele não é humano! Insiste que me deu xeque-mates inexistentes e se recusa a admitir que está errado. Tivemos uma briga feia hoje. Dois mais dois são... sei lá. Encerro.”

    Quatro meses. “Alô. Tenho provas irrefutáveis de que o computador está tentando boicotar esta missão! Ouvi claramente ele dizer alguma coisa desagradável sobre mamãe. (...) Não me responsabilizo pelo que possa acontecer. Estou muito bem, lúcido e bem-disposto. Com licença que estão batendo na porta.”

     Sexto mês. “Meu nome é Smith. Maggie Smith. Por hoje é só.”

     Oitavo mês. “(Risadas.)”

    Nono mês. “Smith aqui. Aconteceu o inevitável. Matei o computador. Estávamos com um problema, onde colocar as bisnagas vazias, e ele fez uma sugestão deselegante. Agora está morto. Não tenho remorsos. Ontem recebi a visita de um vendedor de enciclopédias. Não sei como ele conseguiu entrar aqui. Dois mais dois geralmente é nove. Encerro.”

    Décimo mês. “Meu nome é Brown ou Taylor. Um mais um é umum. Dois mais dois, não. Iniciei um projeto importantíssimo. Com as bisnagas vazias e partes do computador, estou construindo uma mulher.”

Um ano. “Redford aqui. Sinto falta de um espelho para poder ver a minha barba, que está bem comprida. A mulher que fiz de bisnagas vazias e partes do falecido computador ficou ótima mas, infelizmente, nossos gênios não combinavam. Ela foi para casa de seus pais. Dois mais dois...”

   Décimo quarto mês. “Minha barba está tentando boicotar a missão! Faz um estranho barulho eletrônico e várias vezes já tentou me estrangular. Deve ser comunista. Começaram a chegar as enciclopédias que comprei. Tenho jogado xadrez comigo mesmo e ganho sempre.”

   Décimo quinto mês. “Aqui fala Zaratustra. Atenção. Encontrei pegadas humanas dentro da cabine. Estou investigando. Mandarei um relatório depois. Duas vezes três é demais. Encerro.”

   No dia seguinte. “Grande notícia. Há outro ser humano dentro da cabine! Seu nome é Smith, John Smith, mas como o encontrei numa terça-feira o chamarei de ‘Quinta’. Ele não fala, mas joga xadrez como um mestre. (Risadas.) Talvez tenha que matá-lo.” Neste ponto, os cientistas da Nasa acharam melhor abrir a cápsula. Encontraram Smith com as mãos em volta do próprio pescoço, gritando: “Trapaceiro! Trapaceiro!”.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
No excerto “Começaram a chegar as enciclopédias que comprei.”, a desinência número-pessoal do verbo “começaram” indica uma relação de concordância com: 
Alternativas
Q3436998 Português
Texto para responder à questão.

      Solidão

    Finalmente liberadas as gravações que a Nasa fez das experiências realizadas com o tenente da Marinha John Smith para testar o comportamento humano em condições de completo isolamento durante longos períodos de tempo, iguais ao que o homem terá que enfrentar na exploração do espaço. O tenente Smith foi escolhido pelas suas perfeitas condições físicas e mentais. Foi colocado dentro de um simulador de voo com comida bastante para dois anos e os instrumentos que normalmente levaria numa missão, inclusive um computador. Todos os dias Smith teria que fazer um relatório verbal para que seu estado fosse avaliado. O que segue são trechos das gravações feitas dos seus relatórios.

    Primeiro dia. “Meu nome é John Smith. Estou ótimo. Passei todo o dia me familiarizando com este meu pequeno lar. Já desafiei o computador para uma partida de xadrez. Acho que nos daremos muito bem. (Risadas.) Só tenho uma queixa: esta comida em bisnagas não se parece nada com a comida de mamãe... (Risadas.) Dois mais dois são quatro. Encerro.”

