Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Foram encontradas 21.516 questões

Q3429501 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2

Os bichos também falam?


Yasmin, Gabriela, Ana Sophia e Isabelli


Olá, Ciência Hoje das Crianças! Eu e as minhas colegas de classe escrevemos esta carta, pois achamos muito interessante o artigo “Fofoca dos bichos”, gostamos dele porque descobrimos muitas curiosidades sobre o mundo dos animais. Gostaríamos que publicassem mais matérias sobre os bichos.



Disponível em: <https://chc.org.br/artigo/fala-aqui-341/>. Acesso em: 12 jan.

2024. [Adaptado]. 

No trecho “Eu e as minhas colegas de classe escrevemos esta carta, pois achamos muito interessante”, a palavra “pois” tem o mesmo sentido expresso pela palavra
Alternativas
Q3429174 Português

 Leia o texto a seguir para responder à questão.



Medo e coragem



        Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo. “Fulano é corajoso, não tem medo de nada!”. Bem, uma pessoa assim pode ser admirável, mas não penso que a palavra “coragem” seja a mais adequada para qualificar um temerário. Sim: aquele que não teme nada é chamado “temerário”. Pode cometer loucuras, colocar-se em grandes riscos, não porque saiba enfrentar seus medos, e sim porque os ignora.


        Não devemos, por isso, desqualificar a impetuosidade dessas pessoas. Há muita pulsão de vida, muita vontade de não ficar à margem dos acontecimentos – e também uma boa dose de generosidade – nesses que pulam no abismo para tentar salvar alguém que está caindo. Morrerá, certamente, junto com aquele que tentou resgatar. Se o temerário não pode ser confundido com o corajoso, várias vezes age por impulsos cegos de generosidade.


        Mas a coragem, a meu ver, exige uma volta a mais no parafuso da impetuosidade. Não se trata de ignorar o perigo, e sim de enfrentá-lo. Enfrentar perigos com cuidado, com astúcia, lançando mão de todos os recursos possíveis diante de uma situação ameaçadora – a isso quero chamar de coragem.


 (Maria Rita Kehl, “Medo e coragem”, Revista E. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/sobreacoragem/. Adaptado)

Na frase “Estamos habituados a considerar a coragem a ausência de medo” (1º parágrafo), o trecho destacado pode ser substituído, mantendo o sentido original, por
Alternativas
Q3428559 Português
Texto para a questão

Tal como a chuva caída
Fecunda a terra, no estio,
Para fecundar a vida
O trabalho se inventou.

Feliz quem pode, orgulhoso,
Dizer: “Nunca fui vadio:
E, se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou!”

É preciso, desde a infância,
Ir preparando o futuro;
Para chegar à abundância,
É preciso trabalhar.
Não nasce a planta perfeita,
Não nasce o fruto maduro;
E, para ter a colheita,
É preciso semear...
Olavo Bilac:
https://www.pensador.com/versos_do_dia_do_trabalho/

As palavras terra, vida e trabalho pertencem a qual classe de palavras?
Alternativas
Q3428415 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Dezembro Vermelho: entenda a origem da campanha

Ações de prevenção e alerta são realizadas durante todo o mês


Por Pedro Cardoso

Atualizado em 2 dez 2024, 20h16 - Publicado em 2 dez 2024, 16h53


    Você conhece o Dezembro Vermelho? Instituída na lei nº 13.504, em 2017, a campanha existe para alertar sobre a prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis. Algumas ações da campanha são: iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha; promoção de palestras e atividades educativas; veiculação de campanhas de mídia e realização de eventos.


    Apesar do Dezembro Vermelho ter sido criado somente em 2017, ele deriva do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, que foi criado pelo Ministério da Saúde em 1988, seguindo orientação da Organização das Nações Unidas (ONU). O dia escolhido para a celebração anual foi o dia 1º de dezembro.

