Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3645818 Português

A tira a seguir serve de referência para a questão.


Q35_36.png (368×437)


Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMxLZfjORNZ/?img_index=3. Acesso em: 31 jul. 2025.

Sobre a análise linguística do texto, É CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3644944 Português
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Honestidade


    O tema da honestidade tem sido abordado transversalmente dentro dos estudos sobre moral e ética, de Sócrates a Platão. O filósofo alemão Immanuel Kant, já na era moderna, vinculou o conceito a uma esfera maior, de organização da sociedade, em que a honestidade está associada ao respeito ao que é particular, público e coletivo. Assim, ser honesto é “praticar o que é racionalmente correto ainda que ninguém esteja observando” e “preservar-se dos conflitos de interesses para não se deixar contaminar pelas tentações individuais”, como definiu Patrícia Elisabeth Ferreira em sua dissertação de mestrado apresentada à faculdade na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em 2018.

    A honestidade é um valor partilhado. Ou seja: o modo como o outro a exerce (ou não) impacta mais as pessoas do que se imagina. É o que a psicologia define como “intersubjetivação dos valores”, um conceito que estuda fenômenos sociais. Isso significa que quanto mais situações desonestas vivenciamos no dia a dia, mais acreditamos que o ato desonesto compensa.

    Eu tinha 11 anos, ali pelo começo dos anos 2000, quando um técnico da NET ofereceu ao meu pai os canais de tevê por assinatura. Bastava lhe pagar 50 reais, que ele puxaria o fio do apartamento do vizinho e poderíamos assistir a todos os canais sem pagar nada. Meu pai recusou, falou que era errado. Ele já sabia que outros porteiros aceitavam o trambique, mas não quis compactuar. Eu queria assistir aos canais de desenho – Cartoon Network, Fox Kids, Nickelodeon – que tanto ouvia falar quando brincava com outras crianças, filhas de moradores. Meses depois, minha mãe ligou para a Central da NET, escolheu o plano mais barato e o técnico veio instalar corretamente sem puxar fio de nenhum lugar.


Fonte: Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil/. (Fragmento). Data da consulta: 04 jul. 2025.
O título do texto, Honestidade, é um substantivo abstrato, porque:

I- É uma palavra que designa qualidades, sentimentos, ações ou estados dos seres, dos quais se podem abstrair (= separar) e sem os quais não podem existir.
II- É uma palavra que designa seres de existência real ou que a imaginação apresenta como tal.
III- É uma palavra que exprime um conjunto de seres da mesma espécie.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3644942 Português
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Honestidade


    O tema da honestidade tem sido abordado transversalmente dentro dos estudos sobre moral e ética, de Sócrates a Platão. O filósofo alemão Immanuel Kant, já na era moderna, vinculou o conceito a uma esfera maior, de organização da sociedade, em que a honestidade está associada ao respeito ao que é particular, público e coletivo. Assim, ser honesto é “praticar o que é racionalmente correto ainda que ninguém esteja observando” e “preservar-se dos conflitos de interesses para não se deixar contaminar pelas tentações individuais”, como definiu Patrícia Elisabeth Ferreira em sua dissertação de mestrado apresentada à faculdade na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em 2018.

    A honestidade é um valor partilhado. Ou seja: o modo como o outro a exerce (ou não) impacta mais as pessoas do que se imagina. É o que a psicologia define como “intersubjetivação dos valores”, um conceito que estuda fenômenos sociais. Isso significa que quanto mais situações desonestas vivenciamos no dia a dia, mais acreditamos que o ato desonesto compensa.

    Eu tinha 11 anos, ali pelo começo dos anos 2000, quando um técnico da NET ofereceu ao meu pai os canais de tevê por assinatura. Bastava lhe pagar 50 reais, que ele puxaria o fio do apartamento do vizinho e poderíamos assistir a todos os canais sem pagar nada. Meu pai recusou, falou que era errado. Ele já sabia que outros porteiros aceitavam o trambique, mas não quis compactuar. Eu queria assistir aos canais de desenho – Cartoon Network, Fox Kids, Nickelodeon – que tanto ouvia falar quando brincava com outras crianças, filhas de moradores. Meses depois, minha mãe ligou para a Central da NET, escolheu o plano mais barato e o técnico veio instalar corretamente sem puxar fio de nenhum lugar.


