Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3387823 Português

Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos



        A Justiça da Austrália deu início nesta terça-feira (29) ao julgamento de Erin Patterson, acusada de matar idosos convidados para um almoço por “ingestão de cogumelo” em 2023. Ela foi incriminada por assassinar seus sogros, Gail e Donald Patterson, além da irmã de Gail, Heather Wilkinson.


        Os idosos adoeceram após um almoço oferecido por Erin em sua casa na cidade de Leongatha, que abriga cerca de 6 mil habitantes e fica a cerca de 135 quilômetros de Melbourne. Os promotores alegam que os cogumelos foram servidos às vítimas como parte de um bife Wellington.


        Acusações adicionais de tentativa de homicídio de seu marido, Simon Patterson, e do marido de Heather, Ian Wilkinson, também foram feitas na época, porém elas foram retiradas pelos promotores, informou o juiz Christopher Beale ao tribunal. “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri. 


        Quinze jurados foram selecionados no Tribunal de Magistrados de Latrobe Valley, na cidade de Morwell. Os argumentos iniciais devem começar na manhã desta quarta-feira (30). Erin Patterson se declarou inocente de todas as acusações. 


        O caso chamou atenção tanto na Austrália quanto internacionalmente, com os seis assentos na sala do tribunal reservados para a imprensa sendo alocados em uma votação diária. Dezenas de outros jornalistas devem assistir ao processo em uma sala extra instalada no tribunal. 


        A emissora estatal ABC está produzindo um podcast diário durante o julgamento, que deve durar de cinco a seis semanas, enquanto o serviço de streaming Stan encomendou um documentário sobre o que considera “um dos casos criminais de maior repercussão da história recente”. 


Fonte: Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período: Os promotores alegam que os cogumelos foram servidos às vítimas como parte de um bife Wellington. 
Alternativas
Q3387602 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa cuja letra s no final da palavra NÃO represente o seu plural: 
Alternativas
Q3387601 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis. 
Alternativas
Q3386215 Português
VALE DO PARAÍBA TEM RELAÇÃO CULTURAL COM O ARROZ E OUSA COM TIPOS ESPECIAIS


   Em Guaratinguetá, plantações de arroz provam que alimento, além de ser elementar na mesa do brasileiro, tem diferentes variedades, sabores e usos no dia a dia. No Sudeste, digo que o sabor se manifesta por meio da memória. Isso porque a mesa dos estados que compõem a região é recheada de tradições e referências que foram ganhando atualizações e novos jeitinhos de conquistar o nosso paladar.

   Na busca pelos sabores do Brasil, a viagem nesta parte do país nos presenteia com torresmo crocante, queijos maturados e até vinhos que nascem de uvas de terras antes consideradas improváveis. Para dar pontapé à jornada pelo Sudeste, desembarquei com a temporada especial CNN Viagem & Gastronomia: Sabores do Brasil no Vale do Paraíba, região histórica entre as serras da Mantiqueira e do Mar que entrega paisagens fascinantes e que se apoia na tradição alimentar como traço identitário e de desenvolvimento.

   Afinal, os arredores tiveram papel fundamental no Ciclo do Café e hoje nos deparamos com um polo tecnológico que se debruça também em pesquisas de alimentos. Na cidade de Guaratinguetá, isso se traduz por meio de plantações de arroz, um dos símbolos mais fortes do Brasil.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/gastronomia/vale-do-paraiba-tem-relacao-cultural-com-o-arroz-e-ousa-com-tipos-especiais.
Considere o trecho: “Afinal, os arredores tiveram papel fundamental no Ciclo do Café e hoje nos deparamos com um polo tecnológico que se debruça também em pesquisas de alimentos. Na cidade de Guaratinguetá, isso se traduz por meio de plantações de arroz, um dos símbolos mais fortes do Brasil.” Identifique a opção que apresenta a afirmativa correta sobre as palavras em destaque. 
Alternativas
Q3386212 Português
VALE DO PARAÍBA TEM RELAÇÃO CULTURAL COM O ARROZ E OUSA COM TIPOS ESPECIAIS


   Em Guaratinguetá, plantações de arroz provam que alimento, além de ser elementar na mesa do brasileiro, tem diferentes variedades, sabores e usos no dia a dia. No Sudeste, digo que o sabor se manifesta por meio da memória. Isso porque a mesa dos estados que compõem a região é recheada de tradições e referências que foram ganhando atualizações e novos jeitinhos de conquistar o nosso paladar.

