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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

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Q3592916 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

Dos enunciados a seguir, apenas um apresenta adjetivo adverbializado, isto é, com função de advérbio; assinale-o.
Alternativas
Q3592914 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

Assinale o item em que a mudança de posição do adjetivo em relação ao substantivo NÃO acarreta sensível alteração semântica. 
Alternativas
Q3592011 Português
Sobre todas as frases a seguir foi feito um comentário sobre sua estruturação.

Assinale a opção que indica a frase cujo comentário está inadequado.
Alternativas
Q3592010 Português
Leia a frase de um poeta italiano a seguir.

Assim como a chama que mais cresce quanto mais é combatida pelo vento, toda virtude que o céu exalta mais resplandece quanto mais for ofendida.

Sobre a sua significação ou estruturação, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3592005 Português
Leia a frase de uma escritora inglesa, a seguir.

Viajar é a ruína de toda felicidade! Não se consegue mais olhar para um edifício aqui depois de ter visto a Itália.

Sobre a sua significação ou estruturação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3592004 Português
Todas as frases a seguir mostram o advérbio “não” e foram reescritas de modo a eliminá-lo.

A forma de reescritura inadequada de uma das frases é:
Alternativas
Q3591998 Português
Sobre todas as frases a seguir foi feito um comentário sobre sua estruturação.

Assinale a opção que indica a(s) frase(s) cujo comentário está adequado.
Alternativas
Q3591578 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Do morango do amor ao pudim: por que brasileiros gostam tanto de açúcar


Do morango do amor aos brigadeiros gourmet, passando pelos bolos de pote e ovos de Páscoa recheados, o Brasil viveu sucessivas "febres" de doces.


Mas, afinal, por que os brasileiros gostam tanto de açúcar?


 A história do açúcar no Brasil começa séculos atrás, bem antes dos doces modernos, e tem relação direta com a colonização portuguesa.


A cana-de-açúcar, de onde boa parte do açúcar utilizado no país é extraído, é originária da Papua Nova Guiné, na Oceania.


Mas, durante muito tempo, a oferta de açúcar era bem limitada e ficava restrita às farmácias, onde havia uso na formulação de remédios ou como tônico para dar energia.


Isso começou a mudar a partir do século 14, quando Portugal investiu nas suas primeiras grandes plantações de cana-de-açúcar na Ilha de Madeira, modelo que foi expandido para o Brasil — em uma escala ainda maior — a partir do século 16.


O açúcar, então, se tornou a grande commodity da então colônia portuguesa, que dependia da mão-de-obra dos escravizados nas lavouras e nos engenhos.


Em seu livro História da Alimentação no Brasil, o historiador Luís da Câmara Cascudo estima que, entre 1583 e 1587, os 66 engenhos de Pernambuco produziram quase 3 mil toneladas de açúcar.


Ainda que boa parte dessa produção fosse exportada pra Europa, a facilidade no acesso ao açúcar no Brasil influenciou diretamente as receitas de bolos e outras sobremesas, além das conservas e compotas com frutas.


"No século 16, você já começa a perceber a alteração através dos livros de receitas das rainhas, principalmente, a alteração de receitas que eram feitas com mel ou tinham uma outra configuração. Por exemplo, o manjar branco, que antes era um prato que não era feito nem com açúcar nem mel, passa a ser feito com açúcar", explica a historiadora e professora da USP Vera Ferlini.


"Gradativamente, o açúcar vai entrando como um elemento da dieta e da constituição de um receituário, principalmente conventual, de doces, que são os que nós conhecemos: os fios de ovos, vários tipos de pasteis, esses doces com massas, o pão de ló e tudo aquilo que ainda encontramos na doçaria portuguesa.



Então a doçaria brasileira vai ser uma herdeira dessa doçaria portuguesa", acrescenta.


