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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.601 questões

Q3551383 Português
Em uma rodovia existem placas indicando a existência de um posto de gasolina a 2 ____________ e logo depois outra, indicando que o posto está a 500 metros.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Alternativas
Q3551114 Português
No trecho “O ano novo é o feriado mais antigo do mundo”, as palavras sublinhadas são, respectivamente:
Alternativas
Q3551111 Português
A flexão INCORRETA de singular e plural é:
Alternativas
Q3550856 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
Em "A alma do jogo", a preposição apresenta valor semântico de: 
Alternativas
Q3550853 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
"De toda gama de jogos, meus prediletos são os de cartas". A análise que não se aplica ao excerto é: 
Alternativas
Q3550852 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3550849 Português
A ALMA DO JOGO


Talvez nessas próximas semanas de festas, um amigo ou familiar proponha um jogo como diversão. Outro pode lembrar que, em um congresso recente, neurologistas provaram que jogos de tabuleiro são bons para a saúde mental. Eu digo simplesmente que, para mim, em qualquer época do ano, um jogo é muito mais que uma brincadeira. É uma paixão na qual não estou sozinha. Desde políticos até homens de negócios bem-sucedidos, muitos são os que se sentam em torno de uma mesa, com toalha de feltro ou um tabuleiro, não como um passatempo, mas para um exercício mental. 

Não é gratuito que haja tantas associações entre os avanços no jogo e os progressos — e, é preciso dizer, também os reveses — da vida. Podemos apostar todas as fichas em uma ideia ou em uma pessoa. Ou, com franqueza, colocar nossas cartas na mesa. Entrar num jogo para ganhar, com garra total. Ou jogar com os números, figuras e naipes que a vida nos deu, o que não denota resignação, mas inteligência. Reviravoltas, estresse, alegria, tudo pode acontecer. Às vezes nos recolhemos e damos a impressão de estar perdendo energia. Mas estamos só à espera do momento propício para, como diz outra expressão muito usual, voltar ao jogo.

De toda a gama de jogos, meus prediletos são os de cartas. Em livros, muitas vezes elas se associam à agudeza de pensamento, e não é à toa. Advogados e produtores de cinema criados por Sidney Sheldon jogam gin rummy, que lembra o buraco e adoramos aqui em casa; damas da sociedade de romances ingleses, como os de Jane Austen, jogam whist — que aliás é um desses que evoluíram ao longo de séculos, mas não desapareceram, comprovando sua atemporalidade.

Criado há 500 anos, ele é o antepassado do bridge, que o suplantou no começo do século XX e que eu tanto aprecio. É um gosto que vem não só do fato de o ter aprendido na adolescência, mas principalmente pelo que ele exige de raciocínio. Nele, cada tomada de decisão depende de muita lógica e dedução, da capacidade de excluir as hipóteses menos plausíveis. O investidor Warren Buffett é um fã e não duvido que ele entenda, como eu, que o bridge ensina para a vida e os negócios. Ele nos obriga a avaliar situações e antecipar cada lance. Caso também do xadrez, outro favorito do meu marido. Quando se fala em xadrez político, não se trata de uma tentativa de diminuição dos grandes fatos do mundo, mas de dar a dimensão de complexidade que há no embate entre peças brancas e pretas.

No bridge, no xadrez e em outros jogos de estratégia — assim como na política e nos negócios — há que se levar em conta também as atitudes do adversário para se antecipar. Quem viu a série O Gambito da Rainha sabe quanto uma partida dessas pode cobrar em termos psicológicos. Esse é outro aspecto fascinante das mesas de jogo. Nelas se desenrola o desnudamento de personalidades. Muitas vezes, um colega calado vai demonstrar sanha ou agudezas que você não imagina no cotidiano.

Torneios de jogos de raciocínio podem levar dias — não é exagero dizer que exigem que se esteja em forma. Adequadamente, o bridge e o xadrez, além das damas, do pôquer e do go, são reconhecidos como atividades esportivas.

Por fim, um lembrete. O jogo tem alma. Se fechamos os olhos para suas regras a fim de ajudar alguém, ou se não nos dedicarmos com afinco, ele se volta contra nós. Como a vida, ele é coisa séria.