Fonte: Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil/. (Fragmento). Data da consulta: 04 jul. 2025.
Assinale a alternativa na qual o plural de todas as palavras está grafado CORRETAMENTE. 
Alternativas
Q3644940 Português
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Honestidade


    O tema da honestidade tem sido abordado transversalmente dentro dos estudos sobre moral e ética, de Sócrates a Platão. O filósofo alemão Immanuel Kant, já na era moderna, vinculou o conceito a uma esfera maior, de organização da sociedade, em que a honestidade está associada ao respeito ao que é particular, público e coletivo. Assim, ser honesto é “praticar o que é racionalmente correto ainda que ninguém esteja observando” e “preservar-se dos conflitos de interesses para não se deixar contaminar pelas tentações individuais”, como definiu Patrícia Elisabeth Ferreira em sua dissertação de mestrado apresentada à faculdade na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em 2018.

    A honestidade é um valor partilhado. Ou seja: o modo como o outro a exerce (ou não) impacta mais as pessoas do que se imagina. É o que a psicologia define como “intersubjetivação dos valores”, um conceito que estuda fenômenos sociais. Isso significa que quanto mais situações desonestas vivenciamos no dia a dia, mais acreditamos que o ato desonesto compensa.

    Eu tinha 11 anos, ali pelo começo dos anos 2000, quando um técnico da NET ofereceu ao meu pai os canais de tevê por assinatura. Bastava lhe pagar 50 reais, que ele puxaria o fio do apartamento do vizinho e poderíamos assistir a todos os canais sem pagar nada. Meu pai recusou, falou que era errado. Ele já sabia que outros porteiros aceitavam o trambique, mas não quis compactuar. Eu queria assistir aos canais de desenho – Cartoon Network, Fox Kids, Nickelodeon – que tanto ouvia falar quando brincava com outras crianças, filhas de moradores. Meses depois, minha mãe ligou para a Central da NET, escolheu o plano mais barato e o técnico veio instalar corretamente sem puxar fio de nenhum lugar.


Fonte: Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil/. (Fragmento). Data da consulta: 04 jul. 2025.
Atente ao fragmento a seguir e responda ao que se pede. “A honestidade é um valor partilhado. Ou seja: o modo como o outro a exerce (ou não) impacta mais as pessoas do que se imagina” (2º parágrafo). Todas as palavras sublinhadas: 
Alternativas
Q3644939 Português
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Honestidade


    O tema da honestidade tem sido abordado transversalmente dentro dos estudos sobre moral e ética, de Sócrates a Platão. O filósofo alemão Immanuel Kant, já na era moderna, vinculou o conceito a uma esfera maior, de organização da sociedade, em que a honestidade está associada ao respeito ao que é particular, público e coletivo. Assim, ser honesto é “praticar o que é racionalmente correto ainda que ninguém esteja observando” e “preservar-se dos conflitos de interesses para não se deixar contaminar pelas tentações individuais”, como definiu Patrícia Elisabeth Ferreira em sua dissertação de mestrado apresentada à faculdade na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em 2018.

    A honestidade é um valor partilhado. Ou seja: o modo como o outro a exerce (ou não) impacta mais as pessoas do que se imagina. É o que a psicologia define como “intersubjetivação dos valores”, um conceito que estuda fenômenos sociais. Isso significa que quanto mais situações desonestas vivenciamos no dia a dia, mais acreditamos que o ato desonesto compensa.

    Eu tinha 11 anos, ali pelo começo dos anos 2000, quando um técnico da NET ofereceu ao meu pai os canais de tevê por assinatura. Bastava lhe pagar 50 reais, que ele puxaria o fio do apartamento do vizinho e poderíamos assistir a todos os canais sem pagar nada. Meu pai recusou, falou que era errado. Ele já sabia que outros porteiros aceitavam o trambique, mas não quis compactuar. Eu queria assistir aos canais de desenho – Cartoon Network, Fox Kids, Nickelodeon – que tanto ouvia falar quando brincava com outras crianças, filhas de moradores. Meses depois, minha mãe ligou para a Central da NET, escolheu o plano mais barato e o técnico veio instalar corretamente sem puxar fio de nenhum lugar.


Fonte: Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/vale-a-pena-ser-honesto-no-brasil/. (Fragmento). Data da consulta: 04 jul. 2025.
Leia com atenção cada um dos enunciados abaixo e, em seguida, responda ao que se pede. Apartir deste contexto, à luz dos conceitos de classes gramaticais, analise as assertivas a seguir.

