Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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I- No primeiro verso, o termo “mesmo” foi usado com ideia de concessão.
II- No terceiro e quartos versos, nota-se a formação de paralelismo sintático.
III- No penúltimo verso, o termo “que” foi usado como pronome relativo.
IV- No último verso, o verbo “decidir” foi substantivado pelo artigo “o”.
V- No quinto verso, o termo “porque” foi usado como uma conjunção.
Estão CORRETAS as afirmativas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os planos da Nasa para mandar humanos à Lua pela primeira vez em 50 anos em 2026
A Nasa pretende enviar quatro astronautas em uma missão de dez dias ao redor da Lua já em fevereiro de 2026, antecipando o prazo inicial e marcando o retorno de seres humanos ao espaço profundo após 50 anos. A Artemis II, segunda etapa do programa Artemis, tem como objetivo testar sistemas essenciais para futuras missões com pouso lunar e preparar o caminho para uma presença humana duradoura na superfície.
A missão levará Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, a cerca de 9,2 mil quilômetros além da Lua, tornando-os os primeiros a ultrapassar a órbita baixa da Terra desde 1972. A cápsula Orion servirá de habitação durante a viagem, sendo lançada pelo foguete SLS. Após a separação dos estágios iniciais e a verificação dos sistemas, será realizada a injeção translunar, que colocará a nave em rota para a Lua.
Durante o percurso, a tripulação executará manobras de aproximação simuladas, fundamentais para futuras operações de acoplamento com módulos de pouso lunar. Essas etapas são essenciais para garantir a precisão e a segurança nas próximas missões que pretendem estabelecer presença humana na superfície lunar, funcionando como um ensaio geral para as operações que serão realizadas em missões posteriores.
Durante a jornada, os astronautas farão também experimentos biológicos para estudar os efeitos da microgravidade e da radiação no organismo humano. Após passarem pela Lua, retornarão à Terra e enfrentarão a etapa mais arriscada: a reentrada atmosférica e o pouso no oceano próximo à Califórnia.
O sucesso da Artemis II será fundamental para o cronograma da Artemis III, planejada para pousar na Lua. A missão também dependerá do desenvolvimento da nave Starship, da SpaceX, ainda em fase de testes para alcançar voos orbitais e transportar astronautas à superfície lunar.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8xrd4dz9kno.adaptado.
O vocábulo destacado é constituído pelo processo de formação de palavras denominado:
I.O substantivo 'pessoas' tem o coletivo em 'multidão'.
II.Os vocábulos 'limitações', 'processo' e 'dia' são substantivos masculinos que podem ser flexionados no plural.
III.Os vocábulos 'físicas', ''diferente' e 'único' são adjetivos que caracterizam substantivos de significados diferentes.
IV.O vocábulo 'coisas' é um substantivo simples e concreto.
Estão corretas:
A exploração __________ dos recursos naturais e o uso __________ do ambiente têm resultado em problemas como poluição, queimadas e mudanças climáticas.
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente os espaços em branco no enunciado acima, na mesma ordem.
“Mais de duzentas mil pessoas assistiram à primeira vitória do corredor da Fórmula 1 no autódromo.”
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Meu coração
No fim, desculpe a literatura, é tudo entre nós e o nosso coração. Depois do dito e do feito, depois da paixão e da razão, depois da vida das células e da vida social e da vida cívica e das idas e das voltas, e da História e da biografia, e do que os outros fizeram conosco e nós fizemos com os outros, é tudo entre nós e ele. Segundos fora. Nós e ele. A única conversa que vale, a única intimidade que conta. O coração não tem nada a ver com nada, fora a sístole e a diástole e a sua fisiologia medíocre. Ele nem nos daria conversa, se não dependesse de nós, se não precisasse da embalagem, dos terminais e de alguém que cuide dele. Tudo que lhe atribuem, do mais romântico ao mais calhorda, é falso. Trata-se de um mero músculo, e de um músculo egoísta, que só quer saber da sua própria sobrevivência. Da qual, por uma cruel coincidência, depende a nossa.
Fala-se do “time do coração”. Mentira. O coração não tem time. O coração não se interessa por futebol. Só hoje, por exemplo, o meu se deu conta de onde estava. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele, desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações. Para onde eu o tinha trazido? Expliquei. A França, a Copa, o Brasil, os jogos, a beleza dos jogos...
Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos. Ele não tem nenhum senso estético. Quis saber que história era aquela de morte súbita.
— É uma maneira nova de decidir as partidas que acabam empatadas. Há uma prorrogação e quem marcar o primeiro gol ganha.
Meu coração não quis acreditar.
— Quer dizer que, se esse time pelo qual você torce, como é mesmo o nome?
— Brasil.
— Quer dizer que, se o Brasil empatar com algum outro time, tem prorrogação com morte súbita?
— É...
— Você sabia disso quando me trouxe para cá?
— Sabia.
— Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso? Não era para ser um campeonato de futebol, um esporte, um divertimento, enfim, nada que me dissesse respeito?
— Desculpe. Eu tentei substituí-lo pelo distanciamento crítico, mas...
— Só me diz uma coisa. Se a prorrogação terminar sem que ninguém marque gol, o que acontece?
— Aí decidem nos pênaltis.
— Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você parece que não tem coração.