   Na busca pelos sabores do Brasil, a viagem nesta parte do país nos presenteia com torresmo crocante, queijos maturados e até vinhos que nascem de uvas de terras antes consideradas improváveis. Para dar pontapé à jornada pelo Sudeste, desembarquei com a temporada especial CNN Viagem & Gastronomia: Sabores do Brasil no Vale do Paraíba, região histórica entre as serras da Mantiqueira e do Mar que entrega paisagens fascinantes e que se apoia na tradição alimentar como traço identitário e de desenvolvimento.

   Afinal, os arredores tiveram papel fundamental no Ciclo do Café e hoje nos deparamos com um polo tecnológico que se debruça também em pesquisas de alimentos. Na cidade de Guaratinguetá, isso se traduz por meio de plantações de arroz, um dos símbolos mais fortes do Brasil.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/gastronomia/vale-do-paraiba-tem-relacao-cultural-com-o-arroz-e-ousa-com-tipos-especiais.
Considere o seguinte trecho: “Afinal, os arredores tiveram papel fundamental no Ciclo do Café e hoje nos deparamos com um polo tecnológico que se debruça também em pesquisas de alimentos. Na cidade de Guaratinguetá, isso se traduz por meio de plantações de arroz, um dos símbolos mais fortes do Brasil.” Identifique a opção que apresenta a afirmativa correta sobre os verbos em destaque.  
Alternativas
Q3384867 Português

CNEN discute com a Eletronuclear aspectos regulatórios da operação da Central Nuclear de Angra dos Reis  



    A gestão do fundo de descomissionamento das usinas nucleares, as perspectivas para a conclusão de Angra 3 e outros temas técnicos e regulatórios da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA) estiveram em pauta na reunido entre a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a diretoria da Eletronuclear. O encontro ocorreu no dia 24 de fevereiro de 2025, na sede da CNEN, e teve como objetivo alinhar questões operacionais e estratégicas para o setor nuclear. Entre os temas debatidos, a gestão do fundo de descomissionamento teve destaque, dada sua importância para assegurar que, ao final da vida útil das usinas, as instalações sejam desativadas com segurança e em conformidade com as normas vigentes.



Disponível em: <https://www.gov.br/cnen/pt-br/assunto/ultimas-noticias/cnen-discute-com-a-eletronuclear-aspectos-regulatorios-da-operacao-da-central-nuclear-de-angra-dos-reis>.Acesso em: 28 fev.2025, com adaptações.



Considerando as questões gramaticais que envolvem o texto, assinale a alternativa correta.



Alternativas
Q3384825 Português
No que se refere aos substantivos, analise os itens abaixo:

I – Aselha é o diminutivo de asa.
II – Czarina é o feminino de Czar.
III - Lilases é o plural de lilás.

Estão CORRETOS
Alternativas
Q3384762 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Burnout: equilíbrio entre vida profissional e pessoal é essencial contra esgotamento

Especialistas destacam como encontrar o equilíbrio no mundo atual é fundamental para evitar o esgotamento mental


Victória Anhesini


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu e classificou a síndrome do burnout como uma doença ocupacional em 2022, mas, antes disso, uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em 2021, já mostrava que um a cada quatro brasileiros estava sofrendo dessa condição. [...]


    Não conseguir ter equilíbrio entre vida pessoal e profissional é uma das principais causas que levam ao burnout. Segundo Larissa Fonseca, psicóloga clínica e especialista na doença, é mais complexo alcançar esse patamar quando todos estão hiperconectados, sempre prontos para atender às necessidades de colegas, líderes e clientes. [...]


