Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3630317 Português
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema após doenças como covid e gripe


Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata que se sente como se estivesse sendo puxada por uma âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona sem descanso ou energia, dificultando até gestos simples.

A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição parecida, associada a infecções como Sars, Ebola, Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por carrapatos, como a de Lyme.

A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a distúrbios do sono, problemas hormonais e ao funcionamento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia nas células. Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.

Além disso, infecções virais induzem reações autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola e Sars.

Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica sintomas como fadiga muscular e confusão mental.

Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar abordagens mais individualizadas e flexíveis.

Pesquisadores estudam possíveis soluções, como medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na eliminação de coágulos microscópicos, bem como suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou ajudar em casos leves.

A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa, aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que não há uma única solução e que o caminho está na compreensão profunda dos diferentes fatores e na combinação de terapias, oferecendo esperança para os que vivem com essas condições debilitantes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.
Alternativas
Q3629773 Português
Como simples hábito de tirar sapatos ao entrar em casa pode trazer enormes benefícios à saúde


A limpeza, em geral, é associada à sujeira visível. No entanto, quando se fala de calçados, o perigo vai além do que se pode ver: sob a superfície, escondem-se microrganismos e partículas potencialmente mais prejudiciais do que barro ou grama seca.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde. Basta pensar nos locais por onde eles passam diariamente: banheiros públicos, calçadas, corredores de hospitais e gramados tratados com herbicidas e pesticidas.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca, provocando infecções graves na pele, nos pulmões ou na corrente sanguínea.

Os riscos, porém, não se limitam a germes. Sapatos carregam também substâncias químicas e alérgenos. Pesquisas apontam que calçados usados externamente contêm pesticidas, herbicidas e metais pesados como chumbo, altamente nocivos, sobretudo para crianças e animais domésticos. A exposição ao chumbo, comum na poeira ou no solo urbano, prejudica o desenvolvimento cerebral infantil e causa danos cognitivos permanentes.

Além disso, alérgenos como pólen aderem às solas, potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que deveria ser seguro.

Outro fator preocupante é que selantes à base de alcatrão, utilizados no asfalto, contêm compostos cancerígenos. Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até trinta e sete vezes superiores às detectadas do lado de fora. Crianças e animais, que passam mais tempo próximos ao chão, acabam mais expostos: crianças engatinham, brincam e levam as mãos à boca, enquanto animais lambem as patas após caminharem sobre superfícies contaminadas.

Assim, retirar os sapatos antes de entrar em casa não apenas preserva a limpeza do ambiente, mas também reduz significativamente a exposição da família a microrganismos e substâncias nocivas.

A adoção desse hábito é fácil: basta reservar um local próximo à porta para deixá-los, como um sapateiro, uma cesta ou pares de chinelos para visitantes. Embora pedir que alguém tire os sapatos possa causar certo estranhamento inicial, é importante lembrar que um gesto tão simples previne riscos invisíveis e contribui para um lar mais saudável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqj4wz5l9ywo.ADAPTADO.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca.
Assinale a alternativa que contenha apenas adjetivos.
Alternativas
Q3629771 Português
Como simples hábito de tirar sapatos ao entrar em casa pode trazer enormes benefícios à saúde


A limpeza, em geral, é associada à sujeira visível. No entanto, quando se fala de calçados, o perigo vai além do que se pode ver: sob a superfície, escondem-se microrganismos e partículas potencialmente mais prejudiciais do que barro ou grama seca.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde. Basta pensar nos locais por onde eles passam diariamente: banheiros públicos, calçadas, corredores de hospitais e gramados tratados com herbicidas e pesticidas.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca, provocando infecções graves na pele, nos pulmões ou na corrente sanguínea.

Os riscos, porém, não se limitam a germes. Sapatos carregam também substâncias químicas e alérgenos. Pesquisas apontam que calçados usados externamente contêm pesticidas, herbicidas e metais pesados como chumbo, altamente nocivos, sobretudo para crianças e animais domésticos. A exposição ao chumbo, comum na poeira ou no solo urbano, prejudica o desenvolvimento cerebral infantil e causa danos cognitivos permanentes.

Além disso, alérgenos como pólen aderem às solas, potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que deveria ser seguro.