I- Em “Isso significa que quanto mais situações desonestas vivenciamos no dia a dia, mais acreditamos que o ato desonesto compensa” (2º parágrafo), as palavras sublinhadas se classificam morfologicamente, na sequência, como pronome e adjetivo.
II- Em “Assim, ser honesto é “praticar o que é racionalmente correto ainda que ninguém esteja observando” (1º parágrafo), as palavras sublinhadas se classificam morfologicamente, na sequência, como conjunção e verbo.
III- “O filósofo alemão Immanuel Kant, já na era moderna, vinculou o conceito a uma esfera maior” (1º parágrafo), as palavras sublinhadas se classificam morfologicamente, na sequência, como substantivo próprio e verbo.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3644702 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I – As formigas, de Lygia Fagundes Telles


(...)

Ficamos olhando a trilha rapidíssima, tão apertada que nela não caberia sequer um grão de poeira. Pulei-a com o maior cuidado quando fui esquentar o chá. Uma formiguinha desgarrada (a mesma daquela noite?) sacudia a cabeça entre as mãos. Comecei a rir e tanto que se o chão não estivesse ocupado, rolaria por ali de tanto rir. Dormimos juntas na minha cama. Ela dormia ainda quando saí para a primeira aula. No chão, nem sombra de formiga, mortas e vivas desapareciam com a luz do dia.

Voltei tarde essa noite, um colega tinha se casado e teve festa. Vim animada, com vontade de cantar, passei da conta. Só na escada é que me lembrei: o anão. Minha prima arrastara a mesa para a porta e estudava com o bule fumegando no fogareiro.

— Hoje não vou dormir, quero ficar de vigia — ela avisou.

O assoalho ainda estava limpo. Me abracei ao urso.

— Estou com medo.

Ela foi buscar uma pílula para atenuar minha ressaca, me fez engolir a pílula com um gole de chá e ajudou a me despir.

— Fico vigiando, pode dormir sossegada. Por enquanto não apareceu nenhuma, não está na hora delas, é daqui a pouco que começa. Examinei com a lupa debaixo da porta, sabe que não consigo descobrir de onde brotam?

Tombei na cama, acho que nem respondi. No topo da escada o anão me agarrou pelos pulsos e rodopiou comigo até o quarto.

Acorda, acorda! Demorei para reconhecer minha prima que me segurava pelos cotovelos. Estava lívida. E vesga.

— Voltaram — ela disse.

Apertei entre as mãos a cabeça dolorida.

— Estão aí?

Ela falava num tom miúdo, como se uma formiguinha falasse com sua voz.

— Acabei dormindo em cima da mesa, estava exausta.

Quando acordei, a trilha já estava em plena movimentação.

Então fui ver o caixotinho, aconteceu o que eu esperava...


Fonte: TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. In: Seminário dos Ratos: contos. p. 15-16. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
No trecho “rolaria por ali de tanto rir”, o verbo “rolaria” está flexionado no:
Alternativas
Q3644607 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras constituem casos de derivação parassintética stricto sensu (isto é, a retirada de apenas um dos afixos impede a formação de palavra corrente no português atual).
Alternativas
Q3644268 Português
Microplásticos por toda parte

O plástico é uma das invenções humanas mais presente em nosso dia a dia. Copos, garrafas, sacolas, aparelhos eletrônicos e até roupas são alguns dos incontáveis produtos feitos de plástico ou que contêm esse material como um de seus componentes principais.

Muitos desses produtos são descartáveis e compõem grande parte do lixo que produzimos diariamente. Toda essa poluição que vemos por aí é, sem dúvida, uma grande ameaça à natureza, isso porque o plástico pode levar até 500 anos para se decompor.

Essa conversa fica ainda mais preocupante quando descobrimos que há um tipo de plástico bem pequeno e que, apesar do tamanho, causa grandes problemas ambientais − o microplástico!

(https://chc.org.br/artigo/microplasticos-por-toda-parte/)
"O plástico é uma das invenções humanas mais presente em nosso dia a dia. Copos, garrafas, sacolas, aparelhos eletrônicos e até roupas são alguns dos incontáveis produtos feitos de plástico ou que contêm esse material como um de seus componentes principais."
Analise as afirmativas relacionadas aos vocábulos do trecho e marque a alternativa incorreta:
Alternativas
Q3643981 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que os alienígenas provavelmente existem — mas não vão nos visitar tão cedo


Olhe para o céu à noite, pontilhado de aglomerados de estrelas e se pergunte: estamos realmente sozinhos em um universo tão vasto para ser compreendido completamente?