Fonte: CARDOSO, P. Dezembro vermelho: entenda a origem. Revista Veja, 2 dez. 2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/dezembro-vermelho-entendaa-origem-da-campanha/. Acesso em: 10 dez 2024. Adaptado.
No fragmento: “Apesar do Dezembro Vermelho ter sido criado somente em 2017, ele deriva do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS” (2º§), o termo “ele”:
Alternativas
Q3426849 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A chance do Brasil na guerra do presidente norte-americano


Guerras nunca são boas. Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. A guerra comercial do presidente norte-americano contra o mundo é só um mal desnecessário. Em sua fantasia mercantilista, ele crê que está libertando seu país da economia globalizada, que seus predecessores ajudaram a criar, para transformá-lo numa autarquia que, em sua visão delirante, será reindustrializada, independente de importações e pródiga em exportações. Por alguma razão, ele imagina que reeditar as mesmas barreiras protecionistas que foram empregadas por inúmeros países em inúmeras épocas, com consequências sempre ruins, terá desta vez resultados diferentes.


O Brasil conhece essa história. No século passado, políticos e intelectuais imaginaram que a solução para desenvolver uma economia latifundiária e oligárquica dependente de manufaturados internacionais era o Estado erguer barreiras e subsidiar produtores locais. Admitindo-se que essa política tenha estimulado uma certa diversificação das indústrias nascentes, a perpetuação de barreiras comerciais, subsídios, incentivos fiscais e toda a parafernália intervencionista resultou em custos elevados para consumidores e produtores, indústrias pouco competitivas, desconfiança dos investidores internacionais, menos incentivos à inovação e mais incentivos ao clientelismo e à corrupção. Ao contrário do que supunha a “teoria da dependência”, na prática a “substituição das importações” reforçou a dependência de exportações de commodities para financiar a importação de tecnologias.


Glosando essa história, as políticas protecionistas do presidente norte-americano em seu primeiro mandato se provaram custosas, ineficazes e regressivas: não reduziram déficits comerciais, não recuperaram a indústria e oneraram mais os pobres. Sua nova ofensiva protecionista será ruim para todos. A imprevisibilidade e a desaceleração dos mercados tendem a reduzir a demanda para exportadores de commodities, como o Brasil. Mas o País tem também vantagens comparativas.


Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode ampliar exportações de commodities para países envolvidos em conflitos comerciais com os EUA e também atrair investimentos. No primeiro mandato do presidente norte-americano, por exemplo, o País ampliou a venda de carne, grãos e minérios para a China, que, em contrapartida, investiu mais na infraestrutura brasileira.


 (Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.04.2025. Adaptado)

Assinale alternativa que atende à norma-padrão, considerando-se os aspectos de flexão verbal, concordância nominal e concordância verbal.
Alternativas
Q3426846 Português

Leia o trecho a seguir do conto “Missa do Galo” para responder às questões.


Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.


A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Menezes, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Menezes que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa*; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Menezes trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça*; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.


Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos.


(Machado de Assis. Contos)


*À socapa: disfarçadamente

*Comborça: amante

Nas passagens “eu iria acordá-lo à meia-noite” (1º parágrafo), “a estudar preparatórios” (2o parágrafo) e “Conceição padecera, a princípio” (2º parágrafo), os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:
Alternativas
Q3426753 Português
Leia o Texto III e responda à questão.


Texto III


Quanto tempo de atividade física você deve fazer?


Crianças de até 1 ano: pelo menos 30 minutos por dia de barriga para baixo (posição de bruços), podendo ser distribuídos ao longo do dia. As crianças com qualquer deficiência devem ser estimuladas dentro das suas potencialidades desde as primeiras fases de vida.

Crianças de 1 a 2 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, podendo ser distribuídas ao longo do dia.

Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, sendo, no mínimo, 1 hora de intensidade moderada a vigorosa que pode ser acumulada ao longo do dia.

Para crianças e jovens de 6 a 17 anos: você deve praticar 60 minutos ou mais atividade física por dia. Dê preferência para aquelas de intensidade moderada. Como parte desses 60 minutos ou mais por dia, inclua em pelo menos 3 dias na semana atividades de fortalecimento dos músculos e ossos, como saltar, puxar, empurrar ou praticar esportes.