 Houve ainda a influência dos africanos e dos indígenas, que de acordo com a pesquisa de Câmara Cascudo, preferiam o gosto que vinha direto da cana, de frutas como o cupuaçu, o açaí, o guaraná e o caju, ou dos favos de mel das abelhas.


Mesmo hoje, séculos depois, o Brasil continua sendo o maior exportador de açúcar do mundo.


A partir do século 20, a relação do brasileiro com o açúcar se diversificou. A industrialização dos alimentos trouxe novos produtos à mesa: refrigerantes, bolachas recheadas e o leite condensado.


Em 2021, em uma reportagem da BBC Brasil, a Nestlé disse — citando dados de uma pesquisa do Kantar Ibope, realizada em 2020 — que o leite condensado estava presente na casa de 94% dos brasileiros, que consomem em média 6 quilos e meio de leite condensado por ano.


A empresa, que é uma das maiores fabricantes do produto, afirma que o leite condensado é parte de cerca de 60% das sobremesas feitas no Brasil, um número sem paralelo em nenhum outro país.



 https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3eqv91x1vo

"Mas, durante muito tempo, a oferta de açúcar era bem limitada e ficava restrita às farmácias, onde havia uso na formulação de remédios ou como tônico para dar energia." Quanto à concordância verbal e nominal, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, ou (F), para as falsas.


(__)Caso o substantivo 'uso' seja colocado no plural, o verbo 'haver' também deverá ser flexionado, concordando com o substantivo.


(__)Caso o verbo 'haver' seja substituído pelo verbo 'existir', que representa uma forma pessoal, este deverá permanecer no singular, não sofrendo nenhuma alteração.


(__)As formas 'limitada' e 'restrita' são adjetivos que caracterizam o substantivo 'açúcar', que também não está flexionado. 


(__)As formas 'limitada' e 'restrita' foram empregadas com a concordância adequada, o que também pode ser observado na seguinte construção: Correm anexas aos processos várias declarações.


A sequência que preenche corretamente os itens de cima para baixo é:

Alternativas
Q3590933 Português

Leia a frase a seguir:


O modo mais correto de esconder dos outros os limites do próprio saber é não os ultrapassar jamais.


Sobre a significação ou a estruturação da frase, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q3590929 Português
Todas as frases a seguir mostram advérbios com o sufixo – mente. A frase em que a substituição desse advérbio por uma locução inadequada semanticamente, é: 
Alternativas
Q3590927 Português

Todas as frases a seguir mostram uma locução sublinhada.


A frase em que a substituição deste termo sublinhado por um advérbio ou um adjetivo é feita de forma adequada, é:

Alternativas
Q3590923 Português

Há uma série de adjetivos pátrios compostos, em que, normalmente, a primeira forma é alatinada e reduzida.


A opção a seguir, em que esse adjetivo está mal relacionado ao país representado, é 

Alternativas
Q3589607 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 O Tempo


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...


(https://tudoportugues.com/cronicas-curtas-para-sala-de-aula/)
"Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas."

Quanto à concordância dos vocábulos do trecho, identifique a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3588745 Português
Atenção à Síndrome Respiratória Aguda Grave

        Nas últimas semanas, parte do Brasil tem registrado aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocada por infecções diversas. A SRAG é uma condição clínica caracterizada por sintomas como febre alta, tosse intensa, dificuldade para respirar, calafrios e cansaço extremo. Pacientes acometidos pela síndrome podem evoluir rapidamente de forma desfavorável, levando à necessidade de internação hospitalar e, em casos mais graves, à ventilação mecânica e até mesmo ao óbito. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades correm maior risco.

        A incidência dos casos de SRAG está vinculada a diversos fatores. É comum que, durante as estações do outono e do inverno, ocorra o aumento na circulação de vírus respiratórios, que se proliferam com mais facilidade em ambientes secos e com temperaturas mais baixas. É o caso dos vírus que têm sido mais relacionados à síndrome nas últimas notificações, sendo eles principalmente os causadores da Covid (Sars-Cov-2) e gripe (Influenza), além do rinovírus e do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), responsáveis respectivamente pelos resfriados e bronquiolite. São velhos conhecidos da população, que continuam a circular e a causar contaminações, a maioria assintomática ou pouco sintomática.