Outro fator preocupante é que selantes à base de alcatrão, utilizados no asfalto, contêm compostos cancerígenos. Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até trinta e sete vezes superiores às detectadas do lado de fora. Crianças e animais, que passam mais tempo próximos ao chão, acabam mais expostos: crianças engatinham, brincam e levam as mãos à boca, enquanto animais lambem as patas após caminharem sobre superfícies contaminadas.

Assim, retirar os sapatos antes de entrar em casa não apenas preserva a limpeza do ambiente, mas também reduz significativamente a exposição da família a microrganismos e substâncias nocivas.

A adoção desse hábito é fácil: basta reservar um local próximo à porta para deixá-los, como um sapateiro, uma cesta ou pares de chinelos para visitantes. Embora pedir que alguém tire os sapatos possa causar certo estranhamento inicial, é importante lembrar que um gesto tão simples previne riscos invisíveis e contribui para um lar mais saudável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqj4wz5l9ywo.ADAPTADO.

[...] potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que "deveria" ser seguro.
O verbo destacado encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3629770 Português
Como simples hábito de tirar sapatos ao entrar em casa pode trazer enormes benefícios à saúde


A limpeza, em geral, é associada à sujeira visível. No entanto, quando se fala de calçados, o perigo vai além do que se pode ver: sob a superfície, escondem-se microrganismos e partículas potencialmente mais prejudiciais do que barro ou grama seca.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde. Basta pensar nos locais por onde eles passam diariamente: banheiros públicos, calçadas, corredores de hospitais e gramados tratados com herbicidas e pesticidas.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca, provocando infecções graves na pele, nos pulmões ou na corrente sanguínea.

Os riscos, porém, não se limitam a germes. Sapatos carregam também substâncias químicas e alérgenos. Pesquisas apontam que calçados usados externamente contêm pesticidas, herbicidas e metais pesados como chumbo, altamente nocivos, sobretudo para crianças e animais domésticos. A exposição ao chumbo, comum na poeira ou no solo urbano, prejudica o desenvolvimento cerebral infantil e causa danos cognitivos permanentes.

Além disso, alérgenos como pólen aderem às solas, potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que deveria ser seguro.

Outro fator preocupante é que selantes à base de alcatrão, utilizados no asfalto, contêm compostos cancerígenos. Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até trinta e sete vezes superiores às detectadas do lado de fora. Crianças e animais, que passam mais tempo próximos ao chão, acabam mais expostos: crianças engatinham, brincam e levam as mãos à boca, enquanto animais lambem as patas após caminharem sobre superfícies contaminadas.

Assim, retirar os sapatos antes de entrar em casa não apenas preserva a limpeza do ambiente, mas também reduz significativamente a exposição da família a microrganismos e substâncias nocivas.

A adoção desse hábito é fácil: basta reservar um local próximo à porta para deixá-los, como um sapateiro, uma cesta ou pares de chinelos para visitantes. Embora pedir que alguém tire os sapatos possa causar certo estranhamento inicial, é importante lembrar que um gesto tão simples previne riscos invisíveis e contribui para um lar mais saudável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqj4wz5l9ywo.ADAPTADO.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde.
Assinale a alternativa que contenha apenas substantivos. 
Alternativas
Q3629769 Português
Como simples hábito de tirar sapatos ao entrar em casa pode trazer enormes benefícios à saúde


A limpeza, em geral, é associada à sujeira visível. No entanto, quando se fala de calçados, o perigo vai além do que se pode ver: sob a superfície, escondem-se microrganismos e partículas potencialmente mais prejudiciais do que barro ou grama seca.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde. Basta pensar nos locais por onde eles passam diariamente: banheiros públicos, calçadas, corredores de hospitais e gramados tratados com herbicidas e pesticidas.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca, provocando infecções graves na pele, nos pulmões ou na corrente sanguínea.

Os riscos, porém, não se limitam a germes. Sapatos carregam também substâncias químicas e alérgenos. Pesquisas apontam que calçados usados externamente contêm pesticidas, herbicidas e metais pesados como chumbo, altamente nocivos, sobretudo para crianças e animais domésticos. A exposição ao chumbo, comum na poeira ou no solo urbano, prejudica o desenvolvimento cerebral infantil e causa danos cognitivos permanentes.

Além disso, alérgenos como pólen aderem às solas, potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que deveria ser seguro.