Provavelmente não. A Terra é um ponto minúsculo em um mar gigante de bilhões de outros pontos. Como poderíamos ser a única forma de vida nesta ou em qualquer outra vizinhança cósmica?


O que sabemos sobre a vida fora do ambiente perfeitamente regulado que é a Terra?


Muitos especialistas dizem que, mesmo sem evidências sólidas sobre a existência de alienígenas, temos que concluir que eles existem.


Os cientistas estão constantemente descobrindo planetas orbitando essas estrelas, também conhecidos como exoplanetas.


"Estamos bastante convencidos de que existe vida lá fora", disse a cientista do espaço Maggie Aderin-Pocock.


"É puramente uma questão de números. É probabilidade."


A tecnologia que temos hoje nos permite examinar esses exoplanetas em detalhes.


Cientistas conseguem ver a composição química desses corpos celestiais que orbitam as estrelas usando telescópios poderosos para analisar a composição química da luz estelar que os atravessa. Isso é chamado de espectroscopia.


O importante é encontrar uma composição química semelhante à composição da Terra — o que significaria que existe, em algum lugar, talvez a milhares de anos-luz de distância, um ambiente capaz de sustentar uma forma de vida parecida com a nossa.


Os sinais são encorajadores. "Nós conhecemos centenas de planetas potencialmente habitáveis", afirma Tim O'Brien, professor de Astrofísica da Universidade de Manchester.


"É quase certo que, dentro da próxima década, ou próximo disso, iremos descobrir um planeta que talvez até mostre indícios potenciais de vida."


Mais evidências têm sido encontradas aqui na Terra. Organismos vivos foram descobertos em locais antes considerados muito hostis para abrigar qualquer forma de vida — sem acesso à luz solar ou ao calor, por exemplo, nas fossas mais profundas dos nossos oceanos.


No passado, acreditava-se que a vida só poderia existir em um planeta que estivesse a uma certa distância de sua estrela local (devido aos níveis de radiação).


Encontrar vida na Terra prosperando em lugares onde não era considerado possível abriu os olhos dos cientistas para a possibilidade de que luas — e não apenas planetas — possam ser capazes de sustentar vida.


Isso não significa que elas abrigariam os estereotipados seres verdes alienígenas do imaginário popular, apenas que a vida lá é possível.


Especialistas alertam que embora haja chances bem altas de existir vida lá fora, é difícil — talvez impossível —, hoje, saber se é uma vida inteligente.


"Durante grande parte da história da vida na Terra, a vida era muito simples. Na verdade, foram bilhões de anos de vida bacteriana", explica O'Brien.


E foi uma série de eventos que levou ao desenvolvimento da vida multicelular no nosso planeta.


Para que uma vida alienígena faça contato, ela precisa ser fisicamente e tecnologicamente avançada.


Visitantes esperados?


Se não estamos sozinhos, isso significa que devemos esperar a visita de uma vida alienígena? É complicado.


É difícil acreditar que nenhuma forma de vida jamais tenha chegado ao ponto de poder viajar por distâncias interestelares. Então, até onde sabemos, por que isso ainda não aconteceu?


"Nosso maior problema é que temos apenas um exemplo de vida, e essa vida é a vida neste planeta", diz Aderin-Pocock.


Mas isso provavelmente não é um modelo para outros lugares no universo.


"Se você vive perto de uma estrela que é muito ativa, você pode viver abaixo do solo... isso não significa que não haja vida inteligente lá fora, mas você pode não ter formas de transmissão porque vive abaixo da superfície."


Ou poderia simplesmente ser o fato de não falarmos a mesma língua, cientificamente, é claro.


"Nos acostumamos a usar radiotelescópios para detectar sinais de civilizações extraterrestres desde 1960", diz O'Brien.


Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma forma de vida poderia enviar sinais, que nunca poderíamos ouvir algo de volta.


E mesmo que estejamos na mesma sintonia que outra vida no universo, poderia levar milhares de anos para as mensagens serem transmitidas e então respondidas, diante das grandes distâncias envolvidas.


Por meio de um novo projeto chamado Breakthrough Listen, da Universidade da Califórnia, cientistas estão buscando um milhões das estrelas mais próximas na esperança de se comunicar com algo que seja capaz de enviar mensagens de volta à Terra.


Eles também estão observando estrelas que estão no centro da Via Láctea, a 25 mil anos-luz de distância.


Isso significa que uma mensagem enviada por uma dessas estrelas precisaria viajar por aproximadamente 25 mil anos antes de nos alcançar.