        O tratamento pode variar dependendo do agente causador, mas costuma envolver suporte respiratório, hidratação intravenosa e medicamentos antivirais. A recuperação depende do estado geral de saúde do paciente e da rapidez com que o problema é identificado e o tratamento é iniciado. Quem se lembra do triste período do auge da pandemia de Covid com certeza se recorda do quanto é complicado viver nessa situação, necessitando-se de aparelhos para conseguir respirar.

        Há formas de reduzir de maneira drástica as chances de contaminação pelos vírus que circulam e, consequentemente, a incidência de SRAG. São métodos básicos de prevenção para praticamente todas as doenças respiratórias e suas complicações, que devemos lembrar e reforçar para garantir o combate eficiente aos vírus e formas graves de moléstias infecciosas causadas por eles. O principal de todos, como sempre, é manter atualizada a carteira de vacinação. A campanha de imunização contra a gripe é anual no Brasil e, ao final, costuma ser aberta a todos os públicos aptos a receber a dose protetora. Contra a Covid-19, a vacinação atualmente preconizada pelo Ministério da Saúde é bianual, e em breve passará a ser anual. Em fevereiro deste ano a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde, recomendou a inclusão de uma vacina na rede pública para proteger gestantes e seus bebês contra o VRS, em terapia associada a um anticorpo monoclonal.

        Além disso, cuidados básicos como lavar as mãos com água e sabão frequentemente e utilizar álcool em gel depois de manusear objetos continuam sendo medidas não farmacológicas importantes. Mas, caso sejam notados sintomas mais graves, como falta de ar ou febre persistente, é essencial buscar orientação médica especializada. Informações seguras e confiáveis sobre vacinas e prevenção contra formas graves de doenças respiratórias estão disponíveis nos canais oficiais dos órgãos sanitários e na imprensa. Mas muito cuidado com as fake news disseminadas em redes sociais e grupos de Whatsapp. Contra elas, “vacine-se” todos os dias.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/colunas. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
Qual o aumentativo do vocábulo “tratamento” (3º§)? 
Alternativas
Q3588743 Português
Atenção à Síndrome Respiratória Aguda Grave

        Nas últimas semanas, parte do Brasil tem registrado aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), provocada por infecções diversas. A SRAG é uma condição clínica caracterizada por sintomas como febre alta, tosse intensa, dificuldade para respirar, calafrios e cansaço extremo. Pacientes acometidos pela síndrome podem evoluir rapidamente de forma desfavorável, levando à necessidade de internação hospitalar e, em casos mais graves, à ventilação mecânica e até mesmo ao óbito. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades correm maior risco.

        A incidência dos casos de SRAG está vinculada a diversos fatores. É comum que, durante as estações do outono e do inverno, ocorra o aumento na circulação de vírus respiratórios, que se proliferam com mais facilidade em ambientes secos e com temperaturas mais baixas. É o caso dos vírus que têm sido mais relacionados à síndrome nas últimas notificações, sendo eles principalmente os causadores da Covid (Sars-Cov-2) e gripe (Influenza), além do rinovírus e do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), responsáveis respectivamente pelos resfriados e bronquiolite. São velhos conhecidos da população, que continuam a circular e a causar contaminações, a maioria assintomática ou pouco sintomática.

        O tratamento pode variar dependendo do agente causador, mas costuma envolver suporte respiratório, hidratação intravenosa e medicamentos antivirais. A recuperação depende do estado geral de saúde do paciente e da rapidez com que o problema é identificado e o tratamento é iniciado. Quem se lembra do triste período do auge da pandemia de Covid com certeza se recorda do quanto é complicado viver nessa situação, necessitando-se de aparelhos para conseguir respirar.

