Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Foram encontradas 21.516 questões

Q3172121 Português
Analise os termos (negrito e sublinhado) e a classificação entre parênteses. Destaque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3171698 Português
Talvez uma das ignorâncias que temos, quando o assunto é o futuro, seja acreditar
sobremaneira nele

Por Mário Corso


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2024/10– texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as assertivas a seguir, relativas a determinadas passagens do texto:


I. O autor do texto, ao utilizar, por exemplo, o pronome “nossa” (l. 20) e a forma verbal “temos” (l. 26), acrescenta ao texto a ideia de que ele compartilha das ideias apresentadas nos respectivos períodos em que os vocábulos estão inseridos.


II. Em “Talvez uma das ignorâncias que temos [...]” (l. 25-26), o uso da palavra “uma” permite inferir que há outras ignorâncias além da que vai ser citada.


III. O advérbio pronominal “lá” (l. 27) faz referência à expressão “futuro” (l. 26). 


Quais estão corretas?

Alternativas
Q3171696 Português
Talvez uma das ignorâncias que temos, quando o assunto é o futuro, seja acreditar
sobremaneira nele

Por Mário Corso


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2024/10– texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as seguintes assertivas sobre propostas de alterações no texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas. 


( ) A substituição de “tanto que” (l. 02-03) por “porque” não provocaria alteração de sentido entre as orações que relaciona.


( ) O sujeito do verbo “pensam” (l. 05) está implícito.


( ) O vocábulo “cegos” (l. 08) é um adjetivo, entretanto, em outro contexto, poderia ser classificado como substantivo.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q3171684 Português
A internet está cada vez mais parecida com aquelas cidades do Velho Oeste

Por Cláudia Laitano


 (Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2024/09– texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as assertivas que seguem a respeito do termo assinalado no seguinte fragmento do texto:


“As coisas começam a mudar quando um advogado, Ransom Stoddard (James Stewart), chega ...

         cidade com a mala carregada de livros e ideias de justiça” (l. 16-18). 


I. Funciona como núcleo do sujeito simples.


II. Pertence à classe gramatical dos substantivos.


III. É acompanhado de um artigo feminino flexionado no plural, que funciona como adjunto adnominal.


Quais estão corretas?  

Alternativas
Q3171002 Português
Considere o emprego do advérbio “logo” na sentença “Os meninos, logo que chegaram, tiraram os sapatos”. O mesmo uso se verifica em: 
Alternativas
Q3170999 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A tarde a multidão


       Todos estão tristes às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. São muitas pessoas e todos os rostos são apreensivos. É como se houvesse uma causa comum, essencial, anterior. Todos caminham amargurados às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana.


       Por quê, se não vai chover e se o mar não vai transbordar? Por que esse ar de todos, tão aflito, de quem não se sabe achar? 


     Tempos atrás, passei pela avenida Nossa Senhora de Copacabana, todos eram felizes. O amargurado era eu. Hoje, na multidão, não tenho mais que dois problemas. Dói-me a botina nova, no pé esquerdo, e vou comprar um ferro elétrico. Quanto à botina, bastará descalçá-la quando chegar em casa. E sentir a dor passando, que é um prazer muito maior que o de nunca ter tido dor nenhuma. Mas, o ferro elétrico? E o ferro elétrico? Como é que se compra um ferro elétrico? 


       Pergunta-me o homem do balcão:


       — Como é que o senhor quer o ferro elétrico?


       Hesito e respondo, na medida do possível:


       — Um que seja bem elétrico. 



      Sim, porque se vou comprar um ferro elétrico, quanto mais elétrico for, melhor. Se fosse comprar um quadro-negro, tinha que ser o mais negro de todos. 


      Volto à rua e as pessoas estão ainda mais aflitas às 5h15 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. A tarde vã, desperdiçada, no rosto de cada semelhante. Como se cada um tivesse uma coisa sem remédio na parte alta da cavidade torácica. Uma angústia, uma falta de ar, malgrado a tarde estival. 


       Falta de exercício respiratório. Nada mais que isso. O homem se desentende consigo mesmo porque se esquece de respirar. É preciso aspirar, no mínimo, quatro litros de oxigênio em cada tomada de ar. O homem de hoje não respira, ofega. Como os cachorros. E isto altera o equilíbrio moral de cada um. 


      Aflige-me o pobre olhar das multidões. Por nada. Não há culpa ou causa comum. Cada qual carrega o seu deserto, seu calvário particular, porque na angústia, no fundo da grande angústia, há uma cômoda preguiça, um estágio de lânguido torpor como o do ópio. Não há nada a fazer pelas pessoas da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. 