    Uma semana depois. “John Smith aqui. Continuo muito bem. Ainda não consegui vencer nenhuma partida de xadrez deste computador. Acho que ele está trapaceando. (Risadas.) Três vezes três é nove. Encerro.”

     Um mês depois. “(Risadas.) Meu nome é John maldito Smith. Tudo bem. Um pouco entediado, mas tudo bem. Consegui finalmente ganhar uma do computador, embora ele negue. Vou ter que derrotá-lo de novo para convencer este cretino. Calculei mal e já comi todas as bisnagas de torta de maçã. Agora só tem o maldito limão. Duas vezes três são, deixa ver. Seis. Quer dizer... Não. Está certo. Seis. Encerro.”

     Dois meses depois. “Vocês sabem quem eu sou. John qualquer coisa. Não aguento mais a arrogância deste computador. Ele não é humano! Insiste que me deu xeque-mates inexistentes e se recusa a admitir que está errado. Tivemos uma briga feia hoje. Dois mais dois são... sei lá. Encerro.”

    Quatro meses. “Alô. Tenho provas irrefutáveis de que o computador está tentando boicotar esta missão! Ouvi claramente ele dizer alguma coisa desagradável sobre mamãe. (...) Não me responsabilizo pelo que possa acontecer. Estou muito bem, lúcido e bem-disposto. Com licença que estão batendo na porta.”

     Sexto mês. “Meu nome é Smith. Maggie Smith. Por hoje é só.”

     Oitavo mês. “(Risadas.)”

    Nono mês. “Smith aqui. Aconteceu o inevitável. Matei o computador. Estávamos com um problema, onde colocar as bisnagas vazias, e ele fez uma sugestão deselegante. Agora está morto. Não tenho remorsos. Ontem recebi a visita de um vendedor de enciclopédias. Não sei como ele conseguiu entrar aqui. Dois mais dois geralmente é nove. Encerro.”

    Décimo mês. “Meu nome é Brown ou Taylor. Um mais um é umum. Dois mais dois, não. Iniciei um projeto importantíssimo. Com as bisnagas vazias e partes do computador, estou construindo uma mulher.”

Um ano. “Redford aqui. Sinto falta de um espelho para poder ver a minha barba, que está bem comprida. A mulher que fiz de bisnagas vazias e partes do falecido computador ficou ótima mas, infelizmente, nossos gênios não combinavam. Ela foi para casa de seus pais. Dois mais dois...”

   Décimo quarto mês. “Minha barba está tentando boicotar a missão! Faz um estranho barulho eletrônico e várias vezes já tentou me estrangular. Deve ser comunista. Começaram a chegar as enciclopédias que comprei. Tenho jogado xadrez comigo mesmo e ganho sempre.”

   Décimo quinto mês. “Aqui fala Zaratustra. Atenção. Encontrei pegadas humanas dentro da cabine. Estou investigando. Mandarei um relatório depois. Duas vezes três é demais. Encerro.”

   No dia seguinte. “Grande notícia. Há outro ser humano dentro da cabine! Seu nome é Smith, John Smith, mas como o encontrei numa terça-feira o chamarei de ‘Quinta’. Ele não fala, mas joga xadrez como um mestre. (Risadas.) Talvez tenha que matá-lo.” Neste ponto, os cientistas da Nasa acharam melhor abrir a cápsula. Encontraram Smith com as mãos em volta do próprio pescoço, gritando: “Trapaceiro! Trapaceiro!”.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto: “A mulher que fiz de bisnagas vazias e partes do falecido computador ficou ótima mas, infelizmente, nossos gênios não combinavam.” No contexto dado, a modificação do advérbio “infelizmente” recai sobre:
Alternativas
Q3436827 Português
Festa de aniversário


Os ingredientes são: uma porção de caos, duas de confusão e uma pobre mãe exausta – tudo misturado com um cão latindo e balões estourando. Uma boa festa de aniversário deve ter no mínimo vinte crianças, sendo uma de colo, que chora o tempo todo, uma maior do que as outras, chamada Eurico, que bate nas menores e acabará mordida pelo cachorro, para a secreta satisfação de todos; e uma de rosto angelical, olhar límpido e vestido impecável, que conseguirá sentar em cima do bolo de chocolate. Esta deve se chamar Cândida.