Lucilia Diniz-Veja-15 de dezembro de 2023
Marque a alternativa em que o grau do adjetivo superlativo está inadequado: 
Alternativas
Q3550396 Português
TEXTO I


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


    Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não há limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos - não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com o "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

    Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
O valor semântico da palavra corretamente indicado em:
Alternativas
Q3550393 Português
TEXTO I


Chat GPT: quem tem medo da inteligência artificial?


    Se você ainda não teve acesso diretamente, pelo menos já deve ter ouvido falar do Chat GPT, uma ferramenta de inteligência artificial lançada há pouco tempo que está provocando debates acalorados sobre praticidade, desvio ético, violação de direito autoral e plágio no ambiente digital. A partir de uma compilação de dados lançados na internet, os robôs que estão por trás da ferramenta podem entregar ao usuário uma infinidade de informações.

    Não há limites para uma consulta. Você pode pedir ao Chat GPT para que escreva uma crônica sobre O centenário de fundação do Sampaio Correia, ele entrega. Se você optar por um relatório técnico sobre a economia do Maranhão, ele entrega. Se você quer escrever um conto sobre solidão, mas não sabe nem por onde começar, ele entrega. Se você pretende escrever uma poesia sobre a brisa da praia do Calhau, e não tem a menor ideia de como fazer, a ferramenta entrega. As linhas gerais de uma dissertação de mestrado. Uma simples receita de arroz de cuxá. Um discurso. Um ensaio literário. Um diagnóstico médico? Sim, até um diagnóstico médico.

    As respostas, em forma de texto, são extremamente rápidas. Se são úteis? Se são confiáveis? O Chat GPT oferece informações rarefeitas, recicladas, que podem ou não servir ao interesse do usuário. As respostas são genéricas, algumas vezes superficiais, quando o tema requer uma avaliação mais técnica ou acadêmica. Quando o assunto exige uma elaboração mais subjetiva, como é o caso da linguagem literária (um poema ou conto, por exemplo), as respostas são simplórias, mas pelo menos garantem a arquitetura do resultado, um ponto de partida, um rascunho fluido, sem muita inventividade.

    Novidade que mais parece uma simbiose prosaica de duas ferramentas populares, como o Google e a Alexa, o Chat GPT desperta, no mínimo, curiosidade. Mas tem despertado mesmo é muita preocupação entre professores, que, com o advento dessa tecnologia, já não sabem mais se determinado conteúdo foi escrito de fato pelo aluno ou se é mera obra de robôs.

    O que é ruim para a área de educação - pelo estímulo natural da ferramenta à formação de uma massa de alunos reprodutores de conteúdo de internet, de uma geração de ineptos - não é bom também para questões como ética e direito autoral. O Chat GPT nasceu com o "vício crônico" de não citar fontes. O robô simplesmente faz uma varredura na internet, mistura frases e parágrafos no liquidificador e regurgita o resultado em poucos segundos, como algo novo. Mas não cita a origem das informações, não dá nome aos autores garimpados. Tudo isso, claro, pode resultar numa fraude grosseira de conteúdo alheio. O risco de plágio é altíssimo.

    Mas - dirão os defensores do uso da tecnologia fora do ambiente da inteligência artificial o mundo anda cheio de plagiários, imitadores da criação alheia, jabutis e embusteiros profissionais. Muitos deles aplaudidos por suas obras-primas, premiados pelos incautos. [...]

    Há versões gratuitas do Chat GPT, de conteúdo mais simples, e existem também aplicativos pagos, com possibilidades de buscas mais avançadas. E hoje não faltam concorrentes da ferramenta no mercado digital, como Meta, ChatSonic, Bing, Bard e algumas outras ainda em fase de desenvolvimento. Ou seja, estamos apenas no começo dessa corrida insana pelo eldorado da inteligência artificial.