Adultos: você deve realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo da semana ou pelo menos 75 minutos de atividade vigorosa, ou uma combinação equivalente. Atividades de fortalecimento muscular devem ser realizadas envolvendo os principais grupos musculares em dois ou mais dias da semana.

Idosos: a partir dessa idade, a recomendação é a mesma dos adultos. Adicionalmente, aqueles com mobilidade reduzida devem fazer atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas, três ou mais dias na semana.


Fonte: BRASIL. Guia de atividade física para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. p. 45. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf>. Adaptado. Acesso em: 23 out. 2024.
No fragmento “Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade”, a expressão pelo menos cumpre a função semântica de:
Alternativas
Q3426742 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

OS INVISÍVEIS DO BRASIL

A falta de registro civil continua a ser um obstáculo à cidadania e ao acesso a direitos fundamentais para quase três milhões de brasileiros que vivem à margem da sociedade


     Em um País que se orgulha de sua democracia e diversidade, é alarmante saber que, em pleno século XXI, milhões de brasileiros permanecem invisíveis. Sem uma certidão de nascimento, uma pessoa não possui nome, sobrenome ou nacionalidade, tornando-se um espectro na sociedade. Esse documento, que deveria ser um direito básico, é a chave para a cidadania, permitindo o acesso à educação, saúde, casamento civil e programas sociais. No entanto, dados do Censo 2022 revelam que mais de 2,7 milhões de pessoas não possuem nenhum tipo de documento de identificação civil, evidenciando que a cidadania no Brasil é um privilégio reservado a poucos.

     Esse cenário é especialmente preocupante entre as populações mais vulneráveis. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia mais de 87 mil crianças de até cinco anos sem registro civil. Embora tenha havido uma queda em relação a 2010, a subnotificação ainda é alarmante, especialmente entre povos indígenas na Amazônia Legal. A região Norte tem a maior proporção de casos sem registro, com mais de 86% da população com até cinco anos sem registro. Em plena era globalizada, o Brasil ainda enfrenta uma questão que deveria ter sido superada: a inclusão de todos os cidadãos no sistema civil. As desigualdades regionais são alarmantes; enquanto no Sul apenas 0,28% da população geral está sem registro, no Norte esse número salta para 7,5%. A importância deste se torna ainda mais evidente em contextos críticos, como a pandemia de COVID-19, em que a ausência de identificação dificultou o acesso à vacinação, expondo essa população a riscos ainda maiores.


Fonte: OS INVISÍVEIS. Isto É, Comportamento/saúde, 22 ago. 2024. Disponível em: <https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/38/textview>.Acesso em: 24 out. 2024.Adaptado.  
Leia o fragmento: “De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia mais de 87 mil crianças de até cinco anos sem registro civil”.

Marque a alternativa CORRETA que indica a classe gramatical do termo civil no fragmento:
Alternativas
Q3426611 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.


TEXTO 3


O que mais você quer?

Por Martha Medeiros


           Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: “Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?”

         Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

      Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. Acada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

       Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

         Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.

         Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.

       E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer ao meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.

      Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.

Fonte: MEDEIROS, M. Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008 Adaptado.
Analise as palavras “desatino” e “virgindades” presentes no texto. Sobre elas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3425973 Português
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão


Desmatamento na Amazônia sobe 91% em maio de 2025 


As áreas desmatadas da Amazônia aumentaram em 91% no mês de maio, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). Resultado é o 2º pior da série histórica para o mês, com 960 km² de área desmatada, contra 502 km² em maio de 2024.


Uma especialista em conservação do Fundo Mundial para a Natureza Brasil (WWF-Brasil) afirmou que a aprovação do PL 2159/2021 do Licenciamento Ambiental, também chamado popularmente de PL do Desmatamento, é muito grave, uma vez que não leva em consideração a crise climática. Além do mais, "estamos falando de um país que tem como meta zerar o desmatamento até 2030", lembra a especialista.


De acordo com os dados do sistema Deter, do Inpe, o resultado ficou abaixo apenas do recorde de 1.390 km², registrado em maio de 2021. Em abril, os alertas já haviam aumentado 55%, o que indica que essa é a segunda alta consecutiva de 2025. Considerando os últimos dez meses, de agosto a maio desde ano, houve aumento de 9,7% na área desmatada.