Boa festa de aniversário é aquela em que, depois que todos foram embora, a mãe do aniversariante examina os destroços com o mesmo olhar que Napoleão lançou sobre os campos de Waterloo depois da batalha, e fica indecisa entre chorar, fugir de casa ou rolar pelo tapete dando gargalhadas histéricas. Desiste de rolar pelo tapete porque o tapete está coberto de restos de comida. É indispensável que no fim da festa sobre uma criança que ninguém sabe como foi parar embaixo do sofá.


– Como é seu nome, meu bem?


– Cândida.


É ela de novo. E as grandes camadas de chocolate no seu traseiro não estão ajudando o tapete. A mãe do aniversariante decide chorar. Melhor ainda são os pais que vêm buscar as crianças e ficam para tomar uma cervejinha. A noite já vai alta, os filhos dormem nos seus colos com a boca aberta, os balões coloridos presos ao dedo de cada criança fazem um balé em câmara lenta no meio da sala, e os pais não vão embora. A mãe do aniversariante não sente mais as pernas. Apalpa um joelho, para ver se a perna ainda está lá. Fantástico: está. E então ouve, incrédula, a voz do marido:


– Carminha, traz mais uma cerveja para o Dr. Ariel...


Será que o inconsciente não sabe que ela teve que correr o dia inteiro? Que encheu os balões com seus próprios pulmões? Que fez a torta de chocolate com a sua própria receita? Que por pouco não estrangulou 20 crianças com as suas próprias mãos? Boa festa de aniversário é a que acaba com a mãe do aniversariante querendo estrangular o próprio marido. [...]


Uma boa festa de aniversário deve ter guaraná morno e show de mágica. O mágico deve ser arranjado à última hora e não pode ser muito bom. A mãe do aniversariante deve contratar o mágico na certeza de que, depois de cantarem o “Parabéns a você”, comerem a torta de chocolate e beberem o guaraná morno, as crianças não terão mais o que fazer, perderão o interesse e a festa será um fracasso. É preciso um show para entretê-las. [...] Deve ser uma luta para reunir as crianças em torno do mágico. Antes que o espetáculo acabe, as crianças estarão participando ativamente de cada truque, espiando para dentro da manga, descobrindo todos os compartimentos secretos e desmoralizando por completo o mágico, que no dia seguinte mudará de profissão. Em seguida, a mãe do aniversariante tentará organizar um calmo e instrutivo jogo de charadas, mas ninguém lhe dará bola. As crianças agora brincam de Zorro, e o Eurico, montado no cachorro, faz um rápido “Z” com um jato de Coca-Cola na parede da sala.


Uma boa festa de aniversário deve terminar depois da meia-noite, quando o último pai sai arrastando a última criança, e a criança, o último balão, que estoura na saída. A mãe do aniversariante deve olhar para o marido, suspirar e declarar que está morta. Que irá direto para a cama e só pensará em arrumar a casa amanhã. Ou daqui a uma semana, sei lá. E só então se lembrará:


– Meu Deus, a Cândida! Temos que levar a Cândida em casa.


Uma boa festa de aniversário deve terminar com uma criança sonolenta sendo entregue em casa com a recomendação:


– Olhe que ela está que é só chocolate.


VERISSIMO, L. F. Ed Mort e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985. (Adaptado).
Considere o excerto: “ Desiste de rolar pelo tapete porque o tapete está coberto de restos de comida.” Em relação às classes gramaticais, no contexto em que ocorrem, as palavras “tapete”, “porque”, “coberto” e “de” classificam-se em:
Alternativas
Q3436334 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que você deve focar em ganhar músculos - e não em emagrecer - conforme fica mais velho

Em um vídeo que atingiu milhões de pessoas nas redes sociais, uma senhora que aparenta ter mais de setenta anos levanta uma barra com pesos na academia. Na sequência, a imagem a mostra fazendo o mesmo, mas com compras de supermercado.