Outro fator preocupante é que selantes à base de alcatrão, utilizados no asfalto, contêm compostos cancerígenos. Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até trinta e sete vezes superiores às detectadas do lado de fora. Crianças e animais, que passam mais tempo próximos ao chão, acabam mais expostos: crianças engatinham, brincam e levam as mãos à boca, enquanto animais lambem as patas após caminharem sobre superfícies contaminadas.

Assim, retirar os sapatos antes de entrar em casa não apenas preserva a limpeza do ambiente, mas também reduz significativamente a exposição da família a microrganismos e substâncias nocivas.

A adoção desse hábito é fácil: basta reservar um local próximo à porta para deixá-los, como um sapateiro, uma cesta ou pares de chinelos para visitantes. Embora pedir que alguém tire os sapatos possa causar certo estranhamento inicial, é importante lembrar que um gesto tão simples previne riscos invisíveis e contribui para um lar mais saudável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqj4wz5l9ywo.ADAPTADO.

Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas.
Assinale a alternativa que contenha adjetivo pátrio.
Alternativas
Q3629768 Português
Como simples hábito de tirar sapatos ao entrar em casa pode trazer enormes benefícios à saúde


A limpeza, em geral, é associada à sujeira visível. No entanto, quando se fala de calçados, o perigo vai além do que se pode ver: sob a superfície, escondem-se microrganismos e partículas potencialmente mais prejudiciais do que barro ou grama seca.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde. Basta pensar nos locais por onde eles passam diariamente: banheiros públicos, calçadas, corredores de hospitais e gramados tratados com herbicidas e pesticidas.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca, provocando infecções graves na pele, nos pulmões ou na corrente sanguínea.

Os riscos, porém, não se limitam a germes. Sapatos carregam também substâncias químicas e alérgenos. Pesquisas apontam que calçados usados externamente contêm pesticidas, herbicidas e metais pesados como chumbo, altamente nocivos, sobretudo para crianças e animais domésticos. A exposição ao chumbo, comum na poeira ou no solo urbano, prejudica o desenvolvimento cerebral infantil e causa danos cognitivos permanentes.

Além disso, alérgenos como pólen aderem às solas, potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que deveria ser seguro.

Outro fator preocupante é que selantes à base de alcatrão, utilizados no asfalto, contêm compostos cancerígenos. Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até trinta e sete vezes superiores às detectadas do lado de fora. Crianças e animais, que passam mais tempo próximos ao chão, acabam mais expostos: crianças engatinham, brincam e levam as mãos à boca, enquanto animais lambem as patas após caminharem sobre superfícies contaminadas.

Assim, retirar os sapatos antes de entrar em casa não apenas preserva a limpeza do ambiente, mas também reduz significativamente a exposição da família a microrganismos e substâncias nocivas.

A adoção desse hábito é fácil: basta reservar um local próximo à porta para deixá-los, como um sapateiro, uma cesta ou pares de chinelos para visitantes. Embora pedir que alguém tire os sapatos possa causar certo estranhamento inicial, é importante lembrar que um gesto tão simples previne riscos invisíveis e contribui para um lar mais saudável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqj4wz5l9ywo.ADAPTADO.

Essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até "trinta e sete" vezes superiores às detectadas do lado de fora.
Morfologicamente, o termo destacado trata-se de:
Alternativas
Q3629743 Português
O método simples que revela se você está envelhecendo bem


Levantar-se de uma cadeira parece uma ação trivial demais para merecer atenção, mas essa simples tarefa revela muito sobre a saúde de uma pessoa. Para avaliar essa capacidade, médicos utilizam o teste de sentar e levantar, que consiste em contar quantas vezes o indivíduo consegue se levantar de uma cadeira em trinta segundos.

Segundo especialistas da área da geriatria, o teste é extremamente útil por fornecer informações sobre força, equilíbrio e flexibilidade. Estudos indicam que ele ajuda a identificar riscos de quedas, problemas cardiovasculares e até aumento na probabilidade de morte.

Para realizar o teste, é necessário apenas uma cadeira com encosto reto e sem braços, além de um cronômetro. A pessoa senta-se no centro da cadeira, cruza os braços sobre os ombros opostos, mantém a coluna ereta e os pés firmes no chão. Em seguida, aciona-se o cronômetro e repete-se o movimento de levantar-se completamente e sentar-se novamente durante trinta segundos, contando o número total de repetições.