MARIA, A. A tarde e a multidão. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 122-123. 

Analise o emprego do vocábulo “se” nas sentenças a seguir, retiradas do texto:

I. Por que esse ar de todos, tão aflito, de quem não se sabe achar?
II. Como é que se compra um ferro elétrico?
III. Sim, porque se vou comprar um ferro elétrico, quanto mais elétrico for, melhor.
IV. O homem se desentende consigo mesmo porque se esquece de respirar.
V. Se fosse comprar um quadro-negro, tinha que ser o mais negro de todos.

Verifica-se o emprego do vocábulo como conjunção condicional apenas em: 
Alternativas
Q3170997 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A tarde a multidão


       Todos estão tristes às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. São muitas pessoas e todos os rostos são apreensivos. É como se houvesse uma causa comum, essencial, anterior. Todos caminham amargurados às 4h25 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana.


       Por quê, se não vai chover e se o mar não vai transbordar? Por que esse ar de todos, tão aflito, de quem não se sabe achar? 


     Tempos atrás, passei pela avenida Nossa Senhora de Copacabana, todos eram felizes. O amargurado era eu. Hoje, na multidão, não tenho mais que dois problemas. Dói-me a botina nova, no pé esquerdo, e vou comprar um ferro elétrico. Quanto à botina, bastará descalçá-la quando chegar em casa. E sentir a dor passando, que é um prazer muito maior que o de nunca ter tido dor nenhuma. Mas, o ferro elétrico? E o ferro elétrico? Como é que se compra um ferro elétrico? 


       Pergunta-me o homem do balcão:


       — Como é que o senhor quer o ferro elétrico?


       Hesito e respondo, na medida do possível:


       — Um que seja bem elétrico. 



      Sim, porque se vou comprar um ferro elétrico, quanto mais elétrico for, melhor. Se fosse comprar um quadro-negro, tinha que ser o mais negro de todos. 


      Volto à rua e as pessoas estão ainda mais aflitas às 5h15 da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. A tarde vã, desperdiçada, no rosto de cada semelhante. Como se cada um tivesse uma coisa sem remédio na parte alta da cavidade torácica. Uma angústia, uma falta de ar, malgrado a tarde estival. 


       Falta de exercício respiratório. Nada mais que isso. O homem se desentende consigo mesmo porque se esquece de respirar. É preciso aspirar, no mínimo, quatro litros de oxigênio em cada tomada de ar. O homem de hoje não respira, ofega. Como os cachorros. E isto altera o equilíbrio moral de cada um. 


      Aflige-me o pobre olhar das multidões. Por nada. Não há culpa ou causa comum. Cada qual carrega o seu deserto, seu calvário particular, porque na angústia, no fundo da grande angústia, há uma cômoda preguiça, um estágio de lânguido torpor como o do ópio. Não há nada a fazer pelas pessoas da tarde, na avenida Nossa Senhora de Copacabana. 


MARIA, A. A tarde e a multidão. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 122-123. 

No trecho “— Um que seja bem elétrico”, o advérbio “bem” exprime: 
Alternativas
Q3169850 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A candura da chuva



    E as chuvas voltaram. Elas, que nos tinham abandonado, para nos advertir de quanto precisamos delas. No jardim, o verde da folhagem resplandeceu. Uma goteira intermitente, caindo sobre uma folha grande (nunca sei os nomes das plantas), repete, em espaços certos, um som musical que me agrada. Foi por causa de gota assim, repetida, que Chopin criou o prelúdio da Gota d’água.


    Para mim, em minha deliciosa clausura, o que a chuva tem de mais importante são os sons. Tantos e tão variados. Sobre as folhas, sobre a areia, sobre o cimento, sobre o balde de alumínio. Depois, escorrendo nas telhas. Quem mora engavetado num apartamento não sabe o que seja a chuva correndo, escorrendo, se esfregando nas telhas. É preciso morar em casas térreas.


    Quando nós éramos meninos, as casas tinham uma outra telha de vidro, e a gente não só ouvia, como via a chuva deslizando, resvalando, tinindo no beiral da nossa casa já morta, lá longe, onde os bois mugiam suplicantes de madrugada. Lá longe, onde os carneiros, no entardecer, tinham olhos desavisados. Lá longe, onde os sapos assobiavam uma música dodecafônica. Lá longe, onde dormem, profundamente, os nossos mortos e a nossa puerícia. Quão enganosa e ligeira foi a infância!