Então, se há vida alienígena lá fora, pode levar milhares de anos até que tenhamos alguma notícia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c36j38r7gexo
"Mais evidências têm sido encontradas aqui na Terra. Organismos vivos foram descobertos em locais antes considerados muito hostis para abrigar qualquer forma de vida."

As formas nominais 'encontradas' e 'descobertos' estão corretamente flexionadas, de acordo com os substantivos que acompanham, assim como ocorre nos enunciados a seguir, EXCETO:
Alternativas
Q3643122 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada estabelece relação de sentido de finalidade.
Alternativas
Q3642447 Português
Amor ao fracasso

Publicado em 15/03/2017 - 00:05
Por Arnaldo Jabor


Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente, o ‘abismo’ é um desejo secreto.

     Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Se já perdemos, para que lutar?

     Sempre que há uma crise ou uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: “Eu não avisei? Não adianta tentar que sempre dá tudo errado”...

     Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a plateia. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise econômica, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

    Temos a velha crença colonial de que nossa vida é um conto do vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

    O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.

    Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do País é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar.

    O fracasso é uma vitória para muitos. “Não fui eu que fracassei; foi o governo, o neoliberalismo, sei lá.” Nossos heróis todos fracassaram. 

    Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas lhes dão uma aura de martírio e santidade. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

     “Seja marginal, seja herói.” O fracasso é legal, a vitória é careta. A vitória dá culpa; o fracasso é um alívio.

     A crise, a catástrofe têm um sabor de “revolução”. É como se a explosão “revelasse” algo, uma tempestade de merda purificadora – depois de tudo arrasado, a pureza renasceria do zero.

     Agora, com a denúncia da Odebrecht, a denúncia do fim do mundo, não há mais o que analisar, o que prever, o que vai acontecer... Temos de nos calar diante do inenarrável. Estamos sem palavras diante da mais louca crise institucional que já vimos. Os escândalos “parecem” acontecimentos.

    A Lava Jato foi nosso grande ‘acontecimento’. Mas, agora, que a luta contra a corrupção já aconteceu, é preciso que as descobertas, as condenações levem a algum outro lugar além da moralidade pública, além da sensação de purificação da política. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é moral. Assim, muitos lutam pela moral, mas são contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lava Jato tem de ser o começo da mudança de uma estrutura burocrática feita para dar errado sempre.

     Não nos esqueçamos que o Atraso é um desejo, não um acidente de percurso.

     Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente no passado, o ‘abismo’, o brejo para nós são um desejo secreto. Há a esperança inconsciente de que do fundo do caos surja uma solução divina. Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta, que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou, recentemente, ao fim da história.

    Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

     Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da “zona” geral. O Brasil é visto como um grande bode sem solução, para a felicidade dos velhos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. Recebe um rótulo de neoliberal ou reacionário na hora. Não ocorre aos velhos comunas que pessoas possam evoluir politicamente, buscando soluções pragmáticas, mais possíveis. Não; é um dogma. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver incompetência. A Academia cultiva o insolúvel como uma flor. “Qual a solução para o Brasil?”, perguntam. Mas a própria ideia de ‘solução’ é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte de uma pessoa ou de um país é a solução.

    Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é ingênua; a desconfiança é sábia: “Aí tem dente de coelho, alguma ele fez...”.

   Jamais perdoaram o FHC por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à ‘realpolitik’ da socialdemocracia.

    Foi queimado como traidor pela gangue de canalhas e ignorantes. Foi um dos maiores erros da chamada ‘esquerda’, talvez a maior perda de oportunidade da história. Foi aí que o PT iniciou sua rota para o nada.

    Agora, temos o ridículo fenômeno do ‘Fora Temer’, o mantra dos imbecis, que não conseguem entender que nosso problema é econômico – se o Temer pusesse o demônio no Congresso, valeria a pena.

    Se as reformas da Previdência e trabalhista e fiscal não forem feitas, bye bye Brazil...

     Repito o assessor do Clinton, James Carville: “Trata-se da Economia, estúpidos!”.

    As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de “esquerda”). Mas a burrice é uma força da natureza.

    Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Manifestações populares, panelas batendo, bandeiras brasileiras. Tudo bem, mas o que fazer estruturalmente? Além das reformas óbvias, ninguém sabe nada.

   Aliás, acho que estávamos precisando mesmo de um beco sem saída. Ele está chegando.