Para o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a situação é dramática. "A perda de floresta em maio de 2025 se deu em maior quantidade em função de incêndios florestais", declara. Segundo dados apresentados pelo secretário, mais da metade (51%) do desmatamento foi registrado em áreas de floresta incendiada.


A pesquisa do Inpe indica que os estados mais afetados foram Mato Grosso (627 km²), Pará (145 km²) e Amazonas (142 km²). Mato Grosso chama a atenção, com aumento de 237% em relação a maio de 2024, e por responder por 65% de toda a área desmatada em maio na Amazônia. O Greenpeace afirma que há diversos fatores que podem explicar o aumento dos alertas de desmatamento em maio. De acordo com a instituição, dois anos de combinação dos efeitos das mudanças climáticas e um El Niño forte resultaram em temperaturas mais elevadas e duas secas extremas na Amazônia.


(Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/am/desmatamento-na-amazonia-sobe-91-em-maio-de-2025/)
Na frase "o resultado ficou abaixo apenas do recorde de 1.390 km², registrado em maio de 2021", o vocábulo "apenas" pertence a qual das seguintes classes gramaticais?
Alternativas
Q3425717 Português

Observe a figura a seguir:

Imagem associada para resolução da questão

A figura representa um

Alternativas
Q3422966 Português
Determine a alternativa onde temos um verbo no tempo passado. 
Alternativas
Q3422965 Português
Identifique a alternativa onde temos um verbo no tempo futuro. 
Alternativas
Q3422385 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém'

"Estar perto dela me fez sentir menor no meu corpo e maior na minha alma."

Jennifer Ackerman descreve assim, em seu último livro, o profundo impacto de um de seus muitos encontros com corujas.

A escritora americana é autora de vários livros famosos que foram traduzidos para mais de 20 idiomas, como A Inteligência das Aves.

Sua obra mais recente se chama What an Owl Knows: The New Science of the World's Most Enigmatic Birds ("O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo", em tradução livre).

Como as corujas conseguem "ver" sons e "multiplicar" ao transmitir sinais? Por que, diferentemente de outras aves, seus olhos são voltados para frente?

Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?

E qual é o impacto negativo dos livros de Harry Potter sobre estas aves?

Jennifer Ackerman conversou com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, no âmbito do Hay Festival Cartagena, que aconteceu entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

BBC News Mundo - É comovente como você descreve em seu livro um encontro com uma coruja que "parecia um mensageiro de outro tempo e lugar, como a luz das estrelas". O que há nas corujas que nos fascina tanto?

Jennifer Ackerman - O encontro me fez sentir uma conexão profunda com uma criatura selvagem tão estranha, tão cheia de mistério, tão inescrutável e, ainda assim, profundamente familiar.

Me lembrou que faço parte de algo maior, um mundo natural precioso e que inspira reverência. É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas.

Acho que é uma combinação de coisas que torna essas aves tão poderosas. Nós nos vemos nelas, com suas cabeças redondas e olhos grandes olhando para frente.

Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.

É toda essa combinação de fofa e brutal, familiar e estranha, que torna essas aves tão interessantes e, às vezes, tão perturbadoras.

BBC News Mundo - Por que é tão difícil estudá-las?

Ackerman - As corujas são enigmáticas e furtivas, além de bem camufladas. Elas geralmente vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

Elas estão ativas à noite, quando é complicado estudá-las.

Nas últimas décadas, os pesquisadores encontraram maneiras inteligentes de usar novas tecnologias.

Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite, câmeras em ninhos e monitoramento de vídeo para ver as interações entre pais e filhotes, além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpdxpnnw2xqo fragmento)
"É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas."

Os vocábulos 'conexão' e 'admiração' têm o plural em 'ões'. Os vocábulos a seguir, também têm o mesmo plural, com exceção de:
Alternativas
Q3422384 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém'

"Estar perto dela me fez sentir menor no meu corpo e maior na minha alma."

Jennifer Ackerman descreve assim, em seu último livro, o profundo impacto de um de seus muitos encontros com corujas.

A escritora americana é autora de vários livros famosos que foram traduzidos para mais de 20 idiomas, como A Inteligência das Aves.

Sua obra mais recente se chama What an Owl Knows: The New Science of the World's Most Enigmatic Birds ("O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo", em tradução livre).

Como as corujas conseguem "ver" sons e "multiplicar" ao transmitir sinais? Por que, diferentemente de outras aves, seus olhos são voltados para frente?

Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?

E qual é o impacto negativo dos livros de Harry Potter sobre estas aves?

Jennifer Ackerman conversou com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, no âmbito do Hay Festival Cartagena, que aconteceu entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

BBC News Mundo - É comovente como você descreve em seu livro um encontro com uma coruja que "parecia um mensageiro de outro tempo e lugar, como a luz das estrelas". O que há nas corujas que nos fascina tanto?

Jennifer Ackerman - O encontro me fez sentir uma conexão profunda com uma criatura selvagem tão estranha, tão cheia de mistério, tão inescrutável e, ainda assim, profundamente familiar.

Me lembrou que faço parte de algo maior, um mundo natural precioso e que inspira reverência. É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas.

Acho que é uma combinação de coisas que torna essas aves tão poderosas. Nós nos vemos nelas, com suas cabeças redondas e olhos grandes olhando para frente.

Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.

É toda essa combinação de fofa e brutal, familiar e estranha, que torna essas aves tão interessantes e, às vezes, tão perturbadoras.

BBC News Mundo - Por que é tão difícil estudá-las?

Ackerman - As corujas são enigmáticas e furtivas, além de bem camufladas. Elas geralmente vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

Elas estão ativas à noite, quando é complicado estudá-las.

Nas últimas décadas, os pesquisadores encontraram maneiras inteligentes de usar novas tecnologias.

Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite, câmeras em ninhos e monitoramento de vídeo para ver as interações entre pais e filhotes, além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpdxpnnw2xqo fragmento)
"Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.
Com base nos termos destacados no enunciado, analise as afirmativas:

I. Todos termos destacados são adjetivos.
II. Todos os termos destacados podem variar em gênero e número.
III. O adjetivo 'silenciosas' caracteriza o substantivo 'espécies' e o adjetivo 'ferozes' caracteriza o substantivo 'caça'.
IV. O adjetivo 'adaptadas' pode variar em gênero e número conforme o substantivo que ele qualifica.

Estão corretas:
Alternativas
Q3422382 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém'

"Estar perto dela me fez sentir menor no meu corpo e maior na minha alma."

Jennifer Ackerman descreve assim, em seu último livro, o profundo impacto de um de seus muitos encontros com corujas.

A escritora americana é autora de vários livros famosos que foram traduzidos para mais de 20 idiomas, como A Inteligência das Aves.

Sua obra mais recente se chama What an Owl Knows: The New Science of the World's Most Enigmatic Birds ("O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo", em tradução livre).

Como as corujas conseguem "ver" sons e "multiplicar" ao transmitir sinais? Por que, diferentemente de outras aves, seus olhos são voltados para frente?

Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?

E qual é o impacto negativo dos livros de Harry Potter sobre estas aves?

Jennifer Ackerman conversou com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, no âmbito do Hay Festival Cartagena, que aconteceu entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

BBC News Mundo - É comovente como você descreve em seu livro um encontro com uma coruja que "parecia um mensageiro de outro tempo e lugar, como a luz das estrelas". O que há nas corujas que nos fascina tanto?

Jennifer Ackerman - O encontro me fez sentir uma conexão profunda com uma criatura selvagem tão estranha, tão cheia de mistério, tão inescrutável e, ainda assim, profundamente familiar.

Me lembrou que faço parte de algo maior, um mundo natural precioso e que inspira reverência. É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas.

Acho que é uma combinação de coisas que torna essas aves tão poderosas. Nós nos vemos nelas, com suas cabeças redondas e olhos grandes olhando para frente.

Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.

É toda essa combinação de fofa e brutal, familiar e estranha, que torna essas aves tão interessantes e, às vezes, tão perturbadoras.

BBC News Mundo - Por que é tão difícil estudá-las?