Embora direcionado especialmente a adultos com mais de sessenta anos, o teste também é aplicado a pessoas mais jovens. Instituições de saúde pública divulgaram médias de desempenho por faixa etária. Resultados abaixo desses valores indicam risco de desenvolver problemas de saúde, como quedas.

De maneira geral, adultos entre sessenta e sessenta e quatro anos costumam realizar entre doze e quatorze repetições. Entre os setenta e setenta e nove anos, a média varia de dez a doze repetições, e, a partir dos oitenta e cinco anos, a média cai para cerca de oito movimentos. Já para os que ultrapassam os noventa anos, os resultados são ainda mais baixos, com homens alcançando em torno de sete repetições e mulheres, cerca de quatro. Esses números, no entanto, não consideram aspectos individuais, como histórico de cirurgias ou lesões recentes.

Mesmo entre pessoas jovens e saudáveis, o teste é uma boa maneira de avaliar força e resistência muscular dos membros inferiores. Um estudo realizado com milhares de adultos verificou que, entre jovens na faixa dos vinte anos, a média era de, aproximadamente, cinquenta repetições por minuto para os homens e pouco menos que isso para as mulheres — sendo que alguns participantes superaram as setenta repetições. Outro levantamento, feito com voluntários saudáveis, identificou uma forte ligação entre o desempenho no teste e a capacidade aeróbica e de resistência física.

Pontuações mais baixas alertam os profissionais de saúde sobre o estado geral do paciente, indicando maior risco de recuperação lenta após cirurgias ou tratamentos médicos mais intensos. Também sinalizam comprometimento no funcionamento cardíaco e pulmonar, elevando a probabilidade de infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Ainda segundo os especialistas, um resultado inferior à média para a faixa etária também representa maior risco de quedas.

O receio de cair afasta muitas pessoas do convívio social e das atividades do dia a dia, criando um ciclo vicioso que compromete a autonomia. Além disso, as quedas podem causar lesões graves, como fraturas no quadril, além de machucados e entorses. Um estudo apontou que uma variação do teste funcionava como indicador de mortalidade em adultos entre cinquenta e um e oitenta anos: os que obtiveram as piores pontuações tinham de cinco a seis vezes mais chances de falecer em um período de seis anos do que aqueles com melhor desempenho.

Apesar disso, os especialistas ressaltam que o teste não tem o objetivo de prever a expectativa de vida de ninguém. Os resultados funcionam como sinal de alerta e orientam intervenções para melhorar a qualidade de vida, a independência e o bem-estar da pessoa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpp8pkgp4o.adaptado.
Para realizar o teste, é necessário apenas uma "cadeira" com encosto reto e sem braços.
O aumentativo para o substantivo destacado, de acordo com os padrões a norma culta, é:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2025 - UFSM - Assistente em Administração |
Q3628780 Português

A música popular brasileira se caracteriza por possuir uma infinidade de gêneros, como o pagode, o poprock, o rock, o sertanejo, o sertanejo universitário, o samba, o axé, sem falar nos inúmeros estilos musicais regionais, como o vanerão, o carimbó, o maxixe, entre outros. Desses gêneros, um dos preferidos do brasileiro é o pagode.


Surgido no Rio de Janeiro na década de 1970, origina-se do samba e do partido alto, estilo de samba cantado, caracterizado pela improvisação de versos. Primeiramente, pagode designava as reuniões que ocorriam nos fundos de quintal. Posteriormente, passou a designar, também, o gênero musical. Entre os cantores de pagode de maior sucesso, encontra-se Xande de Pilares (ex-vocalista do grupo Revelação).


Para responder à questão, considere o refrão da música “Tá escrito”, imortalizado na voz de Xande de Pilares.



Fonte: GRUPO REVELAÇÃO. Tá escrito. Compositores: Xande de Pilares, Carlinhos Madureira e Gilson Bernini). In: Ao Vivo no Morro. Rio de Janeiro: Deskdisc, 2009. 1CD. Faixa 1. (Adaptado)

Para compor os versos do refrão da música “Tá Escrito”, os autores usaram, majoritariamente, verbos no modo imperativo.


Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativas a seguir sobre o uso do imperativo em versos retirados do cancioneiro popular.



( ) Em “Ouça-me bem amor, preste atenção, o mundo é um moinho (...)”, famosos versos da canção “O mundo é um moinho”, de Lupi cínio Rodrigues, há verbos no imperativo de 3ª pessoa do singular.