     No Panorama do Bem-Estar Corporativo 2025, estudo desenvolvido pela Wellhub, 47% dos colaboradores que responderam a pesquisa afirmam que o estresse no trabalho impacta negativamente seu bem-estar mental, e 96% dos trabalhadores relatam algum nível de estresse durante o expediente. Luciana Benedetto, psicóloga especialista em neuropsicologia e bem-estar da BurnUp, reforça que o desequilíbrio decorre de pressões como metas inatingíveis e longas jornadas. [...]


    Larissa explica que, quando não há limites claros que delimitam o pessoal e o profissional, “ocorre uma sobrecarga emocional e física, que mantém o corpo em estado constante de alerta, elevando níveis de cortisol. Isso leva ao esgotamento característico do burnout”. [...]


Estratégias de prevenção


    Criar limites saudáveis entre trabalho e vida pessoal é imprescindível para evitar o burnout, apesar de que a prática tende a ser mais difícil que a teoria. [...] Outra parte importante é desenvolver práticas de autocuidado, como atividade física, meditação e hobbies. “Criar rituais de desconexão ao final do dia e evitar responder mensagens fora do expediente são passos simples, mas poderosos”, destacou Luciana. [...] 


O papel das empresas no equilíbrio


    As empresas possuem um grande papel para que haja esse equilíbrio. Afinal, segundo os dados da Wellhub, 82% dos colaboradores brasileiros acreditam que a empresa tem a responsabilidade de ajudar a cuidar do bem-estar. Além disso, 92% dos entrevistados disseram que o bem-estar no trabalho é tão importante quanto o salário, ou seja, não existe mais espaço para sacrificar o bem-estar.


    “As empresas devem criar uma cultura que valorize a saúde mental, ofertando ações afirmativas como respeito aos limites de horários e suporte psicológico”, afirmou Larissa.


   Luciana acrescenta que ter políticas como trabalho remoto e jornadas flexíveis permitem maior autonomia dos colaboradores, e que “ajudam os profissionais a equilibrar melhor suas responsabilidades pessoais e profissionais”. Ela ressalta, porém, que é necessário garantir que não haja sobrecarga ou invasão de espaço pessoal.


  “Essas práticas ajudam os profissionais a equilibrar melhor suas responsabilidades pessoais e profissionais, desde que acompanhadas por orientações claras para evitar excessos”.


   A neuropsicóloga acredita que ter um aliado corporativo [...] ajuda a desenvolver um plano que melhore o bem-estar dos colaboradores, já que toda a estratégia é baseada em conteúdo qualificado e pesquisas.    



Quando buscar ajuda profissional


   Reconhecer a hora de procurar apoio é um passo essencial na prevenção e tratamento do burnout. “Quando a sensação de exaustão não melhora, mesmo após tentativas de descanso, é hora de buscar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental”, recomendou Larissa.[...]


Conscientização


   A pandemia trouxe à tona a importância da saúde mental no trabalho, e as duas especialistas enxergam que existe um movimento crescente de conscientização.


  Segundo os dados da Wellhub, os níveis globais de saúde mental caíram drasticamente durante a pandemia de Covid-19 e ainda não se recuperaram. [...]


   Por isso, a conscientização se torna um passo tão importante para evitar a síndrome do burnout ou outras condições psicológicas, assim como os planos de ação, sejam eles por meio de benefícios aos colaboradores ou por outros meios. [...]


Adaptado de: https://www.infomoney.com.br/saude/burnoutequilibrio-entre-vida-profissional-e-pessoal-e-essencial-contraesgotamento/. Acesso em: 15 mar. 2025.
Analise o seguinte excerto:

“[...] afirmam que o estresse no trabalho impacta negativamente seu bem-estar mental.”.