    Ninguém sabe o que vai acontecer. Se o governo Temer não conseguir reformar o Estado, será o primeiro grande trauma que os privilegiados sentirão. Os miseráveis já estão acostumados
No trecho “O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.” , o termo em destaque é formado por uma composição. Assinale a alternativa em que há um vocábulo o qual é formado pelo mesmo processo vocabular.
Alternativas
Q3642441 Português
Amor ao fracasso

Publicado em 15/03/2017 - 00:05
Por Arnaldo Jabor


Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente, o ‘abismo’ é um desejo secreto.

     Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Se já perdemos, para que lutar?

     Sempre que há uma crise ou uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: “Eu não avisei? Não adianta tentar que sempre dá tudo errado”...

     Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a plateia. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise econômica, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

    Temos a velha crença colonial de que nossa vida é um conto do vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

    O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.

    Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do País é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar.

    O fracasso é uma vitória para muitos. “Não fui eu que fracassei; foi o governo, o neoliberalismo, sei lá.” Nossos heróis todos fracassaram. 

    Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas lhes dão uma aura de martírio e santidade. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

     “Seja marginal, seja herói.” O fracasso é legal, a vitória é careta. A vitória dá culpa; o fracasso é um alívio.

     A crise, a catástrofe têm um sabor de “revolução”. É como se a explosão “revelasse” algo, uma tempestade de merda purificadora – depois de tudo arrasado, a pureza renasceria do zero.

     Agora, com a denúncia da Odebrecht, a denúncia do fim do mundo, não há mais o que analisar, o que prever, o que vai acontecer... Temos de nos calar diante do inenarrável. Estamos sem palavras diante da mais louca crise institucional que já vimos. Os escândalos “parecem” acontecimentos.

    A Lava Jato foi nosso grande ‘acontecimento’. Mas, agora, que a luta contra a corrupção já aconteceu, é preciso que as descobertas, as condenações levem a algum outro lugar além da moralidade pública, além da sensação de purificação da política. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é moral. Assim, muitos lutam pela moral, mas são contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lava Jato tem de ser o começo da mudança de uma estrutura burocrática feita para dar errado sempre.

     Não nos esqueçamos que o Atraso é um desejo, não um acidente de percurso.

     Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente no passado, o ‘abismo’, o brejo para nós são um desejo secreto. Há a esperança inconsciente de que do fundo do caos surja uma solução divina. Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta, que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou, recentemente, ao fim da história.

    Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

     Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da “zona” geral. O Brasil é visto como um grande bode sem solução, para a felicidade dos velhos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. Recebe um rótulo de neoliberal ou reacionário na hora. Não ocorre aos velhos comunas que pessoas possam evoluir politicamente, buscando soluções pragmáticas, mais possíveis. Não; é um dogma. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver incompetência. A Academia cultiva o insolúvel como uma flor. “Qual a solução para o Brasil?”, perguntam. Mas a própria ideia de ‘solução’ é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte de uma pessoa ou de um país é a solução.

    Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é ingênua; a desconfiança é sábia: “Aí tem dente de coelho, alguma ele fez...”.

   Jamais perdoaram o FHC por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à ‘realpolitik’ da socialdemocracia.

    Foi queimado como traidor pela gangue de canalhas e ignorantes. Foi um dos maiores erros da chamada ‘esquerda’, talvez a maior perda de oportunidade da história. Foi aí que o PT iniciou sua rota para o nada.

    Agora, temos o ridículo fenômeno do ‘Fora Temer’, o mantra dos imbecis, que não conseguem entender que nosso problema é econômico – se o Temer pusesse o demônio no Congresso, valeria a pena.

    Se as reformas da Previdência e trabalhista e fiscal não forem feitas, bye bye Brazil...

     Repito o assessor do Clinton, James Carville: “Trata-se da Economia, estúpidos!”.

    As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de “esquerda”). Mas a burrice é uma força da natureza.

    Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Manifestações populares, panelas batendo, bandeiras brasileiras. Tudo bem, mas o que fazer estruturalmente? Além das reformas óbvias, ninguém sabe nada.

   Aliás, acho que estávamos precisando mesmo de um beco sem saída. Ele está chegando.

    Ninguém sabe o que vai acontecer. Se o governo Temer não conseguir reformar o Estado, será o primeiro grande trauma que os privilegiados sentirão. Os miseráveis já estão acostumados
A coesão tece a estrutura de um texto a fim de conceber um bom entendimento do leitor. Logo, as estruturas textuais têm como base o princípio da coesão e da coerência. Assinale a alternativa em que indica o correto valor da conjunção em destaque:
Se já perdemos, para que lutar?” 
Alternativas
Q3641550 Português
Quanto à classe gramatical das palavras em destaque nas sentenças.

I. Dirigi-me devagar ao hospital.
II. Curiosamente, o casal desapareceu durante a trilha.
III. Após cinco meses de tratamento, foi curada da doença.
IV. Isso até que é um bom hábito.

é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3641549 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
Considere as classificações de “simples”, “composto”, “comum” e “próprio” para os substantivos I. “voz” e II. “aflição”, que ocorrem no texto. Conforme essas categorias, a classificação correta dos substantivos dados é:
Alternativas
Q3641546 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
Em relação aos verbos “correr” e “chorar”, em “Ela saiu daqui correndo e chorando”, é correto afirmar:
Alternativas
Q3640919 Português
Texto CG1A1


      O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

      O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

    Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

   Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

   Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

    O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.


Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo. Internet: (com adaptações)  
Julgue os itens a seguir, em relação ao valor semântico de certos termos no texto CG1A1.

I A preposição “com” indica modo nos trechos “com precisão e eficiência” (final do segundo parágrafo) e “com mais clareza” (final do quarto parágrafo).
II O advérbio “ainda” indica inclusão em “ainda parece inacessível” (primeiro período do quinto parágrafo).
III A preposição “entre”, no trecho “entre eles e o público geral” (terceiro período do quinto parágrafo), indica proximidade.

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3638501 Português
        O cérebro humano, assim como o restante do organismo, é formado por bilhões de células. Cada tipo de célula tem uma função específica, mas todas elas são perfeitamente sincronizadas e conectadas. É possível comparar o cérebro com um daqueles relógios antigos com centenas de engrenagens trabalhando em uníssono para fornecer a hora certa. O nosso cérebro é composto de duas metades, ou hemisférios cerebrais. Mas, ao contrário do que pode parecer, não se trata de duas estruturas isoladas e independentes.

        Os dois hemisférios são extraordinariamente conectados por uma espécie de “cabeamento” que faz a comunicação entre eles. Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro. Esta organização permite realizar e coordenar todas as funções próprias do sistema nervoso. E, para isso, os hemisférios dividem o seu trabalho.

        É neste ponto que começa o mito de que o cérebro é dividido em duas metades e que, dependendo do lado que mais usarmos, teremos esta ou aquela habilidade. É a chamada teoria do hemisfério dominante. De acordo com essa teoria, se você for bom em matemática, linguagem ou lógica, por exemplo, é porque o seu hemisfério esquerdo é o dominante. E, se você for uma pessoa artística, com vocação para a pintura ou a música, o hemisfério dominante é o direito.

        Esta teoria classifica erroneamente as pessoas em dois tipos: as objetivas, racionais e analíticas, de um lado; e as passionais, sonhadoras e criativas, de outro. Na verdade, não existe um hemisfério dominante. Há inúmeros estudos neste campo da ciência. Os resultados das análises deixam claro que todos nós usamos os dois hemisférios igualmente, embora a atividade registrada em cada um deles dependa “do que estivermos fazendo”. Os estudos também demonstraram que o lado do cérebro utilizado para uma determinada atividade pode não ser o mesmo para todas as pessoas e, ainda, que há variações entre os indivíduos em relação a qual área ou metade do cérebro é empregada para uma ação específica.

        Apesar dos inúmeros estudos existentes sobre o tema, o mito do hemisfério dominante ainda está muito presente hoje em dia. Isso se deve, em parte, porque ainda existem muitos aspectos desconhecidos sobre o funcionamento do cérebro humano.

Internet:<bbc.com>  (com adaptações).

De acordo com a estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item a seguir.


O numeral “200”, no período “Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro.”, tem, no texto, flexão feminina, de forma que o trecho de que faz parte deve ser lido da seguinte forma: duzentas milhões de fibras nervosas.

Alternativas
Q3638327 Português
        Ao longo de milênios os homens e os animais aperfeiçoaram os modos de se proteger de variadas ocorrências que poderiam dar‑lhe desconfortos, problemas físicos, desamparo ou prejuízos no cotidiano. Desde as cavernas até os edifícios de muitos andares, passando por habitações individuais, os abrigos sempre foram os refúgios contra intempéries ou animais ferozes, fazendo com que as pessoas se considerassem seguras ou a salvo de agressões, do frio congelante ou outros eventos previsíveis ou de cunho sazonal.