    Esta chuva, que está caindo desde ontem e continua caindo, agora me traz algumas esperanças que estavam a morrer. Não se detenham, amigos, em pensamentos pessimistas, nem chorem a dor que ainda não doeu. Somos homens e a palavra “homem” sinonimiza com força e liberdade. Eu sou livre, mesmo neste quarto de portas fechadas. Só o fato de eu querer continuar preso me cobre de todas as liberdades da vida. Meu corpo, grande e farto, coberto de liberdades. O espírito diáfano, com uma asa em cada omoplata, tem todo o céu do sonho para voar.


    Faz-me bem esta chuva. Não quero dizer, com isto, que a poesia tenha voltado. Nem irei garantir que ela tenha havido um dia. Quero comunicar, a sei lá quem, que estou bem e que este bem, que me vai por dentro e me veste o corpo, deve estar com alguns de vocês, que preferem a chuva ao êxito; a chuva ao poder; a chuva ao dinheiro; a chuva à sociedade; a chuva ao smoking. Tenho chuva e amor. Uma coisa e outra são prazeres que embevecem. As duas coisas se completam, em nós... e o homem aquiescente aceita a paz, afinal, como o único bem da terra.


    Ah, não estou ligando para as notícias dos jornais. Não foi Deus quem as escreveu. Foram os homens. Estão todas truncadas, intrigadas, todas. Sou livre. A liberdade completa é não querer e não poder. Brindemos essa chuva, que me aumenta a capacidade de ir escrevendo essas verdades intatas, sem grande sentido aparente, sem nenhuma importância fundamental. O fundamental que fique a cargo dos poderosos. Não quero mais que a música reminiscente da chuva que está caindo e a mão do amor sobre minha fronte e meus cabelos.


MARIA, A. A candura da chuva. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 132-134.

Observa-se o processo de derivação parassintética na formação da palavra: 
Alternativas
Q3169849 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A candura da chuva



    E as chuvas voltaram. Elas, que nos tinham abandonado, para nos advertir de quanto precisamos delas. No jardim, o verde da folhagem resplandeceu. Uma goteira intermitente, caindo sobre uma folha grande (nunca sei os nomes das plantas), repete, em espaços certos, um som musical que me agrada. Foi por causa de gota assim, repetida, que Chopin criou o prelúdio da Gota d’água.


    Para mim, em minha deliciosa clausura, o que a chuva tem de mais importante são os sons. Tantos e tão variados. Sobre as folhas, sobre a areia, sobre o cimento, sobre o balde de alumínio. Depois, escorrendo nas telhas. Quem mora engavetado num apartamento não sabe o que seja a chuva correndo, escorrendo, se esfregando nas telhas. É preciso morar em casas térreas.


    Quando nós éramos meninos, as casas tinham uma outra telha de vidro, e a gente não só ouvia, como via a chuva deslizando, resvalando, tinindo no beiral da nossa casa já morta, lá longe, onde os bois mugiam suplicantes de madrugada. Lá longe, onde os carneiros, no entardecer, tinham olhos desavisados. Lá longe, onde os sapos assobiavam uma música dodecafônica. Lá longe, onde dormem, profundamente, os nossos mortos e a nossa puerícia. Quão enganosa e ligeira foi a infância!


    Esta chuva, que está caindo desde ontem e continua caindo, agora me traz algumas esperanças que estavam a morrer. Não se detenham, amigos, em pensamentos pessimistas, nem chorem a dor que ainda não doeu. Somos homens e a palavra “homem” sinonimiza com força e liberdade. Eu sou livre, mesmo neste quarto de portas fechadas. Só o fato de eu querer continuar preso me cobre de todas as liberdades da vida. Meu corpo, grande e farto, coberto de liberdades. O espírito diáfano, com uma asa em cada omoplata, tem todo o céu do sonho para voar.


    Faz-me bem esta chuva. Não quero dizer, com isto, que a poesia tenha voltado. Nem irei garantir que ela tenha havido um dia. Quero comunicar, a sei lá quem, que estou bem e que este bem, que me vai por dentro e me veste o corpo, deve estar com alguns de vocês, que preferem a chuva ao êxito; a chuva ao poder; a chuva ao dinheiro; a chuva à sociedade; a chuva ao smoking. Tenho chuva e amor. Uma coisa e outra são prazeres que embevecem. As duas coisas se completam, em nós... e o homem aquiescente aceita a paz, afinal, como o único bem da terra.


    Ah, não estou ligando para as notícias dos jornais. Não foi Deus quem as escreveu. Foram os homens. Estão todas truncadas, intrigadas, todas. Sou livre. A liberdade completa é não querer e não poder. Brindemos essa chuva, que me aumenta a capacidade de ir escrevendo essas verdades intatas, sem grande sentido aparente, sem nenhuma importância fundamental. O fundamental que fique a cargo dos poderosos. Não quero mais que a música reminiscente da chuva que está caindo e a mão do amor sobre minha fronte e meus cabelos.