Assinale a alternativa em que os termos destacados tenham se formado, respectivamente, pelos mesmos processos de formação de palavras que aqueles dos termos destacados no excerto apresentado.
Alternativas
Q3384742 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Os impactos ambientais da computação


Intensivo em uso de energia e água, o setor responde por 1,7% das emissões de carbono na atmosfera; uma nova área de pesquisa surge para lidar com o problema 


    Parte essencial da vida moderna, a computação está em todos os lugares. É difícil imaginar o cotidiano sem os recursos do mundo digital, como internet, redes sociais, streaming de vídeo, programas de inteligência artificial e os mais variados aplicativos. Governos, organizações e empresas de diversos setores dependem cada vez mais das tecnologias da informação e comunicação (TIC). O crescente aumento da demanda computacional, contudo, gera impactos no meio ambiente. Estima-se que entre 5% e 9% da energia elétrica consumida no mundo se destine à infraestrutura de TI e comunicações em geral e ao seu uso. A Agência Internacional de Energia (IEA) alerta para uma tendência de forte aumento nessa demanda. O gasto energético de data centers, instalações com robusto poder de armazenamento e processamento de dados, e dos setores de inteligência artificial (IA) e criptomoedas, segundo a entidade, poderá dobrar no mundo em 2026 em relação a 2022, quando foi de 460 terawatts-hora (TWh) – naquele mesmo ano, o Brasil consumiu 508 TWh de energia elétrica.


    “O uso de energia é inerente à computação”, constata a cientista da computação Sarajane Marques Peres, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e pesquisadora do Centro de Inteligência Artificial C4AI, financiado por FAPESP e IBM. [...]


    “Todas as nossas atividades digitais, como navegar na internet, acessar redes sociais, participar de videoconferências e enviar fotos para os amigos, têm, em última instância, efeitos sobre o ambiente”, aponta a cientista da computação Thais Batista, presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e professora do Departamento de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).


    A energia destinada aos data centers é usada não apenas para a operação dos servidores, mas também para manter em funcionamento seu sistema de refrigeração. “Por trabalharem sem parar em processamento numérico, os computadores aquecem, emitem calor e precisam ser resfriados e mantidos em uma temperatura razoavelmente baixa”, ressalta o cientista da computação Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. “A depender da matriz que produz essa energia, haverá mais ou menos efeitos nocivos no ambiente”, afirma Peres, referindo-se à emissão de dióxido de carbono (CO₂) quando são queimados combustíveis fósseis para a obtenção da energia elétrica utilizada.


    Google, Microsoft, Apple, Amazon e outras grandes multinacionais de tecnologia, as chamadas big techs, comprometeram-se a zerar suas emissões de carbono até 2030 – segundo especialistas ouvidos pela reportagem, não há indícios de que esse objetivo possa ser atingido. Em 2023, último ano com dados disponíveis, as emissões dessas companhias cresceram principalmente por causa dos sistemas de inteligência artificial, que demandam grande poder de processamento – e, portanto, elevada carga energética – para serem treinados e funcionar.


    O aumento do consumo de energia e da emissão de carbono não é o único fator que preocupa. O uso intensivo de água por data centers para manter em operação seus sistemas de refrigeração, bem como a emissão de calor no ambiente, também acendem um sinal de alerta. “O consumo hídrico é uma preocupação mais recente, visto que a maioria dos grandes data centers usa refrigeração líquida para seus equipamentos de grande porte”, ressalta o bacharel em computação científica Álvaro Luiz Fazenda, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de São José dos Campos. Uma das soluções é usar fontes de água não potável para realizar os processos de resfriamento.


    A exploração muitas vezes insustentável de elementos terras-raras e outros minerais, como silício, cobre e lítio, usados para a produção de discos rígidos, chips e baterias, e o descarte de computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos que rapidamente se tornam obsoletos, também elevam a pressão da computação sobre os ecossistemas. [...]


    Buscando enfrentar o problema, uma nova área de estudos, conhecida como computação verde ou sustentável, tem ganhado força no Brasil e no mundo.


    “Ela se refere ao conjunto de práticas, técnicas e procedimentos aplicados à fabricação, ao uso e ao descarte de sistemas computacionais com a finalidade de minimizar seu impacto ambiental”, explica o pesquisador da UFABC.


    A fim de alcançar esse objetivo, várias práticas têm sido propostas, como elevar a eficiência energética de hardwares e softwares, permitindo que realizem as mesmas operações consumindo menos energia. Projetar sistemas mais duradouros, reparáveis e recicláveis, que reduzam a geração de lixo eletrônico, é outra abordagem, assim como priorizar o emprego de materiais sustentáveis na produção e operação de dispositivos computacionais e o uso de energias renováveis em data centers. [...]