( ) Em “Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos (...)”, célebres versos da canção “Como nossos pais”, do cantor e compositor Belchior, “não quero” está no imperativo negativo.


( ) Em “E se eu calei foi de tristeza, você cala por calar (...)”, presente na canção “Avôhai”, de Zé Ramalho, “você cala” indica um uso do imperativo comum nos registros orais.



A sequência correta é

Alternativas
Q3628756 Português

Durante uma aula sobre formação de palavras, o professor Rodrigo propôs que os alunos identificassem os diferentes processos de derivação presentes em um pequeno trecho narrativo:


"O garoto amanheceu calado, mas seu silêncio dizia muito. Era um não firme, um não carregado de dor. No quarto escurecido , ele mantinha-se imóvel, imóvel como um retrato."


Ao corrigir os exercícios, Rodrigo percebeu que muitos alunos confundiram os processos de derivação de algumas palavras. Para ajudá-los, ele decidiu propor uma atividade de revisão, pedindo que cada aluno classificasse corretamente um vocábulo do trecho com base nos processos de formação por derivação.


Considerando os conceitos de derivação prefixal, sufixal, parassintética, imprópria e regressiva, qual alternativa apresenta a associação correta entre palavra e tipo de derivação?

Alternativas
Q3628199 Português
Leia o poema a seguir, de Cruz e Souza:

Escárnio Perfumado

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fi m da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
D’uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas – isso dói, me afl ige…

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fi co só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme…

Disponível em https://poemassemerros.wordpress.com/cruz-e-sousa-poemas/. Acesso em 28/08/2025
Na palavra VERME, o elemento mórfi co em destaque classifica-se como: 
Alternativas
Q3627775 Português
O direito ao lazer e os direitos culturais sob uma perspectiva multidisciplinar

José Olímpio Ferreira Neto José
Davi Leite Castro
Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida


     O lazer é um conjunto de ocupações em que o indivíduo se envolve de livre vontade para repousar, para se divertir, recrear, entreter-se ou para desenvolver a sua formação desinteressada, assim como exercer a sua participação social voluntária ou manifestar sua livre capacidade criadora longe do ambiente laboral e de suas obrigações. Apesar de não haver uma consonância para a definição de lazer, é possível dizer que está em oposição ao trabalho, cuja origem está no termo latino tripaliare, um instrumento de tortura composto por três paus que remete a ideia inicial de sofrimento, de sofrer.

    Direito ao lazer, no ordenamento jurídico brasileiro, está esparso e encontra escopo no texto constitucional e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na Constituição Brasileira de 1988, é possível observar o termo lazer no artigo 6º, que trata dos direitos sociais, devendo, assim, estar ao acesso de todos indistintamente, uma vez que é indispensável para assegurar a dignidade da pessoa humana. É preciso destacar ainda, no texto constitucional, o artigo 7º, que trata dos direitos dos trabalhadores, no qual estão assegurados, entre outros direitos, o descanso, as férias, a aposentadoria e, também, o lazer.

    O direito ao lazer é uma matéria intrinsecamente ligada ao Direito do Trabalho, pois, com o processo de urbanização, industrialização e a comunicação de massa, elementos herdados da Revolução Industrial, a discussão sobre o lazer e o seu acesso ganham destaque, pois este é essencial para a vida humana. Os direitos culturais, assim como o direito ao lazer, também têm fulcro na dignidade da pessoa humana e são garantidos pela Constituição, explicitamente no artigo 215.

    Os direitos culturais são aqueles afetos às artes, às memórias coletivas e ao fluxo dos saberes. Esses três grandes grupos representam a fruição de diversas formas de manifestação da cultura, plasmada em equipamentos culturais ou em bens patrimoniais materiais ou imateriais.

    Ao fazer a leitura do texto constitucional, é possível inferir alguns princípios, tais como o princípio do pluralismo cultural e o princípio da universalidade. Ambos garantem o pleno acesso aos bens culturais que têm gênese nos diversos povos que compõem o povo brasileiro. É preciso destacar ainda o princípio da participação popular, que garante a participação da comunidade na salvaguarda dos bens culturais e nas políticas encetadas para o setor. 