— Mas nada disso vai acontecer com o Brasil. Prorrogação, pênaltis, nada disso.
— Quase aconteceu contra a Dinamarca!
— É, mas...
— Me tira daqui!
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise os verbos em destaque nas frases das assertivas a seguir. Quais verbos estão no tempo futuro?
I. “Bianca viajará para Natal na semana que vem.”
II. “Adriana estava desanimada da última vez que a encontrei.”
III. “Iremos ao supermercado na próxima terça-feira.”
Assinale a alternativa correta:
Primeira coluna: preposições
1. Formam-se mais tempestades em nós mesmos que no ar, na terra e nos mares.
2. A senhora me deu recomendações para minha mãe. Eram conhecidas há muito.
3. A pessoa sábia converte a desgraça em ventura, a tola muda a fortuna em miséria.
4. Assustada, ela esfregava uma mão contra a outra. Não conseguia controlar o medo.
Segunda coluna: sentidos
(__) Denota a nova natureza ou forma que uma pessoa ou uma coisa se converte.
(__) Denota fim, destinação.
(__) Denota lugar ou situação.
(__) Denota reciprocidade de ações.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
(__) Em "Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente 'seco e encalistrado', depois simplesmente se acostumou", o advérbio "primeiramente", apesar do sufixo -mente, que lhe confere sentido de modo, estabelece uma relação sequencial e temporal, a qual é confirmada pelo advérbio "depois". Dentro do contexto, os dois são responsáveis pela articulação das ideias entre as orações e pelo efeito de sentido pretendido pelo autor: na ordem cronológica dos fatos, houve uma sequência de ações. Já o advérbio "simplesmente" indica uma maneira, um modo, modificando o verbo "acostumar-se".
(__) No primeiro parágrafo, o autor do texto afirma: "Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do 'lirismo comedido' de Bilac [...]". Um dos recursos para dar conexão entre as ideias é o uso das chamadas locuções ou expressões de transição, as quais permitem encadear de maneira coerente vários enunciados. Um exemplo dessas locuções é "por outro lado", a qual pressupõe, anteriormente e ainda que de modo subentendido, a locução "de um lado". As duas expressões (mesmo "de um lado" estando subentendida) estabelecem uma relação de oposição. Nesse excerto do primeiro parágrafo, "por outro lado" pode ser substituída por "sob outra perspectiva", mantendo o sentido construído pelo autor.
(__) Em "Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico", a expressão "em vez de", que significa "em lugar de", pode ser substituída por "ao invés de" porque, nesse contexto, não compromete o sentido.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Na manhã de 1º de novembro de 1755, um terremoto com epicentro a cerca de 290 km da costa portuguesa atingiu Lisboa, a quarta maior cidade europeia, durante as celebrações do feriado cristão do Dia de Todos os Santos. Os efeitos e reverberações da catástrofe, amplamente divulgada e exaustivamente interpretada, abalaram a consciência europeia e se fizeram sentir muito além dos limites espaciais e temporais do desastre. O que parecia sólido desmanchou-se no ar.
Após o primeiro abalo, às 9h30 da manhã de um domingo de sol, dois grandes choques sucederam-se em rápido intervalo e foram seguidos, cerca de meia-hora mais tarde, por um tsunami com ondas de até 12 metros que adentraram a foz do rio Tejo e cobriram o centro da capital. Atiçada pelo grande número de velas e candelabros acesos nas casas e igrejas, uma tempestade de fogo alastrou-se pela cidade; o incêndio durou seis dias e reduziu a cinzas o pouco que ainda restara, além de produzir uma nuvem de fumaça que bloqueou a luz solar.
A tragédia de Lisboa foi o mais aterrador desastre natural pontual da Europa desde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. “O demônio do terror”, declarou Goethe, “talvez nunca antes tivesse se espalhado pelo mundo com tal força e velocidade”. Mas o que tornou o terremoto de 1755 a primeira catástrofe natural moderna não foi apenas sua inusitada magnitude. Foram seus impactos e reverberações na história das ideias e nas políticas públicas. As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas.
Geralmente, eventos catastróficos pontuam a trajetória humana desde os tempos imemoriais: a família de legendas em torno do dilúvio primordial que demarca as grandes eras da existência e inaugura um novo tempo — narrativa comum às mais diversas tradições culturais e religiões do oriente e ocidente — atesta a ubiquidade do tema desde a mais remota ancestralidade.
Fonte: Revista Brasileira. Adaptado.
“[...] As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas. [...]” (3º parágrafo)
Nesse segmento do texto, encontramos:
Cão! Cão! Cão!
Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?" O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?”
FERNANDES, Millor. Fábulas Fabulosas. São Paulo: Nordica, 1973.
( ) No texto, predomina a estrutura narrativa, com ocorrência de estrutura descritiva.
( ) As reticências expressam conhecem muito bem. enunciados incompletos na conversa entre os amigos, pois se conhecem muito bem.
( ) Na narrativa prepondera o tempo psicológico, em função do estado de tensão emocional dos personagens.
( ) O processo de formação do verbo “encompridou” denomina-se parassíntese.
( ) Tem-se uma ocorrência de conotação em “... o tempo passou pela conversa”.
( ) No trecho “Se despediu, efusivo como chegara, e se foi”, a colocação dos pronomes oblíquos está de acordo com as regras da norma culta formal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo: