Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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• … nosso julho era sempre na fazenda. (1o parágrafo)
• … entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal. (4o parágrafo)
• … deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. (6o parágrafo)
As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de:
Leia o Texto I para responder à questão.
Toda criança aprende. A condição humana é aprendida. Há alguns equívocos muito presentes nas tradições educacionais e pedagógicas atuais, a maioria deles sustentada por uma concepção inatista de aprendizagem. Fundamenta-se no pressuposto de que já nascemos com certas disposições para aprender ou não. Isso gera controvérsias e complexidades: alguns teriam as “capacidades” de aprendizagem, outros e outras não “teriam” essas qualidades.
Para nossa concepção de educação, os chamados bloqueios de aprendizagem devem ser analisados em sua totalidade, muito mais como um problema da tradição pedagógica autoritária e da forma conservadora de organizar a escola e o currículo do que uma suposta “falha” da criança. Hoje, a ditadura da sociedade tecnológica, a apelação consumista, a raridade de espaços humanizadores, a lacuna na formação artística, teatral, musical, fazem com que a indústria cultural seja um grande poluente sonoro e visual, chegando aos corações e mentes das crianças sem dispositivos de crítica da proposta pedagógica da escola, na direção de mostrar outra música, outro repertório, outras brincadeiras, outras danças.
Criar espaços de humanização, de exposição serena das crianças a outras coordenadas antropológicas, a outra atmosfera de sentido, a outra música, de outra arte, de alegria, de teatro, de conversas, ajuda muito a “desbloquear” qualquer pessoa! A escola, para mim, deve ter clareza de ser contraponto, competente e lúcido, à indústria cultural alienante e consumista. Mostrar os grandes mestres e mestras da humanidade, neste tempo especial de aprender, é um trunfo inaudito! O conhecimento sensível e a sensibilidade esclarecida são os condutores do afeto e da lucidez crítica. Ensinar a pensar e a sentir!
Precisamos superar os ritos classificatórios e meritocráticos tradicionais. Os pais e professores podem começar avaliando o contexto pleno da criança, seu mundo, seus estímulos, internos e externos, ouvindo suas queixas, aceitando suas versões, buscando superar as contradições que levam àquele resultado. Relativizar as notas escolares, hoje, pode ser um bom começo; depreende-se que a nota é resultante de uma estrutura baseada na memória e na retenção de informação. Ora, tomada estritamente, esta suposta qualidade mnemônica assemelha-se ao depositário de um “chip”, que está disponível na internet, o Google ou o ChatGPT “sabem” mais de quantidade ou de volume de informação do que a escola.
A Escola que eu sonho é mais do que informação e memória, é aquela capaz de transformar a informação em algo subjetivo, agradável, pertinente, com sentido para a vida das crianças e dos adolescentes! Isto é o que se designa como aprendizagem significativa, que guarda sentido para a criança, para seu universo, para seu mundo. E dele, como sujeito, a criança poderá alçar aos mais longínquos horizontes.
(César Nunes. Toda criança aprende – aprender é existir. In: Da educação que ama ao amor que educa. Principis, 2023. Adaptado)
Leia a tira a seguir para responder a questão:
Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgada em fevereiro, mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.
O celular, porém, é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a matérias impróprias.
“Esse tempo demasiado conectado traz consequências. A mais grave é a alteração na socialização e no desenvolvimento infantil. Muitas crianças passam a perder a oportunidade de uma série de experiências de vida que são importantes para o seu desenvolvimento por ficarem excessivamente no celular”, ressalta Eduardo Jorge Custódio, neurologista pediátrico da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
De acordo com a SBP, o uso do celular está associado a atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem em bebês que ficam passivamente expostos à tela por períodos prolongados. Também pode atrasar o desenvolvimento dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato – na infância.
(O Estado de S.Paulo, 08.03.2025. Adaptado)
Considerando o processo de formação da palavra "indesejado", empregada na frase, assinale a alternativa correta.
I. A expressão “às pressas” (último parágrafo) é uma locução adverbial de modo, podendo ser substituída por “apressadamente”.
II. O adjetivo sublinhado no 3º parágrafo está escrito incorretamente, sendo sua forma correta com hífen.
Está CORRETO o que se afirma:
A respeito das classes gramaticais presentes no trecho analisado, assinale a alternativa correta.
O estresse é uma resposta natural que prepara o corpo para reagir a desafios e demandas.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c7vner4l96eo.adaptado)
Assinale a alternativa correta em relação ao sentido sintático e morfológico dos termos mencionados.
A maioria dos adultos apresenta regularmente sintomas de estresse, desde dor de cabeça até ansiedade.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c7vner4l96eo.adaptado)
Em relação à classe gramatical, assinale a alternativa cujo vocábulo corresponde à sua função.
Frase:
Ela entregou o presente para mim, não para ele.
Frase: Embora estivesse cansado, ele continuou correndo pela trilha, sem perder o foco.
Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos
A Justiça da Austrália deu início nesta terça-feira (29) ao julgamento de Erin Patterson, acusada de matar idosos convidados para um almoço por “ingestão de cogumelo” em 2023. Ela foi incriminada por assassinar seus sogros, Gail e Donald Patterson, além da irmã de Gail, Heather Wilkinson.
Os idosos adoeceram após um almoço oferecido por Erin em sua casa na cidade de Leongatha, que abriga cerca de 6 mil habitantes e fica a cerca de 135 quilômetros de Melbourne. Os promotores alegam que os cogumelos foram servidos às vítimas como parte de um bife Wellington.
Acusações adicionais de tentativa de homicídio de seu marido, Simon Patterson, e do marido de Heather, Ian Wilkinson, também foram feitas na época, porém elas foram retiradas pelos promotores, informou o juiz Christopher Beale ao tribunal. “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri.
Quinze jurados foram selecionados no Tribunal de Magistrados de Latrobe Valley, na cidade de Morwell. Os argumentos iniciais devem começar na manhã desta quarta-feira (30). Erin Patterson se declarou inocente de todas as acusações.
O caso chamou atenção tanto na Austrália quanto internacionalmente, com os seis assentos na sala do tribunal reservados para a imprensa sendo alocados em uma votação diária. Dezenas de outros jornalistas devem assistir ao processo em uma sala extra instalada no tribunal.
A emissora estatal ABC está produzindo um podcast diário durante o julgamento, que deve durar de cinco a seis semanas, enquanto o serviço de streaming Stan encomendou um documentário sobre o que considera “um dos casos criminais de maior repercussão da história recente”.
Fonte: Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos | CNN Brasil