    Reduzir o gasto energético dos sistemas de inteligência artificial foi o que tentaram fazer os pesquisadores da startup chinesa DeepSeek. O chatbot DeepSeek-V3, lançado no fim de janeiro, causou surpresa ao apresentar desempenho comparável ao dos modelos da OpenAI e do Google, mas com custo substancialmente menor.


    “O DeepSeek é um exemplo de que é possível desenvolver IA de boa qualidade usando menos recursos computacionais e energia”, ressalta o cientista da computação Daniel de Angelis Cordeiro, da EACH-USP. “Investir em pesquisa de algoritmos mais eficientes e em melhorias na gestão dos recursos computacionais usados nas etapas de treinamento e inferência pode contribuir para a criação de uma IA mais sustentável.” [...]


Adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactosambientais-da-computacao/ Acesso em: 15 mar. 2025.
A conjunção destacada em “O crescente aumento da demanda computacional, contudo, gera impactos no meio ambiente.” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, pelas seguintes expressões, EXCETO por
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Q3383967 Português
Agritech como solução para a desertificação


       Vincent Martin, da FAO, destaca que a tecnologia agrícola e as práticas sustentáveis podem desempenhar um papel crucial na mitigação ou na reversão da desertificação. Isso pode ser feito por meio de gestão sustentável do solo, inovação na captação e no uso da água, desenvolvimento de culturas mais resistentes e técnicas de restauração do solo.

      Ele também ressalta que a transição parcial do cultivo a céu aberto para a agricultura protegida pode gerar uma economia significativa de água. Em climas quentes, as estufas são particularmente eficazes para mitigar os impactos das mudanças climáticas, pois permitem que os produtores controlem fatores como temperatura e umidade.

      “Estufas podem proporcionar até cinco vezes mais produtividade por área e sete vezes mais eficiência no uso da água em comparação ao cultivo tradicional em campo aberto”, afirmou Martin. Preservar os recursos naturais e reduzir a necessidade de transformar terras marginais em terras cultiváveis são metas essenciais para a agricultura sustentável.

      “O que precisamos fazer é criar um ambiente onde os estresses ambientais sejam reduzidos, permitindo que essas terras sejam utilizadas”, disse. “E é exatamente isso que produtos como o SecondSky fazem.” Com o aumento das vendas e planos para expandir a aplicação do SecondSky em uma gama ainda maior de produtos a partir de 2025, a empresa Iyris espera que manter as estufas frescas ao redor do mundo também nos ajude a combater o calor fora delas.

Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
Os verbos sublinhados no 2º parágrafo estão no:
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Q3383966 Português
Agritech como solução para a desertificação


       Vincent Martin, da FAO, destaca que a tecnologia agrícola e as práticas sustentáveis podem desempenhar um papel crucial na mitigação ou na reversão da desertificação. Isso pode ser feito por meio de gestão sustentável do solo, inovação na captação e no uso da água, desenvolvimento de culturas mais resistentes e técnicas de restauração do solo.

      Ele também ressalta que a transição parcial do cultivo a céu aberto para a agricultura protegida pode gerar uma economia significativa de água. Em climas quentes, as estufas são particularmente eficazes para mitigar os impactos das mudanças climáticas, pois permitem que os produtores controlem fatores como temperatura e umidade.

      “Estufas podem proporcionar até cinco vezes mais produtividade por área e sete vezes mais eficiência no uso da água em comparação ao cultivo tradicional em campo aberto”, afirmou Martin. Preservar os recursos naturais e reduzir a necessidade de transformar terras marginais em terras cultiváveis são metas essenciais para a agricultura sustentável.

      “O que precisamos fazer é criar um ambiente onde os estresses ambientais sejam reduzidos, permitindo que essas terras sejam utilizadas”, disse. “E é exatamente isso que produtos como o SecondSky fazem.” Com o aumento das vendas e planos para expandir a aplicação do SecondSky em uma gama ainda maior de produtos a partir de 2025, a empresa Iyris espera que manter as estufas frescas ao redor do mundo também nos ajude a combater o calor fora delas.

Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
A palavra sublinhada abaixo por ser substituída, sem alterar seu sentido, por:

Em climas quentes, as estufas são particularmente eficazes para mitigar os impactos das mudanças climáticas [...] 
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Q3383341 Português
Desertificação e o futuro da agricultura


        O aproveitamento de terras improdutivas e a prevenção da degradação do solo serão questões cada vez mais urgentes ao longo do século. A desertificação foi um dos temas centrais da COP 16 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, realizada em Riad, Arábia Saudita, em dezembro, onde líderes globais discutiram formas de conter esse problema crescente.

      De acordo com a ONU, pelo menos 100 milhões de hectares de terras férteis são perdidos todos os anos – o equivalente a quatro campos de futebol de solo saudável se tornando degradados a cada segundo.

      Na Arábia Saudita, por exemplo, menos de 1% do território é considerado arável. Além disso, a demanda de água para a agricultura pode ser até três vezes maior do que a média global. Os aquíferos subterrâneos, fonte essencial de água para o cultivo, estão se esgotando rapidamente, sendo extraídos em um ritmo superior ao de sua reposição natural.

Fonte: CNN. Adaptado. 
Considerando o emprego de “mal” e “mau”, analisar os itens.

I. Mal cheguei e já estão me chamando para resolver problemas!
II. Tenho a filosofia de jamais falar mal das pessoas.
III. Ele era um mal aluno na escola.
IV. Fui mau na prova, tirei uma nova péssima.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3383338 Português
Desertificação e o futuro da agricultura


        O aproveitamento de terras improdutivas e a prevenção da degradação do solo serão questões cada vez mais urgentes ao longo do século. A desertificação foi um dos temas centrais da COP 16 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, realizada em Riad, Arábia Saudita, em dezembro, onde líderes globais discutiram formas de conter esse problema crescente.

      De acordo com a ONU, pelo menos 100 milhões de hectares de terras férteis são perdidos todos os anos – o equivalente a quatro campos de futebol de solo saudável se tornando degradados a cada segundo.

      Na Arábia Saudita, por exemplo, menos de 1% do território é considerado arável. Além disso, a demanda de água para a agricultura pode ser até três vezes maior do que a média global. Os aquíferos subterrâneos, fonte essencial de água para o cultivo, estão se esgotando rapidamente, sendo extraídos em um ritmo superior ao de sua reposição natural.

Fonte: CNN. Adaptado. 
Assinalar a alternativa que NÃO apresenta erro.
Alternativas
Q3383336 Português
Desertificação e o futuro da agricultura


        O aproveitamento de terras improdutivas e a prevenção da degradação do solo serão questões cada vez mais urgentes ao longo do século. A desertificação foi um dos temas centrais da COP 16 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, realizada em Riad, Arábia Saudita, em dezembro, onde líderes globais discutiram formas de conter esse problema crescente.

      De acordo com a ONU, pelo menos 100 milhões de hectares de terras férteis são perdidos todos os anos – o equivalente a quatro campos de futebol de solo saudável se tornando degradados a cada segundo.

      Na Arábia Saudita, por exemplo, menos de 1% do território é considerado arável. Além disso, a demanda de água para a agricultura pode ser até três vezes maior do que a média global. Os aquíferos subterrâneos, fonte essencial de água para o cultivo, estão se esgotando rapidamente, sendo extraídos em um ritmo superior ao de sua reposição natural.

Fonte: CNN. Adaptado. 
No trecho "Os aquíferos subterrâneos, fonte essencial de água para o cultivo, estão se esgotando rapidamente", a palavra sublinhada é CORRETAMENTE classificada como:
Alternativas
Q3382349 Português
As palavras sublinhadas abaixo são, respectivamente:

Enquanto caminhava lentamente pela rua estreita e movimentada do centro da cidade, ela avistou uma pequena livraria charmosa que ficava escondida em um canto tranquilo, longe do agito das grandes lojas e restaurantes.
Alternativas
Q3382253 Português
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, analise as assertivas abaixo:
I. As palavras “raízes” e “baú” são acentuadas conforme a regra do hiato. II. A palavra “terremoto” é formada por derivação sufixal. III. Deve-se usar hífen em todas as palavras compostas formadas por prefixos.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q3382248 Português



Fonte: Quino (2021).