        Há formas de reduzir de maneira drástica as chances de contaminação pelos vírus que circulam e, consequentemente, a incidência de SRAG. São métodos básicos de prevenção para praticamente todas as doenças respiratórias e suas complicações, que devemos lembrar e reforçar para garantir o combate eficiente aos vírus e formas graves de moléstias infecciosas causadas por eles. O principal de todos, como sempre, é manter atualizada a carteira de vacinação. A campanha de imunização contra a gripe é anual no Brasil e, ao final, costuma ser aberta a todos os públicos aptos a receber a dose protetora. Contra a Covid-19, a vacinação atualmente preconizada pelo Ministério da Saúde é bianual, e em breve passará a ser anual. Em fevereiro deste ano a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde, recomendou a inclusão de uma vacina na rede pública para proteger gestantes e seus bebês contra o VRS, em terapia associada a um anticorpo monoclonal.

        Além disso, cuidados básicos como lavar as mãos com água e sabão frequentemente e utilizar álcool em gel depois de manusear objetos continuam sendo medidas não farmacológicas importantes. Mas, caso sejam notados sintomas mais graves, como falta de ar ou febre persistente, é essencial buscar orientação médica especializada. Informações seguras e confiáveis sobre vacinas e prevenção contra formas graves de doenças respiratórias estão disponíveis nos canais oficiais dos órgãos sanitários e na imprensa. Mas muito cuidado com as fake news disseminadas em redes sociais e grupos de Whatsapp. Contra elas, “vacine-se” todos os dias.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/colunas. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
Considerando que as palavras são classificadas em substantivos feminino e masculino, assinale, a seguir, o substantivo masculino.
Alternativas
Q3587861 Português
Um cão, apenas


    Subidos, de ânimo leve e descansado passo, os quarenta degraus do jardim – plantas em flor, de cada lado; borboletas incertas; salpicos de luz no granito –, eis-me no patamar. E a meus pés, no áspero capacho de coco, à frescura da cal do pórtico, um cãozinho triste interrompe o seu sono, levanta a cabeça e fita-me. É um triste cãozinho doente, com todo o corpo ferido; gastas, as mechas brancas do pelo; o olhar dorido e profundo, com esse lustro de lágrima que há nos olhos das pessoas muito idosas. Com um grande esforço, acaba de levantar-se. Eu não lhe digo nada; não faço nenhum gesto. Envergonha-me haver interrompido o seu sono. Se ele estava feliz ali, eu não devia ter chegado. Já que lhe faltavam tantas coisas, que ao menos dormisse: também os animais devem esquecer, enquanto dormem...
   Ele, porém, levantava-se e olhava-me. Levantava-se com a dificuldade dos enfermos graves: acomodando as patas da frente, o resto do corpo, sempre com os olhos em mim, como à espera de uma palavra ou de um gesto. Mas eu não o queria vexar nem oprimir. Gostaria de ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse, que receitasse, encaminhá-lo para um tratamento... Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe. E era preciso passar. E ele estava na minha frente, inábil, como envergonhado de se achar tão sujo e doente, com o envelhecido olhar numa espécie de súplica.
   Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens.
    Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e as suas rampas, com as plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu.
    Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance, talvez tivesse fome e sede: e eu nada fiz por ele; amei-o, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim, humilhado, e tão digno, no entanto; como alguém que respeitosamente pede desculpas de ter ocupado um lugar que não era o seu.
    Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão. 
 (MEIRELES, Cecília. Inéditos – Crônicas. Rio de Janeiro: Editora Bloch, 1967.)

Considerando as estruturas linguísticas do texto, assinale a afirmativa INCORRETA.