    Não temos a menor ideia onde tudo isso vai dar. Estamos diante de uma realidade que não tem mais volta. Ferramentas como o Chat GPT não devem impor medo, mas atenção. A inteligência artificial não pode ser utilizada como um vagão desgovernado nas infovias digitais capaz de atropelar a ética, o direito autoral. É preciso estabelecer a distância necessária entre conhecimento propriamente dito e informação instantânea subtraída de uma máquina. Para isso, vale discernir, no uso corrente da tecnologia, o que é pesquisa de fato daquilo que pode ser um exercício meramente lúdico.


Félix Alberto. Disponível em: <<https://imirante.com/noticias/saoluis/2023/03/03/chat-gpt-quem-tem-medo-da-inteligenciaartificial>>. Acesso em 10/10/2023. Adaptado.
Assinale a opção cuja classe do termo sublinhado difere dos demais termos destacados.
Alternativas
Q3549491 Português
TEXTO I 


Amor de viajante


    O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

    Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

    "Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.

    "Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.

    "Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

    De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

     "Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

    A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

     "Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

    E nessa mistura de amor, aventura, ilusãoе doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.


SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
Assinale a opção em que a classe do termo sublinhado difere das demais.
Alternativas
Q3549041 Português

TEXTO II 

Aprazível Reminiscência



Que saudade me aperta


Do lugar onde nasci.


Uma nostalgia desperta


Do paraíso onde vivi.


Lá, tudo me encantava,


Das matas aos animais.


De longe se avistava


A beleza dos florais.


Para as águas do açude


Sempre olhava eu atento.


Numa completa quietude,


Aquilo era o meu acalento.


Numa manhã fria e bela


O chocalho das vacas ressoava.


Uma mulher no canto da janela


A vida dos outros trinchava.


Ouvindo aquilo eu ria,


Minha mãe me reclamava.


O sorriso no rosto mantinha


Pela situação que se passava.


O dia era de chuva,


O pingo na telha batia.


Ligeiro a água avançava,


Na ponta do córrego surgia.


Saudades não mais terei.


Eu amo aquele lugar.


Um dia lá voltarei


Para ele poder admirar.


Debaixo das sombras deitar-me-ei


Do peito, a saudade se arranca.


Incansavelmente esperarei


O canto esplendoroso da asa branca.



SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças - poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.

Os termos destacados nas opções abaixo expressam, no texto II, o valor semântico de lugar, EXCETO:
Alternativas
Q3549032 Português
TEXTO I 

Amor de viajante


    O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.

    Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.

   "Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera e amável ao mesmo tempo. O vento soprava doсе.

    "Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.

    "Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".

    De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:

    "Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."

   A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.

   "Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."

   E nessa mistura de amor, aventura, ilusão e doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, a seu lado.


SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Río de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
Qual opção apresenta uma palavra formada por um processo diferente das demais?
Alternativas
Q3548393 Português
TEXTO II (Questões 16 a 21 e Questão 25)


Aprazivel Reminiscência


Que saudade me aperta

Do lugar onde nasci.

Uma nostalgia desperta

Do paraíso onde vivi.

Lá, tudo me encantava,

Das matas aos animais.

De longe se avistava

A beleza dos florais.

Para as águas do açude

Sempre olhava eu atento.

Numa completa quietude,

Aquilo era o meu acalento.

Numa manhã fria e bela

O chocalho das vacas ressoava.

Uma mulher no canto da janela

A vida dos outros trinchava.

Ouvindo aquilo eu ria,

Minha mãe me reclamava.

O sorriso no rosto mantinha

Pela situação que se passava.

O dia era de chuva,

O pingo na telha batia.

Ligeiro a água avançava,

Na ponta do córrego surgia.

Saudades não mais terei.

Eu amo aquele lugar.

Um dia lá voltarei

Para ele poder admirar.

Debaixo das sombras deitar-me-ei

Do peito, a saudade se arranca.

Incansavelmente esperarei

O canto esplendoroso da asa branca.


SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.
Leia atentamente os versos abaixo.

"Que saudade me desperta / Do lugar onde nasci".

Em qual das opções a palavra "onde" também foi empregada corretamente?
Alternativas
Q3548347 Português
Escuta!