MARIA, A. A candura da chuva. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 132-134.

Analise o seguinte excerto, considerando suas palavras enumeradas: “(1) longe(2), onde(3) dormem(4), profundamente(5), os(6) nossos(7) mortos(8) e(9) a(10) nossa(11) puerícia(12)”. A alternativa que apresenta a sequência de todos os advérbios presentes dentre as palavras do excerto dado é:
Alternativas
Q3169192 Português
Texto CG4A1

        A degradação ambiental põe em risco a capacidade das crianças de atingir seu pleno potencial de desenvolvimento e tem implicações negativas em uma vasta gama de outros direitos. O desenvolvimento das crianças está interligado ao ambiente em que elas vivem. Os benefícios de um ambiente saudável para o desenvolvimento incluem aqueles ligados às oportunidades de experimentar atividades ao ar livre e de interagir e brincar em ambientes naturais, inclusive com o mundo animal.

        Devido aos seus padrões de atividade, ao seu comportamento e à sua fisiologia únicos, as crianças mais novas são particularmente suscetíveis aos riscos ambientais. Durante janelas de desenvolvimento de maior vulnerabilidade, a exposição a poluentes tóxicos, mesmo em níveis baixos, pode facilmente perturbar os processos de maturação do cérebro, dos órgãos e do sistema imunológico, além de causar doenças e deficiências durante e após a infância — às vezes após um período substancial de latência. Os efeitos dos contaminantes ambientais podem até persistir em gerações futuras. Os Estados devem considerar, de forma consistente e explícita, o impacto da exposição no início da vida a substâncias tóxicas e à poluição.

        Os Estados devem reconhecer cada fase da infância e sua importância para os estágios subsequentes de maturação e desenvolvimento, bem como as diferentes necessidades das crianças em cada uma dessas fases. Para a criação de um ambiente ideal para o direito ao desenvolvimento, os Estados devem considerar, de forma explícita e consistente, todos os fatores necessários para que crianças de todas as idades sobrevivam, desenvolvam-se e prosperem plenamente. Devem também conceber e implementar intervenções baseadas em evidências que enfrentem uma ampla gama de determinantes ambientais durante o curso da vida.

Internet:<www.unicef.org>  (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, referente ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1. 


No segundo período do texto, a omissão da preposição “em” manteria tanto os sentidos originais quanto a correção gramatical do trecho em questão.

Alternativas
Q3168002 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão. 

A tarde 

    Desde cedo soprara tão forte o noroeste com seu cheiro de mar, com seu ímpeto de espumas e de cavalos empinados, mas ele amainou antes do fim da tarde, e a tarde de repente ficou mansa. Tão mansa que as pessoas mais distraídas que iam pelas ruas tiveram a impressão de ouvir, no meio de todos os ruídos urbanos, um pequeno silêncio – que era um sinal de sossego. 

     As nuvens começaram a se mover devagar, e eram leves e brancas, e era como se a tarde tivesse pena da cidade e de sua aflição e quisesse dizer aos homens: “eu sou vossa mãe e vossa irmã e estou aqui; tende calma”. Então me deu uma grande calma, porque eu ouvi essa mansa voz da tarde; ouvi e obedeci. 

     Passaram dois homens discutindo, um gesticulava, o outro tinha a cara vermelha; também a mim me acontece andar com outro homem na rua, e discutir; entretanto, eles me pareceram absurdos, e tive tanta pena porque estavam nervosos que pensei em lhes dizer: “Desculpe interrompê-los, cavalheiros”. 

    Um deles deteria o gesto que fazia com a mão que tinha um jornal; o outro me olharia por sobre os óculos; e então me sentiria tímido para dar o meu recado, e talvez dissesse: “desculpem, eu me enganei”. Mas quando eles fossem se afastando e o de jornal começasse a dizer ao outro: “olhe só uma coisa…” é possível que eu tomasse coragem, e dissesse: “Por favor, eu queria lhes dar uma informação…”. 

    Então, o de óculos, tendo ouvido mal, talvez me perguntasse um pouco irritado: “qual é a informação que o senhor deseja?”; e eu diria que não queria ter, mas sim dar uma informação. “Dar uma informação?”, perguntaria quase asperamente ou, quem sabe, asperamente, o de jornal na mão. E eu então diria baixo: “a tarde chegou”. 

   – “Quem chegou?” – perguntaria o de óculos, pensando talvez em Ademar (de Barros?), talvez em Carmem (Miranda). 

