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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

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Q3692297 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras pertencem à classe dos substantivos coletivos:
Alternativas
Q3692296 Português
Analise o texto abaixo:

“Maria é uma menina muito querida, inteligente e feliz.”

Assinale a alternativa que indica corretamente a classe gramatical das palavras destacadas.
Alternativas
Q3692294 Português
Assinale a alternativa em que a palavra é um substantivo do tipo feminino:
Alternativas
Q3692293 Português
Assinale a expressão que emprega corretamente o uso do plural.
Alternativas
Q3692292 Português
Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao gênero feminino do adjetivo “mau”. 
Alternativas
Q3692290 Português
Leia o trecho abaixo:
“Todas as manhãs, João e seu cãozinho passeavam pelas ruas da vila para ouvir o canto dos passarinhos. Os dois moravam em uma pequena casa na Rua das Canções.”
Assinale a alternativa que indica corretamente quantos substantivos estão escritos no diminutivo.
Alternativas
Q3691717 Português
Identifique em qual das sentenças a seguir ocorre numeral multiplicativo.
Alternativas
Q3691714 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
O verbo em “— Eu comprei um vaso.” está conjugado:
Alternativas
Q3691713 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Os vocábulos “sem” e “sequer”, que ocorrem no trecho “[...] sem sequer me dar conta do que fazia.”, pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Alternativas
Q3691592 Português
O processo de formação de palavras em que dois radicais se unem, de modo a preservar a delimitação vocabular de cada uma das partes, e formam uma palavra nova de significado único e constante é denominado:
Alternativas
Q3691583 Português
Os pronomes que indicam lugar, posição ou identidade dos seres em relação às pessoas do discurso são classificados como:
Alternativas
Q3691577 Português
As sentenças a seguir apresentam lacunas, que devem ser preenchidas com palavras derivadas dos adjetivos dados entre parênteses. Analise-as e assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas de cada sentença, considerando a possibilidade de as palavras derivadas serem ou não da mesma classe gramatical das respectivas palavras de que derivam.

I. A …. (belo) natural das florestas deve ser reconhecida e preservada.
II. O rapaz, que estava …. (pobre), negou o convite.
III. O assunto …. (litígio) foi pauta das últimas reuniões.
Alternativas
Q3691573 Português
Relacione as nomenclaturas morfológicas indicadas a seguir a cada uma das definições apresentadas. Na sequência, assinale a alternativa que apresenta a numeração correta para cada uma das afirmações dadas, respectivamente.

(1) Afixo (2) Raiz (3) Desinência
( ) Elemento terminal indicativo das flexões das palavras. ( ) Elemento que se junta a um radical ou tema para formar neologismos. ( ) Elemento originário e irredutível em que se concentra o significado das palavras, do ponto de vista histórico.
Alternativas
Q3691532 Português

LEIA o texto a seguir para responder a questão. 


    “Durante todo um pesado, sombrio e silencioso dia outonal, em que as nuvens pairavam opressivamente baixas no céu, eu estive passeando, sozinho, a cavalo, através de uma região do interior, singularmente tristonha, e afinal me encontrei, ao caírem as sombras da tarde, perto da melancólica Casa de Usher.


Não sei como foi, mas, ao primeiro olhar sobre o edifício, invadiu-me a alma um sentimento de angústia insuportável, digo insuportável, porque o sentimento não era aliviado por qualquer dessas semi-agradáveis, porque poéticas sensações com que a mente recebe comumente, até mesmo as mais cruéis imagens naturais de desolação e de terror. Contemplei o panorama em minha frente, a casa simples, os aspectos simples da paisagem da propriedade, as paredes glaciais, as janelas vazias, semelhando olhos, uns poucos canteiros de caniços e uns poucos troncos brancos de árvores mortas, que só posso comparar, com propriedade, a qualquer sensação terrena, lembrando os instantes após o sonho de ópio, para quem dele desperta, a amarga recaída na vida cotidiana, o terrível tombar do véu. Havia um enregelamento, uma tontura, uma enfermidade de coração, uma irreparável tristeza no pensamento, que nenhum incitamento da imaginação podia forçar a transformar-se em qualquer coisa de sublime”.  


(POE, Edgar Allan – A queda do solar de Usher) 

Analisando o emprego dos adjetivos no excerto, a caracterização do espaço contribuiu para o estado de espírito do narrador:
Alternativas
Q3691450 Português
“Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar”.
A classe de palavras pertencentes a essas destacadas, de acordo com o contexto são, respectivamente: 
Alternativas
Q3691377 Português
Em qual frase a palavra destacada está como SUBSTANTIVO?
Alternativas
Q3691375 Português
“Não ficamos (....) com nossos amigos, porque não trouxemos um (...) exemplo de conduta. Com certeza não foi um (...) encontro.” 

A alternativa que completa, CORRETAMENTE e respectivamente, as lacunas: 
Alternativas
Q3691232 Português

                                  Imagem associada para resolução da questão


PUBLISHNEWS. Os passarinhos – esquecimento global. 09 maio 2025. Disponível em 

<https://www.publishnews.com.br/materias/2025/05/09/os-passarinhos-esquecimento-global>.



Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta em relação aos quadrinhos acima.


Alternativas
Q3691231 Português
“Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na plantação Eu te asseguro, não chore não, viu? Que eu voltarei, viu, meu coração?”

                                                                                                                        (Asa Branca, de Luiz Gonzaga)                                                                                                                                                                                    

Em relação às palavras empregadas na letra de música acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3691023 Português
Analise os termos destacados na frase e relacione-os à sua correta classe gramatical na ordem em que aparecem:
Meu amigo resgatou dois vira-latas. Achei isso muito bacana da parte dele.”
Alternativas
Respostas
2561: E
2562: B
2563: A
2564: D
2565: A
2566: B
2567: B
2568: C
2569: E
2570: E
2571: D
2572: A
2573: B
2574: D
2575: C
2576: C
2577: B
2578: A
2579: B
2580: C