   Os entes brasileiros têm responsabilidade na promoção da cultura, garantindo o acesso a todos indistintamente. Muitos desses bens estão dispostos em equipamentos culturais que difundem as variadas expressões, tais como bibliotecas, centros culturais, teatros, museus, cinemas e parques. O estabelecimento desses bens culturais, por meio das políticas intersetoriais, favorece uma valorização dos contextos socioculturais de forma ampla, indo ao encontro das perspectivas de áreas como a Educação Física. Nesse contexto, a Educação Física e outras áreas, como a História ou mesmo o Direito, podem figurar nesses equipamentos para intervir e reforçar a ideia de construção coletiva do prazer e alegria nos momentos e ambientes de lazer, com base nas possibilidades sociais e culturais de determinado grupo/região, de forma a propiciar uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e favorecer a humanização desses seres diante de uma participação cidadã consciente e integrada. [...]

    É possível afirmar que a cultura, em suas várias formas de expressão, é um meio para o lazer e há relações de reciprocidade entre os campos. Os equipamentos culturais presentes em uma cidade podem ser considerados como possibilidades de lazer para seus moradores, pois é uma via onde circulam as artes, as memórias e os saberes. Sendo assim, certamente, também podem ser entendidos como equipamentos de lazer. Dessa forma, pensar em políticas intersetoriais, com agentes de diversas áreas, proporciona um olhar multidisciplinar, garantindo acesso ao lazer e aos bens culturais, assegurando uma formação humana digna e ampla. [...]

    O tempo livre, neste contexto social, aflora no homem a culpa por obtê-lo. Entretanto, para Gaelzer, “o tempo livre é oportunidade; oportunidade é liberdade; liberdade permite eleição, escolha. O valor do tempo livre vai depender do uso que lhe for atribuído”. Assim, carece no homem da sociedade de consumo a consciência diante do seu tempo e de opinar sobre ele, reconhecendo maneiras sadias de saciar suas necessidades de crescimento interior, amadurecimento, sabedoria e felicidade.


Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2021-ago-22/opiniaodireito-lazer-direitos-culturais/. Acesso em: 10 jul. 2025.
Considerando o processo de formação de cada palavra destacada a seguir, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. Em “[...] para desenvolver a sua formação desinteressada [...]” e em “[...] garantindo o acesso a todos indistintamente.”, os termos destacados apresentam prefixos de sentido equivalente.

II. No trecho “[...] o princípio do pluralismo cultural e o princípio da universalidade.”, os termos em destaque apresentam sufixos formadores de nomes.

III. Em “[...] garante a participação da comunidade na salvaguarda dos bens culturais e nas políticas encetadas para o setor.”, o termo destacado formou-se pela aglutinação de dois outros termos já existentes.

IV. Em “[...] favorece uma valorização dos contextos socioculturais de forma ampla, indo ao encontro das perspectivas de áreas como a Educação Física.”, o substantivo em destaque formou-se a partir de uma redução verbal.

V. Em “[...] pensar em políticas intersetoriais, com agentes de diversas áreas, proporciona um olhar multidisciplinar [...]”, os termos destacados estruturaram-se por processos distintos de formação de palavras. 
Alternativas
Q3627728 Português
A palavra "um" pode exercer a função de artigo ou de numeral, dependendo do contexto. A frase que apresenta um numeral cardinal é: 
Alternativas
Q3626985 Português
Assinale a alternativa que identifica corretamente os processos de formação em “aguardente”, “desfazer”, “planalto” e “felizmente”, nessa ordem. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626545 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante, afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey.""Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante, afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey."  

Dependendo do contexto, os vocábulos podem mudar o valor morfológico. Com base nisso, identifique a alternativa em que o termo destacado exerce a mesma função morfológica do termo em destaque no trecho acima.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626534 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Uma nova pesquisa mostra que esses 'heróis anônimos', chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera..."
No que diz respeito às unidades linguísticas presentes no trecho, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626529 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questão.



Quem Tem Amigo Tem Tudo: A Essência da Boa Saúde Mental



Quando alguém me procura para cuidar da sua questão de saúde mental, há três pontos que presto especial atenção: se a pessoa pratica alguma atividade física (qualquer uma), como está a qualidade do sono dela e se ela tem amigos. Esses são os três indicadores, na minha opinião, de que algo vai bem ou mal com aquele paciente. Um número surpreendente de pessoas com problemas de saúde mental me relata não ter amigos, apenas conhecidos. A verdade é que a amizade não é apenas um conforto social; é um pilar imprescindível da nossa saúde mental e bem-estar.