   Martha estava diante de um cenário deslumbrante que poucas vezes viu igual. O lugar ficava na Itália. A beleza era de deixar qualquer um sem palavras, mas ao lado dela estava uma mulher que tinha palavras de sobra e, provavelmente, já estivera naquele lugar uma centena de vezes a ponto de não ficar mais deslumbrada pela vista. A única coisa que ela desejava era falar. Quando Martha chegou, a mulher já estava ao telefone. Quando foi embora, ela ainda não havia desligado.

   Martha observou que a mulher não parou de falar nem quando uma menininha de uns quatro anos veio solicitar sua atenção. Ela passou a mão na cabecinha da criança, enxotando-a com suavidade, e com a outra continuava segurando o celular junto ao ouvido. E falava, falava… Por um instante, Martha supôs que do outro lado da linha haveria um ouvinte excelente. Mas não se surpreenderia se fosse outra pessoa que não parasse de falar. Porque a esse ponto chegamos: escutar, hoje em dia, não importa mais para muitos.

   Se alguém ainda silencia e presta atenção no que uma pessoa diz, é preciso levar em conta o romantismo dessa atitude, a declaração muda que está sendo oferecida carinhosamente.

   Do outro lado da linha daquela mulher italiana talvez houvesse um homem apaixonado. Martha prefere essa ilusão a imaginar que era outra matraca que talvez não estivesse escutando nada do que lhe era dito.


(Martha Medeiros. Quem diria que viver ia dar nisso. 9a ed. Porto Alegre, RS: LP&M, 2019. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que o termo destacado na frase atribui uma característica à palavra anterior.
Alternativas
Q3547692 Português
Texto 3

    Sono e ansiedade: dormir menos que o necessário pode afetar humor, saúde mental e emoções) Uma noite de sono interrompida, ou menor que o necessário, pode ter um preço muito maior que apenas o cansaço ao longo do dia. Ansiedade, piora de humor e alteração no funcionamento emocional podem ser algumas das consequências da privação de sono. De acordo com um estudo publicado no Psychological Bulletin, da American Psychological Association, cerca de 30% dos adultos, e 90% dos adolescentes não dormem o suficiente.
    Em alguns casos, médicos assistiram os participantes foram mantidos acordados por um longo período, em estado de privação total de sono. Em outros, os pesquisadores, provocaram uma restrição parcial, permitindo que os voluntários tivessem uma quantidade de sono menor que o normal. Outros grupos foram acordados periodicamente durante a noite, com uma fragmentação constante do sono.
    O novo estudo, que reuniu estes dados, aponta evidências de que períodos de sono interrompido durante a noite, seja por pouco ou muito tempo, influenciam negativamente no funcionamento emocional. Segundo a pesquisa, os três tipos de perda de sono resultam em menos sentimentos positivos e mais sintomas de ansiedade, elevação da frequência cardíaca e preocupação.
(Sono e ansiedade: dormir menos que o necessário pode afetar humor, saúde mental e emoções) Jornal O Globo, São Paulo, 01 nov., 2024. Disponível em: 0as%20mais%20prejudicadas.. Acesso em 5 nov. 2024.)
Leias as assertivas a seguir e, em seguida, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3547684 Português
Texto 1

    O senhor… mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão.
    Todo caminho da gente é resvaloso. Mas; também, cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta! (...)
    O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.
(ROSA, J.G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.)
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 1:
Alternativas
Q3547644 Português
TEXTO 1