A mensagem do vídeo coincide com aquela que a médica norte-americana Gabrielle Lyon passa aos seus pacientes há anos: para envelhecer bem e ter qualidade de vida, é necessário construir e manter músculos. "Além disso, manter massa muscular previne doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares."

Embora o apelo para ganhar músculos seja mais popular entre as gerações jovens, que buscam melhorar a aparência do corpo ou a performance esportiva, Lyon defende que são aqueles com mais de cinquenta anos os que mais deveriam se preocupar com a composição corporal.

"Existe mesmo essa transição com a idade, de ligarmos menos para o físico. Quando somos jovens, concentramo-nos na aparência, e tudo bem, porque isso cria bons hábitos. Mas há uma diferença: nem sempre se trata só de estética. E, na verdade, nunca é tarde demais para ficar mais forte e ganhar músculos."

Lyon defende que nunca é cedo demais para começar a treinar. "A atividade física deve ser um modo de vida. Sou mãe de dois filhos pequenos, e já fazemos exercícios em família − claro, no caso deles, de forma adequada para crianças. Se você treina desde cedo, isso prepara o músculo para ser mais saudável no futuro."

Mesmo para alguém que treina desde jovem e constantemente, a médica admite que perder massa muscular continua sendo bastante fácil. "Em uma semana de inatividade, já vemos perdas relevantes. Isso fica muito claro quando analisamos pessoas que ficaram internadas na UTI."

Por outro lado, mais otimista, Lyon explica que os músculos têm uma espécie de memória. "É muito mais fácil recuperar a forma do que ficar em forma partindo do zero. Se você começar jovem, melhor ainda."

Ela explica que isso não deve assustar quem vai começar a se exercitar mais velho: é possível conseguir bons resultados em qualquer idade, e uma dieta equilibrada e um treino focado para suas características pessoais somente trazem benefícios. "O corpo depende de atividade. Fomos feitos para sermos criaturas ativas, e quando reduzimos a atividade física, corremos o risco de deficiências físicas."

A médica defende que, à medida que envelhecemos, precisamos nos tornar mais ativos, não menos. "A inatividade não é uma opção para uma pessoa saudável. 

Quanto mais massa muscular saudável você tem, maior a sua capacidade de sobrevivência contra todos os tipos de doença, seja câncer, quedas ou qualquer outra. Quanto mais massa muscular saudável você tem, melhor a sua capacidade de ser autônomo e sobreviver. Não há nada mais importante para a população idosa do que ter músculos."

E para quem está querendo sair do sedentarismo, Lyon deixa um conselho. "Não espere motivação e nem dependa de metas específicas. O mais importante é pensar que os anos que você tem de vida serão mudados se você fizer boas escolhas por si mesmo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce7rpdkxr6wo. adaptado.
Existe mesmo essa transição com a idade, de ligarmos menos para o físico. Quando somos jovens, concentramo-nos na aparência, e tudo bem, porque isso cria bons hábitos.

O número de artigos simples presentes na frase em questão é de:
Alternativas
Q3436331 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que você deve focar em ganhar músculos - e não em emagrecer - conforme fica mais velho

Em um vídeo que atingiu milhões de pessoas nas redes sociais, uma senhora que aparenta ter mais de setenta anos levanta uma barra com pesos na academia. Na sequência, a imagem a mostra fazendo o mesmo, mas com compras de supermercado.

A mensagem do vídeo coincide com aquela que a médica norte-americana Gabrielle Lyon passa aos seus pacientes há anos: para envelhecer bem e ter qualidade de vida, é necessário construir e manter músculos. "Além disso, manter massa muscular previne doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares."