Alternativas
Q3586891 Português
Perder um animal de estimação é motivo de luto

        Na semana passada, no meio de uma troca de mensagens de trabalho, um colega com quem não divido o elevador emocional da vida mandou: “Perdi meu gato de uma hora pra outra. Sei que você me entende”.
Não era uma confidência íntima, nem um desabafo dramático.
Era mais um pedido de licença para sofrer um tipo de luto ainda não plenamente autorizado socialmente. Um luto menor. Perder um animal, dizem, é “triste, mas nem se compara”.

        Não se compara mesmo. Em muitos casos, é pior.

        E veja: eu nem gostava de gato. Sempre me pareceu uma mini jaguatirica prestes a furar meu olho ou levar um pedaço da minha canela. Mas gato não se impõe, seduz. E, com um pouco de intimidade, você aprende que ele te ignora na maior parte do tempo e, quando decide te dar atenção, é sempre quando você está atrasada, ocupada ou deitada numa posição milimetricamente desconfortável. Gente pegajosa sempre me deu preguiça, e gato me parecia a versão felina do grude passivo-agressivo. Até que tive dois. E mordi a língua, o preconceito e alguns fios do meu próprio cabelo, porque eles simplesmente tomaram conta da casa, da rotina e, no fim, do coração. Sem pedir. Sem invadir.

        Escolhi não ter filhos. Trato meus gatos com o amor que dedicaria se tivesse parido, e falo isso sem constrangimento. A relação que tenho com eles é íntima, cotidiana, visceral. Tem rotina, tem entrega, tem dependência e uma confiança que poucos humanos merecem. Eles sabem quando eu tô triste, brava ou só quero existir em silêncio. Só querem estar por perto. Ou a três metros de distância, dependendo do humor.

        Então, meu bem, nenhum tipo de amor cabe numa régua emocional. Quem convive com um animal por anos, o vê adoecer, melhorar, envelhecer, conhece o som das patinhas cruzando o corredor, já teve a cama invadida, o teclado interditado e o coração completamente capturado, sabe: a dor é real.

        Tenho vontade de botar no colo quem chora, com vergonha, o luto por um bicho. Como se existisse uma espécie de IBGE dos afetos, uma tabela oficial que determina quanto sofrimento é aceitável por perda. Perdeu o pai? Sofra com intensidade dez. Perdeu o namorado? Intensidade sete, se ele prestava. Agora, perdeu o gato? Dois no máximo, com prazo de validade.

        Quando meu colega disse que sabia que eu o entenderia, percebi que buscava empatia para viver um luto que ainda é ridicularizado, abafado, diminuído – porque falta espaço para sofrer por um animal, sem vergonha e sem escala de comparação. Chore, meu querido. Chore o quanto for preciso. Gato não é filho, mas é rotina, é testemunha, é laço. E quando esse laço arrebenta, dói muito mesmo. É motivo de vazio, de tristeza, de luto.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
Os substantivos a seguir foram retirados do texto e flexionados no aumentativo. Assinale aquele que apresenta tom depreciativo.
Alternativas
Q3586887 Português
Perder um animal de estimação é motivo de luto

        Na semana passada, no meio de uma troca de mensagens de trabalho, um colega com quem não divido o elevador emocional da vida mandou: “Perdi meu gato de uma hora pra outra. Sei que você me entende”.
Não era uma confidência íntima, nem um desabafo dramático.
Era mais um pedido de licença para sofrer um tipo de luto ainda não plenamente autorizado socialmente. Um luto menor. Perder um animal, dizem, é “triste, mas nem se compara”.

        Não se compara mesmo. Em muitos casos, é pior.

        E veja: eu nem gostava de gato. Sempre me pareceu uma mini jaguatirica prestes a furar meu olho ou levar um pedaço da minha canela. Mas gato não se impõe, seduz. E, com um pouco de intimidade, você aprende que ele te ignora na maior parte do tempo e, quando decide te dar atenção, é sempre quando você está atrasada, ocupada ou deitada numa posição milimetricamente desconfortável. Gente pegajosa sempre me deu preguiça, e gato me parecia a versão felina do grude passivo-agressivo. Até que tive dois. E mordi a língua, o preconceito e alguns fios do meu próprio cabelo, porque eles simplesmente tomaram conta da casa, da rotina e, no fim, do coração. Sem pedir. Sem invadir.