    Levantar-se da cama, tomar banho, se vestir, limpar a casa ou ir ao supermercado parece tarefas simples, mas que podem se tornar difíceis ao envelhecer. O desafio é ainda maior para quem sofre com a sarcopenia.
Isso porque, por suas condições, esses indivíduos acabam tendo baixo nível de mobilidade e atividade física, e baixa ingestão de nutrientes específicos, especialmente proteínas.
    O cantor Agnaldo Rayol morreu nesta segundafeira (04), aos 86 anos, no seu apartamento em São Paulo. De acordo com a família, sua morte ocorreu após uma queda durante a madrugada.
    É preciso destacar que a sarcopenia tem um impacto enorme na qualidade de vida dos idosos. Isso porque o paciente sarcopênico tem mais chance de desenvolver condições agudas, como infecções e traumas. Além disso, há mais risco de instabilizar o controle de doenças crônicas.
    “Como consequência, é maior a chance de hospitalização e incidência de complicações clínicas e cirúrgicas, com maior tempo de internação e mais dificuldades no processo de desospitalização e reabilitação funcional. A sarcopenia é a comorbidade mais frequente em idosos internados por qualquer causa”, ressalta o médico.
    Segundo o especialista, é normal com o envelhecimento que o idoso comece a impor mudanças a sua dieta e se interessar por alimentos fáceis de mastigar e digerir, comumente, os carboidratos. Isso ocorre, muitas vezes, por questões ligadas à dentição, diminuição de enzimas, dificuldades na digestão, desaceleração do ritmo intestinal, entre outras.
(https://www.metropoles.com/saude/agnaldo-rayol-quedaidosos-sarcopenia 04 nov. 2024 https://www.metropoles.com/saude/agnaldo-rayol-queda-idosossarcopeniaAcesso em 04 nov. 2024)
“... é normal com o envelhecimento que o idoso comece a impor mudanças a sua dieta e se interessar por alimentos fáceis de mastigar e digerir, comumente, os carboidratos.” Assinale a alternativa correta sobre a linguagem do texto. 
Alternativas
Q3547538 Português
Texto 1


Caçador é a segunda cidade
mais rica do Oeste de SC


As cidades mais ricas do Oeste de Santa Catarina são
Chapecó, Caçador, Concórdia e Videira. Além disso,
o Oeste de Santa Catarina foi novamente a terceira
região catarinense mais rica, com maior participação
no Produto Interno Bruno (PIB) dos municípios. Os
dados são referentes a 2021 e foram divulgados nesta
sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).


Na comparação com as outras cinco regiões do Estado,
o Oeste teve o quarto maior crescimento entre o PIB
de 2020 e de 2021, com 16,7% de aumento. A variação
ficou abaixo da média estadual, que foi de 22,7% de
acréscimo.


A soma das riquezas produzidas pelas 118 cidades
da região foi de R$ 71,6 bilhões, o que corresponde a
16,7% do total do PIB catarinense. A participação do
Oeste no PIB produzido em todas as regiões oscilou
pouco menos de um ponto percentual para baixo.


Principal cidade da região, Chapecó teve o maior
volume de PIB por municípios na região, com R$ 13,6
bilhões de riquezas produzidas na cidade naquele ano.
Em seguida, entre as cidades mais ricas do Oeste aparecem Caçador (R$ 4,7 bilhões), Concórdia (R$ 4,5 bilhões),
Videira (R$ 3,4 bilhões), Xanxerê (R$ 2,6 bilhões) e
Joaçaba (2,3 bilhões).


Na comparação das cidades do top 10 do ranking com
o desempenho do PIB de 2020, Xaxim, com aumento
de 27%, e Xanxerê, com alta de 23,8%, são as que mais
se destacaram.


Entre as regiões, o Vale do Itajaí foi novamente a mais
rica de Santa Catarina, aumentando a vantagem sobre
o Norte catarinense, área com o segundo melhor
desempenho do Estado.


Disponível em: https://www.cacador.net/noticias/economia/2023/
12/17/pib-cacador-e-a-segunda-cidade-mais-rica-do-oeste-de-sc59874. Acesso em: 22 de fev 2024. Publicado em: 17 de dez. 2023.
Assinale a alternativa em que a flexão verbal está correta.
Alternativas
Q3547434 Português
Em 2023, a Terra passou por ondas de calor significativas e temperaturas extremas, especialmente no Hemisfério Norte. Durante a primeira semana de julho, a temperatura média global foi de cerca de 17°C – a mais alta já registrada pelos Centros Nacionais de Previsão Ambiental da ONU (Organização das Nações Unidas), que possui registros desde 1979.
O calor extremo é causado por uma série de fatores, mas o processo de aquecimento global está entre os principais. As Nações Unidas definem a mudança no clima como um processo de longo prazo que altera as temperaturas e os padrões climáticos ocorridos na Terra.
Mas este recorde de 2023 não deve ser o último. O aumento da temperatura no planeta pode ser ainda mais significativo – superando os 1,5°C previstos pelo Acordo de Paris (tratado internacional sobre mudanças climáticas) se a queima de combustíveis fósseis responsável pelo efeito estufa não for reduzida.


Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2024/01/lugares-mais-quentes-da-terra-conheca-3-zonas-quebateram-recorde-de-calor. 

Relativamente aos numerais do texto, analise as assertivas:


I. O numeral 1979 é classificado como cardinal.

II. O numeral primeira, na frase primeira semana de julho, é classificado como ordinal.

III. O numeral 1,5 é classificado como multiplicativo.


Pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3546487 Português
“UM APRENDIZADO, UM ABRAÇO, UM SOCO NA CARA”

        No ultimo mês, fiquei obcecada com o show da Madonna. Pensava: preciso ir, vou de qualquer jeito. Moro em São Paulo e me questionava: Onde me hospedar no Rio de Janeiro? Com quem ir? Tentei criar um grupo com meus amigos, mas a maior parte nao acompanha o trabalho da Madonna. Ninguém estava tão animado. De toda forma, me organizei e fui com minha irmã gemêa, Estela May, para o Rio no dia 30 de abril. Ao mesmo ˆ tempo, crescia em mim o sentimento de que não queria estar no ˜ show sem a minha mãe.

        Teve ate um momento em que bateu uma vontade imensa de voltar para São Paulo na mesma hora. Não queria mais ir, não sem a minha mãe. Foi uma obsessão tão louca que só na véspera do aniversário dela [a escritora, roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young, que morreu em 2019 e faria 54 no ultimo 1º de maio] percebi que sentia que deveria estar no show da Madonna por ela. Estava muito sensível. Minha mãe sempre dizia que sou muito sensível.

        Desde que o evento foi anunciado, vi muitas pessoas contando histórias relacionadas a Madonna. Pensei: “Ah, quer saber? Vou tirar uma foto que prova que meu nome e Madonna como o dela.” Peguei o meu passaporte na mesa de cabeceira e tirei a foto. Foi. Achei que ia render umas cem curtidas e algumas risadas. Mas o post foi longe e as pessoas começaram a me ajudar. Aliás, sou muito grata a todo mundo que sentiu que eu deveria estar lá. Isso é uma das coisas que mais me emocionaram nesta história e fico com vontade de chorar só de falar. Achei lindo o fato de entenderem como esse show era importante pra mim.

        No dia do aniversário da minha mãe, o quinto desde que ela morreu, eu nao esperava nada. Estava no chuveiro, ouvindo What It Feels Like For A Girl, aquela musica que ela traduziu no Saia Justa e viralizou no Twitter recentemente. Logo depois entrei no X [antigo Twitter] como se não quisesse nada e estava lá a mensagem do patrocinador disponibilizando os ingressos. Na hora minha irmã virou e falou: “Você sabe quem foi, né?” A gente sempre fica procurando sinais da minha mae. Não sei se peguei isso do meu pai. Meu pai sente muito sinal por música. Em dezembro do ano passado nos estávamos em um hotel aqui do Rio para pegar o meu livro [Tudo que eu posso te contar] impresso pela primeira vez e, do nada, começou a tocar Forever Young do Alphaville. Justo a musica que minha mãe sempre falou que era a nossa família. Ela sempre escutava, era nosso hino.

        Como cheguei no Rio com antecedência, consegui curtir um tempo na cidade, mas meus dias foram realmente Madonna, Madonna, Madonna, Madonna. Não conseguia pensar em outra coisa, não conseguia fazer nada. Fui ao Copacabana Palace tentar ver a Madonna. No dia do show, eu estava monotemática. Minha irmã foi à praia e eu fiquei dando voltas no quarto do hotel. Mandei fazer uma bolsa e uma saia cheia de correntes, crucifixos e enfeitezinhos. Passei o dia inteiro pulando e reparando que a saia fazia muito barulho. Tentei mexer nela enquanto ouvia a Madonna. Normalmente com outros shows, mesmo dos artistas que conheço só três ou quatro músicas, já fico ansiosa. Mas dessa vez a sensação triplicou. Mal consegui comer. Pedi um bule de cafe no serviço de quarto, que tomei loucamente. E continuei ouvindo Madonna. “Será que já devo ir?”, “Será que já posso ir?”, era o que eu pensava a todo momento. Mandei mensagem pra minha irmã falando: “Pelo amor de Deus, volta dessa praia agora.” O espaço abria as 18h, e cheguei lá nessa hora, mas chegaria muito antes se fosse possível.