Sobre a estrutura e a formação da palavra “indicador” usada na charge, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3382176 Português
Na palavra deslealdade, o prefixo e o sufixo são, respectivamente:
Alternativas
Q3381392 Português
O genoma obscuro e as doenças


A ilha de Panay, nas Filipinas, é mais conhecida pelas suas cintilantes areias brancas e pelo fluxo regular de turistas; mas este local idílico esconde um segredo trágico.


Panay abriga o maior número de casos existentes no mundo de um distúrbio dos movimentos incurável, chamado distonia-parkinsonismo ligado ao X − XDP, na sigla em inglês.


Como no mal de Parkinson, as pessoas com XDP desenvolvem uma série de sintomas que afetam sua capacidade de andar e reagir rapidamente a diversas situações.


Desde a descoberta do distúrbio nos anos 1970, a doença só foi diagnosticada em pessoas de ascendência filipina. Este fato permaneceu um mistério por muito tempo, até que os geneticistas descobriram que todos esses indivíduos possuem a mesma variante exclusiva de um gene chamado TAF1.


O início dos sintomas parece ser causado por um transposon no meio do gene, ou seja, um elemento móvel do DNA capaz de regular sua função de forma a causar prejuízo ao corpo ao longo do tempo. Acredita-se que esta variante genética tenha surgido pela primeira vez cerca de dois mil anos atrás, antes de ser transmitida e se estabelecer na população.


"O gene TAF1 é um gene essencial, ou seja, ele é necessário para o crescimento e a multiplicação de todos os tipos de células", afirmam os pesquisadores.


Este é um exemplo simples de como algumas sequências de DNA do genoma obscuro controlam a função de diversos genes, seja ativando ou reprimindo a transformação de informações genéticas em proteínas, em resposta a indicações recebidas do ambiente.


O genoma escuro também fornece instruções para a formação de diversos tipos de moléculas, conhecidas como RNAs não codificantes. Eles desempenham diversos papéis, desde a fabricar algumas proteínas, bloquear a produção de outras ou ajudar a regular a atividade genética.


Os RNAs produzidos pelo genoma obscuro agem como os maestros da orquestra, conduzindo como o seu DNA reage ao ambiente. E estes RNAs não codificantes, agora, são cada vez mais considerados a ligação entre o genoma obscuro e diversas doenças crônicas.


A ideia é que, se fornecermos sistematicamente os sinais errados para o genoma obscuro com o nosso estilo de vida − fumo, má alimentação e inatividade −, as moléculas de RNA produzidas por ele fazem com que o corpo entre em um estado de doença, alterando a atividade genética, de forma a aumentar as inflamações do corpo ou promover a morte celular.


Em doenças complexas, como a esquizofrenia e a depressão, todo um conjunto de RNAs não codificantes age em sincronia para reduzir ou aumentar a expressão de certos genes.


A indústria de desenvolvimento de remédios concentra-se nas proteínas, mas algumas empresas percebem que pode ser mais eficaz tentar interromper os RNAs não codificantes que controlam os genes encarregados desses processos.


No campo das vacinas contra o câncer, por exemplo, as empresas realizam sequenciamento de DNA em amostras de tumores dos pacientes para identificar um alvo adequado a ser atacado pelo sistema imunológico. E a maioria dos métodos concentra-se apenas nas regiões codificantes de proteínas do genoma. O problema é que existem apenas cerca de 20 mil proteínas no corpo e a maioria é expressa em muitas células e processos diferentes que não têm relação com a doença.


No entanto, a atividade do genoma obscuro é extraordinariamente específica. Existem RNAs não codificantes que regulam a fibrose apenas no coração, de forma que, ao medicá-los, tem-se um remédio potencialmente muito seguro, explicam os pesquisadores.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3j3616k05o.adaptado.
O problema é que existem apenas cerca de 20 mil proteínas no corpo e a maioria é expressa em muitas células e processos diferentes que não têm relação com a doença.
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.
Alternativas
Q3381389 Português
O genoma obscuro e as doenças


A ilha de Panay, nas Filipinas, é mais conhecida pelas suas cintilantes areias brancas e pelo fluxo regular de turistas; mas este local idílico esconde um segredo trágico.