        Escolhi não ter filhos. Trato meus gatos com o amor que dedicaria se tivesse parido, e falo isso sem constrangimento. A relação que tenho com eles é íntima, cotidiana, visceral. Tem rotina, tem entrega, tem dependência e uma confiança que poucos humanos merecem. Eles sabem quando eu tô triste, brava ou só quero existir em silêncio. Só querem estar por perto. Ou a três metros de distância, dependendo do humor.

        Então, meu bem, nenhum tipo de amor cabe numa régua emocional. Quem convive com um animal por anos, o vê adoecer, melhorar, envelhecer, conhece o som das patinhas cruzando o corredor, já teve a cama invadida, o teclado interditado e o coração completamente capturado, sabe: a dor é real.

        Tenho vontade de botar no colo quem chora, com vergonha, o luto por um bicho. Como se existisse uma espécie de IBGE dos afetos, uma tabela oficial que determina quanto sofrimento é aceitável por perda. Perdeu o pai? Sofra com intensidade dez. Perdeu o namorado? Intensidade sete, se ele prestava. Agora, perdeu o gato? Dois no máximo, com prazo de validade.

        Quando meu colega disse que sabia que eu o entenderia, percebi que buscava empatia para viver um luto que ainda é ridicularizado, abafado, diminuído – porque falta espaço para sofrer por um animal, sem vergonha e sem escala de comparação. Chore, meu querido. Chore o quanto for preciso. Gato não é filho, mas é rotina, é testemunha, é laço. E quando esse laço arrebenta, dói muito mesmo. É motivo de vazio, de tristeza, de luto.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
No português, as palavras podem ser classificas em dois gêneros – feminino e masculino. Também existem os substantivos que apresentam uma só forma para os dois gêneros, sendo necessário que a distinção de feminino e masculino seja realizada pelo artigo. Considerando o exposto, qual das palavras a seguir é classificada como substantivo comum de dois gêneros?
Alternativas
Q3586649 Português
Qual das palavras a seguir é um substantivo feminino?
Alternativas
Q3586644 Português
Texto para responder à questão.

Gilberto Gil anuncia show extra da turnê de despedida em São Paulo

Os shows realizados por Gilberto Gil em São Paulo nos dias 11, 12, 25 e 26 de abril não foram os últimos dele na cidade. O artista confirmou mais uma apresentação de sua turnê de despedida “Tempo Rei”, no Allianz Parque, para 18 de outubro.

Clientes do Banco do Brasil com cartões Ourocard Visa têm direito à pré-venda de entradas com benefícios exclusivos a partir das 10h do dia 12 de maio. Já a venda geral começa ao meio-dia, do dia 15 de maio, ambas no site da Eventim.

Hoje com 82 anos, Gilberto Gil vem amadurecendo a ideia de não realizar mais turnês há algum tempo. É uma reflexão que ele enxerga como natural e a decisão visa diminuir a intensidade de sua agenda. Há também uma mudança de perspectiva: agora menos centrada no plano material e mais próxima à espiritualidade.

(Disponível em: https://rollingstone.com.br/amp/musica/. Acesso em: maio de 2025. Adaptado.)
Os substantivos podem ser flexionados em diminutivo e aumentativo, dependendo da intenção do interlocutor. Nesse sentido, assinale a alternativa em que o diminutivo foi utilizado para indicar tamanho diminuído.
Alternativas
Respostas
2881: B
2882: C
2883: D
2884: C
2885: A
2886: C
2887: E
2888: C
2889: C
2890: B
2891: E
2892: D
2893: A
2894: B
2895: A
2896: D
2897: D
2898: D
2899: D
2900: C