        A necessidade de moradia faz da casa uma necessidade dos habitantes de qualquer cidade contemporânea. O problema poderá ser mais perceptível em grandes aglomerados, as metrópoles, onde a periferia urbana se estende pelo território que, devido à ocupação desenfreada, não enseja a mesma velocidade por parte dos governantes para atender a aspiração de habitações. Também nesse sentido, não se notam programas que venham atender essa demanda, o que faz com que muitos optem pelo abrigo improvisado sob viadutos ou à margem de grandes rodovias ou dos principais eixos de circulação, onde os trabalhadores esperam o transporte para se deslocar para o trabalho nas primeiras horas da manhã ou para o retorno à casa no fim do dia.

Aldo Paviani. Preservar abrigos é necessidade dos seres vivos.
Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


Na oração “para se deslocar para o trabalho nas primeiras horas da manhã” (terceiro período do segundo parágrafo) os dois usos da palavra “para” são semanticamente distintos.

Alternativas
Q3638076 Português
        O nome atribuído às línguas não é uma definição aleatória. As línguas precisam ser nomeadas para poder existir. Línguas são batizadas a partir do momento histórico em que é necessário afirmar sua posição ou conferir identidade aos seus falantes. Assim, a língua dos portugueses chamamos português. Além disso, territórios etnicamente diversos podem apresentar línguas que se relacionam com as populações ali pertencentes. Desse modo, à língua falada no País de Gales dá‑se o nome de galês, e a língua mais falada no sudeste da China chamamos cantonês.

        Parece simples, mas nem tanto. Há diferentes modelos de povoação linguística, que representam a complexidade dos modelos de povoação humana. Mas o que todas as línguas naturais conhecidas compartilham é justamente o fato de servirem à comunicação de seus falantes e terem, por isso, um nome. No que se refere ao Brasil, a língua majoritariamente utilizada em seu vasto território é a que se costumou chamar português. Usar o português no Brasil é fruto de uma herança de colonização e dominação de Portugal, país cuja língua tem esse mesmo nome.

        O português falado no Brasil e o utilizado em Portugal não compartilham as mesmas características. Diferenciam‑se em relação ao vocabulário, à maneira de falar e de entoar as frases, à posição das palavras na frase e assim por diante. Convém questionar, portanto, no que se refere à nomenclatura, se seria necessário modificar o nome pelo qual a língua falada no Brasil é chamada. Há quem continue se referindo a ela tão somente como “português”. Outros propõem o uso consciente de “português brasileiro”, com nome e sobrenome. Já alguns poucos assumiram uma postura mais diferente de chamar “brasileiro” a língua utilizada no Brasil. 

        Chamar apenas “português”, na perspectiva histórica da língua, é um anacronismo. Não corresponde aos fatos históricos. Desconsidera as noções de desenvolvimento independente e contínuo que a língua portuguesa teve no Brasil, especialmente após o século XIX. Chamar apenas de “brasileiro” também evidencia anacronismo. Desconsidera toda a herança linguística trazida para o Brasil, que é inegavelmente portuguesa. O nome “português brasileiro” representa ruptura e continuidade. É um nome apropriado não apenas nos contextos de pesquisa acadêmica, mas uma importante ferramenta para que os falantes se reconheçam diante de sua língua.

OLIVEIRA JUNIOR, R. Português ou brasileiro – qual é o nome da nossa
língua? Revista Roseta, v. 5. n. 1, 2022. Abralin, 2022.
Internet:<roseta.org.br>  (com adaptações).

Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte. 


Na oração “se seria necessário, a palavra “se” classifica‑se como uma conjunção com significado condicional.

Alternativas
Q3634222 Português
Tecnologia e sustentabilidade: uma aliança para o futuro


Por Rachel Maia

Q1_10.png (684×548)
Q1_10_.png (677×96)


(Disponível em: https://exame.com/colunistas/rachel-maia/ultimas-noticias/ - texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre aspectos relacionados à formação de palavras e à fonologia, analise as assertivas abaixo sobre algumas palavras presentes no texto e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

I. O vocábulo "inadequado" possui um prefixo que expressa negação.
II. Em "ciclo" e "carbono", observa-se a ocorrência de encontros consonantais.
III. A palavra "tóxico" tem o mesmo número de letras e fonemas.

Quais estão corretas?
Alternativas
Respostas
2741: E
2742: D
2743: C
2744: B
2745: A
2746: E
2747: A
2748: A
2749: B
2750: C
2751: A
2752: D
2753: C
2754: B
2755: D
2756: A
2757: E
2758: C
2759: E
2760: D