Ackerman - As corujas são enigmáticas e furtivas, além de bem camufladas. Elas geralmente vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

Elas estão ativas à noite, quando é complicado estudá-las.

Nas últimas décadas, os pesquisadores encontraram maneiras inteligentes de usar novas tecnologias.

Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite, câmeras em ninhos e monitoramento de vídeo para ver as interações entre pais e filhotes, além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpdxpnnw2xqo fragmento)
"Além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas."
Compare os vocábulos destacados no trecho acima, com os destacados nos enunciados a seguir:

I. Eles usam o poder olfativo dos cães para localizar espécies de corujas em áreas remotas como a Tasmânia, na Austrália e o noroeste do Pacífico dos Estados Unidos.
II. Estas pelotas regurgitadas emitem odores que os cães podem farejar.
III. A grande coruja-cinzenta pode detectar um arganaz (pequeno roedor) cavando um túnel de meio metro sob a neve.
IV. As corujas que caçam de ouvido, como a coruja-cinzenta, têm cabeças projetadas para escutar.

Considerando a ordem de emprego, as alternativas que apresentam os vocábulos destacados com a mesma classe gramatical dos que estão evidenciados no trecho do texto são: 
Alternativas
Q3422378 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém'

"Estar perto dela me fez sentir menor no meu corpo e maior na minha alma."

Jennifer Ackerman descreve assim, em seu último livro, o profundo impacto de um de seus muitos encontros com corujas.

A escritora americana é autora de vários livros famosos que foram traduzidos para mais de 20 idiomas, como A Inteligência das Aves.

Sua obra mais recente se chama What an Owl Knows: The New Science of the World's Most Enigmatic Birds ("O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo", em tradução livre).

Como as corujas conseguem "ver" sons e "multiplicar" ao transmitir sinais? Por que, diferentemente de outras aves, seus olhos são voltados para frente?

Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?

E qual é o impacto negativo dos livros de Harry Potter sobre estas aves?

Jennifer Ackerman conversou com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, no âmbito do Hay Festival Cartagena, que aconteceu entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

BBC News Mundo - É comovente como você descreve em seu livro um encontro com uma coruja que "parecia um mensageiro de outro tempo e lugar, como a luz das estrelas". O que há nas corujas que nos fascina tanto?

Jennifer Ackerman - O encontro me fez sentir uma conexão profunda com uma criatura selvagem tão estranha, tão cheia de mistério, tão inescrutável e, ainda assim, profundamente familiar.

Me lembrou que faço parte de algo maior, um mundo natural precioso e que inspira reverência. É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas.

Acho que é uma combinação de coisas que torna essas aves tão poderosas. Nós nos vemos nelas, com suas cabeças redondas e olhos grandes olhando para frente.

Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.

É toda essa combinação de fofa e brutal, familiar e estranha, que torna essas aves tão interessantes e, às vezes, tão perturbadoras.

BBC News Mundo - Por que é tão difícil estudá-las?

Ackerman - As corujas são enigmáticas e furtivas, além de bem camufladas. Elas geralmente vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

Elas estão ativas à noite, quando é complicado estudá-las.

Nas últimas décadas, os pesquisadores encontraram maneiras inteligentes de usar novas tecnologias.

Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite, câmeras em ninhos e monitoramento de vídeo para ver as interações entre pais e filhotes, além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpdxpnnw2xqo fragmento)
"Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?"

A alternativa em que o enunciado apresenta o coletivo que representa o substantivo 'cães' é: 
Alternativas
Q3413548 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Ocaso do transporte público em São Paulo


        A população da Região Metropolitana de São Paulo está se deslocando menos, revelou a pesquisa Origem e Destino (OD), o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil, que o Metrô paulista realiza desde 1967.


        Em 2023, segundo a OD, o volume de viagens diárias recuou 15,1% em relação a 2017, para 35,661 milhões. Isoladamente, esta queda no número de deslocamentos não é um problema. Uma série de mudanças tecnológicas e comportamentais permite que, na atualidade, não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo.


       Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado, pela primeira vez em mais de duas décadas, que os deslocamentos por transporte individual (51,2%) superaram os realizados por meio de transporte coletivo (48,8%) deveria tirar o sono dos gestores públicos.


       Era questão de tempo, que a pandemia acabou por acelerar. Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. Agora a curva finalmente se inverteu. Percentualmente, o uso do transporte coletivo recuou 19,8% entre 2017 e 2023; foram 3 milhões de viagens/dia a menos via modais públicos.


     Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo, o que só traz benefícios tanto para os residentes quanto para os gestores públicos: a população economiza e perde menos tempo em engarrafamentos, enquanto os administradores contribuem com a redução da poluição, o que é cada vez mais necessário em tempos de extremos climáticos, e gastam menos com ações de socorro no trânsito, haja vista a queda no número de acidentes.


     Insuficiente e ineficiente, o transporte público seguirá perdendo usuários e, consequentemente, receitas, tornando a complexa gestão financeira do sistema de transporte público ainda mais desafiadora. Já os mais necessitados seguirão comprometendo a própria renda para conseguir o básico: se deslocar.

(Opinião. https://www.estadao.com.br, 15.02.2025. Adaptado)


Considere as passagens:

•  … não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo. (2º parágrafo)
•  Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado… (3º parágrafo)
•  Levantamentos anteriores detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. (4º parágrafo)

Conforme seus empregos no texto, os termos destacados veiculam, correta e respectivamente, sentidos de: 
Alternativas
Q3412672 Português
Leia o texto para responder à questão.

MITO INDÍGENA DO SOL

    Antigamente, muito antigamente, no tempo em que vivia entre os Tucuna, o Sol era um moço forte e muito bonito. Por ocasião da festa de Moça-Nova, o rapaz ajudava sua velha tia no preparo da tinta de urucu. Ia à mata e trazia uma madeira muito vermelha, chamada muirapiranga. Cortava a lenha para o fogo onde a velha fervia o urucu para pintar os Tucuna.
     A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha. Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga e a velha tia ainda resmungava insatisfeita. O rapaz resolveu então que acabaria com toda aquela trabalheira. Olhou para o fogo que ardia, soltando longe suas faíscas.
     Olhou para o urucu borbulhante, vermelho, quente. Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada.
     Ela julgava e desejava que o moço morresse. Mas, à medida que ia bebendo a tintura quente, o rapaz ia ficando cada vez mais vermelho, tal qual o urucu e a muirapiranga.
     Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens. E passou desde então a esquentar e a iluminar o mundo.


Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e livros/Lendas%20e%20Mitos%20do%20Brasil.pdf. 
Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens.”

Assinale a alternativa que indica a circunstância expressa pela palavra destacada. 
Alternativas
Q3412669 Português
Leia o texto para responder à questão.

MITO INDÍGENA DO SOL

    Antigamente, muito antigamente, no tempo em que vivia entre os Tucuna, o Sol era um moço forte e muito bonito. Por ocasião da festa de Moça-Nova, o rapaz ajudava sua velha tia no preparo da tinta de urucu. Ia à mata e trazia uma madeira muito vermelha, chamada muirapiranga. Cortava a lenha para o fogo onde a velha fervia o urucu para pintar os Tucuna.
     A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha. Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga e a velha tia ainda resmungava insatisfeita. O rapaz resolveu então que acabaria com toda aquela trabalheira. Olhou para o fogo que ardia, soltando longe suas faíscas.
     Olhou para o urucu borbulhante, vermelho, quente. Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada.
     Ela julgava e desejava que o moço morresse. Mas, à medida que ia bebendo a tintura quente, o rapaz ia ficando cada vez mais vermelho, tal qual o urucu e a muirapiranga.
     Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens. E passou desde então a esquentar e a iluminar o mundo.


Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e livros/Lendas%20e%20Mitos%20do%20Brasil.pdf. 
“A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha.”

Sobre o trecho, analise os itens a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
3221: B
3222: C
3223: A
3224: D
3225: A
3226: E
3227: E
3228: E
3229: D
3230: B
3231: C
3232: B
3233: B
3234: A
3235: D
3236: B
3237: C
3238: B
3239: A
3240: B