E inúmeras pesquisas vêm demonstrando isso ao longo dos anos. As evidências são claras: ter amigos aumenta a nossa satisfação com a vida e tem sido associado a menores chances de uma pessoa sofrer de depressão e de ansiedade. Mais do que isso, a amizade comprovadamente aumenta a longevidade. Embora a relação não seja direta, estudos demonstram que a amizade diminui a probabilidade de uma pessoa morrer de todas as causas possíveis, entre elas, de uma doença crônica e de problemas cardíacos.


Além disso, amigos nos mantêm mentalmente ativos e, muitas vezes, fisicamente ativos. Basta ver como ter um amigo companheiro de atividade esportiva ajuda a nos mantermos engajados nos treinos.


Para além do impacto positivo na saúde e saúde mental, a amizade é um indicador importante de felicidade e de bem-estar. Curiosamente, algumas pesquisas revelam inclusive que ter amigos é ainda mais significativo na terceira idade. Relacionar-se com amigos nessa fase da vida, mostrou um estudo americano, traz mais efeitos positivos do que os próprios relacionamentos familiares.


Amigos são aqueles que agem como o "grilo falante" do Pinóquio: nem sempre falam algo que queremos ouvir, mas estão ali para orientar, aconselhar e servir como bússola moral em momentos de dúvida. Por fim, as amizades podem desempenhar um papel crucial na recuperação de problemas de saúde mental e, principalmente, ajudar quem está sofrendo a superar a sensação de isolamento que muitas vezes acompanha um diagnóstico psiquiátrico.


Como Fazer Amigos e Mantê-los 


As relações de amizade não nascem nem florescem sem esforço de cada uma das partes. Eis algumas dicas para fazer novas amizades ou aprofundar as que você já tem.


Esteja preparado para ouvir: Nada tem sido tão difícil nesse mundo dominado pelas plataformas digitais do que parar e ouvir o que o outro tem a dizer e acolher as suas dores e angústias. Estar presente para o seu amigo, mesmo que você não se sinta preparado para responder ao desabafo dele, já é um grande passo e um ato de profunda conexão.


Aja com seu amigo do modo como gostaria que ele agisse com você: Esse é o princípio básico do colocar-se no lugar do outro e da empatia − a base de qualquer relação verdadeira.


Consistência é chave: Relações entre amigos exigem o mesmo cuidado que com plantas e animais. É preciso adubar, regar e dar alimento diariamente. Isso não significa que você precise falar com seus amigos todos os dias, mas que talvez seja necessário se fazer presente de forma consistente na vida deles.


No Dia do Amigo, 20 de julho, gostaria de passar a seguinte mensagem: amizades não se tratam de números, de quem tem mais ou menos, mas de cultivar o cuidado genuíno, de deixar-se ser cuidado pelo outro, abrir-se e estar verdadeiramente aberto para o outro.



https://forbes.com.br/coluna/2025/07/quem-tem-amigo-tem-tudo-a-esse ncia-da-boa-saude-mental/ 

"As evidências são claras: ter amigos aumenta a nossa satisfação com a vida e tem sido associado a menores chances de uma pessoa sofrer de depressão e de ansiedade."

Considerando os elementos linguísticos empregados no trecho, identifique a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Nova Mutum - MT Provas: SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Agente Administrativo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Auxiliar de Consultório Dentário | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Auxiliar de Sala | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Auxiliar de Sala/Libras | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutora de Artes - Contação de História e Teatro | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Artes - Corte e Costura | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutora de Artes - Artesanato | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Artes - Desenho e Grafite | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutora de Danças - Gauchescas | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Danças - Mato Grossenses | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Danças | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Danças - Ballet | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor Desportivo Nível Médio - Bicicross (BMX) | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor Desportivo Nível Médio - Judô | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Inclusão Digital | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Informática | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor de Oficina Interativa | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor Musical | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor Musical - Percussão | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor Musical - Teclado, Piano e Viola Caipira | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor Musical - Violão Clássico e Ukulele | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Instrutor Musical - Violão Clássico/ Contra-Baixo e Guitarra | SELECON - 2025 - Prefeitura de Nova Mutum - MT - Técnico em Laboratório |
Q3625931 Português

Leia o texto a seguir:



'Ainda Estou Aqui' é escolhido melhor filme do ano pela crítica internacional


Longa é a primeira produção brasileira a conquistar o prêmio Fipresci



    O longa-metragem "Ainda Estou Aqui" foi eleito o melhor filme do ano pela crítica internacional e recebeu o prestigiado Grand Prix da Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI). Esta é a primeira vez que uma produção brasileira vence o prêmio, concedido por 739 críticos de 75 países.