Embora o apelo para ganhar músculos seja mais popular entre as gerações jovens, que buscam melhorar a aparência do corpo ou a performance esportiva, Lyon defende que são aqueles com mais de cinquenta anos os que mais deveriam se preocupar com a composição corporal.

"Existe mesmo essa transição com a idade, de ligarmos menos para o físico. Quando somos jovens, concentramo-nos na aparência, e tudo bem, porque isso cria bons hábitos. Mas há uma diferença: nem sempre se trata só de estética. E, na verdade, nunca é tarde demais para ficar mais forte e ganhar músculos."

Lyon defende que nunca é cedo demais para começar a treinar. "A atividade física deve ser um modo de vida. Sou mãe de dois filhos pequenos, e já fazemos exercícios em família − claro, no caso deles, de forma adequada para crianças. Se você treina desde cedo, isso prepara o músculo para ser mais saudável no futuro."

Mesmo para alguém que treina desde jovem e constantemente, a médica admite que perder massa muscular continua sendo bastante fácil. "Em uma semana de inatividade, já vemos perdas relevantes. Isso fica muito claro quando analisamos pessoas que ficaram internadas na UTI."

Por outro lado, mais otimista, Lyon explica que os músculos têm uma espécie de memória. "É muito mais fácil recuperar a forma do que ficar em forma partindo do zero. Se você começar jovem, melhor ainda."

Ela explica que isso não deve assustar quem vai começar a se exercitar mais velho: é possível conseguir bons resultados em qualquer idade, e uma dieta equilibrada e um treino focado para suas características pessoais somente trazem benefícios. "O corpo depende de atividade. Fomos feitos para sermos criaturas ativas, e quando reduzimos a atividade física, corremos o risco de deficiências físicas."

A médica defende que, à medida que envelhecemos, precisamos nos tornar mais ativos, não menos. "A inatividade não é uma opção para uma pessoa saudável. 

Quanto mais massa muscular saudável você tem, maior a sua capacidade de sobrevivência contra todos os tipos de doença, seja câncer, quedas ou qualquer outra. Quanto mais massa muscular saudável você tem, melhor a sua capacidade de ser autônomo e sobreviver. Não há nada mais importante para a população idosa do que ter músculos."

E para quem está querendo sair do sedentarismo, Lyon deixa um conselho. "Não espere motivação e nem dependa de metas específicas. O mais importante é pensar que os anos que você tem de vida serão mudados se você fizer boas escolhas por si mesmo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce7rpdkxr6wo. adaptado.
Mesmo para alguém que treina desde jovem e constantemente, a médica admite que perder massa muscular continua sendo bastante fácil. "Em uma semana de inatividade, já vemos perdas relevantes.

Assinale a opção que contenha apenas adjetivo.
Alternativas
Q3436263 Português
Analise as alternativas abaixo e assinale aquela que apresenta uma palavra formada por um prefixo que indica negação.
Alternativas
Q3436007 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada NÃO é um numeral: 
Alternativas
Q3436005 Português
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o masculino e feminino das palavras:
Alternativas
Q3435544 Português
Referindo-se aos porquês, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3435220 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
Enquanto substantivos, a característica comum entre as palavras lavanda, lavanderia, aluvião e dilúvio é o fato de serem: 
Alternativas
Q3435219 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
Considere o excerto a seguir quanto à palavra “aluvião”: “A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”.” As características gramaticais dessa partícula, descritas no excerto apresentado, permitem classificá-la como um
Alternativas
Q3435218 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
Observando os radicais das palavras a seguir e levando em consideração os seus significados, conclui-se que a única palavra que não é formada a partir do mesmo radical mencionado no texto é:
Alternativas
Q3435216 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
A formação de palavras de base latina na língua portuguesa, temática do texto apresentado, evoca o conceito gramatical de: 
Alternativas
Respostas
4261: A
4262: A
4263: E
4264: B
4265: D
4266: E
4267: B
4268: A
4269: B
4270: A
4271: B
4272: D
4273: B
4274: C
4275: D
4276: A
4277: C
4278: B
4279: D
4280: A