Panay abriga o maior número de casos existentes no mundo de um distúrbio dos movimentos incurável, chamado distonia-parkinsonismo ligado ao X − XDP, na sigla em inglês.


Como no mal de Parkinson, as pessoas com XDP desenvolvem uma série de sintomas que afetam sua capacidade de andar e reagir rapidamente a diversas situações.


Desde a descoberta do distúrbio nos anos 1970, a doença só foi diagnosticada em pessoas de ascendência filipina. Este fato permaneceu um mistério por muito tempo, até que os geneticistas descobriram que todos esses indivíduos possuem a mesma variante exclusiva de um gene chamado TAF1.


O início dos sintomas parece ser causado por um transposon no meio do gene, ou seja, um elemento móvel do DNA capaz de regular sua função de forma a causar prejuízo ao corpo ao longo do tempo. Acredita-se que esta variante genética tenha surgido pela primeira vez cerca de dois mil anos atrás, antes de ser transmitida e se estabelecer na população.


"O gene TAF1 é um gene essencial, ou seja, ele é necessário para o crescimento e a multiplicação de todos os tipos de células", afirmam os pesquisadores.


Este é um exemplo simples de como algumas sequências de DNA do genoma obscuro controlam a função de diversos genes, seja ativando ou reprimindo a transformação de informações genéticas em proteínas, em resposta a indicações recebidas do ambiente.


O genoma escuro também fornece instruções para a formação de diversos tipos de moléculas, conhecidas como RNAs não codificantes. Eles desempenham diversos papéis, desde a fabricar algumas proteínas, bloquear a produção de outras ou ajudar a regular a atividade genética.


Os RNAs produzidos pelo genoma obscuro agem como os maestros da orquestra, conduzindo como o seu DNA reage ao ambiente. E estes RNAs não codificantes, agora, são cada vez mais considerados a ligação entre o genoma obscuro e diversas doenças crônicas.


A ideia é que, se fornecermos sistematicamente os sinais errados para o genoma obscuro com o nosso estilo de vida − fumo, má alimentação e inatividade −, as moléculas de RNA produzidas por ele fazem com que o corpo entre em um estado de doença, alterando a atividade genética, de forma a aumentar as inflamações do corpo ou promover a morte celular.


Em doenças complexas, como a esquizofrenia e a depressão, todo um conjunto de RNAs não codificantes age em sincronia para reduzir ou aumentar a expressão de certos genes.


A indústria de desenvolvimento de remédios concentra-se nas proteínas, mas algumas empresas percebem que pode ser mais eficaz tentar interromper os RNAs não codificantes que controlam os genes encarregados desses processos.


No campo das vacinas contra o câncer, por exemplo, as empresas realizam sequenciamento de DNA em amostras de tumores dos pacientes para identificar um alvo adequado a ser atacado pelo sistema imunológico. E a maioria dos métodos concentra-se apenas nas regiões codificantes de proteínas do genoma. O problema é que existem apenas cerca de 20 mil proteínas no corpo e a maioria é expressa em muitas células e processos diferentes que não têm relação com a doença.


No entanto, a atividade do genoma obscuro é extraordinariamente específica. Existem RNAs não codificantes que regulam a fibrose apenas no coração, de forma que, ao medicá-los, tem-se um remédio potencialmente muito seguro, explicam os pesquisadores.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3j3616k05o.adaptado.
A indústria de desenvolvimento de remédios concentra-se nas proteínas, mas algumas empresas percebem que pode ser mais eficaz tentar interromper os RNAs.
Morfossintaticamente, é correto afirmar que, na frase destacada, 
Alternativas
Respostas
3301: A
3302: C
3303: E
3304: C
3305: A
3306: E
3307: D
3308: B
3309: C
3310: A
3311: C
3312: A
3313: D
3314: C
3315: B
3316: C
3317: B
3318: B
3319: D
3320: B