    Estrelado por Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro, o filme já havia sido coroado com Oscar na categoria Melhor Filme Internacional, o Globo de Ouro de Melhor Atriz e o Leão de Prata de Melhor Roteiro no Festival de Veneza.


    Inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, a produção retrata a história de Eunice Paiva e sua luta após o desaparecimento de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a ditadura militar. A narrativa sensível conquistou público e crítica, acumulando prêmios em dezenas de festivais e premiações ao redor do mundo.


    Responsável por dirigir o longa, Walter Salles receberá o troféu em cerimônia de gala na abertura do Festival de San Sebastian, no dia 19 de setembro.



Fonte: https://odia.ig.com.br/diversao/2025/09/7122760-ainda-estou-aquie-escolhido-melhor-fi lme-do-ano-pela-critica-internacional.html. Acesso em 02/09/2025 

“Estrelado por Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro, o filme já havia sido coroado com Oscar na categoria Melhor Filme Internacional [...]” (2º parágrafo). Nesse trecho, os termos destacados são classificados, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3624586 Português

Leia o texto abaixo e responda às questão. 


TEXTO I


Reflexões de um burro 


8 de abril


Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve-me a impertinência; os gostos não são iguais. 


Entre a grade do jardim da Praça Quinze de novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bonds, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os nossos furavam lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mas tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.


Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que é que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos.


Meia dúzia de curiosos tinham parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente lado da anca. Diga-se a do verdade; não o fez — ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na terra, valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos. 


O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvida que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, más idéias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.


E diria o burro consigo:


“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes de haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quanto ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com idéia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.


“Passando a ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarando os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de Estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses dá minha espécie. Qualquer que seja o regímen, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima, que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia freio, dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês o tílburi ou o apito do bond, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.


“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa tílburi e o namorado à casa da namorada — ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia no bond podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio dele, deixando que me desse tapas e punhadas na cara. Enfim…”


Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam, não seriam menos exemplares que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior? 


Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de novembro, achei o animal já morto.


Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. 



Requiescat in pace.


Machado de Assis – “A Semana” (crônicas 1892-1900) Disponível em: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/01/13/cronica-machado-de-assis-reflexoes-de-um-burro/




Releia:

"Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite." (último parágrafo)

No trecho acima, a palavra destacada exerce a função de:  
Alternativas
Q3624582 Português

Leia o texto abaixo e responda às questão. 


TEXTO I


Reflexões de um burro 


8 de abril


Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve-me a impertinência; os gostos não são iguais. 


Entre a grade do jardim da Praça Quinze de novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bonds, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os nossos furavam lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mas tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.


Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que é que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos.


Meia dúzia de curiosos tinham parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente lado da anca. Diga-se a do verdade; não o fez — ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na terra, valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos. 


O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvida que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, más idéias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.


E diria o burro consigo:


“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes de haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quanto ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com idéia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.


“Passando a ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarando os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de Estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses dá minha espécie. Qualquer que seja o regímen, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima, que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia freio, dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês o tílburi ou o apito do bond, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.


“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa tílburi e o namorado à casa da namorada — ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia no bond podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio dele, deixando que me desse tapas e punhadas na cara. Enfim…”


Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam, não seriam menos exemplares que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior? 


Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de novembro, achei o animal já morto.


Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. 



Requiescat in pace.


Machado de Assis – “A Semana” (crônicas 1892-1900) Disponível em: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/01/13/cronica-machado-de-assis-reflexoes-de-um-burro/




No trecho: “Nunca  dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.”, as palavras destacadas pertencem, respectivamente, às seguintes classes gramaticais:

Assinale a alternativa CORRETA.  
Alternativas
Respostas
2781: D
2782: A
2783: D
2784: A
2785: A
2786: A
2787: C
2788: D
2789: D
2790: C
2791: C
2792: C
2793: B
2794: B
2795: A
2796: A
2797: E
2798: B
2799: A
2800: B