        Antes de o show começar, já na área vip, eu e minha irmã ficamos desconfortáveis. Tinham muitas famílias tradicionais brasileiras. Escutamos comentarios desnecessários e alguns homofóbicos. Pouco antes da apresentação começar, um dos convidados da área vip me reconheceu e me chamou para ficar mais próximo do palco. Neste momento, um outro rapaz que também estava ali disse que se tivesse com uma faca mataria. A primeira coisa que pensei foi que nem mesmo no show de Madonna ficamos seguros. Fiquei preocupada e cogitei procurar outro lugar para acompanhar a apresentação. Mas, por mais que o caso tenha sido horrível, fiquei pensando que foi bom o agressor ter assistido ao show. Também me dei conta de que, afinal, é disto que a Madonna fala: de não deixar essas pessoas nos oprimirem. Decidi: vamos ficar aqui berrando e dançando, e, se eles se incomodarem, que se mexam. Essa e a celebração da Madonna. ˜

        Fiquei eufórica quando a Madonna entrou no palco. Chorei muito. Minha irmã, preocupada, perguntou se eu estava bem, se queria sentar ou beber água. Também por isso foi tão especial poder ir ao show com ela. Somos muito diferentes. A sensação que tenho é que desde pequenas fomos pegando o que cada uma gostava para si, mas com Madonna isso não ia funcionar, ninguém ia abrir mão de amar a Madonna. Então, subconscientemente, escolhemos dividir esse amor por períodos. Obvio que amo musicas de todas as fases, mas prefiro as canções da década de 1980, do começo da carreira. A Estela elegeu os albuns atuais. Apesar de não ter Madonna no nome, acho que ela é mais fã que eu. Viver esse momento com ela foi muito especial, porque na minha memória,  éramos nós duas no carro com a minha mãe colocando o CD da Madonna para ouvir. Ela sabe que a primeira coisa que fiz depois que a minha mãe faleceu foi ir ao meu quarto escutar Ray of Light. Então, quando a Madonna começou a cantar essa música, e eu desabei em choro, a minha irmã reconheceu o que isso significava para nós duas. Estela sabe que essa era música que a minha mãe mais gostava de escutar e o que aquele momento no show significaria para ela.

        Já faz quase 5 anos que a minha mãe faleceu, mas o luto demora para acontecer. Você acha que superou e do nada cai uma ficha de “é, acho que não”. Maio é sempre um mês difícil pra gente, porque começa com o aniversário da minha mãe e logo vem o dia das mães. E uma dobradinha de datas não divertidas nesse processo, ou até divertidas e de celebração, mas que doem ao mesmo tempo. E o show da Madonna, bem no meio disso, é como um abraço, sabe? Foi um aprendizado, foi um abraço, foi um soco na cara. Ficou um sentimento de amor imenso e gratidão. Escrevi no meu diário que fiz isso por mim e pela minha mãe, e que de alguma maneira serviu para fechar algumas feridas que ainda estavam abertas em relação a tudo o que aconteceu. E foi mágico.

(...)

(Cecília Madonna, Revista Puau´ı, 11 maio 2024 08h59)
(CONCURSO VARZEA ALEGRE / 2024) Dada a palavra em destaque, classifique-a de acordo com o processo de formação das palavras:
“Então, subconscientemente, escolhemos dividir esse amor por períodos.”
Alternativas
Respostas
4201: C
4202: B
4203: A
4204: D
4205: B
4206: C
4207: B
4208: A
4209: E
4210: E
4211: B
4212: C
4213: D
4214: C
4215: B
4216: A
4217: A
4218: B
4219: C
4220: E