     – A tarde

     Eles me olhariam estupefatos. Mas, olhando suas caras, eu veria que nelas próprias já ia se refletindo a mansa luz da tarde pálida; e naquele instante em que as caras ficassem imóveis me olhando, a tarde, mãe de todos, faria um pequeno carinho com sua mão de luz pálida e de leve brisa, uma carícia de mãe e de irmã. Vendo isso eu sorriria um instante; e, muito embaraçado, me afastaria depressa. Eles me olhariam e começariam a rir de mim, mas depois de rir se sentiriam mais mansos e quase amigos e quase felizes, na doçura da tarde.


BRAGA, R. A tarde. Correio da Manhã. Disponível em 

<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/10109/a- tarde>. 


Analise os excertos a seguir quanto às funções desempenhadas pelo vocábulo “o”: 

I.  “Desde cedo soprara tão forte o noroeste com seu cheiro de mar” 
II. “Um deles deteria o gesto que fazia com a mão que tinha um jornal” 
III. “– ‘Quem chegou?’ – perguntaria o de óculos”  
O vocábulo desempenha a função de pronome demonstrativo apenas em: 
Alternativas
Q3167928 Português
Leia as afirmações a seguir, acerca dos adjetivos:
I – Quando o adjetivo exerce a função sintática de predicativo, é considerado um termo essencial da oração, como no exemplo: “A cidade é imensa”.
II – Os adjetivos podem ser primitivos – como “belo” – ou derivados – como “belíssimo”.
III – Os adjetivos variam em grau. Um exemplo de adjetivo comparativo de igualdade é: Sou mais alto que você.
IV – Um exemplo de adjetivo impróprio é a palavra em destaque na frase “A benevolência é uma virtude”.
É(são) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q3167580 Português
O vocábulo “menos” pode ser classificado como pronome indefinido ou como advérbio. Assinale a opção que indica a frase em que funciona como pronome.
Alternativas
Q3167576 Português
Assinale a opção que indica a frase em que aparece a substantivação de um adjetivo.
Alternativas
Q3167574 Português
Assinale a opção que indica o par de palavras em que o A final é identificado como desinência de gênero.
Alternativas
Q3167571 Português
Assinale a opção que indica a frase em que a preposição A – sozinha ou combinada - tem valor semântico diferente dos demais.
Alternativas
Q3167570 Português
Segundo o gramático Celso Cunha, os adjetivos em língua portuguesa podem apresentar os valores semânticos de estado, qualidade, característica e relação.

Assinale a opção que indica a frase em que os dois adjetivos nela destacados são relações.
Alternativas
Q3167568 Português
Imagem associada para resolução da questão
Assinale a opção que indica a frase em que o adjetivo “grande” está empregado em seu sentido original, relacionado a tamanho.
Alternativas
Q3166976 Português
 De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental que ataca ou utiliza linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma pessoa ou grupo, com base em fatores de identidade, como religião, etnia, gênero, entre outros. Diferentemente da desinformação (prática não intencional de compartilhamento de informações imprecisas), ou da distribuição intencional de informações falsas com o intuito de provocar dano, o discurso de ódio se expressa de forma violenta contra grupos delimitados.

        O discurso de ódio online pode ser reproduzido em diferentes formatos, mas geralmente contém características típicas do meio digital, como o anonimato do(a) autor(a), o alcance expandido do ataque, a instantaneidade da mensagem e a formação de comunidades em torno do discurso.

Eduardo Georjão Fernandes e Valentina Fonseca da Luz.
O papel das políticas públicas no combate ao discurso de ódio na Internet.
Internet:<agenciagov.ebc.com.br> (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue o item que se segue. 


A oração “mas geralmente contém características típicas do meio digital” (segundo parágrafo) revela uma opinião dos autores, haja vista o emprego do advérbio “geralmente”, que, nesse caso, denota totalidade.

Alternativas
Q3164759 Português

Leia o poema Os sapos, de Manuel Bandeira, para responder a questão.



Os sapos


Leia atentamente as afirmações a seguir:



I O poema possui métrica regular e uma preocupação com sonoridade.


II Os versos contêm ironia e paródia, figuras de linguagem utilizadas para reforçar que a boa poesia é aquela preocupada com a forma.


III A palavra " infinita " é formada por derivação prefixal.



É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 

Alternativas
Respostas
4001: D
4002: C
4003: D
4004: E
4005: B
4006: C
4007: B
4008: E
4009: D
4010: E
4011: C
4012: B
4013: A
4014: D
4015: B
4016: B
4017: C
4018: D
4019: E
4020: B